Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
SHERLOCK HOLMES
Joseph! Ajuda-me! Joseph! Ajuda-me!
Que grande desgra�a... ru�na...
Meu Deus... Inglaterra... o Tratado... um traidor levou...
A vergonha... que Deus me perdoe...
O TRATADO NAVAL
Holmes! Holmes!
Holmes!
Holmes! Holmes!
Veio em m� altura, Watson.
Sirva-se de rap� do chinelo Persa. J� lhe dou atenc�o.
Se isto continuar azul, fica tudo na mesma,
se ficar vermelho, � a vida de um homem.
E pronto...
Sra. Hudson!
Sra. Hudson!
Chame o Billy, por favor,
e pe�a-lhe para enviar estes telegramas sem demora.
Sente-se, Watson.
Um crimezito vulgar.
Calculo que me traga algo mais interessante?
� um instigador do crime, n�o �, Watson? Qual � o problema?
Recebi uma carta de um antigo colega de escola.
Achei que era melhor l�-la.
Percy Phelps... aluno brilhante, arrecadou todos os pr�mios escolares.
Partiu para grandes voos em Cambridge.
Admito que me esquecera completamente dele at� receber isto.
Caro Watson, acredito que se recorde do Phelps ''lnocente'',
que estava na terceira classe quando voc� andava na quinta.
� poss�vel que lhe tenha chegado aos ouvidos
que atrav�s da influ�ncia do meu tio consegui um bom cargo
no Minist�rio dos Neg�cios Estrangeiros...
O tio dele � o Lorde Holdhurst.
... e que ocupava uma posi��o respeitosa e de confian�a,
at� que um terr�vel infort�nio me atingiu, minando a minha carreira.
Os seus relacionamentos com ricos s� o prejudicaram na escola.
Para n�s, era estimulante persegui-lo pelo p�tio do recreio
e bater-lhe nas canelas com uma estaca.
"Acha que pode trazer-me o seu amigo, Sr. Holmes, para falar comigo?"
- N�o nos diz muito. - Quase nada.
Mas a letra � interessante. Pertence a uma senhora.
N�o, certamente que pertence a um homem!
N�o, a uma mulher.
Ao pegar num caso,
� sempre importante saber
que um cliente est� em contacto directo com algu�m,
que, para o bem e para o mal, tem uma natureza excepcional.
Est� interessado?
Deveras.
Se est� pronto, partamos de imediato para Briarbrae House, Woing.
Os meus doentes...
Se os seus casos s�o mais interessantes que o meu...
la dizer que os meus doentes arranjam-se muito bem por 1 ou 2 dias.
- � a altura do ano mais fraca. - Excelente.
Visitemos ent�o este diplomata envolvido em t�o grave caso
e a dama a quem dita as suas cartas.
Sra. Hudson! �gua quente!
Rose, leva-me estas? Obrigado.
- Sr. Sherlock Holmes? - O meu colega e amigo, Dr. Watson.
Dr. Watson. Alegra-me que tenha vindo.
O Percy tem passado a manh� a perguntar por si.
Pobre amigo.
Vejo que n�o pertence � fam�lia.
Claro. Pelo monograma J.H.
Por momentos pensei que tivesse feito algo extraordin�rio.
Chamo-me Joseph Harrison
e uma vez que o Percy est� comprometido com a minha irm�, Annie,
serei pelo menos parente por afinidade.
Ir� encontr�-la no quarto dele. Tem cuidado dele nos �ltimos dois meses.
Rose... a casa.
Oi�a, eles chegaram.
- Quer que saia? - N�o, n�o.
Caro Watson, nunca o teria reconhecido com esse bigode
e atrevo-me a dizer que n�o estaria preparado para mo jurar.
De modo nenhum. Continua o mesmo inocente de sempre.
Calculo que este seja o seu famoso amigo.
Sr. Sherlock Holmes, o Sr. Percy Phelps.
- E eu sou a Mna. Harrison. - Minha noiva e minha enfermeira.
Sentem-se, por favor.
Mostrei a carta que me enviou ao Holmes.
- Sim, esperava que o fizesse. - N�o continha muitos pormenores.
Vou ent�o directo ao assunto.
Trabalho como escriv�o no Minist�rio dos Neg�cios Estrangeiros.
O meu tio � o Lorde Holdhurst. Ao tornar-se Ministro incumbiu-me...
