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Original subtitles

Oitenta e dois. Teria completado 83 no Dia dos Namorados.

Estavam com ele quando morreu?

- N�o. - N�o?

Fui ver se ele precisava de algo.

Mas ele j� tinha falecido.

- Vim o mais r�pido que pude. - Agrade�o, mas estamos bem.

J� terminamos?

Sim. Se tivermos mais perguntas, temos suas informa��es.

Lamento pela perda.

- Obrigada. - Obrigado.

O que aconteceu?

- O que foi? - Ele morreu de velhice, n�?

Como assim, "n�"?

Ele tinha 82 anos, ent�o... Era a hora de ele partir.

- Sim, Rayfield. Era a hora dele. - Era a hora dele.

Com certeza. Sinto muito, Marion.

Posso ajudar?

Pode rezar pelo meu Frank.

Claro. Ele tinha fam�lia? Posso fazer algumas liga��es.

N�o. Bem, tem uma irm� ca�ula.

Vamos ligar.

- Pode ser dif�cil. - Por qu�?

Ela cumpre PCS em Chino.

- PSC? - Perp�tua sem condicional.

Como sabe disso?

J� te disse, ele � bandido.

N�o sou bandido. Cometi um erro, paguei por ele, estou reabilitado.

Bandido.

T�. Ela ainda merece saber que o irm�o morreu.

N�o vou � pris�o nenhuma.

Podemos avis�-la.

Fa�a o que quiser. Mas me deixe fora disso!

- Que est�gio do luto � esse? - N�o sei.

Voc� est� bem?

- Na verdade, n�o. - Sinto muito, cara.

- Desencadeou a necrofobia? - Necro o qu�?

Necrofobia. Medo de coisas mortas. Eu pesquisei.

Pesquisou por qu�?

Voc� � meu amigo, meu parceiro, e sei que sofre com isso.

Obrigado por ter vindo. V� para casa.

Devia ter pesquisado medo de intimidade.

- Oi. - Desculpe por aquilo.

Tudo bem. Morte na fam�lia, est� perdoado.

Obrigado. Tem sido estranho por aqui.

Posso imaginar, com a necrofobia.

- Quer parar? - Foi mal.

- Preciso da sua ajuda amanh�. - Diga.

Tenho que levar a vov� � funer�ria,

ajudar nos preparativos para o Frank...

Como se chama? Vel�rio?

Estarei l�.

- Valeu, mano. - Seja forte por ela.

Vou avisar nosso agente funer�rio favorito.

- �s 9h. - Te vejo l�.

- O que aconteceu com Martin Lawrence? - O qu�?

Martin Lawrence. N�o o vemos mais.

FUNER�RIA ANGELUS

- Ei, Danny. Ray. - Yolanda, esta � minha av�, Marion.

Oi, Marion. Sinto muito por sua perda.

Obrigada. Ele era um grande homem.

Tenho certeza. Vou avisar o Alan que chegaram.

Oi. Acabaram de chegar.

Ele j� vem.

- S�o donos daqui? - De uma parte.

Como assim?

� coisa de bandido.

Marion.

Sinto muito. Minhas sinceras condol�ncias.

Obrigada.

N�o se preocupe com nada.

Eu cuidarei pessoalmente de cada detalhe.

Eu agrade�o.

Venha. Vamos conversar.

Por aqui.

Isso.

N�o quero apressar,

mas um �nibus da igreja capotou na 118, e tem muita gente chegando.

Dindin!

Caf� pro Danny. Prontinho.

Marion, n�o quer nada mesmo?

Bem, talvez um pouco de R�my?

Certo.

O seguro de vida do Frank vai cobrir?

- Seguro de vida? - Talvez.

N�o se preocupe com dinheiro.

Por causa do apoio generoso de Danny e Ray,

a maior parte ser� gratuita.

- Todo o funeral ser� gratuito. - Deixe-me terminar.

Todo o funeral ser� gratuito.

O falecido deixou alguma instru��o

de como gostaria de ir para o descanso eterno?

Enterro tradicional?

Oferecemos crema��o, e para quem pensa ecologicamente,

h� novas op��es de compostagem.

Frank queria ser enterrado.

- Boa escolha. - Mas vamos crem�-lo.

- Tamb�m � uma boa escolha. - Tem certeza?

Quero lev�-lo para casa e jogar as cinzas no jardim.

O que � �timo, mas sou obrigado a dizer

que o governo da Calif�rnia

requer permiss�o para espalhar cinzas em espa�o p�blico ou privado.

V�o mandar a pol�cia das cinzas?

Claro que n�o.

- Vai me dedurar, mocinho? - N�o, senhora.

