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Original subtitles

Maria da Graça, minha filha, é isso mesmo que você quer?

Tá bem.

Se é isso, eu vou estar sempre com você.

Não esqueça disso.

Seja boa pra tia Zuleika.

Respeita ela.

Nós temos uma dívida de gratidão com ela.

Ela vai ser a tua nova família.

Olha lá onde, hein?

Aqui.

É o dinheiro pra você pagar teu curso de canto.

Oh, mãe.

Você tirou o dinheiro da poupança?

Ah, mãe.

E aí

Madrasta me enterrou por um figo da figueira.

Carpinteiro, não me corte os meus cabelos.

Que a madrasta me enterrou por um figo da

figueira.

Você quer cantar na festa da escola, Maria da Graça?

Quero.

E agora, meus amigos, para homenagear as mães, a nossa querida aluna Maria da

Graça.

E aí

E aí

Maria da Graça, essa floresta é habitada por seres encantados.

Tanto que os linhadores batem assim nas árvores

para espantar os gênios que protegem as plantas e os animais.

Mas os linhadores cortaram tantas árvores que os gênios não tem mais onde

Certeza? Que eles morreram por causa disso?

Que nada.

Eles continuam por aí, disfarçados de gente comum, vivendo como gente comum,

trabalhando e estudando como gente comum, no mesmo lugar onde era a

O que faz esses seres tão diferentes é que eles continuam a defender

o que resta das árvores.

E das matas. Se você prestar atenção, você pode até perceber na rua

uma fada, um mago, um

duende ou um príncipe.

Você sabe?

DJ DJ DJ DJ DJ

DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ

DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ DJ

Jogue um rasteiro pra mexer com o povão. Tem de técnico e habilidade. O hip hop

arrebenta em qualquer idade.

Nós vamos dar o show.

DJ.

Vamos dar o show.

DJ.

Vamos dar o show.

DJ.

Vamos dar o show.

DJ.

Vamos dar o show. Sou gordo assim.

Não se expande. Sou fat boy.

É,

por favor, senhor.

É, pode me informar onde é que fica essa rua aqui, ó?

É, que rua?

Rua Paissandu. Ah, Paissandu.

Paissandu. Ah, sim.

Paissandu. Ah.

Você tá vendo aquele edifício ali, ó?

Aquele edifício amarelo e roxo?

Não, amarelo e roxo não, é verde e rosa.

Verde e rosa? Você acha que eu sou cego?

Ora... E tu não é cego?

É, sou.

Eu esqueci.

Bom, você tá vendo aquele posto de gasolina ali?

Posto eu tô. Isso.

Mas tu tá vendo?

Eu não, já que eu sou cego.

Bom, você faz o seguinte.

Olha, você faz o seguinte. Você pega ali no posto de gasolina, a primeira

direita, depois a terceira esquerda.

Você vai dar de cara com a rua, passando...

O DJ passa o trabalho sentando em vocês aqui no prazer da nossa categoria. Quero

ver vocês fugindo de alegria. Compre o disco e faça o baile. Estou pensando na

população com o corpo de ele e a imitação. Então faz assim, faz coração e

esqueça. Você deve se divertir. Essa onda está aqui para se curtir.

DJ.

Vamos dar show.

DJ.

Vamos dar show.

DJ.

Vamos dar o show!

D, D, D, D, DJ!

Vamos dar o show!

Ei, ei, não é nada mal, eu sou o abdula fã do Bobby Brown. Ao ver esse disco tão

animado, não consigo nem um pouco ficar parado. Passando por aqui, na batida me

envolvi em todo hip hop. E agora estou aqui, em suas mãos está a alegria. Até o

controle me manda, filhinha. Abaça agora a dança, sem parar, D, D, segura o

ritmo, sem vacilar.

D, D, D, D, D.

Vamos lá, show!

Fica essa rua aqui, ó. Pai Sandu.

Pai Sandu.

É. É, é, é, é.

É lá. Tá lá, tá lá.

Ah, muito obrigada, viu?

Ah, você não tá como é importante pra mim.

Obrigada.

Ai,

meu Deus.

Obrigada, viu, senhor?

Obrigada.

Menina!

Moça! Ei, moça! Essa boneca é sua?

É, e eu ganhei quando tinha o teu tamanho.

Ah, sim.

