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Estamos prontos. Maquiagem est� pronta.
Bom. Aos seus lugares! A c�mera est� no lugar.
Sil�ncio! Sil�ncio no Set!
Estamos prontos para roldar ... Rodando ...
- A��o! - Bom dia, senhoras e senhores...
Estamos aqui no est�dio com Karina Arnel, delicie-se com a especialidade do dia.
- Karina, o que est� preparando para n�s? - Hoje prepararemos um "Vichyssoise".
-Oh, � um prato franc�s? -N�o, � s� o nome que � franc�s.
� um prato t�pico americano.
- � uma sopa que pode ser servida quente ou fria. - Deve estar delicioso!
Agora Karina vai preparar algo requintado para todos voc�s.
A sopa "Vichyssoise" � muito f�cil de preparar. Tudo o que precisamos agora �:
Tr�s alhos-por�s, brancos, de tamanho m�dio, fatiados.
Tr�s batatas de tamanho m�dio tamb�m.
Quatro x�caras de caldo de galinha, e um pote de creme de leite fresco.
Dependendo de sua prefer�ncia.
Sal, pimenta branca e cebola cortada.
Aqui, eu tenho os legumes prontos, cortados bem finos.
Vamos botar na �gua, e despejar o caldo de galinha,
e a salsa... Vamos cobri-lo, e cozinhar em fogo lento...
por vinte e cinco a trinta minutos.
Quando os legumes estiverem cozidos e macios,
os passaremos por este pequeno escorredor.
Para que n�o tenhamos que esperar os legumes,
Eu tenho aqui um "Vichyssoise" j� preparado.
A �nica coisa que temos que fazer agora � adicionar o creme.
Sal...
Pimenta...
e as cebolas cortadas. Voc� mistura bem.
E est� feito!
E "voil�"!
Voc� pode servir como est� ou aquecido.
Muito f�cil, certo?
Bem, isso � tudo que eu tinha para lhes dizer hoje.
E agora tenho algo para mostrar a voc�s.
Algo que nunca viram antes.
Algo que, talvez, voc�s nunca ir�o esquecer.
Vejam.
- E quando aconteceu? - Tenho todas as refer�ncias aqui.
� o �nico caso de suic�dio gravado ao vivo.
Voc� tinha alguma raz�o especial para saltar pela janela?
E voc� estava pensando sobre isso a algum tempo?
Voc� vive no sexto andar. Por que decidiu pular do terceiro?
Estou preparando um livro sobre suic�dios de mulheres no s�culo XX.
Achei que voc� poderia me ajudar.
Perdoe-me.
- Que dia aconteceu exatamente? - 11 de fevereiro de 1931.
Voc� nem havia nascido.
- Qual era o nome completo dela? - Rivas Mercado Antonieta.
Suic�dio por tiro. Informado pelo Minist�rio p�blico
apenas que uma mulher cometeu suic�dio na Catedral de Notre-Dame.
- E o corpo foi transferido para o Hotel... - Para o H�tel-Dieu. - Dieu.
- Por que fizeram isso? - Os relat�rios dizem o que aconteceu,
mas nunca explicam o porqu�.
Ela era Mexicana, voc� sabe.
Poderia, por favor, me dizer onde encontro os arquivos de Notre-Dame?
- Os arquivos est�o bem ali: V� em frente e vire � esquerda. - Obrigada.
Mas est�o fechados no momento. Est�o atualizando e n�o h� acesso.
Quando � que v�o reabrir?
Em dois ou tr�s meses.
O que voc� vai fazer esta tarde, Pierre?
Nada em particular. Vou para o escrit�rio.
Voc� gostaria de um caf�?
- Eu n�o tenho tempo. - Vai sair?
Sim.
Onde voc� est� indo?
Para o M�xico.
Isto � uma piada?
N�o.
- Viajando sozinha? - Sim
� para o seu livro?
Naturalmente.
Por que voc� n�o me disse?
Porque decidi ontem � noite. De repente.
Esta � uma hist�ria antiga, estou muito intrigada.
Al�?
- � o meu t�xi? - Sim. Est� l� embaixo.
- Quanto tempo vai ficar? - Eu n�o sei.
Oh, cuide do gato!
Este � Porfirio D�az, ditador do M�xico por mais de 35 anos.
Olha, esta � cidade do M�xico no in�cio do s�culo.
- Voc� reconhece o "Z�calo"? - Sim.
O Presidente Porfirio D�az teve uma influ�ncia intelectual francesa.
Auguste Comte, Jules Verne. Os Positivistas.
Nestes tempos, a influ�ncia francesa era muito percept�vel...
em todos os aspectos do pa�s.
No centen�rio da independ�ncia, em 1910, o Presidente D�az convidou...
pessoas de todo o mundo para a celebra��o.
Mas o pa�s manteve as mesmas estruturas arcaicas.
De um lado, os propriet�rios de im�veis com suas grandes propriedades,
e do outro o povo, v�tima da corrup��o, vivendo na ignor�ncia e pobreza.
Antonieta cresceu nesse ambiente.
Os turistas andavam a p� pelo "Passeio da Reforma". Nosso Champs-�lys�es.
Todo o caminho para a coluna da independ�ncia, foi constru�do
pelo arquiteto Rivas Mercado, pai de Antonieta.
H� rumores de que o rosto do anjo foi baseado em Antonieta.
Mas, em 1957 houve um terremoto e o anjo caiu
e seu rosto teve de ser reconstru�do.
- Espero que fique muito tempo. - Sim, tamb�m espero. � um lugar lindo.
- Juanita, o livro que voc� me pediu. - Muito obrigado, Luis.
- Desculpe-me. - Adeus.
- Um presente para voc�. - Oh sim? - Sim.
Esta � ela, certo?
Sim. 87 cartas de amor.
Para quem?
Para o pintor Manuel Rodr�guez Lozano.
Ela morreu por causa deste amor?
