All language subtitles for Dallas.S04E04 - Who Done It

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Original subtitles

Ela podia ter tentado a qualquer momento. A arma estava no arm�rio.

Devia estar fora de si ou b�bada.

Eu posso pagar os cem mil d�lares.

Sente-se, Bobby. N�o se esque�a que aquela mulher atirou no seu irm�o.

-Ela tem direito a um advogado, J.R. -N�o pago por n�s.

-Eu queria mat�-lo, Cliff. -E a metade da popula��o de Dallas.

-Pagando a fian�a da Sue Ellen? -O qu�?

N�o sabia que ela saiu?

S� temos que ter cuidado.

-J.R. -O que faz aqui?

N�o se aproxime. Vou chamar a pol�cia.

S04E04 - Quem Fez lsto?

Legenda por Susanawho

Entendeu os direitos que acabei de ler?

Sim.

Desculpe por faz�-la passar por isso.

Voc� quer explicar alguma coisa para mim antes do advogado chegar?

N�o.

S� quero ir para casa.

� claro que quer.

Duvido muito que possa ter atirado no meu marido.

Duvido mesmo.

Vamos relembrar.

Quando estava em casa, disse: ''Devo ter atirado.''

Est� mudando a hist�ria?

N�o sei. N�o lembro de nada, mesmo.

S� lembro...

que coloquei a arma na bolsa...

E...

Detetive Frost?

-Kyle, achei que n�o viria nunca. -Oi, Sue Ellen. Vim assim que pude.

Sou Kyle Bennett, o advogado da Sra. Ewing.

Quero falar com a minha cliente. A s�s.

Sim, senhor, � claro.

Agora.

N�o quero que diga nada � pol�cia.

-Bom, eu comecei a falar... -N�o fale.

E n�o diga nada para mim, tamb�m.

Podem estar nos escutando.

Quando voc� sair, n�s falamos.

N�o pode me tirar daqui agora?

Quem me dera!

Mas eu volto de manh�, quando v�o determinar a fian�a.

De manh�?

N�o posso fazer mais nada, Sue Ellen.

Mas...

Mas, Kyle...

Kyle, n�o posso passar a noite aqui.

Eu sei.

Sinto muito.

N�o posso passar a noite aqui.

Esposa Acusada de Atirar em J.R. Ewing

Estive sozinho com ela, depois do tiro.

No hospital e aqui.

N�o acredito nisso. N�o � t�pico de Sue Ellen.

Devia estar fora de si ou b�bada.

Ela parecia muito bem e feliz, por um tempo.

N�o entendo por que voltou a beber.

Ela podia ter tentado a qualquer momento. A arma estava no arm�rio.

N�o quero.

Al�?

Sim, Kyle, em que posso ajud�-lo?

O qu�?

S� sob meu cad�ver, Kyle. Entendeu?

Era Kyle Bennett.

Quer cem mil d�lares de fian�a para libertar Sue Ellen.

Quem contou a ele? Como Bennett e Smithfield se envolveram?

Eu liguei para ele.

Voc�?

Bobby, cuide dos seus problemas.

-Ela tem direito a um advogado, J.R. -N�o pago por n�s.

Vou dizer a Kyle que repensamos.

N�o vai, n�o.

Sente-se, Bobby.

N�o se esque�a que aquela mulher atirou no seu irm�o.

Um julgamento pode levar meses. Ela n�o pode ficar l�.

Eu posso pagar os cem mil d�lares.

Quer dizer que pagaria cem mil d�lares...

para libertar aquela mulher e ela voltar a atirar no seu irm�o?

N�o, Bobby.

� muito perigoso.

S� vai dar a ela a chance de repetir a bobagem. N�o vai ajudar.

N�o!

Voc� tem cem mil d�lares no seu nome?

-Claro que n�o. -Alguma propriedade? Casas?

E j�ias?

Sim, mas est� tudo em Southfork ou no cofre de J.R.

Sua m�e? Sua irm�?

Minha m�e est�...

Est� viajando pelo Oriente. N�o sei onde e...

Kristin n�o tem dinheiro.

Vou falar com Bobby.

Talvez ele os conven�a a mudar de ideia.