Você vai na casa de quem?

Tia Zuleika, você conhece?

Tia Zuleika... Aquela bruxa lá de cima?

Ah, sim.

Aquela o quê?

Sabe, Tia Zuleika é minha tia.

Tupi? É, sua tia. Ela é síndica do prédio.

Qual seu nome?

Meu nome é Maria da Graça. E o seu?

Maria Eduarda.

Mãe, pode me chamar de Duda, tá? Eu posso te chamar de... Ah, de Maria, como

você quiser.

Maria? Então, desculpa, mãe Eduarda, como é que... Desculpa, Duda, como é que

faço pra chegar até a casa da tia Zuleika?

Vem cá que eu te mostro.

Olha, esse aqui é o apartamento da Bruna, quer dizer, da sua tia.

Essa megera, além de motorista, quer que eu seja faxineira, copeira.

Lavadeira. Arrumadeira. Sem falar nas contas de banco que ela me obriga a

enfrentando fila.

Eu cansei.

Eu não sou escrava de ninguém.

Ele é meio.

Abaixa aqui.

Agora presta atenção.

Presta os olhos.

Janela, janelinha. Porta, campainha.

da próxima vez quando chamar a polícia eu sou a síndica!

Sua sobrinha. Sim, claro.

Aceita uma maçã?

Não, obrigada. Eu comi lanchinho no ônibus. Eu tô bem.

Loirinha.

Olhos azuis.

Quase bonitinha. Você é a Cotinha. Não, Cotinha é minha mãe.

Eu sou Maria da Graça. Sua sobrinha. Ela mandou uma carta pra senhora avisando

que eu vinha. Não mandou?

Deu pra mim, sou tão ocupada.

Até que você veio em boa hora, sabe?

Por que você veio, hein?

Ah, porque eu quero estudar, trabalhar.

Ah, eu tô tão feliz por já estar aqui.

Você é sempre assim, é?

Feliz? Claro, ainda mais agora com a minha família. Né, tia? Família?

Que família?

Ah, eu sou família.

Lógico, nossa.

Aqui eu vou lhe mostrar a casa da sua família.

Aqui é a sala de música

e logo aqui a sala de estar.

Aqui é a nossa biblioteca.

E logo aqui à sua esquerda é o quarto de hóspedes.

Esse é o quarto de mamãe.

A mamãe está tão cansada, sabe?

Fiquei pensando, quizás você não podia dar uma mãozinha e arrumar um pouquinho

quarto, hein, gracinha?

Você não acha?

Ela ia adorar.

Pode ser. Não é?

Ah, que bom.

Olha aqui o banheiro.

Tão lindo, não é?

Precisando de um banho, né?

É, Maria da Graça.

E esse é o quarto do meu irmão Mauricinho.

É, bebe.

Alô, galera.

Oi. Alô.

O que está pegando, Lidinha? Oi.

Olha, gente, eu quero apresentar para vocês a nossa nova prima.

Maria da... Maria do que mesmo?

Da Graça. Da Graça. Esse aqui é o meu irmãozinho Mauricinho.

Oi, Gracinha.

Tudo bem?

Mauricinho, seu escravo.

O que é isso, Lidinha? Esse aqui é o... O rato.

Caveira.

E o... Mas

vem.

E olha, não se anima não, porque já tem dono, hein? Que isso, vizinha, vai

cortar a onda da galera.

Olha, aqui em casa nós trocamos de roupa três vezes ao dia. Assim, roupa de

cama, lingerie, as camisas... Ah, as camisas do Júnior... Perdão, do

Mauricinho e meu irmão estão pra serem lavadas à mão. Sabe, as cuecas também é

muito importante.

As calcinhas também, viu, meu bem?

E esse aqui é o seu quartinho.

É uma gracinha, não é? Eu acho que tem a sua cara.

Mas... Mas eu pensei que... Ah, pensou errado.

E aqueles quartos? todos lá embaixo?

É, todos ocupados, lógico. Olha, se você quiser tomar um banhinho, tem uma

torneira ali fora, viu? Aí você tem uma esponja do lado. Se não tiver, você me

pede que eu trago pra você, tá bom?

Ai, Mauricinho, meu pé!

Pô, mas que quartinho te arrumaram, hein, gracinha?

O quartinho não é ruim, ele é simples.

Olha lá, hein, Mauricinho!

