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D�-me dez centavos, por favor.
Obrigada.
Um u�sque duplo...
...e um copo d�gua. -Sim, senhor.
Perd�o, voc� primeiro.
Um ma�o de cigarros de qualquer marca.
Vai fazer alguma coisa esta noite?
N�o queria incomod�-la, � que n�o me interessam estas entradas.
N�o servem para mim. Foi um presente. -N�o, obrigada.
� uma pena desperdi��-las, � um grande sucesso.
Eu sei.
Poderia convidar uma amiga.
Acho que n�o.
N�o vai querer vir comigo, n�o �?
Quer outro u�sque, senhor?
N�o, obrigado.
Bem, que me diz?
Ent�o?
Sim.
Sim, irei. -Muito bem. Vamos, j� � tarde.
Quanto deu? A prop�sito, meu nome �...
N�o! Nem nomes e nem endere�os, companheiros por uma noite.
S� vou com essa condi��o.
Muito bem, como quiser.
Um d�lar e sessenta mais dez centavos.
Est� bem. -Obrigado.
Quer fumar?
N�o, obrigada.
Mora em Nova York?
Sim.
Ent�o est� acostumada com o tempo.
Sim
Esta cidade tem algo especial, os s�bados � noite.
Voc� nunca observou a cara das pessoas na Broadway? � divertido.
A� est� um t�pico nova-iorquino.
Pouco tempo atr�s estava naquele bar, muito deprimido...
...mas agora aqui com voc�, estou muito melhor.
Ou�a, temo que eu n�o v� ser uma companhia divertida.
Relaxe!
Voc� n�o ficaria mais sozinha do que eu.
Bem, assim est� melhor!
E agora vamos nos divertir...
...talvez o show seja divertido. - Sim.
Espero que sim.
Gostaria de rir...
...ficaria bem em poder rir.
Meu chapeu!
Olhe o rosto dela. Ela poderia mat�-la!
Nunca mais vou us�-lo em minha vida!
Nunca! Jogue no lixo!
Quem �? Quem � essa mulher?
C� estamos.
Foi muito gentil.
Adeus.
Tomamos outra bebida?
N�o. Prefiro n�o tomar.
Confesso que gostaria de saber quem � voc�.
N�o.
Melhor assim.
Marcella!
Marcella, sei que est� acordada! Vi a luz do seu quarto l� da rua.
N�o seja boba, temos que conversar.
Quem s�o voc�s?
Quem s�o? Que querem?
Onde est� minha mulher? Marcella!
Que � isto? Que est� havendo?
Deixe-me entrar! -Est� bem, deixe-o passar.
Sou o inspetor Burgess.
Tenho que lhe fazer algumas perguntas.
Leve o tempo que quiser.
J� estou melhor.
Vamos em frente.
Quantos anos voc� tem, Sr. Henderson?
Trinta e dois.
E ela?
Vinte e nove.
Quanto tempo de casados?
Cinco anos.
Sua profiss�o?
Sou engenheiro da Scott Henderson S.A.
Quando viu pela �ltima vez sua esposa?
Por volta das 7 horas.
Jantou em casa?
N�o.
Jantou fora?
Com sua esposa?
N�o. Pensava lev�-la para jantar e ao teatro, mas ela mudou de opini�o.
...por isso fui sozinho. -Brigaram, n�o foi?
Trocamos algumas palavras, sim. - Mas nada grave, entretanto?
N�o.
J� faz algum tempo que as coisas n�o est�o boas entre n�s.
Era nosso anivers�rio. Pensei que era a ocasi�o de nos reconciliar.
Eu vim cedo do escrit�rio. Vieram uns amigos para tomar uma bebida.
- Que amigos? - Meu cliente Tommy Wilson, a mulher dele...
Jack Marlow, meu melhor amigo, que estava de viagem para a Am�rica do Sul.
Eles logo se foram e...
Ela pareceu feliz de estarmos a s�s.
Deixou que eu tomasse banho e fizesse a barba...
Ent�o, percebi que ela n�o estava se vestindo...
Estava sentada e rindo!
Ela disse que n�o tinha a inten��o de sair comigo!
E continuava rindo de mim!
Nada irrita mais um homem do que isso.
Compreendi que j� n�o era poss�vel.
Sabia que nada ia adiantar!
Ent�o, eu...
Pedi o div�rcio.
Ela negou? -Sim.
Disse que n�o seria minha mulher, mas...
- ... n�o me daria o div�rcio! - Ela te fazia de tolo, n�o �?
N�o diga isso!
T�nhamos sido felizes.
Acontece que...
... era uma menina mimada e...
...muito bela.
Ali dentro.
Nunca vi um homem t�o nervoso.
Como voc� estaria se chegasse em casa e descobrisse que sua mulher...
Olhe o que est�o fazendo!
Seus cabelos est�o no ch�o!
Pensei que os homens n�o choravam.
Obrigado.
Onde voc� estava esta noite perto das oito horas?
- Em um bar. -Sozinho?
N�o, conheci ali uma mulher.
N�o me sentia com �nimo de estar s�...
- A convidei para ir ao teatro. - Quem era ela?
Eu n�o sei. N�o me disse.
N�o me disse! Al�m do mais, o que isso tem a ver?
Veste-se muito bem, Sr. Henderson.
Sim, tudo muito bem combinado!
Bonita gravata!
- Gravata? - De bom gosto.
Muito cara.
Adoraria poder pagar por uma.
Ou�a, que est�o tentando fazer? Marcella morreu.
Deixem-me em paz! Que importa que tipo de gravata eu uso?
Importa muit�ssimo, Sr. Henderson.
Por qu�?
Porque sua mulher foi estrangulada com uma de suas gravatas.
Sim.
Com um n� t�o forte...
...que teve de ser cortada com uma faca.
