All language subtitles for Le.chemin.des.ecoliers.1959.720p.BluRay.Rus.Fre.HDCLUB-SbR

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Original subtitles

MERCADO NEGRO

PARIS. ABRIL 1943.

Pronto!

- Vamos subir? - Não, Yvette.

Não precisa ficar muito tempo.

Você sabe muito bem. Lembra-se do outro dia.

A culpa foi minha.

Da próxima vez não vamos ao cinema.

Não, nós vamos...

e passaremos a noite juntos,

mesmo com todos os bisbilhoteiros, certo?

Definitivamente.

Definitivamente, ou provavelmente?

Falou com seus pais?

Ainda não consegui.

O que vai dizer a eles?

Vou dizer que o Tiercelin me convidou para ir a Borgonha,

para passar a páscoa.

- Não é uma boa ideia? - Seus pais decidirão.

Obviamente não direi que isso é uma mentira

e que, na verdade, estarei com você aqui em Paris.

Você é um péssimo mentiroso.

Realmente, está precisando passar 15 dias sozinho comigo.

Acho que sim. Necessidade importante.

"Necessidade" ou desejo?

Antoine, que horas chegou ontem à noite?

- Você estava dormindo. - Isso não é resposta.

À meia-noite. Estava no "Tiercelin's".

Estava no cinema, eu sei.

- O que é isso? - Chocolate quente.

E isso é manteiga.

Presente do amigo dele, filho do Tiercelin.

Esse cara novamente.

O pai dele tem um restaurante. Ele tem tudo.

É disso que eu não gosto.

- Não é contrabando. - É de troca.

Não vamos discutir.

Ele queria que eu encontrasse um romance proibido.

Disse que em troca me daria um pouco de chocolate e manteiga.

Vamos esperar que desta vez seja um livro decente.

Falando nele, adivinhe o que ele ofereceu?

Levar o Antoine para Borgonha, e passar a Páscoa com ele.

- Você concordou? - Não vejo problema.

Temos que analisar a situação.

Não da para negar a viagem ao nosso filho.

- Olhe para ele. - Só precisa de ar fresco e sol.

Ele está dormindo na sala de aula.

É você que precisa de umas férias.

Talvez, mas não posso pedir para o amigo dele me levar.

Por que não? Todos nós poderíamos ir.

E simplesmente aparecemos lá.

"Bom dia. Somos a família Michaud."

"Certo, onde está a manteiga?"

Mas, se não concordar...

Cabe a você decidir, Charles.

Tudo bem. Pode ir com o Tiercelin.

Obrigado, pai.

É "segredo".

Obrigado, mãe.

- Indo para a escola? - Sim.

- Posso ir? - Claro.

- Quais aulas serão? - Química e História.

Combinação estranha.

O chocolate?

Não, não é isso.

A reação é escrita:

4CIH + MnO2

= 2H2O

+ Cl2Mn...

Novidades sobre os caixões?

Não aguentaram.

É uma pena, era uma boa ideia.

Tenho algo melhor... champanhe!

Champanhe.

Está de volta ao mercado?

2000 garrafas.

O cara está em outra.

Eu voltei com o negócio.

- Conseguiu o transporte? - Graças a Yvette.

Ela confia nele. Se chama Lulu.

Ele já fez isso antes,

e também não é muito ganancioso.

- E os alemães? - Adivinhe...

Ele mesmo vai dirigir o caminhão,

vestindo um uniforme alemão.

Ótimo método! Estou convencido.

O que ele está fazendo aqui?

Está de castigo.

Sente-se.

Com que direito o colocou de castigo?

Desculpe, mas não permito desrespeito.

Ele desrespeitou você?

Cubra suas pernas, ou pegará um resfriado.

Isso não é apropriado para uma criança...

Nem para Sr. M, Oliver ou para mim.

Não, senhora.

Agora é impossível, eu não tenho.

Eu entendo, mas...

Não por três semanas, se tiver sorte.

Adeus, senhora.

- Quem era? - As pessoas da 4e.

Eles quebraram o vaso sanitário.

Por que está bravo? É só substituir o vaso.

Sério? Agora, de manhã?

Não, mas o mais rápido possível.

- Temos alguns vasos. - E os impostos?

Irá deixar eles esperando por três semanas?

Eles irão aguentar.

E quando aguentarem o suficiente...

ficaram felizes de terem tirado um vaso nosso,

por 5000 F.

Não somos contrabandistas para explorar os inquilinos.

Solange!

Somos intermediários para os empresários.

Se o banheiro não está acessível...

Estão sim!

Não estarão!

Mande uma carta para 4e, rua Monge.

"Senhora, devido a nossa conversa pelo telefone...

Tenho o prazer..."

Afinal, para que tudo isso?

Por causa dos tempos difíceis que estamos vivendo.

"Tenho o prazer de informar que nosso agente..."

Já que existe, que seja um negócio honesto...

Sim, somos honestos, mas será uma pena se falirmos.

"...Entrará em contato para substituir o vaso sanitário."

Nosso negócio não falirá, e será honesto.

- Fornecendo vasos sanitários. - Fornecendo sorrisos.

Não abaixe a cabeça.

Sua senhoria falou.

Onde eu estava?

"...Substituindo o vaso."

Seu covarde, hipócrita!

Você é um vigarista e um bandido,

então vá se ferrar!

"Atenciosamente, etc..."

Datilografe e mande.

A verdade é que eu sou um babaca.

Eu também.

E a "viagem a Borgonha"?

Consegui, apesar do meu pai ter ficado receoso.

- 10 dias com Yvette. - Parabéns.

Diga-me...

Quando passa a noite com uma mulher...

por quanto tempo você fica fazendo amor?

- Com que frequência? - A menor possível.

A quantidade não faz diferença, só te deixa cansado.

- Estou falando sério. - Eu também!

- Olá. - Olá, senhor.

- Olá crianças. - Olá pai.

- Sr. Tiercelin. - Quer bilhetes para o boxe?

Esta noite não, estarei ocupado.

Desculpe, sem problemas.

"Bravo".

Marcel, sirva-nos o de sempre.

Sr. Tiercelin...

Sobre a champanhe.

- Sim. - Você não sabe da melhor.

O motorista estará vestido como um soldado alemão.

Sério? Vou dar um conselho...

