All language subtitles for Doctor Faustus (1967)-portuguese

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Original subtitles

Uma trag�dia escrita no s�culo XVI, onde um cientista honrado com os louros de sua

universidade, vendeu sua alma ao diabo, em troca de conhecimento e poder do obscuro.

Em nome de Deus, eu declaro, ilustre Fausto,

que � coroado Doutor e Laureado com Honras e Gl�rias.

Fausto!

Completa teus estudos, Fausto.

E come�a a pregar a profundidade do que quer professar.

"Completa teus estudos, Fausto".

"E come�a a pregar a profundidade do que quer professar".

Tendo come�ado, seja divino no show...

E ainda, iguale ao final de cada arte.

E viva e morra...

no trabalho de Arist�teles.

Doce Anal�tica, voc� me arrebatou.

� o fim discutir a boa l�gica do grande chefe?

Esta arte oferece milagre maior?

Ent�o n�o leia mais, alcan�aste o fim.

Um sujeito maior corresponde � perspic�cia de Fausto.

Seja m�dico, Fausto, junte riqueza, e seja eternizado por uma cura maravilhosa.

O fim da medicina � a sa�de de nosso corpo.

Voc� poderia fazer os homens viverem eternamente ou, quando mortos...

levantarem de novo � vida...

ent�o esta profiss�o seria muito valorizada.

Medicina, adeus.

A B�blia de Jerome, Fausto. Veja bem.

O sal�rio do pecado � a morte.

Isso � dif�cil.

Se dissermos que n�o temos pecado, estamos nos enganando...

e n�o h� verdade em n�s.

Ent�o por que, possivelmente pecaremos...

e consequentemente morreremos.

Devemos morrer...

uma morte eterna.

Como se chama esta doutrina? Que ser�, ser�!

O que ser�, ser�.

Teologia, adeus.

Que mundo de lucro e prazeres.

De poder, de honra, de onipot�ncia...

� prometido ao estudioso artes�o.

Tudo que se move entre os calmos p�los deve estar sob meu comando.

Essa metaf�sica de m�gicos e livros necrom�nticos s�o divinos.

Linhas, c�rculos, cenas, cartas, e personagens...

Isso � aquilo que Fausto mais deseja.

Imperadores e reis s�o obedecidos em suas diversas prov�ncias.

Mas seu dom�nio que ultrapassa aqui,

abre, na medida do acaso, a mente do homem.

Um m�gico do som � um poderoso deus.

Aqui, Fausto.

Canse teu c�rebro para ganhar divindade.

Wagner!

Recomende-me aos meus queridos amigos, os honrados Valdes e Cornelius.

- Pe�a seriamente que me visitem. - Eu o farei, senhor.

Sua reuni�o ser� de muito maior ajuda para mim do que todos os meus servi�os.

Nunca labutaria t�o r�pido.

- Meu mestre, Fausto, os pede... - Nos pede para ir at� ele.

N�s sabemos, garoto. N�s sabemos.

Fausto, deixe este maldito livro de lado e pare de contempl�-lo...

para que n�o seduza tua alma e encha a ira de Deus sobre tua cabe�a.

Leia, leia as escrituras. Isso � blasf�mia.

V� em frente, Fausto, nessa famosa arte...

onde todo o tesouro da natureza est� contido.

S� assim na terra, como J�piter � no c�u...

Senhor e comandante desses elementos.

Estou saturado com essa presun��o!

Devo fazer os esp�ritos buscarem o que quero?

Resolver-me das ambiguidades, fazer qualquer empreendimento desesperado que quiser?

Eu os farei voar para �ndia pelo ouro.

Buscar no oceano por p�rolas orientais.

E procurar em todos os cantos no novo descoberto mundo...

por frutas prazerosas e roupas de pr�ncipe.

Os farei ler estranha filosofia...

e contar os segredos de todos reis estrangeiros.

Os mandarei fortificar toda a Alemanha com bronze...

e fazer o doce Reno circular a bela Wittenberg.

Eu os farei encher as escolas p�blicas com seda...

onde os estudantes devem ser bravamente vestidos.

Irei taxar soldados com a moeda que carregam...

e reinar como �nico rei de todas nossas prov�ncias.

Os eruditos Valdes e Cornelius.

Venham, dignos Valdes e Cornelius...

e me fa�am bem-aventurado com sua s�bia confer�ncia.

Valdes, doce Valdes, e Cornelius...

suas palavras finalmente me convenceram a praticar magia e artes ocultas.

Mesmo assim, n�o apenas suas palavras, mas minha pr�pria fantasia...

que n�o receber� nada pra minha cabe�a mas rumina na habilidade de necromancia.

� m�gica, m�gica, que tem me arrebatado.

Esses livros...

Tua intelig�ncia...

...e nossa experi�ncia.

...ir�o fazer todas as na��es nos canonizarem.

Assim como os Moors da �ndia obedecem seus senhores espanh�is...

assim deve o esp�rito de todo elemento...

...estar sempre preparado para n�s tr�s.

Como le�es devem nos proteger onde quisermos.

Como Almain cavalga com lan�as de cavaleiros.

E da Am�rica, o Velo de Ouro...

que enche o tesouro do velho Philip.

Se instru�do, Fausto ser� resoluto.

Sou resoluto sou nisso, como em viver. Portanto, n�o conteste.

N�o tenhas d�vidas, Fausto, a n�o ser ser reconhecido...

e com mais frequencia por este mist�rio do que at� agora pelo or�culo de Delfos.

Os esp�ritos me dizem que eles podem secar o mar...

e pegar o tesouro de todos os naufr�gios estrangeiros.

Toda a riqueza que nossos antepassados esconderam nas entranhas da terra.