Enquanto isso, quero que pense em algu�m...

que estaria disposto a conseguir este dinheiro. Um amigo, talvez.

N�o tenho ningu�m.

Kyle.

N�o posso passar outra noite aqui.

Vou fazer o poss�vel, Sue Ellen.

Vou fazer o que puder, certo?

Sue Ellen?

Veio aqui se vangloriar?

Voc� me conhece bem para dizer isso.

Como vai?

A Promotoria mandou voc� vir?

N�o, espere. Estou em f�rias, lembra?

N�o esque�a que tamb�m sou um suspeito.

N�o � mais, com o caso que eles t�m contra mim.

Vim ajudar, Sue Ellen.

Quero ajudar.

Se voc� deixar.

Precisa de um amigo, Sue Ellen.

Quer me dizer o que houve?

Eu queria mat�-lo, Cliff.

Eu tamb�m.

E a metade da popula��o de Dallas.

Mas a pol�cia tem uma arma com minhas digitais.

Voc� atirou nele?

N�o sei. Eu tinha bebido.

Cliff, sinceramente, n�o lembro de nada.

Algu�m a viu?

N�o sei.

Cliff, voc� tem que me tirar daqui.

N�o se preocupe com isso.

A fian�a ser� determinada hoje. Vai estar livre logo.

Eles se negaram a pagar.

Os Ewing?

N�o sei. lsso n�o me surpreende.

Voc� tem que me ajudar a sair daqui.

Vou tentar.

Vou conseguir o dinheiro.

Por este pre�o, estamos interessados.

Bobby, a Refinaria vai lhe dar uma fortuna.

Eu ganhei com ela, quando era jovem e ambicioso.

Mas agora quero passar mais tempo com minha mulher.

Ficar com ela, vermos o mundo.

Papai sempre quis uma Refinaria.

Dei uma olhada nos n�meros.

Preciso ver algumas coisas mais.

Quanto tempo voc� quer?

Espere um instante.

-Sim? -Bobby.

Franklin Horner, do Banco dos Pecuaristas.

Mande-o entrar. Preciso de cinco minutos.

Por isso gosto de negociar com voc�s.

Falo com voc� depois.

-Franklin. -Bobby, como vai?

Bem. Queria mesmo falar com voc�. Entre.

-Sente-se. -Obrigado.

Bem...

Conseguiu a aprova��o do empr�stimo?

Queria mesmo falar com voc� sobre isso.

Quero acabar neg�cios que J.R. come�ou.

O que houve agora?

� o comit�.

Eles antev�em problemas.

Minha fam�lia � cliente do banco h� anos.

Sei disso, Bobby. Pessoalmente, confio na sua administra��o.

Mas o comit� achou...

que com J.R. afastado, e agora Sue Ellen presa...

eles acharam que voc� teria outros problemas, al�m dos neg�cios.

N�o entendo por que negaram um empr�stimo direto.

-N�o � grande coisa. -Sinto muito, Bobby.

E o que vou fazer com o outro neg�cio pendente?

Jim Redfield est� vendendo uma Refinaria. � um bom investimento.

Considerando-se o humor do comit�...

um empr�stimo para algo assim est� fora de quest�o.

Voc� me deixa em situa��o delicada.

Tenho um neg�cio a administrar. Preciso que o Banco coopere.

Estou de m�os atadas.

Sinto muito, Bobby.

Sra. Ewing?

Pode ir, Sra. Ewing.

Sua fian�a foi paga. Precisa assinar uns pap�is.

Foi paga?

Por quem?

N�o sei, Sra. Ewing.

Venha comigo.

� um lugar lindo, n�o �, mo�a?

� dif�cil acreditar que tem gente que pode pagar para viver a�.

Eu mal posso pagar a gasolina do carro.

Duvido que passemos pelo port�o.

N�o faz mal. S� queria olhar.

Para onde vamos, mo�a?

N�o sei.

O que disse?

O que quer que eu fa�a? Quer voltar a Dallas?

Sim.

Mitch. Ei, Mitch.

-Pensei que n�o falasse comigo. -S� estava brava.

