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Original subtitles

PREF�CIO DA MORTE

Boa noite, Dr. Kessler.

Recep��o.

Sim, senhora.

N�s iremos verificar isso.

- Imediatamente. - Problemas, Lyle?

Miss Wells no 413.

Ela diz que h� ru�dos de animais vindo do quarto ao lado.

Ela acha que deve ser um c�o.

- Diz que n�o a deixa dormir. - Vai ver isso?

Esse � o quarto do Dr. Kessler.

Sabe o que ele pensa sobre quem vai ao seu quarto quando ele n�o est� l�.

Ele n�o tem...

O homem � um lun�tico, Lyle, e um arruaceiro.

E se ele tem um animal, ent�o vai para a rua ainda antes dessa manh�.

Droga!

Oh, Deus!

Meu Deus!

� uma crian�a!

Lyle, sou eu.

Chame a pol�cia.

Fa�a isso.

Al�.

Richard?

Oi, eu agora n�o estou. Ap�s o sinal, deixe o nome,

n�mero e sua mensagem e eu tentarei ligar de volta. Obrigado.

Al�, Richard, sou eu, Virg�nia.

Eu pensei que, talvez, quisesse vir at� aqui tomar uma cerveja ou algo assim.

Eu pensei que estaria em casa, mas...

Vou estar acordada por algum tempo.

Por isso, se chegar em casa antes...

sabe, antes de ser muito tarde, me d� uma ligada. Ok?

E...

Quem �?

Pol�cia. Abra.

Richard. Entre.

Oi.

Voc� est� bem?

Sim, por qu�?

Parecia um tanto agitada, ao telefone.

N�o.

Era s� a minha voz pelo telefone.

Quer uma cerveja?

Sim, vou adorar uma cerveja gelada.

Ent�o, por que n�o senta ali enquanto eu vou buscar?

"Muito da Loucura, Mais do Pecado"?

"Torturado e ridicularizado pela comunidade cient�fica"

"pelas suas investiga��es na cria��o de formas de vida superiores,"

"o famoso zo�logo Dr. Alan Kessler"

"continua as suas experi�ncias"

"no seu laborat�rio secreto na caverna."

"Finalmente, ap�s anos de fracassos e frustra��o,"

"ele consegue cruzar com sucesso o seu pr�prio gen com um �vulo"

"retirado de um chacal,"

"e coloc�-lo no �tero de uma hospedeira humana."

Uma leitura r�pida?

Por isso se assustou de novo e me atraiu com uma cerveja

- ...para n�o ficar sozinha? - Me pegou.

Querida, como consegue ler esta porcaria?

N�o sei. � uma coisa...

� como as batatas fritas, n�o consigo parar.

Batatas fritas?

N�o sei, este foi diferente. Foi mesmo especial.

- Muito bem escrito. - Aposto que sim.

O que acontece?

- Com o qu�? - Com o livro.

Como acaba?

A hospedeira morre no parto.

O Dr. Kessler tem que criar a criatura como o seu pr�prio filho.

Mas � uma coisa m�, selvagem.

E ele n�o consegue resolver.

Eu sei a sensa��o.

Uma noite, algu�m...

deixa o rapaz-chacal fugir.

E o Dr. Kessler vai � sua procura, e consegue ach�-lo.

Encurrala ele num beco.

E pede para voltarem para casa juntos.

Mas ele o odeia.

Odeia ele por t�-lo trazido para esse mundo.

Vira-se...

e salta, gritando de agonia...

N�o vejo qual � o problema. N�o foi pedida em casamento.

- Sim, bem... - Desculpe.

N�s apenas sa�mos juntos, faz umas seis semanas.

Ele j� quer que eu conhe�a os pais dele no Natal.

Crimson Falls, Ohio.

N�o sei, isso me parece um pr�-pedido.

Pr�-pedido?

Desculpem.

Acho que fico com estes.

Tudo o que sei � que se eu tivesse um tipo como o Richard,

j� tinha fisgado.

�, j� estou at� vendo voc� de avental e chinelos,

fazendo ovos mexidos para o seu marido.

Voc� n�o sabe, mas l� no fundo desta garota malandra da cidade

bate um cora��o de uma dom�stica submissa.

O Richard � muito especial, mas acho melhor ir devagar.

