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Original subtitles

Vamos.

Vá lá!

Fecha.

Anda.

Porque não me disseste?

Para não fazeres o que acabaste de fazer.

Como conseguiste que ele fosse ter contigo lá?

Liguei a dizer que tinha o dinheiro da Julita.

Vão localizar o teu telemóvel!

Usei uma cabina no porto.

Está bem.

Dorme, tens de estar no barco daqui a duas horas.

Deita-te, vá.

Dizemos que vim de Sopot

e que pinámos a noite toda.

O que tens aí?

Kris, ajuda-me!

Lixo de merda.

Eu disse que temos de pescar fundo.

Qual é a pressa? Chegas lá a tempo.

O que estás a fazer?

O que se passa? Estás a cozinhar para a cidade toda?

Quando nos vens visitar?

Olá, minorca.

Esta semana não posso ir porque tenho aulas, mas...

Vou visitar-vos no domingo, está bem?

- Prometes? - Claro que sim.

Ontem fomos ver as focas! E de perto vimos...

Não posso falar agora. Vemo-nos no domingo, certo?

Diz olá ao príncipe.

Sim, mas não te esqueças.

- Adeus, fofinha. - Adeus.

O que fazes aqui?

Estava por perto e pensei

vir buscar-te e levar-te a casa.

O que estás para aí a dizer? Estás louco? A conduzir bêbedo?

Troca de lugar!

Lugar do passageiro, já!

Mas eu levo-te a casa.

Pensei que fosses um bocado mais inteligente.

Merda. É a bófia.

- Já nos toparam. - Agora é que tens medo?

Quando entraste no carro bêbado, não?

- Viram-te a conduzir? - Não, conduzi...

Cala-te.

Boa tarde. Agente Konrad Bukowski.

Carta de condução e livrete, por favor.

Aqui tem.

Sabe que crime cometeu?

Qual? Maquilhagem excessiva?

Venha comigo ao carro-patrulha.

Claro.

Fica aqui, imbecil.

O que queriam eles?

É um lugar de deficientes.

Tiraram-me dois pontos, idiota.

Só me apetecia bater-lhe.

Partir-lhe

os braços, as pernas ou o nariz.

Krystian, ouve.

Ambos sabemos que ele era mau, certo?

A Julita morreu por causa dele.

Salvaste muitas pessoas na situação dela.

Estás a ouvir?

Não te salvei.

Também me salvaste.

Não acredito que te é indiferente.

Que merda é que disseste?

Que me é indiferente?

Não tens o direito de dizer isso!

Não tens o direito de dizer que esta merda toda por que passei

me é indiferente, estás a ouvir?

Foda-se!

Como se me fosse indiferente...

O que se passa?

Krystian?

Krystian?

Então...

Levanta-te. Já passa das 4 da manhã.

Toma.

Desculpa.

Certo, mas não te voltes a embebedar.

Estou farta de tomar conta de bêbedos.

- Estou? - Olá, Pati.

- Estás livre esta noite? - Para quê?

Uma rapariga despediu-se do Dryf.

- Pagam bem? - Normal.

Aceitas o trabalho ou não?

Está bem. A que horas?

Às 19 horas. Eu levo-te.

- Fixe. Até logo. - Adeus.

- Bom dia, meus queridos. - Bom dia.

Vamos começar a aula de hoje.

Olá.

- Olá. - Chegou o Dia do Pagamento.

Devo dizer que não é fácil.

Temos de ir para a parte funda para não bloquearmos o fluxo.

Os tipos do Kuźnica ficam chateados.

Krystian?

Krystian?

Se não gostas de dinheiro, podes trabalhar de graça.

Toma. Não gastes já tudo em bebida.

É um tipo decente.

O que se passa com ele hoje?

Acordou com os pés de fora.

Alguém lhe cagou nas calças, talvez.

Problemas com a miúda, provavelmente.

- Alguma coisa para ti? - Não, obrigado.