� de fam�lia, mas vou me cuidar de hoje em diante.

-Lucy, talvez... -N�o vai me perdoar?

Voc� tamb�m � bem esquentadinho.

Vai me perdoar?

J� que diz assim, n�o tenho escolha, n�o �?

N�o.

Lucy, sinto muito. � muita press�o o tempo todo.

-Voc� trabalha demais. -N�o me importo.

-N�o mesmo. -N�o devia trabalhar. N�o � justo.

Venha, quero lhe mostrar algo.

-Veja. -O que � isso?

� s� um presente para compensar pela minha irrita��o.

S�o os livros que queria.

Vou comprar usados.

Mas achei que este investimento seria melhor.

Vai ser m�dico por muito tempo.

N�o quer que as p�ginas caiam, quer?

O cara da livraria disse que esta encaderna��o dura muito.

Lucy, n�o devia ter feito isso.

Eu sei, mas fa�o muita coisa que n�o devia.

-Al�? -Oi, Cliff.

-Sou eu, Gill. -Ora, ora, ora.

O que a promotoria manda dizer hoje?

-Estou despedido? -N�o, cara.

As f�rias acabaram.

Parece que conseguimos uma confiss�o de Sue Ellen Ewing.

Melhorou para voc�.

Sugiro que venha j� para c�.

O chefe quer falar com voc�.

Vai ter que esperar.

Est� se fazendo de dif�cil?

N�o. Estou ocupado. Tenho um encontro.

Vou para a� amanh�.

Ele n�o vai gostar, Clifford.

N�o � problema meu. � seu.

Voc� � o mensageiro dele.

Tchau.

Sue Ellen. O que est� fazendo aqui?

N�o sei ao certo.

Acho que vim agradecer.

Entre.

Agradecer pelo qu�?

Por pagar minha fian�a.

Gostaria de ter feito isso.

Tentei o dia todo, mas era muito dinheiro para algu�m como eu.

-Ent�o quem foi? -Ser� que os Ewing repensaram?

Duvido muito.

N�o sei nem por que eu vim aqui.

Tenho que ir agora. Obrigada.

-Voc� est� bem? -Sim.

Sim.

Estou �tima.

�tima. N�o tenho nenhum problema. S�...

N�o, Cliff, n�o...

N�o sei o que h�.

Quer ficar aqui?

N�o. lsso s� complicaria as coisas.

Cliff, n�o acredito que isso esteja acontecendo.

Vamos resolver tudo. N�o se preocupe.

�. lsso precisa parar.

Tenho um encontro a que n�o posso faltar, mas...

-Cliff, vou embora. -N�o, n�o. Por favor, n�o.

N�o quero que v�. Quero que fique.

Fique aqui, tome um caf� e...

E eu volto assim que puder, est� bem?

-Est� bem. -Boa menina.

Escute, n�o v� a lugar algum.

Vou voltar assim que puder e vamos dar um jeito nisso.

Voc� est� bem, Jock?

Sim, estou bem.

Vamos ao Two Stick. Ver a manada l�.

Deixe que eu cuido disso. Fa�o isso amanh�.

-Parece cansado. -N�o, n�o estou.

S� quero me manter ocupado, s� isso.

Deixar de pensar em trabalho.

Sempre que ajeito as coisas...

Parece que algo mais surge.

lsso me preocupa, Ray.

N�o sei quanto mais Dona Ellie pode aguentar.

Com Gary t�o longe de casa...

Bobby amea�ando ir embora.

J.R. quase foi morto.

E agora Sue Ellen. N�o sei.

Dona Ellie � forte, Jock.

Sei que ela aguenta tanto quanto voc�.

Mas n�o lhe d� mais uma preocupa��o, certo?

Sei me cuidar, Ray, se � o que quer dizer.

-Vamos para casa. -Sim, senhor.

Seu pai tem muitos aliados aqui.

E o nome Culver significa muito...

mas n�o entre os jovens e pessoas pobres.

Ou seja, se quero ser candidato a governador...

tenho que aumentar minhas bases.

Exatamente.

-E acha que pode me ajudar? -Eu sei que sim.

-Com licen�a. -Est� bem.

Acho que voc� pode.

