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ESTA GUERRA N�O TEM FIM.
EM CADA KM O MEU CORPO E ESP�RITO PARTEM-SE.
CADA TRANCO QUEBRA A MINHA MENTE.
CADA PASSO LEVA-ME PARA MAIS LONGE DE CASA.
E CADA VEZ MAIS DEIXO DE SER O HOMEM
QUE DEU O BEIJO DE ADEUS NA M�E H� UM TEMPO ATR�S.
� UMA TENS�O INFINITA N�O SABER
O QUE VAI CHEGAR PRIMEIRO,
A BALA QUE LEVAR� A MINHA VIDA OU A �LTIMA CHANCE DE REDEN��O.
D. WERNER, 18 ANOS, SOLDADO DA 2� GUERRA MUNDIAL
OCUPA��O NAZISTA NA FRAN�A 1944
Abaixa-te!
- Voltem! - N�o est� a resultar!
- M�dico! - Qual o teu nome?
Tiros para todos os lados!
Aproximar-se!
O que queres?
FANTASMAS DE GUERRA
Butchie, tens um par extras de meias?
Esta comich�o est� a dar comigo em doido.
Deverias ter trazido dois pares.
Eu trouxe.
Fizeste um buraco no primeiro par depois de tr�s dias.
Merda.
Queria ter nascido com o p� chato.
O irm�o mais novo do meu primo tinha p� chato,
descobriu que n�o podia entrar no ex�rcito.
Ele enforcou-se no celeiro do meu tio.
Dizes tanta merda, Kirk.
O irm�o do teu primo tamb�m � teu primo.
Por que o chamaria de outra coisa?
Mas � claro, ele � meu primo.
Quem mentiria sobre isso?
Tu nem pecebes que est�s a mentir?
O que � que achas que sabes?
O posto avan�ado fica a 48 km al�m das colinas.
Vamos.
Aproxima-se um jeep.
Quantas muni��es temos?
Talvez dev�ssemos ter poupado aquele jipe.
Temos um longo caminho pela frente.
Sim, e olha s� a sorte que tiveram.
Os nazistas n�o parecem t�o maus agora.
J� n�o vais precisar disso.
Butchie, procura os mapas, mensagens codificadas,
qualquer coisa que nos ajude contra eles.
O que achas que estou a fazer?
Butchie, temos um vivo.
Queres que eu o amarre ou mande-o de volta?
Ele tem alta patente. Vamos ficar com ele.
Vamos, Jerry, prepara os teus punhos.
Quando est�s a sorrir
Quando est�s a sorrir
O mundo inteiro sorri
contigo
Cala a boca, Eugene.
Esse fodido sabe exactamente o que estou a dizer.
Tudo bem.
Certo.
Olhem s� o Rocky Graziano.
Nossa Senhora, este gajo � bom.
Estamos quase l�, s�o tr�s km depois da colina.
Vamos acerta-lhe, Butchie.
Sim.
Balan�as como um idiota.
Lamento, estamos atrasados. Acho que fiz uma curva errada.
Peguem nas coisas.
N�o te vou magoar.
Est� tudo bem.
Toma.
Parece que os meus p�s v�o cair.
Quando chegarmos l�, vai ser facil.
Poder�o dormir durante dias.
De quem seremos amas desta vez?
N�o � "quem".
� uma mans�o ou um castelo.
Devia ser importante quando a Infantaria A�rea veio
e expulsou o Alto Comando Nazista.
Devemos mant�-lo seguro at� o apoio chegar.
- E quanto tempo � isso? - O quanto for necess�rio.
Aleluia! Len��is limpos e papel higi�nico.
D� para entender porque � que os nazistas gostavam.
Como n�o gostar?
Talvez s� esteja dormir.
N�o h� quartos suficientes.
Calma, pequenote, o teu apoio est� aqui.
Dormes a ver as estrelas ou o qu�?
Preparem-se. O nosso apoio chegou.
Acho que morri e fui para o c�u.
Est�s a brincar? Olhem isto.
Este lugar � grande como Roseland.
� maior do que minha quadra no Queens.
Preparem-se para partir. Sa�mos daqui a dois minutos.
- Por qu� a pressa? - Pressa nenhuma.
Por que � que n�o est�o a dormir nas camas?
H� percevejos ou o qu�?
Sim, percevejos.
Colocamos a maioria dos colch�es no por�o.
