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MAIS FORTE QUE A VIDA (1944)
SAIBAM QUE AQUELE QUE PORTAR...
A CONDECORA��O MILITAR DO CORA��O P�RPURA...
DEU O SEU SANGUE EM DEFESA DA SUA P�TRIA...
E QUE OS SEUS COMPATRIOTAS SEMPRE O VENERAR�O
G. Washington
GENERAL E COMANDANTE CHEFE DO EX�RCITO CONTINENTAL
7 DE AGOSTO DE 1782
Ludwig Kruger, M�nchener Abend Zeitung:
O portador � rep�rter do M�nchener Zeitung Abend
Boris Evenik, Bulg�ria, Slovo, Sofia.
O portador � rep�rter do Slovo
Peter Voroshevski, Red Star, Moscou.
O portador � rep�rter do Red Star de Moscou.
- O documento n�o est� em ordem. - N�o est� em ordem.
Lamento muito.
Bom dia, camarada Santos.
Francisco de los Santos, El Mundo, Buenos Aires.
Sou Francisco de los Santos, El Mundo, Buenos Aires.
Obrigado.
Bom dia, camaradas.
Johanna Hartwig, Ag�ncia de Noticias D.N.B., Berlim.
Nogato Toma. Domei, T�quio.
Meu nome �... Bom dia, Sr. Voroshevski.
N�o assistir� ao julgamento?
N�o, camarada Silva. Meu documento n�o est� em ordem.
E n�o me surpreenderia se o seu tamb�m.
Absurdo.
Manuel Silva, Di�rio de Noticias, Lisboa.
O documento n�o est� em ordem. Sinto muito.
Um momento. Sou um correspondente credenciado, assim como os outros.
Se quiser apresentar queixa, v� ao Gabinete de Informa��o.
H� algo que n�o querem que seja visto?
Que tipo de julgamento � esse?
Por que n�o os deixam entrar?
Tenho minhas d�vidas. Muitas precau��es, soldados.
Ser� um julgamento militar?
Como pode ser? � um tribunal civil.
Saberei ao ver quem s�o os ju�zes.
"Est� convidado para representar o seu jornal...
na audi�ncia mais importante do tribunal federal de primeira inst�ncia".
"Convidado".
Ontem a pol�cia foi me procurar e me interrogaram por duas horas.
- � noite, revistaram o meu quarto. - O meu tamb�m.
E o meu. Soube quando descobri que o encanamento n�o funcionava.
J� deveriam saber que...
n�o entupiria meu cano com documentos secretos.
Aconteceu com todos n�s. N�o deveria se ofender.
Toma est� certo. Devemos lembrar que o Jap�o est� em guerra.
O general Mitsubi.
O almirante Yamagichi, comandante da frota imperial.
Os ju�zes deste tribunal agora exercer�o seus poderes...
conforme a lei em nome do Imperador.
Levantem-se. De p�.
Toyama.
- Quem �? - Mitsuru Toyama...
o maior poder pol�tico do Imp�rio.
� o Chefe da Sociedade do Drag�o Negro.
Preparou todas as provas?
Sim, Excel�ncia.
Todas as testemunhas est�o presentes?
Todas as testemunhas est�o presentes.
Tragam os acusados para a sala do tribunal.
Os prisioneiros responder�o quando...
Tirem os bon�s. Tirem os bon�s!
Os prisioneiros responder�o quando mencionar os seus nomes.
Capit�o Harvey Ross.
Capit�o Ross.
Tenente Kenneth Bayforth.
- Tenente Bayforth. - Tenente Angelo Canelli.
- Tenente Canelli. - Sargento Martin Stoner.
- Sargento Stoner. - Tenente Peter Vincent.
- Tenente Peter Vincent. - Sargento Jan Skwaznik.
- Sargento Skwaznik. - Tenente Wayne Greenbaum.
- Tenente Greenbaum. - Sargento Howard Clinton.
- Sargento Clinton. - Podem sentar-se.
Se n�o for pedir muito, senhor...
quer�amos saber o que � isso.
- Deseja fazer perguntas? - Sim.
- Fale. - V�o nos julgar?
- Correto. - Do que nos acusa?
Ser� informado oportunamente.
Desculpe a minha ignor�ncia, mas se tiv�ssemos em casa...
e fossem nos julgar, ter�amos direito a um advogado.
Ter�o um advogado competente que os defender�.
Obrigado, senhor.
Ah, sim. Gostar�amos de algu�m da Embaixada Su��a ou da Cruz Vermelha.
O Tribunal j� nomeou o seu advogado.
Itsubi Sakai.
Pode falar brevemente com os acusados.
Sou Sakai, Princeton, turma de 31.
Eu sou Greenbaum, City College, Nova Iorque, turma de 39.
Senhor, posso dizer algo ao juiz?
Em frente, Greenie. Estamos todos juntos nessa.
Importa-se?
- Sr. juiz, tenho que objetar. - Fale!
Tenho alguma experi�ncia com a lei...
e sei que nenhum tribunal civil no mundo...
tem jurisdi��o sobre prisioneiros de guerra.
Refiro-me ao tratado de Genebra, e passo a citar:
"Os combatentes capturados t�m direito � prote��o...
que o seu Estado n�o pode fornecer.
Suas vidas n�o s�o mais juramentos p�blicos sob o dom�nio da beliger�ncia...
e se tornam juramento universal de um ponto de vista...
e juramento pessoal de outro ponto de vista.
Assim sendo, pela dupla interpreta��o...
entram no �mbito das rela��es normais.
Apesar de estarem separados de toda comunidade pol�tica...
novamente pertencem a humanidade e a si mesmos.
Assim como suas vidas...
tamb�m as suas liberdades.
A beliger�ncia s� pode dispor...
da sua liberdade como combatentes".
Como v�, Sr. juiz...
n�o podem nos julgar num tribunal civil...
e, portanto, solicito que deneguem as acusa��es.
Est� absolutamente certo. Este tribunal n�o tem jurisdi��o sobre eles.
S�o culpados do crime de viola��o da lei internacional.
O governo do Imperador n�o tem fundamentos...
para procurarem imunidade nos Artigos de Guerra.
O promotor ler� a acusa��o.
