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S01.E06 - - -
Era tarde demais para fazer alguma coisa.
Eles ainda estavam vivos.
Eles respiram.
Os seus cora��es batem, mas os c�rebros est�o exaustos.
- Mas porqu�? - Precisamos de adrenalina.
Para poder viver.
Tu tamb�m.
Mas h� outras maneiras.
N�o temos de ir atr�s dessas pessoas.
A Comunidade ajuda-nos com isso.
A Comunidade? Aqueles que me querem matar?
Eles pensam que mataste uma crian�a.
Nunca bebeste cerveja?
- Sabes quem s�o? - N�o.
Os filhos deles foram encontrados
assassinados, Queimados.
As crian�as n�o podem suportar isto.
Eu sei que n�o foste tu.
T�o pouco os Marcados.
Uma crian�a n�o lhes d� muita adrenalina.
- Sabes quem � Ninni Ek? - N�o.
A av� do beb�.
N�o tenho nada a ver com o beb�.
- Mas algu�m vai culpar-te. - Quem?
Esperava que soubesses.
N�o sei nada. Tudo que tenho � isto.
"Bifrost".
Foi posto na minha cabe�a quando tinha dois anos.
O mesmo s�mbolo.
Provavelmente, trata-se de experi�ncias m�dicas em humanos.
Gunnar...
Conheces?
N�o s�o pessoas. S�o experi�ncias ocultas.
"Kinaeple". "Naranga". � o nome mais antigo que conhecemos.
Da �ndia.
"Naranga" � s�nscrito. Em �rabe � "Naranj."
Na Europa � "Auranja"
antes de se tornar na palavra inglesa "laranja".
Mas os do norte foram para outro lado.
- "Appel Kina". - "Ma�� da China".
Ignorante ou independente?
Talvez os dois.
Talvez. Mas n�o �s nem um nem outro.
N�o entendo.
Nem ignorante nem independente.
Eu sirvo a Comunidade.
Ninni Ek. � ela.
Tudo leva a ela.
A crian�a, Bifrost, Gunnar, tu...
Nunca a vi antes.
Ela sabe quem �s.
Morres se fugires agora.
O que vamos fazer?
Deve ter sido...
Algu�m deles que estava a ver.
E avisou, porque vieram atrav�s dele.
- Est�s a ver? - Sim. Aparentemente.
O que v�s?
O meu filho deve estar a ver mas nunca me deveria desapontar.
Existem apenas alguns videntes, deve ser f�cil de encontrar.
Comecem a cavar. E fa�am um invent�rio antes de levarem tudo.
Quero saber o que perdemos.
- O que viste l� dentro? - Uma porta brilhante.
Que poderias abrir?
- O que � isso? - O que viste chama-se "tecido".
Existem aqueles que podem manipular a mat�ria.
Texturas de tecelagem e salas de pura energia...
Esconder algo ou negar.
E n�o h� muitos Tecel�es.
E depois h� aqueles que podem ver e penetrar no tecido.
S�o poucos.
Parece que �s um deles.
Vem.
Tamb�m h� leis e justi�a no nosso mundo.
Temos o nosso pr�prio sistema de puni��o, mas n�o a pena de morte.
N�o se mata outro Escondido. Especialmente uma crian�a.
Quem quer que seja.
- Acolhedor. - Sim.
- O que est�s a fazer aqui? - Bem, obrigada. E tu?
- Como vais? - Com o qu�?
Falaste com Kjellberg?
A s�rio, Schiller...
- Ela desapareceu. - Desapareceu? Como?
Estamos a trabalhar nisso.
- O que Abrahamsson diz? - Tens de a encontrar.
Anda l�.
Mandou o aviso. Sem protestos. Isto � tudo que posso dizer.
Se quiseres saber mais, fala com Abrahamsson.
- N�o � a tua investiga��o. - N�o...
Devias estar feliz por teres um trabalho.
S� queria dar um ol�.
Ol�, quem est� a falar � o Comiss�rio Schiller.
POL�CIA Identifica��o
Eldh, Viveca Inspectora da Pol�cia
Desculpe?
Surgiu do nada. Nem disse bom dia.
Bom dia...
Desculpe, mas temos de terminar.
- E a proposta? - Talvez o servi�o secreto.
- Tens um minuto. - Preciso de cinco.
Provavelmente s�o evasivos.
Gunnar de Ungsj�myren foi um dos meus.
N�o prova nada.
Acho que a Ninni Ek matou o pr�prio neto.
E que tenta culpar o Hellemyr por isso.
N�o sigo ordens dela, mas do Conselho.
Ele tamb�m foi exposto a experi�ncias.
Tens liga��es l�.
Porque achas isso? Conseguiste isso dele?
Sabes onde ele est�?