Diz a verdade, o que � que aconteceu?
Alguma not�cia no comunicador?
N�o.
N�o h� muito sinal por aqui.
Deve estar avariado.
Avariado? Talvez devesse deix�-lo connosco.
Eugene � um especialista com a chave de fenda.
Tudo bem.
- Posso ir agora? - Ainda n�o.
Onde est� a comida?
Aqui era uma base de opera��es lotada.
Abasteceram a despensa com salsichas, queijos, vinhos
e toda a bebida que aguentarem.
O cami�o vir� abastecer daqui a uma semana.
Trar�o p�o fresco e ra��es K.
E o que h� de errado com a pris�o?
Se aqui � como Coney Island, por qu� a pressa?
Est�o atrasados um dia. Isso atrapalhou-nos.
E n�s queremos uma folga. Entendeste, idiota?
Vamos.
Um deles esqueceu-se da mochila.
Nunca comeste fondue? Foste criado num bordel?
D�-lhe panelas e frigideiras e o livro "Pequeno Lorde".
Onde � que fica o bordel mais pr�ximo?
Soube que a vagina das francesas tem corte lateral.
As japonesas s�o assim, seu parvalh�o.
Qual � o motivo do isolamento? Temos de ficar uma semana aqui.
Vou dar uma olhadela na casa.
Que tal um fondue?
Eugene!
O queijo!
Rapazes, isto � que � vida.
O que foi?
Esse livro � bom?
� sobre uma m�quina que deveria ser um portal mental
entre as dimens�es, mas � um portal entre os tempos.
Podias ter dito "n�o".
Acabou o intervalo.
O que � isso?
Meu Deus. O que � isso?
Tr�s, dois, um.
O que foi aquilo?
Tamb�m viste?
N�o tenho a certeza do que eu vi.
Querem ch�?
� verdade.
A carta do meu primo diz: "Tamb�m est�o a cuidar do SPOW.
A comida n�o � t�o m� e jogamos beisebol o dia todo.
Eu amo-te.
E mal posso esperar para te ver ap�s a guerra."
E no fim da carta ele escreve:
"Obs.: guarda este selo para o tio Harold."
Mas n�o existe nenhum tio Harold na fam�lia.
Ent�o tiramos o selo com vapor.
Estavam todos curiosos.
E debaixo dele,
havia cinco palavras escritas em letras minisculas:
"Eles cortaram-me a l�ngua."
Meu Deus.
- O que � isto? - Encontrei no por�o.
Pertencia a um dos nazistas que tomaram a casa.
Dieter Werner, 18 anos.
Nazista idiota.
Lembram-se do Louis, da Bravo Company?
O ruivo da quinta de porcos?
Como � que a prostituta o roubou e se trancou na casa de banho?
- O que tem ela? - Ele ouve vidros a partir,
ela grita "assassino". Ele come�a a bater na porta,
tentando invadir, mas a porta � pesada.
E por alguns minutos, ele consegue espiar.
V� uma janela partida, a orelha da mulher na pia
e escrito com batom na c�moda:
"Bem-vindo ao mundo maravilhoso da gonorreia."
Butchie, �s um mentiroso.
Est�o a ouvir?
Espero que n�o dure a noite toda,
sen�o vou dormir l� fora.
Deverias mesmo, se vais ler porcarias.
Bem...
Eu entendi por que largaram aqui.
Diz o que houve com a fam�lia que morava aqui.
E o que ele fez com eles.
Pessoal, acho que estou a ficar doido.
Isso � c�digo Morse?
Eu...
N...
A...
O...
T...
E...
- N... - Palha�ada.
P...
E...
R...
N.
"N�o tenho perna"?
Meu Deus.
Livra-te disso. Est� cheio de doen�as.
Quem achas que �s? Minha m�e?
Para.
Isso � treta, n�o �?
Tappert, fica com o s�t�o esta noite.
� a melhor posi��o, caso haja algum conflito.
Podemos dormir numa cama hoje, mas fiquem pertos, um do outro.
At� sabermos o que se passa.
Vamos.
Abre.
Merda.
Ent�o, algu�m quer falar sobre a noite passada?
Aqueles rapazes pareciam querer sair daqui r�pido.
J� descobriste de quem era aquela mochila?
O Tappert est� a tentar descobrir.
Achas que ele vai encontrar dentes de ouro?