A pergunta maior �: Por que quer?

Dave. Dave.

Donna, conhece Cliff Barnes?

Minha madrasta, Donna Culver?

� um prazer rev�-la, Sra. Culver.

-Admirava muito seu marido. -Obrigada.

Sei que ele acompanhava sua carreira com interesse.

Detesto interromper, mas o avi�o sai em meia hora.

Ele tem um discurso em Austin hoje.

-Claro. -Conversaremos mais. Logo.

Vou esperar.

Espero v�-la de novo, Sra. Culver.

Eu sei disso, Sr. Barnes.

-Desculpem o atraso. -Oi, Bobby.

-Oi, amor. -Oi.

Por onde andou, Bobby? Pagando a fian�a da Sue Ellen?

-O qu�? -N�o sabia que ela saiu?

-Algu�m pagou a fian�a? -Como isso foi acontecer?

N�o sei. N�o fiz nada.

Ora, vamos, Bob, j� chega.

J.R., se eu tivesse pago, teria lhe dito.

E voc�, Pam? Deu dinheiro ao seu irm�ozinho de novo?

N�o. Mas fico feliz que Sue Ellen n�o passe outra noite na cadeia.

Kyle Bennett sabe quem foi?

Ele n�o quis me dizer.

N�o sinto por ela ter sa�do.

Pensar nela presa l� era horr�vel.

S� temos que ter cuidado.

Sue Ellen?

Sue Ellen?

Querido Cliff, Vir aqui foi um erro.

Obrigada pela ajuda. Vou ficar bem. Sue Ellen

-Sim? -Kristin?

Sue Ellen. Entre.

Entre.

Estou h� horas andando na rua.

Quer um caf�? Quer comer alguma coisa?

N�o, obrigada.

Foi ruim estar presa?

Meu Deus! O que estou dizendo?

Kristin, posso ficar com voc� uns dias...

s� at� isso se resolver?

Sue Ellen, � claro. Fique o quanto quiser.

O que teria feito sem voc� nas �ltimas semanas?

N�o seja boba. Afinal, para que servem as irm�s?

Bobby.

Sue Ellen.

Bem, eu...

n�o queria subir at� o escrit�rio...

e n�o podia telefonar para Southfork, ent�o pensei em esperar e...

-Como voc� est�? -Bem.

N�o, n�o estou bem.

Bobby, preciso da sua ajuda.

Quero ver meu filho.

-Sue Ellen, J.R. n�o vai... -J.R. deve estar me odiando.

-Eu sei. -Ele n�o a odeia.

Est� chateado. Preocupado. Tem que entender isso.

Entendo, e n�o o culpo.

Mas Bobby, quero que voc� entenda que preciso ver meu filho.

Quero que fale com Jock e Dona Ellie.

Eles v�o ouvi-lo.

Sempre ouviram.

-Sue Ellen... -Por favor?

N�o sabe como eu tenho vivido.

E meu filho � a �nica coisa que est� me segurando.

Se eu n�o v�-lo agora, e for presa de novo...

Vou fazer o poss�vel, mas n�o prometo nada.

Muito, muito obrigada.

Porque, se pensasse que n�o veria mais meu filho...

Com o que pode acontecer...

Sue Ellen, tenho uma reuni�o para ir.

Diga-me onde est�, e eu ligo para voc�.

-Estou com Kristin. -Vou fazer o poss�vel.

Obrigada.

Sra. Culver, que surpresa agrad�vel.

Estava indo v�-lo.

Mesmo?

-Em que posso ajudar? -Fique longe do meu enteado.

O qu�?

Ou�a, j� gastei muita energia na carreira de Dave.

E n�o vou deixar que ele a destrua, como voc� destruiu a sua.

Se ele for atacar os Ewing, vai ser nos termos dele.

N�o para acertar suas contas.

Dave Culver � esperto demais para se deixar ser usado.

N�o se preocupe com ele.

Sim, ele � esperto. Mas n�o tem experi�ncia.

� isso que eu ofere�o. Experi�ncia e energia.

Respeito o ponto de vista dele.

Posso ajud�-lo a ser governador, se quiser.

