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Acabei de sair do link do vídeo
com alguém do Oxford Science Park.
A Catherine entrou no laboratório
com o acelerador de partículas em funcionamento.
Ela desmaiou e teve um ataque.
Está no hospital. Está em coma.
Estava a usar a matriz que lhe enviei.
-Eu acho que funcionou. -O que queres dizer?
Acho que ela está lá.
-Onde? -Num mundo alternativo.
ANTERIORMENTE EM
Temos de encontrar uma forma de parar os efeitos do buraco negro.
Como fazemos isso?
Precisamos de uma das criaturas. Uso o cérebro dela como um computador.
Não danifiques o cérebro.
O que queres de mim?
A minha mãe e o meu pai. Há um hospital em King's Cross.
Talvez não haja nada que possas fazer por eles.
Ajuda-me. Por favor.
Onde está a Catherine?
Não sei.
É o Tom. Irmão da Emily.
Chama-se Martha.
Estava a esconder-me a tatuagem. Acho que ela me está a drogar.
Ajudaste o Bill Ward a fugir da prisão, não foi?
Deixa-me falar com ele e eu contactarei a Martha.
Seja o que for que querem,
é porque és irmão da Emily.
Deita-a aqui.
-O que lhe estavas a fazer? -A tirar-lhe sangue.
Para o meu irmão. Ele está doente.
Está a tirar células do sangue do Tom para o tratar?
Estamos a morrer! Vamos pagar todos pelo que vocês fizeram!
Não planeiam sobreviver ao ataque.
Onde estão os outros?
Não te vou dizer.
Foda-se! Vai lá. Vai!
-Ela foi embora. -Sim, já a localizámos.
Fizeste tudo bem.
Ela está nos apartamentos.
Vamos entrar?
O localizador é um tanto impreciso, não sabemos qual o apartamento.
Então, o que fazemos?
Esperamos.
O que é isso?
Estava a testar a transmissão na frequência de emergência.
Qual é a fonte?
Vem do buraco negro.
Isso é impossível.
As ondas de rádio não conseguem sair de um buraco negro.
Vê as leituras.
Há quanto tempo estás aqui?
-Passa-se alguma coisa? -Tu traíste-nos.
-Como assim? -Trouxeste-os até nós.
Não o devias ter deixado vir.
Ele queria vir.
Eles iam matar-me.
O Tom ajudou-me a fugir. Não lhes contei nada.
-Então, porque estão aqui? -Não sei.
Devem-me ter seguido.
-Porque tu deixaste. -Não. Não.
Adina, não. Por favor.
Estou grávida.
Não é possível.
Vou ter um bebé.
Já viste alguém?
Não.
Há alguma coisa para beber?
Porra! Vai!
Vai!
Tom!
-Vai, eu dou-te cobertura. -Está bem.
Sai do carro! Agora! Vamos!
Mexe-te!
Está muito mal?
Acho que a bala entrou e saiu.
Eu não quero morrer.
Não vamos deixar que morras, sim?
Sim.
Sim.
Tens de ter cuidado.
Tropecei.
Podias tê-la magoado.
Estás à espera que peça desculpa?
Pesquisar +300 milhões de trabalhos de pesquisa
Catherine Durant Guierés Université Grenoble, França
Ondas Gravitacionais... de Campo Doutora Catherine Durand
...ondas gravitacionais...
Efeitos da Gravidade Quântica...
Que raios?
-Ajuda-nos! Rápido! -Eu trouxe o pequeno-almoço...
Meu Deus! Tom.
Céus. Tom, o que aconteceu?
Deram-lhe um tiro.
-Toma isto. -Dói.
Não sou médico, mas tenho a certeza
de que não precisa apenas de ligaduras e aspirinas.
Deviam tê-lo levado ao hospital!
Se ele diz à polícia onde estamos, acabou.
Vou levá-lo ao hospital.
Entrego-me, se for preciso.
Está tudo bem, Tom.
Não vou deixá-lo morrer!
Está tudo bem.
Vou ligar a uma pessoa.
-A um médico? -Sim, a um médico, Bill.
Tenho de descansar.
Achas que teremos de viver no subsolo para sempre?
Não sei.
Os buracos negros podem durar milhares de milhões de anos.
Mas está a evaporar-se aos poucos, não é?
Sim.
Estudas ciências na faculdade?
Quando apareceu, eu... Trouxe um livro da biblioteca.
Tenho de mijar.
Vais ficar a ver?
Não, desculpa.
Tem cuidado para não...
Não urines na minha mãe.
Vou dar o meu melhor.