...de delicadas miss�es de confianca que sempre realizei com sucesso.
- N�o duvido, caro amigo. - Pe�o-lhe que prossiga, Sr. Phelps.
H� quase 10 semanas... foi na noite de 23 de Maio...
...chamou-me � sua sala particular.
Percy, meu jovem sobrinho.
- Boa noite, tio. - J� soube do Tratado Naval,
que acabou de ser assinado entre Inglaterra e It�lia?
- Li rumores na imprensa. - Profundamente lament�vel
e � de suma import�ncia que n�o se saiba mais nada.
As Embaixadas Francesa ou Russa pagariam uma fortuna
para saber o seu conte�do.
Este � o original. N�o deveria sair do meu gabinete,
se n�o fosse absolutamente necess�rio ser copiado.
Leve-o de imediato para o seu escrit�rio e feche-o � chave.
Deixe-se ficar quando os outros sa�rem,
para que possa fazer o seu trabalho sem recear ser observado.
Quando tiver terminado, volte a guardar tanto o original
como o rascunho na sua secret�ria
e entregue-mos em m�o amanh� de manh�.
Tenha extrema cautela, sobrinho.
Fique descansado, tio.
Este Tratado... pode ser mais espec�fico quanto � sua natureza?
Em tra�os largos, define a posi��o da Gr�-Bretanha,
no seio da Tripla Alian�a,
caso a frota francesa ganhe vantagem sobre a lt�lia no Mediterr�neo.
Regressei de imediato ao meu escrit�rio,
onde encontrei um colega,
o Sr. Charles Gorot, que ainda trabalhava.
Ol�, meu velho.
- O que queria o tio? - Dar-me os parab�ns pelo noivado.
Espl�ndido!
Mais nada?
Um conflito pesqueiro que quer que copie.
J� n�o est� a bracos com aquela quest�o b�lgara, est�?
� extremamente longa,
cansativa e por hoje j� estou exausto.
Vai fazer ser�o novamente?
- S�o s� umas coisinhas... - Devia abrandar um pouco, meu velho.
A ambi��o � algo muito louv�vel,
mas n�o ignore a bela Mna. Harrison,
ou ainda lha roubam.
- Ela n�o olharia para si, Charles. - N�o me refiro a mim, meu caro.
Estou satisfeito com a minha Daphne.
- Boa noite. - Boa noite.
Certificou-se de que ele sa�ra antes de comecar a trabalhar?
Com certeza. Copiei o mais r�pido que consegui,
porque sabia que o Joseph...
...o irm�o da minha noiva... - Encontr�mo-lo no jardim.
...estava na cidade e voltava para Woing no comboio das 23 horas.
Queria apanh�-lo, se fosse poss�vel.
- Mas era um documento longo... - Escrito em franc�s.
Por volta das 21 horas sentia-me sonolento
e mal tinha comecado.
Pensei que um caf� me despertaria, de modo que chamei o porteiro,
que fica de servi�o a noite toda num cub�culo ao fundo das escadas.
Para meu espanto, foi uma mulher que respondeu ao meu chamado.
Desculpe... Chamei o Sr. Tangey...
Sou a mulher dele, senhor. Fa�o as limpezas no edif�cio.
Queria pedir-lhe uma ch�vena de caf�.
Eu vou pedir-lhe, meu senhor.
Esta mulher...
...nunca a vira antes no edif�cio? - Nunca.
O caf� tardava a chegar,
por isso desci para investigar.
- Deixando a sala desprotegida? - Sim.
Encontrei o Tangey adormecido...
Sr. Phelps.
Lamento, cavalheiro.
Devo ter adormecido por um segundo.
O seu caf�...
Mas se est� aqui em baixo, quem est� a tocar a sineta?
Sineta? Sineta de quem?
� a sineta da sala em que est� a trabalhar.
Correu escadas acima...
E o documento desaparecera da sua secret�ria?
Sim...
N�o, Deus meu!
N�o se cruzou com ningu�m no corredor?
Ningu�m. N�o havia ningu�m na sala, no corredor,
parecia tudo exactamente na mesma como eu deixara!
O Percy fez um rascunho do edif�cio, Sr. Holmes,
que achou que daria jeito... - Sim, � de extrema import�ncia!
Sim, acho que o percebi.
Ao descobrir o roubo, o que foi que fez?
