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Shanghai - Cidade Maldita (1954)
Xangai, uma cidade em desgra�a atr�s de uma cortina de bambu.
Suas pris�es est�o cheias de inocentes contr�rios ao regime.
Alguns de seus hot�is foram transformados em pris�es
para que o �ltimo grupo de habitantes estrangeiros os ocupem.
Americanos e europeus solicitaram em v�o um visto
para poder regressar a seus lares.
Todo isto me parece uma barbaridade, n�o t�m nenhum direito.
Tirar-me de minha casa deste modo. Quem � o respons�vel?
Eh! Voc�, jovem. Pode me dizer quem �?
Sabe o que est� acontecendo?
Por que nos trouxe aqui?
Prendam-me, mas deixem livres minha esposa e minha filha!
Quero que se comporte bem!
- Penny, n�o v�! - Papai, mataram Goofy!
- Calma, querida. - Sim, sim, mas calma, querida.
- Vamos. - Goofy! N�o!
DANIEL MAYNARD, M�DICO
Doutor!
- Diga-me, qual � seu barco? - Barco? Vim visitar um paciente.
Qual � seu barco?
- Obrigado por guardar meu ba�, Zorek. - Coronel Zorek!
Desperdi�amos muni��es. Seu grande amigo, o capit�o Coly, atiraram nele.
Por que atrasam minha execu��o?
Felizmente para voc�, por sua reputa��o.
As autoridades est�o cientes que � um m�dico conceituado
por suas habilidades cir�rgicas.
Desejaria demostrar com voc�.
Esqueceu-se do toque de recolher, doutor?
Ningu�m pode ficar na rua depois das 19 horas sem uma permiss�o.
Por que tentou fugir?
Isso � o que eu tentava fazer?
Saiu do seu consult�rio �s 9:21 h. Chegou a Rua Cantum e se meteu
por um beco estreito e escuro at� chegar � Rua Honan,
chegando ao Rio Tsu-Chao �s 9:38 h atrav�s de outros caminhos.
Gosta de ruas escuras infestadas de ratos?
Da qual voc� saiu?
Quando se dirigir a mim, fa�a com respeito!
Um capanga dos comunistas?
Estar� em pris�o preventiva!
Recomendo que a partir de agora leve guarda-costas.
Leve-o ao hotel.
Papai porque teve que matar Goofy?
N�o pense nisso, querida.
Tenha calma.
Acho que dever�amos dar uma surra neles.
Ou voc� j� tentou?
Quem � ela?
Passe, senhorita King.
Agora j� sabe.
Qu�?
Uma boneca recomendada. Precisa mais respostas?
Acho que n�o.
Leah!
Em�lio!
Em�lio.
Meu amor! Est� machucada?
- N�o, - Estava preocupado.
Porcos idiotas!
Que significa isto? Responda-me! � voc� quem manda aqui?
- Sim, sou eu - Estas pessoas s�o cidad�s estrangeiras.
Que pertencem a pa�ses inimigos.
Mas n�o eu. N�o sou um deles.
Sou internacionalista. Neutro. Um cidad�o do mundo.
Ningu�m pode me incomodar!
Certamente deve ter ouvido falar de mim.
Sou Ricki Dolmine.
Eu ouvi falar de voc�.
Compra navios carregados de a�o, petr�leo e muni��es.
Dizem que leva isso para algum porto-franco
e que depois os desvia para o Extremo Oriente.
Um negociante internacional de materiais de guerra.
Sabemos quem � voc�, Sr. Dolmine.
Diz ser neutro, mas abastece ambos os lados.
N�o acredite em uma palavra!
S�o seus inimigos, eu sou neutro!
Tenho muitas influ�ncias, major. E muito dinheiro.
Voc� est� preso, igual a eles.
O General Mao saber� disso!
Saiba que seu governo me deve um milh�o de d�lares em ouro!
Um milh�o de d�lares, senhor.
Ponha todos juntos. Todos juntos!
O ex�rcito da China est� lutando em uma dura e sangrenta guerra.
Apesar de que voc�s sejam cidad�os do Ocidente, aqui em Xangai,
s�o poss�veis colaboradores, sabotadores e espi�es do inimigo.
O novo governo da China permitiu,
at� agora, manter sua resid�ncia aqui.
Manter a resid�ncia?
Em v�rias ocasi�es solicitamos sair do pa�s!
Sim. Venho solicitando durante meses um visto de sa�da.
- Todos fizemos isso. - A China est� lutando h� algum tempo.
Por que nos prenderam precisamente agora?
Sim! Pode nos explicar porque, jovem?
Porque algu�m est� enviando mensagens com importante informa��o militar
a na��es ocidentais de algum lugar de Xangai.
Um de voc�s � um agente inimigo.
Est�o presos e o tribunal do povo os julgar�.
No momento est�o em pris�o preventiva.
Receber�o tr�s x�caras de arroz por dia, um pouco de carne e 30 gramas de peixe.
Peixe!
N�o fechem as portas com chave.
Inspecionaremos seus quartos sem avisar.
O que sair deste pr�dio ser� castigado com a morte.
Agora receber�o seus quartos.
V�o se aproximando!
Eu n�o penso em ficar em um desses quartos miser�veis!
Asseguro que as autoridades est�o a caminho. V�o se arrepender disto!
- Parece-me terr�vel esta situa��o! - H� uma palavra melhor para isso.
- Melhor? - Sra. Merryweather?
Sim, sim, estou aqui. Vou agora mesmo.
Ei com cuidado! Vai estragar minhas tintas!
Voc� � um artista. Que espera pintar aqui?
Nesta situa��o, talvez o p�nico humano.
Vejo que um artista cuida das tintas como um m�dico do seu instrumental.
Ei, voc� � m�dico?
- Meu nome � Maynard. - Eu sou Paul Grant.
- Prazer em lhe conhecer. - Eu digo o mesmo.
Um momento!
- Que houve? - Posso v�-la?
