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JANE DOE
- Sim? - Preparada?
Deixe-me falar com o Michael. Deixe-me saber se ele est� bem.
Confie em mim, ele est� bem.
Mas o seu filhote morre, se n�o estiver pronta.
Se raptou mesmo o meu filho, ent�o, deixe-me ouvir a voz dele.
Fiz tudo o que voc� disse. N�o sa� de casa, n�o fiz telefonemas.
N�s sabemos... leu o jornal?
O jornal? N�o, n�o li o jornal.
Deixe-me tratar disso.
Meu Deus!
Seu canalha tarado!
Canalha tarado! Que foi que voc� fez!?
Relaxe, ele ainda tem nove. Est� pronta, ou ele morre?
- Estou pronta. - �ptimo. Tem uma caneta?
Sim.
�ptimo. Primeira paragem.: loja de antiguidades, estrada nacional 9.
A carrinha vermelha no parque ter� uma arma na mala. Pegue nela.
- Para que preciso eu de uma arma? - Preven��o... matar ou ser morta.
Como no livro de Fleming. J� leu Fleming?
N�o, n�o leio Fleming e n�o sei usar uma arma.
N�s ensinamos-lhe.
Segunda paragem.: cabina telef�nica na Brice e Arroyo.
Traga o seu saco para a arma e nem pense em falar � Pol�cia!
Senhora?
Tem uma carrinha bonita. Limpo o p�ra-brisas?
N�o. Deixe-me s�...
Que diabo est� a fazer?
Queria limpar-lhe o vidro.
Ele n�o estava a incomod�-la, pois n�o, senhora?
Ele � meu tio e, normalmente, n�o o deixo sozinho, mas...
N�o se preocupe, estava a tentar dar-lhe umas moedas.
Deixe estar. Posso ajud�-la a entrar?
Um bom dia para si, minha senhora.
Est�? Est�!?
Est�? Merda! Merda!
- Est�? - Est� atrasada.
Isto n�o � f�cil, bolas.
Porqu� ali o delegado? N�o chamou a Pol�cia, pois n�o?
N�o, n�o chamei a Pol�cia. Eles simplesmente apareceram.
Estou a fazer tudo...
Cale-se! O dedo foi para come�ar.
Se nos trair, receber� a cabe�a dele. Compreende?
Sim, sim, eu compreendo.
Diga-me qual � o pr�ximo passo.
Aprender a usar a arma. Arnez Street, 1 51 2.
Pe�a para falar com Peter.
Tire a arma e diga.: �Ensine-me a usar isto.
- O meu marido � um sacana infiel.� - Deixe-me falar com...
Est�?
- Procuro o Peter. - Porqu�?
Preciso que ele me ensine a usar isto,
o meu marido � um sacana infiel. Onde posso encontrar o Peter?
Est� a olhar para ela.
Quer enfiar uma bala na cabe�a do seu marido...
Tem o meu apoio. Foi o que eu fiz ao meu.
Venha.
O carregador tem 5 cartuchos, a c�mara tem seis.
O cano d� coice, por isso aponte para baixo, at� se habituar.
Experimente.
Agora, lembre-se, aponte para baixo.
�ptimo, agora, agarre bem com a m�o esquerda, e alivie a direita.
�ptimo... agora, pense no seu marido.
Pense nele a rebolar-se com aquelas rapariguitas.
- O que sabe sobre o meu marido? - Ora, s�o todos iguais, n�o s�o?
Apenas com o n�mero de s�rie diferente.
Vamos, atire. Imagine que o alvo � a cara dele...
e aponte para baixo.
Peter, estou fechada aqui dentro! Peter!?
- Est�? - Bom tiroteio, querida.
Ficamos quentinhos por dentro, n�o �, fofa?
Agora, v� ao seu escrit�rio, ligue o seu computador,
e fa�a o download de um ficheiro com o nome de �ORBSTAR�.
- Onde � que o entrego? - Espere atr�s da �rvore,
por detr�s do contentor do lixo, ir� algu�m ter consigo.
Depois trataremos de lhe entregar o seu filho.
- Est�s adiantada, n�o, Jane? - Vou tentar p�r o trabalho em dia.
Est�s a trabalhar demasiado, por muito pouco.
Andas a vender?
Preciso do dinheiro. Fui despedida.
Meu Deus. Tu tamb�m?
Estas malditas empresas parecem tanques.
N�o sentem nada, limitam-se a passar por cima de tudo.
Bem... se precisares de ajuda a ser colocada,
sabes onde me encontrar. - Obrigada.
Sim, eu percebi isso.
Sim. Eu tentei isso. Espere.
ACESSO NEGADO
Bolas.
Est�?
Desculpe, o erro � nosso. J� foi rectificado.
ROYAL TOWERS HOTEL
Sim?
N�o disse para o ler. Disse para fazer o download.
Desculpe.
Cale-se! R�pido, ou o seu filho fica sem uma m�o.
Sim?
V� para o local da entrega,
tem a arma no caso de algu�m tentar det�-la.
Se houver problema, lembre-se, deixe o saco no contentor.
Quando � que me d�o o Michael?
AUTO-ELIMINAC�O
TODA A INFORMAC�O SERA DESTRUIDA
Espere aqui, eu devo...
Que aconteceu?
Ele foi alvejado! Ali! Ali mesmo!
SEM SA�DA
- Est�? - Diga-me o que aconteceu!
N�o sei. Eu estava l� � espera
e algu�m por tr�s de mim disparou.
Como � que eu sei que n�o foi voc�? Voc� tinha a espingarda.
N�o fui eu! � louco? Que motivo teria eu?
- Onde est� o disco? - Num saco, no contentor.
Eu n�o sei o que aconteceu, mas fiz tudo o que me pediu.
Por favor, d�-me o meu filho.
De certeza que deixou a arma e o disco no contentor?
Sim! Foi o que eu disse! Onde est� o Michael!?
- Atr�s de si. - O qu�?
- M�e! - Michael!
J� vou! J� vou!
- O que foi que fez? - O qu�?
- O que fez, para que me levassem? - Eu n�o fiz nada.
- Como podes perguntar-me isso? - Como, m�e? Porque, primeiro...
- Os teus dedos? - Os meus dedos?
- N�o era o teu dedo... - De que raio est� a falar?
Anda... entra no carro.
- Eu posso andar, obrigado. - Entra no carro!
N�o acredito.
Nem sequer tem curiosidade em saber o que eles fizeram?
Eles fecharam-me num caixote num quintal,
como um est�pido hamster, numa gaiola!
Michael, eu sei o que deves ter passado.
N�o, como poderia saber? Nem sequer estava l�.
Ouve, agora, est�s bem. Portanto, acalma-te.
Passa-se alguma coisa, e eu s� vou saber o que �, quando chegar a casa.
S� posso falar, depois de parar um segundo.
N�o pode falar?
Uns idiotas agarram-me � sa�da da aula de gin�stica,
tapam-me a boca com fita, fecham-me num caixote a noite toda,
e a m�e n�o pode falar? Que merda � essa, m�e?