Quer dizer que sua meta � um bom governo...

e seu interesse no meu enteado � altru�sta?

� muito esperta para isso, Sra. Culver.

Tem raz�o, meu futuro pol�tico no Texas � nulo.

N�o seria eleito nem para o conselho escolar.

Tenho um emprego chato que me incomoda.

Devia ver o monte de lixo na minha mesa.

Quer que Dave o tire de l�.

Exatamente. Mas posso pagar a meu modo.

Tenho uma base pol�tica forte, que complementa a dele.

Consigo votos que, sem mim, ele n�o conseguiria.

Posso faz�-lo Governador, quando chegar a hora.

Se n�o puder estar no centro, n�o me importo em ajudar outro.

E J.R. Ewing?

Se ele tiver o que merece, a senhora n�o vai chorar, vai?

N�o s�o os melhores amigos, s�o?

N�o, n�o somos.

Sra. Culver, por que n�o sa�mos do sol e discutimos isso...

tomando um drinque?

Est� bem, Sr. Barnes.

Vamos conversar.

Foi horr�vel. Voc� n�o acreditaria.

Foi como se meu pesadelo virasse realidade.

Estava presa, sem lugar para ir.

O que seu advogado diz?

Bom, ele n�o quer que eu fale com ningu�m at� termos a defesa certa.

Dr. Elby, devo ter atirado.

Minhas digitais estavam na arma.

Mas eu n�o acredito nisso. Eu n�o me lembro.

Talvez haja um modo de voc� lembrar.

Quer que eu a hipnotize?

Hipnotizar?

Talvez voc� lembre, hipnotizada.

N�o.

-N�o. -Pense nisso, Sue Ellen.

Talvez ajude.

Tudo est� bem melhor do que esperado, Sr. Ewing.

A opera��o foi um sucesso total.

Est� progredindo muito, Sr. Ewing.

Se continuar assim, logo vai andar.

-Que bom. -N�o esque�a dos exerc�cios.

-S�o muito importantes. -N�o vou esquecer.

Ponha isto a�.

Vamos.

Levante as pernas...

Deixem comigo. Esperem por mim no sagu�o.

-Kyle. -J.R.

-Como vai? -Devia ter ido a Southfork.

-Ah, eu j� estava em Dallas. -Mo�a!

-Bourbon. -Scotch com gelo.

Quer pedir?

Eu quero conversar.

Est� bem. Trouxe o arquivo do processo de Stone.

Quero falar sobre Sue Ellen. Onde ela est�?

N�o sei se ela quer que saiba, J.R.

E se eu dissesse que j� sei?

E se eu dissesse que est� com a irm�?

Kyle, quando eu procuro algo sobre algu�m, geralmente acho.

N�o me fa�a perder tempo. O que Sue Ellen lhe disse?

Tudo o que...

Obrigado.

Tudo sobre o que falamos fica s� entre n�s.

E voc� sabe disso.

-Sou o marido dela. -E a v�tima.

Por isso mesmo, deveria saber.

Ela � minha mulher.

-Sue Ellen queria me matar? -J.R.

N�o costumo trair a confian�a de clientes.

Nem a dela, nem a sua, nem a de ningu�m.

Achei que queria manter a Ewing Oil como cliente.

Se Bobby quiser contratar outros advogados...

ele pode fazer isso...

embora eu duvide que ele ache algu�m t�o experiente.

H� muitos advogados em Dallas.

Eu...

Acho que tem raz�o.

Representar Sue Ellen seria mesmo um conflito de interesses.

Vou indicar outro advogado a ela, esta tarde.

Quem?

Conhe�o v�rios criminalistas excelentes, J.R.

Nenhum deles lhe deve nada.

N�o teria tanta certeza disso.

N�o? Vai me deixar pegar? Pegue voc�.

Ele n�o � o m�ximo?

Mais uma? Pode apostar!

Gostou?

Pronto. Pronto, querido.

Pronto.

Boa noite.

Oi, mocinho, vai dormir?

Est� bem, at� amanh�.

-Oi, querida. -Oi.

Eu vi Sue Ellen hoje.

Ela quer ver John Ross.

Nem pensar.