"Considerando que os acusados foram identificados como membros...
das for�as armadas dos Estados Unidos...
um inimigo com quem o imp�rio japon�s est� em guerra...
e considerando que em 18 de abril de 1942...
as cidades de T�quio, Yokohama...
Nagoya, Kobe e Osaka foram bombardeadas por avi�es inimigos...
e considerando que...
os tais membros das for�as armadas dos Estados Unidos...
ao bombardear essas cidades...
desviaram seu ataque dos alvos militares...
e deixaram cair suas bombas sobre instala��es que n�o eram militares...
como escolas, hospitais e templos de culto"...
� totalmente falso. Eu estava em T�quio.
"e considerando que voaram em baixas altitudes...
e atacaram a multid�o com metralhadoras...
e mataram mulheres e crian�as"...
Brutalidade! Brutalidade!
"portanto, o governo do Imperador...
requer a condena��o dos acusados pelo crime de homic�dio".
- Como homic�dio? - Isso � uma mentira.
- N�o atiramos com metralhadora! - Acalmem-se!
Falaremos quando chegar a hora.
Chame a primeira testemunha.
Yuen Chiu Ling.
"Declaro que, em s� consci�ncia...
dizer a verdade...
sem acrescentar nada e sem ocultar nada".
- Seu nome? - Yuen Chiu Ling.
- Sua nacionalidade? - Chinesa.
- Onde reside? - Kunwong.
Tem uma posi��o oficial l�?
Sou governador da prov�ncia de Kunwong.
Onde estava no dia em que o bombardeio aconteceu?
Na minha casa.
Viu algum dos acusados nessa data?
Sim, Excel�ncia.
Descreva as circunst�ncias.
Soube do bombardeio pelo meu r�dio.
Os informes iniciais foram confusos e contradit�rios...
quanto ao n�mero de avi�es envolvidos...
e o montante do dano causado.
Ao anoitecer, a r�dio de T�quio disse que...
acreditava que os avi�es americanos cruzavam a China.
Mais tarde, segundo outros informes...
a tempestade obrigava muitos avi�es aterrissarem.
Informaram que um deles caiu nas montanhas.
Acreditavam que outro tinha ca�do no mar.
Depois informaram...
que um dos avi�es estava pr�ximo de Kunwong.
SRA. MURPHY
Piloto para navegador. Piloto para navegador.
Navegador para piloto. V� em frente, piloto.
Como � que vamos, Greenie?
A velocidade do vento mudou.
� melhor compensar a 264. Chegaremos?
Imposs�vel.
Preparem-se para saltar. Vamos tentar acima desse tempo...
para melhorar as nossas possibilidades.
� uma ordem.
Certo.
- Piloto para navegador. - Em frente.
Que todos venham para frente com seus paraquedas.
Vamos saltar pela escotilha da proa.
Certo.
- Vai. Deixarei no piloto autom�tico. - Claro.
- Voc� sabe onde estamos? - Sobre a China.
�timo. Isso limita as possibilidades consideravelmente.
Bem, homens, se algo me acontecer...
o tenente Vincent fica no comando.
Coloquei o avi�o para voar em c�rculos...
assim n�o estar� longe quando cair.
Se pegar fogo quando bater, veremos as chamas e nos encontraremos l�.
Se n�o incendiar, todos procuramos.
Quem encontr�-lo, queime-o. N�o deve cair em m�os japonesas...
e o resto de n�s usaremos o fogo como refer�ncia.
Bem, rapazes, este � o fim da estrada.
Abra-a, Greenie.
SA�DA DE EMERG�NCIA LEVANTE A PORTA INTERNA - PUXE
� hora de se levantar, capit�o. Chegamos.
- Est� ferido? - N�o sei ainda.
- Ok? - Acho que sim.
N�o percebi nada quebrado.
Me assustou muito. Come�ava acreditar...
que era s�rio seu discurso l� em cima.
- Voc� viu os outros? - N�o vi nada mais que lama.
Parece que a Sra. Murphy est� prestes a cair.
Ei, capit�o!
Capit�o Ross! Senhor? Sou eu. Greenie.
Ei! Ei, Greenie! Sou eu. Clint.
Clinton! Ei, sou eu!
Sou eu. Greenie.
Ei!
Por aqui! Ei! Ei, Greenie!
- Ei, Greenie! - Ol�, Clinton!
Caramba, Clint, fico feliz em ver que est� s�o e salvo.
Caramba, Greenie, estou feliz por voc� estar aqui.
- No que caiu? - E voc�?
Deve ser algum tipo de lama.
Diga lama se quiser, mas n�o precisa ser t�o educado.
- Provavelmente ca�mos num arrozal. - Arroz?
Nunca mais como enquanto vivo, nem com passas.
� a Sra. Murphy.
- Quem vem l�? - Ei, Clint, � o capit�o!
N�o tenho nada contra voc�, Vincent...
mas fico feliz de ainda termos o capit�o.
- Eu tamb�m. - Eu tamb�m, senhor.
Obrigado, pessoal. Eu tamb�m.
Que pena. A Sra. Murphy era um avi�o muito bom.
E se nos afastarmos deste fogo?
Este lugar poderia estar cheio de japoneses.
Se for descer, des�a com as m�os para cima.
Quem �?
Ele � o Tecnol�gico do Ge�rgia.
Bayforth. Bayforth.
- O que aconteceu com o avi�o? - Bati ao aterrissar no p�ntano.
- Voc� o queimou? - N�o tive que fazer. Ele afundou.
Burke morreu.
Por favor, perdoem a intromiss�o, senhores.
Corremos perigo se ficarmos aqui.
N�o nos apresentou aos seus amigos, tenente.
Desculpe.
Sou Yuen Chiu Ling, governador da prov�ncia de Kunwong.
Ele � o meu filho Moy.
Muito prazer.
Muito prazer, senhores. � um prazer conhec�-los.
Onde ele te recolheu?
Ele nos pegou na estrada. Disse que estava nos procurando.
Toda a China agradece...
o ataque a T�quio, capit�o.
Como soube disso?
A r�dio de T�quio n�o falou de mais nada o dia todo.
E como fomos? Houve muitos danos?
Primeiro, anunciaram que n�o houve danos.
Depois disseram: "Os inc�ndios ardem furiosamente."
Primeiro, disseram que n�o havia v�timas.
