Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A GUERRA DOS TRONOS Duas Espadas
� magn�fica.
- Parece acabada de forjar. - E foi.
Ningu�m fez uma espada de a�o valiriano
desde a Perdi��o de Val�ria. - H� tr�s ferreiros vivos
que sabem trabalhar a�o valiriano.
O melhor estava em Volantis.
Veio at� Porto Real a meu convite.
Onde arranjastes tanto a�o valiriano?
Era de algu�m que j� n�o precisava dele.
Quer�eis uma espada destas na fam�lia h� muito tempo.
- E agora temos duas. - Duas?
A arma original era absurdamente grande.
Era a�o suficiente para duas espadas.
Obrigado. � deslumbrante.
Ter�s de treinar a tua m�o esquerda.
Qualquer bom espadachim sabe usar as duas m�os.
- Nunca ser�s t�o bom. - N�o.
Mas desde que seja melhor do que toda a gente, n�o importa.
N�o podes servir na Guarda Real com uma m�o.
Posso e servirei. O juramento da Guarda Real � para toda a vida.
A guerra acabou, o Rei est� em seguran�a.
O Rei nunca est� em seguran�a. Quantas pessoas nesta cidade
gostariam de ver a cabe�a dele numa estaca?
Outros cavaleiros protegeram o Rei enquanto estiveste preso,
continuar�o a faz�-lo quando regressares a casa.
- A casa? - Regressar�s a Rochedo Casterly
e governar�s no meu lugar.
V�s sois o senhor de Rochedo Casterly.
Eu sou a M�o do Rei, o meu lugar � aqui.
N�o espero voltar a ver o Rochedo antes de morrer.
Sabeis o que me chamam?
Regicida, perjuro, homem sem honra.
Agora quereis que quebre outro juramento sagrado.
N�o quebrar�s nada,
h� um precedente que liberta um guarda real dos deveres dele,
o Rei usar� essa prerrogativa.
- N�o. - N�o?
N�o.
- N�o te fiz uma pergunta. - Eis a minha resposta.
Se julgas que a tua maldita honra se sobrep�e a...
A minha maldita honra n�o tem conserto,
mas a minha resposta continua a ser n�o. N�o quero Rochedo Casterly,
n�o quero uma mulher, nem filhos. - O que queres?
Jantar seria agrad�vel.
Tentei ensinar-te durante 40 anos,
se n�o aprendeste at� agora, nunca aprender�s. Sai.
Se servir como guarda-costas � aquilo que ambicionas, vai servir.
Suponho que quereis a espada de volta.
Fica com ela. Um homem s� com uma m�o e sem fam�lia
precisa de toda a ajuda que conseguir.
Quantos homens de Dorne s�o precisos para foder uma cabra.
Por favor, n�o.
O local ideal para um encontro com viajantes � numa taberna.
Assim, se um grupo se atrasa, o outro pode beber cerveja l� dentro.
Esperamos o Pr�ncipe de Dorne, n�o um dos vossos amigos mercen�rios.
Se ele � t�o importante, porque vos mandaram vir receb�-lo?
H� hostilidade entre os Martell de Dorne
e os Lannister de Rochedo Casterly h� v�rios anos.
E caso os Martell de Dorne
queiram derramar sangue Lannister, mais vale ser o vosso.
N�o tendes de ser c�nico, eu sou um diplomata talentoso.
A� v�m eles.
- Conseguem ler os selos? - Bolas amarelas?
Lim�es silvestres num campo vermelho,
Casa Dalt de Limoeiros.
Um abutre a agarrar um beb� nas garras, Casa Blackmont.
Um cr�nio coroado, os Manwoody de Tumbarreal.
- O rapaz conhece as casas de Dorne. - Preciso de um selo.
E a Casa Martell, um sol vermelho atravessado por uma lan�a?
N�o o vejo, meu senhor.
Bem-vindos, senhores. Sua Gra�a, o Rei Joffrey d�-vos as boas-vindas.
O senhor meu pai, a M�o do Rei, tamb�m envia sauda��es.
Eu sou Tyrion Lannister de Rochedo Casterly, Mestre da Moeda.
Perdoai-me, n�o vejo o Pr�ncipe Doran entre v�s.
A sa�de do Pr�ncipe obriga-o a ficar em Lan�a Solar.
Ele envia o irm�o, o Pr�ncipe Oberyn,
para assistir ao casamento real em representa��o dele.
Sim, o Rei ficar� encantado por ter a companhia
de um guerreiro t�o famoso como o Pr�ncipe Oberyn
no banquete do casamento dele. - Ficar�?
