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Original subtitles

Faz todo sentido.

O Coop e a Sam se encontraram num bar, numa festa ou num churrasco.

Os dois levaram chifre.

Ele é gostoso. Ela também.

Os dois estavam solitários e bêbados.

Foi fácil demais.

A surpresa seria se eles não começassem a trepar.

Aí o tempo passou. Uns três, seis meses.

Eles não falaram nada por causa da Mel, do Paul e de todo mundo.

Mas aí o Paul descobriu.

Ele foi atrás do Coop, e aí o Coop matou ele.

Legítima defesa. Crime passional. Algo…

Isso é ridículo.

Se não me mostrarem provas irrefutáveis, não vou acreditar que Coop é assassino.

A gente conhece ele há anos.

Mas a gente não sabia que ele e Sam estavam transando, né?

Só estou comentando. Não sabemos tudo sobre o Coop.

Nem sobre a Sam, pelo visto.

O Paul traiu ela durante anos.

Estava tumultuando o divórcio. Talvez ela tenha surtado e matado ele.

Ou, e é o mais provável, foi outra pessoa.

Vai saber no que Paul se meteu.

A Sam estava em Boston com os pais. A polícia conferiu o álibi.

Grace, falou com a Mel?

Deixei uma mensagem. Ando ocupada.

Meu Deus. É verdade. Como o Barney está?

Ele está em casa, o que é bom. Eu acho.

Deslocou o ombro, quebrou uma costela e agora isso.

Estou deixando ele sedado pela minha sanidade.

Alguém reparou que a violência aumentou por aqui? Estranho.

Falei com a Mel ontem.

Ela está puta, mas tem certeza de que ele é inocente.

É o ex dela. Claro que tem certeza.

- Não parecia inocente quando foi preso. - Ninguém parece de algemas.

Como eu disse, pode ter sido outra pessoa. Ou foi um erro.

Homicídios sempre são um erro.

Ninguém deve fazer nada que não possa comentar depois.

É Oscar Wilde.

O quê?

Estou dizendo.

Paul os pegou no flagra, a coisa esquentou. Bam.

O Paul tem a garçonete. Por que ligaria?

Homens são territoriais. Têm um código. Sei lá.

Então o Coop estava com a Sam na casa dela,

e ela estar a 320km de distância não importa?

E enquanto desafiavam as leis da física transando a distância,

Paul, que nem morava mais lá, os pegou no flagra.

E, nesse cenário que você criou, o Coop, que nunca atirou na vida,

estava com uma arma que não era dele e nem estava perto dele,

- porque ele estava nu. - Não sei tudo.

Era uma amizade colorida.

- Não se mata por um amigo colorido. - Mas era só isso?

O Coop não ama a Samantha.

Como você sabe?

Porque ele ama a Mel.

Se o Coop fosse matar alguém, ele teria matado o Nick há muito tempo,

mas não matou. E por quê?

Porque o Coop não é assassino.

Essa situação toda é absurda.

Ele simplesmente ficou parado no memorial,

como se tudo estivesse bem.

Porque não foi ele.

É claro.

Ou é um sociopata.

Tá legal. É sério, Suz? Mas o que… Eu…

Ainda vamos no evento do Miller?

- Com certeza. Claro. - Sim.

SEUS AMIGOS E VIZINHOS

Sr. Cooper.

Sr. Cooper.

Andrew Cooper.

Sim, Excelência.

Conversou com sua advogada e entendeu quais são as acusações contra você?

- Sim, Excelência. - E se declara inocente.

- Sim. - Registrado.

Advogados, o escriturário confirmará a data do julgamento.

A fiança foi definida em US$ 250.000.

E agora?

O juiz Wood nos dará um mês antes do julgamento.

O promotor é fraco. Provavelmente farão um acordo.

- Não quero um. - Fique à vontade.

- Eu não matei ele. - Não perguntei.

Por que não, caralho?

Nos dá licença?

Por que não perguntou? Por quê?

Não importa.

Armaram pra mim, tá legal?

É sério. Muita gente odiava o Paul.

Pode ter sido a Sam, alguém que sabia da gente.

- Sou o bode expiatório perfeito. - Não se vence casos assim na vida real.

- Então como se vence? - Normalmente, sem chantagear a advogada.

