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DRAG�O
Vou contar a voc�s uma hist�ria.
N�o est� em muitos livros de hist�ria. Muitos a chamariam de mito.
Ou fantasia. H� muitos anos houve uma grande guerra entre os homens...
e os elfos escuros do bosque de Scythe.
Quer�amos paz e uma solu��o, mas os elfos voltaram a atacar.
N�o descansariam at� que cada humano tivesse sido exterminado.
A sua maldade propagou-se como o fogo.
V�rios reinos se perderam numa s� noite.
E o desespero. A terra de Tyras Plain perdeu-se. N�o havia esperan�a.
E assim come�a a nossa hist�ria.
Sou uma diplomata! Quero dizer! Como prisioneira...
os senhores da guerra exigem.
Drag�es.
Por favor, tenham miseric�rdia.
- Sua majestade, eu sou... - J� sei tudo sobre voc�.
Lord Artemir.
Sou eu. E esse � Cador.
Estamos ao seu servi�o.
Minha senhora!
Se me permite, devemos ir embora imediatamente. N�o � seguro.
Supostamente.
- Ainda est� vivo. - Minha senhora...
Aceita a honra?
N�o posso.
Como desejar.
Por favor, adiante.
Me perdoe, majestade. O que fazia por aqui?
N�o se exceda, Cador. Sua Majestade ir� te falar quando desejar.
Minhas sinceras desculpas, Majestade. Devo admitir que nunca estive na Corte.
� uma honra.
N�o h� necessidade de manter as etiquetas aqui, meu senhor.
S�o momentos desesperados e circunst�ncias perigosas.
- Pode falar livremente. - Minha senhora � generosa.
Respondendo � sua pergunta, o meu pai me encarregou de viajar at� Backnor Brim...
para suplicar a Lord Blackthorne que ajude na guerra.
Estou a ver. Uma miss�o sensata. O seu ex�rcito � maior que o nosso.
- E tem cavalaria pesada. - Lord Blackthorne n�o nos ajudar�.
- Porque voc� acha isso? - Acredita que nossa guerra � apenas nossa.
Estranha decis�o de um cavaleiro do rei.
Sim, a batalha � nossa por um curto espa�o de tempo, mas se cairmos...
ningu�m acredita que os elfos se deter�o.
Continuar�o at� que todos os humanos morram.
Os que n�o est�o amea�ados diretamente agora temem lutar.
- N�o � por vontade, apenas por valentia. - Lord Blackthor � um h�bil...
e inteligente comandante. Vou lhe dar a valentia.
A sua for�a est� na arte da negocia��o.
N�o me espantaria que j� tenha negociado a paz com os elfos.
- Para evitar enfrent�-los. - Acha que n�o vai nos ajudar?
A apatia � o maior aliado do Mal, minha senhora.
Minha senhora est� muito bela. O seu vestido � apropriado para a Corte...
- Mas n�o para essa viajem. - Obrigada.
Porque estavam no bosque?
Estamos separados da nossa divis�o.
Ent�o devem estar perto. Talvez possam me acompanhar o resto da minha viajem.
Os caminhos s�o perigosos.
A divis�o j� n�o existe, somos os �nicos sobreviventes.
- Onde foi a batalha? - Em Arroll.
- Tomaram Arroll? - E Tinnegan.
Est�o a menos de uma semana de Tyras Plain.
- N�o, apenas dias. - Devemos chegar a Backnor Brim...
� a nossa �ltima esperan�a.
Assim parece. Farei o que me ordena.
Mas � uma tarefa da qual j� n�o h� volta.
Podemos matar alguns ladr�es e mercen�rios.
Mas se enfrentamos uma legi�o inteira...
� pouco o que possamos fazer.
Ent�o deveremos contorn�-los indo por dentro do bosque.
- Senhora, esse � o bosque de Scythe. - E?
O mal reina aqui. � o lugar da Maga Freya e suas criaturas de fogo.
Eu sei, j� o vi.
- O qu�? - Momentos antes de terem chegado.
Ningu�m viu o drag�o e sobreviveu para contar.
Nos fale da besta, majestade.
� mais alta que os muros do nosso reino.
Os seus olhos est�o vazios e plenos de mal. A sua carne � como a de uma serpente.
- � verdade que respira fogo? - � sim. Como n�s o ar.
