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Brett?
Teve educação superior, me diga uma coisa,
como diria se fosse esquiar?
Depende o que está fazendo, onde está fazendo e com quem.
OK, já sei como vou dizer.
Não está sendo prematuro?
O que tem que fazer para descer uma montanha?
Depende em que condição deseja estar quando chegar lá embaixo.
Ficamos na posição de descida, colocando os dedões juntos e...
Espere! Os dedões juntos...
- E agora? - Force as pernas para fora.
Agora, inclinando-se à esquerda...
você vira para a direita.
E inclinando-se à direita você vira à esquerda.
Olhe o que fez.
- Se machucou? - Não tem graça!
Não ligue, a neve é suave. Se estivéssemos perto dela.
E além disso, não temos tempo.
"Nós"? De onde tirou "nós"?
Você recebeu a mensagem secreta para vir para a Suíça, não eu.
Eu vim para os esportes de inverno... seja lá o que for.
- Levante-se. - Dê-me uma mão.
É ela!
- Continue falando. - Poderia ser? Só queria ela.
Espere!
- Chamou o serviço de quarto? - Eu não.
Devo dizer que os não convidados nunca foram tão...
bem-vindos.
- Sorte aparecer, íamos matá-los. - Gostaria de identificá-lo.
- Seu passaporte. - Você tem seu passaporte?
- Sim. - Dê a ela. Obrigado.
Ela é o departamento de imigração. Serviço personalizado.
Você é Lorde Sinclair.
Obrigado por ter vindo.
Estou às suas ordens.
Episódio 22: "A HERANÇA OZEROV"
Poderia dizer onde está nos levando?
Perdoe mas não. Mais uns minutos e tudo será explicado.
Enquanto isso, podemos concluir as apresentações?
Desculpe. Sou a Princesa Alexandra Pavlovana Ozerova,
descendente direta dos Romanovs Imperiais.
É um prazer conhecê-la, princesa.
Veja só, ela tem um corpo bonito para uma princesa.
Olhe o resto da paisagem, talvez tenhamos que sair depressa.
Por favor.
Entre!
Sua Alteza Imperial,
Apresento Brett Rupert George Robert Andrew Sinclair, Conde de Mannoch
e o Sr. Daniel Wilde.
A Grã-Duquesa Anna Sergeievna Orezov,
viúva do Duque Mikhail Vassilovich Ozerov,
sobrinho do falecido imperador de toda Rússia, czar Nicolau II.
Minha avó.
Podem se aproximar.
Uma grande honra, Sua Alteza.
E a nós um grande prazer.
Conheci seu querido pai, o 13º Duque.
O 13º Duque era meu avô, madame.
Cometemos esses erros!
Sim, o conheci em Windsor, com George V.
Querido George... Um homem tão bom.
Mas um mal dançarino.
Verdade, madame?
E Sr. Wilde.
Estamos...
- alegres em recebê-lo. - Obrigado.
Desculpe-me, Ozerov é o nome da família?
No Bronx, há uma delicatessen chamada Ozerov,
ele poderia ser parente?
- Ah, sim. Ivan. - Ivan, esse mesmo!
- Um primo distante. - Sim, claro.
Faz o melhor sanduíche da cidade. Espere até dizer a ele que a conheci!
- Será nocauteado! - Perdoe-nos por deixá-los de pé.
Vamos.
Ivan, sim, costumava nos mandar salames. ele usou para nos enviar, por vezes, salame.
Poderia transmitir a ele nossa gratidão?
- Certamente. - Alexandra!
- Champanhe para os convidados. - Mas vovó...
Garrafa grande, e diga a Nikolai a reserva especial.
- Não quer tirar os casacos? - Obrigado, madame.
Agora... devo explicar.
Ficaríamos gratos, madame.
Tentamos de propósito ser o mais intrigante.
E conseguiu, madame. Mas por quê?
Vivemos num mundo que acabou há muitos anos.
A aristocracia russa já se tornou piada.
