Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Ent�o n�o lhe mostramos?
Senhor!
Dupla sorte � a minha,
que impensadamente me coloca aos p�s
de um marido t�o digno de sua bela esposa.
Nunca aspirei � honra de lhe declarar pessoalmente
minha sincera admira��o.
Muito obrigado.
Entre, senhor.
Bem, lamento entrar na sala com botas de campo.
E o Sr. Franco?
N�o, ele n�o est�.
Bem,
pe�o que aceite uma bebida, poeta.
- Sa�de. - Sa�de.
Outra ta�a, senhora?
J� se convenceu de que � um licor suave?
Obrigada.
Outra?
Voc� est� bebendo?
Sim. O Sr. Barrera insistiu muito.
Ele tamb�m me deu este perfume.
� um presente insignificante, perdoe-me.
Trouxe especialmente...
N�o para minha esposa.
Talvez para Griselda.
Voc�s se conheciam?
De modo algum, Sr. Cova.
A sorte n�o tem sido favor�vel comigo.
Fiquei sabendo de sua presen�a nestas terras
por not�cias de que alguns ladr�es, sem d�vida alguma,
teriam tentado expropriar, em meu nome, uma mercadoria.
E, assim que amanheceu, vim apresentar meu respeitoso protesto
contra esse atentado inaceit�vel.
O u�sque e o perfume.
S�o humildes oferendas para expressar meu sentimento de antiga devo��o
que professo aos donos desta casa.
Voc� ouviu, Alicia?
Devolva o frasco para Griselda.
N�o.
Voc�s tamb�m s�o donos desta fazenda.
E, como tal, eu os considero.
Porque onde quer que voc�s cheguem s�o, por direito de simpatia,
donos de tudo que os rodeia.
Pela honra de ter nestas terras
um poeta como o senhor, Sr. Cova.
Sa�de.
Sa�de.
No long�nquo Brasil,
suas estrofes foram alimento para meu esp�rito,
que me davam saudade do meu pa�s ausente.
Sr. Barrera,
eu nunca soube que, em Vichada, havia empresas da magnitude da sua.
Minha n�o, minha n�o.
Sou um modesto empregado a quem pagam apenas 2.000 libras por ano,
sem despesas.
Arrependo-me de n�o ter arrancado a pele dele ali mesmo,
como � cobra perigosa que era.
Acho que � hora de ir embora.
Lembran�as aos senhores ausentes, por favor.
Transmita-lhes meu protesto contra os abusos dos assaltantes.
Espero voltar em breve para esclarecer pessoalmente o incidente.
Sr. Cova.
Sr. Barrera.
- Alicia... - Prazer.
Eu o acompanho, Sr. Barrera.
Muito bonitas as esmeraldas.
Ganhei-as h� muito tempo. � tudo que tenho.
E esse sujeito, de onde apareceu?
Chegou a cavalo do outro lado do rio. Griselda o atravessou na canoa.
- E voc� o conhecia de antes? - N�o.
N�o?
Mas aceita o perfume dele?
Sim.
O Sr. Barrera me diverte. Agora ele decidiu que quer esmeraldas.
Olha em qual ele est� de olho.
Se fosse por ele, a arrancaria de mim.
Cuidado, ele pode arranc�-las com a cabe�a.
N�o discuta comigo, j� ganhei.
Ei, crist�o!
A VORAGEM
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno...
Pai? Pai, me escute.
Minha irm� est� sempre com aquele sujeito.
J� falei para minha m�e, mas ela n�o acredita.
O senhor tamb�m n�o acredita em mim?
Como quer que eu acredite?
Estamos falando da dignidade da sua irm�.
Gertrudis � sua irm� mais velha e vai se casar, goste voc� ou n�o.
- Pai, acredite em mim, eu... - Deixe de ci�me!
Concentre-se em terminar os estudos e torne-se honrado, como seu pai.
Honrado?
- Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno. - E a luz perp�tua a ilumine.
N�o quero ser como o senhor, pai,
nem como minha irm�, que � uma descarada.
E a luz perp�tua a ilumine.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Filho...
perdoe-me.
Eu vou embora, pai.
- Para onde? - Para Putumayo, ganhar dinheiro.
Voc� enlouqueceu, Luciano.
Sim, como minha irm�, que foi embora com aquele sujeito.
O que voc� disse, Luciano?
Luciano...
- Esta fam�lia � uma vergonha, pai. - Luciano...
