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ELA � LIVIA PAGANO DESAPARECEU EM 30/01/2013
E a chave do carro?
Eu o emprestei para o Maurizio.
De novo?
Oi.
Algu�m ligou para mim?
Seu esposo deixou mais alguns cartazes hoje.
Coloque no armaz�m.
- Alessia? - Sim.
Endireite o crucifixo, por favor.
- Obrigada. - Imagina.
Homic�dio no bairro San Paolo. O assassino � Samuele Torti,
visto nestas imagens exclusivas, enquanto � preso.
A v�tima de 32 anos � Ludovica Di Leo.
Equipe inSanos apresenta:
Tradu��o e Sincronia: JuLima
Revis�o Final: LikaPoetisa
N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 7
- Como voc� entrou na casa dela? - Ela me deixou entrar.
Voc� a conhecia?
Ela trabalhava na empresa onde sou motorista.
Eu a conhecia de vista.
N�s nos esbarramos em frente ao pr�dio dela.
Eu disse que estava passando por acaso.
Ela me ofereceu algo para beber, come�amos a conversar
e depois subimos para o apartamento.
Come�amos a nos beijar, nos despimos,
est�vamos prestes a transar, ela mudou de ideia,
n�s brigamos e eu perdi a cabe�a.
- E voc� a matou. - Sim, a matei.
E eu n�o acredito em voc�.
Assim seria apenas homic�dio qualificado.
E acredito que foi um homic�dio premeditado.
Um cara que vai � casa de uma mo�a para transar
n�o leva junto uma faca de ca�a.
Na sala havia sinais de luta.
Significa que voc� a agrediu.
Ela escapou, se trancou no banheiro,
voc� arrombou a porta e a matou.
S� depois tirou as roupas dela.
E tirou as suas tamb�m..
Talvez seja exatamente isso que te excita.
Um cara que esfaqueia a vagina de uma mulher
deve ter algum problema com o sexo.
- Qual � o seu? - Que diabos est� dizendo?
Voc� � impotente?
- Que diabos est� dizendo? - Solte-a! Solte!
Mandei solt�-la! Encoste na parede!
V� para a parede!
Como est� se sentindo?
Vamos ver.
Tem uma mulher querendo falar com voc�.
Minha filha Livia desapareceu h� quatro anos.
Ela tinha 16 anos.
Houve uma investiga��o, mas ela nunca foi encontrada.
Hoje de manh� eu vi aquele rapaz no cemit�rio, no t�mulo dela.
No t�mulo da sua filha?
Sim.
Quando perdi as esperan�as de encontr�-la,
senti a necessidade de ter um lugar onde chorar por ela.
Eu enterrei um caix�o vazio.
Isto...
estava no t�mulo dela.
Foi ele que deixou, tenho certeza.
No tempo livre, Livia me ajudava no restaurante do posto
e ele sempre passava por l�.
Creio que ele possa ter matado ela tamb�m.
- Tem uma foto da sua filha? - Claro.
- Posso ficar com ela? - Sim, pode.
Obrigada, Sra. Mori.
N�s vamos investigar, eu prometo.
Eu que agrade�o.
O que voc� acha?
Se ele pode ter matado outra garota?
Aquele cara � inSano, eu n�o excluo a ideia.
Vamos verificar se existem ind�cios.
Talvez a gente consiga coloc�-lo no posto no dia do sumi�o.
- Pode deixar. - E consiga o dossi� do caso.
Sim.
E ent�o? Eu tinha raz�o?
Voc� transa com ele agora e transava antes,
quando est�vamos juntos, n�o � mesmo?
- N�o � da sua conta. - N�o � da minha conta?
Claro que �, visto que mentiu para mim.
Voc� me enganou por muito tempo, ent�o � da minha conta.
Quer me dizer mais alguma coisa?
N�o. Mas n�o vai durar, voc� � incapaz.
N�o h� nada que mantenha junto, voc� estraga tudo!
O problema n�o s�o os outros, � voc�, porra!
- Desculpa. - N�o desculpo porra nenhuma.
Bom dia, voc� � o Sr. Pagano?
Quem � voc�?
Detetive Ferro, Pol�cia de Turim.
Por favor.
Maurizio est� no quarto dele.
- Eu te acompanho. - Obrigada.
- Maurizio? - Sim.
- Posso entrar? - Pode.
Ela � a detetive Ferro.