P�ra de praguejar, Michael, estou a avisar-te!
M�e!
- V�o bater-nos por tr�s - Agarra-te!
Meu Deus, est�s bem?
Sim. M�e, cuidado!
Cabra!
Quer dizer-me alguma coisa?
Ouve, quero apenas ir para casa, pensar e depois ligar � Pol�cia.
Parece que algu�m j� fez isso por n�s.
M�e, n�o fuja da Pol�cia!
Liga a r�dio.
- A r�dio? Porqu�? - Liga-a.
... outra actualiza��o sobre o homic�dio CY-KOR,
logo a seguir � publicidade.
Passem l� �s not�cias!
Estamos de volta com as not�cias na r�dio 620.
No caso de ainda n�o saber, Carl Churnings,
o Presidente da CY-KOR, de 55 anos,
foi assassinado, esta manh�.
As autoridades iniciaram uma caca ao homem pelo pa�s todo,
ou deverei antes dizer, �ca�a � mulher�da suspeita.
Aparentemente, � uma empregada desconte da CY-KOR,
recentemente despedida do departamento de contabilidade.
O nome dela, aten��o que n�o � um pseud�nimo, � �Jane Doe�.
Se tiver alguma informa��o quanto ao paradeiro dela, por favor...
Foi tudo uma cilada.
M�e... m�e, matou-o?
N�o, n�o o matei. Como podes perguntar-me isso? N�o percebes?
Eles planearam tudo e agora est�o a tentar matar-nos, e incriminar-me.
Bem, Xerife... que informa��es tem?
Um monte de m� publicidade para a sua Alma Mater.
Parece que uma das suas empregadas ficou chateada por ser despedida.
Encontr�mos isto num contentor, perto do local do atirador.
A espingarda dentro do saco foi disparada tr�s vezes.
O Erik diz que viu a Sra. Doe entrar no edif�cio com ele.
Posso?
O porteiro diz que a viu fazer o download de alguma coisa.
Faz ideia do que �?
N�o queremos comprometer as provas.
Claro.
Entretanto, Sr. Avery, como quer que lide com a imprensa?
Parece que tem aqui um problema de imagem.
Isto �, isto far� da CY-KOR um assunto dom�stico.
Acha que consegue controlar as coisas?
Pelo menos, at� podermos determinar os motivos dela.
- Farei o poss�vel. - Obrigado.
� melhor voltar. Decerto que tem muita coisa para resolver.
- Era chegado a ele? - A quem?
� v�tima? Churnings? Isto �, ele era o seu chefe, em Washington, certo?
Sim, sim, era.
Passei a Director Executivo ap�s a transfer�ncia de Londres, h� um ano.
Por isso, mal nos conhec�amos.
Mas nutria o maior respeito por ele.
Acho que j� � altura de parar de me mentir e dizer-me o que fez.
Eu n�o te minto, Michael. J� te disse... nada.
O Churnings foi assassinado no parque de estacionamento
e eles incriminaram-na. - Devem ter tido um motivo.
- Como sabias o nome dele? - Ouvi o nome dele na r�dio.
N�o interessa como ele se chamava... O que � que a m�e fez?
Nada. N�o sei!
Meu Deus... enviei uma nota ao Sr. Churnings.
- Uma nota? - Sim. Enviei-lhe uma nota.
Uma nota confidencial para Washington, a semana passada.
- O que dizia? - Eu... porqu�?
Por que est�s t�o interessado nisto?
Meu Deus, n�o admira que o pai nos deixasse, por vezes, � muito tola.
Algu�m me raptou. Desculpe por estar �interessado�.
O que � que dizia a nota?
- C�digos n�vel 9. - Que s�o o qu�?
Senhas secretas. D�o acesso a tudo dentro do banco de dados da CY-KOR.
Ent�o...
Ent�o, algu�m estava a us�-las sem autoriza��o.
Informei o Sr. Churnings, creio que ele...
... vinha c� para resolver o assunto.
N�o se devia ter metido nisso.
N�o me devia ter metido? Michael, � o meu trabalho.
� isso que eu fa�o. Administro senhas.
Eu atribuo-as, eu verifico-as,
e fa�o notas quando algu�m as usa indevidamente.
Bem, parece que fez demasiadas notas.
Parecem ser transfer�ncias para as contas pessoais do Churnings.
Devia haver uma autoriza��o para cada montante.
Sim, h�. A mesma em todos os casos, 2A1 1 .
2A1 1 , identifique-me a pessoa.
2A1 1 est� atribu�da a Jane Doe. � a senha dela.
Isso dar-lhe-ia acesso a aprova��es de transfer�ncia de dinheiro?
N�o directamente, mas com uma pequena inova��o.
Qual � o total dessas transfer�ncias?
Quatro milh�es e picos.
Quatro milh�es compram muitas inova��es.
Acho que isso diz tudo. E, claramente, um caso de conluio.
O Churnings andava a extorquir fundos da CY-KOR
com a aprova��o dela, e a dar-lhe algum.
- Ainda falta o motivo do homic�dio. - Que tal chantagem?
A secret�ria do Churnings acabou de enviar isto de Washington.
� uma carta que ela encontrou escondida na secret�ria dele.
�Carl, fiz uma nova avalia��o no seu plano de jogo
e por consequ�ncia, quero ajustar a minha compensa��o.
Isto n�o est� aberto a negocia��o.
Qualquer relut�ncia da sua parte ter� as suas consequ�ncias.�
Algum palpite sobre quem assinou isto?
Eddy, pinta-o e despacha-o.
Certo, � a paragem para cami�es na l-1 7.
- Tenho de desligar. - A quem � que telefonaste?
A ningu�m. Estava a tentar ouvir as mensagens.
�s t�o mentiroso, Michael. Foi ao teu pai que telefonaste?
�ptimo. Porque n�o penses nem por um segundo
que ele mexeria um dedo para te ajudar.
Tenha calma, sim? N�o telefonei para ele. Por quanto o vendeu?
Oito mil e duzentos.
Meu Deus, no Blue Book dizia ter de ser, pelo menos, treze mil.
Eu sei, Michael. Aceitei o que ele ofereceu.
Decerto que identificaram o carro e n�o temos dinheiro.
- Est� algu�m a seguir-nos. - O qu�?
N�o olhe. Venha.
Temos mais informa��es sobre o tiroteio em Bolton, Montana.
Fontes da CY-KOR revelaram detalhes chocantes de conspira��o,
envolvendo Carl Churnings, a v�tima assassinada,
e a suspeita, Jane Doe.
Aparentemente, os dois estavam envolvidos num esquema de extors�o
que levou � chantagem e ao eventual homic�dio de Churning.
Sim, fala o Tony, na Carros Usados do Tony, na l-1 7.
Sim, sabe aquela Jane Doe da TV?
Sim. Ela esteve aqui. Acabei de comprar-lhe o carro.
Sim, ela est� l� fora, no parque de estacionamento.
Quieto!
Se se mexer, eu disparo. Se respirar, eu disparo.
Se n�o me passar essa arma em 5 milion�simos de segundo, eu disparo.
