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Original subtitles

S� querem assustar voc�s.

Nunca v�o cumprir as amea�as.

J� cumpriram.

Eles atropelaram o Jandro, n�? Foram os ladr�es.

As pessoas n�o mudam.

Ningu�m liga pra verdade.

Contaram pra mais algu�m?

Se n�o contarem pra ningu�m, v�o ficar bem.

Cuidem da vida de voc�s e pronto. Confiem em mim.

Ent�o, vai nos ajudar?

Ningu�m liga pra verdade.

VOC� FARIA O MESMO

Quanto foi?

Dois mil pra consertar.

Mais 500 pra ficarem quietos.

Vem c�, Rolo. Vem.

Vem c�.

Vem, amor. Bonzinho.

Ent�o quanto j� devemos pro Coco?

- Uns 15 mil cada. - Que caralho.

Vamos achar ela e recuperar o dinheiro.

T�? Vamos seguir o plano.

- Eu n�o quero, porra. - Tem que comer pra ter energia.

Alguma novidade?

Nenhuma. S� que um carro atingiu ele e fugiu.

Nada sobre marca, modelo, placa? Nada?

N�o, e mesmo com esses dados, o carro nem existe mais.

Relaxa.

Essa porra de cachorro come melhor que a gente.

Al�.

T�.

T� bom. Certo.

O qu�? O que ele disse?

Quer a grana hoje.

- � ela. Anda! - Vai! Vamos l�. Depressa.

Vamos, porra!

Vamos logo.

Levanta!

Vamos.

Perdoa ela por tudo

e diz que voc� s� quer fugir com ela.

Amor, onde voc� est�? Saray!

Amor, para de me ligar. De me mandar mensagem.

Amor, para. Eu n�o mere�o o que est� fazendo comigo.

- A grana era nossa. - A bolsa n�o era nossa.

Disseram que seus amigos morreram. Gente morta n�o precisa de grana.

Mas eles n�o morreram.

O dinheiro � deles. Devolve!

Quero meu sal�o, Mat. Virar empres�ria. Cansei de ser mandada.

E vai virar empres�ria.

Mas os tr�s acham que estou envolvido. E voc� sabe quem mais acha?

O Coco. A porra do Coco. Sabe como ele fica, n�? O Coco Cuco.

Porra, amor. Voc� est� bem? Te pegaram?

N�o, mas se pegarem, me apagam.

Voc� me perdoa?

� claro que sim.

N�o paro de pensar em voc�.

S�rio?

Tive medo de que estivesse morta.

Dif�cil. N�o v�o me achar. Sou esperta. Nem vem.

Onde ela est�?

Amor.

Onde voc� est�?

Com a moto, � r�pido. Olha a localiza��o.

- �timo. - Ei, n�o encosta nela.

Pega a grana, mas n�o encosta. Minha gata n�o tem nada a ver.

- Cala a boca. - Achei ela.

- N�o encosta nela. - Achei.

T�?

- Filhos da puta. - Entra ali! Vai!

Seu puto!

Entra!

Vai voc�. Te mando a localiza��o.

N�o volta sem a grana.

- Entendeu? Vai, porra! - Anda!

Vamos conseguir viver com esse dinheiro?

N�o neste pa�s de merda, onde nem o ar � de gra�a.

Mas, em Havana, Cuba, a gente s� vai passar protetor solar uma na outra.

Responde. O que est� rolando?

Fran, n�o acredito no seu joguinho.

Fingindo que n�o se importa.

N�o vai conseguir sustentar.

Eu te conhe�o. Eu te conhe�o bem, Fran.

Talvez esteja na fossa agora,

mas nunca consegue ficar de fora.

N�o vou ficar brava com esse joguinho.

Acho gra�a porque at� voc� sabe que � joguinho.

Finge n�o se importar, mas estou pensando em voc�.

E eu estou com saudade.

O que foi? N�o ganhava grana suficiente?

Eli, foda-se ele. Vamos, merda.

Cad� a grana?

E cad� o resto? O resto da grana.

Cad� o resto do dinheiro? Cad�?

Ela n�o vai falar nada. S� sabe chorar.

Traz ele aqui.

Mat! Porra. Mat.

- E a grana? - Que merda fizeram com voc�?

Cad� o meu dinheiro?