E você, o que quer fazer aqui?

Você tem cara de artista de TV, sabia?

Não, não, eu tô muito tímida pra isso, eu não dou pra essas coisas.

Se você quiser, eu posso te arrumar um teste.

Não, tem tanta coisa pra aprender ainda.

Se você quiser.

Olha, a gente tá morrendo de fome, sabe?

E aqui em casa ninguém sabe cozinhar e a mamãe adora sopa.

Sopa, eu sei fazer sopa, muito boa. A sopa minha é ótima, é de legumes.

Maria Eduarda, você não sabe que minha mãe detesta visita, não, hein?

Coitadinha, tudo sozinha.

Sabe,

você se parece comigo.

Você tá precisando de um pouquinho de amor, uma regadinha.

Sabe, plantinha, eu amanhã vou me matricular na aula de canto.

E depois vou sair por aí procurando emprego.

Eu vou cantar.

Vou sim.

O dia que eu cantar, você vai até florir.

A lua, madrinha, me ajuda a cantar.

Onde eu perdi meu tênis?

Gente, eu tava com ele.

Eu fui... Ah, foi quando eu tava andando na rua.

E o cara da pizza bateu. Maria!

Maria!

Chegou quem faltava.

Oi, priminha.

Não, você não vai mais dormir aqui, não. Você não tem feito outra coisa, não se

arruma a casa.

Vamos dormir juntos lá no meu quarto.

Não. A cama é enorme, você vai gostar. Não, não, não. Olha, eu estou hiper

cansada. E quando eu estou cansada, eu durmo. Ai, eu me debato, eu empurro para

lá. Tudo bem, priminha.

Eu só vim saber se você quer fazer aquele teste para a TV.

O teste?

Claro, amanhã.

Amanhã eu vou fazer o teste.

Porque hoje eu estou no carro.

Olha como eu tô horrorosa. É, agora.

Não, amanhã.

Eu tenho febre, priminha. Eu tenho febre. Não, amanhã.

Priminha, olha só as olheiras do priminho. Ai, como ele tá acabado. Dorme

pouquinho. Amanhã a gente faz teste, a gente conversa, tá? Amanhã. É, amanhã.

Tudo vai se resolver.

Claro, amanhã.

Tchau, priminha. Até amanhã.

Hoje foi.

Mas amanhã... Amanhã é amanhã, né?

Eu quero mármore. Não se esqueça que o pátio faz parte do condomínio.

Eu sou a síndica.

Tire todas as plantas.

Só servem mesmo para sujar.

Além do mais, eu detesto verde.

Pelo espelho meu, existe alguma mulher?

Mais bela do que eu?

Quem é você?

Sai! Sai!

Tia Zuleika, aconteceu alguma coisa?

O que é que você está fazendo aí?

Não, eu só vim avisar que eu vou dar uma saidinha, tá? Preciso ter uma conversa

séria com esse espelho!

Maria da Graça?

Você vai sair, vai?

Tia!

Ai, perdi minha matrícula.

Ai, meu Deus, não dá mais tempo.

Tadinha, molhou muito.

Tadinha, falei pra parar com essa implicância. A Gracinha tá toda molhada,

tadinha. Eu não fiz nada.

Vem cá, Gracinha, vamos trocar essa camisa, vem. Que trocar a camisa? Você

maluco? Nossa, prima.

Prima é prima.

Família é família.

Já pro quarto, Júnior. Para com isso, você. Tá pensando que você é o quê,

Júnior. Júnior não, Maria Lídia. Meu nome é Mauricinho.

Isso aqui tem que dar certo.

É um absurdo como a Lidinha, aquela bruxa, ficou maltratando a Maria.

Elas vão ver só o que eu vou aprontar.

Ah, vão.

Tão triste eu estou, me diga porquê Eu sinto e não dá pra

dizer Tão triste eu estou, ninguém quer saber Só

mesmo você pra entender Meu verde, que te

quero verde Motivo da minha esperança

Sei que te quero verde pro mundo virar mais criança.

Maria, não se preocupe. Dê um pouquinho de paciência que eu vou te salvar, tá?

Meu verde, que te quero verde, motivo da minha

esperança. Meu verde, que te quero verde, pro

mundo virar mais criança.

Quer dizer que você canta, Maria?

Não.