- E onde est� o Pr�ncipe Oberyn? - Chegou antes do amanhecer.
O nosso pr�ncipe n�o gosta de comiss�es de boas-vindas.
Muito bem. Meus senhores, estes homens da Patrulha da Cidade
acompanhar-vos-�o aos vossos aposentos na Fortaleza Vermelha.
Deveis estar cansados depois de uma viagem t�o longa.
Foi uma diplomacia talentosa. Agora para onde vamos?
Temos de encontrar o Pr�ncipe Oberyn antes que ele mate algu�m.
Como planeais encontrar um homem de Dorne numa cidade t�o grande?
Sois famoso por foder metade de Westeros,
acabais de chegar � capital depois de duas semanas de viagem,
para onde ir�eis?
Talvez fosse dormir, mas estou a ficar velho.
Olha para esta.
- N�o � bonita? - � linda.
Mas � p�lida.
Gostam delas p�lidas na capital, mostra que n�o trabalham nos campos.
Assusto-te?
- Gostas? - � t�mida. A timidez aborrece-me.
�s travessa, n�o �s?
- Acho que ela gosta de ti. - Tem bom gosto.
N�o �s t�mida, pois n�o?
- N�o � t�mida. - Gostas de mulheres?
- Quando s�o como ela, meu senhor. - Esta serve perfeitamente.
- Com certeza, minha senhora. - Eu n�o sou uma senhora.
� uma express�o de cortesia neste estabelecimento.
� uma mentira em qualquer lugar. Porque n�o usam as palavras certas?
Eu sou uma bastarda, ela � uma rameira e tu o que �s?
- Um proxeneta. - Alguma das outras?
As duas raparigas podem ir-se embora. Tu ficas.
Eu n�o fa�o parte da oferta, meu senhor.
Toda a gente que trabalha para o Mindinho faz parte da oferta.
Tira a roupa, vamos estar aqui algum tempo.
- Meu senhor... - Sou um pr�ncipe, rapaz.
J� estiveste com um pr�ncipe?
N�o posso dizer que estive.
Sou muito caro.
Tira a roupa.
De que maneira gostais?
� minha maneira.
E assim falou ele E assim falou ele
Aquele senhor de Castamere
Mas agora as chuvas
Oberyn! Oberyn, n�o.
Sem ningu�m para ouvir
Sim, agora as chuvas Caem sobre os sal�es dele
E n�o h� uma alma para ouvir
- Estais perdido, amigo? - Perdoai-me por estar a olhar,
mas n�o vejo muitos Lannister na minha terra.
Eu n�o vejo muitos homens de Dorne na capital.
N�o gostamos do cheiro.
- Vem comigo, amor. - C�us, olhai para esta.
Senhores, acompanhai-me, arranjar-vos-ei aposentos privados.
Porque desperdi�as uma mulher como esta num homem de Dorne?
Traz-lhe uma cabra sem pelo e uma garrafa de azeite.
Sabeis porque � que toda a gente odeia os Lannister?
Julgais que o vosso ouro e que os vossos le�es
e que os vossos le�es de ouro vos tornam melhores do que os outros.
Posso contar-vos um segredo?
N�o sois um le�o de ouro,
sois apenas um homenzinho imberbe muito lento a sacar da arma.
A montante � uma m� escolha em locais fechados.
Quando eu retirar o meu punhal, o vosso amigo come�a a sangrar,
temo que a sangrar muito. H� tantas veias no pulso.
Sobreviver� se lhe arranjardes ajuda imediatamente.
Decis�es.
Pr�ncipe Oberyn, perdoai a intromiss�o. Ouvimos que talvez...
...houvesse problemas.
Perd�o, meu amor.
Estou aqui para vos dar as boas-vindas � capital.
Ellaria Sand, a minha amante.
O tio Duende do Rei,
Tyrion, filho de Tywin Lannister.
Se houver algo que eu possa fazer para que a vossa estadia...
E quem sois v�s, o assassino contratado dele?
Comecei assim, sim. Agora, sou um cavaleiro.
Como aconteceu isso?
Penso que matei as pessoas certas.
Precisaremos de mais raparigas. Raparigas, sim?
- N�o participais? - Participei, agora sou casado.
Pr�ncipe Oberyn, posso falar-vos em privado?
Parece que visitei o bordel dos Lannister por engano.
- Eles aceitam toda a gente. - At� homens de Dorne.
