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Original subtitles

Bem-vindos ao Last Week Tonight.

Eu sou John Oliver. Muito obrigado pela companhia.

Foi uma semana cheia.

Israel atacou o Irã, gerando um conflito que está aumentando neste momento,

RFK trocou os consultores de vacinação do CDC,

o Papa usou um boné dos White Sox

e tivemos esse grande momento no Tennessee:

Esta manhã, uma zebra em fuga e no ar.

Depois de mais de uma semana à solta no Tennessee,

finalmente pegaram Ed, a zebra.

Ed tem causado caos e confusão no Condado de Rutherford

desde 31 de maio.

Não!

Mas, após oito dias de fuga,

as autoridades pegaram o equino escorregadio.

As autoridades içaram Ed rapidamente no helicóptero,

antes de transportá-lo a um trailer para animais próximo.

Certo, tem muita coisa para se amar aqui, mas saibam,

quando se mostra imagens da zebra mais tranquila do mundo

parecendo entediada em uma rede voadora,

você não chama isso de "içar em um helicóptero",

você chama pelo que é, isca para o Last Week Tonight,

e caso não tenha ficado claro: Vocês me pegaram.

Olhem para mim agora,

eu estou dando notícias sobre zebras

e a Disney nem está me pagando para fazer isso.

E olhem, eu amaria passar o resto da noite respondendo perguntas como:

"É assim que transportam os animais agora?

Içados como um container de transporte adorável?

E o mais importante,

sentados como se fosse em uma cadeirinha?"

Mas infelizmente temos que falar de uma história que dominou a semana,

os protestos contra as operações do ICE.

Como vocês sabem, no último fim de semana

o ICE fez grandes operações no país inteiro

com um aumento de intensidade ordenado por Stephen Miller,

um homem que, apesar de todas as evidências fotográficas,

de alguma forma ainda tem menos de 40 anos.

Miller disse aos oficiais do ICE

"saiam para prender imigrantes ilegais",

sugerindo que atuem no Home Depot ou lojas de conveniência.

Isso foi o que aconteceu,

e foi uma bagunça desde o começo,

resultando em cenas como essas em Los Angeles:

Nós obtivemos vídeos de cidadãos esta manhã,

mostrando diversas pessoas detidas pela Segurança Nacional.

Ainda não está claro quantos foram detidos e por quais motivos.

Um homem disse: "Meu amigo começou a gritar ICE, ICE, ICE!

Eu achei que era brincadeira, mas não era.

Aí eu vi todos os trabalhadores começando a correr."

Isso é horrível,

alguém gritando "ICE" quase nunca vai ser positivo,

na melhor das hipóteses você, de alguma forma, voltou para 2014

e precisa fazer um desafio do balde de gelo,

uma coisa que, aliás, esse homem fez, porque ele foi indicado, e é verdade,

por Mike Tyson, Vince McMahon e Homer Simpson.

Era uma época mais simples.

Em resposta a essas operações,

LA viveu dias de protestos,

com as comunidades se reunindo em apoio aos vizinhos,

algo que Trump viu como oportunidade para fazer isso:

Eu enviei milhares de soldados da Guarda Nacional

e centenas de fuzileiros para proteger os agentes federais

dos ataques de uma multidão furiosa e violenta.

E parte da esquerda radical disse: "Isso não é legal".

Se eu não fizesse isso Los Angeles estaria pegando fogo,

assim como as casas pegaram fogo alguns meses atrás.

Sei que isso é chover no molhado, mas que babaca!

Não tem motivo para citar o incêndio traumático

que ainda está nas lembranças de todos em Los Angeles.

Do mesmo jeito que não se começa um brinde em uma festa de aposentadoria

dizendo: "Nossa, só o que falta depois disso é a morte."

É, todo mundo sabe, estamos tentando não pensar nisso.

E é tão óbvio quando ele para de ler e começa a improvisar.

O tom da voz dele muda totalmente.

Me pergunto se quem escreve para ele já escreve assim,

com espaços no teleprompter onde só diz "dê o seu chilique".

Um presidente mandando a Guarda Nacional

sem aprovação do governador não acontece desde 1965.

E não foi só Gavin Newson que foi contra,

o chefe da polícia de Los Angeles disse:

"Não estamos nem perto de um nível onde precisaríamos pedir ao governador

pela Guarda Nacional no momento",

e por um bom motivo.

Porque, apesar de muita cobertura sensacionalista da mídia,

tudo estava sob o controle da cidade:

Enquanto cenas como esta são transmitidas no mundo todo,

vamos dar o contexto:

Tudo está acontecendo em uma parte pequena do centro de LA,

entre a prefeitura e o edifício federal

para onde levaram os detidos nas operações do ICE.

Poucos quarteirões em um condado com dez milhões de pessoas.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, nos conta

que a ajuda extra não é bem-vinda:

Sobre a Guarda Nacional, você diz que são subutilizados.

Ou que não estão trabalhando.

Estou dizendo que não tem nada para eles fazerem.

Claro!

Por que mandar soldados se não tem nada para fazerem?

Você só vai ter quatro mil soldados vagando por LA,

passando na calçada da fama de Hollywood e dizendo: "Christian Slater.

Está bem."

Teve algum vandalismo e pedras arremessadas,

e alguns carros foram queimados,

mas foram incidentes isolados que não representam em nada

os protestos como um todo.

E não estou dizendo que não são imagens marcantes,

estou dizendo que colocar fogo em um carro vazio

não é a mesma coisa que agredir alguém.

A menos que estejamos no universo de Carros da Pixar,

onde queimar um carro é homicídio

e o Carro Papa condenaria você ao inferno.

Um personagem de verdade em Carros 2, a propósito,

implicando que há catolicismo de carros, Jesus dos carros

e, possivelmente, décadas encobrindo abuso sexual de carros.

Quanto ao povo de LA, eles não parecem preocupados,

com um jornalista dizendo:

"Eu diria que o dano colateral fica pouco acima do que acontece

quando os Dodgers são campeões."

E é bem isso.