Você fala demais, não quero mais saber disso ou sobre você.

Seu pai não é muito agradável.

Já vai conseguir 200 mil, ainda quer um sorriso?

Se importa de me juntar a vocês?

Você está ótima aí.

Não está com a Flora?

Mulheres, você sabe... É apenas atração física.

Você as agrada, tira a roupa, isso leva tempo, e para quê?

Há coisas melhores para fazer na nossa idade.

Isso não impede de fazermos outras coisas.

Impede, olhe para você, não parece muito inteligente.

Você é inteligente o suficiente para nós dois.

Isso não é brincadeira.

Mas eu a amo, não me envergonho disso.

- Aqui. - Não, obrigado.

Veja, o amor é como o tabaco.

Quando fuma pela primeira vez você pensa que é alguém.

Quando percebi isso, eu larguei.

Estou largando uma mulher também.

Isso é com você.

É tão importante dormir com a Yvette?

Ela me faz feliz.

O que é mais importante do que dormir com a Flora?

- Preciso me manter em forma. - Em forma para quê?

Quase esqueci, sua parte pelo trabalho.

Obrigado.

Agora pode pagá-la.

O que quer dizer?

Yvette me ama.

Talvez, mas será que ela te ama sem o dinheiro?

- Ela nunca pediu dinheiro. - Não precisa.

Você dá antes mesmo dela perguntar.

Adeus.

Dê a ela meus cumprimentos. Não, só estou brincando!

Bem, tudo voltou ao normal.

- O que vai querer? - Um copo de leite.

- Agora você toma leite! - Não faça essa cara.

O que tem de errado com ela?

No mínimo poderia ser legal comigo.

Não se esqueça do meu empresário da Dinan.

Enviei a ele um pacote.

Ele me amou como uma virgem...

ficou comigo todas as sextas-feiras.

Por que não liga para esse "Dinan"?

Você mereceu isso, seu grosseiro.

Se me trair de novo...

- Com licença. - Não vai me dar um beijo?

- Você não gosta de leite. - E depois?

Tenho que trabalhar.

O seu garoto, quando o conheci você tinha a idade dele.

Paul é um menino intelectual, experiente.

Ele terminou o colegial. Você não sabia?

Não é a verdade.

Se você é educado, consegue explorar outros homens.

Caso contrário, só conseguirá explorar vagabundas.

Com educação pode trabalhar para o governo

ou dar aulas de piano.

Desculpe se não estou com inveja.

Talvez esteja certo, mas Paul é diferente.

Ele é intelectual, e muito esperto.

Você o viu com a Flora?

Sem discussões. Ele fala, ela faz.

Acredite em mim, tal pai, tal filho.

Sua vez.

Cuidado!

Bom dia!

- Sua mãe está? - Sim.

- Você foi no dentista? - Fui, e não doeu.

É uma garota corajosa.

- É você? - Sim.

Está atrasado.

Mas tenho novas notícias.

- A champanhe funcionou? - Sim.

Só isso te interessa, não é? Adivinha a outra?

- Não faço ideia. - Tente.

- Não faço ideia, conte. - Tente mais.

- Pense em um homem. - Um homem?

- O conheço? - Tomara que não!

- Seu pai? O que ele disse? - Felizmente...

Sabia que ele ia deixar.

Você "sabia". Então, estou indo para Borgonha.

Eu amo o campo. Vamos deitar na grama.

Espere, vou me livrar da Chou.

- Vá na portaria ler seu livro. - Eu já li.

Então, olhe as imagens.

Vamos precisar de dois desse.

Sabia que ele ia deixar.

Entre.

Está cuidando do lugar?

Quero ir para casa, estou entediada aqui.

Então vá.

Não consigo tocar a campainha.

Está bem, vamos.

- Alguma notícia do seu pai? - Sim, ele está em uma salada.

Não é uma "salada", é um "stalag", sta-lag.

- É um campo para prisioneiros. - O que eles fizeram de errado?

Na verdade, não fizeram nada.

Eles não fizeram nada.

Tenho que ir.

Teve sua diversão e já vai embora.

Estou indo!

Ainda nem comecei minha lição de casa.

Você e suas aulas!

Desculpe, mas esta jovem...

O porteiro me deixou sozinha.

Não precisava Sr. Coutelier. Você é muito gentil.

Sr. Coutelier, poderia me fazer um favor?

- Se eu puder. - Você pode.

É para um amigo que está no meu apartamento, venha.

Antoine!

Venha aqui.

Esse é o Sr. Coutelier. Ele fará sua lição de casa.

- Que lição de casa? - Não sei, diga a ele.

Não acho que isso seja uma boa ideia.

- Estou envergonhado, senhor. - Sr. Coutelier é um professor.

- Fui. - E daí? Você não esqueceu?

Meu amigo tem lição de casa para amanhã,

mas ele não tempo para fazer.

Eu não vejo...

Não é uma coisa de outro mundo.

Faça para ele, dê seu preço e todo mundo fica feliz.

Posso aceitar, mas ainda sim é algo incomum.

E dizem que os franceses devem ajudar uns aos outros.

Talvez o jovem acha que eu farei um trabalho ruim.

No final do dia...

Bom ou mau, trabalho é trabalho.

Quanto vale? 200?

- No mínimo. - Por favor...

300?

É um absurdo.

Se preferir, tenho bastante comida.

Leite, café, chocolate, óleo de cozinha...

- Trata-se do patriotismo. - O quê?

O meu dever de casa.

"O patriotismo não impede humanitarismo:

O inverso é verdadeiro."

- Não fiz, porque discordo. - Com quem?

Está errado, esse é um ótimo assunto.

Eu sei o que você acha...

"A Pátria, terra dos nossos antepassados."

Vocês não expandem a ideia de descendência,

mas se aprofundam nela.

Viu? Você sabe tudo.

Dê o dinheiro.

Não demore muito,

ele ainda tem que tirar uma cópia.

Desculpe o meu espanto. Tão jovem e com tanto dinheiro.

Sim, fique impressionado, e faça valer a pena.

- Você não foi educada com ele. - Ele gostou do dinheiro.

Sim, mas não precisa ser cruel.

Eu te adoro.

Aqui, se estiver sobrando espaço.

Olhe, Antoine, binóculos!

Não, talvez você ainda use.

Use nos seus passeios em Borgonha.

