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Original subtitles

DEVOLVA NOSSO EMPREGO, AMANTE DE NEGROS!

O n�mero chamado encontra-se desligado

ou fora da �rea de cobertura. Tente mais tarde.

Carmine!

Carmine, o que houve?

- Ele tomou choque. - Meu Deus!

O que aconteceu?

Dentro do forno.

Equipe inSanos apresenta:

Tradu��o e Sincronia: JuLima

Revis�o Final: LikaPoetisa

N�O MATAR�S 2� Temporada | Epis�dio 6

Tem algo para mim?

Talvez.

- Cem euros, como de costume. - Duzentos ou nada.

Cento e cinquenta e para de encher meu saco.

Houve um pedido de visita para o Menduni.

No nome de quem?

Viola Menduni.

Por isso estou te contando.

Voc� fez bem.

- Oi. - Temos um morto e um ferido,

a v�tima � um homem adulto com cerca de 1,80 de altura.

- N�o foi identificado? - N�o.

� um peda�o de carv�o, foi achado no forno de tijolos.

E o ferido?

Parece que houve uma falha por volta das 8h da manh�.

Quando ouviu o alarme, ele foi ver o que estava havendo

e o quadro el�trico quase explodiu na m�o dele.

- Onde ele est�? - Est� sendo levado ao hospital.

Ele levou um choque de 380 volts.

� um milagre ainda estar vivo.

- Testemunhas do acidente? - Nenhuma.

As c�meras de seguran�a foram desligadas por volta das 21h.

- E isso n�o � normal, certo? - N�o.

Quem o achou?

- Ele. - Eu.

Fui eu que o encontrei.

Sou a detetive Ferro.

Carmine Bracco, sou o administrador.

Bernardo Rivetti, sou o propriet�rio.

Meu filho Claudio est� sumido desde ontem � noite.

O telefone dele est� desligado,

mas o carro ainda est� estacionado ali.

Seu filho trabalha aqui?

Sim, ele � o diretor geral.

Precisa se submeter ao teste de DNA.

Entendo.

- Sr. Rivetti, me acompanhe. - Sim.

Detetive, d� uma olhada, achei este v�deo.

- Ele � o Claudio Rivetti? - Sim.

E o outro quem �?

Rami Kaheb.

O t�cnico do forno que sofreu o acidente de manh�.

Aonde ele est� indo?

Ao La Quercia, creio eu, � um restaurante aqui perto,

ele sempre janta l�.

Veja, ele pegou o carro pouco tempo depois.

E uma hora depois, estava de volta.

- E depois, aonde ele foi? - Para o escrit�rio dele, acho.

�s vezes ele fica aqui at� � 1h, mas l� n�o tem c�meras.

Quem fica na f�brica para o turno da noite?

S� o Rami Kaheb.

N�o foi um acidente, n�o � mesmo, detetive?

A aut�psia revelou uma fratura na altura do cerebelo.

Ele foi morto um pouco antes.

Provavelmente queriam esconder o corpo.

- O que me diz de Rami Kaheb? - Ele � um bom t�cnico.

Nunca teve conflito com meu filho.

Ao menos n�o que eu saiba.

Pergunte para ela que o conhece bem.

Sim, eu o contratei.

Voc� tamb�m trabalha na Rivetti?

Trabalhava.

Fui a administradora por cinco anos.

Foi um pedido do meu esposo.

Depois decidi sair e fundei uma ag�ncia de empregos.

Rami n�o est� envolvido.

Acredito!

Sr. Rivetti, achamos um telefonema

entre voc� e seu irm�o ontem por volta das 19h.

Claudio me ligou enquanto ia para o escrit�rio.

O que ele te disse?

N�s t�nhamos brigado.

- Posso perguntar por qu�? - �s vezes acontecia.

- Nada de grave. - Nada de grave?

- Ele te p�s para fora de casa. - Chega, Francesco!

Posso ficar a s�s com ela?

Como desejar.

Que imbecil!

Ontem � noite seu esposo e Rami discutiram.

Ontem o Claudio achou alguns SMS.

Eu e o Rami estamos juntos.

Ele saiu de casa furioso, me mandou ir embora.

Eu encontraria o Rami hoje de manh� ap�s o turno dele

para descobrir o que fazer, mas ele n�o apareceu.

