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Os Pioneiros
Est� aberta.
-Como vai Albert? -Ol�, pai.
Chegou cedo.
O Sr Coldwen me deu o resto do dia livre.
Achou que eu queria ir pra casa comemorar.
Comemorar?
Filho, est� diante do novo agente de compras da rota Bennet & Cia.
Oh, pai! Meus Parab�ns!
E isso n�o � tudo. V�o me mandar a Minesota a neg�cios por um m�s.
-Por um m�s? -Sim.
E e isso me preocupa ficar longe por tanto tempo, mas,
Lutei tanto por isso, que agora tenho que fazer minha parte.
Voc� quer vir comigo?
-Se eu quero? T� falando s�rio? -Eu adoraria que viesse.
Mas n�o sei se a m�e vai concordar.
J� falei com sua m�e. Ela mesmo sugeriu que viesse comigo.
-De verdade? -Claro.
Podemos passar pela universidade. Ver o que h� na cidade
e passar uns dias em Walnut Grove. O que acha?
-Quando podemos ir? -No fim de semana est� bom?
Oh, papai! Obrigado.
-Muito Bem, Isa�as, � agora ou nunca. -Eu sei, eu sei.
Muito bem ent�o.
-Vamos fazer agora. -Certo.
Um Strike! Vamos!
-L� vou eu, heim! -Vamos conseguir!
Vamos! Corram.
STRIKE!
STRIKE? O Willie j� estava fora do jogo. Quer um de mim em voc�?
Calma, Isa�as. Foi uma decis�o dif�cil,
mas o bom senhor me ajudou a tomar a decis�o certa.
Ah, t�! O senhor deve ter visto que se bateram nas duas carreiras e n�o em n�s!
Isa�as! Lembra que hoje � domingo. N�o se contesta uma decis�o divina.
Venham, a comida est� pronta!
-Obrigado! -Isa�as, vou guardar a bola.
Se hoje fosse s�bado, diria que o Willie estava fora!
Ganharam, hein. Pura sorte do seu time.
Disso eu n�o sei, mas o Willie acertou a bola em cheio para ser sorte.
Ele me acertou essa. Mas n�o espere sorte na pr�xima.
Isa�as. Est� dizendo que seu time quer uma revanche?
Claro.
E por que n�o Garanto que vai ser diferente dessa vez.
Minha nossa! Parece que estamos chegando perto de uma poss�vel aposta.
Se fala de dinheiro, eu lhe garanto um jogo ganho.
Jogo ganho!
Sou o Sr. Montague.
E n�o acredito que sua jogada possa ser um bom investimento.
Falaremos disto depois.
Senhor agradecemos pela comida em nossa mesa
e pelo dia maravilhoso que estamos tendo entre bons amigos.
E suplicamos humildemente para que ajude a n�s
e a nossos vizinhos a suportarem os tempos dif�ceis.
Lhe pedimos em nome de Jesus. Am�m. - �men.
Estive falando com Bryant depois do culto de hoje.
Sabiam que est� vendendo toda sua propriedade?
Oh, n�o!
Eu sabia que a situa��o por l� estava dif�cil, mas ainda tem a colheita.
Isa�as j� se ofereceu para moer os gr�os.
Bem, n�o � muito, mas o suficiente para continuarem.
Ele tamb�m pensava assim, mas. Bem...
Fizeram um acordo com Zack Taylor para venderem seus gr�os juntos.
Mas o Zack vendeu a sua colheita sem ele.
Ent�o Bryant se viu for�ado a vender por qualquer pre�o.
Exatamente.
Taylor tem pelo menos 3 vezes mais terras que Bryant,
por que n�o esperou por ele?
E o que ele queria saber.
E quando tentou descobrir, Zack reclamou que era direito seu.
Ouvi o Sr. Oleson dizer que o Bob vai mudar daqui.
E da�?
E dai? Eu me sinto mal com isso. E mais um amigo que vai embora.
E j� me pergunto se n�s tamb�m vamos nos mudar.
-Aqui est� o expediente que me pediu Sr. -Obrigado, Sra. Mackenzie.
Com licen�a.
-Ent�o pretende ser m�dico? -Sim Sr.
-Isso requer muito esfor�o e dedica��o. -Eu sei disso Sr., mas � a minha meta.
Eu espero voltar para minha cidade um dia, como um doutor.
Mas ter� que levar este expediente com muita seriedade.
Sr. Ingalls, o Sr. tem aqui um rapaz brilhante.
-Deve estar orgulhoso. -Sim, sr. Muito orgulhoso.
Albert, seu nariz est� sangrando outra vez.
Ah, n�o! Me desculpe Sr. Eu vou cuidar disso.
-Quer que eu v� junto? -N�o. Ficarei bem.
O banheiro fica no final do corredor a direita.
Obrigado.
J� � a segunda vez... deve ser o ar seco.
Eu entendo, n�o se preocupe.
Muito bem. Sr. Ingalls...
a� est� o prospecto total do curso, os valores dos livros e custos de laborat�rio.
Alguma coisa errada?
Bom, para ser sincero senhor...
Os custos s�o mais altos do que pensei.
Sr. Ingalls, estudar medicina n�o � uma tentativa barata.
Lembre-se de que o investimento de agora
ser� recuperado quando Albert for um m�dico.
-Importa-se? -N�o. Tudo bem.
Talvez lhe pare�a estranho, mas o Albert quer ser m�dico para ajudar as pessoas.
E quando ele for clinicar em Walnut Grove,
� prov�vel que seja pago com galinhas ou duzias de ma��s.
Bom, a Universidade tem algumas vagas dispon�veis para bolsistas.
E com os requisitos que tem o Albert
pode ser que consiga uma bolsa parcial de estudos.
Seria maravilhoso, se o Sr. acredita que ele consegue.