Percebi logo que o ladr�o entrara pela porta lateral...
- Esta aqui... - Sim, naturalmente.
T�-lo-ia encontrado se tivesse vindo pelo outro lado.
E tem a certeza que ele n�o poderia estar escondido na sala,
ou no corredor? - Completamente imposs�vel.
Todas as outras portas estavam trancadas.
Regulamentos r�gidos do Minist�rio dos Neg�cios Estrangeiros.
N�o havia nenhum esconderijo.
Nem um rato se teria conseguido esconder.
Eu e o Tangey corremos escada abaixo at� Charles Street.
A porta l� de baixo estava fechada, mas destrancada.
Estava escuro, chovia.
N�o se via vivalma,
mas lembro-me perfeitamente do Big Ben bater as 21:45.
Um quarto para as 22?
� um facto de extrema import�ncia.
Eles entraram por aqui... Est� a ver, Holmes?
Encontr�mos um pol�cia na esquina,
mas n�o vira ningu�m abandonar o edif�cio no �ltimo quarto de hora,
excepto a mulher do porteiro. Corremos at� Whitehall.
Estava entupido de tr�nsito... Pessoas de um lado para o outro...
...desejosas apenas de encontrar um lugar ou um abrigo,
numa noite t�o chuvosa.
Nenhum vagabundo que pudesse dizer quem passara?
- Nada. - Chovera a noite toda?
Desde cerca das 19 horas.
O encadear dos acontecimentos � extremamente interessante.
E foi ent�o que voltou para o Minist�rio?
Viu se o intruso deixara marcas,
pegadas lamacentas, pontas de cigarro,
uma luva ca�da... um gancho de cabelo.
N�o havia nada.
Excepto o facto palp�vel,
da mulher do porteiro ter sa�do a correr do pr�dio 10 minutos antes!
O que fez a seguir, Sr. Phelps?
O pol�cia avisou a Scotland Yard.
Foi ent�o...
...que pela primeira vez me dei conta do horror da situac�o.
Tivera tantas esperan�as de recuperar o Tratado...
...nem me atrevia a pensar.
O Watson lhe dir� que eu era um estudante nervoso e sens�vel,
faz parte do meu modo de ser.
Pensei no meu tio...
...nos seus colegas de Gabinete...
...a vergonha que lhes traria...
...e a mim mesmo...
...a todos quanto conhecia.
Quem diria que fora v�tima de um incidente?
N�o h� lugar para...
...incidentes nos c�rculos diplom�ticos!
Estava arruinado...
...vergonhosamente e irremediavelmente...
...arruinado.
Calma, velho amigo...
Pronto...
Pronto, est� tudo bem.
Deixe-o respirar.
- A investiga��o est� conclu�da? - Adiada.
Pobre Percy. Que esfor�o terr�vel.
A carreira em perigo.
Parece n�o ter afectado a devoc�o da sua irm�.
H� quanto tempo conhece o Sr. Phelps?
Conheceram-se em Northumberland, no Inverno.
O Percy viajava em trabalho pela nossa regi�o.
- Foi amor � primeira vista. - A sua fam�lia aprovou a rela��o?
Sem d�vida, Sr. Holmes,
sobretudo ao saberem do parentesco de Percy com Lorde Holdhurst.
O meu pai � ferreiro e um grande apoiante do Partido Conservador.
Ela veio conhecer a fam�lia de Percy e voc� veio como acompanhante?
Correcto. Mesmo antes deles partirem para a Am�rica.
O casamento est� previsto para Setembro,
se o pobre homem recuperar.
Calculo que esperava que a visita fosse breve
e foi ent�o que se deu o incidente.
Posso perguntar-lhe qual � a sua profiss�o,
que lhe permita passar o Ver�o em Woing?
Como primog�nito, Sr. Holmes, espero herdar o neg�cio do meu pai.
Tamb�m negoceio em t�tulos e ac��es,
que me proporcionam uma certa independ�ncia.
Perd�o se a pergunta o ofendeu.
Na noite de 23 de Maio,
combinara encontrar-se com o Sr. Phelps em Waterloo,
para apanharem o comboio das 23 horas juntos?
N�o, talvez fosse essa a sua inten��o.
Sabia que eu estaria em Londres a jantar com o meu corrector,
mas n�o tinha combinado nada com ele.
Obrigado pelo seu tempo, Sr. Harrison. Quer que...