- Adeus, pai. - Luciano!
Adeus!
Adeus!
- Descanse em paz. - Que assim seja.
Juro por Deus e por Sua justi�a que trarei Luciano vivo ou morto,
para acompanhar seu t�mulo.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno.
E a luz perp�tua a ilumine.
Custodio Morales...
Dom Custodio Morales?
Quem o procura?
Clemente Silva. Estou atr�s do meu filho.
Disseram que me ajudaria.
Os seringueiros o enganaram e o levaram.
Preciso chegar a La Chorrera.
Voc� vai se meter na boca do lobo, amigo.
Essa zona � governada pelos Arana.
Praticamente h� mais peruanos do que os nossos.
Eu j� n�o tenho nada neste mundo.
Se tiver que ir para o inferno e enfrentar o pr�prio diabo, eu irei.
Dom Custodio, ajude-me.
Se o senhor � pai, entende o que � perder um filho.
Tanta emo��o desde que come�ou sua viagem, menina.
Est� pagando o pre�o.
A emo��o ou a crian�a?
Beba este caldo, menina, n�o pode parar de comer.
Tem um m�dico por aqui?
N�o precisa.
Descanse e vamos ver.
O que quer?
Descansar.
Se voc� n�o melhorar � noite, buscarei um m�dico at� o fim do mundo.
J� estamos no fim do mundo e voc� n�o percebeu, poeta.
Essa raiva n�o faz bem para a crian�a, menina.
Cedo ou tarde, voc� vai ter que perdoar seu homem.
Ele n�o � meu homem e n�o sou mulher dele.
Pergunte com jeito, amigo.
N�o se meta em problemas com os peruanos.
Em Puerto Florida, as pessoas s�o perigosas, estou avisando.
Senhor, bom dia. Quem manda aqui?
Bom dia.
Meu nome � Clemente Silva.
Estou procurando um jovem de Pasto chamado Luciano Silva,
n�o sei se por acaso o conhece.
Se quiser, tamb�m posso trabalhar com borracha.
Eu sou bom. Se precisar de trabalho, eu poderia trabalhar. O que acha?
Passe isso para mim.
Para onde eu levo, patr�o? Diga-me.
Ora, sem-vergonha!
Eu j� sabia que voc� era um malandro.
S�o estas as esmeraldas que Barrera tanto deseja?
Posso deixar para voc�.
E como posso tir�-las?
Assim.
Mas n�o deixe sua mulher nem meu marido saberem.
DIAS DEPOIS
Obrigada, menina!
Ningu�m tinha costurado um vestido para mim.
Nem a menina Griselda! Com tudo que fiz por ela.
Sempre falando mal do jacar�, mas usando o couro dele.
E os homens, o que acham? Estou bonita?
- Ficou linda, m�e. - Cafuzo, saia da�.
Alicia...
Deveria fazer roupas de maternidade, j� que tem tantos tecidos.
- Como est�, Griselda? - N�o...
J� vestiu? Eu ajudo. Espere aqui.
Alicia j� n�o me tratava apenas com indiferen�a,
mas com um desprezo mal dissimulado.
Falta linha.
Tiana, me passe essa linha.
Desde ent�o, comecei a me apaixonar por ela.
E at� comecei a idealiz�-la.
Na verdade, ela n�o � bonita,
mas por onde passa os homens sorriem.
Mas ela � minha.
Alicia...
O que Griselda diz de mim?
Que...
Que � inferior a Barrera.
Como?
Em que sentido?
- N�o sei. - Porque n�o a persigo?
O que voc� sabe?
Todas se apaixonam por voc�?
- Que ing�nuo voc� �. - Bom dia!
Dom Rafo!
Ol�, menina.
Griselda e Fidel ficaram em Hato Zubieta.
Eu vim porque tenho algo muito importante para lhe perguntar.
- Nos encontraram? - Voc� gostaria?
Voc� que gostaria!
Assim ficaria livre para perseguir galinhas por toda a regi�o.
Fique tranquila, menina, vamos falar de neg�cios.
Dom Rafo, vou trazer algo para o calor, algo para beber.
Calma, homem.
N�o sabe que uma mulher gr�vida � mais feroz do que uma tigresa faminta?
Tenha paci�ncia.
Mil touros a cr�dito e a pre�o baixo.
A �nica condi��o � que temos que peg�-los.
Zubieta s� exige garantias,
e Franco tem que arriscar La Maporita como garantia.
