All language subtitles for Bodas de Sangue (1981)

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Original subtitles

BODAS DE SANGUE

Ol�! Chegamos.

Ol�!

Cristina, este � seu lugar.

Onde eu me sento?

Ant�nio, aqui. E voc�, aqui.

Ol�!

V� para o final.

-Ol�, garoto. -Ol�.

Onde s�o nossos camarins?

L� em cima.

-Vamos subir? -Vamos.

Algu�m teria uma aspirina?

Me d� logo, por favor.

Jos�?

-O qu�? -Onde est� a foto?

Aqui est�.

Pode me passar o espelho?

Quieto. N�o caia.

Tudo est� em seu lugar.

Vou pegar a maquiagem para voc�s.

Deixei uma esponjinha por a� outro dia.

Pegue emprestada de algu�m.

Se for maquiar os l�bios dele, vai precisar.. .

de uma lata inteira.

Assim esconde a cara de burro que ele tem.

� que somos muito parecidos por causa do nariz.

-O que est� fazendo? -Maquiando-o!

Estou horr�vel.

Ou�a, o viol�o est� meio tom acima.

Est� no tom de sempre!

Est� sempre meio tom acima! Ou�a!

Est� ouvindo?

Voc� que acha.

Outro dia, voc� colocou meio tom acima.

Que meio tom! Est� afinado com o diapas�o do Antonin!

As sobrancelhas n�o.

Mais uma vez.

Com chap�u mesmo?

Se tirar, vou pegar uma pneumonia.

To��n e Jos�, uma coisa por favor...

Vamos passar a parte solo da Cristina, depois do "p�s de deux".

As vozes: Despertem...

Isso a�... Voc� tamb�m, G�mez.

Isso.

� isso a�.

Despertem a noiva, despertem

Com o ramo verde do amor florido.

Com o ramo verde do amor florido.

Rode a ciranda, que rode

E em cada balc�o, ponham uma coroa.

Rode a ciranda, que rode

E em cada balc�o, ponham uma coroa.

Despertem a noiva, despertem

Despertem a noiva, despertem

Na manh� do casamento.

Na manh� do casamento...

Isto. Agora, To��n.

Eu sou demais!

Bem, eu chego a dan�ar,

praticamente por... eu sempre digo e � verdade, como sempre...

Porque o que eu queria mesmo era estudar,

mas n�o tinha como, ent�o tive que come�ar a trabalhar...

quando tinha onze anos.

Comecei como sineiro, em Camp�a.

Depois com 1 4 anos entrei no jornal ABC,

trabalhando na gr�fica.

Experimentei de tudo... Tentei lutar boxe,

Na primeira que levei, disse: "Vai bater na m�e. N�o quero mais."

Corri de bicicleta, experimentei de tudo.

Depois fui parar numa academia de dan�a por puro acaso.

Uma vizinha minha falou: "Por que n�o vai dan�ar?"

Eu dan�ava, como dan�am as crian�as, por farra.

Mas dan�ar mesmo, nada!

E entrei na academia da Professora "Palitos".

Depois de tr�s meses, conheci um negro chamado Harry Flemins

Que tinha um espet�culo...

de cabar�.

Pensei que fosse dan�ar flamenco...

Mas ele me deu uma roupa de mambo e um bong�.

E me apresentava com uma mo�a que chamavam de Princesa "Menet"

Dan�ando " mambo, que rico mambo".

E eu tocando bong� para ela. E assim foi.

Em seguida um amigo de Pilar L�pez me recomendou a ela.

Foi ent�o que percebi que...

Assim como o r�dio de casa, sem pintura...

tocava "Sidra el Gaitero", eu era igual, n�o tinha cultura alguma.

S� me dedicava a repetir os passos que me ensinavam.

Ent�o resolvi sair do bal� de Pilar L�pez e ficar...

Em Paris estudando.

Estudando dan�a, pintura contempor�nea...

Vendo outros espet�culos, e outras manifesta��es art�sticas.

Eu nunca tinha visto Vicente Escudero dan�ar.

Tinha visto s� uma ou duas fotos dele.

A�, Pilar me disse: "Voc� � igual a Vicente Escudero quando jovem."

Mas at� fisicamente. At� fisicamente!

As m�os grandes, os dedos afilados como uma ave de rapina.

O nariz, os �ngulos do rosto...

Mariemma, tamb�m de Valladolid � muito amiga dele.

Ficava assustada e dizia: "� igual a ele!"

E eu nunca tinha visto ele dan�ar, e nem pessoalmente!

Um dia...

ele me viu dan�ar... e olhou, olhou...

