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- Dizer a verdade pode ser mau - Dizer a verdade pode ser mau
Dizer a verdade...
Dizer a verdade pode ser bom
Dizer a verdade é má ideia
Dizer a verdade É um problema difícil
Dizer a verdade... Dizer a verdade é uma assustadora...
Dizer a verdade É uma assustadora angústia
Dizer a verdade é uma erva amarga
Dizer a verdade É um túnel perigoso
Quando se sai desse túnel É uma erva amarga
Esquece "erva". Não há êxitos com "erva".
- Dizer a verdade é perigoso... - Perigoso!
- Dizer a verdade pode ser perigoso - " Perigoso" quê?
Dizer a verdade pode ser um perigo....
- Dizer a verdade pode ser um perigoso - Assunto
Porquê?
Porquê?
Porquê?
Dizer a verdade Pode ser um perigoso assunto
Porque se tu próprio Não souberes porquê
- Hã? - Estou só a dar-te ideias.
Não, que brilhante!
AGORA, EM DISCO COMPACTO!
Vê, "Simon & Garfunkel's Greatest Hits".
A " Dangerous Business" equipara-se à obra deles.
- Achas? - A diferença é que eles tinham agentes.
A nossa canção equipara-se a " Bridge Over Troubled Water".
Se arranjarmos um agente, gravamos um álbum.
- Agência " Freed Talent". - Fala Chuck Clarke.
- Sim? - Somos músicos e buscamos agente.
Vimos o anúncio na Variety. Vamos ao Song Mart na terça.
Temos uma canção nova que achamos boa para um álbum.
Um álbum? Vão ao Estúdio Álbum?
Não, não é o Estúdio Álbum. É o Song Mart.
É um sítio experimental para novos talentos.
Pronto, foi outra noite de audições no Song Mart.
Que músicos, esta noite. Boa sorte, miúdos.
O que é que achou, Sr. Freed?
- Como agente? - Sim.
O que eu disse ao Tony Bennett foi isto,
cantem canções conhecidas. Se não gostarem, podem aplaudir.
- Não somos cantores. - Somos compositores.
E então? Os Beach Boys não eram compositores?
O Anthony Newley não é compositor?
Para vender canções têm de incluir piadas e rábula.
De contrário, francamente...
são velhos, são brancos e não têm carisma.
Não chamam a atenção.
Esta noite é a primeira audição dos Rogers & Clark.
Não entendo o que fizemos mal.
Nada, mas já que vos vaiaram, mudem a coreografia.
- Não temos outra coreografia. - Temos vivido das nossas poupanças.
- Mas estão reduzidas a zero. - A sério?
Ouçam, consegui-vos contrato.
- A pagar? - Claro.
- Onde? - Honduras. Num hotel para Americanos.
Os outros artistas foram-se por temerem os esquadrões da morte.
Mas só é perigoso na província.
- Quanto? - 75 por semana com cama e comida.
- São só 37,50 a cada um. - Exato.
Tens jeito para contas de cabeça. Táxi!
Espera lá...
Ou há 10 semanas em Marrocos por 950 dirhams por semana.
São 95 dólares americanos.
Infelizmente, só consigo arranjar avião das ilhas Canárias.
- Ligo-lhe de manhã. - Eu também.
- Querem boleia? - Não, obrigado. Vou a pé.
- Quero pensar um bocado. - Eu também.
Não pensem muito tempo.
Quem dera a muitos um contrato no Norte de África.
Lyle, importas-te? Quero ficar sozinho para pensar.
- Lyle! - É o único bar aberto do bairro.
Finge que não estou aqui.
- Que vai beber? - Bourbon e água, sem gelo.
- São dois. - Bourbon, não. Cais para o lado.
Dê-lhe uma cerveja.
Quero uma cerveja.
Vocês conhecem-se?
Sim, nós... temos uma....
- Éramos uma parelha musical. - A sério? São conhecidos?
Não. Só nos conhecemos há cinco meses.
Antes disso, éramos uns tipos normais...
com empregos.
Queríamos ser compositores.
Amor em calda quente, Coberto de chocolate
Amor em calda quente, Beijos de cereja...
Pratos, tartes, peixes...
- Isto é, isto é...a beatitude é... - Pára!
- Camioneta de gelados! Pára! - Aqui!
Não sejas estúpido! Pára!
Beijos na boca, palmadas no rabo. Perfeitamente delicioso.
Não, não. Amor em calda quente.
Beijos de cereja.
Beijos na boca, palmadas no rabo. Perfeitamente delicioso.
Que se passa, querida?
Esta é uma parte muito especial da noite.