Bem, quando o comit� universit�rio se reunir na pr�xima semana, eu o recomendarei.
Albert � um �timo estudante e creio que ser� um �timo m�dico.
Eu e a m�e dele tamb�m pensamos assim.
Mas deve ler e assinar estes documentos, eu lhe ajudarei a preencher.
Por algum motivo, a diretoria de admiss�es,
criam formul�rios que s� os acad�micos entendem.
Agrade�o por sua ajuda. -E eu aprecio um rapaz como o Albert.
Que querem ajudar pessoas como as que cresceram com ele.
Bom, por onde come�amos?
-Como est� o nariz? -Tudo bem. Como foi com o Sr. Houser?
A 1� coisa que vi � que o curso de medicina custar� o dobro do que pensei.
Posso dar aulas para ajudar, arranjar um emprego...
Calma, Albert.
O Sr. Holmes me disse que voc� tem boa chance de conseguir uma bolsa parcial.
Fala s�rio, pai?
Claro. Mas agora estou faminto, vamos, eu te conto.
Uma bolsa? Pode acreditar? Acha que tenho chance?
Hey, voc� � um Ingalls. Claro que tem.
-Ol�, Jason. -Oi.
Perdi meu emprego hoje.
0 Sr. Gunnar ter� que voltar em 2 dias por isso teve que me despedir.
Desse jeito nossa casa s� ficar� pronta quando tivermos 80 anos.
Vou continuar dando aulas, sei que � pouco, mas e um emprego fixo.
N�o.
Etta, quando te pedi em casamento,
prometi te dar uma casa e � isso que vou fazer.
Vamos ter que adiar o casamento. Sinto muito.
Vance, n�o preciso que me de uma casa agora.
Seriamos felizes vivendo em uma cabana.
O que importa � que estaremos juntos.
Etta me escute. Vou falar com o Sr. Anderson, do banco.
Talvez eu consiga um empr�stimo.
-Jason, o que est� fazendo ai? -Vai andando Jeb.
Jason, o que est� vendo ai?
Vendo o Sr. Reed e a Srta Plum beijando-se
assim farei igual quando me encontrar com a Amy Bryan.
Jason! Eu n�o te beijaria nem que voc� fosse o �nico menino na terra.
-Viu o que voc� fez? -Eu n�o fiz nada.
Voc� n�o ouviu? Colocou tudo a perder.
Ela disse que n�o me beijaria nem se eu fosse o �nico na Terra.
Acreditou nisso?
-Acha que � mentira? -Claro que e.
-Pode ser... -Claro.
Voc� s� ter� que esperar que morram todos os meninos.
Muito obrigado, Jeb.
Hey! Vem chegando � diligencia.
-Isa�as! Como vai indo? -Charles!
Oh! Me desculpe. Devo dizer bem vindo a Walnut Grove, Sr. Ingalls.
Do que est� falando?
Eu soube do seu novo emprego e queria que se sentisse em casa.
J� me sinto em casa. Obrigado.
Ah! L� est� a minha Neta. Almanzo!
-Como vai vov�? -Ol�.
-Papai! -Sim.
Venha. A viagem foi cansativa e ele est� se sentindo meio enjoado.
-Est� melhor? -Sim, s� preciso de ar fresco.
Pai!
-Bem vindo de volta! -Ol�, querida!
Eu acabei de falar com a m�e, tia Blue teve g�meos, um menino e uma menina.
-Seu tio deve ter ficado chocado! -Oi, Laura.
Ol�, meu irm�oz�o.
-Como est� se sentindo? -S� um pouco cansado.
Faremos uma coisa, vamos para casa e voc�s descansam enquanto fa�o o jantar.
Pois me parece uma �tima ideia.
Primeiro foi o trigo e a cevada. Charles, o pre�o da colheita praticamente n�o vale mais nada.
Todos os fazendeiros est�o nervosos.
Dif�cil de acreditar que as coisas possam ir mal t�o r�pido.
Se n�o fosse o contrato feito com o exercito por madeira, o moinho j� estaria fechado.
Sr. Ingalls. Esse � s� um vislumbre do dilema que este povoado est� passando.
Est� bem claro, que os principais embarcadores preferem comprar seus produtos vindos das �reas pr�ximas da ferrovia.
Como eu j� disse a todos, n�o creio que Walnut Grove possa competir e sobreviver a isso.
Pai, com o seu novo trabalho, talvez pudesse fazer alguma coisa.
N�o sei. S� saberei quando falar com esse negociador na cidade.
Do jeito que est�, o que se puder fazer ser� apreciado.
Tentarei fazer o que puder.
Albert. Laura me disse que voc� resolveu estudar medicina.
-Sim. � verdade. -Bom...
Essa decis�o deve ser recomendada e eu lhe desejo que pelo melhor.
Obrigado. Vou precisar mesmo para conseguir minha bolsa de estudos.
Vamos saber em duas semanas, mandar�o nos avisar.
Parece que os ensinamentos de Laura serviram para alguma coisa, hein?
Pois trate de se formar em m�dico e voltar para Walnut Grove, para que eu possa levar o Dr. Baker para ir pescar comigo.
Acredite-me, Sr. Edwards, quando isso acontecer ser� o meu sonho sendo realizado.
Proponho fazermos um brinde ao futuro Dr. Ingalls.
Que se forme facilmente em um bom m�dico.
-Sa�de! -Sa�de!
-Jeb, posso lhe perguntar uma coisa? -Claro.
J� beijou alguma garota?
Claro, muitas vezes.
Olha, n�o estou falando de beijos de "ol� e tchau".
Voc� sabe do que eu estou falando. Beijo de gostar.
Beijo desse tipo eu s� beijei uma ou duas vezes.
Ent�o voc� gostou?
Eu acho que uma vez sim, mas da outra vez n�o.