- Quem � voc�? - O meu nome � Lucky.
N�o vou comentar isso. Por que est� a seguir-nos?
Gostaria muito de lhe dizer, mas...
n�o � nada �tico, pois n�o? - Filho da m�e!
Diabos me levem, estava apenas a fazer o meu trabalho!
- J� leu Fleming? - Est� a copiar as minhas deixas?
Ele n�o escreveu: �Enfie a cara na sanita,
antes que eu esvazie este carregador no seu cr�nio�?
N�o... n�o me parece que ele tenha escrito isso.
Bem, eu acho que ele escreveu. Enfie a cara na sanita.
Posso puxar o autoclismo, primeiro?
N�o h� tempo para isso, Lucky. Enfie a cara na sanita!
M�e. Acho que dev�amos ir andando.
Na sanita, com o resto da porcaria! Mais baixo!
Est� bem!
N�o faz sentido dar-me este dinheiro. Dar-vos-ia uma boleia de borla.
- Temos muita pressa. Podemos ir j�? - Pode crer. Entrem.
Sim, j� os vi. Um cami�o preto, matr�cula de Montana.
Maria, Anan�s, 4-4-6-6.
Cuidado!
Agora, v�o! V�o!
Vamos! Saiam j� da cabina. Saiam j� da cabina!
Saiam da cabina j�, com as m�os na cabe�a, vamos l�!
N�o � voc�, idiota! Os outros dois. Entre!
- Saiam j� da cabina! - Faz o que eles dizem.
M�os ao ar! Ponham-nas na cabe�a!
R�pido, r�pido. Metam-nos ali dentro! Vamos! Vamos!
R�pido! Toca a andar! R�pido! Entrem na carrinha!
Para a carrinha! Vamos! R�pido! R�pido! Vamos l�!
Quem s�o voc�s, pol�cia estadual?
N�o, m�e, n�o s�o da pol�cia estadual.
Ent�o, quem s�o? FBI?
Eles n�o s�o do FBI.
Somos inocentes. Temos direitos, n�o podem...
M�e...
Cale-se.
Ol�, pai!
Jane... h� quanto tempo.
- Minha senhora! Calma. Calma! - Larguem-me!
- Deixem-na! - Tirem as m�os de cima de mim!
Deixem-na!
M�e, est� tudo bem. Estamos seguros aqui.
N�o me toques! J� disse para n�o me tocares.
Jane... se te acalmares, posso explicar tudo.
- Tens fome? - Estou esfomeado.
Tenho os teus preferidos. Peru... pastrami com centeio.
Obrigado.
E tu? Comeste alguma coisa?
Se comi? N�o, n�o comi, David.
Ultimamente, a comida n�o tem sido a minha prioridade.
Mas podes dispensar-me um segundo, e dizer-me onde estamos,
e por que est�o todos a tentar matar-nos,
e qual � o teu papel no meio disto tudo?
- E porque � que est�s t�o calmo!? - Avisei-te que ia ficar chateada.
N�o, chateada � pouco.
Estou muito mais que chateada. Estou suicida!
E, para al�m disso, tive a sorte fant�stica
de ter uma das minhas enxaquecas, esta manh�, mas com a pressa,
para ser fiel ao programa que os raptores do meu filho me impuseram,
tu sabes, roubar armas, tiro ao alvo, assass�nio a curta dist�ncia,
esse tipo de coisa, sa� de casa sem os meus Motrin.
J� tomava um Motrin, David. J� tomava uma caixa deles.
Podes arranjar-mos? Podes!?
Simmons, podes ir comprar Motrin?
- Motrin? - Isso mesmo. Eu disse Motrin.
H� quanto tempo andas a falar para o colarinho, David?
Em nove anos de casamento e cinco anos de div�rcio,
nunca te vi fazer isso.
Disseste que estavas nas vendas, David.
�Salvados militares�, penso que foi o termo.
Pelo menos, era essa a desculpa que te mantinha na estrada,
350 de 365 dias do ano.
O neg�cio deve ser bom.
Compraste um ranchinho?
Tens os teus pr�prios capangas?
Vendedor de �salvados militares�?
N�o me parece. Para quem diabo trabalhas?
D.I.A..
Drug Enforcement Agency?
Isso � a D.E.A.... D.I.A.. Defense Intelligence Agency.
O teu pai � um espi�o, Michael.
Mas � �bvio que tu sabias. Falamos sobre isso depois.
O que � que voc�s fazem?
Ultimamente, n�o creio ter ouvido esse acr�nimo na CNN.
Coordenamos opera��es secretas para aquisi��o e venda de armas,
para o Governo dos Estados Unidos. - H� quanto tempo?
A Ag�ncia foi formada em 1975.
N�o, h� quanto tempo me andas a mentir, David?
Desde o nosso namoro.
Jane... as coisas s�o feitas assim.
- Fica a�! Fica a�! - Sempre pensei que entenderias.
N�o me protejas! Conta-me o resto.
Montaram-te uma cilada.
Numa palavra: pois! Por quem?
- Avery. - Avery.
Ele raptou o Michael para te colocar a jeito para o homic�dio.
Depois ele maquinou um esquema para te dar um motivo.
Estou a ouvir.
O disco em que fizeste o download? Tinha ficheiros falsos
que te ligavam a uma tentativa de extors�o, ao Churnings.
O Avery diz que tentaste chantage�-lo,
e quando ele n�o alinhou, mataste o Churnings.
Isso � um disparate. Enviei uma nota ao Churnings
onde lhe dizia que algu�m estava a usar senhas sem autoriza��o.
Esse algu�m era o Avery.
- Por que precisaria ele... - Informa��o. Trabalhas l�...
A CY-KOR concede mais benef�cios que qualquer institui��o, neste pa�s.
Ele tem andado a usar as senhas para aceder a ela e vend�-la.
Vend�-la?
Ele tem um neg�cio para a vender a um accionista estrangeiro.
- Por que � isto t�o valioso? - Pensa bem.
Quaisquer servi�os secretos estrangeiros adorariam saber
quem est� com problemas financeiros, quem � vulner�vel ao recrutamento.
As companhias farmac�uticas estrangeiras pagariam...
Tu... �s um p�ssimo aldrab�o, David.
� a arma que a CY-KOR est� a construir, n�o �?
Sat�lites de reconhecimento, m�sseis.
Possivelmente est�s a borrifar-te para o resto, estou certa?
Sempre foste r�pida a ler nas entrelinhas, Jane.
Sou apenas iletrada quando se trata de maridos.
Ent�o, prendam o Avery. Impe�am a transfer�ncia de informa��o.
N�o, queremos que ele a venda.
- Porqu�? - Porque a falsific�mos.
Pass�mos mais de um ano com o meu contacto dentro da CY-KOR...
A informa��o est� envenenada com desinforma��o suficiente
sobre os sistemas de armas, para atrasar 20 anos um governo hostil.
Por que n�o foste falar comigo? Dizer-me o que estavas a fazer?
Sinceramente, n�o precis�vamos de ti.
� verdade. Disseste que tinhas o teu contacto dentro da CY-KOR.