Segure-a, por favor.
- Creio que isto � demais! - Prefere uma cela a um quarto?
N�o, por favor.
Prefere?
S� queria proteger minha esposa.
Aqui o �nico protetor sou eu! Disse que haveria disciplina.
Poderia ser voc� um exemplo de demonstra��o.
Mas se ele n�o fez nada!
Foi um aviso. Estarei lhe vigiando.
Ele gosta da esposa dele.
- Que quarto �? - O nove. L� est�.
- N�o tranque! - O major pode vir e...
Sim. Mas lhe castigar�o por desobedecer e isso � o que ele quer.
Est� bem. Obedecerei as ordens.
- O n�mero oito deve estar por l�. - Ent�o o meu est� por aqui.
- Bem. Boa noite. - Boa noite.
Doutor? Ouvi que algu�m lhe chamava doutor.
H� um homem doente. O Sr. Haljerson. Parece ser o cora��o. Pode vir?
Sim, claro.
Acho que � meu cora��o.
Avisaram-me no hospital que uma emo��o poderia ser fatal.
Ficar� bem, Sr. Haljerson. Traga-me um copo d'�gua, por favor.
Deixaram que eu ficasse com meu material.
Tome isso. Asim.
Isto lhe ajudar� a dormir. Tenha calma e procure descansar.
Eu lhe agrade�o, doutor.
- Se precisar, estarei em meu quarto. - Obrigado, doutor.
- � um homem bom. - Por favor, tem que descansar.
Sim?
- Ol�, doutor. - Ol�.
Tive sorte, n�o o puderam encontrar.
- Fico feliz. - Voc� � abst�mio?
Est� brincando?
- Qual � seu nome? - Tenho muitos, nas fichas policiais.
Mas o nome verdadeiro �.
Green.
Inclusive tenho um apelido: "n�s nos dedos".
Doutor, estive pensando em como sair daqui.
N�o conseguir�.
Isso n�o me preocupa. Preocupa-me aonde possa ir.
A pol�cia me persegue desde S�o Francisco at� Calcut�.
- Todos me procuram. - Parece uma vida interessante.
Isso porque n�o � a sua. Que voc� faz nesta cidade miser�vel?
Morrendo de decep��o.
- � uma doen�a? - Sim.
Aloja-se na alma de um homem e, com o tempo, destr�i seu organismo.
Deve ser grave.
Houve algo?
Parece que temos visita.
Quem est� louco que se atreveria a entrar aqui?
N�o sei. Vamos dar uma olhada.
Acha que entrou?
N�o sei.
- Sr. Ricki Dolmine? - Sim, que deseja?
- Veio me libertar? - Suas fotos n�o lhe fazem justi�a.
Minhas fotos? De que est� falando?
- Em nome da China! - Mas que faz!
Tentou me matar!
� o desejo dos marxistas, o verdadeiro governo de meu pa�s!
Por que me impedem? Voc�s n�o sabem quem �!
Se n�o houvesse pessoas como ele n�o haveria armas na China!
- N�o haveria petr�leo para... - Muito bem, j� chega!
� meu dever mat�-lo!
Se houver um assassinato neste hotel v�o matar todos n�s.
Quem � voc�?
Sou da Resist�ncia Nacionalista. Em Xangai h� milhares como eu.
Perten�o a esse movimento!
- Chamarei os guardas! - Espere!
Se sair por esta porta vai ser morto!
N�o fa�a isso ou deixaremos que ele cumpra seu trabalho.
Eles mandaram voc� matar o Sr. Dolmine?
Sim. Fui ao apartamento dele e descobri que estava aqui!
J� n�o lhes causar� problemas. Eles tampouco gostam dele.
Se o ret�m aqui ser� por alguma coisa.
Vem algu�m.
- Tire-o por onde entrou. - Talvez o acompanhe.
Srta. King. Chame os guardas.
Os guardas?
Por que, Sr. Dolmine?
- Um louco acaba de entrar no hotel e... - Ent�o j� se conheciam?
Conhe�o as pessoas importantes de Xangai.
Entendo.
Srta. King, tentaram me matar!
Parece que h� traidores por todos os lugares.
Foi embora.
Tenha calma, Dolmine. Por enquanto est� fora de perigo.
Para voc� tem que ser insuport�vel ter que estar com estas pessoas.
Sim. Acontece-nos o mesmo com respeito a voc�.
Srta. King, poderia falar com o Coronel Zorek?
- Acabo de estar com ele. - Deve dizer a ele que estou aqui.
- O coronel j� sabe. - Ah, obrigado.
- Minha liberdade deve estar tramitando. - Receio que n�o.
Porque quem assinou a ordem de sua pris�o foi o pr�prio Coronel Zorek.
- O Coronel Zorek? - Sim. Vivemos momentos dif�ceis.
A� est� o n�mero do quarto que lhe foi reservado.
Creio que vai ter que utiliz�-lo.
� triste.
Um homem como voc� convivendo com camponeses.
� verdade que entrou algu�m no hotel?
- Sim. Mas j� foi. - Vai ficar aqui?
- Por que n�o? - Pensava que voc� era como eu.
N�o suporto pessoas recomendadas.
- Ent�o vou embora. - Espere um momento.
Eu entendo. Eu irei.
Acho que n�o gostam muito de mim.
Voc� os culpa? Est�o ressentidos porque n�o tiveram privil�gios.
Voc� tamb�m est�?
Ou h� algum motivo pelo qual n�o gosta de mim?
- Tenho motivos. - Pelo menos � sincero.
Voc� � a �nica pessoa aqui que tem contato com o exterior.
Eu entendo. Quer que seja sua fonte de informa��o.
Essas pessoas t�m direito de saber o que as espera.
Como quer que eu saiba? Pergunte ao Coronel Zorek.
Eu fiz. E me bateram.
Ah, ent�o voc� � o Dr. Maynard?
Isso mesmo. Daniel Maynard. Que lhe disse de mim?