O que estou dizendo � que se eu tivesse com o Sr. Perfeito,

eu j� tinha feito as malas para Crimson Falls.

N�o encontrar� algu�m assim, fazendo turnos de 14 horas por dia, nesse lugar.

Talvez n�o. Mas � mais prov�vel que encontre um jovem encantador

numa livraria, do que um sujeito inteligente, num bar para solteiros.

Ol�, Mona!

Ol�.

E posso sempre me matar.

Que droga voce anda procurando?

Estou procurando um livro chamado "Eu, Louco".

J� procurei em todo lugar. N�o consigo encontrar.

� de um escritor chamado Malcolm Brand.

- Que ador�vel. - N�o, n�o goze, � mesmo bom.

� horr�vel. Faz com que os livros do Stephen King pare�am para crian�as,

mas � apaixonante.

� uma esp�cie de Alan Poe.

- Nunca ouvi falar. - Eu tamb�m n�o, at� ontem.

Ele escreveu dois, este aqui, e um outro chamada "Eu, Louco"

que veio na compra dessa propriedade. Merda!

- Onde vai? - L� em cima, dar mais uma olhada.

Est� perdendo um tempo enorme procurando por essa coisa chamada "Eu, Louco".

- Encontrou? - N�o.

Talvez algu�m tenha comprado.

�, talvez.

N�o, a sua boca calou: Iago Honesto assim foi ordenado.

Est� morto, meu senhor?

Tivessem os seus cabelos sido vidas, a minha grande vingan�a

consumiria a todas.

- Enfim! Ele me traiu e eu estou acabada. - Fora, vil�!

- Chora por ele na minha frente? - Oh, exilai-me, senhor, mas n�o me mate!

- Desculpe o atraso. - N�o perdeu muito.

- Sim, d� para perceber. Ele nos chamou? - N�o.

- Terminado, sem descanso. - Mas enquanto digo uma prece!

Tarde demais.

Conhe�o umas 20 pessoas que gostariam de fazer aquilo.

N�o, a Collette est� bem.

Algum coment�rio?

- N�o. - Bravo!

Collette, Michael, bom trabalho.

A nossa srta. Berkowitz vai ser a estrela num filme para televis�o:

Sem Mais Ontens.

Parab�ns.

Devia ter ficado com o papel, � perfeita para ele.

- Que isso, Lenny. - N�o, � s�rio. Perfeita.

N�o.

- A Collette tem talento e � muito bonita. - E voc� tamb�m.

Eu a odeio.

Que tal jantar? Falamos mal dela pelas costas.

N�o posso. Tenho planos com o Richard.

Est� ficando s�rio?

Talvez.

Ok, vamos ver outro casal.

Kelly e Martin, por favor.

- �timo! - Estamos salvos!

Olha s�.

N�o vamos ter que fazer o nosso Cyrano. E eu que at� comprei um nariz novo.

Oi, � o Rich. Apareceu algo. Tenho uma vig�lia de narc�ticos.

Vou ter que adiar o jantar.

Vou tentar passar por a� mais tarde, mas se for muito tarde, eu te ligo.

Tenho saudades e te adoro, querida. Adeus.

Oh, Mona!

Ol�, Anna. J� faz algum tempo.

Afaste-se de mim.

Mas eu cuidei de tudo, Anna.

Como assim?

"Olha. Uma testa nova."

"E um c�u da boca fresco."

Jesus!

O que est� fazendo?

Eu s�...

acendendo um fogo, e...

Ouvi um barulho.

Sim, eu bati. Querida, voc� tem que trancar a sua porta da frente.

Alguma coisa no fog�o?

Sim.

Eu estava fazendo ch�.

Grande.

Voc� est� bem?

Sim. Por qu�?

N�o sei.

Pareceu estar meia a�rea, por um instante.

Desculpe. � que...

O quanto gosta de mim?

Numa escala de 1 a 10?

20.

O suficiente para cortar uma orelha?

N�o.

Sim. N�o sei. Que droga de pergunta idiota � essa?

Est� no livro que estou lendo.

Este sujeito, ele � um poeta.

Na verdade, � um m�dico, mas ele desistiu da carreira.

Enfim, ele est� terrivelmente apaixonado por uma atriz chamada Anna Templer.

Ela n�o quer nada com ele porque acha que ele � muito feio.

Ele n�o consegue esquecer isso.