SCOTT HENDERSON. ENGENHEIRO.
Bom dia, Ruthie.
O Sr. Henderson chegou? - N�o, ainda n�o.
Traga o bloco, tenho que ditar algumas cartas.
Carol...
Al�, Kansas.
N�o chegarei antes do meio-dia.
Tenho que fazer um exame m�dico para o seguro.
Mande os planos para Stone...
Telefone �s livrarias de sebo e tente achar...
o n�mero de julho de 1935 da revista "Engenharia".
Entendeu? Julho de 1935.
� por um artigo
No momento n�o me ocorre nada mais.
Sim, veja se voc� consegue...
Entre, Ruthie, eu j� sei, acabo de ver no jornal.
N�o me atrevia a lhe dizer...
Tive medo que viesse a baixo.
- Isso seria f�cil. - Dizem que o est�o interrogando.
N�o se preocupe, ainda n�o o prenderam, Ruthie.
� horr�vel para ele mas j� tudo estar� explicado.
Espero que sim, faz-me mal pensar nisso.
N�o h� raz�o para se alarmar! Esperaremos que ele telefone e continuaremos trabalhando..
- Tentemos n�o falar mais nisso agora. - Sim, Carol.
Vamos ver, a carta de Stone primeiro.
Est� pronta? -Sim.
Irving Stone e Companhia.
Cleveland, Ohio.
Prezado Sr. Stone.
Em separado enviamos uma c�pia dos planos.
E com satisfa��o comunicamos...
Onde estava? - "com satisfa��o comunicamos".
"Com satisfa��o comunicamos",,.
o or�amento original para o jardim e o terra�o...
... � o correto.
Como foi dito...
...em 16 de julho.
Engra�ado voc� lembrar do bar, mas n�o lembrar de como a mulher era!
Eu expliquei mais de cem vezes.
Deixe-me em paz! Estou esgotado! -Est� esgotado, n�o �?
N�o v� que isto pode lhe levar a um grande tempo de descanso?
Perde tempo tentando me acusar. - Sim, claro.
Mas � estranho...
Seis horas com uma mulher e n�o sabe quem ela � e como ela �!
Eu j� disse: tinha uns trinta anos, cabelos castanhos e...
... um chapeu engra�ado.
� s� o que eu me lembro. Se houvesse perguntado antes de tudo isto...
... eu poderia dizer mais sobre ela! Mas agora ela �...
... um completo mist�rio!
L� est� ele!
Como me acorda esta hora? Eu s� trabalho no turno da noite.
Inspetor Burgess, de homic�dios.
J� viu esse homem antes?
Para mim um rosto � um rosto.
Olhe-o bem!
Sente-se no mesmo banco.
Venha c�!
Tente outra vez.
Esque�a-se de mim. olhe para ele!
O melanc�lico! Esteve aqui ontem � noite, n�o? - Est� vendo??
A que hora? - Eu come�o �s oito.Ele veio algum tempo depois.
Quanto depois? - N�o obrigamos o cliente a fazer ficha!
Passava das oito horas! - Pergunte por ela, ela viu a hora!
Que me diz da mulher que estava aqui?
Que mulher??
Eu n�o estava... - Eu falo!
Tem certeza que n�o havia uma mulher sentada junto a esse homem??
Tenho certeza!
Ela tinha um chap�u maluco!
Estou h� trinta anos atr�s de um balc�o. Outra mulher, � um pedido a mais.
Mas se voc� se lembra de mim, por que n�o dela?
Voc� estava sentado logo aqui! Traga a dama de volta e talvez eu me lembre!
Mas se s� est�vamos nos dois. Ela colocou um disco na m�quina.
N�s sa�mos juntos. - Calma, calma....
Sentou-se ali. Falou com voc�! - Vamos, Henderson.
Tem que se lembrar! - Vamos!
Ei, voc�!
Sim? - Chama-se Al Alp?
Sim.
Fez ontem � noite uma corrida do bar "Anselmo" at� o teatro do cassino?
Bom, um traz e leva de tanta gente ao longo da noite que...
Do "Anselmo" ao teatro do cassino?
S�o uns quarenta e cinco centavos se n�o estiver chovendo.
Sim, eu fiz!
O passageiro est� aqui?
Ontem � noite n�o levei ningu�m com esse aspecto. N�o se ofenda.
Era ele?
Voc� � quem sabe
Sim, era ele! - Ia sozinho?
Sim, creio que sim! - Ia uma mulher comigo!
Tem que t�-la visto!
Com oito anos de taxista a mem�ria fica boa.
Se houvesse uma mulher...
... eu me lembraria. - Obrigado, Al.
Tem certeza?
Claro!
N�o havia dama alguma com este homem em meu t�xi na noite passada!
Vamos, Henderson.
N�s dissemos...
Senhor Saunders, quem s�o estes homens? Tenho que me trocar.
O inspetor Burgess quer falar com voc�.
Senhorita Monteiro...
Lembra-se de uma mulher com este homem noite passada com um chap�u igual ao seu?
Igual ao meu? N�o me fa�a rir!
Nenhuma mulher usa chap�us como os meus!
Ela usava e voc� n�o tirava os olhos dela!
N�o. V�o embora. Isto � um insulto!
Eu sou uma artista; canto, dan�o...
...e n�o olho para o p�blico.
Que mulher al�m de Monteiro pode usar algo assim e n�o parecer rid�cula...
Est� vendo o chap�u? -N�o.
A Srta. Monteiro confirma o que eu lhe disse.
Est� mentindo. - N�o! Tire-o daqui!
Eu lhe disse que n�o pedisse o de pistache.
Que tal o seu?
Os de baunilha nunca falham.
Por que n�o reconhece que n�o esteve com uma mulher? - N�o.
Se reconhecesse isso j� n�o poderia ter certeza de nada.
Estava ao meu lado no bar...
