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N�o!
Acorde, querida. Acorde.
Sonho que fui eu quem puxou o gatilho.
De que eu atirei em J.R.
Foi decidido que, enquanto voc� estiver a�, eu dirijo a Petr�leo Ewing.
Admiro voc�. Viu a oportunidade, e se aproveitou dela.
Gostaria de dar o melhor de mim, sem que voc� interferisse.
N�o faria nada contra voc�. Somos irm�os.
Meu Deus!
S04E03 - Pesadelo
Legenda por Susanawho
N�o!
N�o! N�o!
Pare!
N�o, v� embora!
N�o!
N�o! V� embora!
N�o!
Pare!
N�o, n�o!
N�o, v� embora!
V� embora!
-Sue Ellen. -N�o!
Sue Ellen, acorde.
Sue Ellen, sou eu, Dona Ellie. Acorde, Sue Ellen.
Acorde, querida. Acorde. Acorde, Sue Ellen.
-Sou eu, Dona Ellie. -N�o!
Acorde. Acorde, querida.
Est� tudo bem. Tudo bem.
-Est� tudo bem. -N�o.
Est� tudo bem.
Pronto, pronto.
Eu...
Eu vi J.R.
Mas ele estava morto.
Eu sei. � s� um sonho.
J.R. vai ficar bem.
Mas parecia muito real, Dona Ellie.
Pesadelos sempre s�o assim.
Falou com o Dr. Elby sobre eles?
-N�o. -Sue Ellen, tem que falar.
N�o pode continuar assim. H� semanas que vem tendo pesadelos.
Voc� precisa dormir.
Eu sei, mas � que... Eu s� quero esquecer.
N�o vai se esquecer, at� saber por que se tortura assim.
Fale com o Dr. Elby. Por favor.
Acho que tem raz�o.
Vou falar com ele.
Amanh�?
Amanh�.
�timo.
Agora, tente descansar.
Vou deixar a luz acesa.
HOSPlTAL DE DALLAS
Obrigado.
Ora, n�o est� nada mal, J.R.
Como passou pelos guardas, Lee?
Ora, eles sabem que somos amigos.
� uma pena, n�o?
Se era para algu�m atirar em voc�, ao menos acertasse.
Saia daqui.
Vamos, saia daqui!
Bom, talvez na pr�xima.
Mac! Brady! Guardas!
Como deixaram algu�m entrar sem checar comigo antes?
Tirem aquele cara deste hospital.
N�o deixem ningu�m entrar aqui sem falar comigo.
-Tchau, pessoal. -Tchau.
-Vou tentar passar no hospital depois. -Est� bem.
-Tchau, vov�. -Tchau, querida. Cuide-se.
-Lucy. -Oi, Sue Ellen.
-Como voc� est�, Sue Ellen? -Bem.
-Est� bem, Raoul. S� caf�, obrigada. -Tem que tentar comer alguma coisa.
Eu sei, mas estou sem fome.
Vou comer alguma coisa no hospital. Quero estar l� cedo.
Diga ao J.R. que vamos l� depois.
Temos uns assuntos a resolver.
Bobby, posso passar no escrit�rio, se voc� precisar.
N�o, pai, estou me colocando a par dos detalhes. Deixe comigo.
-Est� bem. -Bom, tenho que ir. At� mais tarde.
-At� logo. -At� logo.
� hora de irmos, Dona Ellie.
-At� logo. -At� logo.
Bobby, voc� vai jantar em casa?
Vou tentar, mam�e, mas n�o prometo nada.
Est� bem.
Ent�o, o que vai fazer hoje?
Ah, nada de mais, Bobby.
-Estou preocupada com voc�. -Por qu�?
Porque tem passado muito tempo no escrit�rio.
Querida, voc� sabe qual � o acordo.
Tenho que dirigir a empresa at� J.R. voltar.
Que voc� n�o sabe quando vai ser.
N�o. Mas sei que ele vai voltar.
Nada nem ningu�m vai manter J.R. longe da Petr�leo Ewing.
Que tal n�s dois almo�armos hoje...
e depois voc� ir fazer umas comprinhas?
Almo�o? Voc� j� disse isso ontem.