Filho, esta � a oportunidade de nos associarmos.
O lucro � grande.
Sim, eu fa�o o que voc�s quiserem.
Meu amor, todo o dinheiro que eu ganhar ser� para voc�.
Eu contribuo com meus cavalos.
Tenho que ir a Arauca para resolver umas d�vidas,
e acho que consigo juntar mil pesos.
E eu tenho 30 libras.
Para as despesas da Alicia e para pagar a perman�ncia nesta casa.
Isso. Em tr�s dias eu vou
e volto em um m�s, antes do inverno chegar.
No final de junho, chegamos a Villavicencio com o gado
e de l� vamos para Bogot�.
Um brinde?
Brindemos � sorte e ao amor.
- Sa�de. - Sa�de.
O contrato com Zubieta j� est� feito?
Fidel, isso vai dar certo.
E se o neg�cio der errado, n�o se preocupe, tenho como me garantir.
Olhe, poeta. Voc� nunca nos contou o que veio fazer nessas savanas.
Dom Rafo n�o contou?
Caprichos.
Eu queria conhecer o Arauca, descer at� o Orinoco e ir para a Europa.
Mas Alicia est� muito mal e n�o sei o que fazer.
Mas isso n�o s�o problemas, poeta.
Tenho pena que a safada da Griselda
esteja tentando transformar sua senhora em costureira.
N�o se preocupe, a Alicia passa o tempo
entre a pintura, o piano e os bordados.
Sr. Inconstante, como est� mudado.
Tudo bem com os neg�cios?
Leve-me para Vichada, quero ir com voc�!
N�o me diga que tem medo do meu marido.
Tenho avers�o a voc�.
Desgra�ado.
A menina Alicia n�o sabe de nada.
S� me pediu para n�o acreditar em voc�.
Como assim?
O homem da plan�cie � sincero
e o homem da serra n�o vale nada.
Alicia, n�o gosto da sua amizade com Griselda,
ela vai contagiar voc� com a vulgaridade dela.
- N�o continue dormindo com ela. - Quer ficar sozinho com ela?
N�o vai respeitar nem o dono da casa?
Acham que sou inferior a Barrera?
Mantenha os bra�os firmes. Mire.
Isso!
- Respire e atire. No tr�s. - Eu miro...
Um, dois...
Um...
Isso!
Est� �tima!
Como perdeu a timidez r�pido.
N�o se pode confiar nos maridos, preciso aprender a fazer tudo.
Quando quiser, eu te ensino, poeta.
Poeta, se refresque um pouco com esta garapa.
Est� quente demais.
Qual � a sua terra?
Esta. � aqui que estou.
Colombiana de nascimento?
Sou da plan�cie, dos arredores do Manare.
Como diz o ditado:
"Onde est� seu deus? Onde nasce o sol."
Quem � seu pai?
Agora, minha m�e.
O importante � que voc� nasceu, filho.
Voc� vai para Vichada?
Fiquei encantado por uns dias, mas o Sr. Fidel soube e me assustou.
E dizem que s�o s� montanhas, onde n�o se pode ir a cavalo.
- Para qu�? - A montanha � para os �ndios.
Os jovens tamb�m gostam da savana.
Eles pegam os touros em p�, em corrida limpa,
e os cortam at� dar prazer, at� 40 cabe�as por dia, e comem uma.
As outras ficam para urubus e carcar�s.
O falecido Jaspe saiu com o cavalo,
e o pegaram em uma debandada e o mataram,
nem adiantou gritar.
Mas est�vamos desarmados, e eles eram uns vinte.
As flechas voavam por todos os lados.
Jaspe os perseguia com os vaqueiros e os c�es.
Onde matava um, acendia uma fogueira
e fazia com que fosse assado para que os fugitivos vissem.
Mas, m�e, os �ndios mataram a fam�lia dele.
E, como por aqui n�o h� autoridade, temos que nos virar sozinhos.
Temos que nos unir para procur�-los.
Ca��-los como animais?
Isso � desumano.
O que voc� n�o fizer com eles, eles fazem com voc�.
Pare de contrariar, cafuzo tagarela.
N�o v� que o poeta estudou?
Pergunte se ele masca tabaco e ofere�a-lhe um pouco.
V� buscar "vem-vem".
Se me der um pouco mais, trago "vem-vem".
Tome, veja se est� bom. Beba e v� buscar "vem-vem".
O que � isso?
� um pedido da menina Griselda.