...gostou de um can��o que eu pus na m�quina...
Descemos juntos pela Rua 46.
Ela existe.
Era de carne e osso.
Voc� est� insinuando que nunca existiu!
Aonde, chefe?
A algum lugar onde se toma uma bebida...
Todos n�s precisamos beber!
E depois � delegacia.
Voc� precisa dormir...
e de um bom advogado. Necessitar� de ambas as coisas.
Marcella Henderson encontrou a morte �s oito horas e tr�s minutos.
A promotoria aceita isto como um fato.
A defesa sustenta que Scott Henderson esteve com uma mulher...
...no bar "Anselmo" a quatro quil�metros de sua casa....�s oito e cinco...
... da noite do crime. Muito engenhoso.
A defesa tamb�m pretende que acreditem que, se estava no bar "Anselmo" �s oito e cinco...
...n�o poderia estar em sua casa 2 minutos antes...
...quando sua esposa foi assassinada.
Repito: muito engenhoso...
...mas n�o o suficiente...
As testemunhas que estavam nesse lugar, na hora em que Henderson disse...
... que estava com uma mulher, lembram-se dele...
...mas ningu�m lembra dela.
Onde est� essa mulher?
Algu�m a viu?
Esteve ela alguma vez naquele banco das testemunhas?
N�o.
Claro que n�o!
Porque essa mulher n�o existe!
Nunca existiu.
Senhor Henderson...
...Voc� disse que esteve por v�rias horas com essa mulher.
Como se dirigia a ela?
Chamando-a de "voc�".
N�o pode dizer nada a respeito dela?
Era loura, morena, alta, baixa, o qu�?
N�o sei. N�o me lembro. Acredite, Merit�ssimo, estou dizendo a verdade!
Cego de raiva, pegou a gravata que tinha nas m�os...
Passou em volta do pesco�o dela e apertou com crueldade inimagin�vel...
at� que esteve t�o incrustada na carne de sua esposa...
...que se teve de cort�-la.
Que fique de p� o acusado e olhe para os jurados.
O presidente dos jurados pode ficar em p�, por favor?
O juri chegou a um veredito?
Sim, merit�ssimo.
Declaram o acusado culpado ou inocente do crime imputado?
N�o ouvi o veredito. Que disse? - O que esperava?
Culpado.
Ol�, Sr. Henderson. -Ol�, Kansas.
Te darei 5 minutos
Posso fazer algo por voc�?
Sim, agradecer aos jurados.
Eu esqueci!
N�o sei o que dizer!
Deixe, Kansas. Agora pelo menos as coisas est�o claras.
Estarei bem.
...esta noite, pela primeira vez n�o tive que contar carneirinhos.
Dormi como um culpado. - Suponho que vai apelar.
-Com qu�?
Com um jogo de plantas e o rel�gio de meu av�?
Se � quest�o de dinheiro...
N�o, Kansas. N�o, obrigado.
N�o � o dinheiro.
Fizemos tudo o que foi poss�vel...
contratamos detetives,pusemos an�ncios no r�dio, nos jornais...
tudo para encontr�-la! - Mas e seus amigos?
Sim. Lembra-se de meus amigos?
Bem, eles n�o s�o.
N�o sabe nada do senhor Marlow?
N�o. N�o disse a ele.
Pois � seu melhor amigo, parece...
...o mais indicado para lhe ajudar. - N�o quero que volte da Am�rica do Sul.
Essa � sua grande oportunidade.
E, al�m disso, o que ele poderia fazer?
N�o sei...
...mas voc� precisa de algu�m que lhe ajude!
...que n�o se d� por vencido facilmente!
N�o tenha ilus�es, Kansas.
N�o pode deixar que o veredicto fique assim, senhor Henderson. Lute!
J� lhe disse que � in�til. Voc� esteve no julgamento...
N�o culpo o juri.
Se eu tivesse tomado parte dele teria decidido o mesmo.
Algu�m tem que continuar procurando essa mulher.!
Aqui, na pris�o, sozinho tanto tempo...
...estive pensando.
Talvez nunca houvesse uma mulher. � minha palavra contra a deles.
Talvez eu a tenha imaginado.
Talvez ela n�o exista! -N�o diga bobagens!
Trabalhei com voc� muito tempo e lhe conhe�o muito bem.
Voc� seria incapaz de matar.
Obrigado, Kansas...
...mas voc� est� em minoria.
Est� na hora.
Pensa em voltar a Wichita?
Ainda n�o me decidi o que fazer.
Seu chefe vai ser um homem de sorte.
N�o jogue p�rolas aos porcos.
Se n�o a despedir�o!
Adeus, Kansas.
Quando quiser pegar um trem venha me fazer uma visita...
Amanh� terei outro endere�o: uma casa enorme em Hudson...
...nos dias claros v�-se Nova Jersey.
Adeus, Kansas.
At� logo, senhor Henderson.
Esse � o que eu gosto, "Pimlico", no terceiro p�reo.
No terceiro eu prefiro "Sargento Mike".
Um cliente, Mac. - Est� louco?
"Sargento Mike" n�o ganhou uma corrida neste ano!- Sim, mas est� pronto pra isso.
Pois n�o, senhorita. -Um u�sque com �gua.
Mac, aposta em "Chica Alta" no segundo p�reo de amanh�?
Mac, estamos falando com voc�.
Aposta nessa �gua ou n�o?
Sim, dez d�lares no ganhador.
Dez d�lares? -Ficou rico, dez d�lares!
N�o gostou da bebida, senhorita?
Tudo est� muito bem.
Mac! Ponha outra rodada!
Conte comigo! Mac, d�-me a capa e meu chap�u.
Chefe, ela est� ali sentada � noite toda.
Igual a ontem e anteontem, sem deixar de olhar para mim.