Ainda mais que quando os Dodgers ganharam ano passado

os fãs literalmente queimaram um ônibus municipal.

Então a resposta federal pareceu muito exagerada,

ainda mais considerando que as tropas ficariam 60 dias lá,

custando ao contribuinte por volta de $134 milhões.

Geralmente, quando se gasta tanto em algo totalmente desnecessário,

nós pelo menos vemos um dos Vingadores.

Sinceramente, muito da violência e confusão que vimos em LA

veio das autoridades.

Tivemos muitos incidentes da polícia sendo abusiva com manifestantes,

membros da imprensa foram agredidos

e a certa altura o senador Alex Padilla foi colocado no chão e algemado

quando tentou fazer uma pergunta a Kristi Noem em uma coletiva.

O fato de que os supostos guardiões da paz ironicamente

pioraram a situação

levou Trump a postar "prendam agora quem está de máscara"

e "o que essas pessoas têm a esconder, e por quê?",

o que é uma opinião bem controversa, já que muitos dos mascarados

eram os agentes do ICE.

O responsável de Trump pela fronteira, Tom Homan, justificou dizendo:

"Eles estão tentando se proteger".

Sinceramente, a essa altura, o único oficial de imigração

que quero ver usando máscara é Tom Homan.

Não para proteger a identidade, só para eu não ter que olhar para a cara dele.

Ele parece uma montagem realista do Homer Simpson.

Parece que tentaram esculpir a cabeça de Andre Agassi em um sabonete.

Parece um Harvey Weinstein bebê.

Os manifestantes essa semana mostraram um controle admirável.

Vejam a resposta desse homem ao levar gás lacrimogênio,

com um nível quase irritante da calma de Los Angeles:

Você disse que foi pego no meio do gás lacrimogênio,

conte o que aconteceu com você.

O sabor do gás lacrimogênio...

é o sabor do fascismo.

Já existiu alguém mais Los Angeles do que esse homem?

Atitude sarcástica, óculos escuros à noite,

touca e moletom no verão e uma olhada para a câmera no momento perfeito,

enquanto parece um sósia do Travis Barker.

E quem sabe para onde tudo isso vai?

Estamos gravando no sábado, durante o desfile militar de Trump,

com grandes protestos acontecendo no país inteiro.

Então pode acontecer muita coisa até a hora que você assistir.

Mas eu fico confortável em dizer

que quando todos avisaram sobre o perigo

de chegar ao autoritarismo com Trump,

é isso.

Porque agentes do governo mascarados pegando pessoas na rua

e deportando sem o processo devido é autoritarismo.

Mandar os militares para pararem os protestos contra essas ações

é autoritarismo.

E a boa notícia é, as pesquisas mostram que há uma grande indignação por isso,

assim como as centenas de milhares de pessoas

na rua neste fim de semana.

Até em Minnesota, onde dois legisladores foram baleados sábado

e as autoridades sugeriram que os manifestantes ficassem longe,

as pessoas apareceram em massa do mesmo jeito.

O que é, sinceramente, o tipo de coisa que me dá esperanças de verdade.

Porque estamos vivendo em um momento na história dos EUA

que vai ser lembrado por atos de grande crueldade,

mas eu espero que também lembrem dos atos de coragem e rebeldia.

Pensem nesse governo como uma zebra à solta nos subúrbios.

Não deveria estar lá. Faz você gritar "ai, não!" muitas vezes.

Mas talvez, se todos trabalharmos duro o bastante, vamos poder contê-la

até o glorioso dia em que a veremos sair voando

até a porra do pôr do sol.

E agora, isso:

E agora, pais discutem nos canais locai

o que querem no Dia dos Pais.

O que você quer no Dia dos Pais?

- Outra gravata. - Outra gravata.

Meias. Alguma outra coisa clichê.

Alguma coisa da Yeti, um cooler seria ótimo.

Espero que minha família esteja vendo.

Talvez um passeio especial, talvez um cartão presente,

olha a dica.

Eu posso dar para minha mãe um cartão presente para um spa.

Ela passa o dia no spa. Eu não posso dar isso para vocês.

Por que não?

- Você quer ir para um spa? - Eu vou curtir em um spa.

O que você quer de Dia dos Pais, Charles?

Uma folga do trabalho no jardim, só isso.

Uma coisa básica, só quero me sentar, me deixem em paz.

Só me deixem com o jogo, vai ser um jogo ótimo.

Então de noite a minha esposa vai me dar finalmente...

Você sabe o que fazem para o dia dos pais.

Nosso programa passa tarde, preciso que você elabore mais.

- Bom, geralmente, os boquetes... - Sim.

Eles ficam menos frequentes com o passar dos anos.

Sim.

- Eles diminuem. - Talvez tenha um por ano.

Isso, e no Dia dos Pais ou no aniversário tem um flashback.

Ela dá um flashback nesses dias.

E você sofre no resto do ano.

E AGORA

Continuando.

Nosso tema principal de hoje é sobre crianças.

Sabem, idiotas.

Elas não têm habilidades importantes de adultos,

como saber declarar os impostos ou arrependimentos,

e por isso que há anos os noticiários locais

são cheios de tendências idiotas de adolescentes, como essa:

Aparentemente estão trazendo de volta o desafio do Homem do Kool-Aid,

que começou durante a pandemia.

Não!

Se não lembram, é quando os jovens imitam o comercial,

fingindo ser o Homem do Kool-Aid

e dizendo "isso aí" enquanto atravessam paredes e cercas.

Tem outro desafio popular, o "desafio Kylie Jenner",

onde colocam os lábios em copos e puxam o ar.

É o "desafio da casca de banana".

O desafio pode parecer inofensivo,

mas médicos dizem que pode causar ferimentos sérios.

Esse tiktoker só bebeu corante por onze dias para ver o resultado.

Podem perceber que minha pele está ficando azul.

Não deveria ser surpresa que tentar ficar azul não é boa ideia.

Olhem, quanto aos experimentos, "só beber azul"

provavelmente não vai ganhar um prêmio Nobel.

