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Os Pioneiros O �ltimo Adeus
Al�.
Sim, �.
Quem?
Certamente. Pode ligar.
Tia Tess...
O qu�?
Espere um segundo.
Tia Tess?
Tive que fechar a janela, n�o conseguia ouvir nada.
Como a senhora est�?
Oh, n�o.
A senhora est� tomando o rem�dio?
Uh-huh.
Uh-huh.
Voc� chega quando?
Oh.
N�o. N�o. N�o � um problema.
� claro que Charles adoraria v�-la.
� verdade.
Tia Tess...
a senhora...
Tia Tess, a senhora est� falando bobagem.
Sim, eu tenho certeza.
Dia 15 deste m�s?
N�o. N�o. N�o � um problema.
Tudo bem. At� l� ent�o.
Eu vou.
Eu vou.
Tamb�m te amo.
Tchau.
- Caroline! - Aqui!
- Caroline, eu consegui. - Conseguiu o qu�?
Minhas f�rias pagas.
Oh, isso � maravilhoso!
N�o pude acreditar. Tenho quatro semanas pagas.
Quero dizer, eu esperava duas semanas, mas quatro?
Bem, voc� merece. Voc� fez um bom trabalho.
- Quando � que as f�rias come�am? - Em duas semanas, no dia 15.
Dia 15?
- Sim. Tem algo errado? - N�o, n�o. Nada errado.
Voc� tem certeza?
� claro. Eu s� estou surpresa.
Bem, eu tamb�m.
Gostaria que as crian�as n�o estivessem na escola. Poder�amos fazer uma viagem.
Mas ainda vai ser bom apenas sentar e relaxar aqui por um m�s em paz e sossego.
Oh... vai ser maravilhoso.
Eu quero comemorar. Vou levar voc� para jantar hoje � noite.
Oh, Charles, n�s n�o...
E n�o me diga que n�o podemos pagar, porque n�s podemos.
Voc� pegou meu terno na lavanderia?
Eu estava indo pegar.
N�o se preocupe com isso. Eu vou buscar.
Voc� comece a se aprontar. Quero minha melhor garota linda esta noite.
- Charles? - Sim, querida?
- Eu te amo. - Ah, eu tamb�m te amo. Volto logo.
Aqui est�.
Parece estar bom.
Muito obrigado.
N�o acredito que voc� pediu este aperitivo.
Por que n�o?
Tem que experimentar coisas novas.
Mas... lesmas?
Soa um pouco melhor quando eles chamam de escargots.
Bem, l� vai.
Do quintal para minha boca.
Bem?
N�o est� mal.
Eu n�o sei por que falam tanto nisto.
Tem gosto de bolinho com alho.
Parece maravilhoso.
Como est� o seu?
Est� bom.
Tem algo te incomodando esta noite?
Eu estou bem.
E essa � a terceira vez que voc� pergunta.
Bem, porque depois de viver com voc� todos esses anos,
eu sei quando algo est� te incomodando.
Vamos. O que �?
Tia Tess est� vindo nos visitar.
Isso � maravilhoso.
Quando ela chega?
No dia 15.
Deste m�s?
Caroline, como voc� p�de fazer isso?
Serio, como voc� p�de fazer isso?
Charles, por favor. Ela � uma mulher velha.
Eu n�o poderia dizer n�o.
Como assim, n�o poderia dizer n�o?
Tenho minhas primeiras f�rias em 2 anos,
e tenho que pass�-la com a sua tia Tess? Eu n�o suporto a sua tia Tess.
Charles, por favor.
As pessoas est�o olhando.
Bem, deixe-os olhar! Eles n�o sabem com � a sua tia Tess.
Vai ser como foi da �ltima vez.
Ela vai controlar tudo, mudar os moveis,
vai pra cozinha e faz aquela horr�vel comida vegetariana.
Charles, n�o vou deix�-la entrar na cozinha.
N�o pode mant�-la fora da cozinha, sabe disso.
Lembra da �ltima vez?
Ela cozinhava coisas que tinham gosto de ervas daninhas e arbustos.
Por favor? Estamos tentando desfrutar o nosso jantar.
N�o se intrometa.
Estou tentando ter uma discuss�o com minha esposa.
Charles!
- Ei, gostaria de ir l� fora? - Est� bom para mim.
Charles.
N�o se preocupe. S� vai levar um minuto.
Aqui.
Oh, obrigado.
Charles, gostaria que esperasse at� amanh� para ligar para tia Tess.
Quando voc� estiver com um humor melhor.
Estou com um humor perfeitamente bom.
Est� chamando.
Charles, � tarde. Ela provavelmente est� dormindo.
O qu�? Tia Tess dormindo? Ela nunca dorme.
Se ela dormisse, teria que parar de falar.
Al�!
Tia Tess?
Sim. � o Charles.
Charles Ingalls.
Marido de Caroline.
Sim. Por isso estou ligando. Eu...
Eu...
N�o. Eu... eu... eu n�o tinha ideia que era t�o ruim assim.
Eu...
Tia Tess, a senhora n�o vai morrer.
Sim, tia, lhe esperamos.
Adeus.
Eu pensei que voc� ia dizer-lhe para n�o vir.
� imposs�vel. Como vou dizer que n�o quero que venha, se n�o para de falar.
Vou ligar de novo.
N�o, n�o. Eu n�o posso dizer-lhe para n�o vir.
Ela est� falando sobre morrer, � sua �ltima chance de nos ver,
que ela n�o tem mais ningu�m.
� bobagem desperdi�ar isto. Estou faminto.
Vou coloc�-lo em uma frigideira para voc�.