Que � um bom cirurgi�o. Um bom m�dico, mas que est� cansado.
� verdade? Disse que est� triste e desiludido.
- � mais sabido do que eu pensava. - E que acha a vida um nojo.
Por acaso n�o �?
Se pensa desse modo, para que quer saber que futuro os espera?
Interessa-me pelos outros. Sabe o que vai acontecer com essas pessoas?
J� viu este governo agir. Poderia imaginar.
Acabar�o com eles.
Pergunto-me por que n�o prenderam voc�?
Ou � que tem algum assunto particular com o alto-comando?
Eu n�o me deixei prender conhecendo a situa��o que a China est�.
Tinham tempo para sair daqui.
Sempre morei neste hotel.
� confort�vel. Gosto do conforto.
Al�m disso, n�o sou cidad� de nenhuma na��o ocidental.
Nasci em T�nger. Sou uma mulher que pertence ao mundo.
- N�o me interessa a pol�tica. - N�o lhe interessa?
Exatamente.
N�o estou do lado de ningu�m. Sou totalmente independente.
E assim � feliz?
Por que me pergunta isso?
Porque n�o acho que seja.
Posso ver em seus olhos.
E que mais pode ver?
N�o tenho certeza. Possivelmente seja um velho sonho.
Que se desfaz. N�o � isso?
� normal. Acontece a todos.
Eu, por exemplo, vim a China com a ilus�o de curar doen�as.
Mas eu me encontrei com gan�ncia indol�ncia, trai��o e mentiras.
Pensava em um mundo diferente.
- Quando? - Quando?
J� n�o me lembro.
Parece que faz uma eternidade. Suponho que quando �ramos crian�as.
Voc� se lembra?
Porque voc� tamb�m foi crian�a, n�o?
Sim. Eu me lembro.
Lembro-me de muitas coisas.
Especialmente a primeira vez que me beijaram.
Foi assim.
- Bom dia. - Ol�.
- Quer um pouco de fruta? - Est� madura?
Tem dez anos.
- Eles trouxeram seu ba�. - Trouxeram-me esta manh�.
Ou�a, gostaria de saber por onde aquele cara de ontem � noite conseguiu sair.
- O assassino? - Sim.
Por onde entrou.
- Quer saber por onde? - Claro.
El hotel tem uma rampa de descarga mas foi fechada.
N�s tamb�m poder�amos fazer isso.
E se uma vez f�ssemos, aonde ir�amos?
Sim.
Bem, tomaremos a fruta.
N�o se mexam de onde est�o!
Des�a, r�pido!
- Des�a, r�pido! - Muito bem, estou indo!
Depressa, depressa!
Des�a, r�pido! Vamos des�a!
Des�a, depressa! Depressa, depressa!
- Des�a, r�pido! - Muito bem.
Diga-me, h� algum motivo?
- Des�a, r�pido! - Sim, est� bem!
Des�am!
- Que � isto? Uma batida? - Acho que buscam as joias da Coroa.
- Falou com o quartel-general? - Fique com os outros.
Captamos uma tentativa de transmiss�o por r�dio de Xangai
dirigida a T�quio.
N�s lhes reunimos para que voc�s mesmos
descubram quem � o espi�o que fez.
Ordeno que o culpado d� um passo � frente e se entregue.
Agora!
Pelo visto se negam. Muito bem.
Aos demais digo o seguinte:
Qualquer um que conhe�a a identidade dessa pessoa e n�o diga,
tamb�m � culpado e ser� executado.
Ordeno ao espi�o que d� um passo � frente!
N�o? Muito bem.
Jonh Lorens, d� um passo � frente.
Mas eu n�o sei de nada!
N�o. Afirmo que meu marido n�o sabe nada deste assunto.
Um passo � frente!
Digo a verdade, eu me dedico aos neg�cios americanos.
O povo chin�s vem pagando pr�mios de seguro h� anos
e suas autoridades me obrigaram a manter o escrit�rio aberto.
J� sei como informava!
- Codificava a correspond�ncia! - N�o sei nada disso, n�o sou espi�o!
Voc� tem esposa e uma filha.
- Se n�o me der a informa��o... - N�o tenho nenhuma informa��o!
- Eu acho o contr�rio! - Pois voc� est� errado!
Jonh!
Suponho que voc�, como os outros, est� ansioso para sair da China.
E teria feito isso se cheg�ssemos a lhe prender.
N�o. Eu desejava ficar na China.
Na verdade, aqui eu havia terminado minha miss�o.
e pensava ir para o interior quando fui preso.
Ao interior? Aonde? A um lugar mais seguro para suas opera��es?
- Oh, meu trabalho �... - Salvar a alma dos homens!
Ensinando o que voc� chama de c�u.
N�o. A verdade �
que queria viajar ao interior para ver as instala��es militares,
a concentra��o de tropas e as f�bricas. Para informar disso!
N�o. Est� enganado.
Gostaria de saber outra coisa.
Voc� ia jantar todas as noites no sal�o de ch� de Liu-Chang.
De repente deixou de ir. Por qu�?
O cozinheiro morreu.
Ele era o dono e acho que o mataram por isso.
Os que possuem neg�cios na China n�o costumam viver muito tempo.
- Tem alguma propriedade? - Eu fa�o as perguntas!
- Que sabe das mensagens? - Nada!
N�o tente lavar meu c�rebro para que diga o que voc� quer!
Por que voc� foi ao seu armaz�m na sexta-feira passada?
E no dia 10? E no dia 24?
Passei pela frente ao ir para casa e entrei para verificar umas contas.
Mente! N�o eram contas,
mas relat�rios. Relat�rios militares codificados.
N�o senhor, isso n�o � verdade.
At� que n�o verificarmos todas essas contas,
vai ficar na cadeia. Incomunic�vel!
Voc� vai me tirar do hotel?
N�o! Faz isso porque gosta da minha esposa!