-Hoje eu prometo. -Voc� prometeu ontem.
-Est� bem. -Est� bem.
-Cliff, preciso falar com voc�. -N�o d�, estou com pressa.
Acho melhor ouvir. � uma mensagem especial, da chefia.
Que tal conversarmos um pouco? O dia est� lindo hoje.
� uma daquelas conversas?
O fato � que, com as coisas como est�o agora...
seria mais prudente se n�o viesse por uns tempos.
Espere a�. Est� me suspendendo?
N�o, n�o, claro que n�o.
� que foi sugerido que...
Bem, voc� passou por muita coisa ultimamente.
Talvez precise descansar um pouco.
Gil. lsto �... � loucura. Fui liberado h� semanas.
A sugest�o veio da chefia.
E voc� n�o foi, exatamente, liberado.
O qu�? Examinaram minha arma.
� isso que a chefia inteira se pergunta.
Ser� que algu�m t�o inteligente quanto Cliff Barnes usaria sua arma?
-Qual �! -N�o estou dizendo o que eu penso.
Estou dizendo o que ouvi.
Relaxe, certo, amigo? S� at� tudo se ajeitar.
E se nada se ajeitar?
-E a�? -�.
-A� o problema � outro. -Quero lhe perguntar uma coisa, Gil.
E toda aquela hist�ria de ''inocente at� prova em contr�rio''?
Estou s� dizendo o que me disseram.
N�o � nada pessoal.
-Gosto disso tanto quanto voc�. -Aposto que n�o.
O que me irrita � como aquele imbecil entrou aqui.
Que prote��o � essa?
Deveria ter guardas 24 horas por dia. � para isso que eu pago.
Quem quer que tenha atirado em mim poderia ter me esburacado...
e me deixado como uma peneira. Depois, teria sa�do...
e os guardas idiotas que contratei nem suspeitariam de nada.
Querido, eles devem ter pensado que Jordan Lee...
N�o s�o pagos para pensar.
E at� que saibamos quem atirou em mim, pode ter sido Jordan Lee...
assim como qualquer outro. N�o entendo esses guardas!
Qual � o problema de voc�s? Deixe comigo. Eu cuido disso.
-Sue Ellen, deixe-me em paz, sim? -Querido...
-Tire-me daqui, por favor? -J.R.
Querido! Querido, eu s� quero ajudar.
Se puder ajud�-lo, isso vai me ajudar tamb�m.
Se quer mesmo ajudar, diga o que os m�dicos falam nas minhas costas.
N�o falam nada que voc� j� n�o saiba.
Eles n�o me dizem nada, Sue Ellen.
Bom, J.R., se n�o dizem � porque n�o sabem de nada.
E n�o v�o saber, at� descobrirem a extens�o do dano causado ao nervo.
Est�o s� enrolando. Est�o arrastando tudo para ganhar mais.
J.R., tenha paci�ncia. Sei que � dif�cil...
mas eles v�o descobrir algo e voc� vai voltar para casa logo.
N�o andando com minhas pr�prias pernas.
Mas eu estarei l�.
Sue Ellen, est� muito quente. Vou para a sombra.
J.R.
-J.R., deixe... -Espere a�.
Espere, Sue Ellen. Estou aprendendo a mexer nisso.
-Deixe-me ajudar. -Quero fazer sozinho.
Veja s� quem est� aqui.
Oi, Ray.
Policial, tudo bem.
Sue Ellen, J.R.
Ray, se for ficar aqui um pouco, tenho umas liga��es a fazer...
-e queria ver como est�o em casa. -Claro. Ele vai ficar em boas m�os.
Tchau, querido.
Queria que ela parasse de me sufocar.
Posso estar temporariamente doente, mas n�o incapaz.
-� natural, J.R. -Queria que ela fosse mais m�e do John.
Ent�o, como vai?
Como v�, vou �timo. Est� vendo?
A pr�tica � amiga da perfei��o. Que tal?
Posso fazer algo por voc�, J.R.?
S� se descobrir com os m�dicos o que h� de errado comigo.
Boa sorte.
Escute, tenho que lhe dizer algo, J.R.
Tivemos nossas diferen�as nos �ltimos anos.