Ningu�m sabe o motivo.
- Nascida junto com o s�culo. - Sim.
- Como era a fam�lia dela? - Pessoas ricas.
Seu pai era um grande arquiteto, e sua casa se tornou o centro...
de encontro dos artistas da �poca.
Ele gostava de escultura.
Antonieta e sua irm� posaram para ele quando eram jovens.
Fique quieta, Antonieta.
O Senhor Presidente!
Descanse, minha filha.
- Sr. Presidente. - Boa tarde, professor.
-Vim ver a coluna da independ�ncia. -� claro. Venha comigo, por favor.
Estas s�o minhas modelos. Minhas filhas.
Ol�, Antonieta.
Voc� est� bem, Sr. Presidente?
Est� tudo resolvido, Sr. Presidente.
Olhe para o sangue.
Olhe para o outro lado, para o outro lado.
Em 24 de maio de 1911, o povo se revoltou contra Porfirio D�az.
Nesse mesmo dia, ele renunciou � presid�ncia
e partiu para Veracruz, depois para Paris,
Onde permaneceu at� morrer.
Essa � a celebra��o que acolheu Madero, quando ele chegou dos EUA.
Da fronteira norte, para a capital da cidade.
Nunca houve tamanha acolhida.
Infelizmente, a lacuna que existia entre os camponeses e o novo governo...
- � o Zapata! - Sim, � o Zapata.
Essa lacuna era t�o grande que as pessoas como Zapata,
que apoiavam os camponeses, se voltaram contra Madero.
Zapata lutou no Sul, e Orozco, que vemos aqui, no norte.
Este � o general Victoriano Huerta, que foi nomeado
chefe das for�as governamentais para combater os rebeldes.
Estas s�o as tropas do General. As tropas de Huerta.
- E aquelas mulheres? - Estas imagens s�o maravilhosas.
As mulheres camponesas tiveram parte ativa na revolu��o.
Elas foram chamadas de "soldaderas" ou "adelitas".
H� uma can��o mexicana do per�odo chamada "la Adelita".
Voc� conhece?
Eram mulheres que participaram da revolu��o, assim como os homens.
Enquanto isso, na cidade do M�xico, a batalha contra o governo continuava.
Victoriano Huerta, sobre quem lhe falei antes, prendeu Madero e Pino Suarez.
A caminho da pris�o, ele ordenou seus assassinatos.
Aqui � onde Huerta chegou para assumir a presid�ncia, eu acredito.
Sim, sim, logo depois do assassinato de Madero.
Venustiano Carranza, ex-governador de Coahuila, revoltou-se contra Huerta em 1913.
Apoiado por outros governadores.
O ex�rcito constitucionalista de Carranza foi apoiado por Pancho Villa no norte.
E no sul, por Emiliano Zapata.
Todos unidos contra Huerta.
Depois de um ano e meio de batalha, o Ex�rcito Constitucionalista
chegou � cidade do M�xico.
Pancho Villa!
Pr�ximo a Pancho Villa, est� Jos� Vasconcelos.
- Ele foi muito importante na vida de Antonieta. - Vasconcelos!
Sim, Vasconcelos.
Carranza foi assassinado.
Emiliano Zapata foi assassinado tamb�m, numa emboscada em Chinameca.
Os Rangers tamb�m mataram Orozco. Os Rangers norte-americanos.
Francisco Villa (Pancho Villa), o Centauro do Norte...
A figura m�tica da revolu��o mexicana.
Foi assassinado covardemente dentro de seu carro.
Diz-se que meio milh�o de mexicanos morreram nesta revolu��o.
Antonieta viveu sua juventude cercada por estas imagens.
Por esta realidade.
Bem, � isto.
- Antonieta era...casada? - Sim, mas o casamento n�o durou muito.
Reconhe�o minha culpa. E eu prometo ficar perto de voc�.
Eu prometo. Voc� est� sozinha a maior parte do tempo, por isso voc� pensa assim.
Por isso e pelos livros que v�o para a sua cabe�a.
Sua vida � aqui comigo. Vou ajud�-la a superar esta crise, Antonieta.
Perdoe-me, mas n�o estou feliz com voc�.
Eu n�o te amo mais.
O que voc� quer dizer com isso?
Ser� melhor para n�s nos separarmos.
Eu n�o estou mais feliz ao seu lado.
Voc� tem um amante?
N�o. � muito simples. Eu n�o posso disfar�ar mais.
-Eu n�o te amo. N�o posso viver com voc�. -Quem � o seu amante? -Solte-me!
Que tolo fui. Voc� me traindo todo esse tempo.
Meu Deus, que imbecil eu fui, est�pido e cego!
Todos aqueles livros de merda!
Essas bichas que voc� tem como amigos!
- Por favor o Sr. Vargas. - Terceiro andar, senhorita.
N�o est� funcionando.
- O que? -O elevador, n�o est� funcionando.
E voc�? De onde voc� vem?
-O que aconteceu, o Atlante venceu? -Claro, mas eles ainda precisam...
...jogar contra a Am�rica, cara.
- Quer apostar? - Claro.
- Quanto? - Voc� diz a�. - Certo ent�o.
Sr. Vargas, por favor.
Vim em nome de Juana Garrida.
- S�o 12:15! - Desculpe?
- S�o 12:15, voc� est� 15 minutos atrasada. Vou-me embora.
- Aonde voc� vai? - Em nenhum lugar em particular,
mas porque voc� chegou atrasada, eu devo ir.
Eu gostaria de falar sobre Antonieta.
N�o est� funcionando. Pelo menos, n�o para mim.
Venha.
Eles me disseram que voc� a conheceu.
Seria in�til falar sobre ela.
Gostaria de um conhaque?
Sim, claro.
Por que � in�til falar sobre ela?
Quando algu�m morre, ou quando se � muito velho,
n�o � poss�vel imaginar o que aconteceu antes. � imposs�vel.