Eu, às vezes... Olha, eu quero uma resposta agora.

Porque eu sei que você pode passar no tempo na televisão.

Você tem a aura das estrelas. Eu não tenho nada, não. Eu não dou pra coisa,

sirvo pra colher. Eu não dou pra nada.

Dá aqui, priminha. Dá.

Ih, ó, ó, ó. Tu quer que eu bata a poça na tua cara?

Quer. Quer dizer... Sabe o que que é, Mauricinho?

Eu tô cansada.

Olha só, vê aqui.

Eu acho que eu tô com cachumba, ó.

Cachumba? Ai!

Ai, ai, cachumba não! Ai, meus pais!

Ele estangalou, entendeu?

Aí eu vim aqui pegar outro elevador.

Mas olha só.

Espera aqui um pouquinho, tá? Aqui?

É. Tá.

Segura isso aqui.

Tá. Aqui.

Agora me espera que eu tenho uma surpresinha pra você, tá bom?

Surpresa? É de comer?

Desculpe, Maria, eu não tinha nem pensado nisso.

Quer dizer, eu acho que eu tive uma ótima ideia.

Vem comigo.

Foge no meu skate.

Mas eu preciso procurar emprego. Ué, vai no meu skate.

O que é isso, sua maluca? Olha o que você fez com o cliente. Olha só.

Voa! Voa!

Acho

que

vou começar.

Um minutinho, tá? Já tô pegando. Peraí, mais rápido agora. Nove, dois...

Chispa! Chispa!

Chispa!

Chispa!

Chispa! Quer dizer alguma coisa, menina?

Não, eu não quero nada, não. Eu só tô de passagem. Eu não quero nada. Deixa eu

rezar, menina!

Lua, minha amiga, eu não consigo enfrentar essa cidade.

Tudo tá dando errado.

Minha filha, se precisar, volte para casa.

Mãe, eu não vou voltar.

Eu vou vencer.

Oi, meu nome é Maria da Graça e eu gostaria de fazer a matrícula no curso

canto. Eu sou a Rolinha.

Aqui todo mundo canta. O professor Uirapuru, Araponga, o Bentivy, o

Mas o que eu posso fazer por você?

Eu gostaria de saber sobre a aula de canto livre.

As aulas aqui são todas livres.

Começa às sete horas e vai até oito e meia. Todos os dias.

Quem dá as aulas de canto é o professor Uirapuru.

Você quer dar uma espiadinha na aula dele? Quer?

Quero, mas eu não tenho que fazer um teste de voz, não? Nada, bobagem. Você

canta para o professor Iapuru para ele saber que tipo de voz você tem.

É? Só isso? Só isso.

Como é o seu nome?

Maria. Maria da Graça. Maria da Graça.

Vem cá, vem cá.

Professor, vem cá que eu quero falar com o senhor, tá?

Você tem uma voz linda.

Ah, que isso.

Você acha?

Acho sim.

Se você soltar mais a voz.

Ah, não sei.

Sabe, eu sou um bocado tímida. Mas eu não sou daquilo. Ela é linda, né? É um

pouco tímida. Olha, eu vou te enturmar, tá legal?

Meu nome é Priscila.

Por que você tá olhando pra baixo?

Sei lá.

Olha pros meus olhos.

Essa placa é da minha praga.

É da minha praga.

É?

É. Eu sou o Bob.

Oi. Oi.

Bob de quê? Bob Roberto?

Não, é... Bob de... Bob de Bob.

Bob mesmo.

Bob mesmo.

Você, qual o seu nome?

Maria. Maria da Graça. Maria.

Maria.

Tem uma coisa pra você, Maria. Pra mim?

Pra você.

Precisa -se de garoto esperto.

Garoto esperto.

Garoto esperto.

Meu tênis!

Então você é o cara das pizzas.

Você é o cara das pizzas.

E você é a garota do tênis.

Eu tenho chulé?

Chulé cheiroso.

Vocês estão me estudando mesmo de garota esperta?

Claro. Você quer trabalhar aqui com a gente?

Sim, eu quero trabalhar.

Quer? Claro que eu quero trabalhar. Eu tenho procurado emprego por tudo que é

canto. Não tenho achado nada. Mas é claro que eu quero trabalhar.

Então já está empregada.

Jura? Se dependesse de mim.