- H� quanto tempo... - H� dois anos.

Faz dois anos.

N�o foi o Rami, acredite em mim.

Rami Kaheb est� consciente, se quiser pode ir falar com ele.

Obrigada.

Sou a detetive Ferro.

Essa noite na Rivetti um homem foi morto.

E s� voc� estava na f�brica.

Quem �?

Claudio Rivetti, n�o finja que n�o sabe.

Eu n�o fiz nada.

Sr. Kaheb, sabemos de voc� e da Emanuela.

Ontem o Claudio descobriu tudo,

ele te agrediu,

talvez tenha amea�ado demiti-lo, voc� se sentiu perdido

e o matou.

N�s conversamos sobre trabalho.

Como sempre.

Eu vi as filmagens.

N�o parecia uma discuss�o sobre trabalho.

Ou�a, policial...

eu cheguei na It�lia em cima de um barco.

Por sete anos colhi tomate e depois conheci a Emanuela.

Eu a amo.

Acha mesmo que vou estragar tudo dessa forma?

Voc� tem um motivo e nenhum �libi.

E voc�s n�o t�m provas.

Mas para voc�s � f�cil, n�o?

Todos os africanos s�o assassinos.

Se um compatriota seu tivesse sido morto,

n�s investigar�amos da mesma forma.

Est� vendo isto?

Cada um destes gr�os

� um nome de Al�.

Estou jurando que n�o matei ningu�m.

E em rela��o ao que houve essa noite naquele lugar,

n�o quero saber nada.

Emanuela...

Eu te acolhi na minha casa,

te dei um emprego, te tratei como filha,

mas deveria ter confiado no meu instinto.

O que voc� disse para ele?

Aquilo que o Claudio me disse.

Que voc� estava transando com o negro.

Pobre Rivetti... J� souberam o que aconteceu?

Ainda n�o.

E por enquanto a f�brica est� fechada.

Devo procurar emprego?

Garanto que ser� apenas uma quest�o de dias.

Por�m podemos aproveitar para passar um tempo juntos.

Me deem licen�a um momento.

Sim.

N�o, algo deu errado.

N�o, um funcion�rio acabou no hospital.

Ele n�o viu nada.

Claro.

Diga ao Vito que eu garanto.

Vim assim que ouvi a mensagem. O que houve?

Viola requisitou uma visita ao pai.

Voc� acha que descobriram algo?

Em quatro meses de pris�o, n�o se falaram nenhuma vez

e pede para v�-lo quando falta uma semana para a senten�a?

Ele continua sendo o pai dela.

- O que quer que eu fa�a? - Fale com ela o quanto antes.

Veja se consegue convenc�-la a n�o ir.

Giuseppe j� ficou em d�vida uma vez,

n�o quero que a Viola fa�a ressurgir certas ideias.

Fiz uma lasanha para voc�. Est� muito magra, precisa comer.

Estou t�o feliz em te ver.

Sorte que venho te visitar, pois se dependesse de voc�...

- Venha, vamos comer juntas. - N�o posso ficar, querida.

Preciso fazer umas entregas antes do almo�o.

S� passei para ver como voc� est�.

Que olhar � esse?

Um policial passou aqui e me questionou sobre o papai.

Quem?

Um tal de Lombardi.

Ele diz que o papai � inocente.

N�s o abandonamos sem sequer pensar.

Escute bem, Viola...

Foi ele que nos abandonou.

Ele disse que o papai n�o estava com o telefone aquele dia.

E quando a mulher foi morta, ele n�o estava presente.

Talvez tenha confessado para acobertar algu�m.

Ele me pediu para ir � pris�o e falar com o papai.

Foi isso que ele te disse?

E por que ele mesmo n�o vai?

Porque ele n�o pode, foi suspenso.

Mas ele tem certeza da inoc�ncia do papai.

Eu precisarei ir com um microfone escondido.

E voc� quer ir?

Preciso saber a verdade.

E ent�o?

Eles checaram a �rea de produ��o e os escrit�rios,

mas n�o h� vest�gio de sangue em lugar nenhum.

Ele foi morto em algum lugar.

Pedi para checarem a �rea externa.

Claudio n�o saiu para jantar na noite do homic�dio?

Sim, por qu�?