Para que pobre coitado te viraste tu?
Para mim.
Meu Deus, o teu pr�prio filho.
Eras o espi�o dele?
� isso que tu �s? Um espi�ozinho pat�tico da D.E.A.?
� D.I.A..! E n�o sou um espi�o. Sou um operativo.
Desculpa. Um operativo.
Devia calcular que n�o ia perceber. E apenas uma m�e.
Jane!
Tenho aqui o Motrin.
Ora bem, chamo-me Kurt Simmons, e sou o parceiro do David.
Precisa de mais alguma coisa?
Sim, de uma arma dessas. Gostaria de descarreg�-la no meu ex-marido.
Ela � engra�ada. Gosto dela.
Em nome da ag�ncia, gostava de pedir desculpa por tudo o que passaram.
Daqui em diante, as coisas v�o correr melhor, se vierem comigo.
Espera a�.
O Phelps quere-los numa casa segura.
Uma casa segura? Onde?
Por que n�o fui eu notificado disso?
Bem, David, a tua capacidade para gerir a situa��o
est� seriamente comprometida por causa da tua rela��o
com as partes envolvidas... Decidimos que isto era o melhor.
- Por favor, n�o temos muito tempo. - Espera um minuto, espera.
Liga ao Phelps. Tenho as minhas ordens.
- Que devo fazer? - Vai com ele.
Certificar-me-ei da vossa seguran�a.
Jane...
O Avery n�o sabia que eu tinha recrutado o Michael.
Supostamente, isto n�o era para acontecer.
Sim. Isso foi o que disseste, quando me engravidaste aos 18 anos.
H� quanto tempo trabalhas para eles?
H� catorze meses.
Como � que o fizeste?
- N�o fiz. A m�e fez. - O qu�?
Sabe como trazia aqueles backups das senhas, � noite,
para analisar a actividade deles?
Tr�s vezes por semana eles enviavam-me ficheiros comprimidos.
Eu copiava-os para os seus discos, depois da m�e ir para a cama.
Quando fazia o download daqueles ficheiros para o sistema,
no dia seguinte... os ficheiros do pai iam juntamente com eles.
Seu merdas.
Supostamente, n�o devia fazer-lhe mal.
Era para ser um modo de espalhar informa��o falsa, era isso.
N�o era assim uma grande coisa.
Diz-me porqu�.
Ele prometeu-te alguma coisa?
- Dinheiro livre de impostos. - Metes-me nojo.
Meto? Ganhei $50,000 por algumas horas de pirataria.
Quanto � que a m�e ganhou? 30, 40 mil por ano, a picar o ponto?
- Ent�o, onde est�? - O qu�? O dinheiro?
O pai disse que o guardava por mim.
Meu Deus, �s pat�tico. Como ele me disse que era vendedor.
O teu pai � um mentiroso, Michael. Por que pensas que o deixei!?
N�o � a isso que o seu psic�logo se refere como �nega��o�, m�e?
O pai deixou-a.
Ele foi-se embora, porque queria algu�m que n�o fosse t�o nervosa.
Algu�m que se relacionasse com o que ele fazia.
Foi isso que ele te contou?
Meu Deus! Quem me dera que ele fosse metade do pai que tu imaginas!
Ele nunca me deu uma oportunidade de me relacionar com o que ele fazia.
Ele nunca me contou o que fazia!
Ele estava sempre ausente. Ausente!
Estamos a parar.
Oxal� ele se decidisse.
M�e, ele desapareceu!
Tenho de chegar ao volante!
Pronto! Ajude-me a passar!
Segure-se, vamos bater!
M�e?
A m�e est� bem?
Sim, eu estou bem. E tu?
Venha, eu puxo-a.
Aguente, m�e. Sente-se bem? Vou tir�-la da�.
Michael... eu n�o vou conseguir sair daqui.
- Quero que te v�s embora. - Nem pense nisso!
- N�o. Tu vais ficar bem. - Abre-te! N�o a vou deixar!
Michael, desobedeceste-me toda a vida, n�o o fa�as agora!
Sai da carrinha! Sai da maldita carrinha!
Sai!
M�e!
N�o me ouves, pelo menos, uma vez!?
Continue a dar pontap�s!
Fala o Simmons. Diz ao Phelps que houve um acidente.
Como morreram eles?
O Dellings diz que as autoridades os apanharam h� poucas horas.
Aparentemente, a carrinha que os transportava teve um acidente.
Que fabulosamente tr�gico. Liga ao Lazar...
Diz-lhe que cumprirei o prazo dele.
M�e, podemos descansar um pouco?
N�o. Eles invadir�o o local para ver os destro�os.
Ent�o, podemos parar um minuto para saber para onde estamos a ir?
Eu sei para onde estamos a ir. Vamos ver um homem chamado Niles.
Porqu�? Ele pode fazer-nos passar a fronteira?
- N�o vou para a fronteira. - Ent�o, para onde vamos?
Vamos directos ao cora��o deles.
Pode parar e dizer-me de que raio est� a falar?
Michael, passei toda a minha vida como tua m�e,
a tentar ajudar-te, e se eu sobreviver a isto,
passarei anos a tentar descobrir onde falhei contigo.
Mas, neste momento, estou farta de carregar a culpa
por teres crescido sem pai. - Que tem o pai a ver com isto?
Tudo! Ele meteu-nos nisto. Ele e tu a mentirem-me.
Portanto, eu vejo as coisas assim: eu pus-te neste mundo
e tu salvaste-me, portanto, estamos quites.
Se queres ser um homem, �ptimo.
Podes seguir-me, ou podes ir-te embora.
N�o � justo?
Sim. Parece-me justo.
Obrigada.
Espere a�. Quem � esse Niles?
� um cientista da CY-KOR. Trabalh�mos em projectos especiais.
Ele tem um ponto de liga��o � central da base de dados.
De que adianta isso?
Dali, eu posso anular o Avery. For��-lo a fazer um neg�cio.
Estes tipos n�o negoceiam.
Apanha-se um tipo pelo tomates e apertamo-los bastante,
podes ter a certeza de que ele negoceia.
H� aqui espa�o para dois.
Que raio aconteceu, Kurt!?
N�o sei. Um atirador, acho eu. Um dos homens do Avery.
A bala atingiu o pneu e n�s ca�mos pela ravina.
A tua mulher e o teu filho iam atr�s, n�o consegui tir�-los.
A �nica coisa que consegui fazer foi saltar pela porta.
David, dadas as circunst�ncias, acho que � melhor tirar umas f�rias.
A sua equipa de apoio pode seguir as coisas.
N�o preciso de f�rias, esta miss�o � minha.
� uma opera��o da Ag�ncia, David.
E conhece as regras da Ag�ncia,
relativamente � proximidade emocional com as v�timas.
Isso n�o o impediu de contar comigo para recrutar o meu filho.
Podia ter recusado.
A Ag�ncia n�o gosta de recusas.
Precisamente, ent�o, para qu� come�ar agora?
Tire umas f�rias. O Lester pode lev�-lo.