-Como assim? -Jeb! Jason.
-O caf� est� na mesa, vamos logo. -J� estamos indo.
Espera ai. A outra menina n�o gostou do seu beijo?
Eu n�o sei. Vamos Jason, o caf� est� esfriando.
Estamos falando de algo mais importante que o caf�. Falamos de Beijar.
Jason, esquece isso. Amy Bryant j� disse que nunca vai te beijar.
E dai? Eu vou beijar outra, n�o me importa quem seja.
Que droga! Serei um velho acabado quando der um beijo!
Sr. Montague.
-Lamento atrapalhar mas devo dizer... -Se lamenta ent�o n�o fa�a.
S� queria lhe dizer que o caf� da manh� est� na mesa.
Hoje � dia 12, ser� que devo lembr�-la do significado dessa data?
Ah! Me desculpe, eu me esqueci.
Agora j� foi.
Bom, o Sr. Montague, dispensou-nos de sua companhia no caf� hoje.
Mas que barulho � esse?
� que o Sr. Montague tem alguns costumes diferentes.
Diferentes? Eu diria que s�o completamente estranhos.
Sr. Edwards, seja am�vel.
Eu sou, mas fica dif�cil levantar e ver um homem
de cabe�a para baixo te olhando, feito um coiote.
No minimo eu diria que � esquisito.
Tentei acordar o Albert, mas ele n�o acordou.
Ele n�o dormiu nada no trem e a viagem de dilig�ncia foi muito cansativa.
Bom, deixarei ele dormir o tempo que quiser.
Charles se quer falar com o Nels antes de ir, vamos andando.
Certo.
Vai pegar os seus livros. Tenha um bom dia.
Voc� tamb�m.
-Charles, voltar� no domingo? -Sim, por qu�?
Vamos ter jogo depois do culto. Achei que pudesse jogar no meu time.
O Albert pode jogar no lugar do John Carter.
-Vai ser divertido, estarei l�, Meu beijo. - Vou at� a porta.
-Nos veremos em 2 dias. -Fa�a uma boa viagem.
J� est� ficando insuport�vel.
14, n�o 15 latas de p�ssegos.
Bom � isso. Vamos ver como foi no m�s passado.
Ol�, Nels!
Charles!
Como vai indo? Que alegria te ver. -Eu � quem digo, voc� me parece muito bem. -Gostei disso.
Laura me disse que voc� e o Albert Viriam. Charles, essa � a Rachel. Rachel esse � Charles Ingalls.
� um prazer conhec�-lo, sr. Ingalls. Willie me falou tanto do Sr. e do Albert que sinto que j� os conhe�o.
Obrigado. E devo dizer que o Willie se casou com uma ador�vel mocinha.
Obrigada. Com sua licen�a, vou ajudar o Willie a abrir o restaurante.
Foi um prazer.
Nem acredito que o W�llie j� est� casado. -Pois �.
Onde est� a Sua Sra? -Ela foi para Saint Louis h� alguns dias.
Temos l� um terreno e precisamos vend�-lo logo. J� estamos ficando de bolsos vazios.
-Voc�s e todos no povoado. -Charles!
Vem chegando a Dilig�ncia.
Estou indo a Red Wood Falls
falar com Otis Wagner e ele � da empresa de barcos. Voc� conhece ele?
Sim, � um negociante astuto, mas � honesto.
Fico feliz em saber. Talvez fa�amos algum bom neg�cio.
-Assim espero. - At� domingo. -At� breve.
Pode entrar.
Albert! Fico feliz que tenha acordado.
Nem percebi que dormi tanto.
-Que hora � agora? -Quase meio dia.
Voc� est� p�lido, est� se sentindo bem? -Eu me sinto ainda muito cansado.
Deve ser por causa da emo��o da viagem e da expectativa na Universidade.
Quer tomar caf� da manh�, ou prefere almo�ar? -N�o quero nada, estou sem apetite, Laura.
Cansado, sem fome...
-O que a vida da cidade lhe fez? -N�o sei mesmo.
Vou te dizer uma coisa.
Vamos fazer um piquenique no campo com uma boa comida caseira
e o ar fresco vai mudar tudo. E disso que precisa.
Vou gostar disso. -Des�a quando estiver pronto. -T� bom.
Obrigado jason. Assim n�o perderei tempo indo ao moinho.
Sr. Edwards. O Sr. deve saber muita coisa sobre beijar meninas, n�o e?
Beijar? N�o se acha muito novo para pensar nisso?
N�o pergunto por mim, mas para o meu amigo que � muito t�mido.
Depende muito do jeito, mas � s� abrir um pouco a boca... geralmente encostar os l�bios e beijar.
Com os olhos abertos ou fechados?
As garotas gostam de fechar os olhos, mas eu mantenho o meu aberto.
Por qu�?
Bem porque pode-se errar a boca e beijar o nariz e fica pior se a menina estiver resfriada.
�. Faz sentido.
Adorava vir aqui quando crian�a.
Sempre t�o tranquilo. -Sim e nada mudou. Os peixes ainda brotam do ch�o.
Isso me lembra de que dissemos ao Willie que t�nhamos um jeito secreto de pescar.
Dissemos mesmo. Me lembro que ele passou o ver�o inteiro tentando
descobrir o segredo e ficou doido quando soube que n�o passava de queijo.
-Crescer aqui, foi muito divertido. -Foi mesmo.
�s vezes gostaria de voltar a ser crian�a.
Laura, voc� � feliz aqui. Agora que est� casada e teve a Rose?
Sou muito feliz.
E por mim eu fico aqui pelo resto da minha vida.
Eu tamb�m.
Vou a faculdade para ser m�dico mas quero voltar para c�.
Aqui a vida � muito melhor. Na cidade n�o se tem tempo para se fazer nada.