Eu vi como olhava para ela. Mas se atrever a toc�-la,
eu lhe mato! Eu lhe mato! Ouviu-me? Se fizer isso eu lhe mato!
- Em�lio! - Meu amor!
- Levam-me para a cadeia! - N�o!
- Tenha cuidado! - Em�lio!
Calma. � in�til.
Em�lio!
Por favor. N�o leve Em�lio, major.
N�o fez nada! Ele n�o � um espi�o!
- Se realmente for verdade, voltar� logo. - Mas quando?
Isso depende.
At� que saibamos quem de de voc�s � o espi�o,
reduzirei a ra��o de comida � metade.
T�m uma semana.
Mas ainda resta outro assunto pendente.
Este homem foi surpreendido ontem saindo do hotel.
Ele � um suspeito traidor da nova China.
Acreditamos que San Lee � membro da Resist�ncia de Xangai.
Farei uma demonstra��o para os que acham que podem escapar do hotel.
A Srta. King.
Rita!
- Que surpresa agrad�vel! - Por que vim sem voc� me chamar?
Ter� algo de que me informar.
Se n�o, por que tendo tantos amigos importantes, se incomodaria em visitar
um simples chefe da pol�cia secreta?
A maioria de meus amigos foi embora. O que faz de Xangai uma cidade vazia.
Talvez me sentisse s�.
Gostaria de acreditar.
Quanto �s informa��es. Voc� n�o me pediu nenhuma.
Fico feliz que tenha mencionado isso.
Esperava, deixando nossa amizade � margem,
que se oferecesse a me dizer qualquer coisa de interesse
que possa acontecer no hotel.
Acha que meus velhos amigos, o General Lavanov, por exemplo,
aprovariam que fosse uma confidente da pol�cia?
Acho que, neste caso, faria isso.
Al�m do mais, � uma mulher jovem que precisa de dinheiro
e manter suas influ�ncias em um pa�s estrangeiro.
Quer dizer que me pagar� por qualquer pequena informa��o que lhe d�?
Rita eu lhe observei durante 4 anos e sempre viveu bem.
Selecionou minuciosamente seus acompanhantes.
Tanto do velho como do novo regime.
S�o os homens mais ricos e prestigiosos de Xangai.
Acostumou-se a uma forma de viver.
E estou convencido de que quer continuar vivendo igual.
Isso significa que devo cooperar, n�o?
Uma mulher como voc�, t�o bem-vista aqui em Xangai
creio que n�o deveria chegar a se transformar em uma qualquer.
Por qu�? Para voc� isso � o que sou, n�o?
- Eu lhe ofendi? - N�o, n�o fez isso.
Quero que me considere como um amigo.
Melhor, algu�m mais �ntimo?
Voc� n�o deve falar assim.
Hoje em dia vivemos em um mundo tosco, feio e ordin�rio.
Talvez eu possa lhe contar algumas fofocas que aconteceram no hotel.
- Diga-me, que aconteceu? - Aconteceu hoje mesmo.
- Sim, Rita, continue.
Que voc� faz aqui?
- Quer que volte, n�o? - Em�lio? Claro!
- Acho que j� me entende. - Oh, n�o!
Por favor!
Porco! Quieto!
- Em�lio! - Leah!
Querida!
Quem o deixou voltar?
O Coronel Zorek.
- Tenha calma. - Zorek?
E devo lhe levar agora mesmo ao escrit�rio dele.
N�o sei como lhe agradecer.
Srta. King...
Pergunto-me quem avisou a Zorek.
Eu tamb�m.
Obrigado. Da parte de todos.
Todos sabemos que a ra��o de comida era insuficiente.
E agora reduziram � metade.
Passaremos fome.
A recomenda��o � que seja repartida
conforme as necessidades de cada um.
- Seguiremos suas instru��es, doutor. - Obrigado.
Dois ter�os da comida ser� para as mulheres e as crian�as.
Mas aconte�a o que for, mesmo que cheguem a nos deixar sem comida,
acho que devemos proteger a pessoa que procuram.
Por acaso sabe quem � o espi�o, doutor?
E se souber, e da�?
Nada, mas que faremos se descobrirmos?
- Comunicaremos a voc�? - Nem falar. N�o devem dizer a ningu�m.
Seja quem for est� aqui trabalhando por n�s.
Mas se n�o o pegarem, que acontecer�? Vamos � Manch�ria �s minas de carv�o.
- Talvez tentem pedir um resgate. - Quem sabe? N�o sei que pretendem.
Mas v�o querer nos humilhar continuamente.
A �nica coisa que podemos fazer � viver o melhor poss�vel, dia a dia.
Reverendo, quanto tempo tem na China?
J� quase 30 anos agora.
Sim, cheguei aqui no ano de 1923.
E morou em Xangai todo esse tempo?
N�o, tinha outras miss�es a cumprir no interior e viajava com frequ�ncia.
N�o posso entender toda esta situa��o.
Sabe, Sr. Hollingsworth? Acho que esteve perdendo tempo
30 anos.
Um homem com sua educa��o e seu talento poderia estar dirigindo uma empresa.
E vez disso, dedica-se a pregar sua religi�o a alguns chineses.
Al�m disso, que voc� ganha com isso?
Que ganho com isso?
Segui fielmente o que diz o salmo 23 da B�blia.
"Que a bondade e a miseric�rdia me sigam todos os dias de minha vida
e assim morarei na casa de Deus para sempre".
Onde est� o Sr. Ricki Dolmine?
Est� l�.
Sr. Dolmine, acompanhe-me.
Finalmente. Tinha certeza de que se tratava de um erro, que seria libertado.
Que algu�m v� buscar minha mala.
- Bem reverendo... - N�o precisar� da mala.
Que diz? Aonde me levam?
- A Manch�ria. - A Manch�ria?
N�o, isso n�o � poss�vel!
N�o podem fazer isso comigo!
Tirem as m�os de mim!
Por favor. Diga-me, por que me prendem?