Antes, fomos amigos por um bom tempo.
S� queria dizer que, se precisar, eu estou aqui.
-Obrigado, Ray. Obrigado. -Ei...
eu me lembro dos bons tempos que tivemos.
-Como em Waco? -�, como em Waco.
Ou como naquela vez em Houston, quando voc� convenceu a todas...
que era o agenciador do concurso Miss Texas...
-e eu era o apresentador. -�.
Elas nos encheram de gentilezas, n�o?
N�s nos divertimos, n�o �, Ray?
�.
Voc� me livrou de umas barras, J.R. V�rias vezes.
S� queria que soubesse que pode contar comigo, se precisar.
Bom, Ray, n�o quero ter que contar com ningu�m a n�o ser comigo. Obrigado.
Abram essa porta.
Tirem da�. Vamos, subam, subam.
Connie, ligue-me com o Banco dos Pecuaristas, por favor. Franklin Horner.
Claro, � para j�.
Bobby, ele est� em uma reuni�o. N�o sabem quanto tempo vai demorar.
-A secret�ria dele est� na linha? -Sim, na linha quatro.
Aqui � Bobby Ewing.
Tenho uns pap�is aqui sobre um pedido de empr�stimo do meu irm�o.
Precisam da assinatura do Sr. Horner. Sabe dizer quando posso encontr�-lo?
Ele est� em uma reuni�o agora.
Eu sei. J� disse isso � minha secret�ria. Disse isso ontem tamb�m.
H� uma semana tento falar com o Sr. Horner...
para finalizar um neg�cio, e ele n�o me liga de volta.
-Que enrola��o � essa? -Sr. Ewing, o Sr. Horner est� ocupado.
� voc� quem faz todo o servi�o sujo para o Sr. Horner?
-Sim, Sr. Ewing. -Ent�o d� um recado a ele.
Se ele n�o falar comigo ao telefone, ter� que falar pessoalmente. Entendeu?
-Vou dizer isso a ele, Sr. Ewing. -Muito obrigado. At� logo.
At� logo.
V�rias vezes, todas as noites.
O pesadelo � sempre o mesmo.
De que fui eu quem puxou o gatilho.
De que eu atirei em J.R.
Conte-me todo o sonho.
Comece do come�o.
�... � o mesmo pesadelo todas as noites.
Sempre apare�o correndo por um corredor muito longo.
Estou tentando fugir. Estou tentando me libertar.
Pessoas me perseguem, pessoas com...
Com roupas brancas.
E eu s� sei que no fim deste corredor longo...
tem uma porta.
Se eu conseguir chegar � porta, sei que vou ser livre.
Que vou ser livre para sempre.
E as pessoas me perseguem.
Eu sei que se chegar � porta antes que elas me peguem, vou ser livre.
Corro, corro, corro, at� que finalmente chego � porta...
e J.R. est� l�, parado, bloqueando a passagem.
Sei que tenho que passar por aquela porta de qualquer jeito.
De repente, ou�o o som de um tiro...
e olho para baixo...
e tem...
Tem uma arma na minha m�o.
Ent�o percebo que...
Que eu atirei em J.R.
E depois?
Depois, a porta n�o est� mais l�...
e eu percebo que nunca, jamais vou ter liberdade.
UNlVERSlDADE METODlSTA DO SUL
Lucy! Onde vai com tanta pressa?
Vou ter uma conversinha com algu�m.
Parece que est� pronta para bater em algu�m.
Posso fazer isso mesmo, se achar o professor Forrester.
Ele est� ali. O que houve?
Com licen�a.
Oi, Lucy. Procurei por voc� mais cedo.
Bom, agora me achou. Tem alguma coisa a dizer?
Porque se n�o tem, eu tenho.
-Lucy, quero me desculpar. -Ah, quer se desculpar!
Pelo qu�? Por ter ido para a cama comigo?
-Ou por ser casado? -Lucy, espere.
Esperar o qu�? Voc� se divorciar?
-Eu queria lhe dizer. -Voc� teve muito tempo, Greg.
N�o sei se o que mais me machuca � a trai��o...
ou voc� n�o ter confiado em mim para contar isso.