Figuras de diversão. Oh, não, não... é verdade.
E talvez nós somos.
Mas diga-me, honestamente,
teriam vindo aqui se soubessem que era para atender uma velha...
que vive de memórias... e sonhos?
Por favor, é limonada mas não falem nada.
Nazdorovye!
Vossa Senhoria... digo, Vossa Excelência, isso é...
- Safra notável. - É maravilhosa. Maravilhosa.
Nós lhes agradecemos por virem.
É um prazer.
Há alguém que devem conhecer. Por sua insistência que está aqui.
- Você é vital para seu trabalho. - De que maneira?
Eu não sei. Mas chegará em breve.
- Quem é ele? - Wilhelm Ganguin. Um arquivista.
- Um o quê? - Um historiador.
Ele vem pesquisando a história de nossa família...
e, aparentemente, achou uma ligação...
entre os Ozerov e os Sinclair.
Quando?
Em breve.
O tempo de que falamos foram dolorosos. A revolução.
Muito sangue foi derramado.
Príncipe Ozerov, meu noivo, viu o que estava por vir.
Ninguém o ouviu.
Viu o perigo então começou a fazer os preparativos.
Ele enviou as joias da família a um banco aqui na Suíça.
Poupando para um dia chuvoso, não é?
Eles fugiram, mas a viagem pela Rússia foi uma provação terrível.
Depois de duas semanas chegamos a uma pequena aldeia.
Godjinska. Na igreja, o Príncipe Ozerov e eu nos casamos.
Em dez dias, quase alcançamos a fronteira.
Fomos emboscados...
e meu esposo foi morto.
A aldeia foi destruída...
e todas as provas documentais do casamento também.
Não há testemunhas sobreviventes.
Perdoe-me, mas onde estão as joias agora?
Ainda no banco aqui em Genebra.
Sou forçada a ir aos tribunais. Digo-lhes que sou a viúva de Ozerov.
Eles não acreditam em mim. Querem prova. Prova!
Minha palavra não é suficiente.
Tenho o mesmo tratamento bárbaro que dão à pobre Anastasia, em Paris.
Anastasia? Desculpe-me, Sua Alteza, conhece Anastasia?
- Claro, crescemos juntas. - Fantástico!
Quando estiver em Nova lorque pergunte ao primo Ivan.
Ele a levou do Palácio de Inverno.
Puxa, ele costuma contar esta história várias vezes...
e ninguém acredita nele.
Dizem, "Ivan maluco, deve estar com a cara cheia de vodka."
Fantástico!
Esta é uma história fascinante e tocante,
mas não sei o que tem a ver comigo.
Os Soviéticos pediram pelo retorno das joias,
alegando que pertencem ao povo Russo.
As autoridades suíças determinaram que todas as reivindicações...
devem ser apresentadas ao tribunal antes do final do próximo mês.
Se nenhuma for validada, as joias voltam para a Rússia.
Não precisa anunciar, é uma visita casual, não uma reunião de Estado.
Alteza...
Alex... E devem ser Sinclair e Wilde.
Meu sobrinho, Sergei Ozerov.
Não é segredo que não somos muito fã um do outro.
Mas como ele é parente, permito que venha aqui.
Vou para o meu quarto um pouquinho.
Voltarei quando Monsieur Ganguin chegar.
Sim, estou ansioso para conhecê-lo.
Nós também, na verdade.
Quanto tempo vai levar?
Estará aqui a qualquer momento, por favor, espere-o.
- Pronto? - Pronto.
Pessoas como você são uma ameaça, dirige como louco!
Com licença.
O que está fazendo? Não há nada de valor aí.
Do que se trata?
- Está aqui. - Ótimo.
Agora volte para seu carro. Adeus.
- E a minha mala? - Claro.
Vejo que já recebeu o tratamento da limonada?
Sim. E pensava em lhe perguntar sobre isso.
Eu lhe digo. Faz parte do jogo que jogam por aqui.
Estão quebrados há anos.
Não iluminam aqui com velas por romantismo.