Ela est� com saudade, m�e.

O risco � muito grande, Bobby.

Ela nunca machucou John Ross. N�o vejo mal nenhum.

� louca o bastante para atirar em mim.

E voc� duvida que ela machuque o filho? Quem sabe?

-N�o, eu n�o permitirei. -Eu estarei com ele.

Vai ser por poucos minutos. N�o vai acontecer nada a John Ross.

Eu a vi. Est� perdida e sozinha.

Se passar tempo com o filho vai confort�-la...

n�o vejo por que dizer n�o.

Pam e eu vamos lev�-lo.

Diga que a encontraremos no Bachman Park, amanh�, �s 1 3h00.

Obrigado, m�e.

Jim, que bom que veio. � bom v�-lo.

Estava passando por aqui. Pensei em responder seu telefonema em pessoa.

-Vai comprar minha Refinaria? -Era sobre isso que eu queria falar.

N�o vou poder.

Bobby, � um bom neg�cio.

Eu sei que �.

Escute, eu quero sair.

Voc� nunca mais vai ter um neg�cio assim.

Mas voc� quer ir r�pido, e eu n�o posso.

N�o quero que perca uma oferta melhor por minha causa.

Agrade�o muito, Bobby.

� muito gentil.

Se conseguir o dinheiro e ela ainda estiver � venda, conversamos.

Claro.

-Obrigado. -Mantenha contato.

Certo.

Sim.

-Linha dois. -Obrigado.

� a minha uva. Estava boa?

Pode me dar?

Est�...

Voc� quer?

Est� se cansando?

Est� bem, � hora do almo�o. Eu sei. Est� bem.

Amo voc�.

N�o tenho como agradec�-las por terem trazido meu filho.

N�o posso nem imaginar como seria se n�o o visse e...

E tivesse de voltar � pris�o.

Como voc� est�, Sue Ellen?

Estou bem.

Kristin est� cuidando de mim.

Ainda bem que ela est� aqui em Dallas.

N�o sei o que faria sem ela.

Ela ligou para a fazenda hoje.

Vai passar l� mais tarde, para pegar coisas suas.

Eu...

N�o me perd�o pelo que fiz.

N�o sei como posso ter...

Sinto muito, Dona Ellie.

Ainda n�o acho que foi voc�.

Nenhum de n�s acha.

-Nem eu. -Sue Ellen...

voc� conseguiu se lembrar de algo?

Pamela, eu tentei.

Depois de sair da consulta com Dr. Elby, fui a um bar e...

E n�o lembro de nada, sinceramente...

a n�o ser que acordei no aeroporto no dia seguinte.

Espero que um milagre aconte�a.

Que haja uma prova da sua inoc�ncia.

Eu tamb�m, Dona Ellie.

Eu tamb�m, mas n�o consigo lembrar.

Vou contar de sete at� um, e voc� vai relaxar.

Sete.

Seus olhos est�o fechando.

Fechando.

Fechando.

Relaxando.

Feche os olhos, Sue Ellen.

Seis.

Seus olhos est�o bem fechados.

Cinco.

Voc� come�a a se sentir muito, muito relaxada.

Quatro.

Voc� est� cercada por nuvens macias e felpudas.

Tr�s.

Seu corpo afunda nas nuvens.

Est� relaxando.

Dois.

Voc� afunda cada vez mais nas nuvens.

Um.

Voc� est� relaxada.

Bem relaxada.

N�o consegue abrir os olhos, nem se tentar.

Tente.

Relaxe, Sue Ellen.

Fique bem relaxada.

Agora pode abrir os olhos.

Abra os olhos, Sue Ellen.

Diga-me o que houve naquela tarde antes de J.R. ser baleado.

Estava no meu quarto.

Lembro que fiquei olhando para a arma por muito, muito tempo.

Depois lembrei que tinha uma consulta com o senhor.

Sabia que ele me faria voltar ao sanat�rio.

Ent�o peguei a arma e vim falar com o senhor.

Quero lhe dizer algo, Dr.Elby.

Sempre esteve certo.

N�o posso contar com mais ningu�m para fazer o que eu devo fazer.