Mas... quando os elfos se aproximaram, permaneceu quieto.
S� atacou quando eu comecei a correr.
Ent�o � poss�vel atravessar o bosque sem sermos detectados.
Poss�vel mas pouco prov�vel.
Minha senhora, devo record�-la que o seu lugar � no castelo.
O povo a v� como a sua esperan�a. Talvez voc� possa convocar uma resist�ncia.
- E evitar a rendi��o. - Os s�mbolos tamb�m devem guerrear.
As guerras t�m sido duras para eles e por isso pe�o lamento.
- Mas o meu pai � um grande l�der. - Sim. N�o h� d�vida...
foi um erro t�ctico permitir aos Dulcafar que se reagrupassem.
dev�amos t�-los atacado enquanto pudemos!
Agora est�o melhor armados e v�m a nossa miseric�rdia como debilidade.
As palavras elegantes e os discursos n�o ganham batalhas, meu senhor.
Os ex�rcitos sim. Precisamos do apoio de Lord Blackthorn.
E voc� me ajudar� a consegui-lo.
Como desejar.
Ainda � um bom homem. Espero que n�o creia que � d�bil de car�cter.
N�o o creio. Acho que todos os homens t�m direito a falar francamente...
e respeito as suas cren�as ainda que n�o esteja de acordo.
Est� a formar uma opini�o sobre voc�. Voc� ser� uma Rainha justa e honesta.
Apesar de me terem dado roupas novas... n�o tenho armas.
- Sabe usar espadas? - N�o o fa�o mal.
- Como aprendeu? - O meu pai foi muito rigoroso...
na minha educa��o. Al�m dos meus deveres na corte...
me educou sobre estrat�gias militares e artes de combate.
Lamento ter lhe feito a pergunta.
Essa espada foi um presente do meu pai.
E ser� o meu presente para voc�.
Obrigada.
Bem, devemos avan�ar.
Escutem com aten��o. Devemos vigiar cada passo.
N�o falem em lugares altos. Compreendido?
Conhe�o esse lugar. J� estive aqui antes.
Em sonhos.
Sua Majestade deseja mudar as ordens?
N�o.
Nenhum tipo de educa��o ou treinamento real...
...a prepararam para o que vai ver.
O seu valor deve vir de dentro.
N�o h� tempo a perder. Este s�tio n�o vai ficar menos aterrador.
Os elfos escuros n�o eram uma ra�a m�. Pois n�o?
O mesmo bosque os tornou malvados e loucos.
- Ouviram isso? - N�o ouvi nada.
Exacto.
N�o estamos s�s aqui.
Vamos.
Ol�. Vamos ficar sozinhos por um pouco. O que me diz, amor?
Isso n�o est� certo. N�o fa�a rodeios.
- Pode explicar essa emboscada? - H� que ter cuidado.
O bosque de Scythe � um lugar perigoso.
Atacam em qualquer curva por aqui, amigo ou inimigo?
� uma forma eficaz de saber de que lado est�.
Continuemos.
A sua amiguinha parece pouco estragada para uma camponesa.
Ou algu�m do bosque. Parece da fam�lia real.
� apenas nossa companheira. N�o temos que conversar contigo, pelo que...
- J� nos vamos. - Dois cavaleiros do rei...
Uma jovem e bela companheira. Viajando pelo bosque de Scythe.
- � muito estranho. - Certo.
- Meta-se nos seus assuntos, senhor. - N�o d� ouvidos a esse tonto.
Tonto? O suficiente pra te surpreender, amigo.
Acredite, se quisesse lhe matar, j� teria feito.
- Talvez tenha estado numa batalha diferente. - N�o est�o preparados para este bosque.
E se em vez destes tontos se encontrarem com monstros?
- Ou com o drag�o de fogo. - N�o precisamos da sua ajuda...
se � essa a sua pergunta.
- Senhor cavaleiro, creio que sim. - Porque est�o aqui?
- Est�o perto da vossa Terra. - Viemos pelo pr�mio gordo.
- A cabe�a do drag�o. - Que experi�ncia t�m nisso?
Nunca ouviu falar no bas�lico de Kensigton?
- N�o. - Um drag�o pior que esse.
- Mat�mo-lo. - Sim, minha senhora.