Há anos, um casal festejava 51 anos de casados.
Voltaram no ano passado... para o 52º aniversário.
Eu disse-lhes que, se voltassem no ano seguinte...
eu comporia uma canção para eles. E voltaram.
O casal Thomopoulos
comemoram esta noite o seu 53º aniversário de casamento.
- Muito bem! Muito bem! - Que maravilha!
Prometi que te amaria para sempre
Uma promessa que pretendo cumprir
Ficarás bem depois de eu partir
Para a terra do grande sono
Vou deixar amor no testamento
Sim, vou deixar amor no testamento
A minha vida está quase no fim E o tempo passa tão depressa
Queria dar-te um presente Para agradecer-te o passado
A minha vida está a acabar
Não a devia ter tocado aqui. Oh, é tão humilhante...
Empregados tolos a gritarem comigo, gente a atirar-lhes comida à cara.
- Amo-te. - Obrigado.
Se vivêssemos juntos, a tua vida seria muito mais simples.
A minha vida não é assim tão má, só tenho muitas dores.
- Amas-me? - És maravilhosa. A sério.
Só tenho que ter a certeza de que és a mulher certa.
Meu Deus!
Um tipo diz que é compositor e adorou a minha canção.
Ele diz que quer pagar-me um copo.
Volto já.
- Conheci-a e eu fiquei... - Corta o "e eu".
- Assim, " Conheci-a, fiquei...?" - Sim!
- Ela foi embora... - Sim. Isso mesmo. Repete.
- Mais forte? Conheci-a... pumba! - Sim!
- Conheci-a... pumba! - Deixa-me tentar. Deixa-me.
Programas. Procuro programas
Tenho de ter programas. Para a minha máquina.
- Já sei, já sei. - Se admites que tocas acordeão.
Não te querem numa banda De rock.
- Bolas, tu estás mesmo aceso. - Olá, boneca.
Há quem prefira sofrer com o que tem a tentar o desconhecido.
É verdade?
Isso é porque a maioria dos homens vive vidas de tranquilo desespero.
Ai, sim?
As miúdas chamam-me Falcão. Foi da guerra de bandos...
"Falcão"?
- Dás-nos mais meia hora? - Meia hora? Meia hora?
Como a última? Deviam pagar-me horas extra!
Experimenta isto. Meia hora como a última meia hora
- Aonde vais? Fica. - Temos algo!
Lyle, ouve-me. Ela não merece que chores por ela.
Ela não entendeu o teu sentido de dedicação.
Desculpa. Isto vem-me em ondas a cada poucos minutos.
Não faz mal.
Já não sei o que fazer.
Não sei o que fazer sem ela.
Estamos casados desde os 17 anos.
Nunca namorei ninguém a não ser a Willa.
Willa.
Éramos felizes quando eu estava na bomba de gasolina. A casa era boa.
Eu ia para casa e compunha canções.
A Willa bordava e...
Abriu a fábrica de pneus e, num ápice, a população aumentou.
Lyle, estás sentado na minha gravata.
Eu disse à Willa, "Ouve, temos que ir para Nova lorque ou para Nashville.
"São os únicos dois sítios onde se vendem canções."
Foi assim que viemos para Nova lorque.
Fui cá um " idiota"...
Idiota.
Não é " idiota", é " idiota".
- Indiota. - Idiota.
Indiota.
- Diz " idi". - Idi.
- Agora, diz "ota". - Ota.
Diz " idi" e "ota" . Depressa.
"lndiota."
- Está melhor. - Conheces bem calão.
- Este é o meu amigo Lyle. E tu és...? - A Dorothy.
- E esta é a minha amiga Siri Darma. - Lyle, fala com a Siri.
Siri, tem cuidado com este tipo. Ele é muito rápido.
Não olhes para mim dessa maneira. És bonita como o caraças.
- És tão bonita! - Não gozes comigo!
Todos os tipos devem dizer-te que és bonita.
- És tão maluco, Falcão. - Maluco?
Quero beijar cada centímetro teu, colar-me a ti...
sacar um pedaço de ti!
Não precisavas de ter saído comigo.
Concede-te uma chance. Só saíste com a tua mulher.
É preciso ter um certo visual.
Tu entras num sítio daqueles e as miúdas desejam-te.
Tens cara de mau mas com personalidade.
E a forma como andas... só dá com um corpo pequeno.
Já viste carros desportivos altos? Com o teu ar...
Estás a idealizar-me.
- Não aturo isso. - Não posso abandoná-lo.
A cada dez minutos, chora. É como um órfão.
- Que fazes? - Vou deixar-te.