E o futuro Dr. Ingalls, dar� a minha fam�lia um bom desconto?
Mas � claro, pode me pagar com uma galinha ao inv�s de duas.
Isso me acontece sempre no momento menos oportuno. -�.
Isso acontece sempre? -Sim, ultimamente � todo dia.
Isso me acontecia quando eu era crian�a.
Acho que � uma fase pela qual as crian�as tem que passar.
Crian�as? Estou prestes a estudar medicina!
Ent�o, doutor, cure-se a si mesmo. Vou pegar um peixe.
Como poder ver Sr lngalls, tudo aqui � bem mais barato que da sua lista.
Estou nesse neg�cio com essa empresa j� pelo menos h� uns 5 anos.
Tenho com eles um bom relacionamento.
Sim, Sr. Wagner parece ser o mais confi�vel de todos. -Eu lhe agrade�o.
Tento fazer o melhor para fluir o neg�cio.
Sr. Wagner, por que os seus agentes deixaram de comprar de Walnut Grove?
-Posso te chamar de Charles? -Claro.
Charles � que a ferrovia tem uma rota que faz com que os neg�cios fluam em dobro.
Isso significa ter a sua pr�pria empresa, veja a quantidade e qualidade dos produtos que temos aqui.
Eu sei. Mas carregam os produtos cultivados por nossos fazendeiros. -Sim.
E levo te dizer que foram os melhores produtos que j� armazenei.
Mas o caso � que as fazendas de Walnut Grove s�o pequenas demais
para atender a demanda de pedidos que tenho que entregar aos meus v�rios clientes.
Preciso trabalhar com grandes fazendeiros para alcan�ar a demanda.
Suponho que isso � o que chamam de Progresso.
Pois � isso mesmo.
Bom. Chegou minha hora. Foi um prazer conhec�-lo Sr. Wagner.
-Por favor, me chame de Otis. -Est� bem, Otis.
Parto para Walnut Grove amanh� e o verei da pr�xima vez. -Muito bem.
-Fa�a uma boa viagem. -Eu farei. Obrigado.
Acabou o tempo.
Passem as provas para frente.
Quero lembrar-lhes que a nossa excurs�o ao campo ser� no fim deste m�s.
Por favor n�o se esque�am de escolher o tema no qual envolve esse projeto.
O que � Nancy?
Srta. Plum, quero saber se todos da turma ter�o que fazer aquela bobagem de desenterrar coisas de novo?
Sim, todos precisam ir, isso ainda � uma tradi��o.
Pois n�o e para mim.
Diga, Amy.
N�o estudei aqui no ano passado. N�o sei do que Nancy est� falando.
Bom, Amy, todo ano quando terminamos a excurs�o,
nos escalamos a colina Harper e pegamos algo para guardar junto a nossa caixa do tempo enterrada l�.
-Mas para qu�? -� o que eu queria saber.
Bom, Amy, tudo come�ou h� uns 10 anos, quando um grupo de crian�as,
subiram l� e encontraram coisas que acharam que deveriam enterrar para que outras crian�as achassem no futuro.
Eu acho isso uma ideia maravilhosa!
N�s tamb�m achamos. E por isso que faremos isso de novo, n�o � crian�as?
-�! -Certo, crian�as, hora do recreio.
Hey! Como vai indo?
Ol�, como v�o? Bom, depois do almo�o.
Ol�, Srta. Plum.
-Como vai? -Eu vou muito bem.
S� vim aqui para dar um ol� para todos. -Que bom que veio.
Estou muito contente em te ver. -Ol�, Albert.
Ol�.
Michele? Michele Pierson? -Eu mesma.
Da ultima vez que te vi... -Certamente eu estava no campo, toda suja cortando o trigo com meus irm�os, n�o e?
Isso mesmo.
Srta. Plum. A Nancy escondeu nossa bola no vestido dela e n�o quer devolver.
J� vou indo. Vai ficar aqui por alguns dias, Albert?
Sim. Eu e meu pai ficaremos por 1 m�s. -Que bom, vou gostar de v�-lo de novo.
Se me d�o licen�a vou socorrer meu aluno favorito.
-Como v�o... -Como vai a vida na cidade?
Tudo bem, eu falo primeiro.
Eu vou bem. Estou ensinando agora.
Onde eu estava era bom...
mas eu prefiro viver aqui.
E s� isso.
Tudo bem.
Voc� realmente mudou muito.
N�o sabia que eu estava t�o mal assim.
N�o � isso que eu quis dizer. Voc� mudou para melhor.
E sabe se vestir muito bem.
Obrigada.
Acho que resolvi que j� era hora de me vestir como uma garota e
j� que pretendo ir para a Faculdade preciso me vestir corretamente.
S�rio? Vai mesmo para a faculdade? -Sim.
Quero ser uma professora, e por estes dias estou ajudando a Srta. Plum para saber se me darei bem.
Isso � muito bom.
Sabe, eu tamb�m vou fazer faculdade.
Quero ser m�dico.
Um m�dico! Albert, isso � maravilhoso.
Nossa, talvez voc� e eu poder�amos...
Quero dizer que... pode acontecer de nos encontrarmos por l�...
E eu acho que pode acontecer.
Bom... j� vou andando.
Foi um prazer rever voc�, Michele. -�...
Foi bom te ver tamb�m, Albert.
Michele. O que acha de darmos um passeio no domingo depois do Culto?
Se n�o estiver ocupada, gostaria de ir?
Sim, eu gostaria muito.
Bem, �timo.
Ent�o nos veremos no domingo.
Sim, nos veremos no domingo.
-Quem �? -Sou eu, o Charles Ingalls.
Charles? Entre. Pensei que j� tivesse ido. -N�o. Vou amanh� cedo. Poderia falar com voc� um pouco?
Claro, venha e sente-se.