Olha, vamos minar o caso deles, atacar durante o processo,

cadeia de provas, credibilidade de testemunhas,

e, se fizermos direito, definimos dúvida razoável.

- E acha que consegue? - A arma no carro será complicado.

Kat.

Eu não perco, Coop.

Pagaram a sua fiança.

Terei o pré-julgamento na quinta.

Enquanto isso, tenta ficar longe de problema.

E o carro que vem com isso?

Andy.

Obrigado, pai.

Pega. Pensei que poderia estar com fome.

Fiz um sanduíche de peru.

Não sei o que você come hoje em dia, mas era o seu favorito.

Vai ficar tudo bem.

Não sei, não, pai.

Bom, vamos te levar pra casa.

Parece que precisa tomar um banho e cochilar.

Me deixa na Mel.

- Quer que eu espere? - Não. Vou ficar bem.

Como arranjou o dinheiro pra fiança?

Minha conta pessoal.

Pai, os impostos vão cair matando.

Fazer o quê?

Tudo bem. Eu vou te pagar.

Ei. Eu diria que você tem outras prioridades no momento.

- O que faz aqui? - É terça-feira.

Qual é, Mel? Só quero falar com as crianças.

- Sobre o quê? - Sei lá. Pensei em perguntar da escola.

Dizer que não sou um assassino.

- Por favor. Você me conhece. - Por favor?

Sabe que eu não faria isso.

Eu não sei nada.

Não sei o que anda fazendo. Quem anda comendo.

- Não sei por que… - Sério?

…seus filhos e eu vimos você quase morrer espancado.

Só sei que foi preso por assassinato.

Então até eu souber algo diferente, quero você longe deles.

Eles já sofreram bastante.

Esta já foi a minha casa.

Este já foi o meu mundo inteiro.

Era incrível quantas vezes a mesma coisa podia partir o seu coração.

Olá?

Oi?

Você voltou cedo.

Eu pensei que se amontoasse em pilhas pareceria mais limpo,

mas aí achei alguns discos antigos e… É, tem muita coisa.

Como se sente?

Parece que passei a noite preso. E você?

Estou a mesma de sempre.

Vamos pegar alguns sacos de lixo e começar a limpar.

Tá bom.

Vamos começar pelo porão, a polícia bagunçou tudo.

Se tivessem achado o dinheiro, teriam mencionado.

Não tive tempo de contemplar a ironia de ser roubado.

Só queria minha grana.

Ei. Cadê ela?

- Ela está ocupada. Ei! - Lu!

- Ela não quer te ver. - Acha que eu ligo?

Está de brincadeira?

Vamos lá.

- Vem cá! Vem. - Ah, é?

O que vai fazer com isso?

Larga isso, Coop.

Entra aqui. Vamos conversar que nem gente.

Pega.

Tenho cinco minutos.

- Deixei um ensopado no fogão. - Você me roubou?

Eu não roubo ninguém.

Fico sentada e pessoas como você me trazem coisas.

Meu dinheiro sumiu.

Está no ramo da grana. Isso acontece.

- Christian? - O Christian conseguiu se vingar.

- Você falou onde me achar. - Falei.

Depois que o convenci a não te matar.

Que é o que ia acontecer.

Pelo que vejo, você saiu quase ileso.

- Podia ter me avisado. - Eu avisei.

Falei pra não mexer com arte, mas você só escuta o que quer.

Há regras neste jogo. Você precisa aprendê-las.

Você desrespeitou o Christian.

Ele respondeu.

Ação, reação. Estão quites. Ele fará negócios agora,

mas soube que você tem problemas maiores.

E justo quando estava começando a mostrar muito potencial.

O ensopado vai queimar.

Ei, eu não matei ninguém.

Isso torna a situação ainda mais patética.

Não volte aqui.

- E aí, Félix? - O Equador está acabando com a gente.

Aqui está o que Chivo te deve.

Que beleza.

Não sabia que empregadas ganhavam bem.

Te arranjo um emprego se quiser.

Estamos bem?

- Até a próxima. - Não.

Não terá uma próxima. O Chivo não trabalha mais pra você.

Me trouxe dinheiro e acha que pode falar assim?

Por favor, Félix. Eu trocava as suas fraldas.

Toma cuidado como fala comigo.

Estou tomando cuidado.