E quer? O quarto do doente.
Perd�o, Sr. Holmes.
J� estou mais calmo gra�as � medica��o do Dr. Watson.
V� com calma com ele, Holmes.
Resta-nos apenas a quest�o da mulher do porteiro, Sr. Phelps.
Sim, claro.
Se bem me recordo, pouco depois de voltarmos ao meu escrit�rio,
chegou o Inspector Forbes da Yard
para cheio de energia tomar conta do caso.
Cham�mos um cabriol�
e em meia hora est�vamos na casa de Tangey, em Brixton.
A porta foi aberta pela filha mais velha.
- O que deseja? - A sua m�e est�?
Ainda n�o chegou. Trabalha � noite nas limpezas.
Esperamos por ela se n�o se importa. Aqui?
Voltem para onde estavam e fechem a porta.
Ap�s cerca de 10 minutos ouvimos a porta da frente
e aqui cometemos um erro crasso pelo qual me recrimino.
M�e, est�o dois homens na saleta que querem falar consigo...
Meu Deus...
Se n�o � o Sr. Phelps do Minist�rio!
Quem pensava que �ramos quando fugiu de n�s?
Pensei que fossem os oficiais de dilig�ncias.
Tivemos problemas com um comerciante.
Temos raz�es para crer que roubou um documento importante do Minist�rio
e que correu para c� para se desfazer dele.
Aconselho-a a voltar connosco para a Scotland Yard para ser revistada.
Largue-me! N�o roubei documento nenhum!
N�o sei o que procuram!
Sr. Phelps!
Examinou a cozinha de fio a pavio?
Sim, n�o havia sinal dos documentos.
Veio uma carruagem e fomos os tr�s para a Scotland Yard.
Esperei com o cora��o ao p� da boca,
at� que a mulher pol�cia voltou com o seu relat�rio.
- N�o encontraram nada? - N�o me lembro bem.
Julgo que um pol�cia me conduziu at� Waterloo...
...onde por mera sorte encontrei o Dr. Ferrier,
que vive perto de n�s e ia apanhar o pr�ximo comboio.
O comboio que tomou seria ent�o...
O das 23:40, creio.
O Dr. Ferrier teve a amabilidade de me escoltar
e bem a tempo, porque tive um ataque na esta��o
e antes de chegar a casa estava � beira da loucura.
- O seu irm�o j� tinha regressado? - J�.
Fiquei surpreendida, mas n�o alarmada, por ele ter chegado s�.
O Percy costumava ficar a fazer ser�o e sabia que havia mais um comboio.
Por isso, fui deitar-me.
- E pouco depois da meia-noite... - Fui acordada...
...por um barulho assustador na entrada.
- Joseph? - Sim. Tragam-no aqui para dentro.
O seu irm�o estava a dormir c� em baixo, neste quarto?
Sim.
A minha fam�lia aproveitou a estadia na Am�rica,
para redecorar os quartos do andar superior.
Via-se que o pobre Percy iria passar por uma enfermidade prolongada.
O Joseph passou para o meu quarto e isto tornou-se no quarto do doente,
para mim.
� um quarto muito agrad�vel.
H� nove semanas que aqui estou, assaltado por del�rios.
Se n�o fosse a Mna. Harrison
e os cuidados do Doutor, n�o estaria agora a falar convosco.
Cuidou de mim durante o dia
e contratou uma enfermeira para olhar por mim � noite,
pois nos ataques de loucura era capaz de tudo.
S� nos �ltimos dias � que gradualmente recuperei a raz�o.
Telegrafei ao Inspector Forbes, que me disse n�o ter qualquer pista.
Por isso, em desespero de causa recorri a si, Sr. Holmes.
S� mais uma pergunta de import�ncia vital, Sr. Phelps,
disse a algu�m que estava incumbido desta tarefa especial?
- A ningu�m. - Nem � Mna. Harrison, por exemplo?
N�o. N�o regressei a Woing,
desde que fui incumbido da tarefa e a executei.
Que bela que � uma rosa.
N�o h� nada em que a dedu��o seja t�o importante
quanto na religi�o.
Pode ser transformada em ci�ncia exacta pelo raciocinador.
A nossa mais importante confian�a na bondade da Provid�ncia
parece residir nas flores. S� a bondade n�s surpreende,
e por isso volto a repetir,
que muito h� a esperar...