Por isso ele corta a sua orelha?

Ele � um desgra�ado. Ele est� desesperado para lhe agradar.

Ent�o uma noite, ele come�a a beber muito.

Teria que ser mais do que apenas louco, para ter tais pensamentos.

Ele vai ao seu guarda-roupa, � procura da sua valise de m�dico.

Encontra, tira ela para fora, leva at� o espelho.

Se enche de Novoca�na, e depois, com o bistur�,

come�a a retirar peda�os de sua cara, um a um.

E ele est� enlouquecido de amor!

Por isso ele retalha a cara?

Legal! O cara nunca ouviu falar em bombons ou flores?

� s� uma hist�ria, Richard.

Isso me d� calafrios.

Ok, n�o falemos mais sobre isso.

Voc� fica sempre estranha quando l� essas coisas.

Se faz voc� se sentir melhor...

logo ap�s o caf� da manh�...

eu vou me cortar ao fazer a barba.

Vem c�.

Voce � t�o doce.

Eu fiquei na sombra de um beco, olhando e esperando.

Olhando e esperando por aquela pessoa especial.

Teria que ser uma mulher. Isso eu sei com toda a certeza.

S� ela � que passa o tempo todo cuidando e tratando

e penteando seus cabelos sedosos.

Uma moldura macia envolvendo uma pintura t�o bela quando sua pr�pria imagem.

Sa�ram todos.

As colun�veis.

As mundanas.

As louras platinadas.

Mas nenhuma era a certa

at� que a ruiva apareceu.

A cl�ssica ruiva.

Era a perfei��o.

Macia como as nuvens e brilhante como o sol.

A sua flamejante tocha vermelha de p�los

� espera de ser retirada.

Oh, meu Deus!

Algu�m pode chamar a pol�cia?

Por favor...

� uma coisa para te ajudar a dormir.

Agora...

Eu gostaria que contasse devagar de 100 at� zero.

99.

98.

97.

96.

95.

94.

93.

92.

91.

90.

89.

88.

87.

86.

85.

82.

81.

80.

Gosta da cor, Anna?

Dona? Est� admirando ou o qu�?

Jesus Cristo, Mona!

Desculpe. Pensei que ele ainda estava comigo.

Ele me assustou pra valer. De onde � que ele surgiu?

Eu o encontrei. Pensei que pod�amos mant�-lo aqui. Ele � de confian�a.

- Oh, Deus. - Bem, est� mesmo bem assustada.

Pensei que n�o vinha trabalhar at� �s 16:00, hoje.

O livro! A primeira edi��o de Hemingway.

A coroa da Vettey, veio aqui ontem, depois que voc� saiu.

Ela quase teve um ataque quando viu que o material ainda n�o tinha sido desempacotado.

- Que material? - O material l� em cima.

O material da venda da propriedade.

Oh, sei.

Eu limpo isto.

Ok, eu desempacoto o material.

"Malcolm Brand"?

"Malcolm Brand".

Quem iria querer comprar um manual de sexo usado?

- Mona, onde achou este livro? - Do que est� falando?

- N�o deixou ele na minha porta, do lado de fora? - N�o � o tal livro que estava procurando?

Eu n�o o encontrei.

- Sim, escrit�rio do Channing. - Detetive Channing, por favor.

- Ele n�o est�. - Alo, aqui fala Virginia Clayton.

Eu j� liguei antes. Sou uma amiga do Richard.

- Ele j� voltou? - N�o.

Mas eu dei a sua mensagem h� cerca de meia-hora.

Eu sei. Mas � muito importante que ele me ligue.

O que eu posso fazer � dar o recado pra ele de novo. Estou certo de que ele ligar�.

- Sim, obrigado. - Ok.

Diga-lhe para me telefonar logo que possa.

Ok.

...completamente careca. Uma aut�ntica bola de bilhar.

Mas olha s� os resultados!

Com aplica��es di�rias da nossa f�rmula avan�ada, o cabelo...

Gosta da m�sica?

Por que est� fazendo isso comigo?

Ador�vel.

Por favor...

deixe-me em paz.

Voc� ir� me notar, Anna.

Voc� vai me amar.

N�o, eu n�o te amo. Eu nunca irei te amar.

N�o est� falando s�rio.

911. � uma emerg�ncia?