Eu acabei de fazer caf�, quer uma x�cara? -Sim, eu aceito. Obrigado.
- Como quer o cafe? -Puro, est� bom.
Achei mesmo que estivesse aqui.
Sim. Geralmente estou por aqui.
Na verdade, minha esposa j� me disse para que eu traga uma cama para c�.
Vou lhe dizer por que vim.
Estive pensando no que me disse sobre n�o comprar das fazendas de Walnut Grove por serem muito pequenas.
N�o posso ajudar, Charles. Eu ainda continuei comprando quando ningu�m mais comprava.
Eu sei disso e te agrade�o muito.
Mas me diga uma coisa.
Se os agricultores trabalhassem juntos como em uma cooperativa, compraria deles?
Eu j� havia pensado nisso, mas pelo que j� conhe�o, n�o vai dar certo.
Por que n�o? Me disse que o produto deles s�o muito melhores que dos outros.
Sim, eu disse, mas teriam que me vender a um pre�o muito baixo e o lucro deles seriam muito pouco.
N�o poderiam continuar competindo com os grandes, ficariam abaixo na lista. Eles tem equipamentos modernos.
E por isso ser�o descartados? Deram suas vidas em suas fazendas.
Veja. Suponha que entreguem aqui pelo pre�o que voc� pode pagar...
N�o n�o percebe o que est� dizendo, Charles?
Seu pessoal estaria trabalhando, no m�ximo, por alguns centavos.
E o que eles tem agora? Nada.
Vamos, Otis, isso vai dar certo. O que me diz?
Tudo bem. Compro deles. Mas voc� ter� que me garantir que a Companhia Bennet lhe de 100% de apoio.
Eu lhe garanto.
Bom, espero que consiga fazer isso dar certo.
Eu tamb�m espero. Muito obrigado.
Bem se v� que levam esse jogo muito a serio. Escuto falar desse jogo j� h� duas semanas.
� algo que j� sabemos que os homens s�o sempre meninos.
-2x0 -Vamos l� Isa�as!
Nada mal!
Fora!
� minha! Eu pego!
Mas que... -Sai daqui!
Jogue essa bola!
Muito bem Jason. � isso ai.
Queimando! -Albert!
Enfrente esses homens Conto com voc�. -Vamos l� Albert!
Cuide-se Albert!
Muito bem Albert, esteja pronto para essa bola!
Est� fora.
Hey pessoal! Olhem ali. Aconteceu algo com o Albert.
Hey Albert, meu filho, o que foi?
-Como se sente agora Albert? -Meio tonto.
-J� havia tido outros desmaios? -N�o.
Mas o nariz dele sangra sempre e ele se sente muito cansado.
Quantas vezes isso aconteceu? -Duas vezes no trem e uma outra na Faculdade.
Outro dia no lago tamb�m sangrou muito e ficou cansado.
E ontem l� no moinho tamb�m.
Charles, ele deve ser levado ao hospital em Mankato.
Por que em Mankato, o que ele tem? -Eu n�o tenho certeza.
Mas l� eles tem mais recursos que eu para diagnosticar o problema de Albert.
Eu s� posso adivinhar. -Foi s� uns sangramentos, n�o preciso de hospital.
Albert, n�o vai doer eles te examinarem.
0 Dr. Houser � um velho colega meu, vou ligar para ele e providenciar tudo.
Eu agrade�o, ent�o j� podemos ir.
Vou arrumar a carreta e vou levar voc�s. -Obrigado.
Pai, n�o temos que ir s� porque meu nariz sangrou.
Escute o Dr. Quando voc� for medico, n�o vai querer que seus pacientes te ignorem, n�o �?
N�o senhor.
Aqui est� a �ltima coleta.
Obrigado. Muito obrigado.
Dr. Houser. O Sr. j� sabe o que o Albert tem?
Sim, eu j� sei.
Vamos nos sentar.
Sr. Ingalls, o Albert � um jovem muito doente.
Ele tem um transtorno sangu�neo que o leva a ter muita fraqueza.
Eu entendo, mas quanto tempo levar� o tratamento para que ele se recupere disso?
Sr Ingalls sinto em dizer-lhe que...
N�o existe nenhum tratamento.
Albert n�o vai melhorar.
S� vai piorar.
Espera ai Dr. Est� nos dizendo que n�o pode ajud�-lo?
Isso mesmo.
Eu n�o entendo...
Ele estava bem at� ontem e...
sentiu-se um pouco cansado...
Sr. lngalls. O Albert tem esse problema h� muito tempo.
S� agora podemos ver os sintomas, porque a doen�a
j� est� muito avan�ada.
Espera ai.
Um momento...
Sobre esse transtorno sangu�neo que o Sr. disse...
Eu n�o sei se lhe disse que o Albert teve
um problema com morfina h� algum tempo e...
pode ser que isso seja s� uma consequ�ncia... -Eu n�o acredito que seja isso.
Esta doen�a atinge igualmente a crian�as e adultos.
Como pode me dizer isso, se sup�em que voc�s doutores fa�am algo por n�s...
Sr Ingalls, j� lhe disse.. -N�o me interessa o que me disse. Voc� � medico!
Voc� aprendeu a salvar vidas. Salve a do meu filho! -Eu n�o posso.
Eu n�o posso.
-Quanto tempo ele ainda tem? -N�o saberia dizer-lhe ao certo.
Haver�o dias em que estar� bem e cheio de vida e logo vai se sentir fraco de novo.
Mas pelo quadro geral ele est� em estado terminal.
-Ele j� sabe disso? -N�o.
-J� posso ir v�-lo? -Claro.
Seria mais f�cil se eu contar?
Mais f�cil para quem?
-Achou eles? -N�o consegui achar a Caroline.
S� contei para a Laura.
Ele est� dormindo desde que voc� saiu. -N�o estou dormindo.