Ele d�-me arrepios.
- Depois de Paris... - Parem, voc�s os dois.
Tu n�o os encontraste numa po�a de sangue.
Seis ou sete miudos de 15 anos, todos mutilados.
- Juventude Hitlerista. - As tripas pelo ch�o,
e ele sentado l�, com aquele olhar.
Com aquele sorriso estranho,
e a dizer-me que eles contrabandeavam diamantes.
- Ele mostrou-te os diamantes? - O que achas?
J� vos contei essa parte? Ele levantou as m�os.
Tinha uma guita nos dedos. Sabes aquele jogo? Jogo com as cordas?
Ele s� disse:
"� a tua vez".
- Sonhadoramente. - Entendi.
- Que vagaroso. - Uma coisa para entenderes.
N�o foi o primeiro movimento.
No jogo das cordas, come�as f�cil e vais dificultando.
Ent�o,
quem o ajudou a mover cinco corpos numa sala cheia de crian�as mortas?
Que bom que ele est� do nosso lado.
Acho que descobri o que assustou o �ltimo esquadr�o que esteve aqui.
Ouvi dizer que h� uma linha alem� vindo de Nurembergue
para algum tipo de acampamento, em Estrasburgo.
H� uns cami�es.
Talvez uma d�zia de boches a p�.
- Merda. - Digo para nos prepararmos,
irmos para a floresta e esperar que passem.
Se ficarmos aqui, seremos uma presa f�cil.
N�o podemos partir.
Cinco homens contra cinquenta. � puro suic�dio.
Vamos ficar.
�ptimo, tudo bem.
Ent�o acho que vou at� ao s�t�o tentar localiz�-los.
Algum de voc�s quer vir ajudar?
Eugene?
Vamos.
Podemos brincar ao jogo das cordas.
N�o falo de pessoas que n�o est�o aqui.
O qu�?
O que � isso?
Magia negra.
Altares de sacrif�cio.
Dizem que o Hitler acredita muito no ocultismo.
Dizem?
Os nazistas devem ter cometido rituais sacrificiais em Helwigs.
Pervertidos doentios.
Podes dar-me uma m�o?
- Queres levar isso para ali? - Isso.
- Apanhei. - Pronto? Um...
- Porra, seu filho da puta! - N�o fui eu.
Fica longe de mim!
Meu Deus.
Ouviste isso?
Queimando por toda a eternidade. Eles ir�o atr�s de ti.
- Roubamos alegrias... - O que � isso?
Desmoronar�s e colher�o as tuas mem�rias.
N�o acredito em bruxas,
mas se uma bruxa voa por a� numa vassoura...
Diz-me que estamos a ter esta conversa.
- Achei que eu estava louco. - Eu tamb�m.
Entendi por que eles queriam ir.
Digo, este lugar �...
Assombrado.
Ou algu�m tem uma palavra melhor?
� melhor bazarmos daqui antes que os nazistas cheguem.
O que foi isso?
S...
E...
V...
O... C...
"Se voc�s..." S...
A... Nossa!
�R...
"Se voc�s sa�rem..."
Eugene...
- O que � que est� a acontecer? - N�o sou eu que estou a escrever!
Porra!
Se voc�s sa�rem, v�o morrer!
O que foi?
Seria bom se tivessem deixado algo que pud�ssemos usar.
Vou trancar a porta da frente e faz�-los pensar que sa�mos.
Se vierem procurar comida,
n�o ser� a nossa primeira vez.
Obrigado.
Boa, est�o a ir embora.
Est�o a ir embora.
Merda.
- Porra! - Aquele filho da puta.
Granada!
Butchie, n�o!
Eugene!
- Chris! - Vamos!
Onde est�s?
Chris, precisamos de cobertura atr�s!
Ele n�o est� aqui!
Vamos ter contigo! Onde est�s?
Chris, onde est�s?
Anda r�pido!
L� fora!
Merda, merda!
N�o!
N�o � real.
Ele precisa de ser sempre o her�i.
Quanta morfina ainda temos?
Temos o suficiente,
se precisarmos.
Deixa o lixo l� fora juntos aos outros.
O que � que fizeste?
N�o �as entender.
Tira-lhe as roupas e coloca-o com os outros.
Como assim "assombrado?"
Seriam pessoas espec�ficas terem fantasmas
que acabaram presas nos lugares em que morreram?