Sim, tem um assassinato que est� prestes a acontecer. Acho.

- O endere�o, por obs�quio ? - Na Wilshire com St. Paul.

Na Restaura��o de Pianos.

Pode me dar o seu nome?

Pare!

Eu fechei o livro.

Pare!

Afastem-se, por favor.

O Navarro est� l� em cima. A Criminologia vai levar meia-hora.

Venham, por aqui.

Afastem-se, por favor.

Por aqui.

Cuidado com a cabe�a, cara.

- Frank. - Sim?

- Alguma not�cia sobre a testemunha? - Nada de nada.

Veja s� isso.

- Ei, Channing. - Ol�.

Ol�, cavalheiros.

Arrumem isso, por favor.

- Temos alguma coisa? - Bem, quase nada.

Homem, por volta de 1,70 ou 1,80.

- N�o deixou impress�es digitais. - Olhe para isso.

O filho da puta cortou as orelhas.

Com licen�a.

Eu acho que essa cortina estava abaixada.

Sou eu, Richard. Abre a porta!

Voc� o viu?

- Voc� telefonou? - Sim.

Consegue identific�-lo, querida?

Richard, estou t�o assustada.

Est� tudo bem. Est� tudo bem.

Muito bem.

E que tal...

assim?

Sim. Essa � a forma correta.

- Mas tem que estar mais juntos. - Mais juntos, certo.

Sem problema. E assim?

Sim, � isso.

Terr�vel.

Vamos trabalhar no nariz.

N�o h� nariz.

Sem nariz.

Ele geralmente usa um cachecol sobre a parte de baixo do rosto.

Mas me mostrou algumas vezes.

Ele mostrou?

Que n�o tem nenhum. Pelo menos, por enquanto.

- Que n�o tem nenhum o qu�? - Nariz.

� como o seu cabelo. Ele n�o tinha at� que ele matou a Collette.

- E agora tem as orelhas daquele sujeito. - Collette Berkowitz, a atriz?

Ela fazia parte da minha turma de representa��o.

Est� dizendo que foi o mesmo cara que matou a tal Berkowitz?

Como sabe disso?

Porque ele me mostrou esta manh�, no �nibus.

Virg�nia, querida, n�o estou te entendendo

Porque n�o recome�amos desde o in�cio?

- Tudo come�ou com o livro. - Um livro?

O Richard sabe disso.

� um livro estranho que encontrei na loja onde trabalho.

- De algum modo, o personagem saiu dele. - Ele saiu?

Ele saiu do livro.

Num minuto, eu estava lendo sobre ele, no outro, ele estava do meu lado.

Ele pensa que eu sou uma atriz chamada Anna Templer.

Ela tamb�m est� no livro.

E ele n�o tem nariz?

Ele n�o tem nada. Ele cortou tudo.

O cabelo, as orelhas, os l�bios, e o nariz. Tudo.

E agora vai andar por a�

tirando coisas de outras pessoas para p�r no seu pr�prio rosto.

Miss Clayton, por que � que ele...

Por que � que algu�m faria tal coisa?

Porque ele pensa que isso vai me agradar.

Ele pensa que ir� agradar � Anna.

Mas como ele pensa que eu sou a Anna, � a mesma coisa, n�o �?

Eu quero agradecer por ter vindo aqui.

Olhe, eu sei que isto deve parecer loucura.

N�o, � s�rio. Voc� foi de uma grande ajuda.

Detetive, quando tiver um momento, no meu escrit�rio, est� bem?

Desculpe um minuto?

Sim, claro.

O que est� acontecendo com voc�?

- Richard, eu sei que parece loucura. - Pode ter certeza que parece loucura.

Se n�o acredita em mim, devia ler o livro.

- Est� ali. - Eu n�o tenho que ler o livro. N�o � s�rio!

Desculpem interromper.

O Garber est� esperando, Richie.

Eu sei que teve uma noite terr�vel.

Porque n�o espera l� em baixo por mim e quando eu terminar aqui...

vamos para casa e tentamos descobrir o que foi que viu.

Por favor, espere por mim l� em baixo, ok?

Ok, Richard.

Vai descer?

Por que n�o me deixa em paz?

Por que faz isto?

Afaste-se de mim!

Eu a desejo, Anna.

- � tudo o que eu sempre quis. - Afaste-se!