- O bas�lico matou milhares. - Acreditem...
n�o sobreviver�o sem a nossa experi�ncia.
A princesa tem uma arma. Sabe us�-la?
- Posso me defender. - Claro, claro. Mas a julgar pela...
sua roupa, essa miss�o foi improvisada. Sua Majestade n�o viajaria...
em tempos de guerra sem um batalh�o que a protegesse.
- No m�nimo um batalh�o. - A nossa miss�o � secreta.
Uma miss�o importante. Seria uma honra ajud�-los.
- Bem, podem vir. - Majestade, protesto.
- Podemos ajud�-la por um pequeno tributo. - Muito pequeno.
- Que pensam? - N�o sei.
- Talvez uma parcela de terra ou um t�tulo. - Um criador de porcos quer um t�tulo.
Teriam que jurar lealdade a mim e ao meu pai.
- A troco de terra, supomos. - Minha senhora...
Porque acha que precisamos de ajuda dessa... gentalha?
Conhecem o lugar. J� estamos em perigo, sobretudo com o drag�o.
Um grupo maior � mais f�cil de ser detectado.
N�o � t�o linear. Sempre poderemos lhe surpreender.
- �s cegas. - Assim seja.
Agora... se Sua Majestade... desculpa...
N�o quiser me dar terra, talvez haja outra forma de me compensar, em particular.
Basta! Ofendeu a honra da Princesa.
N�o a vejo ofendida.
� uma tradi��o e n�o a mudarei. Matei cem homens com essa espada.
N�o hesitaria em lhe abrir a garganta aqui mesmo. Vai parar de me chatear?
- Voc� � um filho da puta bastardo. - Deixa isso e responda.
Eu sacrificaria a minha vida pela honra da Princesa.
Sacrificaria a sua vida para defender o seu ego?
Me parece que est� em minoria.
- Deixa isso e responde. - N�o.
- N�o pretendo faz�-lo hoje nem nunca. - Bem, voc� provou a sua habilidade.
Pelo menos em teoria. Se sua Majestade deseja lhe contratar...
eu honrarei a sua decis�o de lhes perdoar a vida.
Estamos de acordo?
- Estamos. - Nos acompanhem at� Scythe.
Quando chegarmos a salvo � Corte de Lord Blackthorne...
ser-lhes-� entregue a terra e o t�tulo que merecerem.
- Excelente. Sou Gareth Morholt. - Sou Sogomo. A minha espada � sua, Majestade.
- Me chamam de Naga. � um prazer servi-la. - J� est�. Podemos seguir?
- Ao castelo... - Atr�s das �rvores!
� maior que a besta de Kensigton..
A vi.
N�o importa. Chegar� o seu dia e o mediremos. Por aqui.
O seu cavaleiro se mexe com o sigilo de um paquiderme.
N�o � o meu cavaleiro, � o meu tenente. Nos treinaram do mesmo modo.
N�o � nenhum mist�rio, ent�o. O ex�rcito n�o � grande coisa.
- O que voc� sabe? - O suficiente.
Se sobreviver, o meu reino ser� o seu reino. Voc� tamb�m dever� defend�-lo.
Eu farei � minha maneira, n�o �s cegas como voc�s dois.
- Voc� tem muito que aprender. - Voc� se acha meu mestre?
Levaria duas vidas para ensinar a algu�m como voc� tudo o que sei.
Estou vendo. � r�pido com a espada. Que pena.
Porque ensinam isso aos que n�o o respeitam?
Artemir! Desmaiou. Estava...
...acha que morrer�? � assim t�o bondosa?
Voc� d� mais valor �s suas vidas do que � sua?
- Passou muito tempo. - Quem � voc�?
Sou s� um sonho.
- Onde estou? - Colapsou.
- Pode continuar? - Sim.
Bem, venha agora.
Sem fazer ru�do que atra�a essas bestazinhas.
- Uma elfa. - N�o existem.
- Os nossos olhos nos enganam. - Tentem falar com ela.
Basta de sugest�es. Vou me apresentar.
- H� algo de errado. - Bem. J� veremos.
O que procuram aqui?
Voc�s s�o os estranhos aqui.
eu deveria perguntar o mesmo.
N�o est� em posi��o de perguntar nada.
N�o conhecem o meu poder.