O Rei est� muito grato por terdes viajado at� c�
para o casamento dele. - Sejamos honestos.
O Joffrey sente-se insultado, sou apenas o segundo filho.
Falando como segundo filho,
estou muito habituado a ser o insulto da fam�lia.
Porque viestes at� Porto Real, Pr�ncipe Oberyn?
Fui convidado para o casamento real.
Achei que est�vamos a ser honestos.
A �ltima vez que estive na capital foi h� muitos anos,
para outro casamento,
o da minha irm� Elia com Rhaegar Targaryen, o �ltimo Drag�o.
A minha irm� amava-o. Teve os filhos dele,
mudou-lhes as fraldas, embalou-os, amamentou-os.
A Elia n�o deixava a ama-de-leite tocar-lhes.
E o belo e nobre Rhaegar Targaryen
trocou-a por outra mulher.
Isso levou a uma guerra e a guerra acabou aqui
quando o ex�rcito do vosso pai tomou a cidade...
- Eu n�o estava presente. - ...e chacinou aquelas crian�as,
o meu sobrinho e a minha sobrinha.
Matou-os e enrolou-os em mantos Lannister.
E sabeis o que fizeram � minha irm�?
- Fa�o-vos uma pergunta. - Ouvi boatos.
Eu tamb�m.
Aquele que n�o paro de ouvir � que Gregor Clegane, a Montanha,
violou a Elia e a cortou ao meio com a espada dele.
Eu n�o estava l�, n�o sei o que aconteceu.
Se a Montanha matou a minha irm�, foi o vosso pai que deu a ordem.
Dizei ao vosso pai que eu estou aqui.
E dizei-lhe que os Lannister n�o s�o os �nicos que pagam as d�vidas.
S�o drag�es, Khaleesi.
Nunca poder�o ser domados,
nem sequer pela m�e deles.
- Sor Barristan! - Vossa Gra�a!
Onde est� o Daario Naharis? Onde est� o Verme Cinzento?
A jogar, Vossa Gra�a.
A jogar?
- Mhysa! - Mhysa!
- Mhysa! - Mhysa!
- H� quanto tempo o fazem? - Desde a meia-noite, Vossa Gra�a.
Sor Verme � mais forte do que parece,
mas vejo os bra�os dele a come�arem a tremer.
Qual � o pr�mio para quem ganhar esta competi��o est�pida?
A honra de ir ao vosso lado na estrada para Meereen.
Essa honra pertence a Sor Jorah e a Sor Barristan,
pois nenhum deles me deixou � espera esta manh�.
V�s viajareis ambos na retaguarda e protegereis o gado.
O �ltimo homem a largar a espada
poder� procurar uma nova rainha por quem lutar.
Gostas desta rapariga?
Deve ser frustrante.
N�o �s um homem inteligente, Daario Naharis.
Preferia n�o ter c�rebro, mas ter dois tomates.
Tendes de comer algo.
Tarte de pombo.
N�o, obrigada.
Bolos de lim�o?
- N�o, obrigada. - Adorais bolos de lim�o.
- Dizei-lhe que ela tem de comer. - Minha senhora, tendes de comer.
N�o quero comer.
Posso ter um momento a s�s com a minha esposa?
Ela tem de comer.
N�o posso deixar-vos morrer � fome.
Jurei proteger-vos.
Minha senhora,
sou o vosso marido, deixai-me ajudar-vos.
Como podeis ajudar-me?
N�o sei, mas posso tentar.
Fico acordada a noite toda a olhar para o dossel,
a pensar em como eles morreram.
Posso arranjar-vos ess�ncia de beladona para vos ajudar a dormir.
Sabeis o que fizeram ao meu irm�o?
Como coseram a cabe�a do lobo gigante dele ao corpo dele?
E a minha m�e...
Dizem que lhe cortaram a garganta at� ao osso
e que lan�aram o corpo dela ao rio.
O que aconteceu � vossa fam�lia foi um crime terr�vel.
Eu n�o conhecia o vosso irm�o, mas parecia um bom homem.
Por outro lado, admirava a vossa m�e.
Ela quis executar-me, mas eu admirava-a.
Era uma mulher forte.
E era determinada quando se tratava de defender os filhos.
Sansa!
A vossa m�e quereria que viv�sseis. Sabeis que � verdade.
Com licen�a, meu senhor. Gostaria de ir at� ao Bosque Sagrado.
Com certeza. Com certeza. Ouvi dizer que a ora��o pode ajudar.
J� n�o rezo.