Isto n�o est� acontecendo. Isto � s� minha imagina��o.

As coisas v�o melhorar, Anna. Em breve voc� vai me amar, como eu te amo.

N�o, eu n�o sou a Anna!

Eu irei conquistar seu cora��o, de uma maneira ou de outra.

Ent�o mate-me. Acabe com isso.

Acabe logo com isso.

Est� bem?

Tem certeza?

"N�o-fic��o"

Olha, Mel, eu n�o quero saber de greves.

Olha, Mel, eu estou me cagando para os problemas com os sindicatos!

Tenho encomendas pra atender.

Eu preciso de 1.000 c�pias de "East of Edith" na Sexta ou estou arruinado.

Sim, mas veja, as capas j� foram impressas?

Verifique no armaz�m.

Temos uma quantidade daquele livro de Western que n�o vendeu.

Sim, "Long in the Saddle".

Isso, troque as capas.

Mel, ningu�m vai notar a diferen�a.

Ningu�m se importa, acredite.

Olha, tenho uma pessoa aqui. Eu j� te ligo.

- � Sidney Zeit? - N�o. Sou Nelson Doubleday.

Que posso fazer por voc�?

Bem, na verdade, se n�o se importar...

- eu tenho uma coisa para lhe mostrar. - Eu s� publico obscenidades.

Adoraria ficar conversando, mas tenho muito trabalho.

Publicou este livro?

Tem as minhas iniciais.

- O que isso lhe interessa? - Quero saber sobre Malcolm Brand.

Eu n�o me casei com ele. S� publiquei alguns livros dele.

Por favor.

Est� fazendo alguma reportagem ou algo parecido?

Para a universidade?

Eu n�o sei o que dizer. Os livros falam por si s�.

O sujeito era um lun�tico.

Passou o ultimo ano numa sala acolchoada.

Foi l� que escreveu o �ltimo. Um dia, ele sumiu.

Simplesmente saiu porta afora.

Ningu�m ligou a m�nima. Encontraram ele uma semana mais tarde.

Disseram que morreu ao relento, mas que n�o tinham certeza.

Por qu�?

Porque da forma como o acharam, o seu corpo j� estava decomposto

por alguns animais. Provavelmente, um grupo de c�es famintos.

Ele era mesmo estranho.

Lembro-me uma vez...

- logo depois do seu primeiro livro... - "Muito da Loucura, Mais do Pecado"?

Sim, esse mesmo. Vendeu bem.

E teve at� uma sequ�ncia.

De qualquer modo, eu arranjei um trabalho pra ele.

Uma hist�ria curta. Para uma revista.

E estamos falando de grande tiragem.

E eles o queriam.

Ent�o o Malcolm come�ou a trabalhar nisso de imediato.

Dois meses depois, ele devolveu o dinheiro j� dado

e disse pra mim, que n�o conseguia acabar a hist�ria.

E veja s�: disse que os personagens falavam com ele.

Recusavam-se a fazer o que ele lhes mandava.

Um at� o perseguiu pela cidade durante duas semanas.

O monstro do primeiro livro. Voc� sabe, o rapaz-chacal.

Disse que ele o odiava.

Que estava perseguindo ele. Para que pagasse pelo mal que lhe fez.

- Voc� publicou este livro como n�o-fic��o. - Ambos os livros eram n�o-fic��o.

O Malcolm insistia nisso. Disse que eram confiss�es.

Ele era um completo esquizofr�nico.

Claro que ningu�m acreditou naquilo que dizia.

Ent�o estas coisas no livro, sobre o que ele fez a si pr�prio...

Ah, sim.

Ele deu mesmo cabo dele.

Deu, sim.

Ok. Tem o m�dico-legista na linha tr�s e a sua amiga na um.

Est� bem, ligue-me se precisar de mais alguma coisa.

Dr. Price, pode esperar um minuto? Eu agradeceria. Obrigado.

Porque n�o esperou por mim l� em baixo?

Onde est�?

Ou�a, voc� n�o vai acreditar nisso.

- Eu sei para onde ele vai. - Do que � que est� falando?

Vai haver outra morte, hoje � noite. Outro homem.

Um tipo mediterr�neo. Pele morena com um perfil romano.

O Brand vai segu�-lo at� a casa, de um bar do sub�rbio, na Grant.