Bom dia.
Lamento aparecer assim, mas preciso falar com o senhor.
Obrigada.
Posso saber o que quer me dizer?
Houve um homic�dio hoje de manh�.
Prendemos este homem.
O senhor j� o viu?
N�o. Por qu�?
Eu li o dossi� sobre o sumi�o da sua filha.
O senhor foi a �ltima pessoa a v�-la no posto.
N�s investigamos
e este homem estava no posto no dia que a Livia sumiu.
Sua esposa acha que ele a matou tamb�m.
Mas minha filha n�o est� morta.
E como tem tanta certeza?
Eu sei e ponto final.
No dia do sumi�o, ela me mandou uma mensagem
dizendo que se atrasaria para o jantar.
N�o sei o que houve com a minha filha,
mas com certeza ela n�o est� morta.
Ela estava usando este colar no dia que desapareceu?
Ela nunca o tirava.
Sabe a quem pertencia este colar?
Pertencia a uma garota
chamada Livia Pagano.
N�s o encontramos ao lado do corpo da Ludovica.
Voc� conhecia a Livia tamb�m.
Ela frequentava o posto onde voc� sempre vai abastecer.
- Voc� a matou tamb�m? - O que voc� acha?
Acho que sim.
E foi burro o suficiente de manter o colar.
Sabe o que eu acho?
Acho que voc� era obcecado por ela.
Por isso matou a Ludovica hoje.
Exatamente quatro anos ap�s o sumi�o da Livia.
Elas eram iguais.
Como voc� a matou?
Como a matou?
Eu a estrangulei.
Aquele dia ela me pediu carona.
Eu a levei a um lugar isolado, achei que quisesse ficar comigo.
Depois quando tentei beij�-la, ela come�ou gritar.
Coloquei minhas m�os em volta do pesco�o dela
e apertei.
Onde escondeu o corpo?
- Eu o deixei no mesmo lugar. - Que lugar?
Na antiga f�brica de cimento.
Na estrada 34.
Onde exatamente?
Voc�s jamais o encontrar�o sem mim.
Posso lev�-los at� l�.
Isso est� fora de discuss�o.
Ent�o...
Boa sorte, detetive.
Ent�o, onde est�?
Temos que subir.
Com as algemas ser� um pouco dif�cil.
Onde est� o corpo da Livia?
- N�o, n�o. - Volte aqui!
Parado!
Caralho!
Esse imbecil! Avise a central.
Que merda!
Todas as unidades est�o atr�s dele, mas ainda nada.
E o carro que ele roubou foi achado na estrada.
Re�na alguns policiais, precisamos vasculhar o lugar.
- Por qu�? - Porque ele o conhecia bem.
Sabia que dever�amos tirar as algemas,
sabia de onde pular para conseguir fugir.
O corpo de Livia Pagano pode estar realmente aqui.
O que te atormenta, Elisa?
Mataram uma mo�a hoje, padre.
Prenderam um homem que frequentava o posto.
Talvez tenha sido ele que matou minha filha.
Lembra de Tommaso Lama?
Creio que acusei a pessoa errada.
Se pensa que errou, v� procur�-lo.
Converse com ele.
Eu tenho medo, n�o o vejo desde aquela �poca.
O primeiro passo para obter o perd�o,
� ter coragem de pedir.
Pois n�o?
Bom dia, estou procurando Tommaso Lama.
Ele morreu.
- Quando? - H� um ano.
Ele se enforcou neste apartamento.
Por causa daquela hist�ria da garota assassinada.
Todos achavam que tinha sido ele.
E acho que no fim n�o suportou o fardo.
Eu sinto muito.
O que voc� acha que a pol�cia queria com o Maurizio?
Sinceramente n�o fa�o ideia.
E n�s n�o pensaremos nisso.
� uma hora da manh�, Maurizio.
Eu sei, perd�o, mas a pol�cia acha que a Livia est� morta
e n�o me ajudar�o mais a procur�-la, entende?
Maurizio...
Faz quatro anos que isso te consome.
Livia est� viva.
N�o importa quanto tempo levar�, ela est� por a�, em algum lugar,
e eu vou encontr�-la.
Daniella n�o aguenta mais isso.
E talvez nem eu tamb�m.
Amanh� deixarei de incomodar.
- Sr. Durante. - O que faz aqui?
Preciso da sua ajuda.