� l�gico que lhe olhe, vai querer outra bebida.
Vamos fechar, senhorita!
Vamos fechar, senhorita!
O que voc� quer? V�-se embora.
Qual o problema, senhorita? -Acha-se muito esperta, n�o �?
Estou de olho em voc�! - Ele est� te incomodando, senhorita?
N�o. N�o � nada. -Est� b�bado?
N�o se metam nisso, � entre n�s 2.
Tem alguma coisa a me dizer.
Est� perdendo tempo. -Sabe o que vai acontecer com ele, n�o �?
Voc� pode impedir.
N�o creio que queira isso na sua consci�ncia.
Se voc� quiser... - N�o se meta!
Est� certo, senhora!
E ent�o? -Eu n�o sei de nada.
N�o tem nada contra mim. Nada!
Se quiser averiguar alguma coisa pergunte a quem me deu a grana.
Quem o subornou?
Eu... -Um momento!
Soltem-me! Tirem as m�os de cima de mim!
Cuidado!
Como entrou aqui? - A empregada.
Lembra-se de mim? Sou um cansado inspetor chamado Burgess.
Se procura o senhor Henderson, est� onde voc� mesmo o enviou.
Deixe disso. Isso � uma bobagem e voc� sabe.
Minha miss�o terminou quando eu o entreguei ao promotor.
Para voc�, � muito f�cil ser presun�oso e usar um distintivo, n�o �?
Deve estar muito orgulhoso de si mesmo!
J� tem outro emprego?
Por que n�o volta a Kansas?
Vou ficar aqui, tenho coisas a fazer.
Como ir por a� assustando gar�ons??
Para isso me pagam, para inteirar-me destas coisas.
Por que o seguiu?
Necessitava fazer exerc�cio.
Tente o Central Park da pr�xima vez, o ar � mais puro
N�o tenho que lhe dar explica��es. - Talvez n�o.
Mas que emprego � esse de voc� sair por a�? - N�o tem nada a ver com meu emprego.
Ele n�o tem mais ningu�m para lutar por ele!
Ele n�o vai recorrer, n�o tem dinheiro, e nem amigos!
Eu tinha que fazer alguma coisa.
Poderia ter vindo at� mim.
Esque�a, Inspetor.
Eu sei que Scott � inocente.
Eu tamb�m.
Que quer dizer?
N�o fiz mal meu trabalho. As provas o levam � cadeira el�trica
Desde o julgamento, tenho pensado muito.
Scott s� se defendeu falando de uma mulher com um chap�u engra�ado.
Meu filho teria descrito muito melhor.
S� um imbecil ou um inocente teria se apegado a esse �libi.
Um culpado seria mais esperto!
Mas Scott n�o pretendia ser esperto, mas apenas dizer a verdade.
O caso est� oficialmente encerrado.
Mas gostaria de lhe ajudar extra-oficialmente.
Bom, que me responde?
Oi, garota!
Deixe-me dar uma olhada em voc�!
Ei, voc� � ainda mais bonita do que sentada no teatro!
Quando me olhou seus olhos quase me derrubaram!
Voc� � realmente bom na bateria! -Obrigado, linda!
Ali�s, me chamo Cliff, Cliff Milburn. - Eu sou Jeanie.
Vamos nos divertir essa noite, Jeannie!
Gosta de dan�ar? - -Muito, nasci dan�ando!
Oh, querida!
Entre! Entre, querida!
Bom, aqui estamos.
Vai ficar a� quieta? Que est� olhando? � um quarto simples!
Mas, Cliff...
...com toda a grana que ganha! -A grana eu gasto em outras coisas.
Isto � barato.
Voc� merece coisa melhor. - Realmente, Cliff?
De verdade?
Honestamente?
Claro que sim.
O que voc� quer, querida?
Vou lhe vestir como uma rainha!
Isso � uma porcaria.
N�o vai gostar tamb�m do meu chap�u. - N�o.
Fique comigo e ter� um caminh�o cheio de chap�us.
Cliff, voc� � um amor!
Mas n�o saber� quais os chap�us que eu gostaria de ter - Eu?
Sou uma autoridade no assunto
Pagam-me para saber sobre chap�us.
Verdade, Cliff?
Claro que sim!
Conte-me sobre isso! N�o sou sua amiga?
Sim.
Cliff, disse que lhe pagam!
Por qu�?
Eu conhe�o todos que sentam na primeira fila!
500 d�lares por ter visto uma mulher e dizer que n�o a vi.
Conte-me, Cliff.
Deixe para l�.
Ela lhe deu 500 d�lares, Cliff?
N�o.
Quem lhe deu?
Um homem.
Um momento, Cliff.
O que esse homem lhe disse? - Certo...
"Isso � pra voc�", ele disse. Todo seu.
500 d�lares para dizer que n�o havia nenhuma dama.
N�o importa quem perguntar, diga "N�o!" Continue dizendo "N�o!".
E logo foi embora.
Tem um cigarro? - N�o tenho.
POLIC�A DE NOVA YORK HOMIC�DIOS
CLIFF MILBURN, BATERISTA, TEATRO CASSINO. IDADE: 32 ENDERE�O: RUA 65, 198 W
Esse sou eu!
Tudo sobre mim!
Eles lhe enviaram.
Algu�m me persegue!
Fez-me acreditar que gostava de mim! - Eu gosto.
Eu gosto, Cliff! N�o lembra?
Fiz voc� rir! Beijei voc�!
Fez-me acreditar que gostava de mim!
Espere que lhe pegue!
Onde est�?
Tem telefone? -Sim
Ali!
Que aconteceu, senhorita? Algum problema?
Max, venha c�!
Al�? Al�?
Senhor Burgess.
N�o. Estou bem, mas venha depressa...
Eu estou no... Que bar � esse? - Joe's
Joe's Delicatessen em frente da casa dele.