N�o posso falar disto agora.

Os telefones est�o tocando, tenho dois crimes para resolver...

Richard, ou�a! Estou dizendo, � o Brand.

Ele voltou para terminar o que come�ou, o que escreveu naquele livro!

Estou dizendo que n�o acredito em fantasmas!

Segure um minuto, est� bem?

Dr. Price, obrigado por... Oh, merda!

Foda-se!

- � espera do �nibus, menina? - Jesus Cristo, Lenny.

Ei, desculpe.

- Est� esperando por algu�m? - N�o.

Bem, sim, na verdade. Estou esperando um amigo.

O que houve com a Collette foi triste.

- Foi uma coisa terr�vel. - Foi horr�vel.

Eu estava pensando em pegar uma pizza e ir para casa.

Est� convidada a vir comigo. Quer dizer, se o seu amigo n�o aparecer.

Obrigado, mas vou esperar aqui mais um pouco.

Obrigado, assim mesmo.

Ok. Claro.

- Fica para outra vez? - Ok.

- A gente se v� nas aulas. - Ok. At� mais.

54-1. 54-1. Aten��o ao c�digo quatro.

- Boa noite, Tenente. - Boa noite.

- O que temos aqui? - Outra mutila��o, senhor.

Desta vez, levou o nariz.

- Parece que temos uma testemunha? - Sim, sr. Ela est� ali.

Oh, inferno !

- Senhor? - Nada.

- Onde est� o Channing? - Est� a caminho.

Vem c�.

- Virg�nia? Obrigado, j� vi. - Richard!

Richard, sabe quem � aquele? � o Lenny, das minhas aulas.

- O que � que est� dizendo? - Eu sabia que isto ia acontecer!

� exatamente como est� no livro. O bar, o beco.

Eu n�o pude fazer nada! Eu n�o consegui faz�-lo parar!

Acalme-se. Vem aqui e conta o que se passou.

Droga, onde voc� estava ? Por que n�o me ligava nunca?

- Por que desligou o telefone? - Eu n�o desliguei, ok?

Estava uma loucura, quando voc� ligou

- Eu apenas apertei um bot�o e... - E n�o conseguia lidar com isso, certo?

N�o p�de lidar com isso. Podia ter verdade naquilo que eu disse. O que h� com voc�?

Desculpe, ok?

Talvez eu devesse ter olhado isto com mais aten��o.

Garber me fez andar atr�s de outras pistas. Ele � o chefe, que posso fazer?

Voc� devia apenas ler o livro, Richard, por favor!

Depois falamos sobre isto.

Est� bem, admito que h� algumas semelhan�as.

Eu at� diria que...

que talvez algu�m ande copiando os crimes do livro.

Algu�m que tenha lido o livro e se divirta com sangue. Sei l�.

Tudo bem, mas isso n�o explica o Malcolm Brand aparecer no meu apartamento.

Vamos manter os p�s no ch�o por enquanto, est� bem?

Temos que descobrir quando � que este man�aco vai atacar de novo.

Est� bem aqui. Aqui, no cap�tulo 8.

"Eu j� tinha visto ela antes."

"Debru�ada sobre a sua mesa, uma bibliotecaria sedenta de amor."

"Como eu imaginei os seus l�bios doces e cheios, comprimidos contra seu travesseiro,"

"na profundeza da noite, quando os gatos de pedra deixam de vigiar a sua lux�ria."

Ele quer dizer a biblioteca.

Est� tudo a�. At� os mais detalhados pormenores.

Ele quer dizer, os le�es do lado de fora, nos degraus da entrada.

N�o est� vendo?

E o que acontece no final?

Com a tal mo�a, Anna.

N�o vai querer saber.

Quero sim.

Ele corta seu cora��o com o bisturi e usa como um colar.

Como se fosse uma cruz.

Perto do seu cora��o.

- Al�? - Parece que estamos com sorte.

O Garber vai permitir quer eu avance, e ainda vai incluir mais alguns agentes.

Isso s�o boas not�cias, Richard.

Foi dif�cil, mas ele est� desesperado.

E se estivermos enganados...

N�o estamos enganados. Estou certa disso. Ele vai estar l� hoje � noite.

Est� bem, a bilbioteca fecha �s 20:00. Pode estar l�, daqui a meia-hora?

Em meia-hora?