N�o gosto que mintam para mim, Greg.
Lucy, n�o acho que seja bom discutir isso aqui.
Onde quer discutir isso, no Motel Sundowner?
Lucy, voc� est� exagerando.
N�o � exagero, professor Forrester. N�o � exagero, mesmo.
� o fim. Acabou.
Quer... Eu fa�o, eu fa�o.
Agora, � s� me virar.
Puxa, vou dizer uma coisa...
Ora, Franklin!
Sempre que eu ligo, sua secret�ria tem uma desculpa esfarrapada.
Por que est� me evitando?
N�o o estou evitando, Bobby. Estamos ocupados.
Ocupados demais para retornar uma liga��o?
Vou fazer um pedido direto.
J.R. queria o empr�stimo para comprarmos equipamento.
N�o � nada de mais. � comum no nosso ramo.
O problema � que, como voc� sabe, n�s negociamos com J.R.
Como voc� sabe, a situa��o mudou.
Tenho uma proposta.
Com as coisas confusas como est�o, por que n�o deixo o pedido na mesa...
at� sabermos ao certo com quem negociamos na Petr�leo Ewing...
-voc�, seu pai ou J.R. -Estou dizendo...
voc� vai negociar comigo. Agora, eu presido a Petr�leo Ewing.
Por quanto tempo, Bobby?
Aqui est�o os pap�is da reuni�o. Come�a em tr�s minutos.
Obrigado.
Foi um prazer v�-lo, Bobby.
Espere a�, espere a�. Ainda n�o terminei.
Desculpe, Bobby, mas isso �...
Talvez n�o tenha sido claro. A quest�o �, Horner...
se o banco quer continuar com todas as contas da Ewing.
Estes pedidos s�o do J.R. Eu n�o posso...
Se o banco quiser, voc� vai ter que negociar comigo, entendeu?
Posso tirar cada centavo da Ewing deste banco. Se for preciso, vou tirar.
Preciso de um tempo para falar com o Comit� de empr�stimos. Dou retorno.
Foi �timo v�-lo, Bobby. Mande lembran�as a J.R.
-N�o acredito que o suspenderam. -N�o, dizem que � f�rias.
E agora, o que vai fazer?
� sobre isso que quero falar com voc�.
Acho que devia sair de Dallas.
-Sair de Dallas? -�.
Agora, n�o. Fui aconselhado a n�o sair daqui at� isso acabar.
Mas depois...
Tenho que encarar os fatos. Estou acabado aqui.
Ora, Cliff...
As coisas n�o v�o bem agora, mas voc� � mais forte do que isso.
Houve uma �poca em que pensei que poderia fazer sucesso aqui.
Mas agora...
Cliff...
tem algum outro motivo?
Est� bem, eu vou falar.
Vou contar para voc�, porque se n�o contar para algu�m, vou explodir.
Na noite em que J.R. foi baleado...
eu tinha ido ao pr�dio da Ewing armado, para mat�-lo.
Voc� n�o faria isso.
Bom, agora n�o vou saber nunca...
porque quando cheguei l�, vi que algu�m j� tinha feito o servi�o.
Pam, juro para voc�, J.R. Ewing � a cruz que Deus me deu.
Pago por tudo o que acontece �quele homem.
Se eu tivesse atirado nele, voc� me culparia?
Ei, Lucy! Espere a�.
Estava esperando voc�.
-Oi, Mitch. -Queria me desculpar pelo que fiz.
Devia, mesmo. Voc� foi horr�vel.
�, eu sei.
Eu... Eu pensei no assunto, e tinha uma prova de patologia no outro dia.
Estava... Estava muito estressado.
S� queria pedir desculpas.
Obrigada.
Posso lhe pagar um drinque para provar?
Claro.
Bom, posso lhe dar a biografia toda, se quiser.
Mas vou logo avisando, n�o somos muito interessantes.
Meu pai era trabalhador rural.
Deu duro a vida toda e nunca teve dois centavos para juntar.
Morreu aos 30 anos.
O m�dico disse que foi pneumonia, mas acho que foi estafa.
Minha m�e ficou com dois filhos para criar, Afton e eu. Sem dinheiro.