Quanto tempo vai demorar?
Est� certo.
Posso te ajudar? - N�o fa�a perguntas.
Prepararei um caf� para voc�.
Quem �?
Sou eu, Cliff.
Que pocilga! Deve estar cheia de ratos.
Para que veio aqui? - Que bom poder sentar.
Passei horas em p� enquanto voc� tocava bateria.
Ou�a, senhor...
Gostaria de estar l� enquanto voc� tocava. Voc� tem muita t�cnica.
Um linda mulher o acompanhava.
� mesmo?
Sim.
Voc� a trouxe aqui.
Jeanie. Sim, sim. Tudo OK com ela.
Estava magn�fica.
Tinha nojo, mas veio com voc�.
N�o se importou de humilhar-se contanto que fizesse voc� falar.
Eu n�o contei nada a ela! - Por que mente, Cliff?
Devolvo-lhe seus 500 d�lares. -N�o se aproxime de mim!
Por favor.
Em que est� pensando?
No que um par de m�os pode ser interessante.
Pode tirar uma melodia do teclado de um piano.
Pode esculpir uma obra de arte em uma simples pedra.
Pode devolver a vida a uma crian�a doente.
Um par de m�os pode fazer muita coisa boa.
Entretanto as mesmas m�os podem fazer um mal terr�vel.
Podem destruir, chicotear, torturar......
At� matar.
Oxal� n�o tivesse que usar as minhas para fazer dano a um ser humano
Aqui, venha!
Muito obrigada. - De nada.
Obrigada por vir logo.
Ele a viu! Algu�m o subornou! - Tenho a ordem de pris�o.
- Vou com voc�. - Fique aqui.
Dessa vez, foi um acidente. - Temos como provar agora!
Ele me confessou. - N�o, Carol. N�o aceitar�o isso.
Est� morto.
Ol�, Kansas. - Ol�, senhor Henderson.
Como vai? - Bem.
Ganhei peso. Est�o me cevando para a matan�a.
Daqui a 18 dias.
Mas, e a apela��o?
Foi negada.
Pare de se preocupar comigo!
N�o estou sendo muito soci�vel esses dias.
Voc� � a �nica pessoa que vem me ver.
N�o se desculpe, senhor Henderson.
Eu compreendo.
Senhor Henderson! At� os guardas me chamam de "Scott. "
E outra coisa: Na �ltima semana falamos apenas sobre mim.
Dessa vez, n�o! Vamos falar de qualquer outra coisa!
Voc� escolhe o assunto!
N�o temos por que falar se n�o tem vontade.
Foi bem feito por vir aqui!
Desculpe-me.
N�o ligue para mim, estou descontando em voc�.
A verdade � que estou feliz em te ver!
Desperdi�a seu tempo vindo at� aqui!
Deveria sair, se divertir com amigos.
N�o me diga que n�o est� apaixonada, Kansas.
V�, diga que acertei!
Quem � ele?
Meu chefe?
Chefe? Que r�pido!
N�o sabia que j� tinha outro emprego.
Foi assim que se apaixonaram.
Bem, alegro-me muito.
Sim, que �timo.
Tenho que ir.
Voltar�, Kansas?
Sim, Scott.
O diretor autorizou outra visita.
Jack!
Jack Marlow!
Scotty!
Prazer em lhe ver. Quando chegou?
Cheguei esta manh�, de avi�o.
Ol�, senhorita Richman. Prazer em v�-la. - Ol�, Sr. Marlow.
Scotty!
N�o sabe que choque tomei em saber disso l�...
...a dez mil quil�metros.
Scott n�o queria que soubesse...
Disse que o trabalho no Brasil era muito importante para voc�.
Isso � parte dele?
� para um parque no Rio.
Tem muita for�a!
Em que trabalha agora?
Estou h� meses sem trabalhar.
Todos os servi�os de escrit�rio foram feitos antes de...
... antes de eu ir para a Am�rica do Sul.
N�o sabe o que sua volta significa para Scott.
Ele disse que tr�s ou quatro pessoas podem dizer onde ele esteve naquela noite.
Falou com elas?
S� falta Monteiro.
Ela � nossa �ltima esperan�a. Seu espet�culo termina hoje e parte amanh�.
Se n�o conseguir localiz�-la, n�o sei o que vou fazer.
Voc� deveria voltar pra Kansas e descansar disso tudo!
Eu n�o posso! Eu n�o penso em mais nada!
Acabar� esgotada, Carol.
� um trabalho para homens. -N�o posso simplesmente cruzar os bra�os.
Essa mulher tem que estar em algum lugar.
Uma palavra dela e Scott seria um homem livre.
Carol, voc� me preocupa. - N�o se preocupe comigo.
N�o compreende? Temos que encontrar essa mulher.
O assassino a mataria se a encontrasse antes.
Sim, creio que sim.
E suponho que me mataria tamb�m.
N�o diga isso.
Acha que eu deveria ter cuidado?
Acha que eu ia querer continuar vivendo se Scott...
Sim.
Eu lhe observei sentada em sua mesa...
...via como voc� o olhava.
Voc� viu o que fizeram a ele.
O golpearam, o machucaram muito...
Ele tinha tantos planos de construir cidades-modelo
Com luz do sol em todos os c�modos.
Parques para crian�as em todos os lugares, para todos.
Ele odiava que todos soubessem o quanto era sens�vel.
Ele n�o me enganava.
Agora fizeram ele ficar amargo e triste.
E ele n�o � assim! Voc� sabe disso!
Perd�o, me apaixonei.
Por favor, n�o conte a ele.
A situa��o dele � desesperadora. Somente 18 dias!
Simplesmente, n�o sei o que fazer.
Algu�m, n�o sei quem, sempre chega antes.
T�o astuto!
Sim, por tr�s dessa aud�cia existe um g�nio. - N�o!