Ok, eu estarei l�.

Mona, eu vou sair do trabalho mais cedo, hoje. Est� bem?

Est� bem.

Ok.

- Mona, tem alguma coisa errada? - N�o, nada.

N�o h� nada errado. Voc� tem estado assim o dia todo, igual uma zumbi.

N�o me disse duas palavras desde que chegou aqui.

Eu vou ficar aqui, fazendo o seu trabalho, enquanto anda por a� combatendo o crime.

S�o as mercadorias da venda da propriedade. Esqueci de desempacotar elas.

O m�nimo que podia fazer � me deixar saber o que est� acontecendo

Est� bem. Ligo pra voc� mais tarde.

Vou desempacotar aquelas coisas amanh� de manh�

Ok?

N�o, esquece isso.

Vou terminar hoje.

Est� bem.

Ok, deixe eu ir agora.

Ligo mais tarde.

Ok. Obrigado, Mona.

Sim. Vai.

Ok, Joe, o local � seguro. Todos devem estar fora em 4 minutos.

Marian...

se ver ou ouvir alguma coisa, seja o que for, avise-nos.

- Vamos estar ouvindo pelo r�dio. - Ok.

Os seguran�as foram todos avisados. � o trabalho do costume.

�timo, percebe isso?

� poss�vel que ele esteja te observando h� alguns dias.

N�o fa�a nada fora do normal.

Fa�a hoje o que normalmente faz, quando tranca tudo.

Muito bem, rapazes, � hora.

Quase prontos.

- Tem certeza de que est� bem? - Sim.

Aqui vamos n�s.

- Est�o todos prontos? - Eu acho que...

- Tem certeza de que quer fazer isso? - N�o.

N�o necessariamente, mas sou a �nica a quem a carapu�a serve.

Entendido?

Oh, meu Deus, est� mesmo escuro aqui.

Al�?

Espero que estejam me ouvindo.

Ok, estou na sala dos microfilmes.

Esperem. Acho que estou ouvindo alguma coisa.

Onde est� ela?

S�o passos.

Tem algu�m na entrada.

- Est� se aproximando! - Agora, vamos!

Richard!

Ele est� na sala.

Richard, ele est� na sala.

Parado, pol�cia!

Caf�?

Um agente vai te levar at� sua casa.

E eu vou l� assim que possa.

O que, ficou assim? Vai desistir?

Ele n�o apareceu. O que podemos fazer?

Ou�a, Richard, vai ser hoje � noite. Talvez n�o seja aqui, mas em outro lugar.

Se � que j� n�o aconteceu.

Pode ser, sabe, h� mais do que uma biblioteca nesta cidade.

N�o com le�es nas escadas.

Vamos, Virg�nia, n�s tentamos. N�o deu em nada.

N�o podemos vigiar todos os edif�cios da cidade que t�m livros,

por causa de um trecho estranho de um livro com mais de 30 anos.

Agora vai para o meu apartamento, est� bem?

Falamos mais tarde.

Certo, mais tarde.

Vamos l�, Richie.

Tem muita merda pra limpar.

Channing, quero falar com voc�. Agora.

"Bibliotec�ria"

"sedenta de amor"

"l�bios doces e cheios "

"Le�es..."

"e gatos"

Largue o telefone, Mona.

Mesa do Detetive Channing, Detetive Fishman falando.

Al�, Virg�nia.

N�o, ele est� com o tenente neste momento.

Claro.

Ok, eu vou cham�-lo. Adeus.

Fishman. Aonde vai?

- Mensagem importante para o Richard. - Deixe eu ver isso.

� a maluca da garota do Richie.

N�o vai fazer nenhum favor de informar isto agora.

Mona, voc� est� a�?

Mona, sinto muito.

Eu sabia que viria, Anna.

� o dia do nosso casamento.

N�o.

Algu�m me deixe sair!

Deixe-me em paz!

Deixe-me em paz!

Afaste-se de mim!

Finalmente seu cora��o ser� meu.

N�o!

Virg�nia, afaste-se. Para tr�s.

Est� bem, querida?

- Meu bem... - Viu?

Filho da puta!

Cabe�a mais canina que humana. Uma coisa mag�rrima, gutural, perversa.

Concebida com "muito da loucura, e mais ainda do pecado".

Est� vivo, est� vivo!

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