E ele nunca na vida tinha dito a ningu�m que dan�ava bem,

a ningu�m, na vida dele.

bem, foi s� me ver...

E era como se ele fosse meu av� de verdade.

Era exatamente o neto que ele gostaria de ter.

Ele tinha um carinho por mim... mas um carinho...

Era um homem que sempre teve dignidade na sua vida art�stica.

Isso porque era um homem s�rio, e n�o brincavam com ele.

Sempre fez o que acreditava que tinha de fazer.

Nunca se vendeu... Nunca na vida.

E morreu com uma dignidade impressionante!

Eu tinha por ele o maior respeito, o maior carinho.

Ele nunca entrou em disputas com outros artistas...

Enfim, tudo.

Bem, quando eu morava em Paris,

mandei um cart�o postal para ele.

"Mestre, isso... e aquilo..."

E ele me escreveu uma carta dizendo...

que eu morava no mesmo apartamento em que ele tinha morado por 20 anos.

Em Paris, na rua d�s Boulanger, 36

� isso a�.

Mas n�o corra tanto, quando passar esta parte,

Fazemos uma aqui...

Mas n�o corra tanto, hein?

Vamos ver.

Todos aqui?

Vamos come�ar com esse passo.. .

Mas vejam...

Os quatro primeiros com o bra�o assim...

E os quatro seguintes por fora...

e por dentro.

Por fora... e por dentro.

E no final, aqui.

Deixar o bra�o aqui...

Por fora.

Vamos!

Ent�o, vamos...

Entenderam?

Vamos!

Um e dois...

Em cima!

Firme na cintura!

M�dio.. .

Um pouco assim no final.. .

Na cabe�a?

A cabe�a virada assim, depois, pra frente.

Um e dois...

Em cima...

Firme na cintura!

Que bagun�a. Perd�o.

Perdoem-me.

Que desastre!

Prontos?

Um e dois...

Em cima!

Bem, aqui est� bom.

Est� claro? Est� tudo claro?

A cabe�a.

Vamos ensaiar os dois �ltimos.

O do bra�o pra cima?

Sim. Um e dois.. .

Em cima!

Bom.

Um pouco melhor.

Vamos fazer esse...

Um, dois tr�s...

quatro, cinco, seis.. .

sete, oito, nove e dez.

Um, dois, tr�s.. .

quatro, cinco, seis.. .

sete, oito, nove e dez e pronto.

Vejam uma coisa...

Segure um pouco... N�o caia assim.

Ag�ente um pouco na cintura.

Vamos ver.

A cabe�a fica de perfil aqui.

e depois aqui de frente.. . e cai de frente.

-O bra�o sempre por fora? -Sim, sempre por fora.

-E esperamos? -N�o.

-Quantas vezes? -Quatro.

Um e dois...

Ag�ente aqui!

Isso!... Melhor!

Firme na cintura!

Deixem o corpo cair!

Estende!

Embaixo!

Estende tudo. A cabe�a!

Como dizia Vicente Escudero: com pureza.

Tem que saber colocar pureza.

-Faremos de novo? -Sim.

Bem, vamos ver...

Mexendo os pulsos?

Isso. Uma coisa... esperamos o compasso.

E ag�ente bem... Ag�ente bem...

e caia bem.

Ag�entando!

Bom, est� bem.

T� bom, t� bom, j� est� feito.

J� estava bom.

Vamos ver a diagonal.

Ritmo, por favor.

Por favor...

N�o deixe o corpo solto.. . ag�ente bem na cintura.

Vamos fazer um compasso cada um. Na diagonal.

V� saindo um, depois outro e outro.

Por favor. Os outros batam palmas.

N�o olhe para o ch�o!

N�o levante a sobrancelha!

Um pouco mais, um pouco mais.

Estenda-se, Lario, estenda-se!

Bom, bom...

-J� est�o aquecidos? -Sim.

Agora, trocamos de roupas e come�amos o ensaio.

-Com todo o figurino? Sim, com todo o figurino.

-Acabamos? -Sim.

De onde vens? -De Bollullo.

O que me tr�s? cinco "Duros"

Co�a aqui, co�a aqui que � seu!

Ai, meu Deus!

Como est� meu cabelo?

Horr�vel.

N�o ag�ento mais esses sapatos.

Parece que ficam cada vez menores.

Veja se est� suado!

-Claro que est�, acredita? -N�o � para menos.. .

-N�o, claro. -E o que eu deixei.

Meus p�s est�o doendo.

Esses sapatos...

-S�o novos? -N�o.