Apenas loucura!
A loucura �...
... uma palavra aterradora.
Como mais chamar isso, de continuar matando?
Talvez deteste matar.
Talvez sinta horror.
N�o importa o que sinta!
S� quero encontrar essa mulher.
Estou de volta a esse show, porque acredito nele!
Devo o sucesso deste espet�culo a todos voc�s.
Depois desta noite nos separaremos...
...e levaremos a recorda��o de uma magn�fica coopera��o...
...entre brilho e maquiagem!
Benditos sejam, e obrigado a todos por fazer deste show um sucesso.
E agora, vamos nos divertir.
Como foi? - N�o consigo nem uma palavra dela.
Reconheceu voc�? - Acreditou que eu trabalhava no teatro.!
Se confessasse que a mulher usava um chap�u igual ao seu, mas � muito vaidosa.
- N�o pude falar no assunto!
Talvez tenha usado a t�cnica errada, Inspetor.
Acho que n�o sou muito rom�ntico!
Senhorita Monteiro, telefonaram do aeroporto, dizem que n�o h� passagens...
.. para o v�o das dez e meia, ter� que pegar o das sete.
Isso � imposs�vel!
Como vou dormir? - � a �nica passagem que resta.
Muito bem. Vou me sacrificar.
Voc� vai esta noite no trem.
Se tiv�ssemos o nome de seu chapeleiro.
Se! - Estou farto de "se"!
Se soubessemos onde foi, se soubessemos quem fez, se soubessemos a cor...
Nunca tinha visto voc� assim.
J� viu um hamster em uma gaiola dando voltas em uma roda? Sou eu.
Acho que vou tomar uma bebida. - Boa ideia!
Trago-lhe uma bebida, Carol? - N�o, obrigada.
E Barrymore me disse: "Claude...
...voc� � o maior Pol�nio de nossos tempos"
� verdade?
� voc�, senhor Marlow.
Que susto! A luz n�o funciona.
V�-se que nunca esteve em um camarim.
Eu poderia ter dito que levaram tudo.
Pensei que ainda encontraria algo.
Vamos para casa.
N�o sabia que era t�o deprimente um teatro vazio.
Voc� vem, Marlow? - Permite-me um momento, Inspetor?
N�o tive a oportunidade de falar com voc�.
Pobre Carol.
N�o sabe o que significa desistir, n�o �?
No princ�pio pensei que a coisa era muito simples
Apenas investigar todo o mundo: amigos, parentes. O fiz.
At� mesmo voc�, Marlow. - Estava no oceano naquele momento.
Sim, no "Vulcania". Saiu na quinta-feira, 2 de agosto, 8 da noite.
Cabine C, conv�s do meio. Chegou ao Rio em 15 de agosto.
Que mem�ria incr�vel! - Serve-me muito.
O fato � que nenhum de voc�s poderia ter cometido esses assassinatos.
Por que n�o? - S�o muito normais.
O assassino deve ser muito normal...
...e al�m disso, esperto. - Todos eles s�o.
Diabolicamente espertos.
Paran�icos.
Isso n�o � mais que sua opini�o.
Um psiquiatra n�o estaria de acordo.
Conheci muitos paran�icos.
Todos t�m uma vaidade enorme.
Uma ast�cia anormal. Um grande desprezo pela vida.
Os descreve como imbat�veis. - Isso n�o me preocupa.
Mas apenas que resta pouco tempo.
N�o posso pedir ajuda a ningu�m... oficialmente.
Tenho as m�os atadas!
Mas pegarei esse assassino cedo ou tarde.!
Sempre � mais f�cil quando est�o loucos.
Tem certeza que n�o � despeito, Inspetor?
Talvez seja mais astuto que n�s, mas cham�-lo...
Apostaria minha vida.
Poderia perder. - N�o, n�o perderia.
Antes se falava na tipologia do criminoso.
Tipologia do criminoso, uma ova! N�o importa o aspecto de um homem...
� a sua mente que faz dele um assassino.
Qual �, quer dizer que todos os assassinos eram...
... insanos? - Pode apostar que sim!
Voc� acredita que os Borgia eram normais?
O doutor Crippen?
Havia um santo e um dem�nio em cada um.
Andrew, o Barba Azul. Jack, o Estripador.
Nossos gangsteres como: Legs Diamond, Babyface Nelson, Dillinger...
Todos eles eram paran�icos.
Algum dia seremos capazes de educar a mente como educamos nossos corpos.
desde o nascimento.
Ent�o n�o precisar�o mais de homens como eu, o que tamb�m ser� bom.
Afinal, que tipo de trabalho � esse?
Ca�ar um louco!
Estou muito tenso.
Deve ser o cansa�o
Vamos parar ent�o por agora, OK?
Voc� vem, Marlow?
Carol est� esperando.
Sim.
Est� melhor?
Ultimamente tenho tido essas tonturas.
V� voc�, eu esperarei um pouco.
N�o diga nada a Carol, n�o quero que se preocupe.
Chefe, estava lhe procurando por toda parte! Temos que ir � Filad�lfia.
O caso Vanselli! O delegado quer que partamos agora mesmo.
Que h�, chefe??
O caso Vanzelli. Que h� com ele? - Temos que pegar o avi�o!
N�o posso. N�o posso ir. - Ordens s�o ordens!
Suponho que sim.
Carol...
Tentarei estar de volta amanh� de tarde.
Prometa-me que n�o far� nada at� ent�o.
H� muito o que fazer. - Depressa, chefe.
Lembre-se, n�o fa�a nada at� que eu volte.
E cuide-se bem.
Oh, Senhor Marlow...
Deveria ir a um m�dico para ver essas tonturas.
At� logo Carol. - At� logo.
A Srta. Monteiro, por favor. - Srta. Monteiro?
Oh, ela j� foi.