O que é bom, porque teríamos que ver um vídeo chamado

"eu comi meu prêmio Nobel só para ver o que aconteceria".

A questão é que jovens podem fazer muitas coisas imbecis,

e isso às vezes faz com que tenham problemas com a lei.

Algo coberto pelo personagem favorito de todos, Urso de Calças:

Urso de Calças, onde você pegou esse chocolate?

Eu não lembro de ver isso mais cedo.

Eu esqueci... eu peguei no corredor de doces.

Mas nós pagamos por ele?

Urso de Calças, não pode simplesmente pegar produtos do mercado. Isso é roubo.

Eu não queria roubar.

Socorro!

Não!

Não!

Se não conhecem, é o Urso de Calças. Um urso que, acreditem, usa calças.

E fale o que quiser da qualidade de Microsoft Paint da animação,

esse clipe está na minha categoria favorita de entretenimento:

Ursos britânicos sendo encarcerados.

Para mim, sempre seria nota dez.

Mas acontece que nos EUA

uma criança sendo presa por acidentalmente pegar um chocolate

não é tão difícil.

E nosso tema de hoje é sobre isso,

nosso sistema de justiça juvenil.

Nós já mencionamos algumas vezes,

no programa sobre polícias nas escolas, falamos de crianças presas por "crimes"

como jogar balas ou dar chilique.

Essas são algumas das muitas formas de se entrar nesse sistema,

e apesar de que alguns cometeram crimes sérios,

com muito mais frequência os problemas são coisas como vandalismo, furto

ou "ofensas de status", como faltar aula ou beber enquanto menor de idade.

Basicamente, crimes que só são crimes se você é menor de idade.

Podem ter visto histórias como a da criança de seis anos julgada

por pegar uma tulipa de um jardim no ponto de ônibus.

A questão é que nossos tribunais juvenis estão ocupados.

Em 2022, o ano mais recente com dados disponíveis,

fizeram audiências para mais de 600 mil casos.

No mesmo ano, mais de 130 mil jovens foram detidos antes do julgamento,

com mais 38 mil presos por ordens judiciais.

Os EUA prendem jovens em um nível muito acima de outros países,

segundo o estudo global sobre crianças privadas de liberdade.

E você não quer ficar na liderança desse estudo.

É como ouvir seu urologista dizer: "O mais estranho que já vi."

É essa vergonha que temos que sentir.

O nível de vergonha do topo da lista dos pintos estranhos.

E às vezes nós vemos esse sistema,

mas ele não costuma ser transparente.

Audiências juvenis são muitas vezes fechadas para o público.

E faz sentido. É importante proteger a privacidade dos jovens,

mas na prática isso cria uma falta perigosa de responsabilização

para os adultos no comando,

porque a verdade é que nosso sistema de justiça juvenil

tem muitas das falhas do sistema adulto,

só que as pessoas no comando têm ainda maior poder

e o dano que podem causar pode ter um prazo ainda mais longo.

Então hoje vamos olhar de uma forma um pouco mais demorada que o normal

para duas coisas: Nosso sistema de justiça juvenil

e as instituições para onde muitas vezes

mandam os jovens.

Vamos começar com algo que parece óbvio, mas vale a pena dizer:

Crianças não são adultos pequenos.

São, e isso é verdade, crianças.

E os estudos mostram

que descobrindo quem eles são e como querem se comportar na vida,

costumam ter comportamentos exploratórios e arriscados

que os ajudam a definir limites sociais, pessoais e familiares.

Ou, para dizer em outras palavras:

Parte da adolescência é testar limites,

e parte da adolescência é não ter o funcionamento cerebral

para entender: "Se eu fizer isso, vou ter problemas."

Isso.

Crianças são boas em testar limites e ruins em pesar as consequências.

São como um filhotinho,

ou um Robert Downey Jr. Antes do Homem de Ferro.

E entendemos há muito tempo que elas precisam de um sistema

que considere que suas mentes ainda estão em desenvolvimento.

Em parte, por isso foi criado um sistema judicial para eles em 1899.

Vejam esse filme de 1940, Boy in Court

que conta a história de um garoto de 15 anos

que ajuda a roubar um carro:

Johnny e mais outros 200 mil jovens que são presos todo ano

são o maior problema criminal dos EUA.

Não podemos fazer nada para ajudar esses jovens desviados

e os endireitar?

Sim. Podemos fazer algo.

Algo já está sendo feito.

Muitas comunidades acreditam que bons tribunais juvenis,

com serviços de liberdade condicional bem organizados

podem transformar jovens delinquentes em bons cidadãos.

Felizmente, Johnny mora em um lugar que tem um tribunal desses.

É, por sorte Johnny mora em um lugar com um tribunal juvenil.

Diferente de outros lugares,

onde jovens desviados eram mandados... para o labirinto.

Sem julgamento, ambas são boas opções, seja a reabilitação ou...

o labirinto.

No filme, Johnny fica em liberdade condicional,

e o oficial de condicional dele o guia para os esportes.

Um processo que termina nessa cena feliz:

Bem, Johnny.

O senhor Bennett disse que não precisa mais da condicional.

Você se endireitou.

Acho que não vai mais roubar carros, vai?

Nossa, isso foi burrice, não foi?

Com certeza foi.

Isso é legal,

mas esse garoto está realmente reformado?

Cabelo para trás, terno sob medida.

Talvez ele tenha passado para um nível maior de crime.

"Roubar carros era bobagem, meritíssimo,

eu não vou mais fazer isso, ou não me chamo Pequeno Bernard Madoff."

Nunca funcionou assim para todos, certamente hoje não é assim para muitos.

Uma investigação do sistema comparou ele ao "Plinko",

o jogo do The Price is Right onde uma ficha

pode cair de várias formas dependendo do que acerta no caminho.

E é basicamente isso aqui.

E em todos os níveis, fatores fora do alcance dos jovens

podem levá-los a resultados incrivelmente diferentes.

Infelizmente, muitos jovens nem imaginam como se navega nesse sistema,

nem quais são seus direitos básicos.