Me fala ou ele corta a garganta dele.

Fala onde est� ou ele corta a garganta dele. Cad�?

Por mim, corta ele e joga no rio.

Como � que �?

Me traiu, filho da puta!

- Me enganou. - Achei que eles estivessem mortos.

- Achei, � s�rio! - Cala a boca.

Pode ir direto pro fundo do rio, seu merda.

Que porra voc� fez, cara?

Cad� a minha grana, droga?

- Cad� a grana? - Fala sen�o eu morro.

Fala, gata.

Eu investi. Investi num sal�o.

- Como �? - Estava uma pechincha!

N�o dava pra deixar passar.

� culpa do Mat. Foi ele quem me deu a ideia, pra come�ar.

Mas podemos ser s�cias. Sal�es d�o muita grana, na boa.

Na boa. Eu te devolvo a grana.

Fa�o o que for. Eu trabalho, voc� gerencia. � uma pechincha.

Te juro que vai ter sua grana de volta, s�rio.

Fala pra eles, Mat. Voc� me conhece.

- Vou devolver tudo. - Calem a boca os dois!

Vamos ficar calmos.

Vamos vender o sal�o. Recuperar a grana... Os 100 mil.

Vamos dar a parte do Coco e ir pra Cuba. � isso.

� isso.

Mata ela.

- Por favor. - Juro que devolvo a grana.

- Vira minha s�cia. - N�o machuca ela.

- S�rio, n�o machuca. - Mata ela.

� culpa minha. N�o dela. Vamos devolver tudo.

Por favor.

Por favor.

Por favor. Por...

- Nem tenta, cuz�o! - Eli!

- Mata ele! - Seu filho da puta!

- Manda ele parar, Eli! - Voc� vai morrer...

Para! Eli!

- Gordo cuz�o! Vou te matar! - Voc�, para!

- Miren! - O que est� fazendo?

Vem pra c�!

- O que est�... - Manda ele parar!

Puta que pariu, para! Para!

Filho da puta!

Para! Para, filho da puta!

N�o! Pra qu�? N�o!

N�o.

Cuz�es.

N�o!

- Fala. - Tem um minuto?

Se n�o tiver a grana, n�o liga.

N�o... N�o desliga.

N�o desliga. Vamos dar a grana, rolou um atraso.

Bota ela no saco.

Bota ela no saco! Ouviu? Na porra do saco!

Abre.

Pega suas coisas. Vamos embora.

Voc� pensa nelas?

Nas tr�s pessoas do �nibus. Pensa nelas?

Nunca.

Pois eu penso.

E no Jandro tamb�m.

Eles n�o saem da minha cabe�a.

- Cala a boca! - A gente � o qu�, Eli?

Vamos sair daqui, t�?

Ou o Coco mata a gente, ou a pol�cia cata a gente. Toma!

- O que � isso? - Balter, Miren e Elisa n�o existem mais.

Como � que �?

Todo mundo sabe quem a gente �. Como assim?

Levo o cachorro pra passear, e todo mundo me olha!

Mais raz�o ainda pra sair daqui. Vamos pra Vigo.

- Vigo? - �.

Que porra vamos fazer em Vigo?

Falei com o Coco. Outro roubo.

- N�o. - O �ltimo.

Chega de ferrar a vida dos outros. Deu.

Fodam-se as pessoas!

Pensa em voc�, t�?

Pensa na gente.

Em Sevilha, foi tudo tranquilo, n�?

Nenhum passageiro falou com a pol�cia.

- Foi um milagre, porra. - E o que a gente faz?

Volto a abrir as pernas pros caras se masturbarem?

- Quer isso? - N�o.

N�o. Vamos arranjar trabalho decente, porra. E fim, acabou.

Trabalho decente?

E algu�m vai dar? Vai?

A gente vai arranjar?

H� pouco me perguntou o que somos, n�?

- Duas ma��s podres. - Cala a boca.

- N�o calo. - Cala a boca.

Foi a coisa mais inteligente que disse na vida.

- N�? - N�o.

Aquilo mudou tudo pra mim.

- Tudo. - N�o.

Somos ma��s podres.

E ningu�m vai ajudar a gente.

Ningu�m.

Olha o que eu achei, Rolo!

N�o encosta, cuz�o!

Outro roubo, n�? Outro.