Queres prender algu�m no Conselho...
- sem provas suficientes. - Encontrei-o na cave.
- Protegido e escondido. - Como vais provar?
H� l� mais. Ela est� a limpar a casa.
Perdeste a cabe�a.
Fala com o Conselho. Faz uma busca � casa.
Como queiras...
- Est�? - � Borg. Eldh est� aqui.
Despacha-te se a quiseres apanhar.
Elias...
Tudo o que me ensinaste, tudo o que fizemos juntos.
Isto n�o significa nada?
O teu tempo acabou.
Foge.
O que ele disse?
N�o precisamos dele. N�o temos provas.
Pensei que isto fosse uma prova.
Ninni tem inimigos no Conselho, mas n�o � o suficiente.
Temos de encontrar uma testemunha.
E Gunnar? Ele est� vivo?
Ele respira e o cora��o bate.
Gunnar?
Gunnar? Preciso da sua ajuda.
N�o sei o que aconteceu e o que experimentou,
mas sei que sofre.
Quero ir atr�s daqueles que o atormentaram.
Eu sei que h� mais de si. Que h� mais de si.
Lembra-se disso?
N�o se lembra?
Desapareceu tudo.
Perdoe-me.
Desculpe.
Eldh.
Est� a ouvir-me, Gunnar?
O que � isto? � o seu gorro?
H� algo aqui? Ajude-me.
"Hotel Smeden".
- O que estamos a procurar? - Um sinal, s�mbolo.
- O que � isto? - Um aviso.
Ungsj�myren.
Este selo veio da aldeia do Gunnar. Ungsj�myren.
Vieram todos da cidade dele.
E foram todos expostos �experi�ncia.
Porqu�?
O que tem de especial Ungsj�myren?
N�o sei.
Est�o...?
Mortos.
Ou Queimados. Como o Gunnar.
Wennerbom... Temos de o encontrar.
- Ele Queimou-se. - Josef n�o era um viciado.
Espera aqui.
- Viste o Wennerbom? - N�o.
- Ol�. - Ol�.
- Como est�s? - Bem, acho.
Ainda bem.
Est�s a fazer um bom trabalho.
- Obrigada. - Continua.
- Demir! Demir, espera! - O que �?
V� isto.
Olha.
� a Rebecka Kjellbergs. Ela trabalhou naquela noite...
- Espera. Onde arranjaste isto? - Vamos.
Tirei ao namorado dela. Vimos o s�mbolo em Valls.
Na carta do Tage. Lembras-te?
- � sobre Hellemyr. - Sim. A Funda��o Bifrost.
Este � o logotipo. Est� tudo ligado.
Talvez haja alguma coisa l� dentro.
Tenho de ver outra vez a carta.
Onde est� a Rebecka Kjellberg?
Primeiro pedes-me para ficar de olho nela
e depois deixas ela ir.
- Agora ela desapareceu. - Isso interessa mesmo?
Estou farta disto.
- Entendes? N�o aguento mais. - Sim, acho que sei.
Como vou lidar com isto?
Como um desaparecimento comum.
Todos os dias desaparecem pessoas.
Ningu�m est� seguro nestes tempos.
Borg.
Borg!
Tenho de responder aos meus colegas.
� isto?
� mais do que suficiente.
Dei-te uma tarefa.
Encontra o Hellemyr e mant�m-no aqui.
Porque o deixaste ir?
Ele n�o est� pronto... Ainda. N�o o pod�amos deter.
Vamos segui-lo?
N�o.
Est�s habituada a isto.
- A qu�? - A que te sigam.
- N�o sou pol�cia. A �ltima... - Nos anos 70.
Vivemos o dobro do tempo que os humanos.
Alguns de n�s ainda mais.
Ent�o est�s nos teus melhores anos?
Est� bem. O que �s se n�o �s pol�cia?
O meu trabalho � manter-nos escondidos.
Manter os Marcados fora da cidade.
Que os amb�guos controlem o seu car�cter.
E conter os fogos-f�tuos como tu,
antes que nos revelem a todos.
"Ser contido"?
- N�o queres dizer Queimar? - N�o, pelo contr�rio.
Serem canalizados no nosso mundo.
Aprenderes sobre os talentos
como funcionam e como os esconderem.
Porqu�?
Porque nos escondemos, se somos mais fortes que os humanos?
Porque n�o somos mais fortes.
Somos uma pequena esp�cie humana desviada.
Com talentos especiais.
Mas somos lobos solit�rios. O Homem � um bando de animais.
� por isso que exterminaram as outras esp�cies humanas.
Excepto aqueles que se escondem.
Como o nosso pequeno enclave que sobreviveu aqui no norte.
Vivemos entre as pessoas h� mil�nios.