- É perda de tempo. - Claro que não.

Passear não serve só como exercício.

Serve também para refletir e observar.

Ele vai acabar quebrando.

Sim, isso faz mais sentido.

Não aprecio os alemães, mas quando se trata de ótica...

Pelo menos alguma coisa eles fizeram certo.

- Não se atrase. - Não.

- Estou indo. - Pegou tudo?

Sim, obrigado.

Aqui vamos nós.

Minha querida mãe...

- Vai me escrever? - Assim que chegar lá.

Não precisa mandar cartas...

- Não, eu prometo. - Vai dar a ele um dinheiro?

É claro.

Quanto vai precisar?

Não muito além do valor da passagem.

Sim, mas fico preocupado...

você pode acabar em um lugar

onde as coisas são mais caras.

- Não estrague a expectativa. - Só precisará de um pouco mais.

Vamos ver, quanto?

1000F.

Mas mãe, isso é muito. Talvez, 500?

Aqui filho, leve 1000.

Mas não por você...

por sua mãe.

Obrigado, pai.

Espere, não é pouco dinheiro.

No mínimo coloque na sua carteira.

Droga! Deixei no meu quarto. Espero que esteja lá.

- Aqui, que alívio! - Ótimo.

Já está na hora de ir, Antoine.

Sim, mas é difícil deixá-los aqui.

Não fique assim.

Você está indo, nós ficamos.

Respire ar puro por toda a família.

Vai indo.

Está bem, já vou.

Tome atitude, afinal, não é tão longe assim.

Um avião.

Lá vem o alarme.

Caramba, tenho que correr!

- Tchau, pai. - Adeus, meu filho.

- Tchau. - Seu casaco.

Não da para ver nada.

Papai, não fique aí. Binóculos são proibidos.

Verdade.

Espere, da para ver algo na mercearia.

"A partir das 11 da manhã,

distribuição de óleo de cozinha."

Rápido, Pierrette. Vai lá entrar na fila.

Essas crianças são ótimas.

- Aqui estou eu! - É você.

Não está feliz em me ver?

Sim, mas o Lulu ainda não chegou.

Oras, ele virá.

Não tenho tanta certeza.

- O que é isso? - O uniforme, é claro.

Ele rasgou a parte de trás.

Não valia a pena consertar.

Ele disse 11h da manhã.

Se ele tinha um problema...

Afinal de contas, são 200,000.

Não fique assim, você vai conseguir.

E eu vou ter um belo presente.

- Você já comprou? - Sim.

O que é?

- Gostou? - É sensacional.

- Gostou de verdade? - Sim.

É perfeito para o momento.

Mas o que eu posso te dar?

- Estou um pouco preocupada. - Por quê?

Bem...

Disse a mim mesma, "200 mil..." Não é tudo, é claro...

Mas é idiota ficar guardando.

Seria um desperdício, tudo fica mais caro

e logo passa a não valer nada.

- Não é verdade? - Acho que sim.

Só está me provocando.

Só estou pensando nas economias.

Claro, mas e então?

Já falei.

Trata-se da Lucienne,

ás vezes ela recebe peles de segunda mão.

- Você conhece ela? - Sim, conheço.

Estou preocupada porque pele de carneiro é comum...

Pele de mustela nem pensar,

e astracã é para senhoras, não acha?

Com certeza, o que resta?

Na verdade, ela tem um de jaguatirica.

Esse vai dar certo, deve ser lindo.

- É um animal lindo. - E fácil de usar.

- Tem do meu tamanho. - Está aqui?

Não, mas eu reservei com um depósito de 30 mil.

Mas estou preocupada se não conseguir o dinheiro para pagar.

O peleiro!

- É você? - É claro!

- Sabe o que aconteceu? - Não.

Paul me largou.

- Está sozinha? - Não, Antoine está aqui.

Você não percebe?

Um garoto com quem passei um ano da minha vida...

Ensinando a se vestir... Me deixou nesse estado!

E por quê?

Sério... O que acha?

- Não sei. - A melhor...

Ele é muito jovem para namorar

e deve se preocupar com o bacharelado.

Juro, entre todas as desculpas. Seu bacharelado!

Se atreve a dizer isso a uma mulher! Na minha cara!

- É sobre o Paul. - Aí está você.

Nem precisa contar, ele sabe. Não é verdade?

- Ele te contou? - Não.

Está mentindo!

Ele é apenas o cachorrinho dele.

Vá brincar com a Chou.

Por favor, vá.

Aquele idiota.

Não vai chorar por ele, não é?

Isso não me faz bem. Não vale a pena!

Nenhum idiota me fala o que fazer.

Ele vai implorar por perdão.

Vai rastejar aos meus pés, irá lamber o chão...

E quando tentar se levantar, eu vou dizer:

"Continue aí..."

Bem, veremos.

Você verá o que está esperando por você.

O que o Paul quer do Antoine?

Todos os trabalhos, você irá fazê-los.

- Ele disse isso? - Basicamente, faça como quiser.

Ao contrário de mim, você foi avisada.

Deixe o Paul tentar. Não tenho medo dele!

É diferente comigo. Sou tudo para o Antoine.

- E você é o que para o Paul? - Bem, muito obrigada!

Ele chegou!

- Paul? - Não, Lulu.

Não quero ver ninguém.

- Olá! - Olá.

- Bem, estava te esperando. - Nervosa?

- Relaxe, está bem? - Aqui, tudo está pronto.

Yvette!

Fique com ele, eu já volto.

Ela está ansiosa, não?

Aqui.

Bom. Agora!

Parece estar bom.

Toda a mulher pode costurar, mesmo que não admitam.

- Tudo bem? - Claro.

Isso vai durar mais que a guerra.

Não que eu seja um militar, pelo contrário...

não suporto chapéus, com ou sem listras.

Desse jeito, vou deixar todos para trás,

policiais ou aduaneiros.

Não é algo que eu queira,

mas, se pararem o caminhão... bem!

Vou aparecer: "Atenção!" E assim eles ficarão quietos.

Gosto dos policias que quando querem cuspir em mim,

são obrigados a engolir a própria saliva.

Está bem, vamos indo.

Yvette, já volto!

- Qual é o caminhão? - Zero-quilômetro, a gás.

Vai fazer mais de 40 milhas por hora.