O �ltimo.

Com o que tirarmos dos passageiros, a gente paga o Coco.

Ele d� a nossa parte, e a gente foge. A gente foge.

A gente recome�a, amor. Vamos ter a vida que merecemos.

Nosso rosto est� em todo lugar, Eli. Como vai ser isso?

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

N�o esses rostos.

� o que n�s somos. As pessoas sabem que somos podres.

O que � uma merda � que as pessoas n�o ajudam.

Ningu�m oferece ajuda.

S� deixam a gente apodrecer.

Eu n�o entendo.

Ignorar gente como n�s s� piora tudo.

Pra todo mundo.

Elas n�o sabem que uma ma�a podre, uma s�,

pode estragar o cesto todo?

E quem liga? N�o tem mais jeito.

O mundo todo apodreceu.

Ningu�m vai ajudar. Estamos sozinhas.

Eu sou a Miren.

Elisa.

- O beb� fica chutando. - �?

�, aqui.

Voc� est� bem? Se ficar com n�usea, temos sacolas.

- Tenho uma do avi�o. Obrigada. - Tudo bem, querida.

Cad� voc�s?

Perd�o, passageiros n�o podem se levantar enquanto estamos na estrada...

Hora do d�zimo. � um assalto.

- Entenderam? - Olha pra frente. M�os no volante.

- Continua dirigindo. - T�.

Carteiras, celulares, tablets, qualquer merda!

Dinheiro, cart�o. R�pido, ponham na sacola. N�o fa�am merda!

Vamos l�. O celular!

- Seu celular. - Perd�o.

Desbloqueia essa merda!

- Anda com isso. - N�o.

Quer que eu te mate? Quer, cuz�o?

- N�o, por favor. - R�pido, gente!

Fa�am como o vov� e desbloqueiem os celulares!

- Desbloqueiem os celulares. - N�o tem outro?

- � da empresa? - Olha pro ch�o!

Vamos logo com isso!

Vai, r�pido! Desbloqueia!

- Menino ou menina? - Eu... Eu n�o sei.

- Est� quase nascendo, e n�o sabe? - Queremos que seja surpresa.

Seus celulares.

- Anda logo, porra! - T�.

O que � isso?

Ningu�m se mexe, porra!

Casamento �s pressas, n�? Parab�ns.

- Desbloqueia agora. R�pido. - Claro. T�.

Isso, porra.

- � todo o dinheiro que n�s... - Cala a boca!

- Nossa. Miren! - O qu�?

Nossa d�vida foi paga.

Nossa d�vida foi paga. Beleza.

Para ali, perto do carro preto.

SEM TRANSFER�NCIA

R�pido, porra! Chegamos!

Vai, m�os ao alto.

Mais dois e transferimos!

N�o tentem nada est�pido, tipo, denunciar a gente, viu?

Temos seus telefones.

Sabemos onde moram voc�s e suas fam�lias, t�?

Tentem qualquer coisa, e a gente mata eles. Falou?

Depressa!

Beleza. Voc�. Vai.

Vai. Voc� tamb�m.

Vamos!

Vamos, porra! R�pido!

Eli.

Larguem as armas. Os dois.

Ou o qu�? Vai fazer o qu�?

- � o �ltimo roubo. - �, o nosso �ltimo, sim. T� bom?

Por favor, abaixa a arma. Abaixa.

Vamos descer e nunca mais vai ver a gente.

Acha que vai fazer justi�a bancando o her�i?

N�o.

AEROPORTO - CENTRO DA CIDADE

A porta.

Eli.

Eli.

Eli!

Ei.

Tem que come�ar de um lugar, n�?

Menos tr�s ma��s podres.

A porta.

Um evento semelhante ocorreu

h� centenas de quil�metros.

O justiceiro ataca de novo.

E, assim como da �ltima vez, o �nibus ia do aeroporto para o centro da cidade.

Igualmente tamb�m,

os tr�s criminosos morreram dentro do ve�culo.

O roubo fracassado ocorreu no fim do dia,

e havia outras pessoas no �nibus.

Como da �ltima vez,

os passageiros presenciaram o crime, mas n�o se lembram de detalhes

que ajudariam a identificar o indiv�duo que permanece foragido.

ELISA - LIGANDO

E a�, Coco?

Legendas: Valmir Martins

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