Certo. Obrigado.
Sabe, isso me deixe t�o louco
quando algu�m faz voc� se sentir t�o mal,
que voc� n�o pode dizer-lhes como se sente realmente.
Gostaria que a tivesse ouvido no telefone.
O que � t�o engra�ado?
Eu estava pensando sobre o que voc� disse...
esta noite antes de sair do restaurante.
O que eu disse?
"Caroline, s� levar� uns minutos."
Bom, e tinha raz�o, n�o?
??????
N�o ser� t�o ruim, Charles.
As crian�as adoram a tia Tess.
E ela � muito boa com eles.
E nos dar� mais tempo para ficarmos juntos sozinhos.
Acho que tem raz�o.
Se divertiram muito quando a visitaram no ver�o.
Sim, eu sei, � s� que...
S� o qu�?
Caroline...
- � isso. - Isso o qu�?
N�o podemos sair com as crian�as porque est�o na escola...
mas se divertir�o muito com tia Tess, ela � muito boa com elas.
Claro que �.
Bom, ent�o deixaremos que ela cuide delas.
- O qu�? - Pense nisso...
Voc� e eu sozinhos durante um m�s. N�o podemos fazer isso h� quase 20 anos.
Oh, Charles.
N�o, n�o podemos.
Por que n�o? Existe alguma raz�o?
Bem, n�o.
Eu sabia.
Agora s� devemos decidir aonde ir.
Oh, Charles, s� existe um lugar no mundo onde eu quero ir.
Ent�o est� de acordo?
Oh, sim.
Sim!
Jeb, vamos nadar, quer ir?
Adoraria.
Mas devo ajudar meu irm�o com os coelhos.
Ah, vamos!
Temos uma nova corda de balan�o. � muito bom.
N�o sei.
Deixe Jason cuidar deles hoje.
Voc� � maior que ele. O que ele vai fazer?
Certo.
Talvez consiga convenc�-lo.
- Vai indo. Eu os alcan�o. - Certo.
Jason, tenho algo que preciso fazer...
Se importaria de limpar a gaiola sozinho?
Sim, me importaria.
Este negocio dos coelhos foi ideia sua, para come�ar.
Mas depois dividiremos o dinheiro.
- Sim. - Bem, ent�o.
N�o te pediria se n�o fosse muito importante.
Certo. Aonde vai?
Jason, � t�o importante que nem posso dizer.
- Est� bem. Mas s� desta vez. - Obrigado.
Jeb, vai nadar ou n�o?
J� vou.
Vai nadar?
Jeb, isto n�o � justo.
Voc� disse que era importante.
Jeb! Jeb!
Tomara que entre �gua nos ouvidos.
Fique enjoado e vomite.
Jason!
Jason, me faz um favor?
A diligencia trouxe uma carta para Laura.
Poderia ir l� e entreg�-la para mim?
� do pai dela.
Sim, claro. E no meu caminho.
Obrigado, Jason. Tenha um bom dia.
� muito tarde para um bom dia.
-Ol�, sr. Montague. - Bom dia, Jason.
- Oi, sra. Wilder. - Oi, Jason.
Trouxe uma carta. A sra. Foster me entregou.
Obrigada.
� do meu pai.
Ainda vai comprar um coelho, n�o vai?
Claro que vou.
N�o diga nada a Jenny, quero que seja uma surpresa para a p�scoa.
N�o direi. Meus l�bios est�o como o envelope. Selados.
- Obrigada. - Tchau.
Almanzo! Almanzo!
- O que aconteceu? - Eles est�o vindo.
- Quem est� vindo? - Mam�e e papai nos visitar�o.
Oh, Beth, que boa noticia.
- Vamos. - Certo.
Meu irm�o tem algo mais importante para fazer.
Ele quer nadar.
Ah, voc�s s�o muito sujos.
Pronto, coelhinhos.
Tudo limpo.
Darei um pouco de �gua.
Pronto.
Mais 4 semanas e n�o terei mais que cuidar de voc�s.
Terei dinheiro para comprar tudo o que quiser.
E eu terei meu galinheiro de volta.
- Ah, oi, pai. - Jason, onde est� teu irm�o?
Nadando.
Achei que dividiriam as obriga��es deste grande negocio.
Sim, eu tamb�m.
N�o permita que ele se aproveite de voc�.
N�o posso fazer nada.
Ele � maior que eu.
Por que eu n�o nasci primeiro!
N�o foi planejado com precis�o.
Quer que eu fale com ele?
Oh, n�o. Ficaria furioso. Poderia fazer algo ruim comigo.
Oh, por favor, Jason. Teu irm�o n�o � t�o mau com voc�.
- Como sabe? - Porque voc� me diria.
Diria nada. Quando os irm�o maiores nos maltratam
a primeiro coisa que dizem e que far�o pior se contarmos.
Eu poria um fim nisso.
N�o, est� tudo bem. Eu resolvo isso.
- Tem certeza? - Sim, senhor.
Certo. Preciso voltar ao trabalho.
- Pai. - Sim?
- Tem algo que pode fazer. - Diga.
Gostaria que voc� e mam�e encomendassem outro irm�ozinho
assim eu teria algu�m para azucrinar.
Bem, filho, terei que falar com a tua m�e.
Obrigado, pai.
De nada.
Ouviu o que ele disse, Herbie?
Mam�e e papai encomendar�o outro filho.
Ent�o eu poderei fazer o que Jeb faz comigo.
Sabe, me beliscar, me fazer comer terra.
Ai, sim, vou me divertir.
N�o conseguiu dormir?
Eu tentei.
Mas n�o consegui.