Depois estimaram que as baixas poderiam ser mais de 4.000.
Parece que nos temem quanto a Deus.
Os japoneses n�o temem Deus.
S� temem as bombas.
Certamente, capit�o...
t�m uma base secreta onde querem chegar...
e talvez eu possa gui�-los.
Que am�vel, mas n�o podemos dizer aonde vamos...
nem de onde viemos.
- Isso � o que nos ordenaram. - Um milh�o de perd�es.
N�o devia ter perguntado. Foi muito est�pido da minha parte.
Posso fazer uma sugest�o, capit�o?
O qu�?
Talvez o governador nos empreste a camioneta.
Meu humilde ve�culo est� �s suas ordens.
T�m feito muito pela China.
Mas as patrulhas japonesas nos rodeiam.
N�o devem viajar com essas roupas.
Est�o expostos a grande perigo.
E devem comer e descansar. Minha casa n�o est� longe.
Meu filho tamb�m os encoraja a aceitar o nosso convite.
Bem, governador. Correremos o risco.
Se for sincero, nunca poderemos lhe agradecer o suficiente.
Mas se nos trai, certamente poderemos mat�-lo.
Como Vossas Excel�ncias podem ver...
meus h�spedes n�o acharam um meio de cumprir sua promessa.
Ainda estou saud�vel.
Ao tribunal interessa em especial qualquer conversa...
que tenham mencionado os alvos de suas bombas.
Sim, Excel�ncia.
Confundindo-me como um poss�vel c�mplice...
estes homens foram escandalosos e prepotentes.
Riram quando me contaram...
que metralharam crian�as que brincavam no p�tio da escola...
e destru�ram hospital por hospital...
e templo por templo.
O tribunal pode imaginar...
o qu�o in�til me senti...
ao deixar que estes monstros compartilhassem a minha mesa...
ainda que apenas com o prop�sito de det�-los...
at� chegarem as tropas japonesas.
Brutalidade! Brutalidade!
� um mentiroso. Dissemos que atacamos os alvos...
mas n�o foram hospitais, igrejas nem escolas.
Foram dep�sitos de petr�leo, aeroportos e estaleiros.
Isso bombardeamos e isso lhe dissemos.
Excel�ncias, meu filho esteve presente o tempo todo.
Com prazer confirmar� minhas declara��es...
se Vossas Excel�ncias acharem...
que � necess�rio.
N�o temos raz�o para suspeitar que a testemunha comete perj�rio.
Pode descer.
Um momento.
Temos direito de perguntar...
Deixe o mentiroso voltar. Interrogue-o. Fa�a-o confessar.
Nossa lei n�o permite interrogat�rio...
se o tribunal n�o suspeita que a testemunha n�o disse a verdade.
- Mas a testemunha... - Olha, olha. Qual o problema?
� um linchamento.
General Ito Mitsubi.
"Declaro que, em s� consci�ncia...
direi a verdade, sem nada acrescentar e sem ocultar nada".
- Nome e patente? - Ito Mitsubi...
general no comando da Intelig�ncia Militar.
Depois dos bombardeios, o seu departamento...
fotografou o resultado dos ataques em T�quio...
Nagoya, Kobe e Osaka?
Sim, Excel�ncia.
Especificamente, filmaram...
as v�timas civis?
Sim, Excel�ncia.
Est� pronto para mostrar ao tribunal?
Sim, Excel�ncia.
Aqui � onde caiu a bomba americana...
na rua Mizu, em Yokohama.
Olhem para as ru�nas do santu�rio de Daijingu...
e as muitas v�timas civis.
Aqui est� o resultado das bombas e metralhadoras em Nagoya.
- N�o � um ataque a�reo. - Sil�ncio, Santos.
Oitocentas mortes de civis...
e um templo budista de Eihoji destru�do.
Isso foi filmado durante uma simula��o de ataque a�reo antes da guerra.
- Eles sabem. Est�vamos l�. - Eu n�o estava l�.
Isto � o que aconteceu...
quando bombardearam a Esta��o Shimbashi, em T�quio...
que, embora fosse um terminal ferrovi�rio, n�o era um alvo militar...
mas, por outro lado, estava cheia de civis...
tentando fugir para um lugar seguro.
Sentem-se!
Isso, pelo menos, Excel�ncia, � a verdade.
Sou um soldado da China.
Meu pai prestou contas aos seus antepassados por sua trai��o.
Ponham-se de p�, rapazes, diante de um homem.
O tribunal lamenta a interrup��o...
e especialmente lamenta a sua natureza.
O povo chin�s � trai�oeiro.
Embora tentem ilustrar-se, como n�s...
continuam sendo b�rbaros que matam inclusive seu pr�prio sangue...
se o pre�o for alto o suficiente.
Acho que podemos nos poupar de mais testemunho visual.
General Mitsubi.
Pode dizer ao tribunal de que base vieram os prisioneiros?
Sim, Excel�ncia. Como resultado da nossa investiga��o preliminar...
temos raz�es para acreditar que vieram de um porta-avi�es...
do tipo Hornet:
Espero que Vossas Excel�ncias perdoem a minha interrup��o.
V� em frente, almirante Yamagichi.
General Mitsubi, sua genialidade em quest�es de investiga��o militar...
� famosa em todo o imp�rio.
Portanto, me repreendo por faz�-lo notar...
alguns problemas que voc� j� deve ter investigado.
Algumas conclus�es da Junta Naval de Investiga��es.
Agrade�o a assist�ncia de Vossa Excel�ncia.
Num esp�rito de coopera��o mais respeitosa...
gostaria de colocar � sua disposi��o estas conclus�es...
em particular.
Retirem os prisioneiros.
A sess�o est� suspensa at� amanh� no mesmo hor�rio.
O Imperador confiou para este tribunal...
a responsabilidade de averiguar a base...
de onde eles lan�aram o ataque.
N�o vou tolerar discuss�es pol�ticas...
entre a Marinha e o Ex�rcito.
Est� convencido que os avi�es vieram de um porta-avi�es?
Sim, Excel�ncia.
E voc�, almirante Yamagichi, n�o concorda?
N�o me atreveria humilhar o general ou de mim mesmo.
S� gostaria de considerar determinados dados.