As mulheres de hoje nem imaginam como era essa mulher.
Ela era brilhante.
Ela era linda.
Ela estava sempre fazendo algo. Ela era uma �tima escritora.
Ela editou v�rios livros. Ela traduziu Kafka e Rilke...
...Os surrealistas. Ela tamb�m traduziu pe�as.
- Seu nome? - Jean
- Jean de que? - Jean Cocteau.
C-O-C-T-E-A-U. Cocteau.
Que nome para viver a margem.
E voc� vai ficar l� a menos que nos d� seu endere�o.
- "Rua D'Anjour". - Agora ela est� raciocinando.
- Assinatura... - Prepare uma caneta!
Aproxime-se, aproxime-se! Ningu�m vai te comer.
-O que h� de errado? -Luzes e estrelas, o acusado desapareceu!
- Que prodigioso! - N�o h� nada de prodigioso nisso.
-Vamos sair daqui. Isto � insuport�vel! -Insuport�vel, de fato.
Na morte de seu pai, em 1927, ela herda uma casa.
E se muda, em seguida, para l�, abandonando sua fam�lia indefinidamente.
Ela re�ne um grupo de teatro, patrocinado por ela, em que atua com seus amigos.
Teatro Ulysses.
Ela escreveu todas as tradu��es.
Havia pe�as de O'Neill, Bildraque.
"Orpheus" de Jacque Cocteau.
...Por amor ele matou o diabo na forma de um cavalo, e ele morreu.
Agrade�o a ti por me salvares, porque eu adoro poesia.
E poesia �s tu.
Amem.
- Devo derramar? - Deixe para Eur�dice.
Talvez possamos comer finalmente.
Eu tenho falado com Antonieta, e acho que ela planeja fazer outra pe�a.
"A voz humana de Cocteau", voc� conhece?
Sim, eu o li, acho que � maravilhoso.
Eu nunca lhe disse antes, mas parab�ns. Voc� estava maravilhosa.
Os cr�ticos n�o puderam resistir at� o fim.
Cr�ticos s�o cr�ticos, incapazes de se apossar do mist�rio.
A raz�o est� do nosso lado, � dif�cil acordar os ignorantes,
quando eles pensam que n�o s�o.
A mesma coisa acontece com a nossa orquestra.
Tocando Debussy, Stravinsky ou Satier s� vai pedir insultos.
- Mas � necess�rio. - Antonieta, vamos dan�ar?
Antonieta, sua casa � linda.
Eu amo esta festa maravilhosa!
Diga-me, eu vi a coluna da independ�ncia esta tarde, voc� posou para o anjo?
Sim, eu e a minha irm�.
Mas esse monumento me aterroriza, quando passo por ele prefiro n�o olhar.
Ela acabara de encontrar um pintor, Lozano.
Manuel Lozano, um grande pintor.
Antonieta ficou completamente apaixonada por ele.
Lozano era casado com Carmen Mondragon. Seu pai foi o general que
inventou um canh�o. Uma mulher perigosa. - Carmen, como vai voc�?
Eu queria cumpriment�-la, estava esperando o momento certo.
Por isso que voltei, para trabalhar aqui. Quero pintar o meu pa�s, o meu povo.
Sabe, os pintores franceses imitam os japoneses, at� as m�scaras africanas.
E n�s estamos copiando os Europeus.
Eu venho aqui, para este lugar, e n�o vejo diferen�a com Paris.
O que podemos fazer, Antonieta?
Esconder nossa realidade.
Contemplamos a n�s mesmos no espelho atrav�s de uma m�scara.
Eu fa�o o que posso. Estamos vivendo tempos dif�ceis.
Voc� pode nos servir.
- Est� patrocinando uma orquestra? - Sim. Vai ser filmado!
Tem toda raz�o.
Desculpe-me.
Eu venho oferecer-lhe estes poemas.
Eles s�o bons?
Isso incomoda voc�?
Sim.
- Ela era cat�lica? - Sim, n�o praticante.
Ela nunca teve uma f� real.
Bem, eu n�o sei.
Sangue ind�gena?
Um pouco. Como todos neste pa�s.
Veja.
Aqui eu tenho fotos... artigos de imprensa...cartas.
N�o toque.
Nesta foto podemos ver Lozano.
O pintor.
Ela colocou sua vida em suas m�os.
- Eram amantes? - N�o, acho que n�o.
Ele nunca quis.
Que? Ela o amava com um amor plat�nico?
Sim e n�o.
Isto n�o � a Europa, entende?
Aqui, o romantismo � um luxo.
Voc� nunca entender� isso.
H� uma terra escura e violenta abaixo de n�s!
N�s esquecemos �s vezes, mas ela est� sempre l�.
E pode acordar a qualquer dia.
Aqui. Era este o jovem poeta?
Sim.
Era eu.
Bom dia.
- Manuel est� aqui? - Sim.
Bom dia.
Bom dia.
Aproxime-se.
Obrigado.
Jesus!
Coloque-os na �gua.
Soube da morte do seu filho.
Como est� sua esposa?
- Eu n�o sei. - Como assim?
Ela n�o fala h� dias.
O que h� Manuel?
- Nada que eu possa contar a voc�. - N�o confia em mim?
Manuel!
Manuel, voc� ilumina a minha vida.
Eu perten�o a voc�.
Voc� duvida e me rejeita.
Quando estou s�, sinto-me mais perto de voc� do que quando estamos juntos.
Voc� sofre.
E n�o me diz nada.
H� algo pior?
A minha mulher matou o nosso beb�.
Ela sufocou-o com as pr�prias m�os.
O que somos n�s, Manuel?
Em que terra vivemos?
O que est� dentro de n�s?
Vamos continuar, senhor?
N�o. Agora n�o.
Quem � ele?
Preciso falar com voc� a s�s. N�s nunca estamos sozinhos.