Ou os lugares onde houve o mal que s�o portais para for�as demon�acas?
Ou o mal � s� um conceito criado pelo homem?
Podes parar, por favor?
O mal � s�...
O mal � o que torna a viol�ncia t�o divertida.
Tudo o que vivenciamos
� o que os nazistas fizeram com a fam�lia desta casa.
Os Helwigs, apesar do sangue real franc�s,
estavam a esconder judeus.
Depois, a casa caiu nas m�os dos nazistas.
E quando os nazistas chegaram, eles partiram as portas
e as crian�as correram e esconderam-se.
Mas o Sr. Helwig foi encontrado aqui mesmo na biblioteca.
Ent�o os nazistas amarraram-no numa cadeira.
A Sra. Helwig escondeu-se na despensa da cozinha.
Ent�o eles levaram-na para cima,
onde encontraram o filho escondido no arm�rio no s�t�o.
Afogaram o filho na banheira do andar de cima
e for�aram-na a ver com uma arma na cabe�a.
Encontraram a filha, Cristina, no quarto dos empregados.
Ent�o arrastaram-na para o s�t�o e enforcaram-na nas vigas.
Levaram a m�e aos berros at� � biblioteca,
onde encharcaram o marido em querosene,
e riam-se enquanto o incendiavam.
Deixaram os corpos num monte.
Sem funeral, sem l�pides.
Ent�o � por isso que ainda est�o aqui?
Pois n�o teve um enterro crist�o?
Vageando pela Terra com assuntos pendentes?
Vou dar uma olhadela no Butchie.
Est� tudo bem, irm�o.
Guarda a arma.
O meu pai era leiteiro.
A minha m�e j� havia morrido, era apenas uma lembran�a.
Sempre tive uma queda por filmes de terror.
Tu sabias?
"Ca�ar M�mias no Egito".
"O Lobisomem Adolescente".
Coisa de crian�a.
Quanto mais assustador, melhor.
Depois da Normandia, eu vi...
e fiz coisas.
Alguma vez te contei como n�o dormi durante cinco dias
quando marchei por Stuttgart?
Cinco dias.
Dizem que isso n�o � poss�vel sem enlouquecer.
N�o sabia se estava a sonhar ou acordado depois de tr�s dias.
Nos meus momentos mais l�cidos, perguntava-me se alguma vez iria
voltar ao normal.
O que fiz �s crian�as da Juventude Hitlerista
foi um pesadelo do caralho.
E eu admito, eu tenho o controle.
Eu queria matar os ovos antes que eles eclodissem.
Foi como flutuar acima do meu corpo, a olhar para baixo para mim
quando cortei a cabe�a daquele miudo loiro.
Era como se eu n�o estivesse a fazer nada.
Lembro-me apenas...
a observar-me sentado ali, quando...
aquele corpo acabou de se levantar do ch�o.
Insanidade total.
Alucina��es da febre.
E ent�o ele tirou um peda�o de fio do seu bolso,
aquele corpo sem cabe�a, e...
e ele estendeu as m�os e fez o jogo com as cordas,
e o que eu vou fazer? Eu s� vou cortar-lhe...
a maldita cabe�a, vou ser mal-educado?
Brinquei com ele por um tempo.
E ent�o ele simplesmente
deitou-se.
Tenho quase a certeza de que foi um sonho.
Estava muito assustado para me mexer.
Eu fiquei sentado a segurar o fio do jogo durante horas,
at� que chegaste e encontraste-me com os outros corpos.
Eu esqueci-me completamente que isso tinha acontecido.
E ontem eu fiz com que te lembrasses.
Kirk, esqueceste-te de esvaziar a banheira.
Estou aqui para te ajudar.
Vamos!
Foi outro sonho.
Quanto tempo consegues ficar sem comida?
O que � que vamos fazer, Chris?
Ningu�m vai ficar mais outra noite.
Vamos ser punidos por desertar o posto.
Achas que encontras novamente aquele cami�o se for preciso?
N�o faz diferen�a, furei os pneus.
Talvez o nosso apoio chegue em breve.
Muito bem, Butch.
A pr�xima � sobre o enredamento qu�ntico. Dullsville.
"Ent�o o visitante marciano diz que os feitos dessa vida
s�o transportados contigo para a pr�xima.
"Ent�o a reencarna��o dos marcianos..."
Afinal, o que � que estamos h� procura?