Por exemplo, em um interrogatório pela polícia,

os jovens renunciam aos seus direitos ao silêncio ou a um advogado,

de acordo com estudos, em até 90% dos casos.

Talvez eles não entendam as consequências.

Vejam essa mulher, que foi presa aos 15 anos e,

sem saber, abriu mão do direito a um advogado.

Ela foi mandada para um centro para menores, onde conheceu outra menina

que passou pelo mesmo tribunal

e as duas perceberam que ficaram sem algo bem importante:

Eu falei com a minha amiga: "Você teve um advogado?"

E ela falou: "Não, ninguém tem."

E eu falei: "Mas você nunca viu Lei e Ordem?

Todo mundo tem advogados. Você deveria ter um.

Se não tiver advogado eles providenciam um, não é?"

E ela falou: "Acho que não é assim para menores."

Isso é ridículo!

Todo menor sendo julgado deve ter acesso pelo menos

ao que eles têm em Lei e Ordem.

Uma advogada, dois detetives espertos,

um cara pouco conectado ao caso,

mas interpretado por um ator convidado estranhamente famoso

para você saber que é o culpado,

um cadáver interpretado por alguém recém-formado em cinema

e sempre tem um corte abrupto para o nome...

Exatamente. O de sempre.

Sem acesso a um advogado,

ela foi condenada a três meses em um centro para jovens

e seis meses de liberdade condicional.

Ela foi condenada por assédio, mas só o que ela fez

foi um MySpace zombando da vice-diretora da escola.

E se vocês se perguntam como prendem uma adolescente por isso,

foi porque o juiz decidiu.

É o único motivo.

Na maioria dos julgamentos de menores não há um júri.

Então o juiz é o único que define o destino do réu.

Sendo justo, alguns usam o poder de forma judicial

para dispensar ou redirecionar os casos,

podem exigir uma carta de desculpas, serviço comunitário

ou fazer terapia ou tratamento para abuso de substâncias.

Mas também podem tomar outro rumo,

mandar a centros para jovens infratores ou até julgar como adultos.

Fazemos isso com mais de 50 mil jovens por ano.

O que é menos que o auge de 250 mil, em meados dos anos 90.

Na época se falava muito na palhaçada de adolescentes "superpredadores".

Na época, julgar adolescentes como adultos

era uma promessa de campanha popular para juízes como esse:

Como juiz, se eu tiver a possibilidade

de julgar um menor infrator como adulto, eu vou.

Se é um adolescente condenado por homicídio, estupro

ou crimes violentos contra crianças ou idosos,

eu vou dar a maior sentença permitida por lei.

Mark Ciavarella: Um juiz que protege a todos nós.

Certo, eu tenho muitas perguntas.

Começando: Onde diabos ele está?

Esse cenário não diz "sou um nobre guardião da Justiça",

diz "meu centro de treinamento caseiro para ninjas caiu.

Esse é meu plano B."

Ciavarella foi o juiz que condenou essa menina

a três meses de prisão por uma página do MySpace,

e ela não foi a única.

Durante cinco anos, ele e outro juiz

sempre mandavam jovens para dois centros para menores infratores.

Em muitos casos, davam sentenças longas por infrações menores.

O que parece loucura até sabermos que eles recebiam pagamentos

desses centros, em um total de mais de $2,7 milhões.

O escândalo ficou conhecido como "crianças por dinheiro".

E quando se descobriu, a indignação ficou na parte do dinheiro.

Mas vamos deixar claro,

mandar crianças para esses lugares, mesmo de graça,

não está certo.

Ainda mais quando essas infrações incluíam fumar cigarros na escola,

abrir um ioiô em uma loja, esconder a bolsa de uma professora

e roubar um chocolate Hershey.

E vamos lembrar que foi o crime que o Urso das Calças cometeu.

E sabemos o que aconteceu com ele.

Socorro!

Não!

Sim, Urso das Calças.

Você tem sorte que não foi julgado como adulto.

E o fato dos juízes terem tanto poder

significa que suas ideias têm maior impacto nas sentenças.

Um dos maiores impactos

é a disparidade racial nas sentenças.

Do total de jovens presos, 46% são negros,

apesar dos negros serem 15% dos jovens do país.

É uma discrepância apontada com muito sarcasmo

por esse diretor de um centro em Nova Orleans:

Temos garotos afrodescendentes, negros.

Hoje aqui eles são 100%, ontem eram 100%,

foram por volta de 100% na maior parte do meu tempo aqui.

A nossa região tem uma anomalia, os garotos brancos não são presos.

Parece que não roubam carros, não brigam na escola,

parece que não vendem drogas.

Se fazem isso, não estão sendo presos.

Se a população é 100% só de uma raça, sempre tem algo errado.

Isso não é por acaso.

Mesmo em um casamento de negros em uma igreja negra,

alguém tem um amigo do trabalho.

Existem tantas histórias de garotos com consequências diferentes

pela mesma atividade.

Como Eric, um garoto de 13 anos que estava vendo um filme

e viu alguém com um coquetel Molotov.

Ele achou legal que queria tentar fazer alguma coisa parecida.

Ele pegou uma garrafa vazia e encheu de produtos caseiros,

fechou com fita e botou um pedaço de papel higiênico na tampa.

E que fique claro, não era um coquetel Molotov.

Era uma garrafa que parecia um.

Ele esqueceu na mochila por engano e levou para a escola,

onde foi retirado da sala, interrogado pela polícia e preso.

Ele foi acusado pela posse de um coquetel Molotov,

que ele não tinha,

de tentativa de incêndio, o que não poderia fazer,

e por carregar uma arma perigosa, e, novamente, não era.

Eric é negro.

Quando o advogado contou a história, uma mulher branca se aproximou e disse:

"Meu filho fez exatamente isso, mas teve um castigo diferente.

A escola mudou o cronograma de aulas dele

para ele estudar Química."

E não há disparidade maior em castigo do que entre prisão

e ter mais aulas.