Estou aqui para satisfazer seus desejos.
Mesmo que voc� n�o saiba.
Eu sei Antonieta.
O que faremos?
Continuar o nosso caminho.
Nunca vamos imitar ou parar de imitar.
Sempre vendo de onde v�m as coisas...
...que nos impulsionam. Que nos iluminam.
e que nos destroem.
Ele era gay?
Antonieta soube imediatamente?
Ela nunca quis saber. Ela o adorava, e estava disposta a fazer qualquer coisa.
Como � poss�vel escrever 87 cartas de amor para um homem,
sem fazer amor com ele?
- Isso surpreende voc�? - Sim, � incompreens�vel.
H� coisas dif�ceis de se entender hoje em dia.
Aquele rapaz que posava para ele foi encontrado morto na piscina de Losano.
Muitos disparates foram falados, sobre drogas e at� mesmo um crime.
- O que aconteceu de verdade? - Ningu�m sabe.
- Bom dia. - Entre. - Obrigado.
De todos os templos que organizavam cerim�nias, este � o mais importante.
Era o templo principal dos �ndios
que moravam aqui antes da conquista. Pensavam que todas as tardes,
o sol devia se alimentar com o sangue dos homens,
para derrotar as for�as da noite, a lua e as estrelas.
S� ganhando essa batalha, o sol ressuscitaria dando vida.
A rocha do sacrif�cio.
Cinco sacerdotes colocavam aqui aquele que deveria ser sacrificado.
Colocando-o do norte para o sul.
Com uma faca oxidiana, seu cora��o era rasgado e oferecido ao Deus do sol,
Huitzilopoztli.
Esta � provavelmente a base de um Templo criado para a morte.
Um tributo para aqueles que foram sacrificados para que desfrutemos do sol.
Por que tanta morte?
N�o queria saber por que Antonieta morreu?
Sim.
Porque ela n�o acreditava no que eu disse a voc�.
Ela achava que era poss�vel mudar a Terra completamente. Bem desse jeito.
Me conte mais sobre Antonieta.
Em alguma outra hora.
- Minha chave, por favor. - Agora mesmo.
- Ligaram de Paris.
Terceiro andar, por favor.
Manuel, n�o tenho nada para te dar hoje. Sou toda sua.
Diga-me, eu arrisco a sua liberdade? Eu roubo seu oxig�nio?
Sinto que voc� quer se livrar de mim. Manuel eu daria tudo para te amar hoje.
O que voc� quer fazer comigo? Voc� se engana comigo.
Eu n�o sou uma mulher moderna, que domina o seu problema sexual.
Eu n�o sou moderna porque dou amor em geral, e o sexo em particular.
Mais importante que lavar minha boca ou tomar banho.
Eu n�o posso sentir afeto por uma pessoa enquanto me entrego a outra.
Eu acho que estar� tudo bem, mas s� de pensar nisso fico doente.
N�o posso me dividir. Se eu fosse uma mulher inteligente, eu adoraria voc�.
com todo o esp�rito livre de qualquer inten��o sexual.
Estou num beco sem sa�da.
Al�m de trabalhar, o que devo fazer?
O General Calles n�o quer a nossa virgem Maria conosco! Antes que isso aconte�a,
Estamos dispostos a dar a nossa �ltima gota de sangue pela nossa f� cat�lica!
Lutaremos contra Calles, o Satan�s!
- Viva o Cristo Rei! - Viva
- Viva a virgem de Guadalupe! - Viva!
Ajoelhem-se.
Parem!
Os generais.
Foi a guerra de Cristeros. os Generais Obregon e Calles seguiram no poder.
O anticlericalismo deles desencadeia uma s�rie de rebeli�es na igreja.
Padres negaram-se a celebrar missas e abandonaram seus templos.
Os "Cristeros" escondem-se nas montanhas e lutam contra...
...as tropas do governo sob o lema de "Cristo, o Rei".
Por quase cinco anos, esta guerra terr�vel atinge o pa�s.
Igrejas foram proibidas, mas permaneceram na clandestinidade.
Uma mulher muito religiosa, Madre Conchita, reuniu seguidores em sua casa.
Entre eles, havia um jovem fan�tico, Jos� Leon Toral, tipografo e desenhista.
Obregon foi morto por Toral em 18 de julho de 1928.
- Tanto sofrimento in�til. Meu Deus. - O Obregon nos odeia.
Enquanto ele e Calles estiverem no poder, seremos perseguidos.
Meu Tenente Coronel, o General Obregon est� chegando.
-Quanto lhe devo? - Nada. -Obrigado, obrigado.
- Viva Obregon! - Viva!
Provavelmente sim.
Pronto.
-Por favor, n�o insista, ele n�o pode ser perturbado. N�o insista.
- Deixou-o passar. - V� em frente. - Obrigado.
Tropa! Preparar armas!
carregar armas!
Apontar.
- Viva o Cristo Rei! - Fogo!
Eu vou cantar a m�sica de um amigo da minha terra.
Chamado Jos� Valentin que foi baleado e pendurado na montanha.
Eu n�o gostaria de lembrar foi uma tarde no inverno.
Quando por azar, Valentin caiu nas m�os do governo.
O Capit�o lhe pergunta quem s�o as pessoas que mandam.
S�o oitocentos soldados que sitiaram a propriedade de "Holanda".
O capit�o pergunta quem s�o as pessoas que guiam.
S�o oitocentos soldados que Mariano Mej�as tem nas montanhas.
O coronel disse que iria lhe conceder o indulto.
Mas voc� vai me dizer quem s�o os jurados � e a causa que julgo.
Porque Valentin era um homem que n�o dava informa��es.
Eu sou um dos homens que alimentaram a revolu��o.
Vargas, ap�s a morte de Obregon, realizou novas elei��es?
Sim, naturalmente. Calles foi posto como presidente provis�rio.
Um novo presidente tinha que ser encontrado.