Por qual estrada você vai?

Não sei ainda... depende da situação.

Talvez vamos pela estrada principal.

Mas com certeza iremos pela "Saint-Denis".

De lá, até todo caminho ao longo do canal.

Em seguida, pela "Back-Streets" até o armazém.

Até depois.

Boa sorte, hein?

Por quê? Está preocupado?

Não, mas é minha primeira vez. Não quero que falhe.

Nunca vai conseguir.

- Você não me conhece. - Aqui.

- Está tudo bem? - Muito bem.

- Isso é bom? - Melhor qualidade.

É melhor não beber isso junto.

Eu disse.

Mas esta noite, Sr. Tiercelin, é Borgonha.

- Tudo da Borgonha. - Ele está pesquisando.

Boa noite.

- Conhece a Borgonha? - Gosto de pensar que sim.

Diga a ele o que dizer ao pai dele.

Aprenda a lista de vinho pelo coração, como eu.

Está bem, bom apetite.

E "boas férias".

- E as cartas para minha casa? - Que cartas?

Nas férias, você escreve cartas. Está tudo feito.

Você sempre escreve cartas para eles?

Me incomoda mentir para seu pai.

Estou sofrendo, de verdade.

Ei! Você não?

- Por favor. - Está bem.

Então, eu disse a mim mesmo,

uma maneira de driblar o sofrimento...

é levar o Antoine, até o interior.

Comigo, é claro.

Você ficou louco?

Terminamos com o negócio da champanhe,

pegamos o dinheiro...

- E partimos amanhã? - Mas Yvette e eu...

- Quem mencionou Yvette? - Mesmo assim.

Yvette?

Antoine é livre.

Viu? Aí está!

Mas você está esquecendo de uma coisa.

Antoine e eu decidimos nunca mais nos separar.

E posso saber como pretende viver?

Como agora. Antoine irá conduzir o negócio.

Ele não tem clientes.

Ele conseguirá.

Tente.

Eu também vou trabalhar.

Está parecendo contos de fadas.

Que horrível! Diga algo!

Não precisamos de muito dinheiro.

Enquanto isso, você está aproveitando o casaco de pele.

Só porque você foi um falso com a Flora...

Obrigado.

- Sr. Tiercelin? - Sim?

- Telefone. - Quem é?

Sr. Dominique.

Vou atender na cabine.

Bom apetite. Com licença.

Sabe, não estou reclamando...

mas prefiro linguiça de enguia.

Certo, vou ver o que posso fazer.

É você Dominique?

O que está acontecendo?

Está bem, bom.

Está bem, espere um segundo.

Roger, chame Sr. Paul.

Claro.

Certo, e depois?

Sr. Paul, seu pai está te chamando na cabine.

- Ficou com raiva? - É sempre assim com vocês dois.

Sabe que não posso contrariá-lo. Eu preciso dele.

- Mais do que eu? - Não seja boba.

Se você fosse um verdadeiro... Conseguiria sem Paul.

Um homem de verdade?

Eu não disse isso.

Disse o suficiente.

Acabaram?

- Café? - Não, obrigada.

Crianças, se quiserem viver sem dinheiro...

Agora é a hora.

Adeus champanhe.

A polícia encontrou o armazém.

- Meu Deus! - E o Lulu?

Desculpe, ele é nosso amigo, mas...

Isso é péssimo. Não podemos fazer nada?

O quê? Não sei por qual caminho ele passou.

Estamos completamente arruinados.

Você não sabe, não é?

Não.

O que está fazendo?

- Onde você vai? - Encontrar Lulu.

Mas como?

- Você está louco! - Sei por onde ele vai passar.

E você não disse ao Paul?

Se eu fosse um homem de verdade, conseguiria sem ele.

- Mas eu não disse isso! - Claro, e não dirá de novo.

- E o toque de recolher? - Dane-se o toque de recolher.

Não faça isso, o Lulu vai resolver.

- Não se trata do Lulu. - Não me importo com o dinheiro.

Também não é pelo dinheiro!

Lulu!

Lulu!

Pare!

Estamos aqui.

Vá até o final.

Pare!

Pare Lulu!

Pare!

Lulu Pare!

- O que está acontecendo? - Devo despistá-los?

Não seja estúpido. Pare e vá lá ver.

Eles não irão me pegar.

- O que está acontecendo? - Nós estamos atrás dele.

Você tem permissão para sair a noite?

O que o garoto fez?

Estava segurando na traseira do caminhão,

e já deram o toque de recolher.

Estou dando permissão a ele.

Está cansado?

- Sim, senhor. - Está bem, entre.

Se vocês o pegassem, levariam para estação.

Eu vou levá-lo até os pais...

mostrando que alemães também são seres humanos.

Heil Hitler!

O que houve?

Vá direto ao Dominique...

- os policiais estão no armazém. - O quê?

Uma carta do Antoine!

- Surpresa? - Não esperava isso tão cedo.

É quase preocupante. Tudo está bem.

É longa.

"Querido pai, mamãe, Pierrette..."

"Estou adorando, porém estou andando o dia todo."

Eu disse para ele não andar muito.

"O papai vai dizer que mereço, porque não deveria ter abusado."

Certo.

"O clima estava ótimo, então fomos...

"dar uma caminhada pela floresta".

"Levamos "Gribouille", o cão do fazendeiro...

"um animal grande e esperto."

Como um bom filho, ele fala bastante.

Não zombe dele.

Só estou brincando. Na verdade, acho interessante.

"A..."

Que caligrafia horrível.

Qual é o problema, querida?

Nada, estou apenas pensando no Antoine.

Preciso de um lenço.

O que está acontecendo?

- Sério? Mas ela não é ciumenta? - Não sei.

"um animal grande e esperto."

"As flores ainda não se abriram..."

"Tudo estava quieto..."

- Meu Deus! - O que é isso?

As notas finais do seu filho...

Esse garoto que gaba o cachorro do fazendeiro.

- O que diz? - Eu não acredito.

Ele estava sempre entre os primeiros da classe.

O relatório comportamental estava perfeito.

Olhe isto.

Vigésimo segundo...

- Décimo terceiro, oitavo. - Oitavo?

Apenas nove estão fazendo Alemão!

E os comentários dos professores:

"Não se esforça", "Está piorando".

Está bem, para começar...