Ent�o ela foi trabalhar de gar�onete.
N�o t�nhamos dinheiro para estudar depois do segundo grau...
e, depois que meu pai morreu, eu s� queria ser m�dico.
Como conseguiu?
Trabalhei muito...
e tinha cr�dito educativo e o dinheiro da bolsa. lsso ajudou.
Voc� deve estar entediada.
N�o. O que houve depois?
Bom, depois eu fiquei sem dinheiro.
Ent�o parei de estudar e fui trabalhar para poder me especializar.
Levou...
dois anos, mas eu consegui.
Lucy, meu or�amento � apertado.
N�o sobra nada para sup�rfluos.
Eu acho sua vida maravilhosa.
-Est� brincando comigo. -N�o estou, n�o.
Bom, eu sei que foi dif�cil e tal...
mas voc� sabe quem �, sabe exatamente o que quer...
e foi atr�s do seu sonho.
Tudo o que eu fa�o � existir.
Deve parecer mais interessante para quem est� olhando de fora.
Por que acha que eu n�o entendo?
Minha m�e era gar�onete quando casou com meu pai.
Ent�o eu entendo de trabalho duro e pobreza.
Ah, Lucy, qual �!
Bom, acho que eu tive muita sorte.
Mas ainda podemos ser amigos, n�o?
Amigos.
Sue Ellen.
Ah, Kristin.
Que bom que voc� veio!
N�o gosto de deixar J.R. sozinho, mas tenho que levar o pequeno John ao m�dico.
Como voc� est�? Parece cansada.
-Queria poder ajudar. -Voc� ajuda.
Ajuda muito saber que voc� est� ao meu lado.
Pode contar com isso, Sue Ellen. Sempre estarei ao seu lado, de agora em diante.
� o m�nimo que posso fazer, depois das coisas horr�veis que eu fiz.
lsso acabou. N�o precisamos mais falar sobre nada disso.
Suba l� para ver J.R. Acho que ele quer conversar.
Talvez voc� possa at� ajud�-lo a n�o pensar...
em todos os problemas.
-Est� bem. -Tchau.
-Tchau. -Tchau.
Franklin, n�o entendo onde voc� quer chegar.
Bobby veio aqui hoje, J.R. Ele est� me pressionando.
Quer saber do pedido de empr�stimo.
Estou enrolando-o, como voc� disse...
mas � dif�cil, n�o sabendo quando voc� vai voltar.
Tente entender minha posi��o, J.R.
Ele amea�ou tirar todas as contas da Ewing. N�o posso enrol�-lo mais.
� melhor se esfor�ar, Franklin.
Meu irm�o ca�ula n�o sabe nada de empresas de petr�leo.
Se acha que vou deixar que voc� destrua o que constru�mos, est� louco.
Se quiser negociar com a Petr�leo Ewing, negocie comigo. Ponto final.
Bem...
nem uma cama de hospital faz voc� parar, n�o �, J.R.?
Oi, querida.
Pensei que j� tivesse sa�do da cidade de trem, a essa altura.
Talvez seus capangas tenham ignorado suas ordens.
Acho que � isso que acontece quando um homem fica em um hospital.
Seu poder escorre entre os dedos.
N�o vou ficar aqui para sempre, sabia?
N�o.
Mas n�o vai voltar a ser o homem que j� foi, n�o �, J.R.?
N�o se preocupe, Kristin. Quando eu sair daqui, vai ter o que merece.
Sei que vou.
Mas n�o de voc�.
Com certeza.
Porque voc� n�o � mais homem o bastante para mim.
Vagabunda!
Venha c�, filhotinho da mam�e.
Sabe, pequeno John...
a mam�e pode ter feito uma coisa.
Uma coisa ruim.
Mas vou compensar tudo para voc�.
E tudo vai ficar bem.
Pequeno John, olhe para a mam�e.
Tudo... Tudo vai ficar bem.
Vou compensar para voc� e para seu pai.
Sabe, o papai vem para casa daqui a pouco.
Pequeno John, n�s vamos ser uma fam�lia linda, grande e feliz.
Agrade�o desde j� sua considera��o neste assunto...
sinceramente, etc, etc.