Acho que estou muito ansiosa.
Ansiosa para ver a Rose, n�o � vov�.
Sim, estou, vov�.
Quer comer algo?
N�o tenho fome.
- Mas uma x�cara de caf� seria bom. - Certo.
Vou procurar o atendente. Tem certeza que n�o quer comer algo?
Uma ma��, seria bom.
Uma ma�� e um caf� para a senhora.
As reservas �ndias foram divididas em 58.
Parte dessas terras entregues aos donos dos armaz�ns.
N�o puderam fazer nada at� que derrotaram Corvo Pequeno em 62.
Ent�o as terras ficaram seguras.
Mas n�o tinham valor.
Mas tudo isso mudou.
O min�rio de ferro mudou tudo isso.
Como voc�s sabem, a Cordilheira Vermelha tem tido grande sucesso.
Mas descobriu-se outro maior ainda em Mesabi.
E � por isso cavalheiros que estamos aqui.
Esta descoberta fez toda a terra ao redor de Mesabi...
muito, muito valiosa.
Oh, perdoe-me.
Em que posso ajud�-lo?
Eu estava procurando o atendente, desculpe, n�o sabia que havia um vag�o particular.
Ele deve estar l� na frente.
Muito obrigado. Desculpe.
Agora que localizamos o atendente, onde est�vamos?
Oh, sim.
A nova descoberta em Mesabi fez todas estas terras muito valiosas.
Lassiter e Cia se antecipou e realizou neg�cios
com quase todos os donos de armaz�ns.
Mostrarei neste mapa.
Drew.
Nos agora temos
todas as �reas sombreadas. - � uma extens�o enorme.
E s� pagamos uns centavos.
Em alguma das zonas sombreadas existem cidades?
Sim.
E quero que teus homens v�o visit�-los.
As cidades que nos convenham ser�o nossas.
Drew...
Quero que comece com esta, Walnut Grove.
Oh, Charles.
Veja. Ali esta a velha �rvore de onde voc� caiu, lembra?
Como esquecer? E tudo por causa de uma pipa.
Aquele foi nosso primeiro ano aqui.
Nosso primeiro ano.
Tantas recorda��es.
Vamos, n�o comece a chorar.
N�o vou.
Presumo que voc�s viviam aqui?
Sim, minha esposa n�o voltava fazem 3 anos.
Vamos visitar nossa filha.
E a nossa neta.
Para onde vai?
- Walnut Grove. - Ah, � sua primeira visita?
Sim.
Voc� gostar�. Do lugar e das pessoas.
Mal posso esperar.
Charles, que horas s�o?
Quase uma.
Chegaremos mais cedo.
Ao menos uma hora.
Pedirei ao condutor que nos deixe na casa dela.
Antes de sa�rem para a cidade e faremos uma surpresa.
-Oh, Charles. Vamos tentar. - Certo.
Condutor?
- Condutor? - Diga.
Queria pedir um favor. A casa da minha filha
fica 3 km fora da estrada, se nos deixar l�
n�o teriam que ir nos pegar, � no primeiro desvio a direita.
- A casa dos Wilder? - � essa mesmo.
- Sem problema. - Muito gentil.
Tudo arranjado.
Ah, Charles.
Somente mais 3 quil�metros.
Sua bagagem, senhor.
Obrigado, condutor.
Foi um prazer.
Igualmente. Espero que aproveite sua visita.
- Assim espero. - Talvez nos encontremos de novo.
Charles...
A casa...
- � enorme! - Sim, eu te disse.
Eu sei, mas...
Jamais imaginei que fosse t�o...
� quase uma mans�o.
Sim, um pouco maior que a nossa antiga casa.
Vamos.
Almanzo.
Caroline!
- Est� maravilhoso. - Voc� tamb�m.
Que surpresa. N�o os esper�vamos a esta hora.
Foi um milagre. � a primeira vez que a diligencia n�o atrasa.
- Como vai? - Muito bem, senhor.
Onde esta Laura?
Esta no seu quarto se aprontando.
N�o conseguiu dormir a noite toda.
Pois ela n�o � a �nica.
Anda. Anda. Sobe.
- Onde esta a vov�? - Em alguns minutos estarei pronta.
Se apresse.
Hoje vai conhecer a vov�.
Por isso nos colocamos nossos melhores vestidos.
E devemos estar muito bem para recebermos a melhor av� do mundo.
Oh, Rose, vai ador�-la, ela � a mais...
Como senti sua falta.
Eu tamb�m.
Rose.
� t�o bom estar em casa.
- Aqui esta sua bagagem, senhor. - Obrigado, condutor.
Tem algu�m aqui?
J� vou atend�-lo.
Sim, entendo, doutor. Sim.
- Mas a verdade �... - Desculpe.
Um momento.
Sim?
S� queria verificar se havia quartos dispon�veis.
Sim, senhor. Um momento, por favor.
N�o tenho pressa. S� queria verificar se havia quartos.
Certo.
Desculpe, doutor.
Como eu dizia...
j� fazem mas de 6 meses que...
Harriet entrou na clinica e me parece que sabemos
tanto de sua doen�a agora quanto antes.
Sim, eu...
Sim, entendo, doutor.
Bem...
Sim...
Certo.
Poderia dizer a minha esposa que ligarei esta noite?
Sim, obrigado.
Adeus.
- Desculpe t�-lo feito esperar. - N�o se preocupe. Estava lendo o menu.
Como � a comida?
� o melhor restaurante de Walnut Grove, e al�m disso, � o �nico.
A comida e bastante recomend�vel.
As camas devem ser confort�veis.