� uma casca de �rvore que serve para fazer se apaixonar.
Queria te dizer tanta coisa Queria te dizer tanta coisa
Mas � melhor ficar calado
Ao touro, a ponta do chifre Ao cavalo, a barbela
� mulher, o carinho Ao homem, a vontade
Quando um pobre mata um frango Quando um pobre mata um frango
J� n�o tem mais fome
Uma velha me ofereceu Uma galinha saraviada
Em troca de cuidar da filha dela Redonda como empanada
Bem depois que eu a comi Bem depois que eu a comi
N�o me deu galinha nem nada
Que velha sem-vergonha E o jeito dela de negociar
- Isso! - Verdade!
Eu sou como o mar agitado Eu sou como o mar agitado
Ando com a tempestade
E sou como a toninha E sou como a toninha
Ando com a tempestade
Queria te dizer tanta coisa Queria te dizer ainda mais
Quando um homem se apaixona A correnteza o leva
No dia em que Dom Rafo se separou de n�s,
senti uma vaga tristeza, um press�gio de males pr�ximos,
uma certeza de aus�ncia eterna.
Vou sentir muito sua falta, Dom Rafo.
Sem voc�, vou ficar no deserto.
N�o se preocupe, menina, eu volto logo.
Cuide-se bem.
Entendi que esse deserto tinha algo a ver com meu cora��o.
Fidel e Correa deveriam acompanhar o viajante at� Tame,
evitando que os homens de Barrera
os despojassem do que levavam consigo.
Aqui eu espero, Dom Rafo.
Vamos ficar ricos.
Por que n�o me levavam junto?
O que imaginariam?
Que eu era menos homem?
Vamos contratar vaqueiros para pegar os touros
e em menos de uma semana voltamos.
Poeta...
te encarrego da minha casa.
N�o se preocupe, Fidel.
Tudo est� em boas m�os.
Quem cuida de duas mulheres, dorme com as duas.
Quase gritei com eles,
cobrando-lhes um ressentimento repentino que me invadia.
Voc� n�o est� com calor?
Alicia...
Arturo, saia daqui! Voc� est� b�bado.
Alicia, n�o estou b�bado.
- Deixe-me... - Saia!
- N�o estou b�bado. - Saia!
Voc� me ama?
- Deixe-me! - Voc� me ama, n�o �?
B�bado!
N�o, tomei uns tragos. Dois goles.
Se preparasse com casca de quinina, n�o daria calor.
� muito cedo para estar b�bado.
Alicia...
Alicia, minha Alicia...
Est� bem...
Pronto. N�o...
Alicia...
Minha Alicia.
Sr. Cova, que seu corpo e sua alma me venerem.
E que esta casquinha o amarre ao meu cora��o.
Mate-o!
Mate-o!
Mate-o!
Deixe-o ir, filho, n�o h� mais rem�dio.
Venha, poeta, um parente est� procurando voc�. Ande!
Agora quem manda aqui � o branco.
Voc� tem que pedir permiss�o para levar o frango.
N�o empresto o tiple quando o dono n�o est�.
Ele � o Miguel. Antes trabalhava por estas terras.
Agora trabalha com o Sr. Barrera. Podem conversar.
Patr�o...
este galo � meu e o quero para as brigas que v�o ter.
E o Sr. Barrera n�o mandou nenhuma encomenda?
Para o senhor, n�o.
Para quem, ent�o?
Para ningu�m.
Tem certeza?
Sim, senhor.
De onde veio esta sela?
O Sr. Barrera comprou de um homem, uma cobra matou o cavalo dele.
Ela fica aqui, me roubaram esta sela.
Onde est� Barrera?
Onde est� escondido?
Se me disser, dou-lhe o galo, o tiple e algumas libras.
Se n�o, dou-lhe uma surra.
Solte-me para que n�o suspeitem que confessei.
Ele ficou agachado na outra margem do monte,
porque n�o viu o sinal combinado.
O poncho pendurado na porteira, do lado vermelho.
Por isso ele me mandou com a encomenda.
Se n�o houvesse perigo, eu tiraria a sela do cavalo e esperaria por ele.
Ele vem � noite.
E como eu aviso?
Eu tinha que tocar o tiple, mas n�o consegui falar com a patroa.
Ao ouvir isso, senti uma satisfa��o maligna.
N�o diga nada a Griselda.
E tire a sela!
Tiana, vamos matar o galo vermelho e fazer sancocho.