Quer alguma coisa?
Um copo de �gua. Minha boca est� seca.
Aqui est�.
Obrigado.
Falei com a Laura. Ela e o Almanzo querem vir te ver antes que eu te leve pra casa.
Pai, estava aqui pensando.
Quero ir para casa.
Mas n�o quero ir para a casa em Burr Oak.
Quero ir para a casa de Walnut Grove.
Mas voc� deve estar com sua fam�lia. -Pai!
Apenas me escute.
Eu tenho pensado sobre o que eu gostaria de fazer com o tempo que me resta.
O Sr. sabe, queria ir para alguns dos lugares,
que eu estive falando em ir ver.
Mas minha mente continua indo de volta para Walnut Grove.
Mas e a sua M�e... -Estive pensando sobre isso tamb�m.
Pensei em minha m�e, meus irm�o e irm�s.
Pai.
Eu n�o quero que eles me vejam morrer.
E tudo o que estariam fazendo, vendo isso acontecer.
Eles n�o poder�o fazer nada sobre isso.
� melhor para eles.
N�o. Eles querem estar com voc�.
Mas eu n�o quero que seja assim.
Eu n�o tenho muito tempo de vida.
Eu quero gast�-lo fazendo as coisas que eu puder fazer.
Coisas que eu costumava fazer quando eu era crian�a.
Eu sei que parece ego�sta, mas � a minha �ltima chance.
Albert, eu entendo como voc� se sente, mas... -N�o, o Sr. n�o entende.
Ningu�m entende como eu me sinto por dentro.
Eu sei que voc� est� tentando, mas o Sr. n�o sabe.
� o meu tempo, Pai.
N�o acha que eu tenho o direito de fazer o que eu quiser com o resto da minha vida?
Mas n�o sei como dizer a sua m�e. -Eu direi. Ligo para ela amanh�.
Me leve para Walnut Grove, pai.
Foi l� que me tornei Albert lngalls.
Ser� melhor.
Quero ir e ficar l� para sempre.
-Por favor, pai, me leva? -Sim.
Fiquei preocupado quando acordei e n�o vi voc�.
Encontrei isso hoje, enquanto eu fazia arruma��es.
Albert, fez isso para mim, h� muito tempo.
Lembro que t�nhamos 11 ou 12 anos.
�amos come�ar um clube.
�ramos, eu o Albert e o Willie.
E outro garoto chamado Andrew Garvey.
E este era o distintivo que usar�amos.
E... n�s fizemos um pacto, cortando o dedo, mas n�o muito.
S� para sangrar.
E ent�o juntamos nossos dedos.
Fizeram um pacto de sangue.
Menos o Willie.
Ele desmaiava quando via sangue.
S� podia ser o Willie.
Parece que foi ontem.
Por que n�o vai pra cama? Esquentarei um copo de leite pra voc� dormir.
N�o.
S� quero ficar aqui sozinha, se voc� n�o se importar.
Certo. Amo voc�.
Biografias � o que h� de mais popular por aqui, ent�o,
acho que a do seu pai ficaria bem se perto do povoado,
como lembran�a de quando chegou aqui.
� uma boa ideia.
N�o se esque�a de colocar um aviso sobre o novo beb� da Jane, eu prometi a ela fazer isso.
� claro, colocarei atr�s dessa p�gina.
Se quiser eu posso terminar isso.
N�o, obrigada. Isso ajuda a me manter ocupada.
Sabe, eu fico pensando que tudo isso � apenas um sonho
e que eu vou acordar.
Eu sei. Jeb e Jason n�o conhecem o Albert h� muito tempo, mas...
isso n�o torna mais f�cil de contar pra eles.
Eu acho que � mais f�cil para uma crian�a aceitar um adulto morrer, mas quando � algu�m como Albert...
Tia Laura...Tia Laura! A carreta do Sr. Edwards est� chegando.
O Sr. Carter est� l� fora para ajudar a traz�-lo pra casa.
Tia Laura...
O que devo dizer?
Eu n�o sei o que dizer.
Vamos l�.
Eu quero que seja forte.
Precisa ser forte, como eu.
Pronto. Chegamos.
Como vai, Sr. Carter?
Estou bem. E voc�?
Bom, eu j� tive dias melhores.
Bom, minha querida irm�, vim para ficar, se me quiser aqui.
Est� tudo bem. V� em frente e chore.
Tem que me prometer uma coisa.
Que a partir de hoje n�o haver�o mais lagrimas por aqui.
Eu prometo.
Preciso ir dormir um pouco.
0 Sr. Edwards deve ter atropelado todas as pedras de Mankato at� aqui.
N�o me culpe por querer chegar r�pido em casa.
O Sr. Edwards concorda em dar uma revanche ao nosso time. O que me diz?
Eu topo e estou fazendo uma bola de couro de cobra.
Eu n�o acredito. Esse menino ainda quer jogar baseball.
Ele s� quer que o tratemos, como se nada estivesse errado com ele.
E � isso que vamos fazer.
Isso � exatamente o que vamos fazer.
Por favor pessoal, me escutem um momento. Acreditem-me, isso vai funcionar.
Vai dar certo. S� precisam combinar como v�o trabalhar.
Todos ganhar�o dinheiro e todos ser�o beneficiados.
Pegamos o arado de um homem e juntamos ao de outro que esteja desocupado...
Como sempre fizeram, alguns precisam de mais, outros precisam de menos, e compramos coletivamente.
Ganhar�o dinheiro e poder�o pela 1� vez competir com os grandes produtores.
Tudo que o Sr. falou, faz sentido, mas como ficam os lucros?
Quanto cada um vai ter de lucro?
No come�o, n�o muito. At� que tenham um contrato garantido com os grandes compradores.
Li aqui nesse boletim, sobre o seu novo emprego. E seu plano de ajudar-nos.