E para ver como essas diferenças são evidentes,

vejam o exemplo do Condado de Rutherford, Tennessee.

Os jovens negros são 16% da população,

mas entre 2010 e 2021, foram 38% dos encarcerados.

Você quase pensa que inventaram motivos para prender jovens negros.

Pois adivinhem só:

No Tennessee, uma juíza está na mira

por prender jovens negros ilegalmente por assistirem a uma luta em 2016.

O suposto crime era responsabilidade penal

pela conduta de terceiros.

Um problema é que é uma lei falsa.

É, "responsabilidade penal pela conduta de terceiros"

não é um crime real.

Não podem inventar motivos para prender quem você não gosta.

Eu, pessoalmente, gostaria de prender

quem colocou Johnny Depp para promover perfumes.

Escolheram um dos poucos homens que sempre parecem

cheirar a pés e ayahuasca.

Isso me parece um crime.

Mas pelo menos eu reconheço que não é.

No fim, prenderam onze alunos do ensino fundamental.

Tudo isso aconteceu em um tribunal comandado por Donna Scott Davenport.

Ela fez um sistema onde até jovens acusados por delitos menores

deveriam ser presos e levados até a cadeia.

E segundo ela, era só o necessário para parar uma onda de crime juvenil,

dizendo: "Temos uma crise com as crianças do condado.

Eu nunca vi algo tão ruim."

Ela se chamava de "mãe do condado".

E talvez no sentido em que a rainha em Aliens: O Resgate era a mãe.

Eu permito.

Davenport tinha um programa de rádio onde dizia não ter escolha

além de fazer o que fazia:

Eu prendi um menino de sete anos nesses treze anos,

e me partiu o coração.

Mas agora é comum que tenham oito, nove anos, ou mais.

Certo, eu não sou juiz e nem jurista.

Eu sou especialista em sentar atrás de uma mesa,

digerir mal a lactose e falar qual porquinho da índia é sexy.

Da esquerda para a direita: Sim, sim, sim, sim e sim.

É uma mão cheia, senhoras.

Mas eu tenho certeza

que se prender crianças de oito ou nove anos

é "comum" para você,

talvez seja você quem precise ir para a porra da cadeia.

A questão é que o juiz do seu caso é uma das grandes variáveis

do tabuleiro Plinko do seu caso.

A outra é o tipo de castigo.

Se o juiz não for mais leniente, eles podem usar várias ferramentas,

como a liberdade condicional.

Foi o que o pequeno Johnny recebeu.

Alguns juízes dão essa pena no lugar do encarceramento,

ou então depois.

A princípio, parece melhor.

Os jovens continuam em casa

e, ao menos em teoria, têm apoio da comunidade.

Mas as condições podem ser tão fáceis de se violar

que podem acabar presos por comportamento normal de adolescente.

Tivemos um caso há uns anos em Michigan de uma menina chamada Grace.

Ela foi julgada por roubar na escola e brigar com a mãe.

Ela foi condenada a "liberdade condicional intensiva".

Isso incluía rastreamento,

reuniões frequentes com assistentes sociais,

terapia, ficar sem celular

e só podia usar o computador por motivos educativos.

Ela também tinha a obrigação de fazer o dever de casa.

Mas tudo isso aconteceu no início da pandemia

e das aulas remotas.

E todos sabemos que foi bem difícil para alguns jovens.

Grace perdeu parte do apoio que teria na escola

e não entregou alguns deveres.

Ela logo foi algemada e presa por não fazer o dever de casa.

O juiz disse que ela era uma ameaça à comunidade.

Uma descrição que Grace discorda veementemente:

Você sente que em algum momento foi uma ameaça à sociedade?

Não, não, não.

Se chamarmos todo mundo que já pegou alguma coisa

ou que discutiu com a mãe

de ameaça para a comunidade,

imagino que todo mundo seria uma ameaça à sociedade.

É, não faz sentido.

Se ela fizesse o dever, não seria considerada uma ameaça.

Mas ela não entrega um gráfico e vira a porra do Tony Montana.

Estudos indicam que liberdade condicional juvenil

é, no melhor caso, ineficiente, e no pior, leva mais à reincidência.

E a triste realidade é que ainda é melhor que as alternativas mais duras.

Isso nos leva à segunda parte: Encarceramento de menores.

Basicamente, prender as crianças.

Pode ser um centro de detenção juvenil onde aguardam o julgamento,

como uma cadeia,

ou um centro para estadias a longo prazo após a sentença, como uma prisão.

Mas muitos desses lugares não gostam de usar o termo "prisão",

preferindo "escola estadual", "academia" ou "centro para jovens".

A entrevista com a diretora desse centro vai esclarecer

que esses eufemismos não enganam ninguém que está dentro de um:

Taylor se chama de "centro".

O estado considera um centro de correção.

A gestão chama os menores de "clientes", e não "presidiários".

Eu falei hoje com um jovem que disse:

"Nos chamam de 'clientes', mas somos prisioneiros.

Chame do que quiser. Estamos em uma prisão."

Ele tem razão?

Bem, nós ainda controlamos os movimentos deles.

Eles certamente estão em um ambiente onde nós temos controle, e eles não.

E provavelmente se parece com uma prisão.

- E tem arame farpado. - Isso.

- E portas com trancas. - Isso.

- Que trancam na frente e atrás. - Isso.

Uma das maiores dificuldades no meu trabalho, com certeza,

é sempre equilibrar as necessidades do cliente

e a segurança pública.

Certo, deixando de lado o uso da palavra "cliente",

"provavelmente se parece com uma cadeia"?

É claro! É a porra de uma cadeia!

Muita gente se sente presa quando na verdade não está.

Quem tem um casamento sem amor, quem trabalha com a câmera ligada

ou o público de uma suposta comédia falando sobre prisões para crianças.

Mas quando se tem arame farpado e jovens trancados em celas,

não é só sensação, é a realidade.

Não importa como você chame, quando entra, fica claro o que é:

Por fora, parecem escritórios.

Mas, ao entrar, parece uma prisão.