Ele voltará para casa amanhã.

O que acha?

Eu não sei. Talvez ele está cansado.

Não, ele está fazendo pouco caso dos estudos.

Talvez alguma coisa aconteceu com ele.

Queria saber o que aconteceria com um menino de 17 anos...

que nunca fez nada.

Está tendo um caso?

O quê? Um caso?

Essa é boa! Um caso.

É simplesmente perfeito. "Está tendo um caso".

Obrigado, pequena.

Posso saber quando vai contar que está com o Antoine?

Sim, espertinho, nós vamos.

Eles procurarão o Antoine, caso esconda deles.

Eu sei, já pensei sobre isso.

- O que acha? - Ótimo!

- Aqui, faça as costuras. - Está bem.

O problema é como ele retornará para casa.

E se a polícia perseguir o Antoine?

- "A polícia"? - Eu disse: "E se".

Nesse caso, ele tem que desaparecer.

- Isso mesmo. - Ótimo.

Um policial vai a casa dos pais dele e diz...

isso faz cócegas...

diz que estão atrás dele, e perguntam onde ele está?

Eles dizem que não sabem.

No dia seguinte, Antoine escreve a eles:

"Não se preocupe, estou em um lugar seguro."

Dessa forma, Antoine não precisa voltar para casa,

e todo mundo fica feliz, não é?

Sim.

Sim, os falsos polícias.

Tem alguém em mente?

Melhor do que isso, querido.

- O Gestapo. - Fique parada.

Sim, eu tenho o uniforme.

Ele fará o trabalho para o Antoine.

Perfeito. Vai ficar devendo um favor.

Sem a ajuda dele, eu não estaria aqui.

Você aprova isso?

É claro.

- Você não está? - Você me conhece.

E os pais dele?

Será bom para eles.

Você não entende.

Quando Antoine está com eles, ele só fica mentindo.

Acha que é bom viver assim?

Acredite em mim, é melhor assim.

Primeiro uma grande mentira, e depois nunca mais.

É mais honesto, não acha?

Está bem, mas e agora?

- Lulu pode ir agora. - Não, melhor a noite.

Não quero que minha mãe fique sozinha.

Você é um bom filho.

Meu pai chega em casa às 18:30. Cuide-se até lá, está bem?

Filhos, cada um faz o que pode.

Vou receber o dinheiro pelo caminhão.

Isso! Ele ganha e você deposita.

Se você permitir, é claro.

Cuide do dinheiro, amigo. Afinal, preciso de sua ajuda.

Isso mesmo, ele não fez nada, então cuide do dinheiro.

Está vendo? Uma ótima dona de casa.

Ficou bravo, querido?

Eu te adoro!

Cuidado!

Te peguei, seu pervertido! Seu patife!

Na sua idade! Nojento!

E se eu dissesse a sua mãe?

Aproveitando quando eu derrubei minha caneta.

Deveria se envergonhar! E eu confiei em você!

O que eu vi foi lamentável.

Mas, Sr. Michaud, não era o que parecia.

Ele está sempre atrás de mim, me atazanando, me apalpando...

E fica flertando.

Às vezes me deixa assustada.

E não deveria?

Não finja que nas suas idades... quantos anos ele tem?

Eu não sei. 16, no mínimo.

- Não acha? - 16?

Exatamente o que eu disse. E você está provocando.

- Admita. - Como vou saber?

Com o estresse dessa guerra, a moral é difícil de manter.

Vivemos nos nervos.

- Olá. - Olá.

Pegos no ato!

Exatamente.

Vá. E comporte-se.

O que há de novo?

Alguma coisa?

Sim.

Meu filho tem uma amante.

Sério? Bom menino! Desde quando?

Não sei, acabamos de descobrir.

Não é a Solange, não?

Não, você não iria compreender.

Como você descobriu?

Há um tempo ele está indo mal na escola.

- Não presta atenção? - Pior.

Inferior a zero em tudo.

- O que vai fazer? - Não sei.

Tenho que pensar, e ver o que está por vir.

Pelo menos ela não estará com ele no interior.

- Ela não tem pernas? - Como assim?

- Ela não podia ir com ele? - Você pode estar certo.

Sim!

Talvez o Tiercelin está no mesmo barco.

E eu vou lá, conhecer o pai.

Estaria fazendo um favor a ele.

- Isso vai melhorar. - Obrigado.

Garçom!

Bill por favor.

25 em 100.

Licença, garçom.

A senhora daquela mesa...

com o cavalheiro e a moça.

Onde?

Tenho certeza de que a conheço.

Não é aquela que gerencia um, como posso dizer,

- Lugar hospitaleiro? - 62, rua "La Bruyère"?

Exatamente. Uma ótima casa.

Vou mandar o elogio, ela é minha tia.

- O homem é meu pai. - Perdoe-me, eu não sabia.

Não se preocupe com isso.

Reconheço aquele lá. Vem a mim quando está de folga.

É um empresário do norte.

- Fiquei confuso então. - Não, do norte da Alemanha.

Eles são do norte também, não é? Ele poderia ser útil.

Fácil não é, Lucette. Tenho notícias importantes.

A invasão acontecerá nesta primavera.

Acredite em mim, agora não é o momento...

para se envolver com eles.

É melhor permanecer como bons franceses.

- E se os alemães forem embora? - Haverá os americanos.

Isso é verdade. Estou me iludindo.

- Sim, senhor? - Nada, obrigado.

Gostaria de falar com o Sr. Tiercelin.

- Da parte de quem? - Sr. Michaud.

Ele não me conhece,

mas meu filho e o filho dele são amigos.

Vou falar com ele.

Peguei um péssimo resfriado.

- Disse que eu estava aqui? - Ele voltaria outra hora.

O que posso dizer a ele?

Não sei, de cobertura ao Antoine.

Veja o que ele quer.

Eu juro... você e esses esquemas...

Diga a ele que estou indo.

O que eu vou dizer?

Não se preocupe. Basta olhar para ele.

Bom trabalhador, não deve ser bêbado.

Já te disse para não falar assim.

Isso faz você soar comum.

Ele é um PhD. Pense nisso.

Não se trata de um bacharelado.

Ainda assim, esses tipos não são muito divertidos.

Depende.

Quando eu estava na Royan...

havia um escrivão, careca e educado.