Se for provado que estou errado...
direi que sinto ter acusado falsamente de neglig�ncia a Marinha Imperial...
e vou me desculpar com a minha vida.
Com sua permiss�o, acho que posso apresentar...
provas imediatas da minha opini�o.
V� em frente, general Mitsubi.
- Qual � o seu nome? - Saburo Goto, Excel�ncia.
- � um marinheiro da marinha japonesa? - Sim, Excel�ncia.
Onde estava na manh� de 18 de Abril?
No Mijuninichi Maru um barco de pesca convertido.
- Onde estava o seu barco? - Patrulhando a 1.300 km da costa.
- Diga-nos o que aconteceu. - Um navio inimigo nos afundou.
- A que horas? - Pouco depois das 8:00h.
Sustento, Excel�ncia, que o afundamento desse navio...
por um porta-avi�es �s 8:00h da manh�...
coincidiria com a chegada dos bombardeiros em T�quio ao meio-dia.
Pode se retirar.
Um momento, por favor.
Te ensinaram identificar barcos inimigos de v�rios tipos?
Sim, Excel�ncia.
Descreva o tipo de navio inimigo que o afundou.
- N�o posso dizer, Excel�ncia. - Porque n�o?
Estava na sala de m�quinas quando fomos atacados.
E fui o �nico sobrevivente.
Voc� n�o viu o navio inimigo?
Quando cheguei � superf�cie e recuperei a consci�ncia...
s� vi os destro�os do nosso barco.
Chovia e a visibilidade era ruim.
Sua Excel�ncia, o navio deste homem...
patrulhava uma �rea que a Marinha encheu de minas.
N�o � incomum que uma mina se safe...
e afunda ou danifica um dos nossos navios.
Defendo que tal evento � muito mais prov�vel...
que a presen�a de um porta-avi�es inimigo...
numa �rea que a Marinha considera impenetr�vel.
Isso � tudo.
Tenho informa��es t�cnicas, Excel�ncia...
que considero provas conclusivas...
que os avi�es americanos n�o poderiam vir de um porta-avi�es.
Os avi�es americanos que bombardearam o Jap�o...
foram identificados oficialmente como bombardeiro B-25.
As asas medem 20 metros de ponta a ponta...
e tem um comprimento total de 16,52 metros.
Este � o maior tipo de porta-avi�es americanos:
o tipo Hornet:
Tem um conv�s de v�o de 257 metros de comprimento.
A presen�a no conv�s de v�o...
de 16 avi�es B-25 reduzem o espa�o em mais de dois ter�os...
e isso torna uma decolagem no mar matematicamente imposs�vel.
Pode refutar estes dados?
Eu gostaria de ter tempo para examin�-los.
Espero que esse exame seja realizado sem demora.
Novamente, quero lembrar...
o interesse pessoal do Imperador neste caso.
Podem se retirar, senhores.
Sapatos! Tirem os sapatos!
Estive pensando e n�o consigo entender...
o que fez esse macaco dizer que viemos de uma aeronave...
S� tentava prejudicar a Marinha, bobo.
Sou eu. Moy Ling.
� nosso amigo chin�s.
Proponho eleg�-lo membro honor�rio do nosso esquadr�o.
- Quem concorda, diga sim. - Sim!
Ouviu isso, Moy Ling?
Sim, capit�o.
Quero explicar por que n�o agi antes.
Levei muito tempo para decidir matar o meu pai.
Adeus, amigo.
- Adeus, capit�o. - Adeus.
Teria ele sempre na minha equipe.
- Capit�o Ross? - Sim?
Venha.
Ok, rapazes, nos vemos.
Tomara que logo.
Entre a�.
- Capit�o Ross? - Sim, senhor.
At� que enfim. Sou Keppel.
Karl Keppel, da Cruz Vermelha su��a.
- Fico feliz em v�-lo, senhor. - Igualmente.
Desde que soube que foram capturados...
estive tentando encontr�-los...
mas ningu�m queria reconhecer que sabia de voc�s...
nem do seu paradeiro ou do que lhes aconteceu.
Continuaria esperando ansiosamente em algum escrit�rio...
n�o fosse pelo general Mitsubi.
Senhor Keppel, posso ver seus documentos?
Somos acusados de homic�dio, Sr. Keppel...
e o general Mitsubi � testemunha de acusa��o.
Homic�dio? Sendo julgados?
Num tribunal criminal civil, Sr. Keppel.
Dizem que bombardeamos e metralhamos civis...
e n�o somos considerados prisioneiros de guerra.
Vou notificar Washington imediatamente.
Tomar�o medidas para deter esta atrocidade.
Vai ter que me perdoar por suspeitar...
mas pode ver a nossa situa��o.
Sim, e farei tudo que for poss�vel para ajud�-los.
Eu voltarei e informarei do meu progresso.
Entretanto, capit�o, adeus e boa sorte para voc� e seus homens.
Obrigado, senhor.
Poderia me dar um minuto, Sr. Keppel?
Estou �s suas ordens, general.
O capit�o Ross falou das acusa��es contra ele?
Sim, senhor.
Diga-me, Sr. Keppel, em sua opini�o...
Washington pode nos for�ar a retirar as acusa��es?
Claro que pode e vai.
Lembre-se que h� mais de 100.000 japoneses...
em campos de internamento nos Estados Unidos.
Muito obrigado, Sr. Keppel.
Suas observa��es s�o muito interessantes.
Se tiver algo mais que possa fazer por voc�...
n�o hesite em me dizer.
Por favor, sente-se.
Esteve na Calif�rnia, capit�o?
Muitas vezes.
Recentemente?
Voc� � soldado e oficial, e sabe t�o bem como eu...
que n�o posso dar mais informa��es que nome, posto e n�mero de s�rie.
S� estava curioso sobre Santa Barbara.
Eu vivi l� por um tempo.
Uma bela cidade.
Trabalhei num barco de pesca...
e desenhei o mapa de cada polegada de �gua de San Diego a Seattle.
- Esses mapas ser�o �teis um dia. - N�o esteja t�o certo, general.
Voc� n�o acredita que o Jap�o ganhar� a guerra?
Nem eu nem os outros 140 milh�es.
Ainda duvidam?
Olhe, capit�o.