N�o fa�am isso. Este homem est� muito doente.
Doutor. Entre.
Bem.
- Parece que vive muito bem. - Verdade?
Que deseja?
Algo que voc� n�o tem.
- Vejo que est� de bom humor. - Gostaria de atender os doentes.
Mas nestes tempos � pedir demais.
Levaram o Sr. Haljerson.
Pode ser que seja para um interrogat�rio de rotina.
Interrogat�rio de rotina? Como a Dolmine.
Foi levado para uma viagem de rotina.
Manch�ria.
Se n�o se importa tenho que me vestir, o Coronel Zorek quer me ver.
Por isso eu vim.
Talvez voc� pudesse falar com ele desta situa��o injusta.
Receio que n�o. Estas coisas s�o muito delicadas.
Agora tenho que me trocar.
Que se divirta.
Doutor...
N�o estar� com ci�mes?
Deveria estar?
N�o interprete mal o beijo que lhe dei.
N�o significou nada.
- S� era... - Eu sei.
N�o havia pensado em refazer minha vida.
A �nica coisa que tem que fazer � dizer a verdade.
Deseja ser livre, n�o?
- Sim, sim, sim. - Ent�o � muito simples.
Fa�a uma confiss�o detalhada de todos seus atos de
sabotagem e espionagem contra o novo movimento.
N�o sei nada de sabotagens.
- N�o! - Deve confessar!
Confesse!
J� est� preparado para confessar?
Sim! Sim! Confessarei!
Quero fazer uma confiss�o completa de tudo o que fiz!
Posso ficar em p� enquanto digo a verdade?
Claro. Fa�a isso.
Confesso que nasci e fui educado em um lindo pa�s.
Nele h� lindos rios, montanhas e florestas
e pessoas orgulhosas de ser livres.
- Fa�a sua confiss�o! - Antigamente meu pa�s estava habitado
pelos vikings.
Eram meus antepassados. Sim, eu a deixei, deixei minha p�tria.
E aonde foi?
- Fui � China, China. Uma civiliza��o que existe h� s�culos.
- Tudo isso n�o me importa! - Meu erro foi vir morar aqui.
Este pa�s mudou em t�o pouco tempo.
Agora s� h� armas e escravid�o. Negaram que haja paz no mundo.
Implantaram o medo, o �dio, a trai��o e a tortura.
Pare!
N�o poder�o me privar de manter minhas ilus�es
porque enquanto viva, ningu�m poder� afogar meu desejo de ser livre!
Morto?
Rita, leva muito tempo esperando?
- N�o se preocupe. - Estava muito ocupado.
- Com o Sr. Haljerson? - Haljerson?
- Sim, hoje o levaram do hotel. - Oh.
Bem, acho que ser� uma pris�o abolicionista.
Veja, sabemos que h� um espi�o entre eles.
- Por isso mandamos lhe chamar. - Por que eu?
Acho que pode nos ser �til.
Como? Entrando nos quartos deles e observando os detalhes?
- N�o, escutando, observando. - N�o falam quando estou perto deles.
Vejo-lhe pouco disposta a cooperar Rita.
- � muito importante encontrar esse homem. - Muito bem. Encontre-o.
Vou lhe dizer uma coisa.
S� t�m uma semana. Depois n�o ser� agrad�vel morar l�.
- N�o ser� um bom lugar para voc�. - Eu me viro.
Rita, pense um pouco em mim!
Todos seus amigos foram embora da cidade.
Agora sou eu quem tem influ�ncias em Xangai!
E com uma boa su�te.
Ter� um lindo quarto no Hotel Belmont.
Perto de voc�?
Poder� continuar vivendo como at� agora.
Obrigada, mas estou muito bem em meu hotel.
Veja, nunca morei cercada de militares. Parece-me fascinante.
Suponho, que como oficial da pol�cia, poderia me ordenar que fosse a Belmont.
N�o. Quero que v� voluntariamente.
Mesmo que j� tenha percebido
que n�o deve jogar demais com seu futuro.
Sim. � verdade.
Enquanto isso, por que n�o jantamos esta noite no Belmont?
- �s 10? - Est� bem. Estarei l�.
REGULAMENTOS
Permita-me.
Que se divirta.
- Eu lhe assustei? - De outra vez, bata.
- Que est� procurando, ratos? - N�o.
Esta rampa est� inutilizada. Pensei que...
Espere, lembra-se do que aconteceu a Sung-Lee?
- Sim. - Mas acho que h� alguma chance.
Claro, a chance de que metam seis tiros na barriga.
- Acompanhe-me, est�o lhe procurando. - Para que me procuram?
H� uma garota doente. A filha dos Warren. A m�e dela lhe chama.
Muito bem, vamos.
D�i aqui, Penny?
Aqui?
Aqui?
- Que tem, doutor? - N�o posso saber.
Teria que v�-la por raios-X. O hospital Moonray � o mais pr�ximo.
Tem que lev�-la l�.
- Levemos, doutor. - Os guardas n�o nos deixar�o.
N�o poder�amos falar com o Coronel Zorek?
Esperem um momento.
- Oh, ainda quer falar comigo? - Por que n�o?
- Pela forma que me olhou ontem � noite. - Vim lhe pedir um favor.
A filha dos Warren est� muito doente.
Pode ser que tenha que oper�-la. Tem que lev�-la ao hospital imediatamente.
- Essa menina loura t�o linda? - � ela.
- Mas eu... - A vida dessa menina est� em perigo.
Shhh, Penny! Mam�e est� aqui.
N�o tenha medo Penny. Isto far� que deixe de doer.
Pronto. Calma, descanse.
Agora vai se sentir muito melhor.
Tem raz�o. Realmente � muito triste.
- � um ser humano! - Sabe o que pensei quando me chamou?
Que tinha mudado de ideia e queria se mudar.
N�o vou fazer nenhum trato!
Essa menina precisa de sua ajuda.
Parece que se preocupa muito.
Que valor tem uma vida humana?