Manda um "oi" pra sua mãe.

Ei. Você está bem?

É que parece que acabaram de parar de nos encarar por sermos um casal.

E agora tem isso.

Ergue a cabeça. Você não fez nada de errado.

- Não devia ter mandado eles pra escola. - Não mandou. Eles foram.

Aqui é uma cafeteria. Imagina como deve estar no colégio.

Vou falar que podem ir embora.

Se eles precisarem ir, eles vão.

Está demorando muito. Vamos até o Phil.

É quase nossa vez.

E aí vamos esperar mais dez minutos pelo café. Vamos lá.Agora não tem carro?

É, eu agradeço.

Ela está aqui. É.

Nos vemos depois.

Eu só…

Eu nem sei como começar a falar disso.

Sei que é complicado, mas…

É complicado?

- É. - Você transa com o Coop.

Eu transo com Nick.

Dá pro Nick e eu dou pra outro…

- É a sua conclusão? - …já que fazemos isso.

Mel, o Coop matou meu marido.

- Ele não matou ninguém. - Você não sabe.

Ele não está bem.

Não é especialista no meu ex só porque transou com ele.

Sei que é difícil aceitar, mas o Coop e eu éramos próximos.

- Ah, é? - É.

Eu transei com ele há poucos dias, então não eram tão próximos.

- Desculpa, o quê? - Teto de vidro, Nick.

Que merda isso significa?

- Por que está brava comigo? - Não creio.

- O quê? Você mentiu pra mim! - Eu tinha medo de contar.

- É diferente. - Teve medo

- por um motivo. - Vamos sair daqui.

Por que estava com medo?

Mel. Eu ainda sou sua amiga.

Não. É uma viúva interesseira

que quer sugar o máximo de simpatia por um marido morto que odiava.

Cacete.

Não, Mel.

- Vai se foder! - Mel, para, por favor.

- Nick. - Vai se foder.

A porta?

É minha carona.

Liga pro Coop.

O que elas estão vendo?

É meu pai?

Não. É a sua mãe.

…por um marido morto que odiava.

Cacete.

Não, Mel.

- Vai se foder! - Mel.

Viu o vídeo?

Vi.

Pagaram a fiança do meu pai,

minha mãe brigou na cafeteria.

Vai ter uma baita redação pra universidade.

Se serve de consolo,

os pais de todo mundo são fodidos de alguma forma.

Mas você não é.

Já me conheceu?

Desculpa. Pensei que você…

Idiota.

Ali. O que é isso?

Eu fiz faxina e achei isto.

É seu.

Quis vir aqui te entregar.

Você ficou com isso por 15 anos.

É.

Também queria conversar.

Não podemos. Aqui não. Me liga.

Eu te liguei.

E mandei mensagem.

Ali, eu tenho família.

Não dá pra falar sempre. Está me colocando numa posição difícil.

Bom…

quer o disco de volta?

O quê?

Não, fica com a merda do disco. Só…

Eu te ligo.

Mas não volta aqui.

Lembra quando prometi te matar por último, Sully?

É verdade, Matrix! Prometeu!

Eu menti.

Agora não tem carro?

Nick. O que está fazendo aqui?

Quando coloco a cabeça no lugar, um deles abala minha vida.

- Qual é o problema deles? - É.

É assustador quando você percebe que é a adulta.

Mas não sou. Essa é a questão.

Preciso que eles sejam meus pais.

Parece que eles têm drama demais pra lidar em vez disso.

E foda-se todo mundo que acha que ele é culpado.

Meu pai é um imbecil, mas não é assassino. Jesus!

- O quê? - O quê?

- O quê? - Não foi ele.

É perfeitamente natural você achar isso, mas não tem como saber com certeza.

Conheço meu pai.

Acho importante você entender

por que algumas pessoas podem acreditar que foi ele.

Estava comendo a esposa do cara.

Tá, podemos não falar disso?

Não prenderiam um branco rico como o seu pai

- sem provas. - Está brincando?

Além disso, ele tem um histórico de violência.

Ele não é violento.

Ele deu um soco no meu pau.

Você é inacreditável.

Qual é?

- Ele é seu pai. - Sai.

Você apoia ele, e eu te apoio. Confia em mim.

No meu namorado mais velho que eu?