J� foi??
� ainda 7 e meia! - Pegou o v�o das sete.
Algo errado?
N�o.
N�o, obrigada.
Trabalho em Chicago e esta dama em Pittsburgh!
Sempre digo que vou deix�-la! Um dia ainda vou!
Um t�xi, por favor. -Sim, senhorita.
Kettisha!
Sim...
Sei que vai se encantar. Este modelo fica-lhe muito bem.!
Muito obrigada, Madame Kettisha.
At� mais, senhora Witherspoon - Au revoir!
Sinto muito lhe fazer esperar. - Eu o encontrei.
Este � o que Monteiro usava em Chica-Chica, n�o �?
Sim.
Qual de suas artes�s o fez? - Essas meninas trabalham para mim h� anos.
Meus p�s!
� um absurdo pensar que alguma o copiou.
Por favor, permita que eu fale com ela.
Payton!
Entre!
Sim, Madame Kettisha?
Lembra-se de Monteiro? -Sim.
Voc� copiou seu chap�u para algu�m? - Eu nunca faria coisa semelhante.
Acredito em voc�.
Est� vendo?
Por favor, desculpe que lhe pergunte...
...mas se puder me dizer alguma coisa sobre o chap�u.
Um homem vai morrer...
...se n�o me disser... - Sinto muito.
...n�o posso lhe dizer nada.
Obrigada, Peyton, isso � tudo.
Pobrezinha.
...est� contrariada!
Vamos para casa, Carol?
Sim, Peyton? - Eu... Eu...
- Diga !
Voc� disse, "a vida de um homem?" O que tem a ver com o chap�u?
Aonde vai parar com isso, Peyton?
Bem?
Copiei o chap�u.
Muito obrigada por me dizer.
Muito bem!
� uma traidora. - Ela deu-me 50 d�lares para copi�-lo.
Quem era ela? - Uma de nossas clientes, a senhorita Terry.
Viu um esbo�o, gostou...
Eu n�o... - Falaremos depois, minha jovem!
Sente-se aqui e me d� o nome e o endere�o.
Vamos. Fa�a o que lhe digo.
Essa deve ser a casa.
Esperem um momento, por favor. - Sim, claro.
Tenho medo.
Como que ela ser�?
Jack, n�o posso acreditar depois de todo esse tempo!
Como vai? - Sou Carol Richman... o senhor Marlow.
Perdoe-me, mas se enganou.
Eu sou a doutora Chase, assisto a senhorita Terry.
Ela est� doente? -Sim, eu cuido do caso.
� algo grave?
N�o tem nada fisicamente.
Sofreu uma depress�o em abril, quando seu noivo morreu...
...e necessita repouso absoluto.
N�o posso ir sem falar com ela.
Venho a procurando h� v�rios meses.
Voc� est� tensa, n�o?
Talvez se me dissesse...
Uma pessoa vai morrer por um crime que n�o cometeu.
Tem um �libi perfeito: passou a noite com a Srta. Terry.
Ela � a �nica pessoa que pode lhe salvar.
Por favor, deixe-nos v�-la!
Est� bem.
Ser� melhor que a senhorita Richman entre s�.
...a presen�a dos dois seria muito para ela.
Sim, certamente.
Mantenha os dedos cruzados.
Lembre-se:...
...n�o deve excitar-se demais. - Eu prometo.
Pode se aproximar.
Ann?
Ann, querida, tem uma visita.
Ol�, senhorita Terry.
Ann, a senhorita Richman quer falar com voc�.
Tenho estado doente.
...mas agora j� estou muito melhor. - Claro que sim.
Agora lhe deixo com a senhorita Richman. - N�o!
N�o, Helen, por favor! N�o v�!
Olhe para a senhorita Richman.
...n�o deve ter medo.
Tem um quarto lindo!
Era de minha av�.
Viveu nesta casa toda sua vida...
...e foi muito feliz aqui.
Se casou com o homem que amava.
...eu nunca me casarei.
Voc� � casada? -N�o.
Voc� est� apaixonada.
Sim.
Ele esteve doente dois dias.
Nunca havia estado doente.
Sempre estava cheio de vida.
N�s �amos nos casar na semana seguinte.
J� havia comprado meu enxoval e...
... um vestido especial, e um chap�u para a festa de casamento.
Devia ser lindo!
Ainda tem eles?
N�o quero falar mais nada.
Posso v�-los, senhorita Terry?
N�o quero falar mais nada.
Tranquilize-se, Ann.
...a mim voc� pode mostrar.
Ele ficaria encantado.
...mas n�o chegou a v�-lo.
� lindo.
Quem me dera ter um igual.
Meu cabelo! Com esse cabelo n�o pode ser.
Voc� me empresta? Eu devolverei.
Quer us�-lo para ele?
O homem que ama � bonito?
Sim.
Leve-o!
Leve-o!
N�o o quero.
Est� morto!
Est� morto!
N�o o quero, est� morto!
Dormi um pouquinho?
Sim, estamos na metade do caminho.
Estou ansiosa para contar a Burgess.
...� noite parecia que n�o havia esperan�a.
Que h� com voc�?
N�o, nada.
Quer que eu dirija? N�o, j� est� passando...
Apenas uma...
... dor de cabe�a.
N�o me surpreende, n�o comeu nada o dia todo.
� minha culpa, dever�amos ter parado.
Comportou-se muito bem comigo, Jack.
N�o sei o que teria feito sem voc�.
Vamos parar aqui e chamar Burgess.
Ol�, senhor.
Demoro s� um minuto. - Fique aqui. Eu fa�o isso.
Ele voltou? - N�o, ainda n�o.
Ent�o o melhor � voltar � delegacia e o esperar l�.
Eu deixei o recado que fosse � minha casa...
Podemos tomar uma bebida e comemorar.
Est� certo.