� o �nico s�tio para onde posso ir onde ningu�m fala comigo.
Meu le�o!
O que est�s a fazer?
O que vos parece que estou a fazer? Vinde c�.
Quantas vezes te disse que n�o podes visitar-me aqui?
Eu sei. Eu sei. Viemos para um local perigoso.
Esquecestes-me? Sabeis quanto tempo passou?
- Claro que n�o te esqueci. - Desejo-vos.
N�o me desejais?
As coisas agora est�o um pouco tensas.
Que coisas?
O meu sobrinho, o Rei, quer assassinar-me.
A minha mulher odeia-me, porque o meu pai assassinou a fam�lia dela.
O Oberyn Martell quer assassinar toda a gente chamada Lannister.
Tendes de descontrair.
N�o quereis descontrair?
- O que se passa? - J� te disse.
- N�o � uma boa altura. - Nunca � uma boa altura!
Agora tendes a vossa esposa-crian�a.
Shae!
- Amai-la? - Se a amo?
Mal a conhe�o. � uma crian�a. Despreza-me.
- Isso n�o � uma resposta. - Claro que n�o a amo.
Tentastes mandar-me para longe.
Mandar-te para longe?
- Dar-me diamantes para desaparecer. - Do que raio est�s a falar?
Se quereis que me v� embora, dizei-o.
Dizei-o!
N�o sei do que falas.
Quereis que fique?
� uma obra de arte.
� um trabalho excelente.
Se gostais tanto dela, podeis cortar uma das vossas m�os e ficar com ela.
N�o sejas t�o ingrato. Passei dias com o ourives
a acertar os pormenores. - Dias?
Grande parte de uma tarde.
O que vos parece?
- Um gancho seria mais pr�tico. - � elegante, julgo eu.
Obrigada pela vossa ajuda com o outro assunto.
- Os sintomas melhoraram? - Desapareceram por completo.
Estou em d�vida para convosco, Meistre Qyburn.
N�o sou meistre, Vossa Gra�a, mas � um prazer ajudar, sempre que possa.
- � um homem estranho. - Afei�oei-me a ele.
- � muito talentoso, sabias? - Que sintomas?
Sintomas que n�o s�o da tua conta.
Deixaste-o tocar-te?
Est�s com ci�mes?
Estou surpreendido.
Nunca deixaste o Pycelle aproximar-se.
Achas que deixaria aquele velho devasso tocar-me?
Ele cheira como um gato morto.
Acho que nunca senti o cheiro de um gato morto.
- Cheiram como o Pycelle. - Bebes mais do que era costume.
- Sim. - Porqu�?
Vejamos: tu come�aste uma rixa nas ruas com o Ned Stark
e desapareceste da capital.
O meu marido morreu num tr�gico acidente de ca�a.
Deve ter sido traumatizante para ti.
A minha �nica filha foi enviada para Dorne. Vivemos um cerco.
- Um cerco bastante curto. - Ao qual n�o esperava sobreviver.
E agora vou casar o meu filho mais velho
com uma cabra mal�fica de Jardim de Cima,
ao mesmo tempo que devo casar com o irm�o dela, que � homossexual.
O Pai deserdou-me hoje.
N�o pode deserdar-te, tu �s tudo o que ele tem.
Est�s a esquecer-te do Tyrion.
N�o planeias ficar na Guarda Real, pois n�o?
Ficar na Guarda Real implica que vivo aqui,
na Fortaleza Vermelha contigo.
- Agora n�o. - Eu quero...
Agora n�o? Ent�o quando? Estou de volta h� semanas.
- Algo mudou. - Mudou tudo.
Voltas depois de todo este tempo, sem pedires desculpa e sem uma m�o
e esperas que tudo esteja na mesma?
- Por que queres que pe�a desculpa? - Por me teres deixado.
Achas que queria ser feito prisioneiro?
N�o sei o que querias, n�o estavas aqui,
deixaste-me sozinha.
Durante a minha deten��o, todos os dias planeei a minha fuga.
Todos os dias. Assassinei pessoas para poder estar aqui contigo.
- Demoraste muito tempo. - Eu...
- O que queres dizer? - Que demoraste muito tempo.
- Ide-vos embora. - Entrai.
Perdoai-me, Vossa Gra�a.
Dissestes-me para vir logo se houvesse algo importante.
Planeias matar todos os corvos sozinha?
Planeias ficar aqui a co�ar os tomates at� o inverno chegar?
Esperamos por ordens do Mance.
