All language subtitles for A Young Doctor s Notebook - 2x01 - Episode 1.720p.BluRay.DON.pt

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Original subtitles

Anteriormente...

� apenas um velho di�rio.

Divaga��es de um estudante de medicina.

Fiquei feliz em 1917

quando fui enviado � remota aldeia de Mureyvo para dirigir um hospital.

Ent�o, o que se passa aqui?

Eu tinha realmente aquele aspecto?

Dias felizes.

Doutor, esta � a Pelageya.

N�o deixe que o distraia.

N�o... n�o deixarei.

Sabes, acho que a morfina n�o est� a resultar.

Sou m�dico! Consigo lidar com isto.

S� pensas que podes porque nunca a tomaste.

Tradu��o: * nunotr * PaulaCoelho *

Revis�o: PaulaCoelho

sincronia: italiansubs

Di�rio de um Jovem M�dico e Outras Hist�rias S02E01

Inspirado nas hist�rias por Mikhail Bulgakov

Moscovo, 1935

LIBERTADO

Fant�stico.

Tamb�m perdi peso.

N�o tem um

cinto ou um peda�o de corda ou algo assim... n�o?

N�o, claro que n�o, devido ao...

Pois.

Entendo. N�o tem de se preocupar comigo.

Estou curado.

Se n�o fosse este v�mito,

teria morrido asfixiado.

Agora vou ter muito mais tempo para escrever.

Muryevo, 1918

Ent�o...

Chorar n�o vai traz�-la de volta.

Mas ela tinha apenas onze anos.

Parece que viveu mais que o irm�o.

Sim, � verdade.

A Pelageya teve de abater o pobre Nickolaj.

Quando um cavalo fractura a articula��o...

Tenho quase a certeza de que estava fracturada.

Definitivamente estava deslocada.

Todos temos maus dias.

� muito dura consigo mesma, Anna. N�o havia mais nada que pudesse fazer.

E, al�m disso, era apenas um cavalo.

Que interessa um cavalo?

Era uma verdadeira amiga!

Com um cora��o mais humano que a maioria das pessoas.

� uma coisa boa.

Nas pr�ximas semanas, teremos uma sopa muito mais densa.

Vamos, doutor. Vamos limp�-lo. Cheira a entranhas de cavalo.

- Aqui est�, Mikha. - Obrigado.

Credo! Que cheiro � esse?

� pior que um cavalo morto.

Comprei-o em Grabilovka.

Estou a ver...

- N�o sabia que tinham uma perfumaria. - N�o t�m.

Mas o ferreiro vende a maior parte dos ingredientes.

Sim, pareceu-me detectar

uma brisa subtil a...

Turfa?

Grabilovka?

Vou esvaziar o penico.

Sabes, Pelageya,

tens passado muito tempo aqui e...

Quero que isto pare�a a nossa casa.

Talvez dev�ssemos

instalar uma sanita.

Achas que a Anna sabe?

- O qu�? - Sobre ti e...

O qu�?

"Todos temos maus dias".

- Ela n�o estava a falar de mim. - Mas riste-te muito.

- Era um cavalo engra�ado. - Eu sei, mas prometeste n�o o fazer.

- Antes de uma opera��o. - Sim, prometi e n�o o fiz.

Era apenas uma solu��o a 1%. Estava

muito frio l� fora. O que querias? Que operasse com luvas de seda?

N�o, Mikha. Claro que n�o.

Desculpa.

Sabe como fico depois de perder um doente.

- Isto � bom. - Sim.

E amanh� teremos mais palha para o colch�o. Gra�as a ti.

"Todos temos maus dias, doutor."

Leopold Leopoldovic

nunca perdeu um cavalo!

Qual... qual a percentagem dessa solu��o?

- Tr�s. - Obrigado.

Eu fa�o isso.

Nunca pensei que seria feliz aqui.

Mas sou e

� por tua causa.

Muito obrigado.

Ol�.

Serve-te.

N�o.

N�o � para mim.

Obrigado.

Mas bebo um ch�.

Onde est� o bule?

Vendi-o.

N�o h� problema.

Os livros tamb�m.

Vejo que ficaste com o Doderlein.

Para esconder a literatura er�tica turca.

N�o h� problema nenhum.

Est�s bem?

N�o, n�o estou.

Estou melhor.

Melhor do que bem.

Estou espectacular.

- �pio? - Ar!

Nunca se acaba e nunca te sentes mal.

- Isto n�o � ar. - N�o disparei em ti?

Pensei ter-te deixado aos lobos e que eles te tinham comido.

Pronto.

Vais ler-me uma hist�ria para dormir.

"Um homem n�o pode escapar ao seu passado."

� uma hist�ria entediante.

Segunda-feira dia 22.

V�mitos de manh�.

Tr�s seringas de solu��o a 1%.

Senti-me melhor.

Operei o C.

O C morreu.

Sabes que o C era um cavalo?

O C era um cavalo?

Mesmo assim,

era uma vida.

E a primeira que perdeste por causa da morfina.