Voc� e sua esposa quase acabaram comigo.
A pol�cia n�o me ajudar� mais,
preciso que me ajude a achar a Livia.
Voc�s deram queixa de mim, e v�m pedir minha ajuda?
Convencerei minha esposa a retirar a queixa.
E se � pelo dinheiro...
Este � s� um adiantamento.
Seu dinheiro n�o me interessa, me interessa minha reputa��o.
Agora v� embora, sen�o prestarei queixa.
- N�o, por favor. - V� embora. V� para casa.
Vou vender a minha parte do neg�cio.
O respons�vel pelo crime, Samuele Torti,
fugiu das autoridades durante uma inspe��o
na antiga f�brica de cimento
onde os agentes esperavam achar o corpo de Livia Pagano,
uma garota que desapareceu h� quatro anos
e que poderia ser v�tima do serial killer.
- Al�? - Oi, � o Sr. Pagano?
Ele n�o pode atender agora. Pode falar comigo mesmo.
Eu estava assistindo o jornal
e aquele homem que matou a garota ontem, eu j� o vi.
A filha do Sr. Pagano estava com ele h� quatro anos.
- Pode passar seu endere�o? - N�mero 73, na estrada 32,
no cruzamento com a estrada dos lagos.
- Eu me chamo Cerutti. - Cerutti, certo.
Ent�o aguardo o Sr. Pagano.
- Est� certo. - At� mais.
Obrigado.
Quem era?
Ligaram errado.
Voc� tinha raz�o, Valeria.
Os c�es acharam o corpo.
Voc�s est�o prontos?
N�o � ela.
- Como faz para ter certeza? - Eu sei e ponto final.
N�o � ela, eu garanto. N�o � minha filha.
Chega, Maurizio, eu te imploro.
Quando vai aceitar que a Livia morreu?
Nunca.
Elisa... jamais.
Porque ela est� viva.
- Chega, por favor. - Ela est� viva.
Sr. Pagano, h� um modo de saber com certeza.
O exame de DNA.
- Sr. Cerutti? - Isso.
E voc� � o Sr. Pagano?
Sim. Meu amigo disse que voc� viu minha filha h� quatro anos.
Sim, bem naquela dire��o.
Naquela encruzilhada.
Eu j� tinha visto os cartazes com a foto da sua filha,
mas nunca liguei as duas coisas.
E o que viu precisamente?
Eu estava trabalhando na lavoura,
ela desceu do furg�o
e pegou a estrada para a mata.
E depois n�o a viu mais?
Sim, depois de uma hora, ela voltou e continuava a p�.
Ela parecia muito triste.
E depois entrou num fusca vermelho.
Se quiser posso contar para a pol�cia.
N�o, obrigado, eu cuido disso.
- Obrigado, Sr. Cerutti. - �s ordens.
Vittorio?
O que faz aqui?
Estava procurando um documento do ano passado.
Por que voc� n�o fala comigo?
O que quer que eu diga?
Por que n�o colocou os cartazes que eu trouxe?
Vittorio disse que voc� saiu da casa dele.
Onde est� dormindo agora?
Num flat.
Por que n�o volta para casa?
Porque aquela n�o � mais minha casa.
Vittorio tamb�m disse que voc� vai vender sua parte do neg�cio.
- Preciso de dinheiro. - Para o charlat�o do Durante?
Fa�o o necess�rio para achar minha filha.
E voc� precisa retirar a queixa contra ele.
Maurizio...
Volte para casa.
- Al�? - Aqui � a detetive Ferro.
N�o era ela.
- Obrigado, detetive. - Imagina.
N�o era ela. Eu te avisei.
Nossa filha est� viva
e eu vou encontr�-la.
O que est� fazendo?
A ideia era te mimar um pouco.
Eu atendo.
- Oi, Giacomo. Entre. - Obrigado.
Valeria, � o Giacomo.
- Giacomo. - Oi.
- Quer uma ta�a? - N�o, obrigado.
- Vai ficar para o almo�o? - N�o, vou buscar a Costanza.
Passei s� para dar um oi.
Tem certeza que foi s� por isso?
N�o. Queria ver se voc� pensou no assunto.
Qual assunto?
No julgamento.
Giacomo, voc� sabe que n�o quero ir.
Poderia n�o me fazer ir sozinho?
Eu sinto muito.
Sente muito...
Por qu�?
Por qu�?