E o que algum de n�s queremos saber �, quanto o Sr. est� ganhando com isso?
Desculpe, acho que n�o o conhe�o.
Meu nome � Taylor. Zack Taylor.
Bem, Sr Taylor, acreditaria se lhe dissesse que n�o ganho absolutamente nada, nenhum centavo?
Eu n�o poderia acreditar afinal quando vim para c� o Sr. j� era um dos maiorais nessa comunidade.
Calma a�. Charles s� est� tratando de nos ajudar. Se n�o precisa dessa ajuda pode ir andando. -Isa�as, por favor, sente-se.
Sr. Ingalls, eu me lembro do senhor por ser um homem bom.
Por que ao inv�s de tentar nos ajudar assim
n�o paga a cada um de n�s que temos colheita um pre�o justo e deixa por isso mesmo?
Porque o dinheiro n�o � meu.
S� estou tentando mant�-los no neg�cio at� que as coisas melhorem para voc�s. E s� isso.
Pois eu digo que ele est� com eles.
Quer que nos paguem pouco porque est� ganhando de nossos lucros.
Isso mesmo! -Temos que ver isso!
O que est� havendo com essas pessoas?
O que est� acontecendo com voc�s?
E quem � voc� para nos fazer esse tipo de pergunta?
Meu nome � Albert Ingalls.
N�o percebem que o meu pai s� quer ajud�-los?
E isso faz de voc� um homem especial? Pois volte para cidade com o seu velho.
N�o precisamos de nenhum moleque nos dizendo o que fazer por aqui.
Volte daqui dez anos quando for um homem.
J� Chega Zachary!
Calem-se! Eu disse sil�ncio!
Zach Taylor, esse menino que acabou de sair � mais homem do que voc� jamais ser�.
E se preocupa muito mais que voc� com esse povoado.
Ainda me lembro de quando esse povoado era pequeno e nos preocup�vamos uns com os outros.
S� quer�amos trabalhar juntos, n�o importava o quanto �amos ganhar.
Disse ao menino para ele voltar quando fosse um homem...
Isso ele n�o poder� fazer.
Porque ele est� morrendo.
Veio para c�, porque de todos os cantos do mundo � este o lugar.
� neste povoado, onde ele quer passar o resto dos seus dias.
E voc�s acham que est�o passando por maus momentos?
S� sinto que ele tenha visto no que se tornou esse povoado.
Eu quero fazer parte do plano de ajuda do Charles.
Isso Zachary! Vamos come�ar a vota��o.
-Quem est� a favor? -Eu...Eu...Eu...
Quem est� contra?
Muito bem. Finalmente somos um povoado de novo.
Bom dia. Bom dia. Bom dia.
-E eu diria que j� � meio dia. -� mesmo?
Queria estar l�, ajudando na fazenda.
Por que ningu�m me acordou?
Bem, pedi ao pai para n�o acordar. Acho que voc� n�o precisava estar naquele sol quente.
N�o � t�o ruim assim. Eu gosto de estar trabalhando e conversando com todo mundo.
Albert, voc� tem que descansar um pouco.
Por que � que voc� tem que estar fazendo alguma coisa o tempo todo?
Se voc�s dois me derem licen�a, preciso enviar estes cap�tulos pela dilig�ncia ainda esta tarde.
Sr. Montague, se importaria em me dar uma carona at� a cidade?
Claro que n�o. Trarei a carruagem para a frente da casa.
Laura, as coisas que eu quero fazer, n�o posso deixar para amanh�.
O pai entende isso. Eu queria que voc� tamb�m pudesse entender.
Trigo, cevada e milho. Isso � tudo. -Obrigada, Jenny.
Muito bem crian�as, voltem aos seus lugares.
-Espero n�o estar interrompendo nada. -N�o, em absoluto.
Que bom ver voc�. Est�vamos fazendo os planos para a nossa excurs�o.
� mesmo? Que �timo.
� o passeio para escalar a colina e desenterrar a caixa de mem�rias? -Isso.
E j� come�amos a preparar nossas lembran�as.
Crian�as, quem pode dizer ao Albert o que vamos guardar na caixa este ano?
Pensamos que j� que come�amos uma nova comunidade agr�cola este ano, poder�amos guardar as sementes dessa colheita.
Essa � uma �tima ideia.
-Srta. Plum. -Sim, Nancy?
Posso fazer uma pergunta ao Albert?
Certamente.
Como � saber que voc� vai morrer logo?
-Nancy, eu n�o acho que isso � da sua conta. -Tudo bem, eu n�o me importo em falar disso.
Bem...
primeiro, eu fiquei assustado e com raiva.
Mas depois eu comecei a pensar sobre a minha vida,
eu descobri que eu tinha algumas lembran�as maravilhosas...
voc� sabe, todos os bons momentos, todos os bons amigos.
E saiba que, a melhor coisa de tudo...
� que tudo isso se passou aqui.
E � por isso que voltei.
Porque n�o h� melhor lugar nessa Terra de Deus.
S� n�o se deve desperdi�ar o tempo que lhe resta.
Todos voc�s.
Simplesmente saiam e divertam-se muito.
Fa�am bons amigos por ai.
Dessa forma...
quando for a sua vez de olhar para tr�s e procurar por suas mem�rias
voc� ver� que n�o vai ter medo ou raiva, tamb�m.
O jantar estava �timo Michelle, sua m�e cozinha muito bem.
-S� sinto n�o ter comido muito. -Oh, Tudo bem.
Mas o cr�dito n�o � s� dela. Eu fiz a sobremesa.
Bem, tudo estava delicioso.
O c�u est� lindo demais n�o acha?
Est� sim.
Albert. Sabe..
Eu tive um sonho sobre eu e voc�.
-Voc� teve um sonho sobre n�s? -Sim.
Foi s� um sonho bobo.