Talvez ele tenha sido morto fora daqui.

Pe�a para algu�m averiguar o carro.

Joguei todos os comprimidos.

Eu deveria acreditar em voc�?

� a verdade.

Faz dois dias que n�o tomo nada.

Lamento pelo modo como me comportei.

N�o fa�a merda, ou p�e em risco o trabalho de todos.

V� se foder, Andrea.

Vest�gios de sangue.

Consiga o endere�o do restaurante

onde Claudio Rivetti jantou.

Papai.

O que est� fazendo aqui?

Vista-se

e venha comigo.

Agora?

Eu te espero l� fora.

Precisamos fazer os tijolos manualmente.

Voc� enlouqueceu.

N�o est� vendo que a terra est� congelada?

Eu n�o enlouqueci.

Se voc� me ajudar, n�s conseguiremos.

A Rivetti nunca fechou, desde que eu a fundei

e n�o fechar� nem desta vez.

Por favor, papai, vamos para casa.

J� temos muitos problemas.

Comece a cavar, fa�a alguma coisa.

Papai...

Pai.

Olhe s� para voc�.

Voc� me d� pena.

Voc� n�o deveria mentir para mim.

- Eu n�o minto. - O negro viu tudo.

Sabe o que isso significa?

Vito, eu n�o disse nada antes porque Rami...

Eu n�o deveria confiar em voc�.

O que diabos vai fazer?

E lembre-se que da pr�xima vez o rev�lver estar� carregado.

Tem outra coisa que precisa fazer.

Voc� tinha me pedido para destru�-los.

E agora estou pedindo para coloc�-los de volta.

Pode desamarr�-lo.

O que voc� vai fazer com o Rami?

Ele n�o falar� com a pol�cia.

BALAN�O 2016

O gerente confirmou que Claudio jantou aqui ontem.

E foi visto no estacionamento por volta das 20h30.

- Havia mais algu�m da Rivetti? - Praticamente meia f�brica,

eles t�m conv�nio com o restaurante,

h� funcion�rios toda noite.

Andrea, tem sangue no ch�o, chame a Per�cia

e liste todos que vieram ontem, talvez seja o local do crime.

Vou ao hospital falar com o Rami.

Eles o levaram para fazer exames,

voltar� em 10 minutos.

- Certo, obrigada. - �s ordens.

Preciso levar o Sr. Kaheb para fazer o exame de sangue.

Mas j� n�o veio um colega seu busc�-lo?

N�o � poss�vel.

Eu te imploro.

Eu n�o disse nada. N�o te tra�, precisa acreditar.

V� embora de Turim.

Saia daqui.

Ele n�o era enfermeiro, estava aqui para te matar.

V� embora, Rami.

Caralho!

Onde est� Rami Kaheb?

Eu te vi no hospital, Sr. Bracco.

E tamb�m te vi nas filmagens da f�brica ap�s o acidente.

E Rami tamb�m te viu enquanto ocultava o cad�ver.

Por isso voc� o amea�ou e depois decidiu elimin�-lo.

Eu n�o fiz nada.

TIJOLOS RIVETTI FORNECEDORES 2016

Reconhece isto?

� uma conta usada...

nas opera��es em para�sos fiscais.

De fato, todo m�s a Rivetti paga uma parcela de 10 mil euros.

S� que n�s verificamos e ontem o banco de Turim

depositou 50 mil euros na sua conta.

Por acaso estava preparando sua fuga?

Essa f�brica � uma empresa-m�e.

Uma pequena fraude para embolsar algum dinheiro.

Claudio tinha descoberto,

talvez tenha amea�ado acus�-lo,

ent�o voc� o seguiu at� o restaurante, o matou

e depois levou o corpo de volta � f�brica.

Seu azar foi que Rami viu tudo.

Se eu confessar, voc� me dar� a atenuante?

Talvez.

Mas tamb�m posso mand�-lo � julgamento sem esse recurso.

Eu s� queria conversar com o Claudio.

Para dizer...

Pensei...

que entrar�amos num acordo.

Eu o abordei no estacionamento do restaurante.

Mas ele me agrediu.

Me acusou de t�-lo tra�do, ent�o o empurrei,

ele caiu e desmaiou.

Eu entrei em p�nico.

E decidi acabar com ele.