- Faremos crema��o. - Hoje.

O corpo do Frank s� chega amanh�.

Ent�o logo cedo.

Vov�, voc� estava prestes a se casar com o cara.

N�o quer um funeral, um vel�rio, nada?

Seremos s� voc�, eu e o Tony Soprano.

- Posso trazer minha mulher. - Quero que termine.

- Para encerrar, faz sentido. - Agora me mostre as urnas.

Por aqui.

- Qu�? - N�o queira saber.

- Mas tem uma coisa. - N�o tem nada!

- Quem �? - Um amiga.

Namorada?

S� uma amiga.

S� para que saiba, se coisas rom�nticas acontecerem,

minhas linhas est�o abertas, e as telefonistas a postos.

- O que isso significa? - N�o pode deduzir?

O que � "deduzir"?

- Oi. - O que est� fazendo?

Conversando com um peda�o de argila. E a�?

N�o quero falar por telefone.

Certo. Onde quer conversar?

Ei.

Que mist�rio � esse?

Minha av� matou o Frank.

- Muito engra�ado. - � s�rio.

Quando entrei no quarto dele, ele estava morto,

e ela estava segurando um travesseiro.

- Acha... - Sim, eu acho.

Se vai fazer, � assim que se faz.

O que fa�o?

Como assim? Nada. � sua av�.

Como olhar pra ela sabendo que � assassina?

Ningu�m � perfeito.

Vim por Coldwater Canyon at� aqui para "ningu�m � perfeito"?

- N�o pegou a 405? - Tinha tr�nsito.

Coldwater foi a decis�o certa.

Danny.

Danny, estou surtando.

N�o sei viver sem minha av�.

Ela � meu maior suporte.

Entendo. Disse algo a ela sobre suas suspeitas?

Claro que n�o.

- Deveria? - O qu�?

Tipo: "V�, a rabanada est� deliciosa. Voc� matou o Frank?"

Sei que est� brincando, mas come�ar com um elogio � uma boa.

N�o consigo.

Ent�o sua �nica op��o � viver com a possibilidade

de que sua amada av� seja uma assassina.

Nega��o. � a sua solu��o?

� mais do que uma solu��o. � um estilo de vida.

- Obrigado. - E nem preciso dizer,

sempre que precisar, minhas linhas telef�nicas est�o abertas

- as telefonistas est�o a postos. - Qu�?

Vamos, voc� entendeu.

Entendi.

For�a.

Esse cara � velho pra caralho.

CD Drag�n mais um-vinte com Municipal Lime�o.

Negociar com mais de dois gols.

Aposta feita, se�or.

- Entendeu? - N�o.

- Fala espanhol? - N�o.

Vaca ignorante.

Me chamou de vaca ignorante?

- N�o fala espanhol. - J� fui chamada disso antes.

Devia me desculpar.

Mas n�o vou.

Tenho um picador de gelo na bolsa.

Reze para que fique l�.

Novo plano. Voc� vai comigo hoje.

E o Ray?

- Tirou folga. - Est� tudo bem?

N�o. Frank morreu.

Tente de novo, com alguma emo��o humana.

E a cesta de frutas?

Cart�o de Costa Rica.

- Quem conhecemos l�? - Ningu�m.

Garot�o.

S�o pros s�cios. Vamos nessa.

Hector.

At� mais.

- N�o brinca! � a casa de h�spedes? - �.

Tem cozinha completa, utens�lios,

quarto para Ray Jr., quarto para voc�, len��is e toalhas.

Eu ia alugar, mas isso � muito melhor.

E para deixar claro, teremos limites.

Voc� viver� sua vida, eu viverei a minha, e n�o nos misturaremos.

- E se eu quiser? - Qu�?

Vou colocar Ray Jr. na soneca,

depois vou agradec�-lo como s� eu posso.

Certo. Acho que podemos fazer isso e ainda termos limites.

Com certeza.

Estou animado.

Fui chamado para o show.

Relaxe, � s� um desfile de babacas.

Alguns s�o astutos, n�?

N�o, com o tempo, todos acabam perdendo.

O truque � sug�-los devagar.

Lev�-los � lavanderia, uma camisa de cada vez.

Uma camisa de cada vez. Gostei disso.

Vendendo erva,

nunca deixava meus clientes terem um surto psic�tico.

Ficariam presos com cetamina,

e eu perderia minha renda.

Ent�o entende.

Vou apresent�-lo, mas n�o diga nada, certo?

Beleza.

Se�or Wences.

Que porra � essa?

A� est� meu grande vencedor.

Sou mesmo. Vim reivindicar meus despojos de guerra.

Fico feliz, amigo.