Vigio o meu irmão para aparecer no altar amanhã.

É aquele jovem fofinho?

Sim.

E quem é que tomou tão bem conta de ti?

Ainda não cometi esse erro.

Ele é que rápido.

Há casamento e batizado.

Meu Deus, que rápido.

Pati!

Temos de...

Temos de falar.

Desculpa. Anda.

Pediste-lhe desculpa?

Eu conheço-te?

Krystian, por favor.

- Então? - Para!

Cuidado. Mexe-te.

Porque vieste aqui?

Quem é aquele tipo?

- É irmão do noivo. - O irmão do noivo...

O que queria ele de ti?

O que poderia querer?

Pagar e pedir uma rodada de shots.

Estou a trabalhar, imbecil!

Encontraram a merda do carro.

Sabíamos que ia acontecer.

Porque foste lá?

Queria ver.

E eles viram que estavas interessado.

Meu, põe-te sóbrio. Imploro-te. Vai para casa e põe-te sóbrio.

Ouviste?

Por favor. Vai.

Vai!

Vens?

Estou a trabalhar, idiota!

Não te mates nos degraus. Cuidado.

- Anda. - Não vou.

Vai!

Krystian?

- Olá, Pati. - Porque atendeste o telemóvel dele?

Porque está em minha casa.

Porque está ele aí?

Está a dormir no sofá. Encontrei-o num banco.

Ele nem deve saber que está aqui.

Diz-lhe para voltar para casa quando acordar.

- Claro. - Adeus.

Merda.

Já cá estás.

Porque demoraste?

Não me demorei. Cheguei às 14 horas em ponto.

Onde está o Krystian?

Não sei. Levantou-se há uma hora e saiu.

Para onde?

Pati, ele é teu ou meu? Fica de olho nele.

- Ele estava tagarela ontem à noite? - O quê?

Se falou quando estava bêbedo.

Revelou o teu segredinho sujo.

Que gostas de levar por trás, na mesa da cozinha.

Tão engraçado que me mijei a rir.

- Vocês estão bem? - Não tens nada com isso.

- Ele nunca tinha bebido tanto. - E agora bebe, e depois?

Fechado. Abrimos às 16 horas.

- Procuro a Patrycja Cichy. - Quem a procura?

Inspetor Maciej Moleta.

Tenho algumas perguntas.

E eu tenho trabalho para acabar.

Eu espero.

Espero lá fora.

O que se passa?

Conhece o Wojciech Szlas, também conhecido por Sony?

Conheço. Porquê?

Porque me olha assim? Toda a gente o conhece.

Passa cá o verão. Deve saber porquê.

Quando o viu pela última vez?

Não tomei nota disso.

Na época alta, acho eu.

A quem venderia droga agora?

Ele veio cá recentemente. Devia ter um motivo.

O carro dele foi encontrado na floresta.

E o Sony está desaparecido.

E depois?

Vai falar dele a toda a gente ou só a mim?

Acusou o Szlas de violação há várias semanas.

Sim.

E vocês, ou melhor, a bófia local, disseram que menti e largaram o caso.

Eu sei.

Certo.

Houve violação ou não? Quais são as novidades?

Cabe-lhe a si dizer.

Raios partam!

A sério? Agora é só isso que é preciso?

Ninguém acreditou em mim.

Tem mais perguntas interessantes? A minha amiga está sozinha a arrumar.

Não. Por agora, é tudo.

Por agora, adeus.

São 400 gramas de perna de vaca, por favor.

Esta é bonita.

Ótimo.

- Toma. - Obrigada.

É para o jantar?

Para a escola.

Também não tenho fome.

- Não dormi com ela. - Quem?

- Eu. - Quem perguntou?

Está bem.

Não queres saber de mim.

Nem me queres dar na cabeça.

Para de beber! Vais chibar-te a uma vadia!

Não cumpro pena como cúmplice.

Aonde vais?

Fazer uma fogueira.

Estou?