- Sai. - Tori, para de ser dramática…

- Oi. É pra Tori? - Sim.

Foi mal pelo seu rosto.

Tudo bem. É bem possível que eu tenha merecido.

Mereceu.

Está aberta!

Nick, o que faz aqui?

- Vim dar um soco na cara do Coop. - Eu também.

Mentira. É o seu braço bom que está na tipoia.

Como se eu fosse usar ele.

Cavalheiros, dada a situação,

nós deveríamos sair e encher a cara pra valer.

É, a noite está doida demais.

Isso sempre acontece.

Sabe por que ele sempre está de bom humor? É por isso.

- Vocês se resolveram? - Nem de longe.

- Mas estou com poucos amigos. - Faça eles pararem de ser atropelados.

Preciso admitir. A bebida está misturando bem com o Vicodin.

Beleza. Com licença.

Beleza, rapazes.

Lá vamos nós.

Presente delas.

- Obrigado. - Olá.

Oi. Obrigado.

Vamos erguer e beber.

Beleza. Vamos lá.

Isso aí.

Nada mau.

B, falou do bolão pro Coop?

Não.

- O quê? - Vai parecer pior do que é.

Tem um bolão pra saber se é culpado.

Falando em voz alta, parece ruim pra caralho.

Certo. E o que as pessoas acham?

Não sei. É meu amigo. Não participei.

- Barney? - O quê? Eu estou com o Nick.

- Tá, mas apostei em inocente. - Aí.

Apostei em dúvida razoável.

- Boa. - Jules apostou em homicídio qualificado.

- Nossa. - Ela é corajosa.

- Coop. Não acredito. - Ai, meu Deus.

- Olha quem chegou. - Oi, Coop. É muito bom te ver.

- Como vai? - Puta merda. Você é Nick Brandes.

- Sou. - Toby e Josh trabalhavam pra mim.

A empresa ficou uma merda sem você.

Não pode ser verdade.

É sério, cara. Não sei o que ouviu, mas Roma está em chamas.

Os suíços ameaçaram sair.

- Sério? - É.

O Jack está enlouquecendo.

Que doido. Usei seu número na universidade.

- Você jogou? - Na D3, cara.

Eu sou muito branco.

Mas comprei duas das suas privadas. Mudaram minha vida.

Meu mano.

Dá pra alguém nos atender? Vamos comprar bebidas

- pra eles. - Rapazes.

- Podem servir… - Ei!

Pelo seu comportamento, imagino que tenham cheirado cocaína.

Essa é da boa.

Acho que eu poderia superar ela ter me traído,

mas parece que ela está brava comigo por ter me traído, entendem?

Ah. Sim.

Já se livrou das acusações de assassinato?

Estou resolvendo.

O Evan pegou seis meses por evasão fiscal.

Foram nove meses e valeu a pena.

Fiquei em Otisville, que parece um acampamento de verão.

Melhorei no tênis e consegui contatos bons pra caralho.

Só tem caras importantes. Faço negócios com três deles.

É isso aí, Coop. Você devia ir pra Otisville, cara.

É. Ou talvez eu seja absolvido.

Eu não me sentia bem assim há anos.

Aí, amigão. Pega leve.

Pegar leve? Não.

Não tem como pegar leve.

- Estou de volta. - Beleza.

O Choi está de volta.

O Choi voltou pra valer.

O Choi voltou…

Cacete, Barney.

Amigão?

Esse lance de assassinato…

- Sim? - Admito que eu não esperava por essa.

Você acha que vai vencer o caso?

Barney.

Estamos chapados num campo de golfe às 0h,

então por que não me pergunta o que você quer perguntar?

Porque eu não quero te perguntar.

E essa é a parte assustadora.

Não sei se eu me importo.

- Então se foi você… - Não matei ele.

Tá bom. Beleza, isso é bom.

Muito bom.

Mas, pra deixar registrado, eu não perguntei.

Está com medo?

Foi uma pergunta idiota, desculpa.

Como vai a reforma?

Eu quase queimei tudo uma noite dessas.

Você está tendo problemas? O que foi?

Sinceramente, não sei.

Tem cômodos na casa que nunca usamos. E estamos construindo mais.

A Grace gasta demais.

Eu gasto demais. É quase uma função corporal.

A gente come, bebe, compra todas essas merdas.