...das flores.
Tem perspectivas de resolver este mist�rio, Sr. Holmes?
Mist�rio?
Seria absurdo negar
que o caso � obscuro e complexo.
- V� alguma pista? - Deu-me sete,
mas tenho de test�-las,
at� que possa pronunciar-me sobre a sua validade.
Suspeita de algu�m?
Suspeito... de mim mesmo.
- Como? - Por tirar conclus�es precipitadas.
Ent�o volte para Londres e teste as suas conclus�es.
Um s�bio conselho, Mna. Harrison.
Sr. Phelps, n�o alimente falsas esperan�as.
O caso � muito complexo
e eu n�o fa�o milagres.
Pirralho.
Qual a sua opini�o sobre a Mna. Harrison?
Ou muito me engano, ou � boa pessoa.
- Acho que foi um pouco rude com ela. - Fui?
Estava apenas a proteger o seu amado.
Talvez demasiado?
N�o cr� com certeza que ela tem algo a ver com o caso?
O crime mais dif�cil de desvendar, Watson, � o que n�o tem um prop�sito.
Este tem, mas quem � que lucra com ele?
Temos o Embaixador Franc�s... o Russo...
...e quem quer que o venda a qualquer um deles.
E Lorde Holdhurst. N�o � totalmente despropositado,
um estadista encontrar-se numa posi��o,
em que n�o lamente ver tal documento destru�do acidentalmente.
N�o um estadista com a carreira respeit�vel de Lorde Holdhurst?
George!
Para o Minist�rio dos Neg�cios Estrangeiros.
Entrada de Charles Street.
George, quero que me fa�a um favor.
Encontre-me o cabriol� que l� deixou um passageiro,
�s 21:30 da noite de 23 de Maio.
Gorot...
...um nome franc�s. - Huguenote, mais especificamente,
mas sou t�o ingl�s quanto o senhor, Sr. Holmes.
Estou sob algum tipo de suspeita devido ao meu nome?
Nada disso. O Holmes tem uma av� francesa.
Eu apressar-me-ia a partir,
se n�o quisesse esbarrar com o Inspector Forbes.
Combin�mos encontrar-nos aqui com ele dentro de cinco minutos.
Sim, j� fui interrogado por ele.
Seguirei o seu conselho.
- Boa noite a ambos. - Boa noite.
Boa noite.
Nada de passagens secretas...
...janelas a uns bons nove metros acima do solo,
trancadas pelo interior.
A carpete elimina qualquer hip�tese da exist�ncia de um al�ap�o.
Quem quer que tenha tocado a sineta deve ter vindo logo at� � mesa.
Mas porqu� toc�-la?
O ladr�o ter-se-� arrependido?
Ou seria algu�m que o acompanhava e que ter� tentado impedir o crime?
Ou ter� sido...
Inspector Forbes, creio.
Sr. Holmes, sou um homem muito ocupado.
Tenho mais casos para al�m deste.
Mas nenhum t�o importante para o interesse nacional. Arrisco.
Permita que lhe apresente o meu amigo e colega, Dr. Watson.
O que deseja de mim, Holmes? Conheco os seus m�todos.
Usa as nossas informa��es,
soluciona o caso e faz-nos cair em descr�dito.
Pelo contr�rio, nos �ltimos 53 casos, o meu nome apareceu apenas em 4
e a pol�cia ficou com os louros por 49.
N�o o culpo por n�o o saber. E jovem
e inexperiente, mas se quer continuar a trabalhar,
vai colaborar comigo e n�o agir contra mim!
Que dilig�ncias levou a cabo?
Tangey, o porteiro, segundo soubemos,
saiu da Guarda com boas refer�ncias.
J� a mulher n�o � flor que se cheire. Bebe.
E o secret�rio, Gorot?
Tem sido vigiado estas nove semanas. N�o temos nada contra ele.
J� formou alguma teoria quanto � raz�o da sineta ter tocado?
N�o. Devo confessar que me ultrapassa.
Quem quer que tenha sido tinha sangue frio,
para dar o alarme dessa maneira. - Sim, foi uma atitude muito estranha.
Muito obrigado, Inspector,
e se conseguir entregar-lhe este ladr�o, receber� not�cias minhas.
Venha, Watson.
Posso perguntar onde v�o?
Entrevistar Lorde Holdhurst,
o Ministro dos Neg�cios Estrangeiros
e muito possivelmente o pr�ximo Primeiro-Ministro.