Vejo que se esqueceu. O General Levanov...
Mas n�o soube? O camarada Levanov foi enviado a Moscou
e foi preso por desaven�as pol�ticas.
- Preso? - Limpeza.
Acho que deve aceitar o trato, Rita.
S� desejo estar com voc�. Mude-se para o Hotel Belmont.
Ser� uma nova vida.
N�o.
Chegarei a ter muito poder!
Temos um maravilhoso futuro pela frente.
Tenha calma, doutor.
- Podem sair a m�e e a menina. - Mas eu...
Claro, voc� tamb�m, doutor.
- Surpreso? - Sim.
Telefonei ao hospital. N�o pensei que tivesse que ficar dois dias.
Foi dif�cil. N�o esperava que viesse me buscar.
Est� sob minha cust�dia. Devo me assegurar que volte ao hotel.
Al�m disso, queria saber como foi a opera��o.
- Bem. - E por que demorou tanto?
- Porque esteve prestes a morrer. - Mas a salvou.
- Isso me transforma em grande homem? - Creio que sim.
Doutor, fa�a-me um favor.
- Qual �? - Segure minha m�o.
- Est� melhor? - Muito melhor.
N�o deve ter medo do escuro.
- Diga-me doutor, como est�? - Tive que oper�-la.
Uma obstru��o intestinal. Ela est� bem e descansando.
- E minha esposa? - Est� fazendo companhia a Penny.
Voltar�o dentro de uns dias.
N�o encontro palavras para agradecer o que fez.
Vamos, acho que deveria descansar.
- Sim, mas... - Obede�a ao doutor.
- Vamos, v�. - Muito bem. Acho que preciso.
- Bom, eu tamb�m vou me deitar. - Ainda n�o terminamos a partida.
- � verdade, voc� estava ganhando. - Sim, � verdade. Vamos.
Quer que lhe d� algo para que se acalme?
N�o. Dormirei bem, doutor. Obrigado.
- Boa noite. - Boa noite.
- Que faz no quarto do Sr. Grant? - Nada, s� estava...
- Que estava fazendo aqui? - Olhe um r�dio! � de Paul Grant!
Ele � o espi�o!
Paul Grant.
- Voc� tinha que descobri-lo. - Que bom que eu fiz.
S� nos restavam 4 dias! Nunca saberemos o que nos teria acontecido!
- Vou dizer isso a eles! - N�o far� isso!
- N�o sair� daqui! - N�o seja idiota!
Por culpa de Paul todos sofreremos!
N�o vai dizer nada a eles!
Deixe-me, vou fazer isso!
Que algu�m o pegue!
Espere!
Eu o encontrei! Eu o encontrei! Direi que �! N�o! N�o atirem!
- Diga-me o que aconteceu! - Depois.
- Que aconteceu? Quem era esse homem? - Chamava-se Carl Hoyt.
- Por que saiu correndo? - N�o sei, deve ter ficado louco.
De repente agrediu-me e come�ou a gritar que n�o aguentava mais.
Tentei det�-lo, eles viram.
Sim, � verdade, o doutor gritou que o detiv�ssemos.
O Sr. Greer tamb�m tentou.
Os guardas n�o puderam entend�-lo. Que era o que dizia?
Na verdade � que n�o sei. Estava descontrolado!
Ele pagou o pre�o por desobedecer as ordens.
Acho que devemos ir descansar.
Voc� sobe?
- Sim. - Vamos.
Pobre homem.
- Que aconteceu? - Hoyt perdeu a paci�ncia.
Eu explicarei amanh�.
V� descansar. Vamos.
Que aconteceu?
Entre.
Ent�o que � voc�?
Somente o uso para escutar m�sica.
E j� n�o envia comunicados?
Isso quebrou.
Consegui consert�-lo. Eu o terei montado em breve.
E voltarei a enviar comunicados.
Mas me pergunto...
se posso confiar em voc�?
Ainda bem que n�o fez essa pergunta a Hoyt.
- Eu lhe devo um favor. E nosso governo tamb�m. - Continua em contato?
Consegui obter informa��o militar de vital import�ncia.
Todos seus novos equipamentos. Avi�es, tanques
e uma bomba.
Mas n�o posso enviar por r�dio. Tenho que ir pessoalmente.
- E quer fugir voc� sozinho? - Assim que prepararem minha fuga, eu o farei.
T�quio transmite �s 11 horas uma vez por semana.
Ao n�o receber minhas mensagens deduzir�o que algo vai mal.
- Espero not�cias amanh�. - Amanh�?
- Quer estar presente? - Sim, sim. Gostaria.
J� passaram dois minutos.
Esta � a 88 JM4 de T�quio. das For�as Armadas
dos Estados Unidos emitindo o boletim informativo das 11 h.
O avi�o de transporte militar AF-807R
com 37 pessoas a bordo desapareceu e provavelmente caiu
no mar no voo entre Wong e Hong-Shu.
Este � para mim.
O �ltimo contato com o avi�o manteve-se na metade do trajeto entre as duas ilhas.
Unidades de reconhecimento, os esquadr�es 8 e 64 do campo Wells
foram enviados para iniciar a busca.
Ontem um navio partiu de Yokohama com destino a San Francisco.
Espera-se que chegue ao porto no dia 24 com 1300 soldados procedentes da Coreia.
Desejamos a eles uma boa viagem.
Os alde�es de Kyono protestaram enviando uma conta
abolicionista que indicam que o quartel-general
de T�quio de pagar a eles 7 d�zias de ovos
j� que por culpa dos treinamentos a�reos que est�o efetuando
as esquadrilhas de ca�a Seivers, na base a�rea do dito povoado,
suas galinhas deixaram de p�r.
E agora os resultados do basquete:
Col�mbia 60, Corner 52.
Bauer 63, Kansas State 61.
Fiquem atentos aos pr�ximos boletins.
Entendeu algo?
- Ovos? - Sete d�zias.