Ajudando-os a construir o mundo deles com o nosso talento.
Os nossos g�nios da ci�ncia, os nossos artistas,
os nossos trabalhadores e os nossos l�deres...
Fizemos a regi�o n�rdica rica.
Em troca, vivemos das pessoas como parasitas.
Esvaziando-os da adrenalina que precisamos.
Borg, podes vir connosco.
Se eles soubessem quem somos, exterminar-nos-iam sem piscar.
Mas disseste que n�o precis�vamos...
Ir atr�s das pessoas?
H� outras formas. Uma vez por ano em Kyndelsm�ss,
recebemos a nossa dose para nos podermos cuidar.
Pela Comunidade.
Somos da Comunidade.
� a nossa maneira de ficarmos juntos.
Para sobreviver.
Estar�o a perguntar porque
convoquei uma reuni�o do Conselho.
A Comunidade est� sob ataque.
Os Marcados invadiram o meu cofre privado esta noite.
O assassino de crian�as, Hellemyr, foi um deles.
Temos de ter muito cuidado.
O Borg pode confirmar.
- N�o � assim, Elias? - Sim.
A Comunidade precisa de uma lideran�a clara.
Sugiro um voto de lideran�a e que o Borg oficialize.
H� alguma objec��o?
Borg?
Quem s�o os candidatos?
A fam�lia Lilja prop�e Ehrencrantz.
Ehrencrantz agradece a confian�a...
mas abstemo-nos em benef�cio da Ek.
Agrade�o a vossa confian�a e disponibilidade.
A Ek foi proposta e faltam candidatos que se op�em.
A favor?
O Conselho tomou a sua decis�o.
A Comunidade tem um novo l�der.
Como primeira medida, recomendo que Witts�tra passe...
dos Lilja para os Ehrencrantz.
E que os Lilja fiquem com as tarefas administrativas.
- N�o pode...! - O Conselho deu-vos duas tarefas.
Queimar o assassino do beb� e proteger o arquivo.
Falharam com ambas.
O meu pai nunca vai aceitar isto.
A Comunidade n�o � uma ditadura!
Vamos votar.
A favor?
Ent�o uma quest�o mais s�ria...
Kyndelsmessen.
Defendo um novo registo dos cidad�os da Comunidade.
Para podermos decidir quais as pessoas
que t�m acesso a Kyndelsm�ss.
� necess�rio? � um trabalho abrangente.
Portanto, sugiro que Borg seja
encarregado de come�ar imediatamente.
Temos de identificar os inimigos. Quem nos apoia...
e quem est� contra n�s.
Wennerbom e Gunnar eram volunt�rios
juntos durante a Primeira Guerra Mundial.
N�o sabia que eram da mesma cidade.
Ele deve saber alguma coisa. Porque ficaria afastado?
Ele tem aqui os seus traficantes.
Est� proibido em todas as empresas.
E se ele n�o vier?
Pode dormir em qualquer lugar mas n�o sem �lcool no corpo.
E enquanto esperamos,
Ninni Ek pode queimar todas as provas.
N�o podes ir atr�s da Ek.
N�o, de novo.
� ilegal.
Ilegal?
N�o sei se acredito nas leis deles.
N�o o assustes.
O qu�...?
O que querem? Larguem-me!
Larguem-me!
N�o!
Vamos ver...
Ol�.
Esta � a lista do Valls?
Sim, � a lista.
A-37.
- � suposto ser uma carta. - Sim.
Aqui est�.
Deixa-me ver...
Uma carta.
Mas...
O que � isto?
N�o, espera.
Ol�, sou Tage.
Sabes se algu�m esteve na sala de confiscos, no Cofre do Valls?
N�o. N�o h� recibo.
- Sim? - Falta a carta. S� a carta.
Abrahamsson.
Calma. Temos de nos limitar ao que sabemos.
Verifiquei a Funda��o Bifrost. N�o h� muito.
Um programa hospitalar de financiamento privado.
Est�o a trabalhar com endocrinologia.
� o estudo das hormonas no corpo.
- Mas o que � "Bifrost"? - "O Caminho Brilhante".
O caminho entre a terra e o c�u na mitologia n�rdica.
A ponte entre Midgard e Asgard.
A ponte tinha tr�s cores e foi representada como um arco-�ris.
A ponte entre o humano e o divino.
Dr. Magnus Valls Departamento de Neuroci�ncia
Malditos idiotas.
Sabiam que est�vamos l�.
- E como sabiam? - A Ninni Ek n�o � est�pida.
E agora o que fazemos?
Passamos despercebidos.
N�o! N�o, n�o!
Aqui n�o!
N�o! Por favor!
N�o!
N�o, aqui n�o!
Socorro!
N�o!
imfreemozart drcaio
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