Ent�o me diga, Fausto, o que n�s 3 devemos querer?

Nada.

�s vezes como mulher, os esp�ritos ir�o at� voc�s...

mostrando mais beleza em suas graciosas sombrancelhas...

do que no seio alvo da Rainha do Amor.

Isso alegra minha alma.

Ent�o venha e jante comigo...

e, ap�s comermos, iremos discutir toda origem do sofisma.

Antes de dormir, farei o poss�vel.

Esta noite, irei conjurar, mesmo que morra ap�s.

Dentro deste c�rculo est� o nome de Jeov� anagramatizado para frente e para tr�s...

os nomes abreviados dos santos...

imagens de cada adjunto dos c�us, personagens de signos e estrelas errantes...

pelos quais os esp�ritos s�o for�ados a se levantar.

Deixe-me, para eu invocar aqui sozinho.

Ent�o n�o tema, Fausto, mas seja resoluto.

E tente o extremo que a magia pode fazer.

Eu te ordeno voltar e mudar tua forma.

Tua arte � muito repulsiva para fazer parte de mim.

V�, e volte como um velho frade Franciscano...

cuja forma santa se torne um grande diabo.

Eu vejo que h� virtude em minhas palavras divinas.

Quem n�o seria proficiente nesta arte?

Como � male�vel o Mefist�feles, cheio de obedi�ncia e humildade!

T�o grande � a for�a da m�gica e de meus feiti�os.

Agora, Fausto, �s tu um prestidigitador louvado...

que pode comandar o grande Mefist�feles.

Agora, Fausto, o que queres que eu fa�a?

Eu te ordeno me esperar enquanto eu viver...

e fazer o que Fausto comandar.

Fa�a a lua cair de seu globo ou o oceano cobrir o mundo.

Sou servo do grande L�cifer, e n�o o seguirei sem a permiss�o dele.

Nada mais do que ele comanda poderemos fazer.

Ele n�o te ordenou aparecer para mim?

N�o, vim aqui por conta pr�pria.

Meus discursos de invoca��o n�o o trouxeram aqui? Fale.

Essa foi a causa, mas mesmo assim por acidente...

pois quando ouvimos algu�m torturar o nome de Deus...

abjurar as escrituras e seu salvador, Cristo...

n�s voamos, na esperan�a de pegar sua gloriosa alma.

N�o viremos, a n�o ser que se use tais meios pelos quais h� perigo de ser condenado.

Portanto, o menor caminho para invocar � abjurando a Trindade...

e rezar devotamente para o Pr�ncipe do Inferno.

Ent�o Fausto j� o fez, e fica com este princ�pio:

N�o h� senhor a n�o ser Belzeb�, a quem Fausto ir� se dedicar.

Essa palavra "condena��o" n�o o aterroriza.

Mas, deixando estas ninharias v�s das almas dos homens...

diga-me, o que � L�cifer, teu Senhor?

Arqui-regente e comandante de todos os esp�ritos.

L�cifer n�o j� foi anjo uma vez?

Sim, Fausto, e o mais amado por Deus.

Ent�o por que ele � o Pr�ncipe dos Dem�nios?

Por aspirar orgulho e insol�ncia...

pelos quais Deus o jogou do c�u.

E o que � voc�, que mora com L�cifer?

Esp�ritos infelizes que ca�ram com L�cifer...

conspiraram contra nosso Deus com L�cifer...

e estamos eternamente condenados com L�cifer.

- Onde est�o condenados? - No inferno.

E como est�s fora do Inferno?

Oras, aqui � o Inferno, n�o estou fora dele.

Achas que eu, que vi a face de Deus...

e provei as alegrias eternas do C�u...

n�o estou atormentado por l0.000 infernos...

em ser privado de eterna bem-aventuran�a?

Fausto, deixe esses pedidos fr�volos...

que trazem terror � minha alma enfraquecida.

O que apaixona tanto o grande Mefist�feles, sendo privado das alegrias dos c�us?

Aprenda da for�a viril de Fausto...

e despreze essas alegrias que nunca ir�s possuir.

V�, leve estas not�cias para o grande L�cifer.

Ver Fausto se sujeitar � morte eterna...

por pensamentos desesperados contra a divindade de Jove...

diga que ele entrega sua alma a ele para ser poupado por 24 anos...

deixando-me viver em todo o prazer tendo-te para me atender...

para dar-me o que eu exigir, para matar meus inimigos e ajudar amigos...

e sempre ser obediente � minha vontade.

V�, e volte ao poderoso L�cifer...

e me encontre nos estudos � meia-noite, e l� me informe da vontade de teu mestre.

Irei, Fausto.

Se eu tivesse tantas almas quanto h� estrelas...

as daria todas para Mefist�feles.

Por ele, serei o grande Imperador do mundo...

e farei uma ponte pelo ar para passar o oceano com um bando de homens.

Irei unir as colinas que ligam a costa da �frica e fazer dele pa�s da Espanha...

e ambas contribu�ntes para minha coroa.

O Imperador n�o ir� viver a n�o ser por minha partida...

nem nenhum potentado da Alemanha.

Agora que consegui o que desejo...

vivo na reflex�o dessa arte...

at� Mefist�feles retornar.

Agora, Fausto, tuas necessidades dever�o ser condenadas...

e n�o podes ser salvo?

Do que te serve ent�o pensar em Deus e no C�u?

Para longe com tantas fantasias v�s e desespero.

Desespere-se em Deus...

e confie em Belzeb�.

Agora, n�o volte mais.

N�o, Fausto, seja resoluto.

Por que est� hesitando?

Algo soou em meus ouvidos.

Renuncie desta m�gica, volte para Deus de novo.