Significa que v�o me esperar durante sete noites.
Tenho que chegar � costa como for.
Cada noite, �s duas da madrugada me esperar�o.
- Onde? - Em Xiang Sicocu.
Est� a 13 milhas ao sul de Yangts�. Haver� um submarino.
- Posso ir com voc�? - Desculpe, doutor. Tenho que ir s�.
Muito bem.
Tenho os nomes dos que est�o aqui.
Quando tiver entregado os dados informarei desta situa��o.
Talvez o governo possa trocar alguns prisioneiros.
� uma possibilidade.
Ou�a, conhe�o a forma de sair deste lugar.
Por onde?
Pelo por�o. Quer dar uma olhada?
-Sim.
Dentro de 10 minutos mudar� a guarda. T�m sido pontuais cada noite.
S�o muito meticulosos.
Sabe...
Calculei minhas chances de escapar e s�o de 50%.
A informa��o deve ser entregue.
As chances devem aumentar a favor de nosso governo.
Como?
Aqui est� a informa��o codificada.
Se eu fracassar, fa�a o que puder para entreg�-la. Tenho tudo na mem�ria.
Espere 12 horas antes de comunicar aos outros.
E escute o r�dio. Se disserem que o avi�o foi localizado
e que n�o h� v�timas, � que tudo saiu bem.
Escutarei.
- Adeus, doutor. - Boa sorte.
Disse que esperasse 12 horas para lhes informar de que havia fugido.
Ent�o que s� h� a esperan�a que tenha conseguido.
De qualquer forma devemos esperar.
- Sim, para onde se dirige? - Para a costa.
� um prazer ver tantos rostos felizes e contentes.
Posso saber qual � o motivo desta alegre reuni�o?
Talvez seja porque ontem � noite Paul Grant fugiu.
Foi muito est�pido ao tentar isso.
Devia perceber que � imposs�vel escapar daqui.
Paul Grant est� morto. Os guardas atiraram.
Temos provas de que ele era o homem que procur�vamos.
Sem d�vida alguma voc�s o encobriram.
Tenho sido muito tolerante at� agora.
Minha paci�ncia se esgotou! N�o voltarei a ter compaix�o!
Rita!
Bom dia, querida.
Fazendo as malas?
- Sim. - Bom.
Fui requisitado em Beiping. Estou saindo imediatamente.
Quando voltar, quero lhe ver instalada no Hotel Belmont.
Adeus, querida.
Aparentemente, h� um informante.
N�o acreditar� que ela...
Sempre chora quando envia um homem � morte?
N�o acreditar� que...
Estava no corredor quando lutei com Hoyt
e soube sobre Paul Grant!
- Acha que eu o delatei, mas... - Tinha elaborado um plano perfeito!
E agora, de repente, est� morto!
- N�o pode acreditar, n�o � verdade! - N�o � mais que uma traidora!
N�o? Ent�o que significa isto?
Como terminou sua miss�o, vai embora!
N�o!
N�o minta! Ficou morando neste hotel para poder nos espiar!
Agora o novo movimento vai lhe pagar a recompensa!
Nem sequer sabia que tinha fugido! Eu n�o o delatei!
Mas sabia do r�dio!
Se confiasse nas pessoas talvez Paul Grant n�o teria perdido a vida.
Mas que acreditou? Que ningu�m absolutamente
� bom e honesto, exceto voc�?
Eu sabia que n�o podia sair de Xangai, mas n�o me consultou
...e agora est� morto. - E dizendo a ele teria sido salvo?
Talvez n�o. Mas o teria ajudado. Tenho amigos influentes.
Teria tido alguma chance.
E n�o como fez. Sozinho.
Que � isso tudo, que significa?
- N�o lhe interessa. - Zorek lhe disse que v� embora!
Tenho que ir a seu hotel antes de que volte de Beiping.
Por qu�? Est� apaixonada por ele?
Por que n�o pode ser como n�s
pessoas sem privil�gios simples prisioneiros?
Fiz um trato!
Rita. N�o me diga que...
N�o.
Zorek n�o pode ser t�o desalmado.
N�o ter� feito esse trato em troca de que Penny fosse ao hospital?
� pelo que deve...
Disse algo no vest�bulo.
Agora j� entendo.
Eu lhe acusei de...
Talvez tenha raz�o
e eu n�o tenha suficiente f� nas pessoas.
Talvez tenha deixado de acreditar muito cedo.
N�o acho que isso lhe console, mas...
quero lhe pedir
que me perdoe.
Est� bem.
Rita, por favor, perdoe-me.
Talvez n�o seja tarde.
Talvez tenhamos tempo de fazer alguma coisa.
- Disse que p�de ter ajudado. - Claro.
Ent�o fa�a isso por mim.
Tinham planejado sua fuga desde T�quio.
H� um submarino que o esperar� durante 6 noites.
Assim que escurecer, irei embora daqui.
Disse-me que confiasse em voc�.
Pois vou fazer isso.
Mas se me falhar desta vez, morrerei.
Oh, n�o, n�o!
N�o quero que v� embora.
Vou embora. Tenho que fazer isso.
- Deve atravessar o rio. - Sim.
Saiba que o t�m vigiado.
Est�o nas duas margens.
O ex�rcito ocupou tudo e chega at� a costa.
- Vai me ajudar? - Sim. Vou fazer isso, mas...
Rita.
N�o diga nada.
Ol�.
Posso ver o Sr. Chang?
- Sr. Chang. - Sra. King. A cadeira.
Tenho ch� preparado para voc�.
- Obrigada. - Traga o ch�.
Srta. King, sua visita me honra.
Al�m disso me trouxe um presente. A joia que desejei toda minha vida.
Eu senti falta dela.
Fui uma mal agradecida por n�o ter vindo antes.
A gratid�o � que os velhos d�o aos jovens.
para iluminar seus dias.
Que posso fazer por voc�?
Trata-se dos prisioneiros do hotel.
Um americano vai tentar fugir esta noite.