- Que história é essa? - Não quero voltar a ver-te.
Se nunca mais me vires,
será só uma vez a menos por semana do que me vês agora.
A tua vida é uma anedota.
- Willa? - Estou, Lyle.
Estou no parapeito da janela do meu apartamento.
- Quê? - Andei a enganar-te a ti e a mim.
Não tenho talento nenhum. Não tenho dinheiro.
Nunca acharei a mulher certa e a Carol foi-se.
Lyle, não consigo fazer nada como deve ser.
Tudo o que te disse é mentira. É uma fantasia pegada.
- Sou um falhado. - Vou já para aí.
Não chames a Polícia.
O escândalo poderá arruinar-me a carreira.
Descansa! Não chamo a Polícia.
- Lyle! - Não chamo a Polícia.
Estou, finalmente, no parapeito Estou, finamente, no parapeito da vida
Quando nem as lágrimas chegam Quando a dor é tão grande
- Estou finalmente no parapeito... - Sr. Clarke? Tenha calma.
- Bolas! - Tenha calma, tenha calma.
Como vai, Sr. Clarke? Faça o seu telefonema daqui.
Oh, não!
- Venha cá! - Matem-me!
Julgas que às vezes o pai e eu não nos sentimos em baixo?
Mas eu sei que amanhã é outro dia.
O Sol nascerá amanhã. Aposta o último dólar que é amanhã
- Espera e verás - Quem és tu?
- Lyle Rogers. O melhor amigo dele. - O rapaz é um felizardo, sabe?
Ele não quis viver connosco em Queens.
Vá, não vires as costas à mãezinha. Vá lá.
Ali está outro! Olha!
- Dá-me a mão. - Aguenta, Falcão. Estou a ir.
Não te aproximes mais. E não me chames Falcão.
- Pedi-te para não dizeres. - Receei não vir a tempo.
- Não te zangues, Chuck. - Charles, é o rabi Pierce.
- Meu Deus, o rabi Pierce está cá. - Charles, lembras-te do rabi Pierce.
Sei que te sentes mal, mas há gente no mundo em pior estado.
Pessoas pobres. Pessoas doentes.
Há quem não tem quem se ponha no parapeito por elas.
Anda, dá-me a mão.
Vá lá, Chuck.
Dá um passinho para aqui.
Dá um passo.
Dá uns passitos. Anda lá.
Uns passitos pequenitos. Lindo menino!
Pronto.
Pronto.
- Lyle. - Sim?
- Calma! - Não!
- Lyle, desiludi-te? - Não.
Por eu não ser como tu julgavas?
- Mas, tu és. - Não sou, Lyle.
Vivi com os meus pais até aos 32 anos.
Desperdicei a minha vida.
É preciso muita coragem para não ter nada na tua idade.
Não compreendes isso?
A maioria dos gajos teria vergonha. Tu dizes apenas, "Que se lixe!"
Preferes nada ter a contentares-te com pouco. Vês?
- Nunca pensei nisso assim. - Sim!
Oh, Lyle.
Lyle, que me dizes a pormos o espetáculo a andar?
- Nas Honduras? - Em Marrocos. É mais seguro.
JUNTO À FRONTEIRA MARROQUINA
Professor Barnes!
Isto é mesmo um mapa de lshtar?
Absolutamente.
Sou fluente em kufic do século XVll. Este mapa é incrível.
Fala de tempos turbulentos em que dois mensageiros surgirão em lshtar.
Através deles, os pobres irão sublevar-se...
e os poderosos serão humilhados.
É de arrepiar. Fala de mensageiros. Encontrámo-lo tal como previsto.
Não sejas tolo. Não somos os dois mensageiros.
Somos arqueólogos. Se for real, o mapa poderá causar
uma guerra santa que inflamará no Médio Oriente.
Lshtar está à beira da revolução.
Está alguém de fora da tenda.
Leva-o.
Esconde-o.
Escondi-o. Não posso dizer-te onde ao telefone.
- Vou ter contigo. - Quando?
Omar?
Espera.
Omar?
Omar?
Não o acharás.
Ninguém o achará...
senão os dois mensageiros de Deus.
- Bestial! - Olá, Marrocos, és mais que um país
- És até um estado de espírito - Um lápis.
Passageiros com bilhetes para Marrocos...
consultem o vosso agente no interior do terminal.
Vamos iniciar a descida para lshtar.
Vir cá vai mudar-nos a vida, sabes?
Desculpe, sou americano. Permita que lhe faça uma pergunta.
Vou procurar o agente. Vigia a bagagem.
Traz café. Pergunta quanto é antes de pagar.