Mas depende do dono. O dono é o seu Bartolomeu. Eu sou o subgerente.

Mas vou falar com ele e te dou uma força.

Ah, obrigado. Você...

Pode vir aqui amanhã às 9 horas?

Amanhã às 9 horas. Eu vou estar aqui, claro. Eu sou pontual. Amanhã às 9

Obrigada, Bob.

Bom dia.

Quero ver sua pecinha hoje, menina. A festa vai ser chocante.

conseguir me matricular na aula de canto.

E eu até cantei.

Amanhã eu vou ter aula cedinho, sete horas da manhã.

E sabe o que mais?

Eu acho que eu vou conseguir emprego na lanchonete do Bob.

Ah, o Bob é aquele cara das pizzas.

É.

Você sabia que ele tava com o meu tênis?

Ai,

Prontinho, eu acho que eu vou conseguir. De ficar nessa cidade.

Ai, que fome.

Ah, mas eu tô tão cansada.

E onde vou encontrar?

Quero entender os mistérios da vida, os segredos do céu e

do mar.

Vai, estrelinha do conto de fadas, risca no céu feito

de... Me leva também nessa trilha encantada e me

conta uma história feliz.

Despede o veterinário que o porco já deu sinal de vida.

Puxa, gente.

Ai, eu consegui um emprego.

Não dá pra você preparar um café?

Olha que eu sou preguiçosa. A gente já pediu até uma pizza, sabia?

Agora você vai lá pra cozinha e faz aquele suquinho de tangerina, mas sem

caroço, hein?

Pô, tu sabia que minha mãe foi parar no hospital por tua causa?

É, ainda tá com o médico colado nela, grudado até agora.

Coitadinha, tá? Por sua culpa.

Não fui eu, foi você que chamou a ambulância. E além do mais, eu não tenho

que a tua mãe não sabe se depilar. Que que é?

Olha aqui, sua ingrata, você vai já pra cozinha que é lá o seu lugar, tá?

É assim que você paga a minha mãe e depois a gente toma o que ela quiser.

Ai, eu tô atrasada, tá?

Eles querem cafezinho da manhã, né?

Então toma, priminhos.

Me dá uma carona pra escola.

Depois te vejo lá no chanete.

Tchau, Duda.

Calma, Maria.

Não fica comendo, não.

Maria da Graça, teremos outros exercícios.

Vamos aproveitar a aula para reconhecermos os cantos dos pássaros.

Como o senhor quiser, professora.

Por favor, não conta pra ninguém que eu tô estudando aqui, Duda. Nosso segredo,

promete?

Bom, é... Prometer é pra mim, sabe?

Mas vai ser difícil, hein?

Poxa, Duda, olha, Duda, eu te dou um sanduíche desse tamanho, Duda, ó.

Desse aqui?

É. Não, tem que ser maior, tem que ser assim, desse tamanho.

Tá bom, Duda, desse tamanho, mas promete pra mim, hein?

Mas tem que pagar mesmo.

Tá bom, Duda, eu prometo.

Paga mesmo que eu dou sem metade.

Eu prometo que eu pago pra você.

Daquele tamanhão, sim.

Ah, Duda, por favor, promete pra mim. Duda, eu vou pagar pra você, Duda.

Certo.

Que bom, que amor. Então vamos lá pra lanchonete Babalu. Mas me segue de

bicicleta.

Essa é a nossa lanchonete.

Ó, é o pessoal amigo, as mesas, as carteiras.

Aqui é o balcão.

Tudo pra você. Você vai ter muita sorte. Esse é o nosso amiguinho, o Zé, que vai

trabalhar com a gente. Esse é o Saliva, muito fã. Oi, Saliva.

Cliente legal.

Agora, aquele ali é o seu Bartolomeu. Ele é brabo? É mais ou menos.

Eu tô bem. Você tá linda.

Só ter calma. Tá.

Força. Tá.

Seu Bartolomeu, essa é a Maria da Graça. É a única do... O teste que veio aqui

hoje, o teste. A única é aquela fila enorme que estava lá fora, hein? A fila,

fila enorme.

A fila tem, a fila tem.

Sumiu. Sumiu, né?

Sumiu, né? Toda maneira da graça.

Ali, naquele cantinho para fazer o teste do sanduíche.

Verbosa por quê? Não, não, não foi do meu, meu jeitinho mesmo.