E Fausto voltar� para Deus.

Para Deus? Ele n�o te ama.

O Deus que serves � teu pr�prio apetite...

onde est� fixado o amor por Belzeb�.

Para ele, construirei um altar e uma igreja...

e oferecerei sangue morno de rec�m-nascidos.

V� em frente, Fausto, nesta famosa arte.

Doce Fausto, deixe essa arte execr�vel.

Contri��o, ora��o, arrependimento, e eles?

S�o formas de te levar ao c�u.

Apenas ilus�es, frutos de lunatismo...

que faz os homens tolos, que confiam mais Nele.

Doce Fausto, pense no c�u e nas coisas celestiais.

N�o, Fausto...

pense em honra e riqueza.

Riqueza!

Quando Mefist�feles estiver ao teu lado, o que Deus poder� fazer contra ti?

Tua arte est� salva. N�o tenha mais d�vidas.

Venha, Mefist�feles, e traga not�cias alegres do grande L�cifer.

N�o � meia-noite?

Venha, Mefist�feles.

Agora me diga...

o que diz L�cifer, teu Senhor?

Que devo esperar Fausto enquanto ele viver...

para que possa comprar meus servi�os com sua alma.

Fausto j� arriscou isso por ti.

Mas, Fausto, deves dizer solenemente...

e escrever um contrato de oferta com teu pr�prio sangue.

Por esta seguran�a, pede o grande L�cifer.

Se negares, voltarei ao Inferno.

N�o!

Fique, Mefist�feles...

e diga-me o que minha alma ir� dar para teu Senhor?

Aumentar seu reino.

- � por isso que ele nos tenta assim? - Miser�veis se confortam com a dor alheia.

Ora, voc� tem alguma dor para torturar os outros?

T�o grandiosa quanto as das almas dos homens.

Mas diga-me, Fausto, terei tua alma?

E eu serei teu escravo e te esperarei...

e te darei mais do que imaginas pedir.

Ah, Mefist�feles...

Eu a dou para ti.

Ent�o apunhale teu bra�o corajosamente, e ata tua alma...

para que certo dia, o grande L�cifer a reivindique como dele...

e ent�o seja t�o grande quanto L�cifer.

Mefist�feles, por amor a ti, eu corto meu bra�o...

e com meu pr�prio sangue asseguro minha alma ao grande L�cifer...

Senhor lorde e regente...

da noite eterna.

Veja aqui o sangue que goteja de meu bra�o.

E deixe que seja prop�cio ao meu desejo.

Mas, Fausto, tu deves assinar, em forma de escritura ou presente.

E eu o farei.

O que essa perman�ncia do meu sangue pressagia?

� relutante que assino esta escritura?

Por que n�o corre para escrever novamente?

"Fausto te d� sua alma".

L� permaneceu.

Por que tu n�o? Tua alma n�o � tua?

Agora o sangue come�a a clarear novamente.

Agora farei o fim imediatamente.

Fuja, Fausto, fuja.

Para onde?

Corra, Fausto, corra.

Para onde devo voar?

Para Deus.

Se at� Deus, ele me mandar� ao Inferno.

Minha alma � minha.

No entanto, Fausto n�o deve voar.

Eu o pegarei para encantar sua mente.

Ora, h� suficiente para centenas de almas.

O que eu n�o faria para obter sua alma?

Esta escritura est� terminada.

E Fausto transmitiu sua alma � L�cifer.

Aqui, Mefist�feles, receba este pergaminho, uma escritura de presente de corpo e alma.

Com a condi��o que executes todos os artigos prescritos entre n�s.

Fausto, juro pelo Inferno e por L�cifer...

realizar todas as promessas feitas entre n�s.

Ent�o ou�a-me l�-las.

"Nestas condi��es seguintes:

"Que Mefist�feles ser� seu servo e ao seu comando...

"e trazer-lhe o que desejar a todo momento...

"e em qualquer forma e corpo que ele desejar.

"Eu, John Fausto, de Wittenberg, m�dico...

"por este presenteio corpo e alma � L�cifer...

"e seu ministro, Mefist�feles.

"E, al�m disso, concedo-lhes...

"que passados 24 anos...

"os artigos acima escritos inviolados...

"poder completo para pegar ou carregar o mencionado John Fausto...

"corpo e alma, carne, sangue ou bens...

"para sua habita��o onde quer que seja.

"Por mim...

"John Fausto".

Fale, Fausto, transmite isto como sua escritura?

Pegue, e o Diabo te dar� vantagens por isso.

Agora, Fausto, pe�a o que desejas.

Primeiro, quero question�-lo sobre o Inferno.

Diga-me, onde � este lugar que os homens chamam de Inferno?

- Debaixo dos c�us. - Mas onde?

Dentro das entranhas desses elementos, onde somos torturados eternamente.

O Inferno n�o tem limites, nem est� circunscrito em um lugar pr�prio...

pois onde estaremos � o Inferno.

E onde � o Inferno, n�s estaremos.

E, para concluir, quando todo o mundo se dissolver...

e toda criatura ser� purificada...

todos os lugares que n�o o C�u, ser�o o Inferno.

Agora, por favor, acho que o Inferno � uma f�bula.

Pense assim, at� a experi�ncia mudar sua opini�o.

Ora, achas ent�o que Fausto ser� condenado?

Sim, por aqui est� o pergaminho onde tu d�s tua alma � L�cifer.

E corpo, tamb�m, mas e da�?

Achas que Fausto � t�o afei�oado para imaginar que ap�s a vida, h� dor?

Ora. S�o apenas lendas e contos da carochinha.

Fausto, sou um exemplo para provar o contr�rio.

Pois sou condenado, e estou agora no Inferno.