Aconselho a voc�s todos que reconsiderem o que fazem.
- O que quer de n�s, bruxa? - Entraram no meu territ�rio.
- O bosque de Scythe � meu. - Ent�o � a Maga Freya.
- Como voc� sabe? - S� a ama do drag�o...
se sente segura aqui.
Quem dera fosse t�o f�cil. N�o sou a ama do drag�o.
Pelo contr�rio, o seu poder usurpa o meu. O seu mal n�o tem limites.
Est� fora do controle de qualquer humano ou bruxa.
Mas est� aqui. N�o tenha medo.
Os nossos destinos est�o unidos.
Ao lhe dar vida lhe dei parte da minha ess�ncia.
E pelo meu sangue corre a ess�ncia da besta.
Ent�o � m� e deve morrer.
Prefiro lidar com aquele. Parece um homem com honra.
N�o um bruto que v� o mundo em termos absolutos.
Vou lhe conceder o que deseja.
Quando terminar de falar em acertos, vai negociar comigo.
Estranhas criaturas.. n�o sei se deva mat�-los.
Ou guard�-los como mascotes.
Freya, sou Alora Vanir, Princesa de Tyras Plain.
- Acho que j� nos conhecemos. - Assim �.
Precisamos atravessar o bosque. Se � a sua terra nos desculpe por isso.
A nossa miss�o � urgente e de grande import�ncia.
Voc� tem uma grande for�a. � uma pena que n�o se reflita nos seus olhos.
Nos seus olhos h� medo.
Medo e inseguran�a.
Por favor, lhe suplico.
Querida menina...
precisammos de melhor companhia. Homens irracionais v�o lhe conduzir � morte.
O que voc� quer dizer?
Apesar de terem visto uma amostra do meu poder, est�o prontos a atacar.
O seu protetor tem a m�o na espada e o jovem ladr�o quer me cortar a garganta.
E tamb�m h� amor... muito amor. Espere at� que passe toda essa prova.
Saia das nossas cabe�as, bruxa.
A sua miss�o � nobre, apesar de suicida.
Eu vejo o futuro. � um dom e uma maldi��o.
Alguns de voc�s n�o sobreviver�o.
- Outra amea�a. - N�o ser� a minha m�o, Gareth Morholt.
- Se n�o ser� voc�, quem ser�? - A besta. Levar� alguns de voc�s.
Os seus planos para evit�-la n�o funcionar�o.
O drag�o deve ser enfrentado e vencido se quiserem chegar a Blacknor Brim.
Voc� deve enfrentar o seu medo da besta como enfrenta os medos que te enchem.
A morte do drag�o � o meu dever. Ele espera � d�cadas por algu�m valente.
Ou est�pido, que desafie a criatura.
- Somos os que ele esperou? - Somos valentes, n�o est�pidos.
Uma coisa n�o existe sem a outra.
Nos ajudar� a reparar o mal que lamenta ter criado?
- Sou uma maga, mas voc� parece ler mentes. - Sinto ele em suas palavras.
N�o posso enfrent�-lo. Apenas posso me oferecer como guia e protetora.
Alegremente aceitaremos ambas.
Essa � a minha protetora, Damara. A �ltima das elfas do bosque.
Isso significa que lutarei ao seu lado. Darei a minha vida para proteg�-los.
Dever�amos lhe oferecer a nossa prote��o.
Aproxima-se uma tempestade. O drag�o esperar� at� que passe.
Escutem. N�s tamb�m esperaremos.
Nunca gostei dos magos.
Nem eu.
Me diga.
Voc� sabe como se movimenta o drag�o?
Ela dorme assim. Descansa.
- Assim recupera energia. - Estou a ver.
- Essa bruxa nos esconde informa��o. - O que quer dizer?
Porque o Rei n�o enviou matadores de drag�es?
Tem legi�es sob seu comando.
E para que apareceu e nos ofereceu o seu apoio?
Talvez o nosso destino seja matar a besta. Disse que sabe o futuro.
As magas conhecem os futuros poss�veis. O destino de um homem apenas a si pertence.
� determinado pelas suas a��es.
- Como...? - Devemos falar longe dos outros.
- Voc� criou o drag�o. Por qu�? - Conhe�o o seu pai. Muito bem.
Apesar da sua alian�a com a nova religi�o, �s vezes aceita os meus conselhos.