Eu vou sozinho... Talvez seja mais saud�vel assim.
Bem, creio que n�o fomos muito convincentes.
Ele que se lixe.
Vou ficar aqui como uma m�mia. Fiz o que podia.
N�o tem import�ncia. O papel dele tornou-se mais confuso.
� melhor ele ser desactivado.
Por mim, tudo bem.
David!
Nove vidas. Nove malditas vidas!
- De que est�s a falar? - Da tua mulher e do teu filho.
Ligaram da �recupera��o�, t�m uma carrinha sem corpos.
Parece que eles est�o vivos.
O Kurt disse que eles iam fechados atr�s, quando a carrinha voou.
O Kurt deve ter-se enganado. A carrinha parece uma panqueca.
Era imposs�vel eles terem sa�do depois do acidente.
- O Phelps sabe disso? - Vou dizer-lhe.
Que lugar � este? � a entrada para a gruta do Batman?
Mais ou menos. � a porta das traseiras do laborat�rio da CY-KOR.
Michael, n�o!
N�o altere as suas coordenadas.
- Pois! Vou-me embora daqui. - Michael!
- Que barulho foi este? - J� vais ver.
Niles, Niles, desliga o alarme, � a Jane. Jane Doe.
Bolas, Jane. Entra, antes que algu�m te veja.
Anda, Michael.
Quem � o mi�do a vomitar no meu espa�o?
� o meu filho.
Como � que soubeste que eu ia estar aqui?
Niles, por favor. Eu sei que trabalhas aqui sozinho, � noite.
Pouca coisa se passa aqui que eu n�o saiba.
Ent�o, suponho que sabes que est�s metida num grande sarilho.
Dizem que mataste o Churnings.
Niles, tu conheces-me. N�o sou uma assassina.
O Avery preparou-me uma cilada, porque descobri provas
em como ele andava a vender informa��es secretas.
A vender os projectos do que tu constr�is aqui.
Se isso for verdade, que te faz pensar que eu me preocupo?
Estou mortinho por deixar este lugar.
Eu sei. Mas tamb�m sei que eles devem ter algo que te mant�m aqui.
- Estou a ouvir. - Posso encontrar o ficheiro.
Posso apag�-lo, posso faz�-lo desaparecer, Niles.
Digamos que engulo esse absurdo e acredito que est�s a falar verdade.
Que tenho de fazer por ti?
Deixa-me usar o ponto de liga��o remoto para aceder ao sistema.
E depois o qu�?
Conseguimos viver mais 24 horas.
Tenho de sair daqui. A enfermeira do turno da noite tem t�o mau h�lito
que precisa de pastilhas de mentol com uma bateria.
Simmons.
- N�o sabes? - N�o sei o qu�?
- Ela ainda est� viva. - Quem?
Quem!? Quem � que achas!? A Jane Doe!
Meu Deus.
Sim, � bom que comeces a rezar a Ele,
se n�o descobrires o que ela quer, matando-a depois.
Certo, confie em mim.
Brevemente ela morrer� juntamente com o idiota do marido.
David.
Kurt.
Como est�s, rapaz?
� assim... uma vez l� dentro, os meus registos s�o apagados primeiro.
�ptimo. Entra na linha do Departamento de Defesa,
assim a CY-KOR n�o nos localiza.
BEM-VINDO � CY-KOR
Ele � todo teu.
Se te armaram mesmo uma cilada,
que te faz pensar que ainda tens autoriza��o para entrar?
Estou a usar senhas que eram s� do conhecimento do Churnings.
Vou levar uns minutos a entrar na sequ�ncia.
Sentes-te melhor?
Sim. Importa-se de me explicar o que diabo me fez?
Claro. Foste atingido por ondas de pulsa��o sadoac�sticas,
�teis para controlar multid�es.
� uma das ATNLs em que estou a trabalhar aqui.
- ATNLs? - Armas de Tecnologia N�o Letal.
Do pessoal que vos trouxe Hiroshima e Nagasaki.
A estrear brevemente num campo de batalha perto de si.
O que � isto? Mais controlo de multid�es?
N�o. Controlo de informa��o.
� a fazer pouco de uma bomba EMP.
Provoca uma explos�o electromagn�tica de mais de 4 trili�es de watts...
incapacitando qualquer aparelho electr�nico num raio de 160 Km.
O que faz aos humanos?
Boa pergunta. Quando lhes pergunto, de vez em quando,
eles respondem: �Teremos de largar uma, para descobrir.�
N�o procures moralidade no Departamento da Defesa,
procura toda uma nova gera��o de dor.
J� entrei.
- Tens total acesso? - Parece que sim.
H� dez anos que tento entrar nesses ficheiros,
e durante esse tempo todo, s� tinha de te perguntar?
Niles, at� hoje, nunca alterei ilegalmente um registo na minha vida.
Ao contr�rio do resto da minha fam�lia.
Est� tudo aqui. Tudinho.
Podemos perd�-lo? Para sempre?
Diz adeus a Niles Anderson.
Estou morto.
- �s apenas um fantasma na m�quina. - O que vem a seguir?
O Churnings tinha uma senha que fechava toda a informa��o,
em caso de haver um v�rus ou uma quebra de seguran�a.
S� ele a conhecia.
E eu, claro, fui eu que a montei.
A INICIAR FECHO
SERVIDOR SUSPENSO, BASE DE DADOS ENCERRADA.
S� gostava de estar l� para ver a cara dele.
Continuamos sem rede. J� tent�mos tudo.
O sistema todo est� em baixo. Todas as linhas est�o bloqueadas.
Isso � imposs�vel.
Inicie o processo de restaura��o. Comece por separar as drives.
J� tentei isso. A primeira que desprendemos apagou-se.
O mecanismo de fecho emprega um v�rus de protec��o
que evita qualquer separa��o de armazenamento do sistema.
- Que est� a dizer? - Estamos bloqueados. Fechados.
- O que poderia ter provocado isto? - N�o vai gostar disto.
S� consegui iniciar um monitor.
JANE QUER BRINCAR AGORA...
QUER BRINCAR COM A JANE?...
Obrigada pelo dinheiro. Obrigada pelas roupas.
- Obrigada por tudo. - N�o, eu � que devo agradecer-te.
Aquele ficheiro que eliminaste era a minha pris�o.
Vais dizer-me o que estava l�?
Porqu�?
Talvez me ajude a perceber o que estou a enfrentar.
Dirigi um dos 1�s projectos da guerra de germes do Depart� da Defesa.
Supostamente, s� devia ser testado em gado.
Mas eles introduziram o agente numa vacina de Hepatite B,
para ver os seus efeitos nos humanos. Eu nunca soube.
46 de 60 doentes morreram no espa�o de um ano.
Despedi-me, quando descobri.
Ameacei contar a hist�ria toda. Eles amea�aram incriminar-me,
se eu n�o ficasse de boca calada e com eles.
Registos falsos de vacina��o figuravam naquele ficheiro.
Estes tipos jogam duro, Jane. E eles jogam para ganhar.
Queres ficar a ver-me jogar?