E ent�o Vasconcelos decidiu se apresentar.
- Quem era Vasconcelos? -Vasconcelos foi um pol�tico e intelectual.
Nos anos vinte e um e vinte e dois ele foi ministro da instru��o p�blica.
Ele havia feito muitos trabalhos; campanhas de alfabetiza��o, livros, escolas.
Eles o chamavam de cavaleiro do alfabeto.
Ele decidiu se exilar em L.A., porque odiava a tirania dos governos militares.
Mas ele amava o M�xico apaixonadamente.
E, ap�s a morte de Obregon, ele decidiu come�ar a aventura
de mostrar-se como candidato independente � Presid�ncia.
Ele levou com ele os jovens e a maioria do povo mexicano.
- E Antonieta foi com ele? - Sim, encontramos com ele em Toluca.
Livros! Escola! Livros! Escola!
Livros! Escola! Livros! Escola!
Viva Vasconcelos! Viva!
- De onde voc� �? - Eu n�o sei.
- Qual � o nome da sua cidade? - N�o sei.
Mas cada um sabe de onde vem. Voc� n�o?
De San Andr�s, eu acho.
Que livros n�s temos aqui?
- Shakespeare, Balzac, Dante, Dostoievski. - A Divina Com�dia, leve-o. - Obrigado
O que pode ser feito contra a ignor�ncia?
Bom dia. Eu sou Antonieta Rivas Mercado.
Eu segui com paix�o o come�o da sua campanha e eu quero ajud�-lo.
- Obrigado. - Voc� tem dinheiro? Tem patrocinadores?
N�o, n�o tenho quase nada. As pessoas pagam entrada para ir para as reuni�es.
� isso a�, n�s vivemos disso.
Eu posso lhe ajudar, prometo que vou seguir voc�. Participar da campanha.
N�o tenho nada para lhe oferecer. Hot�is ruins, poeira e balas perdidas.
N�o esperava nada diferente. Este � o meu amigo Manuel Lozano, o pintor.
- Como voc� est�? - Prazer.
O mestre Ch�vez e meu amigo Vargas, Ele � um escritor.
- Eles est�o dispostos a trabalhar para voc�. - Artistas.
Primeiro tem de come�ar o fogo e s�o os artistas que o fazem ou devem faz�-lo.
- Ent�o as pessoas ir�o segui-lo. - � por isso que viemos encontrar voc�.
E posso assegurar-lhe que n�o � um ato mundano ou um capricho.
Cultura sem conte�do pol�tico carece de sentido.
- Voc� sabe disso muito bem. - Nossa cultura est� aqui, voc� mesmo disse.
- Sim, � verdade. - Eu acho que voc� fez a coisa certa voltando.
No norte h� homens de cabelo loiro que colocam os p�s na mesa quando falam
e se consideram protestantes.
Aqui temos duas culturas que lutaram por v�rios s�culos. Protestantes.
Sim, duas ou tr�s.
E se o nosso povo quer uma civiliza��o, tais culturas diferentes devem misturar-se.
-Talvez assim um novo esp�rito se desenvolva. - Voc� � a filha do arquiteto?
- Sim. - Eu o conheci. � casada?
- Sim, mas estou separada. - Venha.
Nunca se esque�a, a Am�rica � a terra da s�ntese!
� assim que fazemos o futuro poss�vel. Desaparecendo divis�es humanas!
A Europa est� de volta � barb�rie! Eles est�o se exterminando em guerras!
Agora, os pa�ses civilizados s�o os novos pa�ses!
Ele fez uma entrada triunfal na capital em 10 de mar�o.
Inesquec�vel. Pensamos que o infort�nio logo terminaria. Ele poderia ter ganho.
Mas, Calles era seu oponente, apoiando outro candidato.
Ele n�o voltaria.
Fomos passear pelo norte depois disso.
Uma cidade por dia. Foi exaustivo.
Mas �ramos jovens.
Antonieta e um grupo de n�s apoiou-o entusiasticamente.
Cubra o senhor!
- Estamos todos aqui? - O Hermino e o Gutierrez desapareceram.
- Bastardos! Eles quase nos mataram! - Isto vem de cima!
� Calles! Ele orquestra tudo!
- Querem amea�ar os nossos apoiadores? - Querem nos relacionar com uma imagem
de viol�ncia e desordem. Eles querem nos fazer culpados!
Assine aqui, senhor.
- Quem o autorizou traz�-lo aqui? - Senhor, � um dos nossos!
Este � um hotel, n�o um hospital!
Eles s�o fazendeiros, vamos!
Sangue!
Eu disse para voc�, isto � um hotel, n�o um hospital!
- Senhor! - ...Sim, sim.
- Desculpe-me, senhor. - Sim?
H� alguns camponeses que gostariam de falar com o senhor.
Eles est�o esperando h� dois dias.
- O que eles querem? - Eu n�o sei, Senhor.
- Deixe-os vir. - AQUI? - Aqui!
Sim, sim, Senhor!
- Quando eu disser... - Sim.
Agora.
O candidato est� esperando por voc�. V� direto ao ponto. Ent�o v� embora.
E tire seu chap�u!
- Obrigado, Senhor. - Ao seu servi�o, Senhor!
Fale o que quer dizer. N�o tenha medo.
Fale.
O que posso fazer por voc�?
N�s temos uma pergunta, Senhor.
Diga-me.
Em nosso munic�pio, nosso Prefeito nos tira tudo. Ele viola nossas esposas e filhas.
Quando protestamos, ele nos mata. como cachorros.
Continue.
Queremos saber se � poss�vel fazer justi�a por n�s mesmos.
N�o. Ningu�m pode fazer isso.
Voc� sabe que a justi�a existe. Mesmo que n�o seja perfeita, voc� tem de aceit�-la.
Este � o problema. Tentamos, anos atr�s, contar �s autoridades!