- O meu pai te ordenou que criasse o drag�o? - O seu pai n�o p�de me ordenar nada.
Ningu�m pode. Me pediu, me suplicou, para invocar o drag�o.
- Para qu�? - Como arma.
Uma arma para ele, uma forma de terminar com a amea�a dos elfos.
Uma solu��o.
O meu pai � um bom homem. S� quer a paz.
N�o pediria para exterminar toda uma ra�a.
Certo. Esperava que a simples exist�ncia do drag�o ao nosso servi�o...
bastaria para deter os elfos.
A criatura n�o pode ser domada.
Uma vez revivido o seu apetite tornou-se insaci�vel.
E j� n�o posso control�-lo.
Vem descansar aqui, neste lugar maldito.
- Porque n�o matou os elfos? - �s vezes f�-lo.
- N�o obedece a nenhum amo. - Tem raz�o.
Talvez matar o drag�o seja o nosso destino.
- E suponho que acredite que seja o seu. - Sim, � assim.
- A minha senhora precisa de companhia? - N�o pode me ver.
- Supostamente. Por favor. - Ele est� passando dos limites.
- O amor verdadeiro n�o conhece limites. - Palavras s�bias de Gareth Morholt.
N�o, o ouvi em algum lugar. Eu n�o sei nada sobre o amor.
- A maga a perturbou. - Sim.
- O que voc� teme? - Abra o seu cora��o.
Pode confiar nele.
Sei que um dia o meu pai morrer�. E eu serei Rainha.
E ser� uma Rainha maravilhosa.
Neguei-o a Lord Artemir, mas ele dizia a verdade.
O meu pai cometeu erros. Erros que podem nos custar o Reino.
- Voc� n�o cometer� os mesmos erros. - N�o � disso que tenho medo.
Eu vi a destrui��o provocada pelos nossos inimigos.
Desde que nasci que estamos em guerra. Acho que n�o vou manter essa benevol�ncia.
Voc� tem capacidade para isso.
Muitas?
N�o quis matar esse elfo n�o porque n�o pudesse.
Mas sim porque n�o o queria fazer. N�o senti pena.
Soltei a espada porque temia a minha ira e a minha sede de sangue.
Um grande l�der encontra o balan�o entre ambas.
A miseric�rdia � para aqueles que a merecem. Os que fariam o mesmo.
A crueldade � contra os que n�o t�m miseric�rdia.
- Como se sabe a diferen�a? - Sente-se.
O que a maga quis dizer sobre voc�? O que � esse amor que ela falou?
Senhor, est� corando.
- Perdoe a minha emo��o... e o meu t�tulo. - Ainda n�o � cavaleiro?
- N�o. Sou apenas da plebe. - Isso resolve-se facilmente.
Salvar a vida de Sua Majestade o merece.
Obrigado.
Se n�o deseja me falar dos seus assuntos pessoais, eu entendo.
Mas quem quer que seja ela, tem muita sorte.
- Por ter um homem assim dedicado a ela. - E se sou dedicado.
A minha vida � a dela.
Terra e t�tulos. Pode acreditar?
Gareth negociou o acordo. Se tiver sorte, ter� um lugar no seu reino.
- Bem dito. - E eu, como mulher...
n�o pode possuir terras.
Bom, se nos casarmos...
Nem cem parcelas de terra me fariam fazer isso, amigo.
Voc� � muito cruel.
Merda.
Protejam-se!
- Onde est�o? - Por todo o lado!
N�o posso v�-los!
Vejam pelos meus olhos!
Podem v�-los?
Sim.
- � minha ordem... - Pronto!
Devemos ir embora!
Artamir. Porque deixas que a bruxa nos guie?
- Ela conhece melhor o terreno. - Compreendo.
Mas deve haver forma de atravessar o bosque mais depressa.
Questionas a minha decis�o.
Sim, questiono a sua honestidade. Onde est� nos levando?
Como j� disse, devem enfrentar e vencer o drag�o.
Por qu�? Devemos evit�-lo a todo o custo. A princesa � a nossa miss�o.
E n�o derrotar um drag�o.
N�o quer enfrentar o seu destino?
Deixa de falar em acertos e meias verdades.
Por qu� n�s? Porque devemos enfrentar o drag�o?