Cingapura, Hong Kong, as �ndias Orientais, Tail�ndia.
Recordo-lhe, capit�o, que em cinco meses...
passamos de uma pobre na��o...
para ser a na��o mais rica do mundo.
Controlamos 65% do estanho do mundo...
85% do cobre do mundo, 90% da borracha do mundo...
e s� nas zonas conquistadas...
temos milh�es de trabalhadores explorando estes recursos.
N�s tamb�m temos alguns recursos.
O bombardeio ao Jap�o foi ing�nuo, voc� n�o acha?
Foi um bombardeio simb�lico, capit�o.
Nossos pr�dios importantes s�o feitos para resistir qualquer cat�strofe.
Isso dificulta as coisas para os pobres...
que vivem em casas de papel�o, n�o �?
N�o acreditem que haver� p�nico entre nosso povo.
Est�o condicionados aos tremores.
Nossos terremotos foram valiosos nesse aspecto.
N�o, capit�o. O Jap�o permanece unido nesta guerra...
devido o culto ao imperador e ao �dio...
a todos os estrangeiros, brancos ou quem for.
O japon�s ganhar�.
Usa roupas de fibras de madeira, sapatos de papel�o.
Come feliz uma ter�a parte da sua dieta normal.
Trabalha 14 horas por dia, os sete dias da semana.
E os nossos soldados... pergunte a suas tropas em Bataan.
N�o vamos a nenhum lugar. T�m que nos matar.
Ganharemos esta guerra por que vamos sacrificar 10 milh�es de vidas.
Quantas vidas o branco est� disposto a sacrificar?
Suas cifras parecem muito impressionantes.
E pelo que sei dos seus soldados, lutam como ratos encurralados.
N�o se ofenda, general, mas ainda n�o posso responder suas perguntas.
Diga-me, capit�o Ross...
concorda com a opini�o do Sr. Keppel?
Acredita que seu governo pode ajud�-los?
Isso eu n�o sei. Mas sei que:
se nos fizerem alguma coisa, o povo americano n�o esquecer�.
Se surpreenderia em saber que...
penso a mesma coisa que o Sr. Keppel?
Washington vai agir assim que receber a not�cia.
- Mas... - Mas Washington receber� a not�cia?
- O que quer dizer com isso? - Isso depende de voc� e de mim.
Se disser a verdade e reconhecer que vieram de um porta-avi�es...
deixarei a mensagem do Sr. Keppel chegar a Washington.
Mesmo que confiasse em voc�, general...
eu n�o diria.
E n�o confio em voc�.
Certo. Essa � a sua decis�o.
Capit�o Ross, senhor.
Ver�, capit�o Ross...
voc� n�o � meu �nico prisioneiro.
Devo lembr�-lo que a for�a de uma corrente...
� determinada pelo seu elo mais fraco?
Quer dizer alguma coisa ao seu companheiro antes de ir?
N�o tenho nada para dizer.
Levem o prisioneiro para sua cela.
Por favor, sente-se.
- Eles levaram o Skwaznik. - Sim, eu sei.
Foi levado ao escrit�rio do Mitsubi.
O que acontece l�?
Mitsubi quer saber de onde vieram os bombardeiros.
Eu n�o disse.
E se o Skwaznik n�o disser...
continuar� pressionando um por um.
O Skwaznik n�o vai dizer. Conhe�o esse cara. Morrer� primeiro.
� forte como um touro.
Trabalhou cada ver�o como metal�rgico com o seu pai.
E sei que era duro num campo de futebol.
Foi um atleta de classe internacional.
O melhor jogo da sua vida ele jogou com tr�s costelas quebradas.
N�o lhe tirar�o nada. Suportar� tudo que fa�am.
Acha que foi o Skwaznik?
N�o sei.
N�o sei o que pensar.
Acho que temos que esperar para ver o que acontece.
Est� com medo, garoto?
Duvido que possamos suportar.
Digo, at� o final.
Tenho minhas d�vidas.
� o medo de ter medo o que mais me assusta.
Basta lembrar que o velho lhe disse:
O medo n�o tem nada a ver com a covardia.
Somos covardes quando deixamos que o medo nos fa�a renunciar.
Eu tinha tanto medo quando decolamos que minhas m�os tremiam.
O cora��o batia t�o forte que pensei que todos ouviriam.
Se eu estivesse sozinho, sem ningu�m perto de mim...
N�o sei se conseguiria.
E agora acho melhor mudarmos de assunto.
Piloto para navegador.
Piloto para navegador.
Entendido.
Entendido.
Entendido.
Pilotos, para seus avi�es. Pilotos, para seus avi�es.
Decolaremos? Por qu�?
Dever�amos decolar dentro de 36 horas.
Deve ser j�. O barco de pesca japon�s nos viu.
Talvez tenha avisado T�quio antes que o acert�ssemos.
- Nos vemos em Chungking. - Obrigado pela carona, marinheiro.
- Vamos retribuir o favor. - Aten��o, homens.
Se forem obrigados a aterrissar, destruam seu avi�o imediatamente.
N�o queremos arriscar que os rastreiem a este porta-avi�es.
Custe o que custar, protejam o Hornet.
- Protejam o Hornet. - Protejam o Hornet.
Protejam o Hornet. Protejam o Hornet.
Protejam o Hornet. Protejam o Hornet.
Te lembro, capit�o,
que a for�a de uma corrente � determinada pelo seu elo mais fraco?
Seu elo mais fraco. Seu elo mais fraco.
Sou Keppel, da Cruz Vermelha su��a.
Gostaria de ver o Sr. Oraki.
- Qual � o problema? - N�o aprovou esta mensagem.
Modifiquei de acordo com suas sugest�es.
Obrigado. Eu informarei.
Por favor, volte amanh�.
Mas esta mensagem deve ser enviada imediatamente.
- Sinto muito. Levar� tempo. - Tempo! Tempo!
Isso � algo que n�o tenho.
Se quiser apresentar queixa...
por favor, v� ao Gabinete de Informa��o.
Obrigado. Eu vou.
Os ju�zes deste tribunal...
agora exercer�o seus poderes nos termos da lei...
e com a autoriza��o do imperador.
Levantem-se! De p�! Levantem-se todos! De p�!
Tragam os acusados.
Hoje s� tem sete.