Essas são celas para uma pessoa só.

Olhando de perto, a imagem assustadora mostra quem está lá dentro.

Crianças pouco mais altas do que a maçaneta.

Meu Deus!

Sinceramente, parabéns ao garoto por aumentar o fator do medo.

Ele viu alguém com uma câmera e disse:

"Vou mostrar para vocês como é aqui dentro, babacas."

Porque parece exatamente com uma prisão para adultos.

E geralmente tentamos suavizar as coisas para crianças.

Por isso existem versões infantis para músicas de sucesso.

O Kidz Bop é muito criticado, mas quem mais muda as letras

de "Thrift Shop" de Macklemore como eles.

De "deveria lavar, tem cheiro dos lençóis de R. Kelly"

para "deveria lavar, tem o cheiro das minhas chuteiras".

Melhor impossível.

Dozes estados não têm idade mínima para mandar a esses centros,

e em outros a idade mínima é sete ou oito anos.

O que já é assustador, e piora ao descobrir como é lá dentro.

Escutem essa mãe falando sobre as condições

do centro onde o filho dela estava, em Michigan:

Tiveram uma inundação de esgoto.

Meu filho ligou e me disse:

"Mãe, literalmente tem cocô",

não posso dizer o que ele falou.

Flutuando nos corredores. Urina e fezes.

Eu agradeço que ela se esforça para ser educada,

mas se seu filho falou

que mora em um rio de merda aprovado pelo governo,

você com certeza pode xingar no noticiário local.

Na verdade, deveria ser encorajado, cacete!

Um funcionário daquele centro disse: "Eu venderia minha alma

se meu filho estivesse lá para poder tirá-lo, porque é péssimo".

E o centro já fechou, mas existem histórias parecidas

de condições insalubres em todo lugar nos EUA.

E esses lugares deveriam ser para reabilitar.

Mas faltam serviços básicos, como apoio à saúde mental.

É estimado que até 70% dos jovens no sistema judiciário

possuem problemas mentais diagnosticáveis,

mas só 20% recebem apoio psicológico dentro deles.

No caso da educação, também não é melhor.

Um jovem na Carolina do Sul disse que só teve um dia de aulas

em um período de nove meses.

E uma advogada em Michigan disse que seus clientes menores

não tinham com o que escrever para fazer os trabalhos que recebiam,

e uma mãe disse que o filho não ia às aulas no centro,

mas recebeu um caça-palavras para completar.

E claramente isso não é uma educação adequada,

mas saibam que é a única vez que vou falar mal de um caça palavras.

Essa merda é divertida.

Um mistério das letras, onde seus olhos são detetives?

Pode passar para mim.

Eu sou uma vadia das palavras que ama acertar:

Para cima, para baixo, ao contrário, na diagonal,

é um Cirque Du Soleil para a mente.

Quando você encontra uma palavra na diagonal e ao contrário,

meu bem, meu bem...

Eu fico excitado com isso!

Não é surpresa que os estudos mostrem que alunos em detenção

têm resultados acadêmicos muito piores.

Um estudo em Washington descobriu que só 16%

dos estudantes em detenção se formam no ensino médio,

em comparação a 72% dos estudantes fora da detenção.

E não são só estruturas ruins ou falta de serviços,

também há violência física, muitas vezes encorajada por funcionários:

Trinta oficiais do condado de Los Angeles foram processados

por organizar o que a promotoria chama de "luta de gladiadores"

dentro de um centro de detenção de menores.

O vídeo de uma dessas lutas publicado pelo LA Times ano passado

ajudou a começar uma investigação.

Os pais de um dos jovens falaram com a NBC Los Angeles,

horrorizados com o vídeo.

Disseram que os guardas não fazem nada.

Eles até apertam a mão de um dos garotos envolvidos.

É aterrorizante.

Até o imperador romano que inventou as lutas de gladiadores,

seja quem for, assistiria e diria: "Qual o problema de vocês?"

E também: "Como tem luz sem fogo? E onde eu estou vendo isso?

Mas principalmente, qual o problema de vocês, caralho?"

E a equipe também participa de forma ativa do abuso.

Há muitos relatos de funcionários retirando absorventes

ou medicamentos prescritos como um castigo coletivo.

Eu não quero entrar nos muitos exemplos

de violência física que encontramos na pesquisa.

Vale dizer que um guarda em um centro na Flórida

batia nos detentos com uma vassoura que ele chamava de "Vassourinha".

E se não fosse ruim o bastante, e já é muito,

alguns centros também usam o confinamento solitário.

Como já falamos antes, é considerado como tortura.

Para crianças e adolescentes, isolamento prolongado

pode causar ou exacerbar deficiências mentais

ou outros problemas graves de saúde mental,

e ainda assim são usados com frequência.

Há denúncias de jovens mantidos na solitária por 22 horas ou mais,

muitas vezes ao longo de dias, semanas ou meses.

Ouça esse homem que passou pelo sistema da juíza Davenport na adolescência

contando como ficou na solitária:

Meu melhor amigo e eu saímos uma noite,

e abrimos uns carros destrancados.

Eles não roubaram os carros, mas levaram algumas moedas.

Foi um delito não-violento, mas Dylan foi para a solitária

durante quatro dias enquanto esperava um juiz.

Quatro dias não parecem muita coisa, mas não tem nada para fazer.

Se tranque em um armário por quatro dias e você vai entender.

É, com certeza seria tortura.

Tente se trancar no armário por quatro dias.

Vocês vão enlouquecer rapidamente.

Claro, talvez você olhe no fundo

para ver se tem chance de ir para Nárnia,

mas ainda assim, você teria que lidar com animais falantes carentes

e umas alegorias cristãs bem chatas,

talvez seja melhor ficar sozinho.

E lembrem-se que nem era a punição.

Ele só estava esperando o julgamento.

Isso acontece direto.

Mas alguns centros não usam o termo "solitária",

chamam de "retiro", "isolamento", "segregação"

ou "sala de confinamento".

Um até mesmo chama de "cabanas de reflexão".