Mas, sempre me incomodam.

-O que acontece? -Estou muito nervosa.

-Por qu�? -Acha que tudo vai sair bem?

Sim!

Vai sair.

O Antonio tamb�m ficou nervoso... O passo n�o saiu.

Voc� est� em grande forma. E o joelho, sarou?

Faz um tempo que eu n�o sinto nada.

Outro dia me assustei durante o duelo, que vi voc�.. .

Sempre nesse momento faz um " crac".

Mas j� me acostumei, sabe...

J� acostumei com o barulho.

As navalhas.

Deixe-me ver.

Deixe ver a outra.

N�o, esta n�o.

Eu fico com esta.

Tome, Juan.

-Qual � a minha? -Cuidado, tem uma muito dura.

D� uma volta.

A� est� bem.

Alfinete?

Me ajuda? Depois eu te ajudo.

Feche pra mim, por favor.

-Bem, meninas... Merda! -Pra voc� tamb�m.

Obrigada.

Por favor. Por favor.

Sentados, por favor, nos lugares de onde v�o sair.

Para n�o.. .

terem que passar por tr�s.

Passem por tr�s s� os que precisarem.

Nem mais, nem menos.

N�o vou cortar. N�o vou cortar para nada.

Ou seja, vai ser direto. N�o vou interromper, est� bem?

Daniel, as coisas... as navalhas e tudo o mais.

Est� com a navalha?

Antonio, lhe dou a sua depois.

Entregue ao Jos� Luis.

Pronta, Pilar?

Sim.

Paco, m�sica, por favor.

Meu filho dorme...

Meu filho se cala...

Seu ber�o � de a�o

Sua colcha da Holanda

Nana menino, nana

Nana, menino... Nana.

Oh cavalo grande,

que n�o quis a �gua.

N�o venhas n�o entres

V� para a montanha.

Pelos vales cinzas, onde est�s.

onde a �gua est�.

Meu menino dorme,

Meu menino descansa.

Dorme, cravo

que o cavalo n�o quer beber.

Dorme, rosa,

que o cavalo se p�e a chorar.

Despertem a noiva, despertem.

Que despertem a noiva, despertem.

Com o ramo verde do amor florido.

Com o ramo verde do amor florido.

Rode a ciranda, que rode

E em cada balc�o ponham uma coroa.

Rode a ciranda, que rode

E em cada balc�o ponham uma coroa.

Despertem a noiva, despertem.

Que despertem a noiva, despertem.

A manh� do casamento.

A manh� do casamento.

A manh� do casamento...

Em um verde campo estendi meu len�o,

estendi meu len�o...

Ca�ram tr�s rosas, como tr�s estrelas,

como tr�s estrelas...

A carruagem da Infanta me custou muito dinheiro,

para levar os noivos que v�o se casar,

para levar os noivos que v�o se casar...

Levanta e n�o durmas mais,

Levanta e n�o durmas mais,

que amanh� est� pr�ximo,

que amanh� est� pr�ximo...

Cinta negra, cabelos negros,

como o daquela morena,

que com seus ci�mes

deixou sem sangue minhas veias.

Em tuas asas h� temores

de mo�a sem sorte,

que choram penas de amores, que choram penas de amores

sob a luz da lua.

sob a luz da lua.

Chap�u, ai, meu chap�u,

�s um tesouro gracioso

e tens um vigor de toureiro,

quando a levo �s touradas.

Te quero, porque em tuas asas,

chap�u de meu querer,

mant�ns guardado com gra�a

o beijo de uma mulher.

�s firme, como uma rocha,

h� em ti tal distin��o,

que pareces rei das carruagens

e da Virgem do Roc�o.

Em tuas asas primorosas

onde voam novamente teus lamentos...

de juras de amor, de juras de amor,

que depois se v�o ao vento.

Sob a luz do luar.

Chap�u, ai, meu chap�u,

�s um tesouro gracioso

e tem vigor de toureiro,

quando a levo �s touradas.

Te quero, porque em tuas asas,

chap�u de meu querer,

mant�ns guardado com gra�a,

o beijo de uma mulher.

Cantavam, cantavam os noivos e o casamento chegou.

Que brilhe a casa e encham de mel as amargas am�ndoas.

Cantavam, cantavam os noivos e a �gua trouxe o casamento.

Que brilhe a casa e encham de mel as amargas am�ndoas.

Prepare a mesa agora, prepare o vinho agora,

pois o noivo � um pombo

com o peito prateado e espera no campo

a luta do sangue derramado.

Girava a ciranda girava, girava,

girava a ciranda e a �gua passou.

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