- Parece in�til. - Queremos fazer nosso tribunal para julg�-lo!
Voc� n�o possui esse direito.
Ningu�m pode defend�-los.
Os tribunais comuns s�o formados em revoltas, certo?
Quando a justi�a oficial est� a servi�o do pr�prio poder.
-Voc� seria capaz de formar um tribunal? - Certamente, Senhor!
- Um verdadeiro tribunal, servindo a justi�a? - Sim senhor, claro!
Ent�o voc�s possivelmente tenham esse direito, n�o cabe a mim aprovar.
Mas sim, talvez.
Ser� que este tribunal ter� o direito de pena de morte?
Ele � um criminoso, senhor.
Se o tribunal fosse meticulosamente resoluto, eu n�o vejo porque n�o.
Acredito que sim.
Obrigado, Senhor! Madame, Senhor!
- Por que est� t�o feliz? - Bem, porque o enforcaram h� um m�s.
- O jantar est� servido, eles o esperam. - Agora mesmo.
Toda revolu��o deve perecer quando seus profetas est�o sendo assassinados!
� por isso que o saudamos, Vasconcelos! Com voc�, Huitzilopoztli,
Deus do sangue e da morte...
Vai recuar contra Quetzalcoatl! Transportadora de ordem e luz!
Proponho um brinde para este homem!
Viva Vasconcelos!
- O que est� acontecendo? - N�o fa�o ideia.
- Acho que � melhor voc� sair agora. - Sair?
Sim, voc� pode voltar quando quiser.
- Por que? - Porque precisamos jogar o nosso jogo.
-Que jogo? - O que jogamos cada vez que nos reunimos.
Puxamos um rev�lver, carregamos, jogamos para o ar apontando para o centro da mesa.
�s vezes, uma bala � disparada. N�s sempre jogamos at� que isso aconte�a.
-Algu�m pode acabar morto! -Claro, senhorita, essa � a beleza do jogo.
- � s�rio? Voc� vai jogar isso aqui? - Sim, est� tornando-se uma tradi��o.
Quem se recusa a jogar � considerado um covarde!
E voc� � corajoso porque joga isso? Ent�o devemos deixar os cavalheiros.
- Boa noite. - Boa noite.
Sentem-se cavalheiros. Vamos come�ar nosso jogo.
-Est�o todos prontos? -Estou preparado. -Eu tamb�m.
Bem, ent�o... Vamos come�ar o nosso jogo.
- De quem � a vez? - Sua.
Minha vez.
� a minha vez agora.
- Os panfletos est�o prontos para amanh�. - Cuidaremos dos acontecimentos de hoje.
- A que horas partimos amanh�, senhor? - 6:30 da manh�, certo?
- Sim, 6:30. - Boa noite, senhor. - boa noite.
- Senhor, precisamos preparar seu discurso. - Antonieta vai me ajudar.
- Sim, estar� pronto... - Um m�dico, r�pido!
Tenho certeza que al�m de voc� e eu, todos os outros est�o armados.
Fale por si mesmo, porque eu...eu n�o estou.
Viva Vasconcelos! Boa noite.
Boa noite.
J� lhe disse. N�o tenho luxos para te oferecer.
Somente esta flor.
Obrigada.
Eu mal posso ver onde vou dormir.
Amanh� estaremos em outro hotel.
- Assim como os atores. - Exatamente.
Todo esse esfor�o enorme. Vamos chegar a algum lugar?
- Por que pergunta isso? Voc� duvida? - N�o sei. Tanta morte � nossa volta.
A celebra��o transformando-se em trag�dia. Como hoje.
Voc� n�o pode colocar para baixo as pessoas que confiam em voc�!
H� mais de n�s todos os dias. Milhares! N�s vamos ganhar Jos�, sabe disso!
N�s venceremos!
- Calles vai fraudar as elei��es. - N�o pode acontecer, vamos confront�-lo!
Mais viol�ncia, mais mortes?! Este pa�s deve ser de homens livres,
- N�o de b�bados e analfabetos! - Lutaremos contra a injusti�a, n�o?
- Foi o que disse aos camponeses! -Prometo o que n�o tenho, afirmo o que n�o sou.
N�o sei, Antonieta. Ele vai virar, � melhor eu continuar escrevendo meus livros.
Devo terminar minha metaf�sica. Preciso corrigir as provas.
Escrevendo um livro de metaf�sica na campanha!
Nosso pa�s precisa de pol�ticos como voc�!
fil�sofos n�o t�m senso pol�tico.
Voc� acha que este pa�s vai mudar com alguns discursos?
N�o. Mas devemos vencer as elei��es Se quisermos realizar alguma coisa!
Isso � pol�tica Jos�. Ganhar!
Vou lhe nomear Ministro da instru��o.
N�o. Estar com voc� � o suficiente.
Ao seu lado.
Eu n�o sei o que eu faria sem voc� Antonieta.
Querido Manuel, lutando contra o prop�sito in�til da minha vida,
eu fui arrebatada pela paix�o pol�tica.
Pelo menos hoje eu existo. Uma pergunta. Voc� me rejeitou. Mas eu lhe pergunto,
o que voc� faria se soubesse que eu tenho um amante?
Quando o pintor descobriu sobre ela e Vasconcelos, isso n�o o incomodou.
Eles n�o se viram novamente. Mas ela escreveu para ele at� o fim.
Ela reservou seus pensamentos mais �ntimos para Lozano, enquanto vivia
com Vasconcelos uma ardente paix�o f�sica.
Talvez, ao menos essa vez em sua vida, ela sentiu o sucesso como mulher.
Por favor, voc� tem um quarto?
Vou checar na lista.
Sim. Um momento, por favor.
Vasconcelos limitou sua campanha aos estados do Norte.
Sem raz�o aparente, o Sul o intimidava, embora ele fosse de Oaxaca.
De uma cidade para outra, ele era calorosamente recepcionado,
apesar das balas e dos insultos da imprensa pr�-governo.