Porque ir ao julgamento n�o trar� a mam�e de volta.
E eu encerrei essa hist�ria, quero viver.
Cedo ou tarde ter� que contar para ele.
Eu n�o consigo.
Voc� � a m�e da Livia?
N�o, nem pense nisso.
Agora voc� vem comigo
e vamos bater um papinho.
N�o ache que me importo com o lugar onde estamos.
Se bancar a esperta, eu te mato, entendeu?
Ent�o voc� deu queixa de mim.
Pois acha que eu a matei, n�o � mesmo?
Pe�a para ela n�o fazer isso. Sorria.
Continue sorrindo.
Agora me deixe dizer uma coisa.
Eu n�o a matei.
Mas fiz a pol�cia achar outro cad�ver.
Era uma puta, n�o era ningu�m e n�o foi a �nica.
Mas sua filha n�o.
Livia...
N�o fui eu.
Foram voc�s.
Voc� e seu marido, voc�s a mataram.
O que est� dizendo?
Ela odiava voc�s com todas as for�as.
Ela me disse isso no dia do sequestro.
- N�o � verdade, n�o pode ser. - Claro que �.
Aquele dia ela brigou com seu esposo
e me pediu carona.
Me fez lev�-la a um lugar na estrada 32,
num cruzamento com a estrada dos lagos.
N�o sei o que ela precisava fazer l�.
Durante o trajeto ela continuou repetindo
que voc�s tinham destru�do a vida dela.
N�s a am�vamos.
Eu tamb�m a amava.
E voc�s a tiraram de mim.
Ela desapareceu, n�o sei onde foi parar.
Se est� procurando um culpado...
se olhe no espelho.
- Voc� a matou. - N�o.
E me transformou naquilo que sou.
N�o se esque�a disso.
Meu Deus, chamem uma ambul�ncia!
O que ele fez? � louco?
- Saiam todos! - Ele � inSano!
Este lugar aonde o Samuele disse ter levado sua filha,
voc� o conhece, tem algum significado?
N�o, eu nunca estive l�.
Sabe por que a Livia tinha brigado com seu esposo?
N�o, Maurizio sempre disse
que a deixou aqui e foi embora, nunca contou que brigaram.
Samuele disse que a Livia nos odiava e que n�o a matou.
Acha que ele disse a verdade?
N�o sei, senhora.
Mas vou descobrir.
Obrigada.
Sr. Durante.
N�o esperava sua liga��o, n�o tenho nada para oferecer.
- Quer um copo d'�gua? - N�o, n�o precisa.
Eu quis v�-lo porque percebi o quanto est� desesperado.
Apesar do problema com sua esposa,
n�o quero esconder aquilo que sei.
Foi tirada em Lima por um dos meus homens.
- Mas � do ano passado. - � ela?
Ela ficou seis meses num flat, antes de se mudar de novo.
Ela ainda pode estar em Lima.
Achei que era correto que voc� soubesse.
Voc� precisa recome�ar a investiga��o.
Precisa me dar algum endere�o.
Lamento, mas como disse � de um ano atr�s.
Hoje ela pode estar em qualquer lugar.
Mas se j� a achou uma vez, pode ach�-la de novo.
Fiz minha esposa retirar a queixa, te imploro.
Est� certo.
- Mas vai custar. Muito. - Dinheiro n�o � o problema.
Obrigado.
Detetive.
- O que faz aqui? - Posso entrar?
E ent�o?
O que quer de mim?
Por que tinha tanta certeza que o cad�ver n�o era da Livia?
Voc� e a Livia brigaram no dia do desaparecimento,
por que n�o me contou?
- E como voc� soube? - Por que voc�s brigaram?
Devo come�ar a pensar que voc� a matou?
Eu n�o matei ningu�m.
Ent�o me diga o que devo pensar.
Algumas semanas antes do desaparecimento,
encontrei um teste de gravidez no quarto dela.
Ent�o ela confessou que estava gr�vida.
De quem?
Ela n�o sabia.
Disse que era de um rapaz que conheceu numa festa.
Mas n�o lembrava quem era porque estava b�bada.
Eu reagi mal.
Dei um tapa no rosto dela, ela caiu
e quebrou um dente.
Por isso tinha certeza que o cad�ver n�o era ela?
Voc�s brigaram por isso?
Minha esposa marcou...
uma consulta no ginecologista para a Livia
depois de encontrar lingeries no quarto dela.