Aí falamos sobre o que compramos e sobre o que mais vamos comprar,

e aí compramos.

Às vezes ando pela casa

e vejo quanta merda a gente tem e fico pasmo pra caralho.

Quando viramos esse tipo de gente? Quando nós…

Quando nossas vidas ficaram tão vazias…

a ponto de precisarmos preenchê-las comprando coisas?

- Não sei o que aconteceu comigo. - Ninguém sabe o que acontece.

Tem algo rolando com você. Não precisa contar.

Mas eu só queria que você soubesse que eu sei.

Não sei o que eu sei.

Mas eu sei.

Aconteceu alguma coisa comigo, cara. Não sei nem se consigo explicar. É…

Eu fui demitido, e tudo mudou.

Tudo que eu achava que conhecia, que era sólido, permanente, simplesmente…

Não sei.

Sei lá.

Me enganei com as regras.

Não existem regras.

Comecei a invadir casas e a roubar coisas delas.

Ai, porra. Meu carro.

Onde ele está?

Foi confiscado.

E preciso ir ver a Kat na cidade.

O Wally vai te buscar depois que ele me deixar.

- Certeza? - Wally, pode trabalhar hoje?

- Com certeza, Nick. - Resolvido.

Deus te abençoe.

Beleza, rapazes.

Obrigado. A noite passada foi diferente.

É. Nunca mais vamos fazer isso.

Quando o Hunter tinha quatro anos, ele ia ao nosso quarto no meio da noite,

com medo dos monstros que crianças veem em pesadelos.

Eu o colocava na cama e ele dormia nos meus braços.

Ele se sentia seguro assim.

Quando envelhecem,

fica difícil protegê-los das coisas que podem assustá-los ou feri-los.

Mas você sempre tenta.

E, um dia, percebe que o que está os ferindo é você.

O que aconteceu?

Foi uma longa noite.

Sabe, eu…

fui ver vocês ontem.

A mamãe me contou.

- Legal da parte dela. - Seria mais legal se abrisse a porta.

Olha, ela só…

Ela está fazendo o que acha que é o melhor, sabe?

Mas escuta, filho.

Quero pedir desculpa.

Por toda essa besteira.

Primeiro teve o divórcio e agora está tendo essa confusão.

Nunca quis que nada disso acontecesse. Sei que não facilita pra você,

então só queria dizer que sinto muito.

Pai. Você vai pra cadeia?

Tá bom, Hunter.

Isso é importante. Aconteça o que acontecer, você precisa me ouvir.

Eu não matei o Paul. Eu não tive nada a ver com aquilo.

Eu sei que não.

Vim aqui pra te dizer isso.

Eu agradeço.

Então eu não vou pra cadeia por uma coisa que não fiz.

Tá bem?

Hoje tenho uma reunião com Kat Resnick,

que é a melhor no ramo dela.

E vamos dar um jeito nisso. Tá bem?

Bom, é melhor você tomar um banho primeiro.

- Está fedido. - Valeu. Bem observado.

Algo mais?

Tenho uma namorada.

- Bom dia. - Merda.

Noite difícil?

Te dou US$ 1.000 por essa xícara de café.

Caralho, Grace.

Está pior agora do que no hospital.

Eu sei o que vai dizer.

Então nem vale a pena, né?

Ele é o meu melhor amigo, Grace.

Você precisa começar a aceitar

que o seu melhor amigo pode ser preso por assassinato.

Não foi ele.

- Sabe disso? - Você não?

Não sabe de tudo, Barney.

Eu sei o suficiente.

E você também.

Nem sei o suficiente sobre você.

O que isso quer dizer?

Achei isso na sua gaveta.

Me fala que não tem a ver com o Coop.

Você e eu, né?

Você e eu antes de qualquer outra pessoa.

Você e eu.

Bebe.

Vou preparar seu banho.

- Bom dia. - Bom dia, Mel.

- Oi. - Como você está, Mel?

Bem.

Eu queria conversar.

Mas eu tenho uma sessão às 11h.

O paciente das 11h cancelou.

Muitos pacientes cancelaram.

Quantos?

Por causa do Coop?

Não. Não foi por causa do Coop.

…por um marido morto que odiava.

Cacete.

- Não, Mel. Vem cá. - Vai se foder!

Ai, meu Deus. Tá bom.