Como, agora no Inferno? N�o, se aqui � o Inferno, quero ser condenado aqui.

Ora, andando, discutindo, etc, mas fora isso...

deixe-me ter uma esposa, a mais bela dama da Alemanha...

pois sou devasso e lascivo e n�o vivo sem uma esposa.

Ora, uma esposa! Eu pe�o, Fausto, n�o fales de esposa.

Mefist�feles, arranje-me uma, pois eu terei uma.

Bem, tu ter�s umas.

Venha ent�o, te buscarei uma esposa...

em nome do Diabo.

Diga-me, Fausto, como gostaria de tua esposa?

Uma praga sobre ela se for puta.

Fausto, o casamento � apenas uma brincadeira cerimonial.

Se me amas, n�o pensas mais nisso.

Irei escolher as cortes�s mais belas, e as trarei toda manh� para tua cama.

Aquela que teus olhos gostar�o, teu cora��o ter�...

seja t�o casta como era Pen�lope.

S�bia como Saba.

Ou t�o bonita quanto o brilhante L�cifer antes de sua queda.

Quando vejo a cria��o em uma flor...

ent�o arrependo-me, e te amaldi�oo, perverso Mefist�feles...

porque tu me privaste das alegrias do C�u.

Ora, Fausto, tu pensas que o C�u � algo glorioso?

Eu te digo que n�o � t�o justo quanto voc�...

nem nenhum homem que respire na terra.

Como prova isso?

Foi feito para o homem...

portanto � �timo para os homens.

Se foi feito para os homens, foi feito para mim.

Renunciarei a esta m�gica e me arrependerei.

Fausto, arrependa-se...

e Deus ter� piedade de ti.

Tu �s maldito!

Tu �s esp�rito.

Deus n�o ter� piedade de ti.

Quem fala em meu ouvido que sou um esp�rito?

Seja eu um dem�nio, Deus ter� piedade de mim.

Deus ter� piedade se me arrepender.

Mas Fausto nunca se arrepender�.

Fausto, est�s condenado!

Meu cora��o est� endurecido, n�o posso arrepender-me.

� raro falar de salva��o, f� ou C�u...

mas ecos temerosos retumbam em meus ouvidos.

"Fausto, tu est�s condenado!"

E muito antes disso, deveria ter me matado...

se o doce prazer n�o tivesse conquistado o profundo desespero.

Por que deveria morrer, ent�o, ou desesperar-me de modo vil?

Estou decidido.

Fausto nunca ir� se arrepender.

Venha, Mefist�feles.

Venha, Mefist�feles, vamos discutir de novo.

Diga-me, quem fez o mundo?

N�o direi.

Querido Mefist�feles, diga-me.

Deixe-me, pois eu n�o te direi.

Canalha, eu n�o obriguei a dizer-me tudo?

Que n�o seja contra nosso reino, mas isto �.

Pense no Inferno, Fausto, pois est�s condenado.

Pense, Fausto, em Deus, que fez o mundo.

Lembre disso.

V�, esp�rito maldito, para o terr�vel Inferno!

Fuja!

Foi tu que condenou a aflita alma de Fausto.

N�o � muito tarde?

Muito tarde.

Nunca tarde demais, se Fausto pode arrepender-se.

Se te arrependeres, os dem�nios ir�o rasgar-te em peda�os,

Arrependa-se, e eles nunca ir�o destruir a tua pele.

Fausto, est�s condenado, n�o h� esperan�a.

Fausto, volte-se � Deus, l� h� esperan�a.

Cristo, meu salvador, procura salvar a aflita alma de Fausto.

Venha aqui, Fausto.

Cristo n�o pode salvar tua alma, pois ele � justo.

N�o h� nenhuma, mas tenho interesse no mesmo.

Quem �s tu, com a apar�ncia t�o horr�vel?

Sou L�cifer...

e este � meu companheiro-pr�ncipe no Inferno.

Fausto, vieram buscar tua alma.

Viemos te dizer que nos feriu.

Falas de Cristo, ao contr�rio de tua promessa.

N�o deverias pensar em Deus.

Pense no Diabo.

N�o o farei daqui pra frente. Perdoe-me por isso.

Fausto jura nunca olhar pro c�u, nunca chamar Deus ou rezar para Ele.

Queimar suas escrituras, matar seus ministros...

e fazer meus esp�ritos acabarem com suas igrejas.

Fa�a isso, e iremos gratific�-lo.

Fausto, viemos do Inferno para te mostrar um passatempo.

Ver�s aparecer todos os Sete Pecados Capitais...

em suas devidas formas.

Essa vis�o ser� um prazer para mim como o Para�so era para Ad�o...

no primeiro dia de sua cria��o.

N�o fale de Para�so ou cria��o, mas lembre-se disso.

Fale do Diabo, e nada mais.

Lembre-se, Fausto...

doces prazeres conquistam o profundo desespero.

No Inferno, s� h� prazeres.

- Quem �s tu? - Sou a Lux�ria.

Aqui est� uma m�scara, para te mostrar todos os Pecados.

Agora ver�s nosso jardim, cheio de prazeres e inven��es curiosas.

Que maravilhas h� aqui. O que �s tu, na gaiola de ouro?

Sou a Avareza.

Oh, que ouro maravilhoso.

O que o mant�m t�o preso?

Riquezas infinitas em um pequeno quarto.

Barras n�o me mant�m dentro.

Elas te mant�m fora.

Devo ter poetas devassos, humor agrad�vel...

m�sicos que, com um toque em uma corda...

levem a alma flex�vel para o caminho que eu desejar.

Como ninfas silvestres, minhas p�ginas ser�o vestidas...

meus homens como s�tiros pastando nos gramados...

ou, �s vezes, como um garoto ador�vel na forma de Diane...

com diademas de p�rola sobre seus bra�os nus.