Não, porque a força foi cortada.
Escondem a verdade da velha senhora.
Por isso é importante que ela ganhe a reivindicação.
Bem, odeio ser chato e repetitivo mas tem ideia...
- do isso que tem a ver comigo? - Nenhuma.
Ora, alguém tem!
Os homens que vasculharam meu quarto à procura de algo.
Serão outros reivindicadores?
Ele!
Sabre interessante.
Sabe alguma coisa sobre eles?
Um pouco. E você?
Sou bom nisso. Poderia lhe dar algumas pontadas.
Posso lidar com algumas pontadas, pode crer.
- O sabre é minha arma. - Ah, é?
- Sou muito bom. - Melhor que seja!
Com licença.
Alô?
Sim, sou eu.
Adoro o equilíbrio da lâmina aqui.
Oh, não!
Sim, entendo.
Sim. Descerei o mais rápido possível.
Ganguin está morto.
Seu carro caiu do penhasco.
Tenho que ir à delegacia de polícia.
- Vovó! - Tudo bem, eu ouvi.
Vivo de esperança por tanto tempo,
não há mais nada que alguém possa fazer.
A questão da fortuna Ozerov chegou ao fim.
Achamos uma carta com seu endereço,
mas não havia maleta.
Ele estava fazendo pesquisas, deve ter encontrado algo.
- Está convencido que foi acidente? - Não temos razão para duvidar.
- Já localizou a filha dele? - Ainda não.
Agradeceríamos se nos desse um depoimento, mademoiselle.
O que é isso, Charlie Chan?
- Estava pensando... - O quê?
- Um pesquisador deve ter registros. - Ah-so.
Filho número um fala com sabedoria.
- E sua casa não é muito longe. - Vamos, chop-chop?
Até mais, Alex.
OK, vamos, serei o navegador.
Daniel, Lembra quando fomos à Berlin.
- E daí? - Éramos para ir à Madrid.
Ora, ninguém é perfeito.
Certamente, não você.
Não tem ninguém em casa, teremos que invadir.
Espere, talvez tenham deixado a chave sob o capacho.
Não seja estúpido, Daniel.
Espere um pouco...
Ninguém, né? O que é isso?
- Oh, ora veja! - Quem está aí?
Que empregada desleixada!
Isso que dá deixar chaves sob o capacho.
- Ora... - O que foi?
Seja quem for, não foi há muito tempo. Ainda está quente.
Se não conseguiram achar, nós levaremos anos!
Especialmente sem sabermos o que procurar.
Espere, veja, um monte de livros sobre a Rússia.
Aqui tem dois: O Massacre de Petrogrado, Karnonsky.
Os Romanovs, por Kochuriev.
Gesundheit. Obrigado.
- Sinclair. - Sim?
Não você, este livro. Sir Rodney Parkington Sinclair.
- Parente? - Sim, meu tio.
"Edição limitada, impressão particular, 1922."
- Lembro-me de ler isso quando criança. - Tá brincando!
Meu tio Rodney era um dos homens mais chatos do mundo.
Como criança não podia tomar soníferos então lia seus livros.
Essa é a ligação, percebe?
Entre os Sinclair e os Ozerov.
Levarei comigo ao hotel.
Ei...
- Prazer em vê-los, guardas. - Por que demoraram?
- Prendam esses bandidos. - Decidirei quem será preso!
Está bem, sargento? Muito bem, algeme-os.
- Há uma explicação... - Nossas desculpas...
Traga Mademoiselle Ganguin!
Mademoiselle. Foram esses que viu invadindo?
Sim, são eles.
Sargento, pode trazê-los.
Invadindo!
Este é o livro mais chato que já li na vida.
Era o livro mais emocionante do meu tio.
Sério?
- Daniel, me faça um favor? - Claro.
Tire meu porta-charuto do meu bolso.
Obrigado.
No mesmo lugar?
- Como fez isso? - O quê?
Felizmente para vocês tudo foi esclarecido.