Nem imagino pelo que estão passando,

- todo o estresse. - Estou bem, Deb.

Não acho que está.

- Estou pressionada, mas… - Você a agrediu.

Me agrediu primeiro!

Nossa. É isso que eu devo dizer aos pais dos pacientes?

Que está tudo bem por que ela começou?

Foi legítima defesa.

Foi agressão cognitiva.

- Não faz isso. - Quê?

Dar uma de psiquiatra.

Estou tentando conversar.

Por favor, Deb.

Você nunca teve vontade de bater em alguém na vida?

Claro que tive. Mas não bati.

Devia ter batido.

Porque é muito mais terapêutico do que só sentir vontade.

É um momento de autoconcordância.

Não é o que tentamos passar pros pacientes?

- Mel. - Ela trepou com o meu marido.

- E o acusou de assassinato. - Ex-marido.

O quê?

Tá, dane-se.

Mel, acho que, no momento, precisa de ajuda.

Sairá de licença.

Sinto muito.

Agora mesmo?

E o "eu não perco"?

- Às vezes um acordo é vitória. - Mas sou inocente.

Qual é, Kat? Se é porque eu te coagi, então…

Você me chantageou.

E, independentemente do merda que você é e da vagabunda que eu sou,

criamos nossos filhos juntos e não acho que você matou o Paul.

Mas preciso expor suas opções.

- Tivemos o pré-julgamento. - E?

Como sua advogada, deveríamos considerar um acordo.

Dois laboratórios confirmaram seu DNA na cena.

A arma no porta-malas.

Tem algo a compartilhar que explique alguma coisa?

Você mentiu sobre a Sam.

- Ela também. - Ela estava em Boston.

Aniversário do Henry.

- O quê? - Nada.

Coop. Com o acordo, pode ficar livre antes do Hunter se formar na faculdade.

- É sério? - Estou tentando te ajudar.

Me pondo na cadeia?

Não me fode, Kat.

Você mesmo fez isso.

Coop. Eu tenho conversas assim todo dia,

e preciso dizer.

Não acho que um júri te achará confiável.

- Por quê? - Não está dizendo a verdade.

- Sobre o quê? - Tudo.

Não acredito que foi sozinho à boate,

não acredito que ficou com a sua irmã depois

e não acredito que seu sangue estava no chão só porque estava comendo a Sam.

É uma boa hora pra me contar

o que você está escondendo.

- É complicado. - Claro.

Porque só lido com julgamentos simples.

Como a arma parou no carro?

- Não sei. - Mentira, Coop.

Me dá alguma coisa.

- De novo, não fui eu. - De novo, não importa.

Cacete.

Valeu, cara. Beleza.

Oi.

- É o carro do Nick? - É.

Meu carro está confiscado pra talvez ser usado como prova contra mim.

Se veio falar sobre o Hunter ter vindo, eu não pedi…

O Hunter veio aqui pra conversar?

Não.

Ele nem me fala duas sílabas.

É. Bom, o que eu posso dizer? Tenho um dom.

Fui demitida hoje.

Por minha causa?

Na verdade, sou capaz de perder o emprego por conta própria.

Eu…

Eu briguei com a Sam.

Vocês discutiram?

Tipo isso.

Aí soquei a cara dela.

Eu sei, vi o vídeo.

- Então por que me perguntou, porra? - Porque eu queria ouvir você falar.

Defendeu minha honra?

Ela te chamou de assassino.

É. Pelo visto, nenhum de nós dois pode mais sair por aqui.

Você não é, né?

Um assassino?

Não. Eu não sou.

Desculpa.

Que bom que perguntou.

A Kat acha que vai vencer?

Ela sugeriu um acordo e eu respondi: "Vai se foder."

Ótimo.

Como isso se tornou nossa vida?

Você raramente destrói sua vida num momento.

É geralmente uma série de momentos ao longo do tempo.

Quando a realidade veio com tudo, vi cada um desses momentos alinhados,

como se eu tivesse arquitetado tudo.

A pergunta não era: "Como isso aconteceu comigo?"

Era: "Como caralhos não previ que ia acontecer?"

Sincronia, Adaptação e Revisão: The Legender

Me ajude a fazer esse trabalho: bit.ly/3Shfa5o

Legendas: Rafael Magiolino

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