Um como Acteon espreitando pelo bosque...

ser�, pela deusa furiosa, transformado,

e correndo � semelhan�a de um cervo, deve ser puxado para baixo...

e deixado para morrer.

Tais coisas assim agradam Vossa Majestade.

Ora, com essas fantasias por todos os prazeres...

por toda minha vida viverei com a Lux�ria.

O que �s tu?

Eu sou o Orgulho...

e estes, meus filhos...

s�o Ira e Inveja.

Juntos, iremos triunfar por todo o mundo.

Vossa Majestade brevemente ter� seu desejo...

e ir� cavalgar em triunfo por Pers�polis.

"E cavalgar em triunfo por Pers�polis"?

N�o � bravo para ser rei, meu Fausto?

N�o � ser corajoso para ser rei e cavalgar em triunfo por Pers�polis?

Ser rei � metade do que ser um deus.

Um deus n�o � t�o glorioso como um rei.

Eu acho que os prazeres que eles desfrutam no C�u,

n�o podem ser comparados com prazeres reais na terra.

Por que falas, Fausto,

queres ser um rei?

N�o � ser corajoso para ser rei e cavalgar em triunfo por Pers�polis?

Ent�o, Fausto, marche. Pois ir�s lutar conosco.

Ent�o queime as torres desta cidade amaldi�oada.

Chamas at� a regi�o mais alta do ar.

Sobre o auge de minha m�e, uma estrela brilhante que durar� at� o C�u se dissolver.

D�-me um mapa, ent�o, deixe-me ver

quanto falta para conquistar todo o mundo.

Deixe o Doutor Fausto aparecer.

Mestre Doutor Fausto,

ouvi um relato estranho de seu conhecimento na arte negra.

Este �, portanto, o meu pedido.

Que ele me deixe ver alguma prova de sua habilidade.

Que meus olhos sejam testemunhas para confirmar o que meus ouvidos ouviram.

Na f�, ele parece muito com um feiticeiro.

Meu gracioso soberano...

Embora admito ser muito inferior para reportar que homens fizeram,

estou contente em fazer o que Vossa Majestade comandar.

Ent�o, Doutor Fausto, lembre-se do que vou dizer.

Enquanto estava sozinho,

v�rios pensamentos surgiram sobre a honra de meus ancestrais,

dentre os quais reis est� Alexandre, o Grande.

Se, portanto, tu, pela ast�cia de tua arte,

puder levantar este homem dos vazios cofres abaixo,

e trazer com ele sua bela amante,

ir�s satisfazer o meu desejo,

e me dar� motivos para te elogiar enquanto eu viver.

Meu gracioso senhor...

Estou pronto para realizar teu pedido de agora em diante...

pela arte e poder de meu esp�rito, seja capaz de realizar.

Na f�, isso n�o � nada.

Mas, e agradar Vossa Gra�a, n�o est� em meu poder expor diante de teus olhos,

os verdadeiros corpos desses dois pr�ncipes falecidos,

que h� muito tempo foram transformados em p�.

Case, Mestre Doutor, agora h� sinal de gra�a em voc�,

quando confessar a verdade.

Mas tais esp�ritos, muito semelhantes...

Alexandre e sua amante, aparecer�o diante de Vossa Gra�a.

V�, Mestre Doutor, iremos v�-los hoje.

Voc� ouve, Mestre Doutor?

Voc� traz Alexandre e sua amante diante do Imperador.

Como ent�o, senhor?

Na f�, isso � t�o verdade quanto Diana me transformou em um especulador.

N�o, senhor. Mas quando Acte�o morreu, ele deixou os chifres para voc�.

Mefist�feles, v� embora.

N�o, e voc� vai � prestidigita��o. Vou embora!

Encontrarei-o em breve, por me interromper.

Aqui est�o, meu gracioso senhor.

Mestre Doutor...

Ouvi que esta mo�a, enquanto ela viveu...

tinha uma pinta no pesco�o.

- Como saberei se ser� assim ou n�o? - Vossa Alteza pode audaciosamente ir e ver.

Eu vejo liso.

Por favor, a sua Gra�a, pode chamar o cavaleiro

que foi t�o agrad�vel comigo, t�o tarde?

Chamem o Cavaleiro de Hallgart.

O Cavaleiro de Hallgart.

E agora, Senhor Cavaleiro.

Eu havia pensado que eras solteiro,

mas agora vejo que tens uma esposa.

Que n�o apenas te d� chifres, mas te faz us�-los.

Sinta-os na tua cabe�a.

Seu maldito c�o miser�vel e execr�vel.

Criado no c�ncavo de alguma rocha monstruosa.

Como ousas abusar de um cavalheiro?

- Vil�o, digo para desfazer o que fez. - N�o t�o r�pido, senhor, sem pressa,

mas bem, voc� est� lembrado...

Como voc� me traiu em minha reuni�o com o Imperador?

Acho que o encontrei para isso.

Bondoso Mestre Doutor, a minha s�plica, liberte-o.

Ele j� foi castigado o suficiente.

Meu senhor, n�o pela inj�ria que ele fez a mim em sua presen�a...

Como satisfaz�-lo com alguma alegria...

Fausto tem dignamente vingado este cavalheiro injurioso,

que, sendo tudo que desejo, estou contente de libert�-lo de seus chifres.

E, senhor Cavaleiro,

futuramente, fale bem dos estudiosos.

Mefist�feles...

Transforme-o direito.

Senhor Cavaleiro, tem permiss�o para se retirar.

Acredite em mim, Mestre Doutor, esta festa muito nos alegrou.