Verifique o senhor mesmo, sr...
- Coleson. Drew Coleson. - Nels Oleson.
Pegarei sua chave.
Minha esposa e eu somos os propriet�rios.
Ela esta doente, � por isso que falava ao telefone.
- Est� hospitalizada em Minneapolis. - Eu lamento.
Tem feito tanta falta.
� a minha primeira visita a esta cidade.
� um lugar agrad�vel.
- Como v�o os neg�cios? - Muito bons.
Especialmente desde que come�aram os trabalhos nas minas.
- Fico feliz em saber. - Est� pensando em se estabelecer aqui?
Sim, posso disser que sim.
- E em que trabalha? - Poder�amos dizer que em quase tudo.
Obrigado. Obrigado.
Eu sentia falta de ouvi-lo tocar.
Que bom que trouxe meu violino.
Gostaria de poder tocar assim. N�o gostaria sr. Montague?
Eu j� toquei assim antes.
- S�rio? - Sim, quando era s� uma crian�a.
Mesmo?
Talvez nos d� a honra de tocar algo.
Oh, n�o, n�o.
Passaram muitos anos.
- Parece que n�o quer tocar. - Mas se voc�s insistem.
Ah, Deus!
Parece que estou enferrujado, n�o �.
N�o, n�o acho que esteja enferrujado.
N�o acredito que n�o toque a tantos anos.
Sim.
Mas o violino � menos complicado se o compararmos com a corneta.
Ah, tamb�m sabe tocar corneta?
Interpreto todos os instrumentos.
Incluindo aqueles t�o antigos como a citara e a lira.
Pois � surpreendente.
Sim, �.
E fui muito �til quando regi a filarm�nica de Londres.
Bem, hum, sr. Edwards...
Talvez devamos come�ar nossa partida de damas
permitindo que nossos anfitri�es passem um tempo com a fam�lia.
Sr. Montague est� me ensinando a perder com dignidade.
Os verei amanh�.
A musica que interpretou � horr�vel.
- Edwards. - Sim, o qu�?
Ningu�m dan�aria com essa musica.
- Eu te disse que ele sabia fazer tudo. - Agora sim acredito.
Irei lavar os pratos.
- Eu ajudo. - N�o.
Quando eu for visit�-la n�o ajudarei a lavar nada.
Eu atendo.
John, entre.
Espero n�o ser inoportuno.
N�o, claro que n�o. Papai est� aqui.
- Charles! - Ol�, John.
- Prazer em v�-lo. - � bom v�-lo. Como est�?
Lembra de Caroline, minha esposa?
- Senhora, j� faz um tempo. - Sim, faz.
N�o quero atrapalhar a sua visita
s� queria pedir a Isa�as que cuidasse da minha casa.
Devo entregar um pedido em Mesabi.
Sarah ir� comigo.
Quer conhecer o ????
Tenho certeza que ele ficar� feliz. Irei cham�-lo.
Almanzo, um momento.
Caroline, o que diria se cuid�ssemos da casa no fim de semana?
- N�s? - Sim, claro.
N�o seria divertido viver em nossa antiga casa?
Charles, n�o levarei os garotos.
N�o acho que tenha tanta tranquilidade como pensa.
Isso n�o importa. J� s�o grandes, n�o tem problema.
Vamos. Ser� como nos velhos tempos. O que diz?
Ah, Charles...
Eu adoraria.
- Pai, pai. - Diga, Nancy.
- Pai. - O qu�?
Jason est� vendendo coelhos de p�scoa. Eu quero um.
Custa 25 centavos.
Bem, voc� n�o pode ter.
Por que n�o?
Sabe perfeitamente por qu�?
Te comprei um no ano passado e o que aconteceu?
N�o me lembro.
Bem, deixe-me refrescar sua mem�ria.
Brincou com ele por 2 dias e depois o esqueceu.
N�o lhe deu �gua, nem alimento e ele morreu.
Lembra agora?
Vagamente. Era s� um coelho.
Era um mascote.
E os mascotes trazem responsabilidades.
Eu lamento, Jason. Espero que entenda.
Claro que sim, senhor.
Se soubesse disso, jamais teria lhe oferecido meus coelhos.
Voc� � igual a ele. Me odeia tamb�m.
N�o queria dizer, sr. Oleson...
mas sua filha � muito estranha.
Eu sei, Jason.
- Eu sei. - Adeus.
Sr. Oleson.
Bom dia, sr. Coleson. Como vai?
Muito bem, obrigado.
Poderia usar seu telefone?
Claro. Ligarei para a operadora.
Sei operar os comutadores.
Eu posso fazer. A chamada � muito confidencial.
- Sim, compreendo. J� sabe onde est�. - Sim, obrigado.
Al�.
Sim, est� aqui.
Quem?
Um momento.
� para voc�. � Drew Coleson.
Eu o atenderei.
Drew?
N�o, n�o, n�o. Perfeito. V� em frente.
Quantos s�o?
Verdade?
Certo.
Me reserve um quarto no hotel para s�bado.
Todos estar�o na igreja domingo. Ser� o melhor momento para comunic�-los.
Certo.
Boas noticias?
Excelentes, querida.
Sr. Ingalls?
Sr. Ingalls?
- Charles, o que foi? - Nada, desculpe, Caroline.
Jeb, o que houve?
Jason n�o est� na cama.
� prov�vel que tenha ido a casinha.
Mas est� demorando muito.
Estou ficando preocupado.
Certo, irei procur�-lo. Voc� volta pra cama.
Que rom�ntico!
Volto logo.
N�o devem se preocupar.
Nancy n�o colocar� as m�os em voc�s.