- Que bom ouvi-lo. - Foi culpa minha.
Quando os vi entrando em casa, corri e chamei a polícia.
- Sem problemas. - É compreensível.
Não tinham o direito de entrar.
Nem os outros. Por que não vai atrás deles?
Ainda está tratando a morte de meu pai como acidente?
Vejo motivo para mudar.
Vou mantê-la informada dos fatos. Com licença.
Pode tirar as algemas deles, estão livres.
Sobre seu pai, podemos fazer algo?
Obrigada. Não acredito que foi acidente.
Era um motorista cuidadoso, conhecia bem a estrada.
Sabe algo sobre a pesquisa de seu pai sobre os Ozerov?
Ele me falava sobre isso às vezes.
Talvez quando estiver melhor, possa nos contar.
Achei esse livro na casa, posso emprestá-lo?
Lembro desse, ele ficou muito animado quando o achou.
"O inglês olhou para a arma a qual estava acostumado."
"O desafiante, disse ele, em todos os países onde a honra é conhecida,"
"aceita os braços do desafiado."
"E então deixei o Palácio do Inverno."
"Eu vestia um terno de sarja azul pesado com costura a mão nas lapelas..."
"e forrado com seda azul bege."
"Minhas calças eram... Minhas..."
"Meus sapatos... Minhas camisas..."
O que é isso? O que há com o seu tio...?
Vejam, 6 páginas descrevendo a roupa que vestia.
Agora, escutem isso:
"Eventualmente davam-me comida e refúgio
"numa igreja na aldeia de Godjinska".
Godjinska? É onde minha avó se casou.
- Certo. - Prossiga, por favor.
"Minhas conversas com o clero eram sobre os outros refugiados..."
Podia ter sido eles?
"abrigados aqui antes de mim."
"Essas conversas foram registradas nos meus diários do evento."
- Diários? - Centenas deles.
Ele escrevia tudo.
"Segui novamente meu caminho vestindo um terno cinza".
- "Era 7 de Novembro." - O casamento foi no dia 5!
- Dois dias antes? - Sim.
Os dois devem ter falado a respeito, certo?
- Quase certo que sim. - Ainda existem esses diários?
Não somente os diários, mas também o tio Rodney.
Adivinhem aonde vamos?
Visitar o tio Rodney.
BANCO DE CUSTÓDIA
Já faz 50 anos que as joias foram confiadas a nós.
- Neste pequeno cofre todo esse tempo. - Oh, sério?
Não será o mesmo sem elas.
- Uma grande perda para o banco se... - De jeito nenhum.
Na verdade, ao contrário do dinheiro, elas não podem ser investidas.
Não quer dizer que não foram de grande valia.
O fato de tê-las aqui em custódia inspira confiança nos outros.
Construímos nossa reputação com isso.
Lindo!
Depois de todos esses anos ainda me impressiono ao vê-las.
Quanto vale?
Quatro milhões de dólares seria uma estimativa conservadora.
Quantas pessoas podem reclamá-las?
3 ou 4 parentes, mas não tem a menor chance.
Os únicos reais reclamantes são a duquesa e seu sobrinho Sergei.
- Conhece ele? - Sim, conheci.
Ele não gostou muito de você, Sr. Wilde.
O sentimento é mútuo, madame.
Não ligue, ele gosta menos ainda de mim.
Ora, o que acha da herança dos Ozerov?
- Fantástica! - Magnífica, não é?
É linda.
Herr Yelker é tão gentil. Me deixa vir sempre que quero...
Só para ver e relembrar...
Se Brett achar o que procura, poderá usá-las.
Alguma nova prova?
Onde eu poderia achar Sergei?
Tem uma sala no Noblestrasse.
Número 73. Dirige um pequeno ginásio.
Ginásio?
Ele dá aula de esgrima.
Isso lhe dá chance de se mostrar.
É bom pra ele. Com licença.
Cotovelo para dentro.
Sr. Wilde, se quer uma lição, coloque uma jaqueta.