Contigo aí, não consigo.
Queres que cante?
Fala, apenas.
Sobre o quê?
Já pensaste no que vais fazer,
se chegarmos a Kings Cross e o hospital não estiver lá?
Está lá.
Eu sei que está.
Tu queres que esteja.
Não é o mesmo que saber que está.
Tinhas uma irmã e uma sobrinha, certo?
O que farias se fossem elas?
Mesmo com pouca esperança, tenho de tentar.
Sei que fariam o mesmo por mim.
Fariam qualquer coisa para me manter seguro.
Não posso deixá-los morrer.
Eu sei.
Obrigada.
Ouço cantonês.
O que é isto?
Talvez interferência atmosférica.
É muito estável e consistente para ser interferência.
Está a transmitir através do buraco negro.
Achas que vem de outra realidade?
Se reposicionarmos os sensores EM para alinhar com este buraco negro,
descobriremos a resposta.
Vais voltar lá para fora?
Lembras-te do que aconteceu da última vez?
Pensa no que as ondas gravitacionais te podem fazer!
Fazemo-lo na órbita do lado escuro.
A Terra irá proteger-nos das ondas gravitacionais.
Teremos de ser rápidos.
Quarenta e cinco minutos.
O que dizemos ao controlo da missão?
Dizemos que vamos substituir umas baterias.
-Eu vou. -Estás a ser cavalheiro, agora?
Talvez fazer sexo contigo tenha sido má ideia.
Escolhe.
Ele é muito novo. Quantos anos tem?
Isso importa?
Consegues tratá-lo?
Vamos descobrir.
Se não conseguir e ele morrer...
Nunca estiveste aqui.
Quem é ela?
Ela trabalhava num campo de refugiados na Síria.
Descobrimos que tinha um relacionamento
com um comandante do ISIS.
Um pastel?
Não, não quero a porra de um pastel.
Tu é que sabes.
Preocupaste-te mesmo com o Tom?
Nem fazes ideia.
Nem ele.
Não achei que fosse possível.
Pensamos não haver futuro para o nosso povo.
Não há futuro!
Estou grávida.
Quantos bebés perdemos?
Estamos a morrer.
Mesmo que sobreviva, um bebé não vai mudar isso.
Não podes contar ao Hiram.
Ele não pode ter distrações, tem de se focar no essencial.
Promete-me.
Eu não vos traí.
Eu não faria isso.
Há algo que devias saber.
O Bill Ward estava com eles.
Ele estava lá.
A entrar na órbita do lado escuro
Vai!
Como te sentes?
Desorientado.
É da morfina.
Fica quieto, ou rebentas os pontos.
A Zoe arranjou-te uma médica.
Vais ficar bem.
Ias mesmo...
voltar para a prisão para me salvar?
Num piscar de olhos.
Não há um só dia que passe, que eu não...
pense no que fiz.
Como isso te afetou,
à tua mãe e ao teu pai.
Se houvesse outra maneira...
Não estou a pedir que me perdoes.
Eu sei que não podes.
Eu só...
Eu lamento.
Lamento muito, Tom.
Como estou de tempo?
Pouco mais de 10 minutos.
Merda.
Porra.
Merda.
Tens de me arranjar outro.
Tira um do MBUS.
Entendido.
Tens de te despachar.
Estás sem tempo. Volta para a câmara de ar.
Fazemo-lo na próxima órbita.
Estou quase lá. Vou conseguir.
Sai daí.
Richard, regressa à câmara de ar.
Feito!
Depressa!
Richard, tens de voltar para a câmara de vácuo.
Richard!
Richard?
Richard!
Entrei.
Estou bem.
Faculdade de Astrofísica Professora Catherine Durand
Posso falar com a Dra. Catherine Durand, por favor?
Lamento muito. Isso não será possível.
É uma velha amiga minha.
Ela está...
Ela deve estar fora de alcance.
Sim, eu entendo.
Zoe!
Aqueles papéis que encontraste na fábrica,
já sei de onde vieram.
Ela veio procurar-me.
Eu lembro-me dela.
Porque estudariam um trabalho académico
sobre os efeitos do buraco negro?
Não sei.
Não entendo quase nada do que está no artigo.
Deve estar relacionado com algo que eles planeiam.
Devíamos falar com a Catherine.
Não podemos.
Ela está em coma.
O que aconteceu?
Ela estava a orientar uma experiência.
Está no hospital. Em Oxford.
Doutora Catherine Durand
Achas que ela vai voltar?
Se calhar, encontrou um lugar subterrâneo.
Não acreditas mesmo nisso.