O que parece um lugar em The Bachelor

onde os participantes vão para se masturbar.

E alguns centros aplicam isso sem nenhuma vergonha.

Como o centro Richard L. Bean em Knoxville.

Eles trancam mais jovens em celas do que qualquer centro no estado.

Este é o diretor, Richard Bean,

explicando a filosofia geral dele sobre detenção de menores:

Antigamente nós tínhamos a palmatória.

Paramos em 1986, quando o Estado disse que não podia.

Desde então, tivemos muitos problemas.

Antes não tínhamos problemas.

Achavam que eu era louco,

eu batia em seis ou oito por ano. E tudo ia bem.

Nós tratamos todos como se fossem assassinos.

Se você agir assim, não vai ter problemas.

Quer saber? Eu tenho um problema.

E meu problema não é só o seu nome ser ridículo,

ou você ter uma prisão para menores com o seu nome.

Não é nem o barulho que você faz com os lábios

como se fosse um vídeo relaxante para sociopatas.

É que não deve tratar os jovens sob seu cuidado como assassinos.

E para ficar claro, a maioria dos jovens no centro do Dick Bean

ainda não foram condenados de nada.

A maioria só foi acusada e está esperando o julgamento.

Mas os jovens lá ficam na solitária por coisas como respostas atravessadas

e esquecer de levar os livros para a aula.

Quando um canal local conversou com o presidente do conselho,

ele disse que não tinha nada errado no que faziam:

Não estamos jogando eles em uma jaula.

É o quarto normal deles.

É o quarto deles.

Essa é a solitária.

É como dizer: "Vá para o seu quarto."

Do que está rindo? Seu homem esquisito!

Esse riso só faz sentido se, fora da imagem, tiver um duende

fazendo cócegas no saco dele com uma pena!

E essa não é a questão, mas quero tirar um tempo

para falar do episódio de Acumuladores

que acontece atrás dele.

O que está acontecendo?

Tem quatro bandeiras dos EUA, um aquário para pendurar camisas,

dois apoios para livros sem livros, uma coleção de elefantes,

um boneco do Trump, um boneco do Obama

que pode equilibrar as coisas ou deixar tudo pior,

um retrato de Richard Nixon e um Richard Bean de verdade!

Por que está aí atrás, Dick? Sente em outro lugar!

Você é velho demais para ficar no fundo

sem parecer que é uma situação no estilo Um morto muito louco.

O Departamento de Serviços à Infância do Tennessee

registra há anos o uso impróprio da solitária nesse centro,

e mesmo assim continuam aprovando a licença de funcionamento deles.

E Richard Bean finalmente vai se aposentar este ano

depois de mais um escândalo no centro dele,

mas vai fazer isso aos 84 anos.

E além do centro continuar aberto,

esse ovo recheado continua sendo o diretor.

E esse é o problema,

nada do que eu falei hoje é uma informação nova.

Sabemos que existem abusos

nos centros de confinamento para menores há décadas.

E vale lembrar que, se sua prioridade é segurança pública,

prender centenas de milhares de jovens não é a resposta.

A detenção aumenta a probabilidade deles serem presos e punidos.

Um estudo no estado de Washington mostra que cada dia passado em detenção

aumenta em 1% a chance de reincidência.

Então trancar os jovens, a longo prazo, não faz sentido nenhum.

Como mostra essa crítica ao sistema de Nova Jersey:

Dos jovens presos aqui, 95% são negros.

Os nossos importam para nós.

Em um custo de mais de $250 mil por jovem por ano.

Mais do que estudar em uma faculdade de elite.

Muito mais por ano que quatro anos de faculdade.

E os jovens que saem desses centros reincidem

em uma taxa maior de 80%.

Então sabemos que estamos pagando por um grande fracasso.

E pagando muito dinheiro.

É, além de tudo, esse pesadelo nem é barato.

Eu posso recomendar um livro que fala mais sobre o tema.

Se chama "O argumento econômico contra tortura infantil,

no caso de você precisar".

A verdade é que não fazemos isso por ser eficiente,

porque não é.

Fazemos porque queremos.

Porque temos medo ou estamos bravos com esses garotos.

Ou não imaginamos que podem ser nossos filhos.

Então não estamos nem aí.

Há até uma ideia de que o que acontecer

com esses jovens nesses centros

foi merecido, mesmo que aconteça algo horrível.

Os jovens no centro Ware da Louisiana

denunciaram que sofriam, entre muitas coisas terríveis,

abuso sexual vindo dos guardas

para poder usar o telefone ou em troca de comida.

Apesar do padrão terrível de abusos,

a promotora só processou três guardas

nos seus 13 anos de mandato.

E os três fizeram acordos para ficarem fora da cadeia

e para não entrarem no registro de abusadores sexuais.

Ela disse que não queria incomodar alguém

com acusações que não mereciam.

Quando perguntaram se ela ficava preocupada

pela segurança dos jovens naquele centro,

ela disse: "Cometeram assalto à mão armada e homicídios.

E muitas dessas garotas ainda nem chegaram aos 18 anos.

Se me preocupo com a segurança delas? Não.

Acho que elas conseguem se cuidar sozinhas."

E é interessante ver quem ela reduz a um rótulo.

"Essas assassinas estão bem por conta própria,

mas não vamos chamar esses pobres guardas abusadores

de 'abusadores'.

Eles têm toda a vida pela frente. Eles podem mudar!"

Esse tipo de indiferença é infelizmente muito comum no sistema.

E se querem ver as consequências do começo ao fim,

vamos analisar o caso de Solan Peterson.

Um menino de 13 anos preso após um incidente na escola.

Os pais pediram que ele fosse para um centro de saúde mental.

Mas ele foi mandado para um centro de detenção para menores.

O mesmo onde os guardas

abusavam sexualmente das meninas.

Lá, ele desmontou uma lâmpada na cela dele

e foi mandado para o isolamento.

Pelas regras da Louisiana, o isolamento não pode ter mais de quatro horas.

Solan ficou em isolamento por quatro dias.