N�o me vais perdoar, pois n�o?

Sim.

Vou sim.

- N�o me digas que encontraste Deus? - N�o.

Encontrei a paz.

Eu tamb�m.

Bom dia, doutor.

Ou o que resta dele.

Ouvi que n�o estava bem.

Sim.

A temperatura est� baixa.

Eu disse que estavas doente, n�o a morrer de tifo.

O que se passa?

- Uma inspec��o de Zemstvo. - O qu�? Agora?

A qualquer momento. Enviaram este despacho urgente h� cinco semanas.

Querem apenas certificar-se de que tudo est� limpo, certo?

N�o � s� isso. V�o querer ver se os registos dos doentes est�o em dia,

verificar os nossos instrumentos,

examinar totalmente o nosso armaz�m.

Leopold Leopoldovic vivia para as inspec��es.

N�o puderam vir um ano devido � neve.

- Por isso, ele construiu a estrada. - Quer dizer, mandou construir a estrada.

N�o foi? Espere! Isto � apenas uma rotina?

Sim, honestamente, a melhor coisa que pode fazer, � n�o atrapalhar.

- Mas esta noite... - Limite-se

a tratar os doentes.

Certo.

Aqui est�s, Feldsher.

O que estavas a fazer?

A aparar.

O cavalo.

Bem... sente-se ali, voltarei daqui a um momento.

D�i-me o rabo.

Perfeito.

Permane�a de p� e eu vou buscar a pomada para as hemorr�idas.

Desculpe, eu...

D�i-lhe o rabo.

Duvido que o inspector da Zemstvo venha verificar

se o cavalo foi bem aparado, n�o?

Ele est� morto.

Vem, temos muito que fazer.

Tens esp�culos para limpar.

Mas, pensei que poderia fazer uma peruca.

Nunca se sabe.

Tudo bem, falei com a Anna e � s� uma inspec��o de rotina. Vai correr bem.

Temos um d�fice.

Eu sei, mas n�o � assim t�o mau, �?

� um litro.

A� tens, � um litro. Isso n�o � nada.

Nenhum modesto funcion�rio vai querer ficar em Mureyvo o tempo suficiente

para reparar que falta um litro.

Um litro e meio.

N�o te esque�as que tamb�m dei alguma aos doentes.

N�o, n�o, levei isso em conta e o d�fice...

� de um litro. - Um litro � o d�fice.

Falas como se fosse muito.

� basicamente, um lago.

Um lago.

Mas n�o tomei assim tanto, em alguns dias nem sequer tomei.

- E s� tomo uma solu��o a 1%. - N�o, tomaste tudo.

A prova est� aqui.

E mesmo que

a escrita seja quase ileg�vel,

acredito que os desenhos

falam por si.

N�o podemos alterar o passado.

� isso, tens raz�o. Posso mudar o passado.

- Basta alterar as fichas dos doentes. - N�o.

Quis dizer o contr�rio.

Na verdade, tenho a certeza de que disse o contr�rio.

E este? O que teve? Tenho a certeza de que posso receitar-lhe morfina.

- Joanetes. - Qu�o grandes?

N�o vale a pena, preciso de um litro de morfina.

Tenho de ir a Golyevo, � t�o simples quanto isso.

- Isso � uma boa ideia? - Sim!

O que foi?

Ele n�o se vai lembrar.

Gaze,

15 gramas de cafe�na,

20 gramas de aspirina,

120 gramas de morfina, uma garrafa de

c�nfora, uma garrafa de clorof�rmio...

Desculpe?

Disse 120 gramas de morfina?

- Sim, disse, sim. - Isso � muita morfina.

Sim, bem, sabe...

Foram aqueles bolcheviques.

- Tem havido imensos conflitos. - O qu�, j� chegou a Mureyvo?

Sim, tem sido brutal, tem sido...

Quero dizer...

Apenas que...

- Prefiro nem falar nisso. - Ainda assim,

120 gramas corresponde quase

ao dobro do atribu�do ao hospital.

N�o faz mal, eu pago o excedente.

Penso que

isto deve chegar.

Fique com o troco.

- Preciso de ver um selo oficial. - Sim, claro.

Voc� n�o � o Leopold Leopoldovich!

Isto ainda n�o acabou!

Bolas! O desgra�ado denunciou-me � Zemstvo.

- Isto n�o � uma inspec��o de rotina. - N�o sabes isso.

- J� pensaste bem nisto? - N�o tenho tempo para isso.

Pelageya!

Precisamos de mais garrafas. Onde est�o?

- Debaixo da tua cama. - Vai busc�-las!

Por favor.

� s� para a inspec��o.

Colocamos estas atr�s e a morfina na frente.

� simples.

Sim, nem pensei muito nisto.

Pelageya, por favor.

Eu perdoo-te.

� o Bolshoi.

Vi l� uma produ��o maravilhosa do "Cors�rio".

Adorava ir a Moscovo.

Ou a outro lado qualquer. At� mesmo a Omsk.

Para qu�? Temos tudo o que precisamos aqui.