Talvez um esteja indisposto.
Podem se sentar.
Com sua permiss�o, Excel�ncia...
gostaria de interrogar um dos prisioneiros.
V� em frente.
Sargento Jan Skwaznik.
Quero me desculpar com o tribunal pela aus�ncia do acusado.
Ficou doente durante a noite.
Solicito que o exima de depor.
Comove-me muito a preocupa��o do Sr. Sakai com seu cliente.
Contudo, tenho apenas algumas perguntas...
que n�o causar�o desconforto ao pobre americano doente.
Tomei a liberdade de pedir para traz�-lo.
Este tribunal n�o tem paci�ncia com fingimento.
Pode interrogar o acusado.
Diga o seu nome.
Seu nome � Jan Skwaznik?
Skwaznik. Skwaznik.
Chega! Chega, desalmados! Olhem para ele.
Doente. Nunca na vida esteve doente, seu rato sujo.
Se s�o rep�rteres, porque sentam aqui?
Por que n�o denunciam essa vergonha nos jornais, no r�dio?
Se fossem honestos...
Tire as m�os sujas de cima dele, porco...!
Instruo aos correspondentes ignorar essa explos�o fan�tica.
Armaram com a finalidade de ganhar sua simpatia.
General Mitsubi, continue com a testemunha.
Sentem-se.
Seu nome � Jan Skwaznik?
Skwaznik.
- Corregidor caiu! - Corregidor caiu.
As Filipinas s�o nossas!
Banzai! Banzai! Banzai!
Banzai!
O que pensa do seu ilustre general MacArthur agora?
N�o foi capturado porque fugiu.
N�o fique desapontado, general. Voltar� a v�-lo.
- Voc� aprova seu ato? - Sem reservas. Foi realista.
Eu tamb�m penso assim. � s�bio...
quem sabe onde termina a coragem e onde come�a a estupidez.
MacArthur abandonou Corregidor quando viu que a defesa era in�til.
Que inteligente.
Voc� insiste em proteger o porta-avi�es de onde vieram...
quando n�o precisa mais da sua prote��o.
Isso � uma estupidez.
O general MacArthur tinha suas ordens; n�s, as nossas.
Sei que parecia muito dif�cil obedecer suas ordens como para n�s.
Como quiser. Levem os prisioneiros.
Duas vezes numa hora escapei vivo por um fio de cabelo.
Os japoneses me tratam como se fosse um inimigo.
Para os japoneses, Portugal e R�ssia s�o inimigos neutros...
Inglaterra e Estados Unidos s�o inimigos agressivos...
e Alemanha e seus sat�lites s�o inimigos amistosos.
Estabelecem uma ligeira distin��o.
Boa tarde, companheiros.
Por que n�o comemora a vit�ria?
J� conhecem o Sr. Keppel, da Cruz Vermelha su��a.
- Como vai? - Como est�, Sr. Keppel?
Por que n�o comemora a vit�ria?
Entreguei meus documentos. Renunciei ao meu posto.
Estou verdadeiramente envergonhado.
- Voc� vem? - Obrigado.
Obrigado.
O Sr. Keppel quer pedir um favor. Deixarei contar a sua hist�ria.
Necessita ajuda desesperadamente.
Acontece que tento enviar uma mensagem a Washington. Mas...
- O que voc� acha? - � a mesma coisa.
Ser� sempre o mesmo, eu acho.
E o Vincent e o Canelli? Gostaria de saber.
- Fique tranquilo. - Sim, mas j� � noite...
e n�o retornaram.
Embora sem saber o que aconteceu, sabemos que n�o falaram.
Voc� e voc�, peguem-no.
O que lhe fizeram? Deixem-me sair...
Est� vivo. Isso � tudo.
- O que te fizeram? - O que voc� v�.
Ia continuar estudando arte se sobrevivesse a esta guerra.
Do jeito que v�o as coisas, terei que mudar os meus planos.
Eu n�o me importo tanto, mas ser� dif�cil para os meus pais.
Desde o momento em que desenhei uma vaca com tr�s pernas...
meu pai sonhou com um segundo Michelangelo.
Junto com minha m�e, poupou cada centavo...
para me enviar a It�lia para estudar.
Quando chegou o dia da minha partida...
a It�lia estava em guerra do lado errado.
N�o poderia ir e n�o podia ficar.
Eu tinha me despedido de muita gente.
J� sabem como isso �. Ent�o fui para Nova Iorque.
"L� tem boas escolas, eu disse aos meus pais."
Em vez disso, me alistei.
Queria combater o que arruinou o sonho do meu pai.
Ele acha que estou em Nova Iorque pintando quadros bonitos.
Fico feliz.
- Como est� o Vincent? - Ainda inconsciente.
Sabem o que disse antes de desmaiar?
Um momento, Angelo.
N�o sabemos qual de n�s ser� o pr�ximo.
Nem quando.
O que � isso?
O qu�?
Essa m�sica.
Eu n�o ou�o nada.
Que curioso. Eu ou�o bem claro.
Essa era a favorita do meu pai.
"Como eu te amo? Deixe-me contar como."
O qu�?
Isso � o que Anne gravou no rel�gio que me deu.
"Como eu te amo?
Deixe-me contar como".
"Te amo com a profundidade, extens�o e altura que minha alma pode alcan�ar...
na busca �s cegas os limites do ser...
e da gra�a ideal."
"Te amo at� o n�vel mais calmo da necessidade cotidiana...
� luz do sol e do candelabro."
- Anne. - Ol�, Martin.
Ol�.
"Te amo com a liberdade com que o homem procura justi�a.
Te amo com a pureza que despreza os elogios.
Te amo com paix�o exacerbada por minhas velhas penas...
e com a f� da minha inf�ncia.
Te amo com o amor que pensei perder ao deixar de acreditar nos santos.
Te amo com o alento, sorrisos, l�grimas de toda minha vida.
E se Deus quiser, te amarei ainda mais ap�s a morte."
"E se Deus quiser...
te amarei ainda mais ap�s a morte."
Voc� tamb�m, Clint?
Acho que estava muito longe.
Eu me conformaria com um bom bife suculento.
Mas tenho o tipo de pensamentos que n�o cooperam.
Aqueles que insistem no problema que temos.