Minha dama graciosa, estou feliz que a satisfaz.

Venha, madame, deixe-nos entrar.

Onde iremos recompensar este homem erudito...

pela grande bondade que ele nos mostrou.

E ent�o faremos, meu senhor,

e, enquanto vivermos, descanse esperando esta cortesia.

O curso agitado que o tempo percorreu com calma e p�s silenciosos...

encurtando meus dias e linhas de vitalidade...

Chamas para o pagamento de meus �ltimos anos.

Irei beber profundamente do que resta.

Passando bravos...

Passando...

D�-me vinho, Mefist�feles.

- Que dia � hoje? - � dia de S�o Pedro.

O que significa para n�s?

Sei que anseia ver o Papa e participar.

Pela causa n�o somos meros convidados, quero a c�mara privada para nosso uso.

Sua c�mara privada.

Seremos ousados com seu bom humor.

Espero que Sua Santidade nos d� boas vindas.

Fico contente de fazer umas brincadeiras e, por sua tolice, nos fazer alegres.

Ent�o enfeitice-me, para eu ficar invis�vel e fazer o que eu quiser.

Invis�vel para qualquer um, enquanto estiver em Roma.

Fausto, tu dever�s

ajoelhar-se agora.

Fogo azul de Plut�o e �rvore de H�cate...

com feiti�os m�gicos te cercam...

que nenhum olho possa o corpo ver.

Ent�o, Fausto, fa�a o que desejares.

Que n�o ser�s percebido.

Am�m.

Meu senhor de Lorraine, pode chegar perto?

Meu senhor, esta iguaria fina foi enviada para mim pelo Bispo de Mil�o.

Eu o agrade�o, senhor.

Ora!

Quem tirou este prato de ti?

Ningu�m viu?

Meu senhor, pode ser um fantasma

recentemente sa�do do Purgat�rio, que veio pedir perd�o de Sua Santidade.

Pode ser.

Frades...

Preparem um hino para acabar com a f�ria deste fantasma.

Seremos amaldi�oados com sino, livro e vela.

Sino, livro e vela. Vela, livro e sino.

Para frente e para tr�s, para amaldi�oar Fausto ao Inferno!

Logo ouvir� um grunhido de porco. Um bezerro balir, e um zurro de burro...

pois � feriado de S�o Pedro.

Vinde, irm�os, faremos nossos neg�cios com boa devo��o.

Amaldi�oado seja aquele que roubou a carne de Vossa Santidade da mesa.

Amaldi�oado seja aquele que deu um golpe na face de Vossa Santidade.

Amaldi�oado seja aquele que deu uma pancada na cabe�a do Frade Sandelo.

Amaldi�oado seja aquele que perturbou nosso canto santo.

Amaldi�oado seja aquele que levou o vinho de Vossa Santidade.

Digas tu...

Isso � S�o Pedro!

N�o consigo comer muita carne

Meu est�mago n�o � bom

Mas acho que posso beber

Com ele que veste um capuz

Apesar de ir nu, n�o tenha cuidado

Sou apenas um frio

Encho profundamente minha pele

De boa e velha cerveja

Para tr�s e ao lado, v� descoberto, V� descoberto

Ambos p�s e m�os ficam frios

Mas barriga, Deus te envia Uma boa bebiba

Se � velha ou nova

Vem c�, senhorio.

Outro vinho para mim...

e estes meus colegas eruditos.

Sem mais vinho, Mestre Doutor, sem mais.

Sem mais vinho, tratante?

At� ter-me pago a soma de 30 coroas...

seu e de seus amigos aqui.

O que te tigo, patife, mantenha a l�ngua civil na cabe�a...

e mostre o devido respeito � minha corte.

Ou chamarei o Diabo e ele te levar�.

Agora, Mestre Doutor, sem mais truques.

- Quero meu dinheiro. - Ele quer o dinheiro.

Truques, mostrarei os truques, seu patife mentiroso!

Beberr�o! Chifrudo!

Mestre Doutor Fausto, acorde e ou�a.

Acorde!

N�o vai acordar? Filho da puta!

Seu patife prestigitador, eu o farei acordar!

Agora, bom doutor...

Deixe meu anfitri�o aqui, meu Lorde Bountiful...

de volta de onde ele veio.

Fique longe, velhaco!

Achas que sou um taberneiro?

O que �s tu, Fausto?

A n�o ser um homem condenado a morrer?

A morrer.

O que �s tu, Fausto, a n�o ser um homem condenado a morrer?

Tua hora fatal chega ao fim.

O desespero traz desconfian�a para teus pensamentos.

Confunde estas paix�es com um sono tranquilo.

Ora, Cristo chamou o ladr�o quando na cruz.

Ent�o descansa, Fausto...

Com a vaidade tranquila.

Voc� disse algo, mestre?

Nada, garoto, nada.

Como disser, senhor.

Tr�s de seus estudantes esperam por sua honra.

Deve-se vestir.

Aqui, senhor, aqui.

Voc� estaria com meus bens, garoto?

Ora, quem n�o teria, senhor?

De qualquer coisa que o homem queira neste mundo, Fausto pode ter.

Tudo, a n�o ser aquela luz desconsiderada, que n�o ir� comprar...

um pobre homem, uma pequena vela.

Voc� me deixou, senhor.

N�o, ela me deixou. Portanto, tire teu descanso.

Ora, o que � isso, senhor?

Ora, nada, senhor.

N�o me d�s nada, senhor?

Todos os meus bens mundanos.

Acho que meu mestre ir� morrer em breve.

Ele me deu todos os seus bens.

Por aqui, cavalheiros.

Seu honrado mestre, o doutor, ir� receb�-lo.

Cavalheiros?