-O que houve depois? -Fui direto ver J.R.

Mas precisava de uma bebida. Muita, acho, para dar coragem.

N�o sei quantos drinques tomei antes de ligar para J.R.

Ele n�o estava no escrit�rio, mas eu sabia onde estava. Com minha irm�.

O que fez depois?

Fui � casa de Kristin, mas J.R. n�o estava l�.

Kristin me deu um drinque, para me acalmar.

Mas eu pensava: se Dusty estivesse vivo, isso n�o aconteceria.

Agora, largue a arma.

Kristin...

Vou ach�-lo...

e, quando o achar, vou mat�-lo.

Porque ele n�o vai me internar no sanat�rio de novo.

Sue Ellen, n�o!

Se Dusty estivesse aqui, ele me ajudaria.

Onde ele est�?

Depois bebi mais.

E?

N�o sei.

Tente, Sue Ellen.

Tente se lembrar.

N�o consigo.

Est� bem, vou traz�-la de volta.

Feche os olhos.

Vou contar at� tr�s, e voc� vai acordar.

Vai se sentir bem e lembrar de tudo.

Um.

Est� acordando.

Dois.

Voc� se sente renovada e descansada.

Tr�s.

Voc� est� acordada.

Por que n�o me lembro de tudo?

N�o sei.

Ou o que voc� fez a chateou tanto que precisa de mais de uma sess�o...

ou o que eu disse finalmente aconteceu.

Voc� bebeu tanto que perdeu a consci�ncia.

Qual � a pr�xima coisa que lembra?

Lembro de acordar no estacionamento do aeroporto...

e dirigir at� em casa.

Lembra do que houve de manh�, ou estava de ressaca?

Estava com muita dor de cabe�a.

Lembro muito bem.

Lembro que fiquei surpresa ao chegar em Southfork e ver...

que s� os empregados estavam em casa.

Ent�o eu... Eu ouvi um carro.

Era Kristin, para me contar sobre J.R.

Ela tamb�m me lembrou que eu tinha ido ao apartamento dela...

na v�spera...

e disse que ficaria ao meu lado, sem d�vida.

O que voc� fez?

Tomei um banho r�pido, troquei de roupa...

e Kristin e eu fomos ao hospital.

lsso � tudo.

N�o, voc� esqueceu algo.

Quando p�s a arma no arm�rio?

Eu n�o estava com a arma.

Troquei de bolsa e teria me lembrado disso.

N�o estava com a arma.

FAZENDA SOUTHFORK

J.R.

O que faz aqui?

Onde est� Kristin?

N�o se aproxime. Vou chamar a pol�cia.

N�o se aproxime.

J.R.

N�o vim aqui lhe fazer mal.

S� quero saber onde est� Kristin.

Sue Ellen, peguei suas coisas.

Voc� � um anjo de candura, n�o?

Como me ap�ia!

Guarda meus segredos! Aceita-me com voc�.

O que est� dizendo?

Finalmente descobri tudo, s� isso.

Voc� tentou me incriminar.

Est� louca!

Bem...

voc� tinha raz�o.

Estive no apartamento naquela noite, procurando por J.R.

E tinha a arma dele.

Mas voc� viu que j� estava b�bada, e me ofereceu um drinque.

Voc� sabia que eu tinha largado a arma para tom�-lo.

Quem est� a�?

Voc� foi ao escrit�rio naquela noite, com a arma de J.R.

Foi voc�, Kristin, que atirou em J.R.

E, na manh� seguinte, enquanto eu tomava banho...

voc� escondeu a arma no arm�rio.

Voc� acha que descobriu tudo.

Ligue-me com a pol�cia.

N�o faria isso se fosse voc�, J.R.

A n�o ser que queira que seu filho nas�a na pris�o.

Seria um esc�ndalo, n�o?

Um neto de Jock Ewing. Nascido na pris�o.

Vou escrever minhas mem�rias l�.

Est� blefando.

Ligue para o Dr. Gibson. Consultei com ele ontem. Ele vai dizer.

Pol�cia de Dallas.

D�-me isso. N�o vou presa.

Ningu�m vai preso.

Vou cuidar de Kristin a meu modo.

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