Entre voc�s est� a chave da sua destrui��o.
A destrui��o do drag�o vai deixar o reino em seguran�a.
- Quem, qual de n�s? - S� na batalha se esclarecer� tudo.
Revelar os detalhes do futuro aos que n�o est�o prontos a aceit�-lo...
s� conduz ao desastre.
Devemos ajudar a princesa, n�o a voc�. Sugiro que vamos embora.
- Sim. - Est� certo.
Podem confiar na Freya.
Gareth, como pensa matar o drag�o?
- Nos tem enfeiti�ados. N�o pensam claro. - Digo que o que acredito � que est� certo.
A feiticeira j� nos defendeu. Nos salvou. N�o confiar nela � estupidez.
O truque para matar a besta � imobiliz�-la. Atacar as alas e a cauda.
- A cauda? - Usam-na como equil�brio.
Se lhe danificam a cauda n�o pode voar.
Me diga... foi assim que matou a outra criatura?
Sim.
Por favor, continua.
Uma vez que esteja cercada, � mais trai�oeira.
O truque para atac�-la � apontar ao seu cora��o.
Mas � um drag�o de fogo. Como poderemos evitar o seu h�lito?
� dif�cil, claro. Sempre h� um instante antes de atacar...
em que absorve o fogo da sua barriga.
Quando faz isso, � o momento de se por a salvo.
O drag�o s� pode dispor da chama cada per�odo de tempo.
Entre os ataques, � quando n�s atacaremos.
Sempre � melhor atac�-lo quando descansa.
Dessa maneira as suas defensas estar�o mais d�beis.
- Est� nos levando ali? - Supostamente.
Devemos continuar.
- Obrigado por honrar a sua palavra. - Acredite em mim...
fa�o isso pela promessa de terra e t�tulo.
- Defender o reino n�o significa nada? - Defender a minha vida significas mais.
- Ent�o s� faz isso por voc� mesmo. - Todos os homens lutam por si mesmos.
Todas essas palavras belas de dever e lutar por uma causa...
s�o muito diferentes por dentro.
- Se enganou, Artemir e eu juramos... - Esque�a-o!
S� est� aqui porque a �nica forma de um plebeu como voc�...
conseguir posi��o. S�o regras criadas pelo seu rei e pela sua princesa.
E protegidas pelas regras da tirania. N�o existe nenhum rei bom.
- Todos s�o mal�volos. - Jurei lutar por esse reino.
- N�o o faria se n�o acreditasse. - Me diga que arriscaria a vida...
para defender as cren�as de outros? Pensa por si mesmo.
- E assim fa�o. - N�o � assim.
Do ber�o � tumba nos ensinam a obedecer. Eu n�o.
- Isso lhe faz menos homem. - S�rio?
Talvez a Princesa deva decidir quem � mais homem.
Vamos, s� defendes a sua honra para algum dia poderes provar...
qu�o seguro � o seu doce n�ctar.
Basta!
Vamos rapaz, j� passamos por isso.
Voc� jurou me seguir.
- F�-lo. - Jurei proteger a princesa.
N�o lhe seguirei.
Esse n�o � o seu destino, Gareth Morihor.
- O drag�o n�o morrer� pela sua m�o. - Bom, j� est�.
- Da boca m�gica da bruxa. - Voc� veio lutar com o drag�o.
- Por que quer evit�-lo agora? - Porque por um pequeno momento...
comecei a me preocupar pela sua seguran�a.
Ela � minha protegida. Apesar das suas id�ias burras sobre a honra, eu tenho as minhas.
A levam pra morte ao enfrentar esse drag�o.
N�o � o seu lugar. N�o quero ver como os seus protetores lhe custam a vida.
- Ent�o me proteja. - N�o precisamos.
Se acredita nisso fica e complete a sua miss�o.
Porque n�o me pagar� uma mulher morta num reino morto.
Voc� n�o � um homem honrado sob qualquer defini��o.
E pensar que acreditei nisso! Me enganei redondamente.
Ningu�m � perfeito, nem sequer voc�.
Vamos.
Vamos!
Deixem ele ir.
Eu ficarei, minha senhora.
Um homem de car�cter. Ser� uma honra contar com a sua espada.
A terra e t�tulos ser�o seus.
Maldito parvo.
Obrigado.