Adoraria, mas tenho um encontro com o Elvis.
Quem?
Foi a alcunha que dei � miniatura do prot�tipo EMP.
Est� programado para os preliminares, de manh�.
Pensei que querias sair.
Trabalhei dois anos para construir a coisa.
Gostava de ver se funciona.
- Tem cuidado contigo, Jane. - Fica descansado.
Sim? Espere um segundo.
Jane Doe, na linha um.
Est�?
Se mais algu�m estiver nesta linha, pode n�o querer que oi�am isto.
N�o h� mais ningu�m na linha.
Descobri o que tem andado a fazer.
Os downloads. As vendas de informa��o.
N�o sei do que est� a falar.
Desculpe. Pensei que quisesse ficar on-line,
para poder fazer a sua entrega de informa��o. Enganei-me.
Esta vaca est�pida. E melhor ela rezar...
Espere... n�o desligue outra vez.
D�-me um motivo para n�o o fazer.
- O que deseja? - Assim, j� gosto mais.
Um milh�o. Em dinheiro.
- Quando? - Dentro de uma hora.
- Isso � imposs�vel. - Ent�o, j� passou � hist�ria.
- Adeus. - Espere! Onde quer o dinheiro?
N�o se adiante.
Est� bem... que mais?
Uma passagem segura para mim e para o meu filho.
Arranje outro bode expiat�rio para o homic�dio.
Combinado. Que fazemos agora?
Brinquemos como nos velhos tempos.
O qu�?
Loja de Antiguidades, na Estrada Nacional 9.
Haver� uma mensagem numa carrinha vermelha.
N�o tenho tempo para jogos.
N�o tem tempo, ponto final. Estas s�o as minhas regras,
ou n�o recebe o disco que abre o sistema, percebeu?
Percebi.
�ptimo. E n�o mande esse mensageiro da treta,
como fez da �ltima vez.
Esse tipo ficou com a cara cheia de merda a trabalhar.
Esta cobardola est� morta.
D-E-A... morta!
Est� feito.
Muito bem, vamos recuar.
� do interesse de todos que ela ponha o Avery em linha outra vez,
para podermos transaccionar a informa��o.
O que me preocupa � depois do neg�cio.
Quero que a minha fam�lia viva muito tempo.
- Muito longe daqui. - Que patriarcal da sua parte.
- Falamos ap�s o neg�cio ser feito. - Falamos agora, ou o Kurt morre.
Conhece-me melhor que isso. O Simmons � substitu�vel, como voc�.
J� calculava. E aposto que se considera insubstitu�vel.
Est� a amea�ar-me, David?
Lembra-se da arma de imagem t�rmica que guard�vamos � m�o de semear,
nas opera��es obscuras, nos bons velhos tempos?
- Vagamente. - Tenho c�pias digitais de tudo.
Eram opera��es obscuras. Fizemos o que t�nhamos de fazer.
Quando � que p�ra de se armar em bonzinho?
Decerto que a sua marca de argumenta��o � muito usual...
na empresa e faz rapidamente artistas como voc�.
Tenho a certeza de que ainda h� alguns americanos
que empalidecem ao verem agentes do governo a confraternizar
com senhores da droga e a serem-lhes feitas mamadas por travestis cubanos.
N�o me faria isso. N�o faria isso � companhia.
Desafie-me.
Presumo que tenha um helic�ptero a tentar localizar esta chamada.
- Eu chamo-o. - N�o, eu quero-o.
Diga aos nossos homens para aterrarem e afastarem-se,
e voc� traz-me a minha fam�lia e eu vou-me embora com eles.
Se nos seguir, localizar, ou vigiar...
juro por Deus que fa�o o download do seu filme para Diane Sawyer,
Dan Rather e Howard Stern.
Est� bem, David. Tem a minha palavra.
J� n�o negoceio nessa base.
Amigo. Estou a ver cobras aqui.
Ela enganou-nos! N�o h� carrinha vermelha!
Ali!
- Ent�o? - Ent�o, o qu�?
O que diz?
Diz: �Telefone p�blico, Brice e Arroyo dentro de 5 minutos.
- N�o se atrase, parvalh�o. Jane.� - Vamos.
Ela est� a fazer isto tudo! Quero mat�-la!
Cala-te e guia!
Acorda!
O homem n�o sabe que j� est� morto.
Porra! Merda!
- Est�? - � voc�, Lucky?
- N�o fa�a joguinhos comigo, cabra! - Voc� jogou-os comigo.
Maldi��o!
Faz o jogo dela, raios. N�o deites tudo a perder.
Ol�, amor. H� muito tempo que n�o fal�vamos.
- Cale-se. Tem o dinheiro? - Se tenho o dinheiro?
Pasta Haliburton. Pode ser Haliburton?
Isto �, n�o tivemos tempo para andar �s compras.
Sim, pode ser, desde que tenha l� dentro um milh�o de d�lares.
Broxton, 540. Terceiro andar. Dentro de dez minutos.
Broxton, 540. Terceiro, daqui a dez minutos. Entendido.
- Mais alguma coisa, amor? - Tem uma borbulhinha no pesco�o.
Eu espremia-a, antes que tapasse a cabe�a.
Janey? Amor?
Tem de dar umas explica��es...
�Suba as escadas, ao fundo do corredor,
� esquerda, e des�a o pr�ximo lance de escadas.�
Fofa... querida...
� bom ver que sabe seguir as minhas instru��es, Lucky.
Largue a pasta no buraco no centro do quarto.
Ol�, amor. Deixe-me v�-la. Tive saudades suas.
Tem uma nove 9 mm apontada ao cora��o
e sabe que eu sei us�-la.
Certo... como � que eu sei que n�o me vai matar e levar o graveto?
Largue-a e v�-se embora.
Certo. Est� bem.
Como quiser... amor. Como quiser.
O cromado � uma moda tramada numa arma.
Reflecte a luz.
Cala-te!
Lucky, eu avisei-o!
� melhor n�o gritares, para eu n�o te matar.
- M�e! - Michael!?
Que previs�vel!
M�e! Atr�s de si!
Ora, ora, ora.
� a minha vez de me divertir um pouco, n�o �?
Sim... um pouco de divers�o para o Lucky.
Muito bom.
Nunca reparei que tinhas umas mamas t�o boas!
Seria uma pena cort�-las, amor, n�o seria?
Podes apanhar os bocados, ou podes devolver-me o disco,
e eu mato-te rapidamente e sem dor.
Juro por Deus.
Queres dizer alguma coisa, amor?
Queres dizer alguma coisa? V� l�, fala. Que queres dizer?
Que queres dizer? Que vais dizer?
Isso... temo que te vai custar tr�s dedos.
Este dedinho...
- Valent�o! - Peter!
Exactamente, o que pensas que est�s a fazer, Lucky?
O que te parece que estou a fazer, Peter? Estou a trabalhar.
Por que est�s a incomodar-me, enquanto estou a trabalhar?
A trabalhar?
Parece que andaste a moc�-la! Fazes ideia do quanto isso � degradante?