- Ele estava sempre reunido... - Com licen�a.
- Voc� est� interessada em Vasconcelos? - Sim. por que?
� curioso. Este � um per�odo mal revelado da nossa hist�ria.
� para uma tese ou para um artigo?
- Algo mais complexo do que isso. - Oh. Estarei 48 horas por aqui.
Se voc� quiser, podemos conversar um pouco.
- "Licenciado". O que isso significa? - Madame, seu quarto est� pronto.
Estou indo.
- Neste pa�s todos s�o "licenciado". - Devo ligar pra voc� mais tarde?
Sim.
Mas ele sempre dizia a mesma coisa,
A batalha legal deve ser ganha primeiro, Precisamos de um l�der leg�timo.
Tenha um bom descanso. Obrigado, obrigado.
A aventura de Vasconcelos parece desesperada. Espero que ele acabe bem.
S� h� um caminho para ele. Sua morte.
Se eles n�o o matarem, ele ficar� bravo, rasgar� tudo em seu caminho.
Senhores! Eu n�o sou um candidato para o meu pr�prio benef�cio,
mas porque eu tenho um dever civil!
Devemos tomar o poder dos chefes! Libertar o pa�s da domina��o dos E.U.A.!
Se n�o, nossa revolu��o ter� sido em v�o!
O que eles chamam de liberdade de voto? Eles enchem vag�es de pessoas,
colocando um papel em suas m�os, um papel que eles n�o conseguem nem ler!
E eles os levam para votar!
O �nico prop�sito deles � ficarem mais ricos, traindo o prop�sito da revolu��o!
Uma oligarquia de generais...
...estrangularam a nossa independ�ncia!
Como devemos lutar? S� h� uma maneira.
Intelig�ncia! Instru��o! Educa��o para todos!
Isto dar� a todos o direito da raz�o para compreender a nossa liberdade!
Devemos confiar nas pessoas em vez de lhe dar as costas, e se aproveitar deles!
Devemos dar total liberdade religiosa aos cat�licos, protestantes, budistas!
Aqueles que banem s�o aqueles que temem o homem, ou eles mesmos!
Sei que arrisco minha vida a cada segundo. Como eu disse posso ser assassinado!
Os ladr�es deste pa�s n�o v�o recuar!
Eu s� prometo n�o roubar! Eu tenho falhas, N�o tenho o direito de falar em seu nome,
Mas eu sou honesto, porque eu sou pobre!
Mas eu sou honesto, porque eu sou pobre!
Obrigado.
Bom dia.
Obrigado por virem. Agrade�o por isso.
-N�o tenho muito tempo. -Eu tamb�m n�o. Meu nome � Lloyd,
o embaixador dos EUA me enviou ao M�xico.
Sim, j� ouvi falar dele.
Antonieta � minha m�o direita; Ela sabe tudo o que sei.
Oh, sim, sim. J� ouvi falar dela.
- A prop�sito, as elei��es est�o pr�ximas. - � verdade.
Seu pa�s deve se ocupar de seus pr�prios neg�cios.
Eu disse o que era necess�rio.
Sim, mas voc� ainda falou sobre a coloniza��o, o que � isso?
Quando grandes impostos s�o taxados no vinho para favorecer a posi��o...
da Coca-Cola no M�xico. O que � isso se n�o a coloniza��o?
Voc� sabe que vai perder as elei��es.
N�o. N�o se houver transpar�ncia.
- N�o tenho medo do resultado. - Mas voc� recusou a ajuda...
dos generais inimigos de Calles.
Voc� n�o fez nenhum esfor�o para ganhar o sul. Nem uma alian�a pol�tica.
Voc� n�o tem esperan�a de ganhar as elei��es, e voc� sabe disso.
-Por que voc� veio? - Porque me deram uma miss�o.
- Oficial? - Todas as miss�es s�o oficiais.
Quando voc� era ministro da educa��o p�blica, voc� come�ou uma grande ideia.
Francamente, seria uma vergonha abandonar isso.
Agora, retire a sua candidatura. O novo Presidente, escolhido pelo povo, � claro,
ir� pedir-lhe para continuar a sua grande institui��o.
Como um ministro, com muito poderes.
Se voc� acha que ele perdeu, Por que voc� est� subornando-o?
Quero deixar claro que eu estou falando com ele.
Minha amiga fez uma pergunta. Qual � a sua resposta?
O M�xico est� saindo, com dificuldades, de 20 anos de guerra civil.
O que o M�xico precisa agora � a unidade, n�o divis�o.
� precisamente o que penso.
Este pa�s poderia ter dois partidos partidos advers�rios.
Ambos podem ser herdeiros declarados da revolu��o.
Fant�stico! Deixe-os lutar sem batalha. Eles podem apenas compartilhar o poder.
Simples. Uma altern�ncia. Voc� compreende?
- Como no seu pa�s? - Sim, com as suas pr�prias propor��es.
Volte para o seu avi�o. A gasolina que trouxe aqui foi uma grande
despesa para o povo mexicano.
N�o valeu a pena.
Vasconcelos foi a melhor caneta no M�xico.
Mas ele n�o deve ser considerado um her�i. Ele era um megaloman�aco.
Ele se viu como a �nica exce��o em um pa�s de 14 milh�es de imbecis.
- Isso n�o � muito lisonjeiro de sua parte. - N�o, receio que n�o. Ele foi presun�oso,...
complexo, contradit�rio. Ele disse que tinha sangue ind�gena, mas os �ndios o assustaram.
Ele n�o estava confort�vel com o seu povo como muitos intelectuais.
Ele usou Plat�o em seus discursos.
Ele era um bom orador. Ele tinha um uso preciso do insulto.
Mas, ao estudar ci�ncia pol�tica, n�o devemos confiar em simplifica��es
e ideias preconcebidas.