Obrigado. Quem � esse?

Meu s�cio, Hector. Hector, este � o Artie.

Oi, prazer.

Pode dizer oi.

- Oi. - Ei.

Acabou comigo.

� o novo sistema.

- Conte. - N�o.

N�o, � patenteado. Algoritmos, tend�ncias hist�ricas.

Na verdade, j� falei demais.

Seja o que for, continue.

�. Mais umas semanas assim,

conserto meu carro, minha filha recupera a bicicleta.

Que bom que ela te emprestou.

Ela ama o pai.

A m�e dela n�o pode fazer nada.

- Certo, fique bem. - �, voc� tamb�m.

Que isso?

Que triste.

Cara, tem que ser forte.

� a bicicleta da filha dele.

Ainda n�o falei com ela.

O que est� esperando?

N�o parece o momento certo.

Um, dois, tr�s, vai!

Tivemos um grande vencedor com as raspadinhas.

Parab�ns. Quando � a hora certa?

- Quer uma? - Espera. Eu n�o jogo. S� isto.

Desculpe. Mas precisa esquecer isso

e ter paz.

E se ela disser que sim?

E se ela o matou?

Voc� a abra�a, diz que a ama de todo jeito

e lembre-se de nunca irrit�-la.

Muito engra�ado.

- N�o estava brincando. - Vou desligar.

Tranque a porta do quarto.

- V� se foder. - Ela pode estar numa matan�a.

- Tudo bem? - Sim, � s� o Danny.

Desculpe, mas n�o gosto desse cara.

Muitos pensam assim.

Vai!

O que Ray Jr. est� fazendo?

A vov� est� deixando ele jogar fertilizante nas flores.

O que � isso?

Se eu contasse, n�o acreditaria.

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N�o pude evitar.

Foram dois bernedoodles cobertos de bosta de cavalo.

Tivemos de raspar os imbecis.

Ele mordeu meu peito.

- Quer um beijinho? - Bem que voc� queria.

- Quem � voc�? - Meu s�cio, Hector.

Hector, diga hola pra Mad Maxine e Big Bad Betty.

- Posso sentar nessa cara. - Quer?

N�o temos nada at� o chow-chow do Levine.

Quer tal? Quer curtir?

Podemos ir com tudo e te lavar na van.

� muita gentileza.

- Danny, pode dispens�-lo por umas horas? - Claro, cortesia da casa.

Est�o brincando, n�?

Parece que estamos brincando?

- No momento, n�o. Danny? - O qu�?

- Diga algo. - Devolvam ele inteiro.

- Faremos o poss�vel. - Entre.

N�o se preocupem, ele tem chip.

Oi. Como vai?

Tudo bem.

Parece que est� gostando de Janelle e Ray Jr.

Estou. Ela � uma boa m�e.

E aquele garotinho � uma do�ura.

Fico feliz.

Achei que esta casa seria um ninho de amor meu e do Frank.

Mas estou come�ando a ver para o que era.

Para qu�?

Um lugar quente e seguro para todos os meus bisnetos.

Todos eles?

Sim. Por qu�? Quantos s�o?

Tr�s, eu acho.

Tem espa�o suficiente.

Quer as tr�s m�es nesta casa?

Por que n�o? Voc� se formou na Brigham Young em Provo, Utah.

N�o aprendeu a gerir uma casa cheia de esposas?

Devo ter matado essa aula.

Escute.

Precisamos conversar sobre outra coisa.

Fale.

� sobre o Frank.

O que tem ele?

Ele estava progredindo, ficando mais forte a cada dia,

e de repente ele morre?

- Est� me fazendo uma pergunta? - N�o...

- S� estou confuso. - Sobre o qu�?

Entrei no quarto, e voc�...

segurava um travesseiro.

Acha que eu o matei?

E ent�o,

quis crem�-lo bem r�pido.

Acha que matei o homem que amo, por quem esperei 42 anos?

Eu n�o disse isso.

Ent�o quem disse?

- Al�. - V� � merda, Danny Calamari!

- Sim? - Quem � voc�?

Quem � voc�?

Trabalho com Ray. Fiz uma massa pra v� dele.

- Massa? - Pode chamar o Ray?

Por que meu radar de puta est� formigando?

- Est� me chamando de puta? - O formigamento n�o mente.

Certo, saia...

Sua puta desgra�ada.

- Calma! Acalmem-se, porra! - Vou te matar.

- Est� com essa vadia? - Qu�?

Trouxe essa vaca para c�?

Seu imbecil!

Desgra�ado. Filho da puta.

Filho da puta!

Desgra�ado!

Filho da puta!

Legendas: Dora Tomich

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