E Livia disse...
que eram presentes do Tommaso Lama.
� o homem que foi acusado pelo desaparecimento?
Sim. Minha esposa queria se certificar
que ele e nossa filha n�o tiveram rela��o sexual.
Ent�o aquele dia...
Livia implorou para que falasse com minha esposa.
Para convenc�-la a desmarcar a consulta.
Eu disse que tentaria.
Mas n�o consegui acalm�-la.
Porque sua esposa n�o sabia que a Livia estava gr�vida?
Porque ela teria descoberto...
do aborto.
Ela s� tinha 16 anos.
N�o podia cuidar de uma crian�a sozinha.
Teria destru�do a vida dela.
Eu a convenci.
Livia ficou brava.
Desceu do carro e fugiu.
Eu deveria ter protegido minha filha.
Ser um pai para ela naquele momento.
Mas n�o fui capaz.
Qual o conte�do real da mensagem que a Livia te enviou?
"Eu odeio voc�s.
Voc�s destru�ram a minha vida.
N�o me procurem."
Sou a detetive Ferro, da Pol�cia de Turim.
O Sr. Pagano te enviou?
Ontem ele disse que avisaria voc�s.
Ele esteve aqui ontem?
Sim, liguei contando que h� quatro anos
vi a filha dele bem aqui. Ele n�o te disse?
N�o.
Importa-se em me dizer o que contou para ele?
Eu a vi sair de um furg�o daquela empresa
onde trabalha o rapaz que foi preso.
E ela foi para l�, na dire��o da mata.
Uma hora depois, ela voltou e entrou num fusca vermelho.
Lembra que horas o Sr. Pagano esteve aqui?
Logo ap�s o almo�o.
Em torno das 14h, 14h30 talvez.
Muito obrigada.
Andrea?
Lembra que horas Maurizio Pagano
chegou ontem no necrot�rio?
Tem certeza?
Obrigada. Depois te explico.
O rastreamento telef�nico diz que ontem � tarde
voc� estava na regi�o dos p�ntanos.
O �ltimo lugar onde Livia Pagano foi vista antes de desaparecer.
Eu verifiquei e descobri que na �poca
sua empresa se ocupou da reabilita��o ambiental.
Ontem voc� se passou por Maurizio Pagano
para impedir que uma testemunha contasse
que viu a Livia entrar num fusca vermelho h� quatro anos.
Se n�o me engano, voc� tem um fusca dessa cor.
Com certeza n�o sou o �nico a ter aquele carro.
Livia estava gr�vida, mas nunca revelou de quem era o beb�.
Estou convencida que estava gr�vida de voc�.
Isso � um absurdo.
Como � fazer sexo com uma garota de 16 anos?
N�o acho que sou obrigado a ficar aqui te escutando.
� obrigado sim, est� sob cust�dia.
E se sair por essa porta estar� confessando sua culpa,
ent�o aconselho que se sente e conte como tudo aconteceu.
Pode perguntar a qualquer um aqui dentro.
Eu n�o desisto, Sr. Magni.
N�o paro enquanto n�o descubro a verdade.
Sente-se.
Foi voc� que engravidou a Livia?
- Sim. - Por que a matou?
Ela foi me encontrar aquele dia.
Estava agitada.
A m�e dela estava prestes a descobrir sobre o aborto.
Ela estava assustada, queria fugir.
Comigo.
Eu disse que n�o podia.
E ela amea�ou contar tudo para os pais e para sua esposa.
Sim.
Ela estava furiosa.
Fugiu sem nem querer me escutar.
Ent�o peguei o carro para ir atr�s dela
e a encontrei pedindo carona na estrada.
Consegui convenc�-la a entrar no carro,
mas ela n�o queria saber de me ouvir.
Ou fug�amos ou ela contaria tudo para minha esposa.
Ent�o voc� a matou.
Como?
Eu a estrangulei.
Valeria, pode vir um instante?
Eu estive na casa dele.
O carro n�o estava l� e a esposa n�o soube dizer nada.
Ent�o passei em alguns desmanches.
Ele fez o carro ser demolido hoje de manh�.
O dono do desmanche quis comprar para usar as pe�as,
mas Magni n�o quis vender.
Mas aqui est� escrito que estava danificado.
Sr. Magni, uma �ltima coisa.