Do outro lado, nem tudo era ruim. Claro que n�o. A prova � que nos �ltimos
50 anos este pa�s tem sido o mais est�vel na Am�rica Latina.
A Revolu��o foi esquecida e h� condi��es agora para um desenvolvimento regular.
- As elei��es foram forjadas? - Com certeza.
de que maneira?
De mil maneiras diferentes. Nos lugares onde Vasconcelos era popular,
as c�dulas desapareceram.
Os centros de vota��o foram alterados. Houve ataques armados, roubo.
- Quantos votos ele teve? - Uma quantia rid�cula.
N�o lembro exatamente. Uns 100.000 votos por todo o pa�s.
Crian�as, n�s estamos lhes dando livros em nome do Sr. Vasconcelos.
- O que n�s dizemos? - Obrigado! Obrigado!
Veja, leia, mais de 30.000 pessoas aclamando Vasconcelos!
Jos�, os polos s�o muito baixos!
1,757?
Sim, � claro. Vamos ver o que voc� pode fazer.
- Fale com o escrit�rio central. - Sim.
- Senhor. - J� posso falar com o M�xico?
- Eles ligaram nossos telefones. - General Bouquet!
Encontre uma linha novamente.
Quais as not�cias General?
Muito ruins. As elei��es s�o uma enorme farsa.
N�o h� outra escolha sen�o levar isso at� o fim.
Sete horas atr�s, isso n�o era poss�vel!
O que voc� sugere?
Se voltarmos agora, parecer� um abandono. Podemos solicitar justi�a pelo ex�rcito.
Podemos fazer com que a vota��o seja respeitada com o uso das armas.
Calles equipou o ex�rcito com equipamento norte-americano.
O Fracasso das revolu��es Cristeros feriu profundamente o esp�rito do povo.
Sim. Mas n�o � t�o dif�cil derrot�-los.
Eles n�o lutam por convic��o. H� muitos funcion�rios corruptos.
Pod�amos orquestrar a revolta.
Temos muitos militares fi�is, capazes de qualquer coisa.
Os nossos l�deres em Tampico, Veracruz e Hermosillo foram presos.
As elei��es ainda n�o acabaram, e eles J� deram os resultados em Nova York!
Acabei de falar com o M�xico. Eles est�o mantendo ref�ns de Medell�n e Pellicer.
- � tudo? - Chiappas e Guerrero est�o desaparecidos.
Senhores, a realidade se imp�s.
Vamos para casa. Isto acabou.
N�s devemos levantar nossas armas contra essa cal�nia, voc� mesmo disse!
Eu evitei os canh�es por tanto tempo e eu n�o vou us�-los agora!
Ou�a, todas essas pessoas dispostas a dar suas vidas por voc�!
Amanh� eles v�o gritar por aquele outro!
- V�o para casa, cavalheiros. Boa noite. -Antonieta est� certa, n�o podemos deix�-los!
- Voc� tamb�m. V� para casa. - Como quiser.
O que vamos fazer?
Deixar este pa�s.
Irei para Nova Iorque. Ou Paris.
Eu ficarei na clandestinidade
N�o � a primeira vez que eu fa�o isso.
Eu voltarei, assim como Madero fez. Como Obreg�n.
No final, a verdade ser� encontrada.
O que eu vou fazer, Jos�?
Eu n�o tenho dinheiro.
O que eu posso fazer? Agora eu tamb�m perdi voc�.
N�o percebe?
As tropas est�o fora de M�xico, assim como os assassinos.
H� muitos m�rtires.
Voc� vem comigo?
Eu n�o sei.
Eu n�o tenho dinheiro.
Eu estou doente.
Voc� ficar� bem, sua fam�lia tem um nome forte.
Eles n�o v�o machuc�-la.
Eles v�o me destruir. Eles nunca ir�o perdoar o meu caso com voc�.
Estou muito fraca para continuar.
Estou doente.
Eu me sinto...mal.
Esses s�o os t�tulos que j� preparei. Eles falam sobre a situa��o pol�tica.
-Por favor, inclua-os no pr�logo. Me ajudaria a editar outro? - Sim.
-Duas p�ginas do artigo. Tr�s, n�mero tr�s. � isso, certo? - Sim.
A pontua��o est� errada. Corrija tudo isso.
D�-me toda a parte que fala sobre Villa em Santiago. E Torre�n tamb�m.
- Sim, Torre�n tamb�m.
- Est� vendo isso? - O que?
- O primeiro n�mero est� quase pronto. Gostaria de v�-lo? - Mais tarde.
Eu adorei o seu artigo.
Temos de ir buscar os passaportes.
Depois.
-Posso lhe fazer uma pergunta? -� claro.
O que devo fazer agora?
O que voc� quer dizer?
- Nada, desculpe, eu sei que o incomodo. - N�o, n�o mesmo.
Apenas me responda uma pergunta.
Voc� acha que realmente precisa de mim?
Se voc� n�o estivesse aqui eu precisaria de voc� infinitamente.
A revista n�o pode ser impressa sem voc�.
Com certeza ningu�m precisa de ningu�m. Voc� sabe disso.
- Sim, eu sei. - S� precisamos de Deus.
Voc� se importaria de se juntar a n�s para um caf�?
- Onde? - "Chavier moi "
- N�o. Tenho que ir ao consulado primeiro. -Adeus, ent�o.
- Que dia voc� disse? - 11 de fevereiro.
- 1931? - Sim.
Absolutamente nada aconteceu neste dia.
Veja voc� mesmo.
No entanto, a prefeitura acompanhou,
- e a imprensa escreveu sobre isso. - Mal�cia pura. Como voc� pode ver.
Eu verifiquei para ter certeza absoluta. Mas j� tinha certeza de que nada aconteceu.
Al�m disso, ningu�m nunca ...
cometeu suic�dio na Catedral de Notre-Dame. Ningu�m.
- Adeus. - Adeus, senhorita.
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