Vim lhe pedir se poderia ajud�-lo a atravessar o rio.
Antes quero que saiba que ser� muito dif�cil conseguir.
Colocaram barreiras por todas as partes.
Muitos americanos morreram tentando isso.
Eu sei, mas ele ir� esta noite, com ou sem ajuda.
Quero que, ao menos, tenha uma chance.
Voc� mudou desde a �ltima vez que lhe vi.
Est� apaixonada por esse homem?
Sim.
Sei que ter� despesas para fazer os preparativos.
Por favor aceite essa joia.
Voc� n�o tem que me pagar.
O fara� j� estava perto quando os filhos de Israel ergueram os olhos e
eis que os eg�pcios vieram em sua persegui��o.
Os israelitas ficaram com muito medo e gritaram.
Sete.
...depois disseram a Mois�s...
Tr�s.
S�o 24 para mim.
...o que voc� fez conosco quando nos tirou do Egito.
- Que h� com voc�? - Sim?
- � por culpa dessa dama? - N�o.
- Certeza? - Certeza.
Por que est� t�o nervoso?
Quer tentar escapar?
- Com voc�? - Comigo.
- Esqueceu o que aconteceu a... - Vem ou n�o?
- Claro - Muito bem.
- Quando vamos? - A qualquer momento.
- Est�o bem? - Sim.
Seu amigo fez um bom trabalho.
- Por que trouxe Greer? - Existem mais chances.
- Se um dos dois cair. - Por isso me prop�s!
Que ela tem a ver com isso?
- Tudo. - N�o gosto disso!
- Quer voltar? - N�o, mas n�o gosto.
Vamos abaixem-se!
Retiro o que disse.
Obrigado por nos ajudar. Fez um bom trabalho.
Provavelmente n�o voltaremos a nos ver nunca mais.
Eu sei, mas a vida � assim.
- Sempre tive azar. - Eu tamb�m.
- Adeus. - Boa sorte.
Vamos! Apressem-se!
T�m que descer. R�pido!
Est� bem.
Esta balsa afundar� se continuar entrando mais �gua.
Sim.
Escondam-se. Os soldados revistar�o o barco.
Chegaremos � barreira dentro de pouco tempo.
- Est� bem. - Muito bem.
A �ltima vez que tive tanto medo foi porque uma mulher queria me apunhalar.
Muito bem. J� podem ir!
- Muito obrigado. - Adeus.
V� r�pido!
Sabe que est�o fazendo?
Eu o ouvi dizer "Kuale" que significa ra��es. V�o comer.
Esses malditos ladr�es passaram na minha frente.
Bem agora cabe a voc� dormir.
L� est� o farol. Acho que est� perto. Agora veremos.
Essa � a desembocadura do Rio Yangts�. Est� a 2 milhas daqui.
Agora deve ser meia-noite, aproximadamente.
Ainda pode correr?
- Sim, acho que posso fazer. - Bem.
- Nada. - Talvez tenha calculado mal a hora.
De qualquer forma j� estamos aqui.
- Talvez amanh� possamos pescar algo. - Preferiria um bife.
Quem est� com voc�, Grant?
- Grant n�o est�, mas somos amigos. - Fiquem onde est�o!
Cubram-me.
- Onde est� Grant? - Foi morto quando tentava fugir.
Como sabe?
O chefe da pol�cia de Xangai nos disse.
Grant estava preso conosco no mesmo hotel.
- Preso? - H� 37 americanos e de outros pa�ses.
Pode demonstrar que conhecia Grant?
Pediu-me que entregasse isto, se ele n�o conseguisse.
- Est� bem, vamos embora. - Obrigado, senhor.
- Tenente. - Sim?
- Aonde nos levam? - A T�quio. E depois provavelmente para casa.
Casa.
Bem subam. Vamos, depressa.
Comprovamos que era Paul Grant o homem que procur�vamos.
Gostaria de acrescentar que conseguimos mat�-lo antes de que chegasse ao rio.
Com isso demonstrar a efici�ncia de meu Departamento de Pol�cia.
- Tinha planejado atravessar o rio? - Evidentemente se dirigia para l�.
Teria sido muito grave se esse homem chegasse a entregar
toda essa informa��o t�o importante.
E bastante problem�tico se, al�m disso, inclu�sse
em sua informa��o que temos presos cidad�os estrangeiros em um hotel.
- Sim. De fato. - Ser�amos obrigados
a deix�-los em liberdade e mandar cada um a seu pa�s.
- Estou ciente disso. - Tem certeza que esse espi�o
...est� morto? - Sim. Vi pessoalmente o cad�ver dele.
H� uma semana que estou aqui em Beiping por este assunto.
Se aprovar meu relat�rio, voltarei a Xangai no trem que sai �s 12.
Se voc� viu o corpo dele, como recebemos isto?
Nos enviaram da Su��a.
Um protesto das Na��es Ocidentais
exigindo a liberdade de todos os presos no Hotel Waldorf.
Est�o os nomes completos de cada um deles.
Entregou tamb�m a informa��o militar.
N�o se pode imaginar o que isto significa para n�s.
Mas � imposs�vel! Ele estava morto!
N�o coronel. Voc� n�o voltar� a Xangai.
Acreditamos que o motivo de sua neglig�ncia � seu apego
por certa senhorita que est� em Xangai.
- � isso? - Eu, na verdade...
� imposs�vel fazer isso pior.
Os presos no hotel ser�o postos em liberdade.
Teremos muitos problemas por culpa de sua estupidez.
J� foram todos, senhorita. Voc� tamb�m vai?
N�o.
Dan!
Daniel!
Daniel! Daniel!
Mas que faz aqui? Todos foram postos em liberdade!
Isso significa que conseguiu, verdade?
- Isso mesmo. - Mas,
...que faz aqui? - Greer foi no submarino.
- Por que voc� n�o foi? - Porque queria estar com voc�.
Oh, Daniel...
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2021
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