At� o Bolshoi.

Mikha!

Soldados.

At� aqui em Mureyvo.

Muito bem, Feldsher.

- Diz-me o que se est� a passar. - Bem...

Desde a queda do Czar, a m�e R�ssia tem estado em guerra...

... com ela pr�pria. - Sim, sim.

Estou a par desta revolu��o est�pida, Feldsher.

Camarada...

Doutor.

� est�pido ter levado tanto tempo � R�ssia

para abra�ar esta nobre causa bolchevique!

Precisamos de identificar os feridos mais graves.

Feche este, camarada.

"Camarada"?

N�o vai subsistir, Doutor.

Solu��o a 3%.

- Este parece mal tratado. - Sim, foi atingido no peito e na perna.

Perdeu imenso sangue, sofreu queimaduras do frio e gangrena.

- N�o acredito que n�o esteja morto. - N�o, ele est� morto.

- T�o jovem. - Este, Doutor!

Fique tranquilo. Mantenha-se comigo, mantenha-se comigo.

Talvez uma anedota?

E qual era esta pe�a de vestu�rio extravagante, pergunta voc�.

O mais deslumbrante par de cal�as.

- E o que se passa aqui? - Por favor, fa�a parar.

Feldsher, d� a este homem uma solu��o a 1%.

- E este? - Foi alvejado no est�mago.

- A bala ainda est� l� dentro. - H� muito l� dentro.

� o inspector da Zemstvo.

O qu�?

Doutor!

Continue a lutar, Camarada.

Estar� a p� muito em breve.

N�o penses mais nisso. Est�s a sair-te muito bem.

Esqueci-me de como era bom m�dico.

- Sim, j� n�o tenho licen�a. - Temos de parar a hemorragia.

- Aqui, bravo camarada. - Foi a melhor coisa que me aconteceu.

N�o, n�o � este camarada, � este camarada atormentado.

E o...

E o cavalheiro rechonchudo?

Tome isto. Controle a hemorragia.

Sei que n�o tenho nada a ver com isso. Quero dizer, tu �s o m�dico, n�o eu...

Retiraram-me a licen�a, o que � �ptimo, sabes...

Mais tempo para acabar o velho romance. Quero dizer, para come�ar.

- N�o v�s que estou dentro... - De algu�m, sim...

Mas o enorme... cidad�o,

l� fora com um buraco no est�mago,

parece que vai

morrer muito em breve.

E isto, n�o te parece grave?

Bem, mas ainda tem... uma.

Mais ou menos.

Uma maca j�!

Este camarada leal precisa de cuidados m�dicos urgentes.

- N�o faz mal, eu consigo andar. - N�o pode nada.

O m�dico sou eu.

O que est�s a fazer?

Aquele individuo corpulento l� fora est� a morrer.

- Tens prefer�ncia por esse? - Sim, este � um soldado bolchevique.

- Desde quando ligas � pol�tica? - N�o ligo, mas t�m imensas armas.

O que est�s a fazer?

Tem prefer�ncia por esse? H� outros que precisam mais que ele.

J� o tenho.

- J� o tenho. - J� o tenho.

- J� o tens? - Sim. J� tenho demais.

J� o tenho.

- N�o foi o suficiente. - Pelageya, ajuda-me!

Ele pesa uma tonelada.

E isso � sem o sangue.

Pelageya, corta-lhe a roupa.

Feldsher, a �gua oxigenada.

Inspector-adjunto Raveba, n�o sabia que estava c�, as minhas desculpas.

Como se sente?

Sim, claro...

Perdoe-me.

Ouvi dizer que foi promovido a Inspector S�nior. Parab�ns.

Pelageya, a boca do Inspector.

Espera...

Ele � o Inspector da Zemstvo?

Feldsher, por favor! N�o podemos ter aqui corpos!

De todos os dias que podia ter vindo, Inspector...

Mas n�o o fizeste.

Quero dizer, n�o de prop�sito.

N�o fiz nada disso, viste como as coisas estavam l� fora.

N�o estavam propriamente numa fila ordeira.

Na verdade, acho que me estou a sair muito bem, � a minha primeira guerra.

Como sabe, normalmente isto est� mais limpo.

Mas fizeste-o esperar l� fora uma eternidade.

Bem, ele n�o est� a morrer de aborrecimento, est�

a morrer por causa de uma bala que tem no est�mago.

Na verdade, duas balas.

- Pin�a. - Pin�a.

Feldsher, por amor de Deus, d� outra dose de morfina a este homem!

Que engra�ado, n�o me lembro de nada disto.

Ele ainda parece estar com muitas dores.

Talvez precise de mais por ser t�o gordo.

Dificilmente descreveria o Inspector como "gordo".

Ou mesmo forte.

� largo... largo.

Pelageya, uma solu��o a 5%, j�.

O que foi? N�o comecei esta guerra, nada disto � culpa minha.

Sou apenas um m�dico.

- Eu perdoo-te. - Pelo qu�?

- Imagino que n�o me tenha visto. - Eu vi-o.

Feche a porta.

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