Eu n�o sei.
Mem�rias, di�rios,
qualquer coisa que realmente pertencesse aos Helwigs.
Que caralho.
- Tens o teu isqueiro? - Est� l� em cima.
A estudar alem�o?
Tens a certeza que n�o h� nada para me dizer?
H� algu�m a� embaixo?
- O que � que se est� a passar? - Venham j� para c�!
Isto n�o � real!
Isto n�o � real!
Onde est� a maldita morfina?
- Eugene, morfina! - Isto n�o � real!
Est� no kit m�dico.
Isto n�o � real! �ramos n�s!
Fomos n�s!
- O que �ramos n�s? - �ramos n�s!
Lembra-te.
Desce as escadas.
Precisamos de conversar.
N�o vamos passar outra noite.
N�o digo abandonar os postos,
talvez tomar uma nova posi��o na floresta.
Francamente, minha querida, que se foda a puni��o.
Este lugar est� amaldi�oado.
Temos de lhe dar um enterro adequado.
Mand�-lo para o C�u.
Ou outro lugar.
A revista diz onde os corpos s�o despejados?
Deixa-me ver o di�rio.
Eu n�o entendo.
Est� a brincar, est� em alem�o.
Mal pedes champanhe em Paris.
O Dieter disse onde puseram os corpos?
J� vou ver. Mas vamos sair desta casa agora.
E est�o dispostos a morrer numa pris�o?
Sim.
Arrumem tudo e estejam prontos para ir-mos embora. R�pido.
Certo.
Dever�amos alinhar a nossa hist�ria antes de chegar.
Como: "Os soldados alem�es queimaram o castelo".
Essa hist�ria n�o vai dar quando encontrarem o lugar inteiro.
Dev�amos ter queimado tudo.
Talvez ele n�o deixasse.
Devemos continuar?
Vamos tentar a sorte.
Voc�s j� leram "Um incidente na ponte de Owl Creek"?
Hist�ria toda acontece na mente de um homem enforcado.
Estamos mortos.
O C�u � uma merda.
S� se for o outro lugar.
� o que dizem.
O inferno � uma repeti��o.
Muitas culturas imaginam o inferno
onde os mortos revivem os seus pecados para sempre.
Presos num ciclo.
H� algo de errado.
Vamos dar a volta.
Acabei de perceber...
N�o me consigo lembrar da �ltima vez que caguei.
Isso � uma treta cl�ssica.
Tamb�m n�o me lembro.
Durante semanas.
N�o � poss�vel.
N�o mesmo.
Normal, tudo fodido.
Um caos.
Vou dizer o que estamos todos a pensar.
Se andarmos amanh� e voltarmos...
Um dia de cada vez.
Como o b�bado disse.
VETRULEK
H� algo de errado.
Vamos dar a volta.
Talvez a b�ssola esteja avariada.
O mapa tamb�m.
Ele n�o nos deixa ir.
E se...
Dermos um enterro digno, como disseste.
O di�rio diz onde colocar os corpos?
A �ltima p�gina desapareceu.
Precisamos de conversar com os esp�ritos.
Descobrir onde est�o os corpos.
Vais cozinhar um bolo?
Pegadas. Quero ver at� aonde v�o.
Vetrulek.
Onde ouviste essa palvra?
- Vetrulek? - S� ficou...
Na minha mente.
Marcou mais pontos nessa.
Dieter disse essa palavra.
� uma antiga cren�a mu�ulmana.
"Se permitir que o mal aconte�a
ele pode amaldi�oar-te dez vezes mais".
Como se o mal ganhasse quando os bons homens se abst�m.
� como uma maldi��o.
Por que � que o Tappert conheceria essa palavra?
O que � que queres?
Socorro!
Socorro!
Dispara nela!
Dispara nela, caralho!
Ajudem-me!
- Dispara nela! - Disparar em qu�?
Dispara!
Dispara nela, caralho!
N�o!
Esquerda, Frank.
Chris, estamos a ir!
Um, dois, tr�s!
Eles est�o aqui.
O que � isso?
A �ltima p�gina do di�rio.
Pronto.
Dever�amos rezar.
- N�o faz sentido. - O qu�?
Os Helwigs n�o eram franceses, eram afeg�os.
Esconderam dezenas de judeus na mans�o
e gastaram fortunas para os levar para a Am�rica.