Enviaste um homem ao outro lado da Muralha com lua cheia,
se ainda n�o voltou, n�o vai voltar. - E o que queres?
Que marchemos sobre Castelo Negro s� com este grupo?
O teu corvo bonito disse que havia l� mil homens.
- Ele � um mentiroso. - �?
N�o devia ser "era"?
Disseste que lhe acertaste com tr�s flechas.
E acertei.
J� te vi acertares no olho de um coelho a 180 metros.
Se aquele rapaz ainda est� vivo, � porque o deixaste escapar.
Thenn.
Odeio os Thenn.
Foi o Mance que vos enviou?
Como nos encontraram?
Vieram do sul, n�o do norte.
Fizemos um desvio.
Trouxemos o jantar de uma aldeia naquela dire��o.
Porque � que aqui a carne sabe t�o melhor
do que no nosso lado da Muralha? - Serve-te � vontade.
Talvez tudo seja mais bem alimentado aqui.
Gordo e pregui�oso.
� mais f�cil para n�s.
N�o nos viram aproximar?
Perderam o vosso warg?
E tamb�m perderam aquele corvo beb� que tinham convosco?
Respondo perante o Mance,
n�o respondo perante ti.
� tua?
N�o sou de ningu�m.
Muito esquel�tica.
N�o � como os corvos de Castelo Negro.
Imaginem-nos enfiados nas despensas
a enfardarem fiambre e morcela
e guisado e a ficarem gordos e redondos.
Sei que tivemos as nossas desaven�as, Tormund,
mas s� uma vez, antes de morreres,
devias provar corvo.
Estiquem a corda.
Soltem.
A �ltima vez que o vi, ele estava no p�tio de Winterfell.
Disse: "Da pr�xima vez que te vir, estar�s vestido de negro."
Tive ci�mes do Robb a vida toda.
Queria que o meu pai olhasse para mim como olhava para ele.
Ele era melhor do que eu em tudo:
a lutar, a ca�ar,
a montar a cavalo
e com as mi�das. C�us, as mi�das adoravam-no.
Queria odi�-lo, mas nunca consegui.
�s vezes, quero odiar-te.
�s melhor do que eu em tudo.
Exceto a ler.
Est�o prontos para te ouvir.
Ele quer enforcar-me h� algum tempo, agora tem a oportunidade de faz�-lo.
Ningu�m vai enforcar-te. N�o fizeste nada de errado.
Fiz muita coisa errada.
Ent�o, admites que assassinaste o Qhorin Meia-M�o?
- N�o o assassinei. - N�o?
Espetaste a tua espada num irm�o da Patrulha da Noite.
O que chamas a isso?
Ele queria que eu o matasse.
Um bastardo filho de um traidor, o que seria de esperar?
O Meia-M�o acreditava que a nossa �nica hip�tese de deter o Mance
era infiltrar um homem no ex�rcito dele.
N�o fales do Meia-M�o como se o conhecesses. Ele era meu irm�o.
Ent�o sabeis que ele faria tudo para defender a Muralha.
Os Homens Livres t�-lo-iam queimado vivo, mas ao deixar-me mat�-lo...
Os Homens Livres? Ou�am-no bem.
- Agora at� fala como um selvagem. - Sim, falo como um selvagem!
Comi com os selvagens, trepei a Muralha com os selvagens!
Deitei-me com uma rapariga selvagem.
Ent�o, admites que quebraste os teus votos?
Admito.
A lei � a lei. O rapaz deve morrer.
Se decapit�ssemos os patrulheiros que se deitaram com uma rapariga,
a Muralha seria guardada por homens sem cabe�a.
H� uma diferen�a entre nos esgueirarmos
at� ao bordel de Vila da Toupeira e dormir com o inimigo.
Enquanto estamos aqui a debater que regras � que eu quebrei,
o Mance Rayder marcha para a Muralha com um ex�rcito de 100 mil.
Imposs�vel.
N�o se consegue juntar 50 selvagens sem que se matem uns aos outros.
100 mil. Ele uniu os Thenn,
os Cornop�s, os cl�s do rio de gelo, tem gigantes a lutarem com ele.
Gigantes?
J� estivestes para al�m da Muralha, senhor?
Comandei a Patrulha da Cidade de Porto Real, rapaz.
E agora estais aqui. N�o dev�eis ser muito bom no vosso trabalho.
Como te atreves?
Um bando de selvagens j� est� a sul da Muralha,
liderado por Tormund Terror dos Gigantes.
Matei o warg deles e outros tr�s.