Não vai acreditar, mas nos divertimos muito com ele.

Sr. Tiercelin.

Sr. Tiercelin, hesitei para vir vê-lo.

Não só "ver" mas também falar.

Falaremos de pai para pai.

Entendo.

Bem, estou preocupado com nossos filhos.

Sabe que os dois estão no interior.

Agradeço pelo convite, mas...

Mas?

Estou desconfiado sobre essa viagem.

Acha que eles não foram?

Não, recebi uma carta do Antoine esta manhã.

Ótimo.

Eu não entendo. Qual o problema?

Sr. Tiercelin, por certas razões...

minha esposa e eu descobrimos

que esta viagem está escondendo...

segredos desses jovens.

Por exemplo?

Talvez seja uma escapada...

onde eles não estarão sozinhos.

Estrão com mulheres, você quis dizer?

Isso, agora estamos com o mesmo raciocínio.

Nem um pouco.

Pode ter certeza, porque seu filho,

perdão, não conheço seu filho, mas considerando o meu Paul,

eu ficaria surpreso.

- Admiro a sua confiança. - Não é isso.

No que diz respeito a mulheres,

eu tomo precauções.

Precauções?

Bem, apenas faço o que posso.

Não é complicado.

No dia em que o Paul fez 14, dei a permissão.

Aos 14?

É a única maneira de pararem com a masturbação.

Podemos sentar, não acha?

É claro...

Na verdade, estava sentado com a minha irmã.

Estou envergonhado. Já estou indo.

Ela adorará conhecê-lo.

Lucette, este é Sr. Michaud, o pai de Antoine.

- Senhora. - Sente-se, Sr. Michaud.

- Fique a vontade. - Obrigado.

Esta é a Olga. Ela trabalha com a minha irmã.

É proprietária de um salão de beleza, e ela ajuda.

- Parece que a senhora... - "A senhora"?

Nada, só estava tentando ser gentil.

- Não seja tímido - Por favor, seja cavalheiro.

O momento já foi perdido. Teria que recapitular.

Por favor, comece novamente. Temos tempo de sobra.

Está bem, aqui vamos nós.

Sr. Tiercelin disse que esta senhora é dona de um salão,

e esta jovem ajuda. Só queria dizer...

que esta senhora não precisa de ajuda quando se trata de beleza.

Mas, se alguém fosse ajudar,

seria esta aqui.

Aqui.

- Apenas uma gota. - Claro.

Obrigado.

Estávamos conversando sobre educação dos nossos filhos.

Sobre algo bastante delicado,

as relações entre homens e mulheres.

Nada de errado com isso.

Não estávamos falando sobre trapaças.

Que pena.

Olhe ela.

Na verdade, o problema não é o mesmo,

tanto para um menino como para uma menina.

- Muito pelo contrário. - Os elogios, por exemplo.

Embora eles tenham os mesmos interesse,

que precisam ser analisados.

Como você diz: "precisam ser analisados".

Lucette...

Lembre-se, nenhuma trapaça.

Não, Sr. Tiercelin, não estamos falando sobre isso.

Lembre-se, no final do dia...

eu poderia, talvez, assim como qualquer outro homem...

embora, não por muito tempo na minha idade.

Quantos anos você tem?

Sinceramente estou velho.

- Eu não diria isso. - E, na verdade, nem eu.

Olga...

Nada impertinente está acontecendo.

Não deixe-nos morrer de sede.

Desculpe, espere um minuto. Você se casará este ano.

- Outra rodada, por favor. - Claro.

- Obrigado, Paul. - Não tem de quê.

Marcel, outra garrafa para a mesa.

Fique de olho no Antoine e explique.

- O que está fazendo? - Não se preocupe.

Em breve, Sr. Michaud será menos crítico com o Antoine.

Olga!

Não pode deixá-la sozinha por um minuto.

Desculpe, mas quando ela se interessa em alguém...

O que acha que o cavalheiro vai pensar de você?

Ótima pergunta. O que você acha de mim?

Nada menos do que adorável.

Aí, está vendo?

Como todos os homens,

você vê coisas ruins em todos os lugares.

O Sr. Michaud, pelo menos, não é estúpido.

Posso ter meus defeitos, como todos, mas...

não poderia dizer que sou estúpido.

Gestapo.

- Sr. Michaud? - Ele não está.

- E a Sra. Michaud? - Está fora também.

- Quando ela volta? - Eu não sei.

- Posso esperar? - Não!

Mas tenho que entrar.

Certo, abra.

Voltaremos mais tarde.

Te conheço a apenas 10 minutos, e já estou segurando sua mão.

Parece natural para você, mas não para mim.

Poderia beijá-la, caso pudesse.

Não é difícil.

Verdade.

Estou tão feliz, Olga.

Posso chamá-la de Olga?

É claro que não se importa.

Estou feliz por estar feliz, caso entenda o que quero dizer.

Sem dúvida.

De qualquer forma, não importa se não entender.

Estou tão feliz, que é como se a guerra tivesse acabado.

Me sinto ótimo, sabe.

Eu também, sabe. Não parece?

Diria que sim, e me pergunto porquê.

- Talvez eu goste de você.. - "Talvez"?

Isso que está acontecendo, é bem estranho.

É bastante comovente, não acha?

Não se mova, não mexa...

Vamos ficar aqui, parados.

Vamos ficar ou seguir em frente?

Seria o mesmo. Você não pode me dar mais nada.

É claro que eu poderia!

Claro, mas o que eu poderia te dar?

Não sou jovem e nem sou bonito.

Por que você diz isso?

Porque...

Agora, isso não importa. "Agora mesmo".

Nunca disse tanto "agora" como agora.

E entre nós dois, o que poderia acontecer?

Um pequeno momento de loucura, não é?

Isso mesmo! Por que não?

Sim. "Por que não?"

Nunca aconteceu com você?

Talvez nunca conheci alguém que queria ser louco comigo.

Há uma chance que este "alguém" seja eu.

Sim, uma chance muito boa, Olga.

Olga está de volta.

- Estava de férias? - Sim, fiquei em Royan.

- Sabe onde é? - Sim, já estive lá.

O que eles estão construindo lá?

O "Atlantic Sea Wall".

E tudo o que ele irá segurar.

Acho que fará o que deve fazer.

- Sem querer contradizer... - Bem, parece bastante sólido.