Boa noite, Inspector.
N�o posso fingir que ignoro os motivos da sua visita, Sr. Holmes,
mas posso saber no interesse de quem?
No interesse do Sr. Percy Phelps.
O meu desafortunado sobrinho.
Deve compreender que a nossa liga��o me impede de proteg�-lo.
Sim, mas e se o documento for encontrado, Lorde Holdhurst?
Naturalmente, o caso mudava de figura.
Lorde Holdhurst, foi nesta sala
que deu as directrizes para a c�pia do documento?
Foi.
E n�o falou disso a ningu�m sem ser ao seu sobrinho? Tem a certeza?
- Absoluta. - Nesse caso, se mais ningu�m sabia,
h�-de concordar
que a presen�a do lar�pio na sala do seu sobrinho
foi obra do acaso. Viu a oportunidade e aproveitou-a.
Isso j� n�o s�o contas do meu ros�rio, Sr. Holmes.
H� um ponto de suma import�ncia.
Receava,
segundo percebi, que graves consequ�ncias se seguissem,
se os pormenores deste Tratado se tornassem do dom�nio p�blico.
Consequ�ncias grav�ssimas.
- Ocorreram? - Ainda n�o.
Digamos que o Tratado caiu nas m�os do Minist�rio
dos Neg�cios Estrangeiros Russo,
ou Franc�s, por esta altura j� teria tido not�cias?
Com certeza.
Uma vez que passaram quase 10 semanas,
n�o � descabido pensar
que, por qualquer motivo, o Tratado n�o lhes chegou �s m�os.
Mas, Holmes, � pouco cred�vel que o lar�pio tenha roubado o Tratado
para emoldur�-lo e pendur�-lo na parede.
Talvez espere por uma oferta melhor, Watson,
ou talvez tenha adoecido subitamente.
Um dist�rbio mental repentino, talvez.
Eu n�o disse isso.
Lorde Holdhurst, j� lhe tom�mos muito do seu precioso tempo.
Bom homem.
Pesadas responsabilidades.
Mas tem de lutar para manter a sua posi��o
e est� longe de ser rico.
Reparou com certeza que as suas botas tinham levado solas novas?
Verdade?
Hoje n�o farei mais nada, sem ter os resultados relativos ao cabriol�.
Est� bem?
N�o quero roub�-lo mais ao seu trabalho, Watson,
mas ficar-lhe-ia muito agradecido se me acompanhasse amanh� a Woing.
O mesmo comboio que tom�mos hoje.
Sim, claro.
Boa noite, Holmes.
N�o, n�o quero. Esta noite dormirei sem rem�dios
e s�. - Mas Percy...
O Sr. Holmes deu-me novo alento e sinto que estou a melhorar.
Em Setembro temos uma cerim�nia na igreja, meu amor,
e tenciono comparecer.
- Dispensou a enfermeira. - Finalmente.
Confia demasiado no famoso detective.
V�s � que lhe dais for�as, n�o um simples detective.
E v�s, irm�o, sem o vosso apoio...
Ser� poss�vel que esteja no centro de uma conspira��o monstruosa,
em que a minha vida e a minha honra s�o os alvos?
Tanto quanto sei, n�o tenho inimigos no mundo.
Sem d�vida que teve a sua cota parte de azar, meu caro.
Acho que encontrei o local onde o ladr�o escalou o muro.
Fica na direcc�o da estrada.
Acha que isto foi feito a noite passada? Parece mais antigo.
Daqui n�o levamos nada.
Porque ter� o intruso escolhido a janela que d� para o p�tio?
Este lado da casa seria mais f�cil...
- � mais vis�vel do p�tio. - Sim, claro.
J� passou por esta situa��o?
N�o tem pratas na casa, nem nada que atraia os ladr�es?
Nada de valor.
- Descobriram algo em Londres? - Fal�mos com o Inspector Forbes,
com o seu tio.
O Holmes tratou de uma ou duas coisas.
- N�o perderam a esperan�a? - De modo nenhum.
- Deus o aben�oe por isso. - Se formos corajosos
e pacientes, a verdade vir� ao de cima.
Mna. Harrison, pe�o-lhe que fique neste quarto o resto do dia.
� de import�ncia vital. Esta noite, quando se for deitar,
tranque aquela porta por dentro e guarde a chave.