Eles encheram-me de flechas.
As ordens deles s�o para atacar Castelo Negro a partir do sul
quando o Mance atacar a partir do norte.
O sinal para o ataque ser� uma fogueira.
O Mance disse que ser� a maior fogueira que o Norte j� viu.
� a verdade.
Toda a verdade.
Ireis executar-me, ou sou livre de me ir embora?
Nenhum de n�s � livre,
somos homens da Patrulha da Noite.
Mas n�o te cortaremos a cabe�a hoje, Jon Snow.
Podes ir.
Sou o comandante interino, Meistre Aemon.
- Pois sois. - E n�o confio no bastardo.
Ele disse a verdade.
E sabeis sempre quando um homem est� a mentir?
Como adquiristes tal poder m�gico?
Cresci em Porto Real.
N�o. N�o. �s uma rainha, n�o um boi.
O teu av� deu-me um colar como este
no meu quinquag�simo primeiro dia do nome.
O casamento � daqui a duas semanas, n�o podeis dizer que n�o a tudo.
Que disparate. Minhas queridas,
v�o falar com os joalheiros de Porto Real.
Digam-lhes quem s�o e quem vos enviou.
A que me trouxer o melhor colar, fica com o segundo melhor.
A Margaery Tyrell que entrar� no Septo daqui a duas semanas,
inspirar� mil can��es.
Seria uma tristeza se ela estivesse a usar lixo como aquele.
Talvez devesse deixar o Joffrey escolher por mim.
Acabaria com um fio de cabe�as de pardal mortos � volta do pesco�o.
Cuidado com o que dizes, at� aqui, at� comigo.
C�us.
Minha senhora. Minha senhora.
Por favor, perdoai-me a interrup��o.
- Chamo-me Brienne de Tarth. - Sabemos quem sois.
Ouvimos falar muito de v�s. Mas ouvir � uma coisa.
Sois maravilhosa.
Simplesmente singular.
Ouvi dizer que atirastes o meu neto ao ch�o
como se faz a rapazes tolos como ele.
Minha senhora, sei que estais muito ocupada nesta altura,
mas posso falar-vos por um momento?
N�o te atrevas a recusar.
Uma sombra?
Uma sombra com a cara do Stannis Baratheon.
Juro-vos por todos os deuses que era o Stannis.
Espetou a espada dele no cora��o do Renly e desapareceu.
Um dia, minha senhora, vingarei o nosso rei.
Agora, o Joffrey � que � o nosso rei.
- N�o quis ofender. - E n�o ofendestes.
Claro que toda a Guarda Real estar� de servi�o.
Sor Boros ficar� aqui, Sor Preston ficar� aqui,
ao lado do entretenimento principal.
Vossa Gra�a!
Sim, sim, um guarda na coisa. Continuai.
Sor Meryn proteger� a Senhora Margaery e o Tommen.
Sempre fui eu a proteger o Rei, meu senhor,
desde a vossa aus�ncia. - E agrade�o-vos, Sor Meryn.
Muito bem, n�o espero que v� haver problemas.
As pessoas adoram o rei delas. Sabem quem as mant�m alimentadas.
A Margaery Tyrell, segundo ouvi dizer.
Com minha autoriza��o.
Sabem que eu salvei a cidade. Sabem que eu ganhei a guerra.
A guerra n�o est� ganha enquanto o Stannis estiver vivo.
Eu derrotei o Stannis na �gua Negra.
� pena que n�o tenhais estado l� para ajudar, Tio.
As minhas desculpas, Vossa Gra�a, estava um pouco ocupado.
Ocupado a ser capturado.
Ent�o este � o famoso Livro dos Irm�os?
Todos os grandes feitos de todos os grandes guardas reais.
Sor Arthur Dayne, a Espada da Manh�.
Liderou o ataque contra a Irmandade da Mata Real.
Derrotou o Cavaleiro Sorridente num combate individual.
Sor Duncan, o Alto.
Quatro p�ginas para Sor Duncan.
- Deve ter sido um grande homem. - � o que dizem.
Sor Jaime Lannister.
Algu�m se esqueceu de escrever todos os vossos grandes feitos.
- Ainda h� tempo. - H�?
Para um cavaleiro de 40 anos s� com uma m�o?
Como podeis proteger-me com isso?
Agora uso a minha m�o esquerda, Vossa Gra�a. O desafio � maior.
J� foste a Meereen?
V�rias vezes, Vossa Gra�a, com o Meistre Kraznys.