O corpo humano queima em 800�C, aproximadamente.

Por isso aumentei a temperatura do forno.

Not�cias do hospital?

Est�o vasculhando tudo, mas nem sinal do Rami.

Consiga as filmagens das c�meras de seguran�a.

Deve me dizer mais alguma coisa?

N�o sei se parou com aquilo e nem quero saber.

O que eu quero saber � o que n�s somos.

Eu e voc�, o que n�s somos?

Pensei que quisesse pedir desculpas.

E por que deveria me desculpar?

Quando foi a �ltima vez que ficamos juntos

sem falar de um morto, voc� lembra?

Parece que estou me relacionando com um muro.

Voc� trabalha 20 horas por dia ou dorme porque est� chapada.

N�s dois n�o ficamos juntos h� um bom tempo.

Por isso quero saber o que n�s somos.

Diga o que somos, somos amigos, namorados,

amigos que transam, o que n�s somos?

Valeria, o que n�s somos?

N�o somos nada.

Seu documento, senhora.

- Temia que voc� jamais viesse. - Onde voc� estava?

N�o entendo.

Te liguei v�rias vezes aquele dia,

mas voc� n�o atendeu.

Onde voc� estava?

Voc� sabe bem onde eu estava, por que ainda pergunta?

Um policial me procurou.

Ele reconstruiu a movimenta��o do seu telefone.

Seu telefone estava em casa quando cheguei.

Mas voc� n�o estava.

Tenho certeza que voc� n�o estava.

Eu te liguei assim que cheguei.

Papai...

onde voc� estava aquele dia?

Onde?

- Ele te mandou vir aqui? - N�o, foi ideia minha.

Eu quis vir.

Voc� est� acobertando algu�m?

Eu estava em casa quando voc� ligou, querida.

Quando te ouvi chegar, eu me escondi.

Minhas m�os ainda estavam sujas de sangue.

Mas eu vi quando voc� chegou.

Troquei de roupa e sa� pelos fundos.

Depois entrei para que pensasse que tinha acabado de chegar.

N�o estou acobertando ningu�m.

Eu fiz aquilo e ponto final.

Voc� precisa ir � fornalha comigo.

Eu n�o dormi essa noite, estou acabado.

Voc� est� fedendo a �lcool.

Seu irm�o morreu h� um dia

e voc� sai por a� se embebedando.

� o meu trabalho, pai.

Eu gerencio bares, lembra?

O �lcool no meu setor

� um pouco como a argila

para seus tijolos de merda.

- Nem sabe o que � trabalho. - Voc� enlouqueceu?

Solte-me!

Voc� n�o sabe o que significa trabalho.

Ande logo.

Est� gelada, porra!

Tenho c�ncer, Francesco.

� um carcinoma maligno no quarto est�gio.

Pode ser a �ltima coisa que fazemos juntos.

Voc� contou para o Claudio?

Sobre o c�ncer.

N�o. Ele j� tinha muitas preocupa��es,

n�o quis que tivesse mais essa.

Ele saberia o que fazer.

N�o h� muito o que fazer.

Voc� est� com medo?

N�o.

No fim das contas, eu tive uma vida.

E estou curioso para ver o que h� do outro lado.

Mas voc� precisa me prometer uma coisa.

Deve prometer que far� a f�brica voltar a ser como antes.

Deve tir�-la de toda essa sujeira.

N�o fui eu.

Voc� quer mesmo viver assim?

Vamos para a Fran�a, sempre dissemos que ir�amos,

agora chegou o momento.

Me d� um tempo para pensar.

N�s n�o temos tempo.

Sim...

ou n�o?

Voc� � como todos eles.

Rami, Rami.

Amor.

N�o foi um acidente.

Voc� chegou a ver o carro?

Conseguiria reconhec�-lo?

Era cinza.

Uma caminhonete.

Estava estacionado pr�ximo ao escrit�rio da Emanuela.

PARA EMANUELA RIVETTI: ESTE � O CARRO QUE VOC� VIU?

Verificamos a placa,

est� registrada num cons�rcio de empresas

j� acusadas por envolvimento com a 'Ndrangheta.

DE EMANUELA RIVETTI: SIM, � ESSE.

- Traga Carmine Bracco de volta. - Pode deixar.

Quero falar com um advogado.