E ele deve saber, afinal, está na artilharia.

- Capitão Hatzfeld. - Não duvido.

Michaud.

Estes bares parisienses são encantadores.

Um tanto quanto confortável.

- Sério? - Sim, com certeza.

Está bem, seremos mais informais.

Caro Capitão, você perdeu a guerra.

Conquistamos todos os lugares.

França, Rússia, Grécia, Noruega.

Mas é sempre possível perder esta guerra.

Então, ganharemos a próxima.

Não haverá uma próxima.

Senhor, você não conhece a Alemanha.

Olga.

Senhor.

Nossa, você foi corajoso!

Que conversa! O que aconteceu aqui?

Queria ter tirado isso do peito a tempos atrás.

Agora, eu consegui.

É por isso que é tão incrível estar com você.

Vamos?

Mas ele pensará que me assustou.

Acha que ele entendeu? Vamos.

Posso?

Aqui.

- Já? - Nós vivemos perto um do outro.

Ela não sabe onde eu moro.

Cuidado, ela é boa em adivinhar.

- Licença. - Claro.

Do patrão.

Por favor, dê meus comprimentos a sua irmã.

Ela adorou você.

- Espero vê-lo em breve. - Eu também.

Depois de você.

O garçom te deu uma carta de amor?

- É você? - Sim, sou eu.

Estou um pouquinho atrasado.

Não conseguia dizer tchau ao Tiercelin.

Que homem encantador.

- Charles... - Sim?

Querido...

O que está acontecendo?

A Gestapo veio.

- A Gestapo? - Um alemão.

Pierrette estava aqui sozinha.

Pierrette?

- Não ficou com medo? - Sim, um pouco.

- O que ele disse? - Nada, mas vai voltar.

- Nada mais? - Não.

- O que ele quer? - Não sei.

Diga-me, está escondendo alguma coisa?

Claro que não.

Vamos pensar, não sabemos de nada.

Não ouço o rádio. Não conheço nenhum judeus.

Não é minha culpa, mas é assim.

- Meu Deus! - O quê?

Não, faz muito pouco tempo. Mas, talvez seja!

O quê?

Eu discuti com um oficial alemão.

No bar do Tiercelin.

Que idiota. Ele sabe o meu nome.

Você é louco?

Na verdade não. Ele se apresentou a mim.

Sr. Michaud?

Sim, sou eu.

Quero falar com o seu filho, Antoine.

Meu filho?

- Quero falar com ele. - Ele não está aqui.

Duvido disso. Onde ele está?

De férias. Não sei onde.

Está dando muita liberdade a ele.

Sim, muita.

E ele tira proveito disso, envolvendo-se em perigo.

Acalme-se, senhor. Acho que conheço meu filho...

Nós o conhecemos também.

O que ele fez?

Minha missão não é responder perguntas, apenas encontrá-lo.

Ao recusarem a dizer seu paradeiro...

está piorando as coisas.

Não posso dizer mais nada, senhor.

Muito bem, nós voltaremos.

Talvez não seja tão grave.

Não fiquem tão preocupados.

Hipócrita podre.

Querida...

Sorte que ele não estava aqui.

Mas Tiercelin claramente tranquilizou-me...

- Eles estão no interior. - Espero que ele fique lá.

Isso.

- Pai? - Sim?

- Ele não está no interior. - O que você quer dizer?

O vi ontem andando de bicicleta. Ele não me viu.

- Por que não disse antes? - Tem certeza disso?

Sim, estava com medo de não acreditarem.

É por isso que eu chorei quando vi a carta.

Mas aquela carta...

Claramente um Álibi.

Ele sabia que iriamos nos preocupar.

Foi por isso que ele fugiu.

Que esperto.

Mas por que ele não confia em nós.

Simples. Um segredo precisa ficar em segredo.

Até dos próprios pais.

Não é de admirar que as notas da escola estavam tão baixas.

E o olhar no rosto dele.

Sempre atrasado...

e todas as desculpas ruins que ele inventou.

A que teve que pegar o trem...

Na verdade, ele não ia a lugar nenhum, coitado.

- E eu fiquei pressionando. - Coitado, estou envergonhada.

- Nós fomos idiotas. - Simplesmente não entendemos.

Senhor e senhora Michaud que nunca arriscaram suas vidas,

no entanto, têm um filho incrível.

- Eles estão muito orgulhosos. - Sim.

Estamos orgulhosos.

Não devemos mostrar, mas estamos.

Lembra quando eu disse:

"Passaremos por esses tempos difíceis

sem que nada aconteça conosco."

Bem, eu estava errado, com o Antoine aconteceu.

Queremos Dizer isso a ele. Queremos abraçá-lo...

Mas devemos nos alegrar que ele não está aqui.

Então como podemos avisá-lo.

Bem, talvez através do Tiercelin.

Mas ele confirmou que eles estavam no interior.

Está aí outra razão.

E se o filho dele também...

Sem dúvidas. Estou indo.

Senhoras, senhores.

Um pouco de conhaque.

Aí está.

Está tudo bem, estamos apenas mostrando a omelete.

Não vai demorar. Só um corte de energia.

Farei uma ligação. Aqui

- Garçom? - Sim?

- O Sr. Tiercelin está aqui? - Acabou a energia.

Mas é...

- Luz! - Não apague.

Aquele homem que entrou... Preciso ver o Sr. Tiercelin.

Antes que seja tarde.

É muito sério. É vital para o filho dele.

Está bem.

Lulu!

Ei, Lulu! Venha.

- Desculpe, eu estava faminta. - Tudo bem, precisei me trocar.

Como foi?

- Ótimo. - Paul está trazendo o dinheiro.

Quer ostras? Elas estão boas.

Não, obrigado. Como está o patê?

Quer experimentar?

Bem?

- Como foi com eles? - Precisei de duas viagens.

- Foi difícil? - De certa forma.

Minha mãe estava lá?

- Sim, ela estava! - Nós fizemos por amor.

Cale a boca!

Talvez você a matou! Assassino!

Isso que você é. Meu filho é um assassino.

O que você fez? Com todas essas mentiras.

Seu mentiroso desgraçado! O cafetão com sua prostituta!

Senhor! Não seja tão rude!

Cale a boca também.

Todas estas mentiras! Um Gestapo, a Resistência.