Chama-me pervertido. Chama-me esquisito,
mas desaparece da minha frente
e liga-me noutra altura qualquer!
Por que fizeste isso!?
T�nhamos um acordo. N�o pagaste.
Eu ia pagar-te. Juro.
Mas esta cabra sobreviveu e algu�m tinha de tratar disto.
Deixei-te mensagens.
Eu ia ligar-te. Juro pela tua m�e!
N�o gosto nada quando as pessoas juram pela minha m�e.
- Ajoelha-te. - Podemos resolver isto.
N�s estamos a resolver.
Agora, ajoelha-te e pede-lhe desculpa.
Nunca me disseste que estavam a armar-lhe uma cilada.
Disseste apenas para lhe ensinar a disparar uma arma.
Que diferen�a faz o que n�s fizemos!?
Diz-lhe que �s um s�dico e um mis�gino,
e que est�s profundamente arrependido.
Desculpa.
N�o, diz tudo. Diz: �Sou um s�dico...�
- Sou um s�dico... - E um mis�gino...
E um...
Por que n�o dizes uma palavra que eu saiba pronunciar, cabra est�pida!
Meu Deus, odeio a palavra �c�, e voc�?
Michael!... Michael!
Michael!? Meu Deus! Michael!?
Pode ajudar-me a desc�-lo?
Meu Deus.
- Michael... meu Deus. - Afaste-se. Afaste-se!
Respira!
N�o!
Respira.
Michael... Meu Deus...
Espere, aonde vai?
N�o tenho problemas convosco.
Eles contrataram-me, n�o pagaram. Eu resolvi o caso.
O meu assunto aqui est� terminado.
E se eu a contratasse?
- Como qu�? - N�o sei...
Guarda-costas?
De quanto estamos a falar?
Cem mil d�lares soa-lhe bem?
Soa-me muito bem. Iam receb�-lo?
Viu um Lincoln preto estacionado ali � frente?
Sim. O Avery est� l� dentro.
�ptimo. Ele devia ter um milh�o de d�lares numa pasta, para mim.
E se ele n�o tiver?
Bem... suponho que n�o custa nada descobrir.
Eu sei que houve um atraso.
Estou a dizer-lhe para n�o se preocupar.
A transac��o ir� ser feita como planeado.
Basta!
J� chega! Eu dou-lhe o dinheiro!
Andei muito ocupada nestas �ltimas 24 horas, gra�as a si.
E estou t�o farta desta porcaria que me apetece perder a cabe�a.
Como se pudesse descarregar os cartuchos deste carregador,
como rebu�ados de um boneco da Pez.
Eu disse que tinha o seu dinheiro.
Ent�o, v� busc�-lo!!!
Pensei que trabalhasse para o Lucky!
O tipo n�o fazia jus ao nome que tinha, pois n�o?
Est� todo aqui. Quer cont�-lo?
- Onde est� o disco? - Michael, d�-lhe o disco.
Isto � por ter-me fechado num caixote.
N�o me interessa o que acontece � CY-KOR.
N�o nos siga, nem nos trame, ou eu conto tudo. Anda, Michael.
- Como sei que isto vai funcionar? - N�o sabe.
Precisa de boleia?
- Red Tango, daqui Controlo. - Fale, Red Tango.
Tenho a localiza��o dos suspeitos.
Dirigem-se para norte na l-1 7, numa pick-up preta.
Achas que ele mordeu o isco?
Ele � um peixe desesperado, n�o �?
Encoste na estrada!
� o David.
Eu acreditava no que est�vamos a fazer,
mas nunca soube que o Phelps dirigia uma opera��o � parte.
Ele pensa que, enquanto fores viva, a opera��o dele est� comprometida.
Consigo fazer-vos passar a fronteira, mas s� se partirmos agora.
Se me atrai�oares, eu pr�pria te mato.
� mais do que combin�mos. Mas mereceu-o.
Anda.
Fixei a sua cara. Se acontecer alguma coisa a estes dois,
hei-de persegui-lo, encontr�-lo, esfol�-lo vivo e com�-lo.
Tamb�m foi um prazer conhec�-la.
Armaste-nos uma cilada, seu filho da m�e!
N�o, n�o armei. Anda. Vamos embora.
Pronto, venham!
� o �nico aviso que vou fazer.
� melhor ouvires-me, David.
Afasta a tua fam�lia do helic�ptero... j�!
- Que fazemos? - Faz ideia do que est� aqui?
- N�o. Est� totalmente codificado. - Pode fazer-nos mal?
O sistema j� est� incapacitado. Pior n�o pode ficar.
Devo abri-lo?
Sim.
- J� temos sistema? - J� lhe digo num segundo.
Sim, temos sistema. A informa��o parece intacta.
Que engra�ado... Os �Does� reunidos.
A que horas �?
- Cala-te. J� est�s fora disto. - N�o � preciso ser melodram�tico.
O David planeou isto. N�o h� nenhum problema por ele assistir � coisa.
Principalmente, agora, que depende da capacidade da mulher dele
para activar o sistema.
Estamos a vigiar a resid�ncia do Avery.
Ele est� l� dentro. H� tr�s horas que ele n�o se mexe.
N�o � o comportamento de um homem prestes a dar o golpe de uma vida.
Algum movimento?
Nada. Tudo vazio.
C� est�.
O Avery fez um acordo para vender a informa��o
a um accionista internacional chamado Lazar.
A transac��o estava marcada para uma hora atr�s.
� bom rezar para que o seu n�mero n�o gorasse os planos do Avery.
A senha estava no disco que eu lhe dei.
� a �nica coisa que ele precisa para desbloquear o sistema.
Est� uma carrinha a entrar no parque de estacionamento.
Isto est� marcado?
Sim. Eles limpam o restaurante todos os s�bados.
Alguma coisa de invulgar?
Nada. N�o � assim que vamos fazer a transac��o.
- O Avery ainda est� l� dentro? - N�o se mexeu.
Cometi um erro no seu caso, David.
J� estou a lament�-lo.
O Phelps insistiu que eu recrutasse o Michael.
- Eu ouvi-o. - De que est�s a falar?
Os �ndios Cree levavam um rapaz, de 9 ou 10,
e ensinavam-no num grupo de guerra.
Queriam ensinar-lhe que o mundo era cruel e complicado,
que era preciso estimar a vida e lutar por ela.
Ele � apenas um mi�do, David. E teu filho, do teu pr�prio sangue.
Da� querer que ele aprendesse comigo.
Valeu a pena? O que te resta agora por que lutar?
Que lhe resta a ele por que lutar? Isto?
Eu estava errado. Parece que temos actividade.
Estou atr�s no Data Wing, onde eles ligaram linhas de �gua.
S�o dur�ssimas e, definitivamente, n�o s�o mangueiras.
- Liga��o de fibra. - O qu�?
O mi�do pode ter raz�o. Uma liga��o de fibra �ptica de banda alta.
Provavelmente, eles ligaram aos bancos de dados principais
via linha de fibra e est�o assim a fazer o download dos ficheiros.
Quanto tempo levaria uma coisa destas?