O jeitinho dela.

Agora você vai fazer o sanduíche duplo em dois minutos.

Pode começar.

a maionese e pega o pão. Aí você é pum, pum, pum. É assim.

Bob!

Bob, fica aqui. Fica aqui, Bob. Não.

Pão com maionese, maionese com pão. Ai, meu Deus.

Era pão com maionese e maionese com pão. Como é que era? Aí eu primeiro passei a

maionese. Depois o pão.

Portadinho, a comida.

Meu Deus.

Valeu, Duda.

Seu Bartô?

Está pronto.

Big Babalu em dois minutos.

Mas o aspecto é muito bom.

Quero saber se é bom de gosto também.

Vou descobrir alguém para prová -lo.

Está aqui?

Super saliva?

Mas o saliva é uma grande ideia.

Saliva é oferta da casa.

Está aprovado. Pode pagar para a menina cinco salários. Cinco não. Um só para

começar. Está bom, né? Um só. Uma delícia.

Solta outro Big Babalu.

Suco de laranja, fritas,

chicken. É chicken babaloo, óbvio. Também bem babaloo.

Oi, você é a prima do Mauricinho?

Sou. Vocês querem alguma coisa?

Estou tendo um sanduíche.

Sanduíche de quê?

Com você todinha dentro.

É?

Ô, Bob!

Tá entupido, meu amigo? Só um minutinho. Aqui na litóquia. Assim, assim. Aí

faz... Pô,

meu amigo, presta atenção.

Desculpa, hein?

uma coisa, mas não sei se você vai

vai entender.

Bob, você quer sair comigo da noite?

Tá falando sério? Claro que eu tô, Bob. Olha, me pega hoje às 10 horas na casa,

tá?

O que é isso? O que é isso?

Isso aqui não vai pra vocês, entendeu?

Seus pilantras!

Esse cara tá muito louco.

Esse cara é doidão.

Eu acho um absurdo tu jogar fora toda tua carreira de estrela na TV. Ô, Maria!

Maria!

Algum problema aí, Maria?

Ô, Bob!

Você pode emprestar seu pé pra me dar um chute no maluizinho?

Chegou. Filhote de pig, meu.

Tu acaba afogado aqui, ó.

Fim de teste nenhum. Eu não quero fazer teste nenhum.

Você vai sair com quem?

Com aquele palhaço do lanchonete?

Não é da tua conta.

Quer dizer que você prefere sair com ele do que comigo?

Para, Mauricinho. Sai pra lá.

Aí, ó.

Vamos sair pro teste. Quer ser aquele cara?

Para, Mauricinho. Me larga. Eu não tô afim. Eu não quero.

Não adianta fugir.

Pra viver nessa cidade toda, você tem que passar pelo meu teste.

Me larga, Mauricinho.

Me larga, olha, eu vou contar até três. Se não me largar, eu vou gritar, hein?

Um...

Vem cá.

Você me paga, mãe.

Ele ainda não veio.

Será que ele já veio e foi embora?

Não, né? Ele não faria isso comigo.

Talvez possa ter acontecido alguma coisa lá na lanchonete.

Não, não.

Ai, plantinha. É tão bom cantar.

A aula tem sido maravilhosa. Tudo lindo, tudo gostoso.

Nossa, que demora.

Esperar só mais um pouquinho.

BMQ, BMQ, BMQ, BMQ, BMQ.

Eu sou um pássaro voando em céu azul Tenho a força da

floresta na raiz Sou o sonho que

procura por você E te mostra mil razões pra ser

feliz

meu bem, você vai levantando, indo pra cozinha, porque tá uma bagunça, a casa

uma zona e eu tô muito cansada e eu tenho que me preparar, sabe? Essa semana

tô incrível pra ir assim, imperdível, sabe, meu bem? Então eu vou, eu vou

descansar, porque eu tô muito cansada.

Plantas? Que plantas?

Eu, como nova síndica, proíbo plantas dos breves.

Portanto, meu bem, livre -se dessa situação.

Trepadeira ridícula.

Eu sei, eu vou tentar lhe pagar.

É, dona Marlene, sim.

Bob, estou falando com ele aqui. Bob, ele disse que tem algum dinheiro aí no

caixa. É uma história.

Tentei assim um pouquinho.