Bem, v� em frente, me conta tudo.
N�o, voc� vai rir e pensar no quanto eu sou boba.
Michele, n�o vou rir. Eu prometo.
Juro pela minha morte que n�o vou rir!
Por que voc� brinca com estas coisas?
E por que n�o?
Vamos, agora me conta o teu sonho.
Bem...
Est�vamos sentados aqui, como estamos agora e...
E dizia o quanto o c�u estava lindo.
Ent�o, baixava a minha cabe�a
eu o via sorrir para mim.
Da� voc� pegava minhas m�os.
Me abra�ava...
E me beijava.
Eu disse que era uma besteira. Pode come�ar a rir se quiser.
N�o vou rir, Michelle.
Principalmente de voc�.
Nem sei como te dizer isso...
Mas eu tamb�m estive sonhando com voc�.
Eu sei que n�o vai dar tempo de fazer tudo certinho,
Ent�o..
Estou feliz que voc� voltou para Walnut Grove.
Eu tamb�m.
-Albert. � voc�? -Sim, pai.
-Me desculpa, cheguei tarde. -Tudo bem.
Sua irm� � que est� preocupada. Brigou comigo porque te deixei sair sozinho.
Eu nem estava sozinho. -Divertiu-se na casa da Michelle?
-Ah, sim...muito. -O que fizeram?
Nos sentamos na varanda e ficamos papeando.
Coisas desse tipo.
Vejo em seu rosto que j� tem suas boas mem�rias. -Sim, pode ter certeza.
E at� agora esta � a melhor.
Ah! Espera ai. Hoje chegou uma carta pra voc�.
Acho que vai querer ler.
"Portanto, orgulhosamente lhe outorgamos uma bolsa completa de estudos por 4 anos,
na escola de Medicina de Minesota"
Eu consegui!
-Eu consegui! -E voc� conseguiu mesmo!
Sabe de uma coisa?
Eu acho mesmo que eu at� poderia ser um bom m�dico.
Eu sei que voc� seria.
E eu vou dizer uma coisa.
Voc� foi o maior filho que um homem jamais poderia ter, devo dizer.
E o senhor n�o foi um pai t�o ruim.
Eu n�o acredito que o Sr. vai deix�-lo fazer isto!
Laura ele s� vai em uma viagem para o campo. Nada diferente do que ele vem fazendo.
Bom, ent�o eu devo achar que est� tudo bem.
Se ele quer jogar baseball, tudo bem.
Se ele quiser passar a noite toda na casa da Michelle, todos riem e dizem tudo bem.
Estas s�o as coisas que ele quer fazer. Voc� sabe disso.
Pai o sr. viu ele. Ele parece t�o cansado. Ele precisa descansar um pouco.
Para qu�?
Eu acho que n�o importam as minhas preocupa��es.
Quero dizer, se ele quer escalar a arvore da lembran�a ele simplesmente vai escalar e pronto.
Muito bem. O que � que voc� quer que eu fa�a? -Eu quero que diga a ele que ele n�o pode escalar est� montanha!
Laura. O Albert est� morrendo!
Eu sei disso. Por que est� me dizendo isso?
Eu quero que que ele gaste o tempo que lhe resta do jeito que ele quiser.
Se eu deixar que seja do seu jeito, ele passar� os festo dos seus dias na cama.
Bem, por que n�o? � melhor do que v�-lo sucumbindo aos poucos.
Melhor para ele ou para voc�?
Vamos, Laura, quero ouvi-la dizer.
"Meu irm�o est� morrendo."
Vamos! Pare de fingir e diga! "Meu irm�o est� morrendo!"
N�o consigo.
Consegue sim!
-N�o. -Vamos diga. "Meu irm�o est� morrendo."
Diga!
-Diga! -N�o posso!
Meu irm�o... est�... morrendo.
Meu irm�o est� morrendo!
-Estou tentando estancar o sangue. -Eu sei.
Coloque isso por dentro.
-E se isso n�o parar at� a volta? -Oh, n�o pai, isso vai parar.
S� leva um tempinho.
Estou feliz que tenha vindo.
Voc� est� bem?
O pai j� fez parar.
N�o veio aqui para se preocupar n�o �?
N�o. Vim te trazer isto.
Onde voc� achou isso?
No fundo do meu ba�. Lembra quando fizemos isso?
Como poderia esquecer?
Eu lembro que o Willie desmaiou quando cortamos os dedos.
Achei que gostaria de colocar na lista de bugigangas da arvore das mem�rias.
Adoro voc�, Laura.
Tamb�m te adoro.
Albert! J� vamos come�ar a escalar e a Srta plum quer saber se voc� tem algo para colocar na caixa forte.
Melhor eu ir andando.
Tem certeza filho?
-Certamente, pai. -Eu sei que ele consegue.
Porque vou estar com voc� o tempo todo.
S�rio?
Eu j� fiz isso no passado e posso fazer hoje de novo.
Voc� n�o � o �nico que quer reviver boas lembran�as Albert Ingalls.
-T� bom. -Vamos.
-Vamos indo pessoal. -Vamos gente!
Bem... Eles j� passaram da metade do caminho.
-Como est� o Albert? -Me parece estar indo bem.
Preciso descansar um pouco.
Eu tamb�m Albert O tempo que precisar.
N�o me lembrava de que era t�o cansativo.
Antes est�vamos em nossa melhor forma.
Vamos! R�pido!
Vamos deixar esses pirralhos nos alcan�arem?
N�o se pudermos evitar, Albert.
Vamos indo.
Eles est�o andando novamente.
Seu filho tem mesmo algo de especial.
Tenho certeza disso.
V� em frente Albert. Continue.
Continue!
Ele conseguiu! Ele conseguiu!
Ele conseguiu.
Tradu��o e legenda Cleo Borges
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