- E que tal? - Dizem que morreram mil escravos
na constru��o da Grande Pir�mide de Meereen.
E agora um ex�rcito de ex-escravos marcha rumo aos port�es dela.
Achas que os Grandes Meistres est�o preocupados?
Se forem espertos, est�o, Vossa Gra�a.
Disse-vos para viajardes na retaguarda da caravana.
Sim, minha rainha.
Mas preciso de vos falar acerca de algo importante.
Uma quest�o de estrat�gia.
Vossa Gra�a.
Muito bem, qual � a quest�o de estrat�gia?
Uma rosa do ocaso.
Gostar�eis de caminhar na retaguarda em vez de irdes a cavalo?
E esta chama-se renda de senhora.
Gostar�eis de caminhar sem sapatos?
Tendes de conhecer a terra para govern�-la. As plantas, os rios,
as estradas, as gentes.
O ch� da rosa do ocaso baixa a febre,
toda a gente em Meereen sabe disso,
principalmente os escravos que t�m de fazer o ch�.
Se quereis que vos sigam, tendes de vos tornar parte do mundo deles.
Estrat�gia.
Ouro de harpia. Desta n�o se faz ch�.
� linda, mas � venenosa.
Sois um jogador, n�o sois?
Vossa Gra�a.
H� um a cada 1,5 km daqui at� Meereen.
Quantos quil�metros faltam at� Meereen?
262, Vossa Gra�a.
Direi aos nossos homens que v�o � frente e que os enterrem.
- N�o precisais de ver isto. - N�o fareis nada disso.
Verei cada uma das caras deles.
Retirem-lhe a coleira antes de a enterrarem.
- Ali est� ela. - Sim, ali est� ela.
- E ent�o? - Fizestes uma promessa.
Devolver as raparigas Stark � m�e delas que est� morta.
Mant�-las em seguran�a.
A Arya Stark n�o � vista desde que o pai dela foi morto.
Onde pensais que est�? Aposto que est� morta.
H� uma certa seguran�a na morte, n�o vos parece?
E a Sansa Stark agora chama-se Sansa Lannister. � uma complica��o.
Uma complica��o n�o vos liberta da vossa promessa.
O que quereis que fa�a? Que rapte a minha cunhada?
E levo-a para onde? Onde estaria mais segura do que aqui?
Olhai-me nos olhos e dizei-me
que julgais que ela est� em seguran�a em Porto Real.
Tendes a certeza de que n�o somos da mesma fam�lia?
Desde que voltei, todos os Lannister que encontro
t�m sido uns grandes chatos. Talvez tamb�m sejais uma Lannister.
Pelo cabelo pod�eis ser, mas n�o pelas fei��es.
Est� tudo bem. Est� tudo bem. Est� tudo bem.
- Estais b�bedo. - Estou.
Tenho boas raz�es para estar.
Um dia, fui um cavaleiro, agora n�o passo de um bobo.
N�o me reconheceis?
Sor Dontos. Da comemora��o do dia do nome do Rei.
Perd�o. Devia ter-me lembrado.
N�o posso aceitar o vosso pedido de desculpas.
Posso ser um bobo, mas sou um bobo vivo, gra�as a v�s.
Qualquer pessoa teria feito o mesmo.
Mas s� v�s o fizestes.
Nunca poderei retribu�-lo. Destes-me a minha vida,
mas isto vale mais do que a minha vida.
Era da minha m�e e antes foi da m�e dela.
A Casa Hollard foi forte um dia, uma casa em ascens�o.
S� resta isso desses dias,
gra�as a uns b�bedos tristes e gordos como eu.
N�o posso aceitar.
� muito gentil da vossa parte, mas n�o posso.
N�o me resta mais nada, s� isso.
Aceitai-o, usai-o
e permiti que o meu nome tenha mais um momento para brilhar
antes de desaparecer deste mundo.
Us�-lo-ei com orgulho, Sor Dontos.
- Quando vou ter um cavalo para mim? - A pequena senhora quer um cavalo.
A pequena senhora quer estar longe do vosso fedor.
N�o � f�cil arranjar cavalos.
E mesmo que fosse, julgais que vos vou p�r num cavalo sozinha?
Para ver a �nica coisa de valor que tenho ir-se embora?
Porque n�o tendes dinheiro?
N�o roubastes nada ao Joffrey antes de vos virdes embora?
N�o.
N�o sois muito esperto, pois n�o?
N�o sou um ladr�o.
N�o vos importais de assassinar rapazinhos,
mas roubar n�o � digno de v�s?