E ningu�m que n�o prometa trat�-los bem.
Sei que v�o sentir saudade.
Eu tamb�m sentirei saudade.
Mas devem entender.
Preciso ganhar dinheiro para comprar algo para papai e mam�e.
Assim saber�o que j� sou crescido.
Jason.
N�o crescer� se n�o dormir.
O que est� fazendo aqui, sr. Ingalls?
Teu irm�o me acordou.
Estava preocupado com voc�.
Ele n�o se preocupa.
S� quer me causar problemas.
Por favor, Jason. N�o fala s�rio.
Claro que sim.
N�o se ofenda, sr. Ingalls,
mas eu conhe�o o meu irm�o melhor do que o senhor.
Tenho certeza que sim, Jason, mas ainda acho que estava preocupado com voc�.
Acho que o senhor nunca teve um irm�os mais velho.
Est� enganado, Jason. Eu tive dois.
E o tratavam bem?
Sim, �s vezes.
Mas sempre me diziam o que fazer porque, segundo eles, eu era muito pequeno.
Viu? Todos os irm�os mais velhos s�o iguais.
Um bando de valent�es.
Bem...
Acho que se comportam assim porque tem medo.
Medo de qu�?
Medo de que...
seus pais gostem mais de seus filhos menores do que deles.
N�o pode ser.
Sim, poder ser. Pense um pouco.
Pensa no teu irm�o. Ele tinha toda a aten��o da fam�lia
e de repente voc� chega.
Voc� sabe como s�o os pais com os filhos pequenos.
Os abra�am todo o tempo
lhes dizem como s�o bonitos, eles vivem por eles.
Isso � suficiente para que os outros irm�os sintam ci�mes.
Acho que sim.
Nunca pensei dessa maneira.
Realmente acha que ele se preocupou comigo?
Tenho certeza.
- Sabe o que eu acho? - N�o.
Que vamos dormir.
- Tem raz�o. - ????
Sr. Ingalls.
Fico contente de termos conversado.
Eu tamb�m, Jason.
Vem, vamos dormir.
Jeb. Jeb. Acorda.
Jason, me deixa dormir. O que quer?
S� queria te dizer para n�o ter ci�mes.
De que est� falando?
Voc� sabe...
sentir ci�mes pensando que mam�e e papai me amam mais que a voc�.
Tenho certeza que n�o, mas...
Obrigado por se preocupar comigo.
N�o sei do que est� falando.
Eu n�o estava preocupado com voc�.
Por favor, claro que estava.
Por que mais voc� acordaria o sr. Ingalls e pediria que fosse me procura?
Porque eu pensei que ele te castigaria, � por isso.
Agora v� dormir.
Por que as crian�as ouvem os adultos?
Marvin Tidwell far� 95 anos na pr�xima ter�a.
Acho que ele se sentir� muito feliz se fossemos felicit�-lo.
Maddy Storm deu a luz a uma menina ontem.
A pequena Lisa Jane.
Se algu�m de voc� tiverem roupas de beb�
sei que Maddy e seu marido agradecer�o sua ajuda.
N�o se esque�am do piquenique depois da igreja.
Se algu�m deseja ir, mas n�o trouxe comida,
n�o se preocupe, j� temos de sobra.
Antes de nos despedirmos, queria apresent�-los a um visitante.
O sr. Lassiter, que me assegura que tem
algo importante a comunicar a todos.
Sr. Lassiter.
Obrigado, reverendo.
Obrigado por me permitirem este momento.
Gostaria de me apresentar.
Meu nome � Nathan Lassiter.
E sou presidente de Lassiter e Cia.
Que voc� poderiam chamar de uma empresa de desenvolvimento urbano.
Um de meus empregados, Drew Coleson foi enviado a esta cidade.
E tem me dado �timos informes sobre voc�s.
Agora...
O que eu lhes direi talvez posso surpreend�-los
mas pe�o que me escutem.
Como sabem...
o terreno em que se construiu esta cidade
pertencia a uma reserva.
Mas quando o tratado com os Sioux foi interrompido...
estas terras e muitas outras que a rodeavam foram divididas.
N�o era um terreno propicio para ser habitado.
O que eu estou dizendo �...
Lassiter e Cia � propriet�rio dos terrenos em que foi constru�da esta cidade.
� algum tipo de brincadeira?
N�o, n�o, senhor. N�o �.
Possuo documentos que provam.
Minha fam�lia e eu chegamos fazem muitos anos,
vai me dizer que isto nada importa e que voc� � o dono?
Por favor, senhor.
Por favor, escute-me.
Entendo seus sentimentos,
mas n�o � nossa inten��o despej�-los de sua propriedades.
Sabemos que se esfor�aram e o quanto trabalharam
e n�o � necess�rio que parem os seus trabalhos.
Um momento. Quer ser mais explicito?
Pretende algo. De que se trata?
N�o existem motivos para que n�o continuem trabalhando como tem feito at� agora.
A �nica diferen�a � que v�o trabalhar para mim como empregados.
Empregados? Do que est� falando?
Silencio. Silencio, por favor.
Sr. Lassiter.
Como presidente do comit� municipal
acho que falarei por todos os nossos membros.
E lhe direi que n�o investimos nossas vidas aqui para sermos despejados assim.
Talvez ache que somos fazendeiros ignorantes.
Mas nos manteremos unidos.
E lhe asseguro que nos defenderemos ante essa injusti�a.
Como voc� quiser, senhor.
Deixarei copias dos planos e das escrituras.
Podem examin�-los detalhadamente, ver�o que s�o genu�nos.