Os que repetem:
"Quem acha que engana, Greenbaum?"
Meus pensamentos tamb�m fazem das suas.
Uma vez, quando era crian�a, me perdi.
Parei um policial e perguntei como poderia achar a minha casa.
Quando lhe disse quem eu era, ofereceu para me levar at� l�.
"Por favor, n�o", eu disse. "S� me diga onde eu moro.
Quero encontrar sozinho."
Ele riu e disse que entendia.
Ele disse como encontrar a minha casa.
Perguntei o seu nome.
"Os rapazes da delegacia me chamam de Joe", disse ele.
At� que me alistei no Ex�rcito, foi a �nica pessoa que conheci...
que me deixou fazer algo sozinho.
Meus pensamentos me levaram ao Joe neste instante.
N�o sei por qu�.
� sua namorada, n�o?
Ao seu pai, n�o? � sua m�e, n�o?
A um policial chamado Joe.
Gente rica.
Sargento Clinton, venha.
Howard.
N�o se preocupe, Greenie. � a segunda vez na minha vida...
que tenho a oportunidade de encontrar meu caminho de casa.
Eu acho que posso fazer.
- Nem um arranh�o. - Nem sequer te tocaram, hein?
- Muito bem! - Tanta preocupa��o em v�o.
Vou te bater por me assustar.
Por que ficou fora a noite toda?
- A tempo para o desjejum. - Se assustou com o Mitsubi?
Assustado com o Mitsubi.
O que ele disse?
Um momento.
Sei o que pensam, mas n�o � verdade.
Anda. Diga que n�o � verdade. Diga que n�o falou.
Diga alguma coisa, Howard. Fala. Fala.
Pode falar, n�o?
Eles o torturaram.
Certamente o sufocaram. N�o pode falar.
Foi isso? Foi isso que eles fizeram?
Por favor, tente.
� ch�, Clint. Te far� bem.
Stoner.
Sim, senhor?
Estava fazendo contas. Hoje � o meu anivers�rio.
Feliz anivers�rio, capit�o.
Feliz anivers�rio, capit�o.
N�o vai beber comigo?
Num copo de ch� fedido e amargo do general n�o sei o que...
- Bebo � sua sa�de, senhor. - Obrigado, rapazes.
Quantos anos, senhor?
Trinta. Estou ficando velho.
Trinta.
"Existe algum velho misturado com os garotos?
Se n�o tem, jogue-o fora, sem barulho".
Em frente, Stoner. Fa�a-me sentir mais jovem.
N�o sei se me lembro.
"Peguem a fraude da tabela e a maldade do calend�rio.
O tempo � um mentiroso. Hoje temos 20 anos.
Temos 20 anos. Temos 20 anos. Quem disse que temos mais?
Est� calibrado, jovem insolente, tirem-no.
Como seguramente disseram: os jovens t�m um truque.
Falamos em p�blico como se f�ssemos velhos.
Esse garoto chamamos de 'doutor', e este chamamos de 'juiz'
� uma bela fic��o. Claro, � totalmente falso.
Sim, somos garotos, e sempre jogamos com a espada ou com a caneta.
E �s vezes me pergunto se um dia seremos homens.
Seremos sempre jovens, sorridentes e felizes...
at� que o �ltimo querido companheiro caia sorrindo?
Brindo a nossa inf�ncia, por sua cor dourada e sua cor cinza.
Pelas estrelas do seu inverno, pelo orvalho de maio."
Tenente Bayforth.
"E quando terminarmos com nossos brinquedos de toda a vida...
querido Pai, cuida dos Teus filhos, os garotos."
- Harvey. Harvey. - O qu� �?
Clinton disse que se fizerem ao Bayforth...
o que fizeram a ele e aos outros, falar�.
Se achar que deve falar, s� Deus e sua consci�ncia iriam impedir.
Mitsubi.
O tenente Kenneth Bayforth.
Est� consciente, tenente Bayforth...
da informa��o que queremos de voc�?
Sim, estou.
E agora est� disposto a revelar essa informa��o?
N�o, n�o estou.
Obrigado, tenente Bayforth.
Pode descer.
Sargento Howard Clinton, suba ao estrado.
Sargento Clinton, tem alguma declara��o para fazer agora?
Quero me desculpar com o tribunal pela sua incapacidade para responder.
Ficou doente durante a noite e perdeu a voz.
Nesse caso, forneceremos ao prisioneiro...
outros meios de comunica��o.
Escreva sua declara��o.
O acusado indica que, como fisicamente n�o pode falar...
designou um oficial para falar por ele.
- Adiante. - Tenente Greenbaum, suba ao estrado.
Pode descer.
Leia para o tribunal as informa��es que Clinton quer revelar.
Com prazer.
Gra�as ao seu ditafone, voc� me ouviu dizer esta noite...
que se torturassem o tenente Bayforth...
o sargento Clinton falaria.
Bem, a� est� o tenente Bayforth...
e o sargento Clinton cumpre a sua palavra.
Ele agradece o sofrimento que lhe causou.
A dor que aclarou a n�voa dos seus olhos...
e mostrou, com a brutalidade da tortura...
por que deve saber de onde vieram os bombardeiros.
Fala da for�a militar...
com a qual devem patrulhar a fronteira russa...
se for de l� que viemos.
Fala das for�as com as quais devem se defender de um ataque da China...
no caso de falarmos que viemos de l�.
Fala do seu poder naval que tem que ficar na defensiva...
talvez porque viemos de um porta-avi�es.
Fala de oito soldados...
desconhecidos, presos e sem esperan�a.
Oito homens insignificantes que t�m o seu Ex�rcito...
a sua Marinha e sua For�a A�rea em apuros.
Estas s�o as coisas que fala...
neste momento de tristeza, de agonia e de orgulho.
E agora vou falar por mim.
Quando devolver ao Skwaznik a sua mente e ao Vincent o seu ju�zo...
quando devolver o uso dos seus bra�os ao Canelli e das suas m�os ao Bayforth...
quando devolver a voz ao Clinton...
ent�o direi o que quer saber...
e nem um segundo antes.
Ordem! Ordem! Ordem!
General Mitsubi, tem mais provas?
Sim, Excel�ncia.
Des�a.
- Adiante, general Mitsubi. - Obrigado, Excel�ncia.