-Sim? -Sua liga��o para Jess Robbins.
-Ele est� na linha agora. -Obrigado, Louella.
-Jess? -Ol�, Sr. Ewing.
Estou ligando para saber se o equipamento j� foi para a Ewing 1 1 .
N�o, Sr. Ewing, ainda n�o.
Por que n�o?
Achei que tinha deixado claro que queria aquele equipamento l�.
Escute, Sr. Ewing, estou em um impasse aqui.
Acho que deve falar com seu irm�o.
Ele ligou depois do senhor e disse para deixar tudo como estava.
Jess, entenda uma coisa...
J.R. n�o comanda mais a empresa. Agora sou eu quem manda. Entendeu?
-Sim, senhor. -Est� bem, vamos com isso. Agora.
Acho que ainda n�o se acostumaram com o fato de que est� no comando.
Ent�o � melhor acertar isso com J.R. de uma vez por todas.
-Mas, Bobby... -�, queria resolver de outro jeito.
Al�? Oi, Pam.
Ele acabou de sair para o hospital.
Almo�o?
Sinto muito, ele deve ter esquecido.
Est� bem. Tchau.
-Obrigada, Ellen. -Claro.
Acho que n�o.
Olhe s� que lindo!
Pam.
Liz.
Estive pensando em voc�. Est� falando comigo?
N�o s� estou falando com voc�, como vou lhe pagar um almo�o, se quiser.
Se quiser? Meu marido esqueceu do nosso almo�o. Quero, sim.
-Maridos! Venha! -Vou pegar minha bolsa.
HOSPlTAL DE DALLAS
VlSlTANTES DAS 1 5h �S 1 9h
-J.R. -Oi, Bob.
Bom, em termos de hospitais, este n�o � ruim, �?
Voc� n�o veio aqui falar da decora��o, veio?
Escute, J.R., isso n�o � f�cil.
N�o sei como dizer isso de forma gentil, ent�o vou ser direto.
Foi decidido que, enquanto voc� estiver a�, eu dirijo a Petr�leo Ewing.
Sei que � dif�cil de aceitar, mas � fato. Vai ter de encarar.
Que estranho. N�o lembro de ter concordado com isso.
Voc� estava � beira da morte. O papai n�o aguenta. N�o tive op��o.
Bem...
Admiro voc�. Viu a oportunidade, e se aproveitou dela.
N�o vejo as coisas assim.
Deram-me uma posi��o, eu n�o pedi nada.
Gostaria de dar o melhor de mim, sem que voc� interferisse.
Bobby, eu jamais interferiria.
Voc� interferiu em todas as minhas decis�es.
-N�o quero que cometa erros. -Nem eu.
Mas se eu errar, gostaria que fossem meus erros. N�o seus.
N�o faria nada disso. N�o faria nada contra voc�.
Somos irm�os.
Agora voltei a Dallas, administrando a loja de novo.
Estou contente.
Eu tamb�m.
Liz, sobre o que houve...
talvez voc� me perdoe se eu lhe contar os fatos.
Pam, sei dos fatos, e n�o h� o que perdoar.
Na verdade, espero que voc� me perdoe por tirar conclus�es precipitadas.
Devia ter sabido que a m�o de J.R. Ewing estava por tr�s de tudo.
Quem lhe contou sobre J.R.?
Ah, Harrison Page me falou.
Sabe, conversando antes de dormir.
Quer dizer, voc� e Harrison...
Estamos juntos h� algum tempo.
E ele me contou tudo sobre J.R. ter mexido os pauzinhos.
O que ele lhe contou?
Ah, s� que J.R. o convenceu a lhe dar meu lugar e me mandar a Houston...
usando como isca...
uma porcentagem dos po�os de petr�leo asi�ticos in�teis.
Harrison ainda fica com raiva sempre que lembra.
Pobre Harrison.
S� mais uma v�tima do J.R.
Agora, fale sobre voc�. O que voc� tem feito?
Enlouquecendo aos poucos.
N�o, Liz, � brincadeira, mas...
achei que Bobby e eu estiv�ssemos livres de Southfork e dos Ewing.
Agora parece que de repente voltou tudo para cima de n�s.