Para dizer o qu�?

Tentar convenc�-lo do homic�dio que n�o cometeu?

Eu sei por que voc� est� fazendo isso.

Amea�aram matar sua esposa e sua filha, � o que eles fazem.

Primeiro te usaram para os neg�cios deles,

quando Claudio descobriu, eles o mataram

e te obrigaram a assumir a culpa.

Sabe quem � a v�tima em tudo isso?

Voc� n�o foi ao hospital conversar com Rami como afirmou.

Foi ajud�-lo a fugir.

S� que eles foram mais espertos.

Carmine, voc� � s� uma pe�a.

� sacrific�vel.

Naturalmente pode continuar levando a culpa

e eles continuar�o agindo em outro lugar.

Ou pode colocar sua fam�lia sob prote��o judicial,

te dou minha palavra que voc�s jamais ser�o encontrados.

Eu n�o sou afiliado � 'Ndrangheta.

Eu precisava de dinheiro e procurei por eles.

E eles me arranjaram o emprego na Rivetti.

O que fazia para eles?

Reciclagem

de materiais resultantes de demoli��o.

Os tijolos s�o perfeitos para esconder as pistas.

Os Rivetti estavam de acordo desde o princ�pio.

Eles s�o boas pessoas.

Mas quando foram pressionados, eles se desesperaram.

Mas se eles estavam de acordo, por que Claudio foi morto?

N�o foram eles.

J� abri todos! Posso ir?

Pai!

Papai!

Pai!

Papai, venha.

- O que voc� tem? - Nada, j� passou.

Sente-se aqui.

Estou bem, Francesco.

Podemos entrar?

Francesco Rivetti.

Sabe o que mais me d�i?

Quando me envolvi com aquelas pessoas,

meu pai e meu irm�o n�o hesitaram

antes de entregar a f�brica por minha causa.

Como fez para perder todo aquele dinheiro?

Como acontece com tantas pessoas.

Investimentos errados, alguns bares falidos.

Quando voc� precisa de ajuda, eles sempre aparecem.

S� que depois voc� se torna propriedade deles.

Na verdade, o Claudio nunca concordou.

Foi meu pai que o convenceu.

Conte o que houve aquela noite.

Claudio me ligou.

Ele tinha terminado com esposa.

Dizia que era tudo culpa minha.

E que desta vez denunciaria tudo.

Eu tinha certeza que eles me matariam.

Eu tinha bebido e cheirado.

Eu o esperei fora do restaurante e perdi o controle.

Quando me dei conta do que tinha feito

pedi ajuda ao Carmine para jogar o corpo no forno.

- S� que Rami viu tudo. - Sim.

Eu lamento por ele.

Ele n�o tinha nada com isso, n�o deveria estar envolvido.

Viola, eu te procurei, seu celular estava desligado.

V� se foder, filho da m�e! Voc� � um filho da puta!

S� meu usou para resolver seus problemas.

- Acalme-se, Viola. - N�o vou me acalmar!

Foi ele que a matou.

Ele estava em casa quando voltei.

Se escondeu porque ainda estava com as m�os sujas de sangue.

Nada daquilo que voc� disse era verdade.

E eu acreditei em voc� como uma imbecil.

N�o quero mais te ver.

Voc� � um babaca!

Posso?

Trouxe um presente para o senhor.

O senhor agiu direitinho.

� Bab� Napolitano. � delicioso.

Eu fiz a minha parte,

Viola n�o vai falar nada.

Agora me deixem em paz.

Como quiser.

Tenha cautela, senhor.

Viu s� quem voltou? Que coragem!

Bom dia.

Bom dia. Achei que s� chegaria � tarde, j� estou de sa�da.

Soube que fez um bom trabalho por aqui.

Espero que a gente possa trabalhar juntos no futuro.

- At� logo. - At� logo.

Andrea.

Posso falar com voc�?

Eu sou uma idiota.

Eu n�o queria dizer aquilo que disse.

Eu me importo.

Me importo com voc�, com a gente.

O tempo que passamos juntos � o �nico em que me acalmo

sem estar ca�ando um assassino.

� s� que n�o sei como se faz isso.

Este � o �ltimo.

Eu n�o menti para voc�.

Quero que voc� fique com ele.

Vamos para casa.

N�O MATAR�S

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