Tente revidar as defesas... Assim!
E assim!
Assim!
E o furo é uma boa réplica.
Ainda está lutando defensivamente.
O agressor tem todas as vantagens.
Chega por hoje, pode se trocar.
- Sr. Wilde. - Olá, Sergei.
- Disse que o sabre era sua arma? - Certo.
Tente esta, tem um bom toque.
Obrigado.
É uma bela sala. Linda.
Estou contente por aceitar minha oferta.
Gosto de ter uma lição de sabre sempre que posso.
Parece-me que alguém está tentando deter a Duquesa...
de obter as provas de que precisa.
Tem ideia de quem poderia ser?
En garde!
Respondendo sua pergunta: não, não faço ideia.
Mas se procura alguém com um motivo,
ninguém tem um melhor que eu. En garde!
Está muito curvado. As laterais são alvos estreitos.
E curve esse joelho!
Certo! Mantenha a distância.
Salute.
Sua defesa está lenta demais!
Não preciso fazer nada para deter a duquesa...
Não há prova...
Nunca houve!
Ganguin pensou assim. E estava errado.
Touché! Não se é assassinado por estar errado.
O quê?!
Não há prova que Ganguin foi assassinado.
Assim como não há prova que a Duquesa foi casada!
Intervalo!
O que não gosto é de estranhos interferir num assunto de família.
Veio atrás de informação. Assim, lhe darei algumas.
Fique fora disso!
Entendeu?!
Fique fora!
Não cobrarei pela lição, Sr. Wilde. Nem pelo conselho.
Boa viagem de volta a Londres.
Você cheira muito melhor que Sergei.
Acho que viverá.
Eu atendo.
Alguém batendo...
- Olá, menina, como vai? - Boa tarde.
- Posso tirar seu casado? - Obrigada.
- E as coisas? - Passei o dia arrumando a casa.
Então, foi dureza. Você achou alguma coisa?
Não, não sobrou um documento relacionado à pesquisa dos Ozerov.
Não há sinal de sua... maleta?
Tudo que achei foi sua agenda e pedaços de papel com nomes de livros,
alguns nada significa para mim.
- Quanto tempo ele trabalha nisso? - Mais de um ano.
- Quem pagava? - O quer dizer?
Este tipo de pesquisa custa dinheiro...
e vovó não tem nenhum.
- Herr Yelker, o banqueiro. - Herr Yelker?
Ele cuidava das taxas. Ele tem sido muito generoso.
Ele acredita nela.
Tem banqueiros assim. Seu pai trabalhava sozinho?
Às vezes, se fosse muito complicado, usava uma agência de detetives...
especializada nesse trabalho.
Sabe o nome?
Não, tudo foi tratado e resolvido por telefone.
Veja na agenda se pode reconhecer algum nome, que tal?
- Quer um drinque? - Obrigada. Vodka.
Esta. Estou quase certa.
Uma agencia chamada Walther & Dante.
Walther & Dante.
Era terça-feira, me lembro. Não, não, errado, era quinta-feira.
Sim, pois comemos peixe defumado.
Minha esposa...
Não, não me diga, vou me lembrar...
Ela tomava chá com a czarina, Alexandra Fyodorovna...
Tio, depois de sua fuga do Palácio de Inverno...
passou a noite em Godjinska e escreveu isso em seus diários.
Escrevo tudo o que acontece comigo!
Posso lhe dizer o que comi no café nos últimos 20 anos!
- O que foi mesmo? - O que aconteceu em Godjinska?
Suco de frutas, patê de rins, torrada com manteiga.
Sim, foi isso. Godjinska?
- Sim, em que diário escreveu? - Foi na Rússia, sabe.
- Eu sei. - Passei a noite lá.
- Mas que diário? - Ah, sim.
Café sem leite, um copo de soda. Diário? Tente o número 14.
Obrigado, tio.
O nome do mordomo era Percy. Rapaz decente,
embora tenha derramado molho no meu paletó.
Veludo marrom. Terrível confusão.