Só assim um pouquinho.

Dona Marlene, infelizmente, eu não tenho nem a metade. Mas eu sei, mas eu paguei

todas. É a última, dona Marlene.

Tá bem, eu vou pra aí já.

Meu Deus, eu vou ter que sair.

Olha, e você tá me contando a loja, entendeu bem? Não me deixe que nada de

errado aconteça aqui, entendeu bem? Nada! A responsabilidade é toda sua,

entendeu bem?

Amiga, eu vou te levar, tá bom?

Eu vou lá chegar, mas antes, manda aí, tá bem?

Valeu? Tchau.

Bom dia, Bob. Oi.

Oi, Tudor.

Bob,

o que você me deu boa ontem à noite?

Eu fui lá.

Eu vi você dando um beijo lá no sorriso. Que isso, Bob?

Olha só, Bob. Deixa eu te explicar. Não é nada disso que você está pensando.

Olha só.

Não precisa me explicar nada mais. Não, mas peraí. Deixa eu te explicar.

Não é nada disso.

O que vai aparecer?

O que é isso?

Vai dar graça que eu estou trabalhando muito.

O filho é um bobo. A única coisa que o bobo sabe fazer

é...

Desculpa, hein?

Desculpa, irmão.

Não, Duda, eu já falei que eu não tenho nada a ver com essa história.

Tem certeza?

Tenho, absoluta.

Por que não me diz?

Não, eu não estou te mentindo não, tá bom?

Tem certeza?

Tenho, absoluta.

. . .

O responsável vai ter que pagar, o culpado é você e vai ter que pagar.

Sr. Bartô,

olha, Sr. Bartô, a culpa não foi dele.

Sabe, o Mauricinho, meu primo, a culpa foi dele. Quer dizer, é minha, né?

Não, não mente, Maria.

A culpada fui eu.

Quer dizer, não foi nem eu, nem você, nem o Bob, tá bom? Foi todo mundo.

E o número 5?

Sr.

Bartô, olha, amanhã eu venho aqui e eu resolvo com o senhor, tá?

Tá bem, não importa o que você quebrou, eu só preciso receber o meu dinheiro.

Eu não sei o que é isso.

Eu não sei o que é isso.

Eu não sei o que é isso.

Maria da Graça?

Eu não te avisei que como nova síndica eu proibia plantas no

prédio? Por quê?

Por quê?

Sabe que eu detesto esse seu cabelinho louro?

Só que agora você vai ficar loirinha.

Professor, preciso falar com o senhor.

Sente -se aqui.

Maria.

Professor, eu resolvi ir embora.

Eu pensei que tudo fosse dar certo.

Foi tão diferente.

Está tudo errado.

Eu vou voltar.

Maria, mas é isso que você quer?

Quer sua alma de volta?

Ah, sim, professor.

Mas tudo que você queria na vida era cantar, né?

Bartolomeu, aqui está a primeira parcela do dinheiro.

Você aguardou?

Sim. Eu só queria fazer um pedido para o senhor.

Por favor, despede o Bob, não.

Ele não tem culpa.

Além do mais, ele é muito importante na vida da gente.

É.

Fique tranquila que eu não vou despedir ninguém, não.

Como você vai?

Eu vou pra casa.

Não tem nada que te segure aqui, Maria?

Pegar o ônibus.

Eu não entendi nada.

Não, peraí, a gente foi onde?

Fica com ela.

Assim você não esquece mais de mim.

Deixa, meu filho. Vai passar o tempo de semana fora?

Porra, tá caindo a minha mão. Não, não, não.

O que você está falando?

Obrigada.

O que é isso?

Cadê a Maria?

Cadê a Maria?

Eu não tive culpa.

Levanta!

Fala!

Cadê a Maria?

Eu não sei. Eu não sei.

Eu não queria.

Aonde está a Maria?

Maria! Aonde está você?

Amor, Maria.

Vive.

Precisamos de você.

Maria!

Maria está viva!

Viva, Maria está viva!

Maria, vem cá.

A gente fez essa festa para você cantar.

Para mim?

É. Olha quanta gente veio te ver. Não quero.

Não, não tenho medo, não.

Vem. Tenho medo.

Eu te amo.

Eu vou conseguir.

Vai conseguir.

Sempre dentro é quem sonha

É ruim.

E aí

E aí

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