- Mas o Percy... - N�o diga a ningu�m. R�pido!
Prometa!
Porque est�s enfiada aqui dentro, Annie?
Vem para a rua. Ven�o-te ao croquet.
Tenho uma ligeira enxaqueca
e este quarto � deliciosamente fresco e tranquilizador, obrigado, Joseph.
Sr. Phelps, enquanto investigamos este caso menor,
n�o podemos esquecer-nos da nossa investiga��o principal.
Seria de grande ajuda se pudesse acompanhar-nos a Londres.
- Sente-se suficientemente forte? - Sim,
se acha que posso ajudar. Quer que passe a noite?
Estava prestes a propor-lhe isso.
Se o meu amigo nocturno vier visitar-me, n�o encontrar� ningu�m.
- E a Annie? - O Sr. Harrison cuida dela
e o meu amigo Watson cuidar� de si.
Est� pronto para partir dentro de uma hora?
Estamos nas suas m�os, Sr. Holmes.
H� uma ou duas quest�es que quero esclarecer
e a sua aus�ncia, Sr. Phelps, ir� ajudar-me.
Watson, ao chegar a Londres dirija-se logo a Baker Street
e fiquem l� at� que nos encontremos novamente.
E agora, deixo-os.
E nossa investiga��o em Londres?
Espero estar em Londres a tempo do pequeno-almo�o.
Ele � um homem verdadeiramente surpreendente, Watson.
Ainda c� est�?
- Como est� a sua enxaqueca? - Um pouco melhor.
O seu primeiro dia em nove semanas sem o inv�lido
e escolhe pass�-lo aqui.
Forca do h�bito.
- Janta esta noite? - N�o tenho apetite
e estou embrenhada na leitura. - Percebo.
Minha pobre irm�, como sofrestes.
O Sr. Holmes acaba de chegar, senhor.
Obrigado, Horace.
- Parece derrotado. - Sou for�ado a concordar consigo.
Tinha tantas esperan�as.
Holmes! Est� ferido!
� apenas um arranh�o, por ser desastrado.
Bom dia, Sr. Phelps.
Este caso � sem d�vida um dos mais obscuros que j� investiguei.
Tem sido uma experi�ncia extraordin�ria.
V� l�, Holmes. Essa ligadura sugere aventuras. O que se passou?
Depois do pequeno-almo�o. Meu caro Watson,
lembre-se que esta manh� respirei 48 ms do ar do Surrey.
N�o h� novidades relativamente ao cabriol�, calculo?
Bem, n�o se pode acertar sempre.
Sra. Hudson, chegou mesmo a tempo.
Acompanha-nos, Sr. Phelps? O que � isto?
- Frango de caril. - E isto?
- Presunto e ovos. - Os pratos s�o um pouco limitados,
mas sabe cozinhar pequenos-almo�os como uma boa escocesa.
O que vai comer, Sr. Phelps? Frango de caril,
ovos, ou serve-se sozinho? - Obrigado. N�o consigo comer.
Por favor. Tente o prato que est� � sua frente.
- Obrigado, mas n�o. - N�o se importa ent�o de me ajudar?
� o Tratado!
� o Tratado!
Meu Deus! � o Tratado!
Watson! Conhaque.
N�o deveria t�-lo apanhado assim de surpresa,
mas o Watson sabe que n�o resisto a uma pitada de dramatismo.
Deus o abencoe por salvar a minha honra!
Obrigado, Sra. Hudson.
Muito obrigado pela sua contribui��o.
Sinceramente, um pequeno-almo�o escoc�s.
Um pedacito de papel.
Pe�o-lhe, diga-me como o obteve,
onde estava?
Depois de nos separarmos, andei pelos campos
e passei uma tarde encantadora.
Fiquei por l� a tarde toda e ao anoitecer regressei � sua casa.
Trepei o muro
e atravessei o relvado,
at� chegar aos est�bulos, em frente � janela do seu quarto.
Os cortinados do seu quarto ainda n�o tinham sido fechados
e conseguia ver a Mna. Harrison a ler um livro,
� luz de um candeeiro.
Eram cerca das 22... 15 quando ela fechou o livro
e atravessou o quarto,
levando o candeeiro consigo,
mas tinha a certeza que ela fechara a porta � chave.
- Chave? - As instru��es que lhe dei
e que seguiu ao p� da letra.