Mestre Doutor Fausto...

Tivemos uma reuni�o sobre belas damas.

Qual era a mais linda de todo o mundo,

e determinamos entre n�s mesmos

que Helena, da Gr�cia, era a mais admir�vel que j� viveu.

Portanto, Mestre Doutor,

se nos fizer o favor de nos deixar ver essa inigual�vel dama da Gr�cia,

que todo o mundo admira pela majestade,

iremos ficar muito agradecidos.

Cavalheiros...

Que eu saiba, sua amizade � verdadeira,

e o costume de Fausto � n�o negar o justo pedido daqueles

que desejam seu melhor.

Voc�s ir�o ver a inigual�vel dama da Gr�cia.

Apenas por pompa e majestade,

como quando Sir Paris cruzou os mares com ela,

e comprou o esp�lio da rica Dard�nia.

N�s agradecemos, senhor...

- E de fato estamos curiosos... - Calem-se, ent�o...

pois o perigo est� nas palavras.

Muito simples � minha perspic�cia para glorific�-la.

Aquela que todo o mundo admira pela majestade.

N�o � de se admirar que os raivosos gregos perseguiram

com uma guerra de l0 anos o estupro de tal rainha,

cuja beleza celestial excede todo comparar.

Desde que vimos o orgulho da Natureza em seu trabalho,

e apenas paradigmas da excel�ncia,

deixa-nos partir.

Doutor Fausto...

que eu possa triunfar em guiar teus passos para o modo de vida,

cora��o partido, sangue pingando e misturado com l�grimas.

Gentil Fausto, deixe esta arte maldita.

Meu doce amigo...

Sinto tuas palavras confortarem minha alma perturbada.

Deixe-me por enquanto pensando em meus pecados.

Eu vou, doce Fausto, mas com esp�rito pesado,

temendo a ru�na de tua alma sem esperan�a.

Onde est�s tu, Fausto?

Miser�vel, o que fizeste?

Maldito seja, Fausto, maldito.

Desespere-se e morra!

O Inferno chama por direito e com um urro grita: "Fausto, venha!"

"Tua hora est� quase chegando!"

Fausto n�o ir� at� ti.

Maldito Fausto...

Onde est� a miseric�rdia agora?

Eu me arrependo e, mesmo assim, me desespero.

O Inferno luta com gra�a pela conquista em meu peito.

O que devo fazer para evitar as armadilhas da morte?

�s traidor, Fausto.

Eu prendo tua alma por desobedi�ncia ao meu senhor soberano.

Revolte-se, ou fragmentarei tua carne.

Doce Mefist�feles...

Suplique teu senhor que perdoe minha presun��o injusta

e com meu sangue, de novo, confirmarei meu antigo voto � L�cifer.

Fa�a, ent�o, r�pido e com cora��o sincero, para que os maiores perigos n�o v�o a ti.

Uma coisa, bom servo,

deixe-me desejar de ti,

saciar um antigo desejo de meu cora��o.

Que eu possa ter minha amante, a celestial Helena que vi,

cujos doces abra�os possam acabar,

com aqueles pensamentos que v�o me dissuadir de meu voto.

Isso ou o que desejar ser� feito,

em um piscar de olhos.

Foi esta que lan�ou milhares de navios

e queimou altas torres?

Venha, Helena,

fa�a-me imortal,

com um beijo.

Seus l�bios

sugam minha alma.

Veja para onde voa.

Venha, Helena, venha.

Devolva-me minha alma.

Aqui vou morar,

pois o C�u est� nesses l�bios, e tudo que n�o � Helena � impuro.

Serei Paris e por amor a ti, ao inv�s de Tr�ia, Wittenberg ser� saqueada.

Irei combater o fraco Menelau e usarei tuas cores em meu peito.

Sim, machucarei Aquiles no calcanhar...

e voltarei para Helena...

por um beijo.

�s mais bela que o ar da noite...

folheado com a beleza de mil estrelas...

�s mais brilhante que J�piter em chamas quando apareceu ao infeliz S�mele.

Mais ador�vel que o monarca dos c�us...

nos bra�os azuis de Aretusa...

e ningu�m, a n�o ser voc�...

ser� minha amante.

- Cavalheiros! - O que o aflige, Fausto?

Meus doces companheiros de quarto, se tivesse vivido com voc�s,

ent�o ainda viveria, mas agora irei morrer eternamente.

Ele n�o vem?

O que significa, Fausto?

Deve ter sito acometido por uma doen�a, por ser muito solit�rio.

Se for assim, traremos m�dicos para cur�-lo.

� apenas um excesso. N�o tenha medo, homem.

Um excesso de pecado mortal que condenou corpo e alma.

Mesmo assim, Fausto, procure o C�u.

Lembre que a miseric�rdia de Deus � infinita.

Mas a ofensa de Fausto nunca poder� ser perdoada.

A serpente que tentou Eva pode ser salva, mas n�o Fausto.

Cavalheiros, ou�am-me com paci�ncia e n�o estreme�am com meus discursos.

Embora meu cora��o arqueje e palpite

ao lembrar que fui aluno aqui por estes 30 anos,

eu nunca teria visto Wittenberg,

nunca lido um livro.

As maravilhas que realizei, toda a Alemanha pode testemunhar, sim, todo o mundo,

pois Fausto perdeu

a Alemanha e o mundo.

Sim, o pr�prio C�u.

C�u, o assento de Deus...

O trono dos aben�oados, o reino do j�blio.

Ficarei no Inferno para sempre.

Inferno para sempre!

Doces amigos, o que ser� de Fausto, ficando no Inferno para sempre?

Mesmo assim, Fausto, v� at� Deus.

At� Deus, quem Fausto renunciou?