Que vontade estou de lhe ver e dar a not�cia.
Quando eu vim a Nova York pela primeira vez, vivi uma semana inteira com nada al�m de sanduiches.
E ent�o, quando consegui meu primeiro emprego, fui jantar como uma rainha.
Sentia-me feliz.
Como me sinto esta noite.
Burgess j� deveria estar aqui. - Sim...
Estou impaciente para lhe contar. Ele ficar� t�o entusiasmado!
Oh Jack, isso n�o � maravilhoso?
Este chap�u idiota...
Vai salvar Scott, e Burgess vai poder reabrir o caso.
Fica-lhe muito bem!
� a primeira vez que a vejo rir.
Logo Burgess descobrir� o assassino.
Eu quero ouvir o tribunal o condenar como condenou Scott..
Voc� o odeia, n�o � verdade?
Eu o odeio!
J� come�a outra vez?
Por que n�o se deita um pouco, Jack? - Isso passar� logo!
N�o, n�o. Insisto, fa�a o que digo.
Vamos, descanse um pouco at� Burgess chegar.
Estou exausta, vou descansar um pouco.
Muito bem. -E voc� procure dormir.
Delegacia de pol�cia, r�pido!
Delegacia de pol�cia. - Gabinete do senhor Burgess, depressa!
Est� ocupado, que esperar?
Sim, espero, mas depressa!
Carol...
Por favor, venha c�.
Est� melhor, n�o �?
Pensei que estivesse dormindo. -Essa luz.
Apague-a, por favor, incomoda meus olhos.
Afoga-me.
Sente-se aqui, junto de mim.
A cabe�a est� latejando e ardendo.
D�-me sua m�o.
Como est� fria, t�o agrad�vel!
Est� t�o tranquilo aqui.
...estamos longe de tudo.
Nunca gostei de cidades. O barulho, confus�o, a poeira.
E as pessoas que vivem nelas...
...me odeiam porque sou diferente.
Esse n�o � meu ambiente.
...nem o de voc�.
N�o � justo que uma pessoa como voc� esteja sofrendo.
...deveria ser feliz.
Voc� n�o deveria ter vindo a Nova York.
N�o teria conhecido Scott.
O mundo est� cheio de homens como ele.
...pessoas boas e est�pidas se encontram �s dezenas.
Ela estava sentada diante da sua c�moda, como voc� est� agora.
Ela s� n�o estava assustada como voc� est�.
Marcella nunca ficava assustada.
Ela disse "Melhor voc� se apressar".
...o navio sai dentro de uma hora".
Ent�o ela me disse que nunca teve a inten��o de ir comigo.
...que s� foi uma divers�o.
At� ent�o eu n�o me havia permitido apaixonar.
Eu n�o queria que nada se interpusesse em meu trabalho.
Sempre fui um ing�nuo com as mulheres.
Ela estava rindo de mim.
...n�o parava de rir.
Tinha que lhe fazer calar! - N�o!
Ent�o vi que me prenderiam.
N�o podia permitir isso.
Se uma pessoa nasce com o meu talento n�o pode permitir que lhe ponham obst�culos.
Ent�o, eu segui Scott, e o vi com aquela mulher.
Ela me escapou, e tive que subornar os outros.
Pensam que eu sa� no navio naquela noite, mas n�o sa�.
...subi a bordo, sim, mas sa� imediatamente.
Vulcania, 2 de agosto...
8 e meia da noite. Que idiotice!
Fui de avi�o at� Havana e peguei o navio de l�.
Ele nunca pensou nisso! Isso foi muita esperteza pra ele!
Scott.
Como voc� p�de?
Gosto dele, somos amigos.
Mas o que � a vida dele comparada � minha?
Um engenheiro med�ocre que trabalha em esgotos, com canos e torneiras.
Que � qualquer vida comparada com a minha?
Eu lhe disse para n�o intervir, mas voc� n�o me escutou.
Vai ser muito f�cil.
Ningu�m me interrogar�.
...dir�o que foi outro suic�dio.
N�o lhe servir� de nada, n�o v�?
Depois de mim haver� outros! Ter� que continuar matando at� que lhe prendam.
Comigo n�o terminar� tudo! Haver� outros depois de mim!
Ter� que continuar matando porque est� louco, louco, louco!
Sim, est� insano!
Al�?
Al�?
Burgess!
Burgess!
Burgess!
Burgess! � Jack! Ele a matou!
Bom dia, Mary. -Bom dia, senhorita Richman.
Bom dia. - Bom dia, Carol.
Ol�, Kansas.
Bom, gosta do novo escrit�rio?
Nada mau!
J� s�o nove e meia. Tenho que ir correndo...
...falar com Kepler sobre nova f�brica. - A que horas vai voltar?
Pode ser que demore o dia todo. Se eu n�o voltar �s seis, n�o me espere.
Deixei instru��es no gravador.
Cuidar� delas, n�o �?
Tchau, Kansas.
At� mais, Burgess. - At� mais, Henderson.
Ele voltou a ser como era, n�o �? - Sim.
Ele lhe deve muito, Carol.
Eu fiz por que quis fazer.
Terei que comparecer na investiga��o amanh�?
N�o. � uma formalidade...
As evid�ncias comprovam que Marlow caiu ao tentar fugir pela marquise.
Bom, eu j� vou, tenho que estar no juizado �s dez.
Tchau, Carol. - Tchau, Burgess.
Ol�, Kansas. Renove minha inscri��o na Associa��o de Arquitetos e Engenheiros e...
telefone a Mason e Follet, os contratantes, para uma reuni�o amanh� de manh�.
N�o, n�o desligue.
Saiba que esta noite janta comigo.
E na noite de amanh�... e na pr�xima...
... e ent�o... todas as noites...
Todas as noites!
Todas as noites. Todas as noites.
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