Ele escolheu.
Devemos seguir.
Porque paramos?
O drag�o n�o est� na sua "casa".
Devemos esperar que volte.
O suficientemente perto para vigi�-lo, mas longe o suficiente para que n�o nos sinta.
At� agora nunca tinha visto um drag�o.
- E pensar que em breve devo matar um. - A sua falta de humildade � impressionante.
Acredita que ser� voc� a matar a besta.
Talvez.
Ela ordena quando esperar e quando avan�ar?
Por qu�?
Fiquem aqui. Ela regressar� quando seja para continuar.
Amiga, porque n�o lhe diz quem � o escolhido?
N�o. Muitos tombar�o.
A valentia deve vir de dentro, n�o das minhas palavras.
Qual � a sua vis�o?
Cador morre queimado pelo h�lito do drag�o.
Eu assumirei o fogo da criatura.
E mudarei o futuro.
N�o, se muda o futuro para salvar a sua vida...
tudo ser� desconhecido..
Assim �, mas o futuro que vejo...
� mais obscuro que desconhecido.
Vamos.
- Porque Gareth se foi embora? - O qu�?
Porque jamais mataram um drag�o.
- � verdade. - E o bas�lico?
Um momento de boa sorte. Entramos na sua casa e j� estava morto.
Lhe cortamos a cabe�a e a levamos a Kensigton.
Deve ter sido dif�cil, certamente.
Qual era o seu plano aqui?
Nos esconder no bosque por algumas semanas.
Depois voltar � aldeia com hist�rias loucas do poder do drag�o.
- Pedir�amos mais ouro para venc�-lo. - Eles pagariam. E n�s ir�amos.
Tudo o que nos contaram sobre como mat�-lo � mentira?
N�o, n�o, espere! Isso estava certo.
- Como sabem? - Lemos numa pedra dos druidas.
Impressionante.
N�o mentiu sobre os seus sentimentos ou as suas inten��es!
O conhe�o desde que era pequenina.
Eu ia honrar o seu juramento de nos levar a Blacknor.
Falas como se fosse um her�i. � um burl�o e um mentiroso.
� um bom homem e leal amigo!
S� v� o mundo de forma diferente de voc�.
Me conte a sua vis�o. � do nosso futuro?
- Me conte a sua vis�o! - Talvez.
- Me diga, me diga! - N�o sou um dos seus s�ditos!
Espera.
Cador deve evitar o hero�smo sem pensar.
Na luta, segue as ordens de Artemir. Como se fosse um combate.
Supostamente, minha senhora.
Que te disse ela?
Nada.
Nunca questionaria a sua honestidade, majestade.
Mas vejo falsidade nos seus olhos.
Ela disse que ter�amos �xito. A vit�ria � o nosso destino.
Mas a profecia tem uma advert�ncia.
Algo n�o est� bem.
Quando o ordenar... sairemos.
Quando vier contra n�s, acerte com todas as suas for�as.
- N�s distra�mo-lo. - Compreendido!
Vamos!
Saia daqui!
Saia, saia daqui!
� a nossa oportunidade.
- Ela est� bem? - Sim.
Mas a invoca��o que fez � besta a debilitou.
- Foi um rude golpe para os dois. - Mas j� estava d�bil.
Sim.
Devemos atac�-lo imediatamente. Antes que a sua ferida se cure.
Voc� pode andar?
Devo descansar.
Temos que actuar r�pido. E acabar com a besta.
N�o quero morrer. Quero viver!
E viver�s. A vit�ria ser� nossa. N�o te rendas agora.
- Como poderemos vencer essa coisa? - Juntos podemos.
Olha para mim!
Ganh�mos a primeira batalha. Sempre h� baixas.
N�o deixe que o seu sacrif�cio tenha sido em v�o.
Bom.
- Como matamos a besta? - Princesa, vem a mim.
Nos deixe.
Voc� ficar� aqui.
Se n�o voltarmos at� ao p�r-do-sol, voc� contar� ao rei o que aconteceu.
N�o o farei.
O meu dever � ficar a seu lado. E com sua Majestade.
- Est� desobedecendo uma ordem? - Sim.
Fiz o mesmo juramento que voc�.
E a melhor maneira de cumprir � fazer o que te mando.
Arriscou a sua vida salvando a minha na batalha.