At� Deus, quem Fausto blasfemou?

Meu Deus, eu choraria,

mas o Diabo seca minhas l�grimas.

Jorra sangua, sim, vida e alma!

Ele permanece com minha l�ngua.

Eu levantaria os bra�os,

mas veja...

Eles os seguram.

Quem, Fausto?

L�cifer e Mefist�feles.

Cavalheiros...

Eu dei a eles minha alma por minha habilidade.

- Deus me livre! - Deus o livre, de fato,

mas Fausto o fez.

Pelo v�o prazer de 24 anos.

Fausto perdeu eterna alegria e felicidade.

Assinei uma escritura com meu pr�prio sangue.

A data expirou!

A hora ir� chegar

e ele vir� me pegar.

Por que Fausto n�o nos contou antes, para que possamos rezar por ti?

Pensei v�rias vezes em faz�-lo,

mas o Diabo amea�ou me despeda�ar se eu mencionasse Deus.

Vir pegar corpo e alma se eu ouvisse a teologia.

Agora � tarde demais.

Cavalheiros, saiam!

Para que n�o pere�am comigo.

O que faremos para salvar Fausto?

N�o falem de mim, mas salvem-se e partam.

Deus me dar� for�as.

Eu ficarei com Fausto.

N�o tente Deus, doce amigo,

mas vamos ficar no pr�ximo quarto e de l� rezaremos por ele.

Rezem por mim.

Que barulho � esse que ou�o, n�o venha at� mim,

pois nada pode me salvar.

Rezes tu...

e n�s iremos rezar para que Deus tenha miseric�rdia de ti.

Cavalheiros...

adeus.

Se eu viver at� a manh�, irei visit�-los. Se n�o...

Fausto

foi para o Inferno.

Fausto, adeus.

Condenado.

Venha para tua sedutora condena��o.

O Diabo ir� rasgar tua pele.

O Diabo ir� parti-lo em peda�os.

Fausto...

Agora tens apenas uma hora para viver.

Depois dever� ser condenado...

Eternamente!

Fique quieto. Esferas do C�u eternamente em movimento...

que o tempo possa parar e a meia-noite nunca chegar.

Olho justo da natureza, levante-se.

Levante-se novamente, e fa�a o dia eterno,

ou deixe esta hora ser um ano, um m�s, uma semana, apenas um dia.

Que Fausto possa se arrepender e salvar sua alma.

As estrelas ainda se movem.

O tempo passa...

O rel�gio vai bater...

O Diabo ir� vir...

e Fausto estar� condenado!

Irei saltar at� meu Deus!

Quem me puxa para baixo?

Veja onde o sangue de Cristo corre pelo firmamento!

Uma gota iria salvar minha alma. Meia gota!

Meu Cristo!

N�o despedace meu cora��o por chamar meu Cristo.

Mesmo assim eu O chamarei.

Poupe-me, L�cifer!

Onde est� agora?

Se foi!

Veja onde Deus estica seus bra�os e dobra suas sobrancelhas enfurecidas.

Montanhas e colinas...

Venha comigo e me esconda da terr�vel ira de Deus!

N�o.

Ent�o irei correr impetuosamente para a terra.

Terra...

Abra!

N�o...

N�o ir� me abrigar.

Voc�s, estrelas,

que reinaram em meu nascimento,

cuja influ�ncia distribui � morte e ao Inferno,

agora peguem Fausto como bruma de nevoeiro para as entranhas de suas nuvens...

Para que quando elas pairem no ar...

meus membros possam sair de suas bocas esfuma�antes,

para que minha alma possa ascender ao C�u.

Meia hora j� se passou. Tudo vai acabar em breve.

Oh, Deus, se n�o tiveres piedade de minha alma...

Todavia, por Cristo, cujo sangue me resgatou...

Ponha um fim � minha incessante dor.

Deixe Fausto viver no Inferno mil anos, l00 mil e, finalmente, ser salvo.

Nenhum fim � limitado �s almas condenadas.

Por que n�o foste criatura desejando almas? Ou por que essa imortabilidade que tens?

A metempsicose de Pit�goras, era verdade. A alma deveria sair de mim

e eu ser transformado em uma besta brutal.

Todas as bestas s�o felizes,

pois quando elas morrem, suas almas s�o dissolvidas em elementos.

Mas a minha deve viver atormentada no Inferno.

Malditos sejam os pais que me geraram!

N�o, Fausto, n�o se amaldi�oe. Amaldi�oe L�cifer,

que te privou das alegrias do C�u.

Est� batendo.

Agora, corpo, vire ar,

ou L�cifer ir� carreg�-lo rapidamente para o Inferno!

Alma, transforme-se em got�culas de �gua e caiam no mar, e nunca sejam encontradas!

Meu Deus! N�o olhe t�o cruelmente para mim!

V�boras e serpentes, me deixem respirar um pouco.

Terr�vel Inferno, n�o se abra!

N�o venha, L�cifer.

Queimarei meus livros!

Um ano, um m�s, uma semana, um dia.

Fausto deve se arrepender e salvar sua alma.

Fausto, muito tarde!

Tarde demais para enganar.

Para onde devo voar?

Se at� Deus, ele me mandar� ao Inferno.

Est� condenado, Fausto!

Muito tarde, Fausto!

Veja onde o sangue de Cristo corre pelo firmamento!

Uma gota iria salvar minha alma. Meia gota!

Meu Cristo!

O Diabo ir� rasgar tua pele!

Muito tarde, muito tarde para arrepender!

Chamo-te perdido!

Condena��o eterna!

Condenado a morrer!

Condenado a morrer!

O sal�rio do pecado � a morte.

LEGENDAS: jmedeiros17

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