Bobby est� administrando a empresa.
Trabalha 1 6 horas por dia, sete dias por semana.
Entendo.
E o que voc� faz o dia todo?
Fa�o compras. Resolvo umas coisinhas.
Estou como estava logo que nos casamos.
Pam, se quisesse voltar � loja, eu adoraria.
Ah, n�o sei.
Ainda espero que Bobby decida deixar Dallas de novo.
-O convite est� de p�. -Obrigada.
Vou lembrar.
S� para garantir.
-Obrigada. -Desculpe.
Onde voc� quer ir agora?
Quero ir para casa dormir. Estou exausto.
Mas tenho que voltar ao trabalho.
-Mas nem jantamos ainda. -Lucy, sinto muito.
Sei que 20:30hs n�o � hora de acabar um encontro...
mas tenho outro �s 21 h. No estacionamento.
N�o posso dizer que n�o avisou.
Na pr�xima vez, talvez n�s s� jantemos e conversemos, certo?
Parece perfeito. Vamos, vou lev�-lo ao trabalho.
Enfermeira! Ponha isso junto com minhas outras coisas, sim?
-Bom dia. -Bom dia, querida.
Convenci o Dr. Pearson a me dar alta mais cedo.
Estou louco para ir para casa.
Mas J.R., n�o tem nada pronto. N�o trouxe sua mala, nem roupas.
Por que n�o me disse? Teria trazido tudo, sem problemas.
Quando soube que ia sair, liguei para casa.
Mam�e e papai v�o trazer tudo o que preciso.
Mas J.R., eu poderia ter feito isso para voc�.
Teria sido um prazer.
Sei que sim. Est� tudo resolvido. N�o se preocupe.
Tome.
-Os chinelos dele tamb�m, Jock. -Claro.
Meu Deus!
-Ellie. -O que foi?
A arma do J.R.
Foi disparada duas vezes.
Don, tentei n�o deixar muitas digitais na arma.
Tudo bem. A bal�stica vai analisar.
Logo saberemos se atiraram no seu filho com ela.
Ou�a, Don, quero que fa�a algo por mim.
-O qu�? -Tudo bem. N�o � ilegal.
S� quero que me diga em primeira m�o o que descobrir, certo?
-Vou fazer o poss�vel, Sr. Ewing. -Obrigado.
S� tem uma pessoa que poderia ter posto aquilo no arm�rio do J.R.
N�o nos precipitemos, Jock.
Com certeza J.R. n�o atirou.
Mas por que algu�m esconderia a arma l�?
Por que n�o? Achamos por acaso.
Bom, o que faremos agora?
Para come�ar, vamos ao hospital e trazer J.R. de volta.
-Est� bem, marque para as 1 5h. -Certo. Sr. Redfield ligou de novo.
Ele n�o pode hoje. Quer saber se pode ser no jantar.
Diz que tem uma proposta que vai interess�-lo.
Certo, diga-lhe que aceito, mas tem que ser uma reuni�o breve.
Tomando drinques, e n�o jantando.
Tenho reuni�es todas as noites h� uma semana...
e acho que j� � hora de eu jantar com a fam�lia.
-Vou dizer. -Certo.
-Mais alguma coisa? -N�o.
Sim. Ligue-me com a fazenda, por favor, sim?
Querida, ia ligar para voc�.
Tentei falar com voc�. Liguei e � imposs�vel...
-�, eu sei, desculpe. -Bem, vamos.
Espere a�. Est� me sequestrando?
Parece que vai ser preciso. Fui compreensiva...
fui paciente, deixei que voc� adiasse e cancelasse...
e n�o fizemos uma refei��o juntos nesta semana.
Hoje, vamos almo�ar juntos. Aqui est� o seu terno.
-Por que a pressa? -Bobby, sei que � hora de almo�o.
Mas preciso destes pap�is assinados e prontos at� as 13hs.
Pam...
Tudo bem, Bobby. � s� um almo�o.
Bobby, desculpe.
D�-me os pap�is.
-Pegue isso, Sue Ellen? -Eu pego.
Est� bem.
Vamos, com cuidado.
Oi, Ray!
Lucy, o que faz aqui? Veio me ajudar a pintar?