Sr. Phelps, ela � uma senhora extraordin�ria,
sem a sua ajuda, agora n�o teria esse documento nas suas m�os.
Foi uma espera muito cansativa,
mas equipara-se � excita��o que um pescador sente,
quando se posiciona junto ao rio � espera do peixe gra�do.
Mas o que aconteceu? O que aconteceu?
Cerca das 2 da manh�...
... ouvi um leve ru�do de um trinco a ser corrido.
O que tenciona fazer comigo, Holmes?
J� tenho o que vim buscar.
Agora... desapare�a!
Joseph...
Deixou-o escapar?
Telegrafei todos os pormenores ao Inspector Forbes.
Se for suficientemente r�pido para apanhar o seu p�ssaro, �ptimo,
mas se, como perspicazmente suspeito, encontrar o ninho vazio,
melhor ainda para o Governo.
Por Lorde Holdhurst, por um lado,
e pelo Sr. Percy Phelps, por outro,
era bem melhor que o caso nunca fosse levado a tribunal.
Meu Deus! Diz-me que nas minhas 10 longas semanas de agonia,
os documentos roubados estiveram sempre no meu quarto?
E o Joseph... um tratante e um ladr�o!
Segundo percebi, perdera muito dinheiro com as ac��es
e escondeu o facto do pai,
um conservador de h�bitos rigorosos.
Sim, mas a felicidade da pr�pria irm�!
E a sua reputa��o, a sua sa�de!
Ele sabia que costumava fazer ser�o
e estava na cidade para jantar com o corrector, segundo me contou,
mas �s 21:30 estava despachado
e foi ao seu gabinete, entrando pela porta lateral.
Percy?
Ao n�o encontrar ningu�m, estando apenas a luz acesa
e vendo trabalho pendente, tocou a sineta.
Ao faz�-lo, viu o documento em cima da mesa.
Soube de imediato que o destino lhe colocara nas m�os
um documento oficial de grande import�ncia.
Voltou sozinho para Woking
e escondeu-o onde achou ser um local seguro,
com a intenc�o de ir busc�-lo um ou dois dias depois
e lev�-lo � Embaixada Francesa,
ou onde achasse que lhe ofereceriam mais dinheiro.
Seguiu-se o seu s�bito regresso.
Sem qualquer aviso pr�vio, foi expulso do seu quarto
e a partir dessa altura estavam l� sempre pelo menos duas pessoas,
impossibilitando-o de recuperar o seu tesouro.
Ansioso por recuper�-lo.
As minhas d�vidas transformaram-se em certezas,
quando o assalto foi feito na primeira noite,
em que a enfermeira contratada se encontrava ausente,
o que mostrava que o intruso estava familiarizado com os h�bitos da casa.
Tinha finalmente surgido a sua oportunidade,
mas trocou-lhe as voltas ao estar t�o desperto.
� verdade, n�o tomei os comprimidos para dormir.
Mas ele teve outra oportunidade quando veio a Londres.
Mantive a Mna. Harrison no quarto para obrig�-lo a agir.
Mas se j� sabia que os documentos estavam no quarto...
Pensei que talvez l� estivessem,
mas n�o me apetecia rasgar todas as coberturas � procura.
Ao permitir que ele me conduzisse ao esconderijo,
poupei-me a muito trabalho.
- E apanhou-o com a m�o na massa! - Sem d�vida.
Mas porque tentou entrar pela janela, podendo entrar pela porta?
Para parecer que fora um assaltante,
e se necess�rio fugir pelo p�tio.
A faca... acha que tinha intenc�es criminosas?
Meu caro amigo, s� lhe posso dizer
que o Sr. Joseph Harrison � um cavalheiro,
em quem dificilmente confiaria que tivesse piedade.
Creio que � a sua noiva, Sr. Phelps.
Annie!
Deixei-lhe um recado,
dizendo para vir para Londres assim que acordasse,
mas ainda n�o sabe nada sobre o crime do irm�o, Sr. Phelps.
Claro.
Meu caro Sr. Holmes, n�o tenho palavras para agradecer-lhe.
Vou descer de seguida e explicar-lhe tudo.
Percy! Adeus
e boa sorte!
Obrigado por me devolver a minha felicidade.
Est� uma jovem � porta, cavalheiro.
Sr. Holmes! �gua quente!
Obrigado.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.