Fui autorizado por um poder t�o alto...
que n�o me atrevo a mencionar seu honrado nome...
para pedir ao tribunal que denegue as acusa��es contra voc�s.
Afinal, s�o soldados que lutam por seu pa�s.
Uma situa��o que todos os japoneses podem entender.
Quando bombardearam as escolas e os hospitais...
apenas cumpriam ordens.
Seus oficiais comandantes s�o os culpados.
S�o eles que deveriam estar em julgamento.
Portanto, pe�o ao Tribunal o fim deste julgamento...
e que as acusa��es contra os prisioneiros sejam retiradas.
O tribunal est� disposto a mostrar indulg�ncia com esses aviadores...
sempre e quando nos informarem...
as identidades dos seus oficiais de comando...
para que possamos pun�-los quando o Jap�o ganhar a guerra.
E que tamb�m nos informem...
a localiza��o exata da base de onde vieram...
para tomarmos medidas imediatas evitando a repeti��o...
do monstruoso homic�dio de civis.
E o que acontecer� se as acusa��es contra n�s forem denegadas?
Se aceitarem, ser�o levados para um campo de prisioneiros militares...
e ter�o as considera��es...
e direitos que t�m os prisioneiros de guerra leg�timos.
E se n�o aceitarmos?
Os declaramos culpados e ser�o executados.
Eu pe�o, n�o respondam precipitadamente.
Veja o que isso significa para voc�s.
Temos milhares de prisioneiros de guerra ingleses e americanos.
E embora o Jap�o nunca tenha assinado o tratado de Genebra...
respeitamos suas disposi��es.
Viver�o num campo com soldados como voc�s.
Ser�o bem alimentados e bem vestidos.
A Cruz Vermelha os contatar�.
Poder�o enviar cartas aos seus entes queridos em casa.
Pensem, capit�o Ross, tenente Bayforth, e o resto de voc�s.
N�s oferecemos suas vidas. S� t�m que aceitar.
Como sabermos se far�o o que dizem?
Podem prometer qualquer coisa.
Os membros da imprensa internacional est�o presentes.
Eles s�o suas testemunhas. E tamb�m...
a decis�o da corte imperial ser� dada por escrito...
e c�pias autenticadas ser�o depositadas na lega��o su��a.
Depois do que os meus homens sofreram, � uma oferta tentadora.
E sabemos que os su��os s�o confi�veis.
Mas eu gostaria de ter algum tempo.
Pe�o que sejam dados alguns minutos aos r�us...
para falarem da sua decis�o em particular.
Peti��o concedida. Levem os prisioneiros ao meu escrit�rio.
Bem, homens, por um momento, este buraco antidemocr�tico...
nos deu o privil�gio democr�tico da regra da maioria.
Parece que somos um j�ri que deve decidir...
se os seus membros viver�o ou morrer�o.
Sugiro discutirmos profundamente antes de votar.
Um homem meio morto � semi-decidido. N�o estou qualificado para votar.
O Canelli tem raz�o.
A decis�o � daqueles que t�m motivos para viver.
N�o. Voc� foi torturado, voc� deu seu sangue,...
enfrentou a morte e permaneceu em sil�ncio.
Se eu estivesse enfrentando a morte...
acho que a minha coragem seria igual a sua.
Mas agora n�o estou enfrentando a morte.
Estou encarando a vida.
E acho que s� os que conheceram a tortura...
podem pesar o seu valor e t�m direito a votar.
O capit�o fala por mim.
E por mim.
"Meus olhos v�em a gl�ria da vinda do Senhor."
"Ele est� pisando fora da vindima..." "Onde as uvas da ira est�o depositadas."
"Ele lan�ou o fat�dico raio..."
"de sua espada, terr�vel e veloz."
"Sua verdade...
est� marchando..."
"Sua verdade est� marchando..."
"Gl�... gl�ria..."
"Gl�ria, gl�ria, aleluia..."
- "Gl�ria..." - "Gl�ria, aleluia..."
"Gl�ria, gl�ria, aleluia..."
"Sua verdade est� marchando."
"Gl�ria, gl�ria, aleluia..."
"Gl�ria, gl�ria, aleluia..."
"Gl�ria, gl�ria,..."
Acho que precisava de uma sabedoria muito mais profunda do que a nossa.
N�o � a regra da maioria.
� um por todos e todos por um.
E cada um deve ter em sua pr�pria consci�ncia...
a responsabilidade por Vincent e por Skwaznik.
Ser� uma vota��o secreta.
Peguem isso.
� claro. Faremos assim.
O que pensa que dever�amos falar...
colocar� suas asas aqui, quebradas.
Quem quiser guardar sil�ncio colocar� suas asas sem quebrar.
Se houver um par de asas quebradas neste vaso...
diremos o que eles querem saber.
- De acordo? - De acordo.
Assim, nenhum de n�s nunca vai saber quem decidiu falar.
O tempo acabou.
Estamos prontos.
- Tomaram uma decis�o? - Aqui est�.
Se encontrar um par de asas quebradas neste vaso...
falaremos. � nossa decis�o.
Obrigado, rapazes.
Capit�o Ross, � a sua palavra final?
N�o, Excel�ncia.
� verdade que n�o sabemos muito sobre os japoneses.
E nunca soubemos.
E agora percebo que voc�s sabem menos sobre n�s.
Podem nos matar, a todos ou parte de n�s...
mas se pensam que isso vai assustar muito...
os Estados Unidos da Am�rica...
e vai impedir que enviem mais aviadores para bombarde�-los, est�o enganados.
Vir�o � noite e durante o dia. Milhares deles.
Enegrecer�o seus c�us e queimar�o suas cidades...
e far�o com que se ajoelhem e implorem por miseric�rdia.
Esta � a sua guerra. Voc�s a queriam, pediram, iniciaram...
e agora a ter�o.
E n�o terminar� at� o seu pequeno imp�rio sujo...
ser varrido da face da Terra!
Prisioneiros fiquem de p�.
Os r�us s�o culpados...
do crime de homic�dio que foram acusados.
Ser�o levados do tribunal...
e entregues � pris�o militar...
at� a execu��o da senten�a de morte.
LEGENDAS: Laercio Tradu��o da legenda em Espanhol
F I M
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