Voltarei este fim de semana
para concretizar os conv�nios com todos e cada um de voc�s.
Drew.
N�o sei o que pensar.
As escrituras parecem genu�nas,
mas n�o posso acreditar que as autoridades tenham permitido.
S� existe uma solu��o. Consultar a um advogado.
Tem algum sugest�o?
Burton e Davis e a firma que meu genro trabalha.
Tem excelente reputa��o.
Est�o de acordo?
Sim.
Consultaremos Burton e Davis.
Amanh� irei a Sleep Eye.
Charles, voc� os conhece. Poderia me acompanhar.
Com prazer.
E se os advogados lhe derem raz�o,
o que vamos fazer, ent�o?
A for�a apoia a justi�a.
Se eles querem nos pressionar, sabemos nos defender.
Um momento.
Acabamos de sair da igreja e voc�s j� querem brigar.
E o que espera que fa�amos, reverendo?
Que digamos, entrem e peguem nosso patrim�nio?
N�o, claro que n�o.
Mas podemos recorrer as autoridades.
Existem leis em nosso pais que protegem ao povo.
E se n�o protegerem?
Elas ir�o.
Agora devemos orar em silencio e...
pedir que nos ilumine e perdoe a nossa ira.
Bem, cavalheiros...
Lamento n�o dar boas noticias
mas temo que Lassiter e Cia fizerem um excelente trabalho.
Quer dizer, que ele tem direito legal a cidade?
Ele pode, vir e tomar tudo.
Legalmente est� em seu direito, moralmente, n�o.
Entretanto o tribunal s� ver� o aspecto legal deste caso.
N�o posso acreditar.
N�o posso acreditar que a lei seja t�o injusta.
Nem os �ndios, que ganharam originalmente estas terras.
N�o h� nada que possamos fazer?
Legalmente, n�o.
N�o sei o que lhes dizer.
Gostaria de t�-los ajud�-los.
Walnut Grove n�o se render� sem lutar.
Isso eu garanto.
Obrigado por nos receber.
Charles...
Sei que haver� problemas, conhe�o o Lassiter.
� impiedoso.
Muito impiedoso.
Eu sei.
- J� terminei. N�o vai subir? - Um momento.
Por que est� limpando o rifle?
J� falamos disso.
Voc� falou.
Te disse que n�o comprasse e ignorou todas as minhas suplicas.
Beth, n�o permitirei que um estranho tome minha propriedade.
Ele n�o vai tomar.
Te disse que poderia trabalhar como sempre fez.
� minha, n�o dele.
E n�o trabalharei como um escravo em minha propriedade.
E usar� este rifle para impedi-lo?
- Responda-me. - Sim!
Sim, usarei se for necess�rio.
N�o sei o que vamos fazer.
N�o vendendo nem um coelho deste que isso come�ou.
As pessoas n�o pensam celebrar a p�scoa.
Sim. O que voc� acha que vai acontecer?
N�o sei, mas estou assustado.
- Sim, eu tamb�m. - Ei, olhe.
A� est� Lassiter.
Disse que viria hoje.
Vai para a casa dos Wilder.
Devemos avisar a todos. Vamos.
Reverendo Alden.
- O que aconteceu? - Lassiter e seu homens.
Se dirigem a casa dos Wilder.
Come�ou.
Avise a todos na cidade. Diga para irem a casa do Almanzo. Eu vou indo.
E que n�o levem armas.
Isto � necess�rio?
Vamos descobrir.
Sr. Almanzo Wilder?
- Sou eu. - Prazer.
Bem...
Sua casa � muito bonita.
Isso mesmo.
E eu pretendo mant�-la.
Chega de amea�as, sr. Wilder.
Eu vim aqui a neg�cios.
- Agora, eu calculei... - Acho que n�o me ouviu.
Eu disse que esta � minha propriedade e quero voc�s fora daqui.
Voc� est� sendo tolo.
Claro que sou.
N�o passo que um fazendeiro est�pido. Saia da minha terra.
Receio que n�o deu ao sr. Lassiter nenhuma escolha.
Esta � uma ordem judicial, para que voc� abandone esta propriedade em 48 horas.
Ou o qu�?
Ou receio que voc� ser� removido a for�a.
� autentica.
Sim, senhor, � uma linda casa.
48 horas, sr Wilder.
Drew. Drew, ajude-me.
Tirem-no de cima de mim.
Segurem-no. Apenas segurem-no.
Deixem-no em paz.
Saiam desta propriedade agora.
Falo s�rio.
Vamos.
Voltaremos na sexta e diga aos demais...
que tentei ser justo mas voc�s n�o me ouviram
agora ter�o que fazer o que eu disse, sa�rem.
Transmitam a minha mensagem.
Montague?
Como ele est�, doutor.
Tem duas costelas quebradas mas ficar� bom.
O que est� acontecendo?
Fazem planos para sexta.
Nos defenderemos quando Lassiter chegar com seus homens.
Armados?
Sim. Receio que sim.
O reverendo tentou dissuadi-los mas foi in�til.
N�o podemos assustar a um homem como Lassiter e voc� sabe.
Precisamos tentar.
Estou com voc�s.
N�o entendo nenhum de voc�s.
Nenhuma propriedade justifica arriscar a vida.
Tem raz�o. N�o entende.
N�o v� a cidade na sexta.
Tenho que ir.
Por qu�?
Tamb�m me afeta. Walnut Grove ainda � o nosso lar.
Nossa fam�lia cresceu aqui, e n�o podemos dar as costas.
Voc�s n�o podem vencer.
Eu sei.