Um homem tem de ter um c�digo de conduta.
Julgais que vou fugir?
Para onde iria? Estaria morta ao cair da noite sem v�s.
A minha fam�lia est� morta, n�o tenho ningu�m.
Tendes uma tia no Vale, a vossa tia rica Lysa.
Depois de vos vender a ela, talvez ela ainda tenha dinheiro suficiente
para vos comprar o cavalo que quereis tanto.
Eu tenho fome. V�s tendes fome.
Cinco cavalos, cinco homens.
S�o mais do que me apetece matar com o est�mago vazio.
Eu conhe�o-o.
O baixinho. Chama-se Polliver.
Capturou-nos e levou-nos para Harrenhal.
Matou o Lommy.
- O que raio � um Lommy? - Era um amigo meu.
O Polliver roubou a minha espada e espetou-lha no pesco�o.
- Ainda a tem. - Tem o qu�?
A minha espada, a Agulha.
Agulha? Claro que destes um nome � vossa espada.
- Muita gente d� nomes �s espadas. - Muitos ot�rios.
O que estais... Voltai aqui.
Foi o meu irm�o que me deu aquela espada.
- Voltai aqui. - Ele matou o meu amigo.
N�o me interessa se comeu o vosso amigo, n�o vamos entrar a�.
V� l�, para com isso.
Anda c�.
- Deixa-me apalpar aqui. - Para.
Anda c�.
- Por favor, ela � boa rapariga. - Cala-te e serve-nos mais cerveja
e talvez n�o a levemos connosco quando acabarmos.
Eu conhe�o-vos.
Sois o C�o de Ca�a.
Serve cerveja ao nosso novo amigo.
- O que vos traz t�o para norte? - Podia perguntar-te o mesmo.
- O que fazem aqui? - Mantemos a paz do Rei.
N�o � preciso, a guerra j� acabou.
Foi o que ouvi dizer. O Stannis foi derrotado na �gua Negra,
o Robb Stark foi morto nas G�meas
e onde estou eu quando isto acontece? Retido com o vosso irm�o.
- Sem ofensa. - N�o ofendeste.
Ele � bom, a Montanha, � o melhor no que faz,
mas tortura, tortura, tortura...
Se passamos muito tempo a bater em pessoas com um martelo,
come�amos a sentir-nos como um carpinteiro a fazer cadeiras.
Acaba com a divers�o. E o que � a vida sem um pouco de divers�o?
Mas n�o preciso de vos dizer isso, pois n�o?
N�o � m�. J� tive melhores.
Sabeis uma coisa?
Dev�eis vir connosco.
Gente como ele tem sempre alguma coisa escondida algures:
ouro, prata, mais filhas.
H� sempre algo se soubermos como faz�-los falar.
E h� muita gente como ele daqui at� Porto Real.
Pod�eis sair-vos bem. N�s temo-nos safado.
N�o vou para Porto Real.
Pensai bem, pod�amos fazer o que quis�ssemos
para onde quer que f�ssemos.
Estas s�o as cores do Rei.
Agora, ningu�m se atravessa no caminho dele,
ou seja, ningu�m se atravessa no nosso.
Que se foda o Rei.
Quando ouvi que o c�o do Joffrey metera o rabo entre as pernas
e que fugira da Batalha da �gua Negra, n�o acreditei.
- Mas aqui estais v�s. - Aqui estou eu.
Traz-me uma daquelas galinhas.
- Tendes dinheiro para pag�-la? - Pagaste por ela?
N�o. Mas n�s somos homens do Rei.
- Tendes dinheiro? - Nem um c�ntimo.
Mas vou levar aquela galinha.
Fazemos o seguinte, fazemos uma troca,
uma das nossas galinhas por uma das vossas.
Deixai-nos experimentar a vossa amiga.
O Lowell gosta delas um pouco domadas.
�s falador.
Ouvir faladores deixa-me com sede.
E com fome.
Acho que vou levar duas galinhas.
N�o pareceis compreender a situa��o.
Compreendo que se sa�rem mais palavras da merda da tua boca,
vou ter de comer todas as galinhas que est�o nesta divis�o.
Vivestes a vossa vida pelo Rei,
ides morrer por umas galinhas?
Algu�m vai.
Passa-se algo com a tua perna, rapaz?
O qu�? O que queres dizer?
Consegues andar? Tenho de te carregar?
Carregar-me?
� uma bela espada.
Talvez palite os dentes com ela.
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
www.tvsubtitles.net
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.