Em certo momento, ele disse a um guarda que queria morrer,

e o guarda respondeu: "Se quer se matar, vá em frente."

Eu vou deixar essa matéria continuar a história:

Solan tirou a própria vida em confinamento solitário

no centro Ware em Coushatta.

O menino de 13 anos ficou preso lá

por incendiar um rolo de papel higiênico na escola.

A morte de Solan levantou dúvidas

se ele deveria ter sido mandado para o centro.

Ele não tinha antecedentes e tratava estresse pós-traumático

e TDAH com medicações novas.

Temos certeza de que se Solan morasse

a 25 km daqui, isso não teria acontecido.

O juiz de outro distrito

teria feito uma escolha diferente no caso dele.

É, é de partir o coração.

Mas o centro Ware continua aberto.

E se perguntarem como o sistema pode tratar crianças assim,

eu diria que é o que acontece quando muitos de nós

paramos de vê-los como crianças.

Alguns podem ter feito coisas horríveis, muitos não fizeram,

e nenhum merece isso.

Todos fizemos coisas idiotas na juventude.

Talvez você furtou em uma loja, cometeu vandalismo,

zombou de um professor na internet, brigou,

ou, Deus me livre, abriu um ioiô em uma loja.

Você viu crianças tendo problemas por causa disso essa noite,

e talvez você não tenha encarado consequências.

Mas vale lembrar das variáveis de raça, classe

ou o jeito como cai a ficha do Plinko,

e as coisas poderiam ter sido muito diferentes.

E o que podemos fazer?

Eu diria que todo o sistema que mostrei a vocês,

do começo ao fim, precisa de reformas.

No processo judicial juvenil,

eles precisam de aconselhamento legal a cada passo.

Se quiserem abrir mão do direito a um advogado,

que seja depois de falar com um advogado.

Se derem liberdade condicional, que seja de forma que recompensa e incentiva

o bom comportamento, no lugar de penalizar cada erro.

No geral, especialistas sugerem

que o uso modelos de terapia multidimensionais familiares,

programas de mentoria e intervenções comunitárias

são a melhor abordagem na maioria dos casos.

Um dos estudos mais compreensivos já feitos nesses campos,

que examinou mais de mil adolescentes por cinco anos

depois de serem presos por delitos menores,

descobriu

que as medidas não são melhores só para os jovens,

mas melhora a segurança pública ao reduzir a violência,

o que é bom para todos.

O bom é que muitos trabalham duro para providenciar esses serviços.

O ruim é que estão sofrendo muito com os cortes do governo Trump.

Quanto ao encarceramento, eu admito que alguns jovens

podem ser um perigo para eles mesmos ou para outros,

e podem precisar de um tempo em um ambiente controlado.

Mas mesmo nesses casos, eu diria que qualquer tratamento

deve ser totalmente diferente do encarceramento de adultos.

Eu também diria que os adultos

deveriam ter um encarceramento totalmente diferente,

mas isso é para outro dia. Outro dia.

Temos que reconhecer que todos esses estados

aprovaram alguma regra limitando o encarceramento de menores

por violações pequenas da liberdade condicional,

e isso é bom.

E todos esses e a capital

aprovaram leis para melhorar as condições nos centros de detenção.

Mas eu tenho que avisar que mudanças cosméticas

podem dar uma falsa tranquilidade.

Temos muitas notícias de centros se gabando de novas abordagens,

como terapia com animais ou ioga.

Mas depois descobrimos que possuem os mesmos abusos

dos centros tradicionais,

só com paredes mais coloridas.

A reforma não pode ser um evento discreto,

tem que ser um compromisso constante para reimaginar o sistema.

E pela última vez: Eu entendo que alguns jovens

podem cometer crimes horríveis.

Mas nosso ultraje com esses crimes

não pode ser o que guia o tratamento a esses jovens.

Ainda mais pensando que os cérebros mudam conforme os jovens envelhecem.

Estudos indicam que até traços de psicopatia

diminuem com a idade na maioria dos jovens,

envolvidos ou não no sistema judicial.

A questão é, não importa o que fizeram, menores merecem segurança,

respeito, proteção e uma chance para superar os erros.

Eles merecem ser tratados como indivíduos com potencial e valor,

e eu diria que especialmente nos seus piores momentos.

Ser adulto é difícil.

Virar um é ainda mais.

E temos que nos esforçar muito para garantir que não estragamos vidas

por colocar os jovens sem pensar nessas prisões ou "academias",

ou "centros para a juventude" ou "pátios de liberdade reduzida",

ou como quiserem chamar essa porra.

E se conseguirmos,

talvez um dia possamos olhar para essa desgraça de sistema

como uma coisa do passado.

E, como o Johnny feliz e reformado, dizer: "Foi burrice, não foi?"

E agora, isso:

E agora,

a jornalista da KLAS Ozzy Mora ama mostrar exemplos.

Pense nas redes sociais como uma árvore tipo essa.

Cada galho representa uma plataforma diferente.

Las Vegas é um dos lugares com o maior número de despejos.

Algumas das pedras que vemos aqui podem ficar escondidas nos parques,

entre as árvores,

postes de luz

e mesas.

As meninas treinam de seis a oito horas todo fim de semana.

Disseram que o objetivo é trazer oportunidades para as mulheres.

Cada educador certificado precisa renovar a certificação

a cada cinco ou seis anos.

Depende da sua formação.

Este curso de ioga oferece seis horas

para contar entre as quinze necessárias para se renovar.

Quando você abre essas portas, as oportunidades são infinitas.

Os alunos podem ficar em qualquer uma dessas estações,

podem conectar fios

ou cortar madeiras

ou martelar.

E os números mostram quantos alunos estão com problemas.

No ano escolar de 2022-2023,

o departamento recebeu 4100 encaminhamentos

de pais ou pediatras.

O condado ainda nem passou da metade deste ano escolar,

e já tem 2000 encaminhamentos.

E AGORA

Esse foi nosso programa.

Muito obrigado pela audiência, até semana que vem.

Boa noite.

Não!

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