Sentir pena de você. Admirar você.

Você me dá nojo!

Desta vez, A Gestapo irá persegui-lo de verdade.

Seu covarde! Ladrãozinho!

Não se preocupe, eles te perseguirão também!

- Eu só estava ajudando. - Ela também.

Abuso de menor, se resta alguma justiça na França!

- Ele de novo, droga! - Disse que era sério.

Sim! Preciso fazer algo rápido.

Venha ouvir esta.

Chega de drama, estamos aqui para comer!

Dor no bumbum. Dá um tempo.

- Chega! - Já foi o suficiente!

O mesmo para você!

Bebendo champanhe, enquanto outros passam fome!

Você também!

Desarmem suas armadilhas

e deixem-me falar em nome do povo honestos!

Eles não têm sapatos, mas ainda podem chutar seus traseiros.

- Já ouvi! - Isso mesmo!

Entendeu? Fique bêbado, se isso te faz feliz!

- O que está acontecendo? - Veja por si mesmo.

Alguém deveria chamar a polícia.

Isso, é isso que eu quero.

Não, sem mais problemas. Sem polícia.

- Eles não me assustam! - Já chega!

O que está acontecendo, querido? Não grite.

Assim irá ficar doente.

Olha, é a Yvette.

Não sabia que vocês eram amigos.

E daí? Quem é esse rapaz bonito?

É seu filho?

Vamos, pai.

Sr. Michaud...

estes são alguns papéis que pertencem ao Antoine.

Estou dando a você.

- Era o dinheiro da champanhe? - Incluindo a minha parte.

Ladrão, deveria ter dado para mim.

É melhor onde está.

Ótimo trabalho, Olga.

Você é um ótimo filho da mãe.

O que o senhor vai querer?

E quem é essa...

Yvette.

Uma dessas mulheres que você encontra em bares.

Bem... Hora de dormir.

Se puder.

Mas que diabos é isso?

É seu?

É o dinheiro que eu fiz no trabalho da champanhe.

Champanhe?

O que mais poderia ser além do mercado negro?

Deve ter 400 mil.

400 mil?

- Incluindo a parte do Paul. - Que ótimo!

Você é tão humilde, que 200 mil é suficiente.

Mas como conseguiu toda essa quantia?

Foi perfeito, um plano fantástico.

- Um caminhão... - Não, por favor!

Está vendo, um contrabandista completo.

- 400 mil francos! - Esse não é o ponto!

Se fosse apenas mil, não mudaria nada.

Você...

Claro, mas depois de tudo, não tem como ficar chocado.

Eu posso estar!

E eu disse para ir para cama.

Conversaremos sobre isso amanhã.

O que faremos com esse dinheiro?

Poderíamos doá-lo ao Serviços de Emergência.

Não sei para quem entregá-lo.

- Entregar? - Quer ficar com ele?

Bem, sim.

Não é exatamente dinheiro roubado.

- Você acha? - É roubado de ladrões.

Não aceito dinheiro do mercado negro.

Acho que o dinheiro deveria voltar para lá.

Quero alimentar e vestir minha família.

Não com 400 mil francos!

Não é uma questão de números, você mesmo disse.

Não vou pegar dinheiro de um garoto como o Antoine.

- É inaceitável. - Antoine?

Você não o conhece. Ele terá prazer em fazer isso para nós.

Lá vamos nós.

Disse a eles que vi você, mas não com uma mulher.

Você é muito gentil.

Quem é ela?

Deveria me dizer.

Alguém que eu amo muito, Pierrette.

Crianças, estamos descendo para o abrigo.

Não me importo, mas por que tem que ser hoje?

- Vai levá-lo? - Só tomando conta.

Desculpe.

Licença.

Não é quente neste abrigo.

Meu Deus, Antoine...

muita coisa aconteceu, em um único dia.

E o alarme para terminar.

Um falso alarme, talvez?

Não há lugar tão particular para falar

como no meio de uma multidão...

que está com um pouco de medo.

- Não estou com medo. - Não duvido.

Só queria falar sobre o que aconteceu

com o seu amigo Tiercelin.

Pode ir lá, se quiser.

- Eu não roubei ele. - Não foi o que eu quis dizer.

Eu estava muito irritado.

É verdade que você não o roubou, vejo que entende.

Mas estou pensando em outra coisa.

A mulher que apareceu no último momento...

Olga?

- Você conhece? - Sim.

Sério?

Não sei qual o proveito tirou disso...

- Não fiz nada disso. - Claro.

Deve ter ficado surpreso da maneira como ela...

Bem, Antoine, há algo que devo te contar...

Não precisa.

Quero que não exista segredos entre nós.

Já tinha conhecido ela naquela tarde.

E achei que os sentimentos dela por mim pareciam...

um pouco afetuosos.

Com toda a sua inocência.

Mas se ela sabia quem você era...

Ela sabia muito bem.

Mas como?

Pai...

Espero que me perdoe, mas tenho que dizer uma coisa.

Está errado sobre tudo o que a Olga fez naquela tarde.

Ela te agradou na frente de todos...

porque o Sr. Tiercelin pagou ela para fazer isso.

O que está dizendo? Sr. Tiercelin?

- Antoine... - Eu sei porque ele me disse.

Assim como ele a jogou em seu colo naquela tarde.

Ele até se vangloriou.

Não vejo por que ele faria isso.

Sim, pai.

Agora você consegue ver muito bem.

Para que depois daquilo, você não seria capaz de dizer nada.

Você acha?

Sim, claramente...

você está certo.

Não tenho mais nada a dizer.

Não, continue.

Logo não ficará envergonhado.

Está ouvindo?

Sim, sim. Desculpe, Antoine.

Não estou mais pensando em você. Sou eu.

Sim, a cada noite fico mais velho.

Mas não se trata da Olga.

Deveria tê-la conhecido quando eu tinha 20 anos.

Deveria ter conhecido... mas já conheci.

Não, é porque você se tornou um homem...

e eu nem percebi.

Eu também não, você sabe. Não percebi a mim mesmo.

Então, talvez ainda falta um pouco?

Não se esforce.

Deixe acontecer.

Está atingindo nosso bairro.

Está atingido o 52. Devemos limpar a área.

Precisamos de voluntários.

FIM

Tradução: Felipe Diniz Exclusiva Making Off

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