Disseste que vinhas hoje.

Olá, minorca.

Desculpa, fiz o turno da noite no Dryf.

Vou visitar-te esta semana.

Não faças mais promessas.

Mas eu disse que...

Meus queridos, chegou o vosso grande dia.

Vão cozinhar com o chef

que já foi aclamado como a descoberta culinária do ano.

- Bravo! - Por favor...

Desde então, ele abriu quatro restaurantes.

Um recebeu uma estrela Michelin.

Trabalhem bem e talvez acabem lá. Deem o vosso melhor.

Vão cozinhar o que gostam de comer, está bem?

Vou observar e desafiar-vos um pouco.

O que foi? Depressa! Vamos ao trabalho!

Para com isso!

AGATA RECUSADA

E o que estamos a fazer?

- Bourgu... - Boeuf bourguignon. O meu preferido.

É melhor marinar a carne 12 horas antes.

Pus a marinar ontem à noite.

Já marcaste pontos.

Ótimo. Muito bem.

A NATALKA ESTÁ CONTIGO?

Achei que estava contigo.

Mas que raio?

- Vou chamar a polícia. - Não.

Não vos dão os miúdos se não cuidarem deles.

Então, o que faço?

Acalma-te e dá-me algum tempo. Eu encontro-a.

Perdi a oportunidade da minha vida.

Podes dizer-me?

Porque fugiste da Agata?

A Agata levou o Natan ao dentista.

E então?

Não tens medo do dentista. Porque fugiste?

Fiquei em casa.

- Sozinha? - Só por um bocado.

Depois veio o tio, deitou-se no sofá e ressonou como a Julita.

Sabia que me encontrarias aqui.

- Anda. - Levas-me de volta?

Mais devagar.

Que oportunidade perdeste?

Não é da tua conta. Mete-te na tua vida.

Apanhei-te!

Saúde.

Azedo.

Andrzej!

Olá!

- Olá. - Podemos?

Dá-lhe um murro! Isso mesmo.

Ganhei. Bom proveito.

Estás bem?

- Obrigada. - Quero entrar e ver o Natan.

Claro, entra.

Estás a brincar no quarto da mana em vez de brincares no teu?

Olá, meu.

- Olá, Pati. - Olá.

Como foi no sádico? Ainda tens dentes?

- Estou a ver alguns. - Só puseram flúor.

Claro. Finalmente, certo?

Natalka, brinca com o teu irmão.

Temos de falar.

Como está o tio?

Fresco e repousado?

Sabem que a nossa mãe era drogada e alcoólica?

Expliquem-me porque faz sentido os meus irmãos viverem com um bêbado.

Espera, Pati, não é bem assim.

Então como porra é?

Não. O Marek faz terapia.

Então é alcoólico. Ponto assente.

Não, está a recuperar. Ele dá o seu melhor.

Foi a primeira vez num ano.

Não te preocupes.

Não somos um lar disfuncional.

Como o meu?

Qual é a diferença?

Têm uma mansão? Bebem melhor? Pagam as contas a horas?

Pati.

Lamento.

Não volta a acontecer.

- Juro. - Pelo quê?

Nem sabes pelo que podes jurar.

Tenho de ir, querida.

Nunca mais fujas, está bem?

E podes sempre ligar-me. Lembra-te que estou perto, está bem?

Turra.

Adeus, minorca.

Adeus, Pati.

Adeus.

Pati, espera.

Sinto-me mal.

Espero que não percas a confiança em mim.

Toma conta dos miúdos, está bem?

O que estás a fazer?

Vou sair de casa.

É melhor assim.

Melhor para quem?

Para nós.

Então vais deixar-me.

Lembras-te de dizeres que não entendes

como é que me é indiferente?

Nunca nada me foi indiferente, Krystian.

E o bebé?

Não há bebé.

Como é que não há bebé?

Perdi o bebé.

Então...

Tradução: Carolina Belo Matias Iyuno

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