Arriscaram as suas vidas a colaborar contra os nazistas.
Desde quando entendes �rabe?
Diz mais o qu�?
Antes de morrer, a Srta. Helwig fez a maldi��o Vetrulek
contra os homens que viram.
Amaldi�oando-os at� � morte.
Podemos focar-nos numa s� coisa?
Vamos acabar com isso.
Das cinzas �s cinzas,
do p� ao p�.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte
n�o temeria mal algum.
Que se lixe a puni��o, contanto que n�o seja aqui.
Que assim seja.
Ajuda-me com isto.
Mais devagar. Pode haver uma armadilha.
Charutos?
Trancados num ba�? Deve valer alguma coisa.
Que seja. Vamos vazar.
Esperem.
O Dieter falou sobre um ba� no seu �ltimo registo.
Quando os nazistas abriram, os registos pararam.
- E agora? - Algumas palavras mudaram.
- Significa algo novo. - O qu�?
Que ao enterr�-los vai-lhes dar.
Poder para qu�?
Poder paraos reerguer dos mortos.
Acabou o intervalo.
Isto n�o � real.
Isso n�o � real.
- Solta-me! - Lembra-te.
- Lembra-te. - Isto n�o � real.
Isto n�o � real.
Calma, filho. Acalma-te.
Est� tudo bem. Tem calma.
- Dois... - Segura-o.
Calma.
- Saiam! - Para tr�s!
- Abaixa isso. - Saiam!
Abaixa isso, filho. Antes que magoes algu�m.
D�-me isso. Ann, tira-o.
N�o quero que ele colapse, novamente.
Se n�o se lembrar de nada est� tudo bem, vai passar.
- Onde estou? - Est�s numa
instala��o exclusiva e n�o oficial.
Lembra-se do seu �ltimo dia no Afeganist�o, Tenente?
Espera, vais-te lembra.
Vamos!
- Qual � a situa��o? - Sim, � o m�dico de elite
do alto escal�o do estado isl�mico.
- A cooperar? - Sim.
Informou-nos sobre a morte de 4 alvos de alto valor.
P�s a sua fam�lia em risco para ajudar, mas foi descoberto.
- Comunica��es? - Ent�o � um resgate?
O plano � levar a sua fam�lia para uma casa segura em Cabul,
mas aqui est� a nossa fonte de informa��es.
Os danos ao seu esquadr�o foram extremos.
Estavas em estado cr�tico para a emerg�ncia de Kandahar.
A mente � uma ferramenta de cura poderosa,
mas quando pressionada com a exist�ncia de paralisia
e amputa��o, n�o se pode desligar e morrer.
O nosso simulador � projectado para ajudar os soldados
a tratarem o TEPT deles enquanto se recuperam dos seus ferimentos.
Onde est� o Butchie?
- Por que � que n�o me consigo lembrar? - Sinto muito.
- N�o deveria ser assim. - Assim como?
Tudo bem.
Est�o a jogar o jogo das cordas?
Est�o a ver isto?
Eu ia dar para o meu filho. Queres-o?
As tuas m�os est�o presas. E tu queres?
Ol�, Paul.
- Que a paz esteja sobre v�s. - E sobre v�s a paz.
Junta-te a n�s.
Doutor.
- Est�o todos aqui? - Amarelo-6, aguarda na carrinha.
- O que foi? - Lembras-te do dia indesejado?
O nome � destaque na intelig�ncia.
- O que � que aconteceu? - Prometeste proteger-nos!
Eu sei, sinto mas n�o h� tempo para fazer as malas.
Peguem nas crian�as, passaportes, e saiam em 2 minutos.
- Vamos - Eco 11, abortar a miss�o.
- O qu�? - H� 3 espantalhos a chegar
interrompendo as vias arteriais.
Voc�s t�m 30 segundos para arranjar abrigo.
O comando invadiu um sat�lite da OTAN, ISIS vem de todos os lados.
Tr�s ve�culos.
- P�e-nos na parede. - O qu�?
Est�o a vir e v�o bloquear a sa�da. P�e-nos na parede.
- Esconde-te. - Venham. Por aqui.
Aqui. Cristina!
Para dentro!
Vais sonhar.
A extra��o agora � imposs�vel.
Esperamos os hajis e deixa os drones rastre�-los no campo.
CDE pode v�-los, vamos daqui a cinco minutos.
- Andem! - Foda-se, n�o vou entrar l�.