Querem que eu ajude a mat�-lo?
N�o, menina. Com essa m�o, como vai saber matar um galo?
A menina toda elegante matando galos!
Mas nos ajude com o sancocho. Descasque a mandioca, se quiser.
Griselda?
Um tal de Miguel est� perguntando pelo tiple.
Eu entrego?
Sim, d� para ele, ele sabe tocar. Mas devolva, � do Antonio.
O tiple est� ali na sala.
Aqui est�.
Esse rum est� amargo.
Com qual das duas Barrera tem encontro?
N�o sei com qual �.
Com as duas?
Deve ser isso.
Pensa em matar aquele homem?
N�o.
S� quero saber por que ele veio.
E se for para se encontrar com sua esposa?
Porque isso ficaria muito feio para voc�.
Voc� acha que eu deveria mat�-lo?
Isso � problema seu.
Espere por ele na cerca,
que eu fico aqui cantando.
N�o fique b�bado, tenha pulso firme.
J� estava decidido.
Na manh� seguinte, um de n�s n�o estaria aqui para contar a hist�ria.
Era ele ou eu.
Barrera poderia ser o dono de tudo ao meu redor,
mas n�o de mim.
N�o se assuste, patr�o, sou eu.
Esqueci de lhe dizer que sou obrigado a levar a canoa para Barrera.
Se n�o, ele n�o vem.
Quando viermos,
acerte o da frente.
Se acertar, eu o jogo para os jacar�s e as contas est�o quites.
R�pido.
Esperei at� o amanhecer...
mas ningu�m voltou.
Deus sabe o que teria acontecido.
Para onde vai com essa espingarda?
Vou procurar Barrera, que amanheceu por aqui.
Voc� � mesmo exagerado.
Quanto lhe devemos, menina Griselda?
- O que est� dizendo, crist�o? - O que ouviu.
Sua casa n�o � para gente honrada.
Cale a boca, voc� est� b�bado.
Mas n�o com a bebida que Barrera te trouxe.
Era para mim?
Quer dizer que era para a Alicia?
N�o pode obrig�-la a amar ou seguir voc�.
Todo amor � como o vento,
que sopra para qualquer lado.
Alicia!
Voc� percebe o que est� acontecendo por sua culpa?
- Como minha culpa? O que eu fiz? - Fa�a as malas, vamos embora!
Vou matar Barrera na sua frente!
Est� louco! Como vai cometer esse crime?
Sente pena do morto? Sente pena de eu mat�-lo?
Vou matar voc� tamb�m, vou matar todas voc�s.
- Solte-a! - E tamb�m vou me matar!
Vou matar todas voc�s.
N�o dizem que estou louco?
Tamb�m n�o estou b�bado! Vou matar todas voc�s!
Poeta? Poeta!
Socorro!
H� uma ard�ncia no meu c�rebro.
Calma, poeta. Calma.
Calma.
Socorro...
- Alcoviteira. Alcoviteira... - N�o, n�o chore...
- Alcoviteira! - Arturo!
- Alcoviteira! Griselda alcoviteira! - Calma! Calma.
Griselda alcoviteira! Griselda alcoviteira!
Solte-me!
- Solte-me! - Alcoviteira! Alcoviteira!
Alcoviteira!
Fidel! Fidel!
Onde est� Fidel, que n�o vem defender sua mulher?
Aqui estou!
Fidel! Fidel!
Alicia! Alicia!
N�o importa que voc� me deixe sozinho. Para isso sou um homem rico.
Rico!
N�o quero nada de voc�, nem do seu filho, nem de ningu�m.
Que esse bastardo nas�a morto. Nem meu filho ele ser�.
V� com quem voc� quiser!
Seus olhos dizem a verdade!
Voc� � a amante de Barrera. � uma amante qualquer, Alicia.
V� embora!
Venha, menina.
Alicia, voc� � a amante de Barrera!
Barrera!
Pronto... Fidel!
Vou me vingar!
Barrera!
Voc� n�o serve para nada.
Vou mand�-lo para o inferno.
Este tem que ser mandado para El Encanto!
Para que aprenda.
Levem-no.
Quem, ao me recordar, pensar no meu fracasso
e se perguntar por que n�o fui o que poderia ter sido,
saiba que o destino implac�vel me arrancou da prosperidade incipiente
e me lan�ou nos pampas para vagar como os ventos...
e me extinguir como eles,
sem deixar nada al�m de ru�do e desola��o.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.