Mas se n�o nos defendermos de homens como Lassiter, seria...
seria como dizer, v� em frente, pegue o que quiser.
�s vezes voc� tem que lutar pelo que acredita ser certo.
Este pa�s foi fundado nestes conceitos.
Voc� me entende, certo?
Sim, entendo.
Entendo.
Srta. Plum.
Sim, Jason.
Preciso ir na casinha.
N�o quero que saiam da escola.
Srta. Plum, por favor, n�o posso esperar.
Certo. Mas deve voltar imediatamente.
Sim, senhora.
Jason...
use a outra porta.
Sim.
Continuem sua leitura.
Voc� n�o � bem-vindo, Lassiter.
N�o quero problemas.
Trazemos documentos para todos voc�s.
J� disse que voc� n�o � bem-vindo.
Falo muito grosso, considerando que voc� est� em minha rua e minha cidade.
Estou surpreso de v�-lo envolvido nisto, reverendo.
Fiz todo o poss�vel para evitar, mas n�o consegui.
Pe�o a todos que se re�nam amigavelmente para discutirmos.
N�o h� nada que discutir.
Esta � minha propriedade e quero que saiam.
E como pensa obrigar-nos a sair.
Eu n�o terei que me ocupar com isso.
Bom dia, cavalheiros. Sou o coronel Forbes.
Tem algum representante ou prefeito?
Sou Nels Oleson, presidente do conselho municipal.
Sr. Oleson...
fui enviado para assegurar a tomada de posse pacifica desta propriedade.
Coronel...
passamos nossas vidas construindo esta cidade.
N�o vamos ficar de lado enquanto a tiram de n�s.
Entendo como se sente, senhor. Por favor acredite-me quando digo...
que n�o gosto disso tanto quanto voc�s.
Mas isso n�o altera o fato de que eu ainda tenho um trabalho a fazer.
� melhor entender que n�o desistiremos sem lutar.
Isa�as.
Coronel, sou o reverendo Alden...
todos estamos nervosos,
poder�amos sentar e conversar.
Sr. Lassiter muitas ficam ser�o sacrificadas se n�o ouvir a raz�o.
A lei me apoia, reverendo.
Coronel, continue.
Eu fui instru�do...
que todos os moradores de Walnut Grove
dever�o abandonar seus estabelecimentos comerciais antes de anoitecer.
Lhe prometo que n�o ser� f�cil de conseguir.
Coluna, desmontem. Coloquem-se em posi��o.
Cavalheiros...
em nome do exercito dos Estados Unidos...
ordena que entreguem suas armas.
Como veem, tenho muitos jovens ao meu comando.
Suas vidas s�o minha responsabilidade.
N�o me obriguem a dar uma ordem que provocaria muitas mortes.
Mortes desnecess�rias.
N�o podem evitar o inevit�vel.
Tem raz�o.
Sei o que est�o sofrendo, mas ele tem raz�o.
N�o podem lutar contra o exercito.
Seria absurdo morrer por uma causa perdida.
Sargento.
O destacamento recolha sua armas.
Devolveremos quando abandonarem a cidade.
N�o fizemos nenhum preparativo para partir.
Devem nos dar mais tempo.
Quero que v�o hoje mesmo.
Nos d� at� domingo.
� P�scoa.
Permita nos reunirmos uma �ltima vez antes de nos despedirmos.
Coronel, quero eles fora daqui agora.
Darei at� domingo a tarde.
Obrigado.
Por favor, entendam...
s� cumpro com minhas ordens.
Montem.
Gra�as a Deus voc� est� bem.
Vi Lassiter com um destacamento de soldados.
O que aconteceu?
Tudo terminou.
Devemos ir at� domingo a tarde.
Oh, n�o!
� t�o dif�cil de acreditar.
Eu sei.
Falei com Almanzo, ele vai morar conosco...
at� que possa se estabelecer.
Pobrezinho. Chorou como uma crian�a.
N�o � o primeiro que deve partir e come�ar tudo de novo.
Ele conseguir�.
N�s conseguimos.
Tem toda raz�o. Conseguimos.
Fiz um pouco de caf�.
Cair� bem.
Haver� uma reuni�o depois do servi�o religioso.
- N�o acabaram os problemas? - Oh, sim.
� s� uma reuni�o.
Para nos organizarmos o melhor poss�vel. Nos resta muito pouco tempo.
Eu irei ajudar a Laura.
Os Carter amavam esta casa.
Desculpe atraso, Charles, mas eu tive outro carregamento.
Tive que ir at� Dawnson para pegar.
Dinamite para a mina. Me pagaram o dobro para trazer.
Os meninos est�o bem?
Sim, est�o bem.
Algo aconteceu, Charles. O que �?
� com os meninos?
N�o, eles est�o bem.
Por que n�o entram? Contarei o que houve.
Dentro de 1 hora vir�o pegar os moveis.
Lamento, n�o posso me conter.
Eu sei. Eu sei. Eu tamb�m n�o consigo.
Temos enfrentado problemas
e temos ficado bem. - Eu sei.
� que...
N�o sei.
Estou t�o furiosa.
Manly, estou realmente furiosa.
Eu sei como voc� e papai se sentem sobre esta terra.
� nossa e nos tiram e isso me enfurece.
Aquele Lassiter vir� � usar� a nossa casa. Nossa casa!
Jamais tinha sentido tanta raiva.
Desabafa, desabafa.
Os Turner transportar�o em sua carro�a os pertences da sra. Foster.
N�o sei se tenho espa�o para tudo.
H� suficiente espa�o na minha. Pode utiliz�-la.
Obrigado.
Gostaria de falar com voc�s por um momento.