N�o tens o que dizer at� eu te dar voz!
E proteger a fam�lia?
Vai para a parede! Agora!
Porra.
Vamos. T�m de se esconder.
Vamos.
Entrem! V�o!
Por favor, juntem-se a n�s.
Obrigado. Que �ptima ideia.
Por favor.
- Senta-te. - Obrigado.
Examinou um membro do Conselho Shura quatro vezes
e quatro vezes eles foram executados por drones.
Por favor, ajuda-me a entender este mist�rio.
Juro que n�o disse nada a ningu�m.
N�o falei com ningu�m.
E temos relat�rios brilhantes sobre ti.
Rem�dios raros que fornece...
Eu pechincho o que posso de cl�nicas pr�ximas.
Que al�vio, porque algu�m desconfiado
estava a receber medicamentos dos americanos.
Talvez at� por informa��es.
N�o.
- Peguem nas crian�as. - N�o, pelo amor de Deus!
Larga-os!
N�o fizeram nada de errado!
N�o! Juro por Deus. N�o sou idiota.
N�o deixaria a minha fam�lia em apuros!
Deixem o meu pai em paz!
Est�s acabado.
V�o pagar por isso!
V�o todos sofrer inimaginavelmente!
Os drones est�o no alvo. Ningu�m se mexa.
Vejo-te no meu julgamento.
Nunca estivemos aqui.
Com todo respeito, vai-te foder, senhor.
Consegues v�-los?
N�o os percas.
Bomba!
Deus.
Dev�amos t�-los ajudado. Pod�amos t�-los salvado.
E eles, ainda na Fran�a?
Por que � que nos puseram na guerra?
Cen�rio de guerra � o mais eficiente para ligar
soldados com mentalidades parecidas, algo que a simula��o n�o cria sozinha.
Durante seis semanas, todos voc�s estavam bem.
Recupera��es milagrosas, apesar das condi��es,
especialmente mentais.
H� alguns dias, Butchie Martinsen acordou de um coma
por raz�es que n�o entendemos.
E quando ele viu o corpo dele, ele fechou os olhos e morreu.
Era o que ele queria dizer-nos.
Isto n�o � real.
- Comich�o fantasma. - Est�s com comich�o?
N�o, na simula��o.
O Kirk co�ava sempre o pr�prio p�.
E o c�digo Morse que ouvimos era uma mensagem de...
n�s. "N�o tenho pernas."
Era o nosso subconsciente a dizer o que n�o pod�amos ver.
E "se sair, morrer�".
N�o era uma amea�a, era um aviso.
Mandaram mensagens subliminares para si mesmos, isso �...
- � incr�vel. - E perigoso.
Deve haver como impedir isso.
Mais CTZ no lobo frontal.
A simula��o � assombrada, sabias?
H� um fantasma na m�quina.
Ou v�rus de computador, ou um programador com problemas,
a n�o ser que deva parecer um filme de terror.
- Como assim? - N�o faz parte do programa?
P�r avatares de combatantes antigos?
- Reviver miss�es antigas? - Por Deus, n�o.
A simula��o deve ser benigna.
A Segunda Guerra foi escolhida por trazer menos mem�rias reais.
E a palavra "Vetrulek"?
O qu�?
Todos voc�s sussurraram essa palavra em algum momento.
A pesquisa disse que era uma maldi��o.
O que diabos � isso?
Trouxemos os Helwigs da simula��o.
Deram-lhes vida e poder.
Mas o programa... Nada disso � real.
� real quando est� dentro!
As ora��es, tudo.
Traz a equipa de evacua��o aqui agora.
- Tens que me p�r de novo. - N�o, vou sed�-los.
- 20ml de Propofol. - P�e-me de volta e salvo-os.
N�o vimos o que lhes fizemos. Tentaram mostrar-nos.
Olha. As mem�rias do Afeganist�o deviam estar l�?
Certo, vai voltar.
- Mas o que vais fazer? - Temos de enfrentar.
Pagar pelos nossos pecados.
Agora.
Certo.
Iniciando a sequ�ncia.
Simulador activado.
Supress�o de mem�ria completa.
- Espera, Chris! - Em 10...
- A mem�ria ser� apagada. - Nove...
Oito...
Sete...
Seis...
Cinco...
Quatro...
Tr�s...
Dois...
Um.
O que � que queres?
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