A fibra pode transmitir um terabyte de informa��o em 5 minutos.
O alvo est� em movimento.
Que comecem os jogos.
Coloca os carros em posi��o.
R�pido, r�pido!
- Est� a receber com bom som? - Sim, mas aumenta o volume.
- Pronto, vamos sair daqui. - V�, vamos.
Agora que entreguei, acho que mere�o um pedido de desculpas.
Que se lixem as desculpas. Comprometeu-se, custou-nos tempo.
O que � um dia entre amigos?
Tudo. Tenho de respeitar um programa.
Para qu� discutir? Est� tudo aqui.
Mostre-me provas de que est� a transferir os meus fundos
e separamo-nos amigavelmente.
Quando eu verificar a informa��o. Kwan?
- Sim, senhor. - Que te parece?
Vou saber daqui a pouco tempo.
Isto � a sua ideia de uma piada?
De que est� a falar?
Isto � in�til, est� totalmente codificado.
Parece uma esp�cie de codifica��o de alto n�vel.
Est� a brincar connosco, Avery? Onde est� a chave do c�digo?
N�o tenho. N�o fui eu que o codifiquei.
O disco... o disco que ela me deu para desbloquear o sistema
deve ter instalado o mecanismo de codifica��o.
Seu idiota! O que foi que fizeste!?
Fiz o download de um programa que codifica a informa��o ao iniciar.
- Isso � poss�vel? - Sim. E complicado, mas poss�vel.
Qual � a senha?
N�o h�. Faz uma sequ�ncia ao acaso.
Aquilo � lixo. Encare-o, est� tramado.
Est�o a ver isto?
Levem todos os carros para o Centro de Informa��o da CY-KOR.
Quero todas as posi��es confiscadas
e levadas para as instala��es da empresa.
N�o tem autoridade para fazer isso.
N�o tenho? Sec��o 518, Lei da Seguran�a Nacional.
Quando a CY-KOR nos processar, posso duplicar a informa��o
e arranjar uma venda ao Lazar, atrav�s de um dos nossos fundos.
Acha mesmo que um puto de 15 anos
e a Miss Suzy de trazer por casa podem iludir o governo dos E.U.?
Tira-os daqui!
Vamos! Vamos! V�o-se embora! R�pido!
Saiam!
Ent�o, que fa�o com os Does?
Isto n�o � a fam�lia Feud, n�o damos pr�mios de consola��o. Mata-os.
Levanta-te.
Pronto, j� chega.
N�o faz sentido demorar mais, quem quer ser o primeiro?
Que tal eu?
Vamos l� ver se tens est�mago para isto.
Porreiro.
Quem � o pr�ximo?
- Venham! - Michael, vem!
Como � que sabia que ele ia apontar para o seu peito?
Eles seguem as regras. Nunca sigas as regras.
Que vamos fazer agora?
Derrotar o Phelps. Tenho material suficiente naquele Bell Ranger
para fazer explodir o centro de informa��o.
Pensei que quisesses que o neg�cio fosse feito.
J� houve tempos em que quis muitas coisas.
N�o significa que me orgulhe disso.
O Phelps n�o vai ter sentido de humor em rela��o a isto.
Mas tenho uma cassete por baixo do assento que posso...
Adeus.
Meu Deus. Pai.
Que vamos fazer? Que vamos n�s fazer?
Eles ensinaram-te a pilotar estas coisas!?
Niles.
N�o vou dizer que �s maluca, porque isso � muito �bvio.
N�o me pe�as para fazer isso.
� o �nico modo, Niles. Tens de acreditar em mim.
� a �nica solu��o que resta.
Nem sequer estou marcado, para ser lan�ado daqui a 3 horas.
- N�o posso... - Podes, Niles. Podes.
Tens de poder.
Eles v�o chegar a� a qualquer momento e ser� tarde de mais.
- Niles! - Cala-te, estou ocupado.
Niles, est�s a�?
Niles, por favor, fala comigo.
R�pido, r�pido. Vamos!
Niles!
Que Deus me ajude.
Que diabo est� a fazer!?
Jane?
Sim? Sim, Niles?
Elvis saiu do edif�cio.
C�digo de terra, quero o per�metro delimitado
e levem todas as carrinhas para as portas de sa�da. Perceberam?
Certo! Mexam-se, meninos e meninas, vamos!
Phelps, � voc�?
Sim, fala o Phelps.
Fala a Jane e h� tr�s coisas que deve saber.
- Estou a ouvir. - Primeiro, ainda estou viva.
Acho que deduzi isso.
Segundo, tenho a cassete do David.
- Certo... qual � a terceira coisa? - Quando vir uma estrela cadente...
- Sim? - ... n�o pe�a nenhum desejo.
Todos para tr�s! Todos para tr�s!
Est� a Sair dos E.U... Pare e Dirija-se � Alf�ndega Canadiana.
Boa tarde, o seu passaporte, por favor.
Obrigado.
Pode seguir.
... investigadores revelar�o mais detalhes, esta noite.
Agora, a ironia da explos�o � que um dos prot�tipos do m�ssil
da CY-KOR saiu de rota.
A perda dos bancos de dados da CY-KOR enviou uma multid�o
de consumidores da lista de cr�dito para as lojas, hoje...
at� ao momento, a lista de cr�dito de todos foi varrida.
As pessoas est�o extasiadas.
Acho que temos a localiza��o da Jane Doe.
- Deixa isso. - O qu�?
Acabou. Incriminamos o Avery pelo caso do Churnings.
Ela fica livre. Ningu�m toca nela, percebido?
Sim, mas porqu�?
Porque tenho as minhas ordens, est� bem?
E n�o questiono as minhas ordens.
Por que est� a� parado?
N�o, n�o estou aqui parado.
�Querido Michael, se est�s a ler este bilhete, ent�o, obviamente...
Bem, que se lixe...
Junto est� a chave do cofre, onde guardei o teu dinheiro.
Est� todo l�...juntamente com um pequeno b�nus.
Na verdade, � o resto do meu or�amento operacional.
Mas n�o te preocupes, n�o o conseguem localizar.
Lembra-te, pensa sempre por ti, e aconte�a o que acontecer,
toma sempre conta da tua m�e.
Ela � a melhor coisa que te aconteceu
e a pior coisa que alguma vez possas perder.
Acredita em mim. Descobri do modo mais dif�cil.
Com amor, o teu pai.�
M�e! Vamos!
Que se passa? Que aconteceu?
N�o fa�a perguntas. Vamos embora.
O dinheiro estava l�?
E o b�nus?
Meu Deus, Michael, vais dizer-me quanto era?
Mais de dois milh�es de d�lares.
- Dois milh�es? - Em dinheiro vivo.
Vais odiar isto, mas... provavelmente, dev�amos devolv�-lo.
Enlouqueceu? Como � que ir�amos fazer isso?
N�o sei. Mas julgo que n�o h� nenhum problema
em levar 40, ou 50 anos a pensar como faz�-lo.
M�e?
Adoro-a.
Tradu��o e Legendagem Carmen Cabrita
Argumento e Realiza��o
Produ��o
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