Tempos como este testam nossa f�.
Por que Deus permite que existam homens como Lassiter?
Por que n�o intercede em nosso favor?
Somo bons crist�os.
Por que permite que soframos nas m�os de homens assim?
Estas n�o s�o perguntas f�ceis de responder.
Mas a verdade �...
que o mal existe neste mundo.
Sempre existir�.
Mas eu confio...
que Deus est� do nosso lado.
Vamos sobreviver...
vamos prosperar...
porque a f� e o amor s�o as armas mais poderosas deste mundo.
Devemos nos segurar nessas armas em momentos como este.
Como j� fizemos no passado.
Sentimos o poder do amor neste cidade muitas vezes.
Quando a adversidade chegou, n�s ficamos juntos.
Sentimos o amor dos amigos.
Temos sentido algo...
que um homem como Lassiter jamais sentir�.
E por isso agradecemos ao Senhor.
Mas eu estou sentindo algo um pouco diferente, reverendo.
Vou lhe dizer o que sinto.
Raiva.
Acha que eu n�o?
Acha que s� porque eu sou um ministro
eu n�o sinto tamb�m?
Claro que sinto.
Mas ele � o dono.
Que bem faz se preocupar por algo que j� passou
quando temos um futuro a nossa frente.
Lassiter sim, tem um futuro.
Se muda para c� e se apodera de tudo que tanto esfor�o nos custou.
Por que deixar?
H� algo que podemos fazer.
Eu fiquei furiosa hoje. Muito furiosa.
Sabem o que eu fiz?
Quebrei todas as janelas.
Sim, talvez pare�a tolo. Talvez seja.
Mas eram as minhas janelas.
Ele n�o as aproveitar�.
Ele possui a terra, que fique com ela.
Mas ele ter� de fazer muitos consertos antes de poder usar nossa pens�o.
Escutem.
Querem fazer algo mais que quebrar janelas?
Em minha casa est� uma carro�a carregada com dinamite para a mina.
Certo. Por Deus!
Se Lassiter deseja matar nossa cidade, o mais digno ser� sepult�-la.
O que acham?
Certo.
Domingo.
Bem...
Eu acho que seria s�bio estar l�.
Claro.
Bom.
Bom.
Ent�o nos veremos no domingo.
Adeus.
O prefeito Stovel estar� l�.
Bom. � o que precisamos.
Acho que � conveniente que todos vejam o que acontecer� a Walnut Grove.
Isso poderia facilitar a posse de suas cidades.
Ver�o por si mesmo.
Ou trabalham para Lassiter e Cia, ou n�o se trabalha.
Proponho um brinde.
Ao rei de Hero Township.
Gostei disso, Drew.
Gostei muito.
� o �ltimo.
Obrigada.
Eu estava muito orgulhosa de voc�, esta noite.
Sim, deveria estar.
Acho que me comportei igual a voc�.
Como eu?
Sim. Como voc�.
Lembro quando enfrentamos uma situa��o muito parecida.
Tivemos que abandonar nossa casa em Kansas.
Jamais se deu por vencida.
Ficou furiosa, mas sem se dar por vencida.
Eu tinha o seu pai l�.
Eu sei.
Tamb�m sei que ele n�o conseguiria sem voc�.
Voc� foi sua for�a.
Toda a minha vida eu desejei ser como voc�.
Ent�o, eu que deveria estar orgulhosa.
Porque se eu n�o tivesse uma m�e como voc�
eu n�o seria eu.
Tem raz�o, Laura.
Eles n�o teriam conseguido sem n�s.
Jeb, Jason, subam na carro�a.
Jamais esquecerei esta casa.
Nem eu.
J� estamos prontos.
Devo ir ajudar o papai.
Sim, depois da igreja.
Acho que chegaremos na ter�a.
Eu direi.
Eu direi.
N�s amamos voc�s.
Eu sei, direi a ele.
D� um beijo na tia Tess.
Eu tamb�m.
Adeus.
As crian�as est�o bem?
Est�o bem.
Me pediram para lhe dizer que est�o tristes
pela cidade.
Ser� melhor irmos.
Querido Deus...
Enterramos uma amiga hoje.
Esta cidade...
foi nossa amiga,
ela nos fez uma fam�lia.
Nos manteve juntos.
Onde quer que vamos neste mundo,
vamos sempre lembrar de Walnut Grove.
Ser� sempre um lar para n�s.
Pare a carro�a.
Mas que diabos?
V� at� l�.
Sargento, mantenha as tropas aqui.
Eu prometo a voc�s que n�o v�o se safar dessa.
Se safar do qu�?
Coronel...
Quero que cada pessoa aqui seja presa.
Sob que acusa��o?
Acusa��o? Eles destru�ram a minha cidade.
Desculpe-me...
Nossa cidade.
Agora voc� pode possuir toda esta terra.
Mas o que estava nela � nosso,
para fazermos o que quisermos.
Isto est� certo, coronel?
Est� certo.
Nenhuma lei foi quebrada aqui.
Lassiter...
Eu n�o sei o que os outros pensam,
mas como prefeito de Hinton, quero que voc� saiba que
� isso que voc� vai conseguir se voc� tentar tomar a nossa cidade.
E isso vale para Tillman.
E para as outras cidades tamb�m.
Gra�as a Deus.
Voc�s ouviram?
Walnut Grove n�o morreu em v�o.
Onward christian soldiers
marching as to war
with the cross of Jesus
going on before
Christ the royal master
leads against the foe
forward into battle
see His banners go
Onward christian soldiers
marching as to war
with the cross of Jesus
going on before
Onward christian soldiers
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