N�o. O vov� ligou. Disse que est�o voltando do hospital com J.R.
Vim busc�-lo, em vez de ligar.
Por que n�o entramos, eu jogo uma �gua no rosto...
-tomo uma cerveja e vamos? -Claro.
-Quer beber alguma coisa? -N�o, obrigada.
A casa est� linda, olhando daqui.
Dentro est� uma bagun�a.
-Mostro para voc� quando arrumar. -Certo.
Ent�o...
como v�o as coisas?
Quer saber se ainda estou me escondendo para ver Greg Forrester?
N�o diria que n�o. Quando voc� decide ter uma coisa...
-pode ser bem cabe�a dura. -Posso ser cabe�a dura...
mas n�o sou burra de querer um mentiroso e traidor.
J� tenho gente demais assim na vida.
Mas...
Ent�o j� achou outro?
Ele � maravilhoso. Est� estudando medicina...
e trabalhando ao mesmo tempo.
Ele � honesto, diz o que pensa.
Mas ele � muito orgulhoso. Tenho que me cuidar.
Voc� gostaria dele, Ray.
E quando vou conhecer o Sr. Perfeito?
''Dr. Perfeito'' para voc�.
Quando eu conseguir afast�-lo dos estudos e do trabalho...
tempo o bastante para traz�-lo a Southfork.
N�o vou deixar este escapar.
-Vamos. -�.
Est� bem, vamos.
-N�o queria mais pintar mesmo. -Que bom.
Que carrinho! Meu Deus!
-Cuidado com isso. -Sempre tenho.
-V� com calma. -Certo.
Venha, vou lhe ajudar. V� com calma.
-Est� bem? -Tudo bem. Obrigado.
-Leve-o, Ray. -Sim, senhor.
Pare a�, Raoul.
Calma.
-Vamos l�. -Pare um instante aqui, Ray.
� bom estar em casa.
Muito bom.
Est� com fome, J.R.? Quer que Teresa lhe prepare o almo�o?
N�o, obrigado, m�e. Sinceramente, estou cansado.
-Vou ajud�-lo a deitar. -Tudo bem. Sue Ellen me ajuda.
Oi, Mitch. Vamos sair para aquele jantar que voc� me prometeu.
Sei seu hor�rio de cor, e sei que n�o vai trabalhar hoje.
� melhor n�o tentar escapar. N�o aceito n�o como resposta.
Lucy, eu gostaria muito, mesmo...
mas acabaram de me ligar com um trabalho no laborat�rio.
Eu avisei que precisaria de todo o trabalho do mundo.
Mas voc� tem que comer. Que horas vai sair?
Vou ficar no turno da noite.
Vou pegar um hamb�rguer no caminho. Lucy, estes trabalhos me mant�m.
lsso significa ganhar US$ 50. N�o � muito para voc�, talvez...
mas com isso vou comprar o livro de anatomia do pr�ximo semestre.
Espero que voc� e suas bi�psias sejam felizes.
-Lucy, eu avisei. -Eu sei que avisou.
E como avisou!
Espere s� para ver o que Teresa fez para o jantar em sua homenagem.
Seja o que for, vai ser melhor do que a comida pr�-pronta...
que eu tenho comido nas �ltimas semanas.
Voc� j� esteve no hospital. Sabe como �.
-Sim, estive. -�.
-Veja s� quem est� aqui. -Veja quem eu trouxe.
Oi!
-John, escute... -Faz tempo que ele n�o o v�.
-� o papai. -Pronto.
-Ele est� cansado. -� melhor ir.
Tudo bem, tudo bem.
Ele parece cansado. Posso refrescar seu drinque?
-Eu pego. -Espere, eu pego.
Quem pode ser a essa hora?
Horton?
Estou aqui.
Sr. Ewing.
Por que ele est� com a minha arma?
Eu prometi que viria aqui primeiro.
As an�lises voltaram hoje, e n�o h� sombra de d�vida.
Esta � a arma que foi usada para atirar no seu filho.
E as digitais?
As �nicas digitais, al�m das suas, s�o da Sra. Ewing.
Sue Ellen Ewing.
Meu Deus!
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