E agora vamos ficar presos aqui para sempre.
-Talvez não. -Quem nos irá salvar?
Tu, talvez?
Consegues fazer
com que a tua filha possa sair de novo?
Não.
A Catherine podia ter-nos ajudado.
Estou tão zangada com ela,
tenho de fazer luto por ela outra vez.
Lamento muito.
Espera aí.
Então, vamos pela Linha Victoria em direção a norte.
Não é mais rápido ir pela Linha do Norte?
A Linha do Norte é mais profunda. Os túneis estão inundados.
Está bem.
O que foi?
Estou a ouvir algo.
Acho que é uma das criaturas.
Sim, é melhor irmos.
Mas agora não são inofensivas?
As que estão aqui em baixo não são afetadas. Vai!
As luzes. Desliga-as.
Estás bem?
Sim, acho que sim.
O que viste?
Richard?
A estação espacial destruída.
Fomos sugados para o espaço.
Estávamos a afastar-nos.
Achas que aconteceu?
Numa realidade alternativa?
Se a consciência está entrelaçada com o mundo quântico,
há um número infinito de resultados possíveis.
O tempo não existe.
Não da maneira que pensamos.
Queres dizer que o que viste pode ser o futuro?
Um futuro possível, sim.
Consegues aceder aos e-mails da Catherine tão facilmente?
Com o software certo.
Isso é perturbador.
Estás preocupado com as liberdades civis?
Tenho de descansar.
Por favor.
Mostrem os pulsos!
Os pulsos!
Levantem-nos.
Somos humanos.
Estão armados?
Sim.
Somos humanos!
Coloquem todas as armas que têm no chão.
-É aqui o hospital? -Sim.
Os meus pais. Eles precisam de ajuda. Por favor.
Há quanto tempo estão assim?
Quatro semanas.
Conseguem ajudá-los?
Podemos tentar.
De onde vieram?
De Charing Cross.
Devem estar cansados.
-Estamos. -Por aqui.
Quanto mais cedo começarmos a tratá-los,
melhor será o resultado.
Quero ir com eles.
Não, só irias atrapalhar. Eles estão em boas mãos.
-Têm fome? -Sim.
Sede?
Sam.
O tratamento, o que fazem?
Usamos terapia eletroconvulsiva.
É eficaz?
Na maioria dos casos.
-Toma. -Obrigada.
São as pessoas que tratamos.
Estão todas aqui?
Algumas ficam e ajudam.
Outras partem, assim que melhoram.
Quando saberás se conseguem ajudar os meus pais?
Assim que tivermos alguma informação sobre eles,
alguém te virá informar.
Obrigado.
Kenny 2 dias.
Elisa - 18 - 3 dias.
Becca - 20/11 - 3 dias
Não pensei que conseguíssemos.
Achei que ia vê-los morrer.
Saíste-te bem.
Eles ficariam orgulhosos de ti.
Lamento muito.
Desculpa ter-te trazido.
Tudo bem.
Talvez tenha sido pelo melhor.
Quero saber o que está a acontecer.
Terapia eletroconvulsiva, não é agradável de ver.
-Vai magoá-los? -Não.
Vou ver se descubro o que se passa.
Sam, são extraterrestres! Não bebas a água!
Desculpa. Tens uma mensagem.
Eu devia mudar o protetor de ecrã.
Deixei a foto da Helen na minha secretária
durante, anos após o divórcio.
Porquê?
Achei que, se fosse para a gaveta,
não havia esperança de reconciliação.
Agora, duvido que a volte a ver.
Precisas de alguma coisa?
Descansa um pouco.
Lembras-te da nossa mãe?
Apenas vagamente.
Mas lembro-me de que usava isto.
E se ainda pudéssemos ter um futuro?
Não temos futuro.
Estás grávida?
Pensei que era impossível.
Como foi?
Veres-te a morrer?
Não estava a pensar em mim.
Só pensava em ti.
A minha ex-mulher chamava-me idiota egocêntrico.
Devo estar a amadurecer.
Acho que sim.
Só porque viste isso,
não significa que vai acontecer.
É apenas um futuro possível.
Certo.
O que estás a fazer?
Temos de testar o teu sangue, para ver se és uma dadora adequada.
Dadora para quem?
O meu povo.
Catherine?
Estás ferido?
Não.
-Porque testam o nosso sangue? -Não sei.
Vi alguns deles.
Estavam doentes.
Lamento muito.
Lamento muito.
Não adivinhavas.
Tu não sabias.
Ouve.
Por favor...
Legendas: Ana Justino
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