O SMS que a Livia enviou ao pai, aquele no qual ela dizia
que se atrasaria para o jantar, foi escrito por voc�, certo?
Sim.
Posso saber o que est� havendo? Por que intimaram meu marido?
Sente-se, Sra. Magni, por favor.
Seu esposo acaba de confessar que matou Livia Pagano.
- Mas n�o � poss�vel. - De fato n�o � mesmo.
Talvez ele tenha assumido a culpa
por se sentir t�o respons�vel quanto voc�.
E isto, o que significa?
Significa que voc� dirigia o carro aquele dia.
Seu esposo o demoliu hoje, porque quando voc�
atropelou a Livia, o carro foi danificado.
N�o entendo do que est� falando.
"Eu odeio voc�s. Voc�s destru�ram a minha vida.
N�o me procurem nunca mais."
Voc� enviou este SMS ao Maurizio ap�s matar a Livia.
Maurizio sempre mentiu sobre o conte�do da mensagem,
mas agora me revelou a verdade.
Sabe o que seu esposo disse
quando li o conte�do da mensagem falsa?
Que tinha sido escrita por ele.
E disse isso por n�o ter ideia do conte�do da mensagem
porque na verdade, foi escrita por voc�.
J� fazia um tempo que eu suspeitava.
Ent�o aquele dia eu a segui.
E quando vi os dois juntos, n�o pude acreditar.
Livia era uma crian�a.
Ela era uma crian�a.
Depois...
ele a abra�ava, a beijava.
Ele nunca foi assim comigo.
Eles entraram em uma daquelas cabanas.
E fiquei escondida esperando nem sei por quanto tempo.
Quando a Livia saiu,
estava muito agitada.
Pensei que tivessem brigado.
E ent�o...
eu a alcancei na estrada e a fiz entrar no carro.
A princ�pio, ela negou.
Mas depois me contou tudo.
Disse que se amavam, que queriam fugir juntos.
D� para acreditar? Uma crian�a de 16 anos falando de amor?
Eu s� queria proteger a minha fam�lia.
Onde escondeu o corpo?
Eu a enterrei.
No canteiro de obras de um pr�dio em constru��o.
No dia seguinte, voltei para checar,
pois tinha medo que algu�m a encontrasse.
Mas j� tinham constru�do o primeiro andar.
Voltei para casa e abracei meu marido.
Eu tinha certeza que daquele momento em diante
tudo voltaria a ser como antes.
E que Vittorio s� amaria a mim.
N�o, eu n�o acredito.
Daniella n�o pode ter feito isso.
N�o, n�o...
Ao menos agora sabemos o que aconteceu com a Livia.
Infelizmente n�o poderemos recuperar o corpo.
Entendeu o que eu disse, Sr. Pagano?
Sim, entendi.
Isso � tudo?
Com licen�a.
Maurizio!
Voc� sabia de tudo, por que n�o me contou?
Est� mesmo perguntando isso?
Voc� por acaso a teria ajudado?
Voc� n�o tinha o direito de decidir sem mim,
ela era minha filha!
Ela me procurou quando engravidou.
Qual garota normal se abriria com o pai?
Diga uma vez, uma �nica vez em 16 anos
que ela te procurou e contou coisas dela.
Foi ela que escolheu fazer o aborto?
Responda. Foi uma decis�o dela?
Eu s� fiz isso para proteg�-la.
Sr. Pagano,
seu voo parte para Amsterd�, �s 6h35.
E �s 12h35, sair� o voo para Lima.
- Fa�a uma boa viagem. - Obrigado.
Sr. Menduni, � hora de ir ao tribunal.
A Rep�blica Italiana contra Giuseppe Menduni.
Em nome do povo italiano, a 3� Corte do Tribunal de Turim
de acordo com o artigo 533-535 do C�digo de Processo Penal.
Declara Giuseppe Menduni culpado pelo crime de homic�dio
e oculta��o de cad�ver.
E com atenuantes gen�ricas equivalentes �s agravantes
o condena � pena de 26 anos de reclus�o,
al�m do pagamento das despesas processuais
e da cust�dia cautelar.
DE GIACOMO: 26 ANOS. ACHEI QUE QUISESSE SABER
Andrea?
Quando?
E como aconteceu?
Onde ela est� internada?
Com licen�a, o que deseja?
- Como ela est�? - Voc� � da fam�lia?
Ela � minha irm�.
N�O MATAR�S
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