Me permita lhe pagar essa d�vida.
Fiz o que qualquer um faria por um soldado seu companheiro.
Voc� fez o que qualquer um faria por um amigo.
Me ensinou tudo o que sabe. Precisa da minha espada a seu lado.
- Se falharmos... Como o rei ficar� sabendo? - Uma pergunta idiota.
N�o falharemos. N�o podemos.
Reparto a sua valentia mas n�o o seu otimismo.
Existe uma raz�o pela qual sobrevivemos.
O nosso destino ficou selado nessa batalha.
Este momento � tempo de uni�o. Sabe que devemos morrer junto com os outros.
O destino nos trouxe aqui, a esse momento.
N�o � otimismo, meu amigo. � f�.
Pois a sua f� � mais forte que a minha, amigo.
Tenho o suficiente para ambos.
- Toma isso. - O que �?
Quando chegar o momento voc� saber�.
- Dou-o a Lord Artemir? - N�o!
Esse � o seu destino.
N�o posso fazer isso, n�o sou valente. Vou falhar.
Est� dentro de voc�. � o seu direito desde que nasceu.
- Pela minha m�o, o drag�o e a minha morte. - N�o entendo.
O seu pai quis assegurar que tomar� o trono.
Mas eu sou a sua m�e.
O sangue do drag�o corre nas suas pr�prias veias.
Voc� tem a sua for�a e n�o a sua debilidade.
N�o pode me deixar.
Os nossos destinos est�o unidos.
Quando o drag�o morrer, eu tamb�m morro.
E o seu pai.
Mas deve saber isso. O drag�o far� tudo para te deter.
Sabe do seu poder!
Compreendes?
Compreendo.
Lhe farei, cavaleiro. Se n�o sobreviver, lhe dar� a honra da sua morte.
De p�, Sir Bain, Defensor do reino.
Conheces o meu destino.
E o aceito.
N�o sei.
Todos somos donos do nosso destino.
Hoje iremos para al�m do medo.
E venceremos o mal.
Daremos a forma que queiramos ao futuro, juntos.
Come�aremos hoje e todos os dias de agora em diante.
Hoje ser� um dia para recordar.
N�o como um dia de trag�dia ou tristeza.
Mas sim como um dia de esperan�a.
Ouviram a nossa Majestade.
O drag�o � nosso.
Viva o Rei Vanir!
Viva o Rei Vanir.
Devemos atacar agora, enquanto a ferida est� fresca.
Eu criarei uma distra��o ao enfrent�-lo diretamente.
Cador, quando ele estiver concentrado em mim, ataque.
Sua Majestade, espere o momento adequado e defira o golpe.
O drag�o nos espera.
Como combin�mos.
Est� pronta.
Agora!
Agora, majestade!
Artemir!
Vem, drag�o. Fa�a o seu pior.
Corram!
J� est�?
V�m muito r�pido. N�o pode ser.
Morreremos com dignidade.
� uma boa maneira de morrer.
Bom, matemos estes bastardos.
Esperem!
� um bom dia para morrer.
Sim.
Depois matamos o drag�o.
Sem d�vida.
J� est�.
Como supus que seria.
Por favor n�o morra. N�o pode ir!
� o futuro. Eu estou acabado.
Os her�is n�o morrem de velhice.
A maga Freya descansou e a sua alma foi para o outro mundo.
Lord Artemir recebeu o funeral tradicional dos soldados.
E foi para o c�u, seguindo o caminho de tantos her�is antes dele.
Este foi o nosso dia de sacrif�cio e esperan�a.
A maldi��o do bosque de Scythe desapareceu. E com ela...
as almas dos elfos regressaram. O Rei Vanir morreu antes...
de que Alora volte. Ela assumiu o trono.
A princesa cumpriu a sua promessa consigo mesma e com a sua gente.
Foi uma rainha justa e garantiu a liberdade e a felicidade a todos no seu reino.
Isso n�o significa que n�o tenha havido outros perigos. As for�as do mal...
voltariam a levantar-se.
A �nica esperan�a de defesa do reino foram os elfos oscuros.
Estes antigos inimigos, juntos, encontraram o valor de enfrentar...
os ataques dos inimigos. Pois dentro de todos n�s...
h� um her�i. Mas essa � outra hist�ria.
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