Minha esposa, ficou muito irritada com isso.
Claro, nada pode ser feito, não ficou o mesmo depois.
Tio, posso usar seu telefone?
- Onde ele está? - Aqui em algum lugar.
O paletó nunca ficou o mesmo.
- Posso emprestar o diário? - Oh, sim, sim.
Telefonista? Quero passar um telegrama.
- Para Suíça. - Mary, o nome dela era Mary!
Olá?
Olá!
Olá, você...
Oi... Hotel, certo?
- Como me encontrou? - Seu nome estava no livro de Ganguin...
que deixou na casa.
Que descuido!
Uma perguntinha: quem está pagando?
Isso prova que não sabe nada importante.
- Sergei Ozerov? - Pense o que quiser.
Se quer jogar, tente adivinhar o que vai lhe acontecer agora.
Ora, vamos ver...
Não vai fazer a mim o que fez ao Ganguin, não é? Não!
A polícia acha que foi acidente. Eles não podem provar nada.
Esqueça! Dois acidentes como aquele em seguida?
Está certo,
acho que faremos algo diferente com você.
Sim. Sim.
Uma semana em Acapulco?
Muito bem, levante-se!
Certo, chame a polícia. Vai em frente!
Chame a polícia. Entregue-me.
- Disse que não podem provar nada. - Certo.
- Outra coisa que não podem fazer. - O quê?
Isso!
Para quem está trabalhando?
- Está bem? - Sim.
Ache algo para amarrar suas mãos.
- O que é isso? - É de Sinclair.
Ele chega no primeiro voo de amanhã.
Ele conseguiu o que queria
O que fazemos com ele? Ele não pode ficar aqui!
Vou verificar.
Obrigado por um dos mais interessantes voos que já tive.
- Não sabia que desembarcamos. - É a única maneira de voar.
Vamos repeti-lo em breve.
Com licença, não faça barulho aqui mas tenho uma mensagem para você.
Carteiro? Da última vez, era arrombador de casas, se me lembro.
E agora, um fotógrafo. Veja isto.
Daniel. Sempre sai ruim nas fotos.
E ficará bem pior se não vier comigo.
Duvido disso. Mas vamos lá.
Vamos. De pé!
Parece que fiquei desacordado um mês.
Lhe demos uma injeção para dormir. Deveria estar novo em folha.
- Que lugar é este? - Já esteve aqui antes.
Ora se não é Ivan, o terrível.
Não gosto das palavras, Sr. Wilde.
Acerte-o!
- Ora se não é Ivan, O Terrível. - Eu já disse isso.
O que um velho como você faz no chão?
- Tive uma noite terrível. - Dê-me a mala dele.
Aposto 100 dólares que a próxima coisa que dirá é "Onde está?"
- Onde está? - Aqui, desamarre.
Reviste-o.
- Casaco. - Por favor?
Onde está o diário?
Diário?
A coisa mais dolorosa que pode fazer agora é ser heroico.
Onde está o diário?
Lorde Sinclair deu-me no avião.
Pediu para trazê-lo aqui.
Obrigado.
Isso significa muito para nós.
Meu prazer em ajudar.
Onde está Lorde Sinclair?
Não sei. Disse que alguém poderia pegá-lo no aeroporto.
Espero vê-lo mais tarde.
Perdoe-me, mas preciso ir agora.
- Eu a acompanho. - Obrigado.
Tem uma página marcada.
"Dois dias antes, aconteceu o casamento."
Eu posso ler, menina, posso ler.
Depois de todos estes anos!
Ninguém poderá mais duvidar.
Vovó!
Sinclair, podemos aguentar isso mais que você.
Onde está o diário?
Não trouxe.
Lemos o seu telegrama.
Disse que o tinha com você.
Isso é o que pretendia fazer.
Tentei ligar para Daniel, ontem à noite.
Não atendeu e achei que estava em apuros.
Então deixei em Londres.
Está mentindo.
A alguém encantador como você?
Cuide dele.
Bata mas deixe-o consciente.
Prefiro inconsciente.
Isso é ótimo!
Já estou indo.
O diário está no castelo.
Você vem comigo.
Você fica aqui. Cuide deles.
Quando ele destruir o diário,
ninguém poderá fazer nada.
Se largar a arma, dou-lhe a chave do meu avião.
- Que tal duas semanas no meu... - Daniel, não tente corrompê-lo.
Cale-se.
Já sei. Vou olhar a porta e dizer...
"Entre Inspetor" e você o ataca?
É estúpido, mas nem tanto. Sem ofensa, só um comentário.
Encantamento?
- Como? - Não me faça repetir.
O truque dos charutos.
O truque dos charutos! Entendi!
Vai adorar. Não farei nada. Só veja o nó.
Bom truque!
Fique aqui. Ninguém deve entrar.
Que modo desagradável, Sergei! Não bate na porta?
Não tenho tempo.
Uma má notícia para você: temos a nossa prova.
Parabéns.
Vão ser muito ricas.
Sempre fomos. Só faltava o dinheiro.
E também somos generosos.
Mesmo para aqueles que não gostamos.
Sua prova é confiável?
Absolutamente.
Posso vê-la?
Mostre a ele.
Você tem razão.
É uma prova incontestável.
Então...
Devo destruí-la.
Tome, querida.
Sua Alteza.
Venha aqui!
Desajeitado.
Muito desajeitado!
- O que houve? - Ele tropeçou.
Venha comigo.
Quem sabe lidar tão bem uma espada deve ter sangue russo.
Talvez um pouco, Alteza.
Vim assim que pude.
Alex disse que tinha o diário.
Aqui está, Herr Yelker.
A prova que justificará sua confiança em mim.
Estou feliz por você.
Coloque-o num lugar seguro. Isso é valioso.
É claro. Vou colocá-lo no cofre.
Não ficarei tranquila até que esteja trancado no cofre.
Já estou indo.
Rápido! Vou acompanhá-lo.
A polícia está chegando.
Alexandra, estive pensando.
Devemos fazer uma celebração especial.
Um banquete. Só entre parentes, é claro.
300 ou 400 pessoas.
Ou talvez um baile de máscara, como antigamente.
O diário deve permanecer com as joias.
Desculpe, mas as joias e o diário vem com a gente.
Mudou de ideia?
O que está dizendo?
O que é isto?
Você disse que Alex lhe contou sobre o livro.
Sergei sabia sobre o livro. Que lhe disse? Ele? Foi você!
- Por que não pensei nisso? - Por que não é Charlie Chan!
Escute-me, garotão.
- Isso é bijuteria! - E o resto?
Tudo foi vendido.
Nos últimos dois anos o banco esteve com problemas. Fiquei desesperado.
E Sergei?
Dei-lhe uma parte.
A única razão que contestava a duquesa era para ela não descobrir.
A velha não viverá para sempre.
Eles teriam herdado de qualquer maneira.
Se não confia no seu próprio banco, quem confiará?
Leve para mim, querido.
Vamos.
Senhores, por favor! Acho que podemos chegar num acordo.
Acalme-se!
Calma e vai se acostumar com isso.
Até qualquer dia.
Fantástico.
Magnífico.
Confesso que, mesmo sabendo que não é real,
tenho uma sensação de estar... elegante?
Sim, elegante, com certeza.
Talvez para o supermercado, está demais, mas...
não há dúvida mais, garota, você é uma duquesa.
O que você fez a mim é o mais importante.
Finalmente, aos olhos da lei,
Eu sou a Grã-Duquesa Anna Sergeievna Ozerov.
E algo mais!
Vai levar tempo,
mas quando o banco resolver seus problemas,
lhe renderá uma compensação.
Será bem-vinda.
Enquanto as necessidades são modestas...
sobreviveremos de algum jeito.
À sua saúde!
É de verdade!
Incrível como se consegue crédito mesmo com...
joias falsas.
À vida!
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