Está bem.
Atenção. O recolher obrigatório entrou em vigor em Ishtar.
Todas as pessoas encontradas na rua após o anoitecer serão detidas.
- Ajude-me. - Estou acompanhado, ela está ali.
- Imploro-lhe, não aguento mais. - Ouça, eu...
Sinto-me lisonjeado, mas sou heterossexual.
Não tenho orgulho nisso, nem tenho vergonha.
Quer dizer, respeito o seu modo de vida, mas não é o meu.
Isso não significa que o meu seja melhor ou pi...
- Veja só o que tem. - Sou uma mulher.
- Pois. - Imploro-lhe que me faça um favor.
Você tem ar de quem não teme a aventura.
- Talvez até a busque. - Arrisca a vida, certo?
Sim. Como é que sabia? Se me reconhecem, matam-me.
- Devo chegar hoje a Marraquexe. - Quer o meu passaporte?
Sim. E o seu blusão. E a sua mala em troca da minha.
- É a minha vida. - Sabe...
a verdade é que tenho de estar em Marraquexe no sábado.
É sexta. A embaixada dos EUA emite passaportes em poucas horas.
- Vemo-nos esta noite em Marraquexe. - Deixe-me falar disto...
Não! Não falar nisto a ninguém. A ninguém.
- Nem sequer à sua mulher. - Não sou casado.
- Como se chama? - Falcão. É a abreviatura de O Falcão.
Uma ocorrenciazita com um bando, uns tiros...
O nome acabou por ficar.
O Falcão. É um nome muito ousado. Um nome corajoso.
Talvez seja pedir de mais até a um homem com um nome tão corajoso.
Não é?
O Falcão voa?
Chuck?
Chuck!
Olá.
- Foste às compras? - Não, eu... ah, sim.
A sério? Belo blusão. Eu pareceria um camião com esse blusão.
Ouve...
- O que foi? - Perdi o passaporte. Não desatines.
Perdi-o. Participamos e a embaixada dá-me logo outro.
Atenção. Atenção. Há recolher obrigatório em vigor...
Nem à sexta-feira, nem em lshtar. Já é sorte os aviões voarem.
O país está à beira da guerra civil.
- Não, não! Isto é o fim! - Pronto, acalma-te.
Vamos perder o contrato. Vamos ser despedidos.
Ficamos presos sem dinheiro e sem emprego.
Meu Deus, o que fiz eu? Sou inacreditável!
- Foi só um acidente. - Vai para Marraquexe sem mim.
- Eu? - Sim. Faz um solo até eu chegar.
- Contrataram uma parelha. - Um é melhor do que nada.
Lyle, tu és capaz. Tens imenso talento.
Não me tornes responsável por arruinar a nossa carreira.
Lyle, estamos quase falidos.
Todas as pessoas encontradas na rua após o anoitecer serão detidas.
- Quanto? - Vinte centenas.
- Vinte centenas? Como...? - Vinte centenas!
1 .500, certo? Não tenho que chegue. 1 .550... 60... 70... 80... 90....
- Mil e seiscentos... - Bem-vindo, senhor!
- Eu levo o meu saco. Por favor! - Não há problema.
- E a gorjeta? - Não tenho.
Deixe-me levar o meu saco! Deus! O que é que fiz?
Olá. Como tem passado? Sou o Jim Harrison.
Pensei em pagar o jantar a um compatriota.
- Sou de Nova lorque. - Eu também.
É um prazer. Estou esfomeado.
Todas as discográficas querem contratar-nos.
Mas estamos a refinar canções para não serem roubadas
pela laia dos Simon & Garfunkel e, sabe, o Springsteen.
Portanto, compomos em Marrocos. Depois, é tudo nosso.
É o primeiro artista que conheço cá. Faça-me um favor.
Dê-me um autógrafo para o miúdo. Tome. Escreva aqui.
- Oh, sim. Claro. - Escreva apenas "para o Jim".
- Agradeço imenso. - Com certeza. Com muito gosto.
- Jim? - Sim.
- Bela caneta. - Fique com ela.
- Não, você... - Fique com ela. Vá lá.
Fique com ela. Pode pagar-me um copo em Marrocos.
- Que faz aqui, Jim? - Sou da CIA.
- O trabalho é interessante? - Não é mau.
Mas os comunistas instigam um golpe contra o Emir.
- Porquê? - É assim que funciona.
Ou tomam lshtar, ou amanhã tomarão o Norte de África.
- Porquê? - É assim que funciona.
De vez em quando chega um americano,
pedimos-lhe que se mantenha à escuta e pagamos.
Conversar é o primeiro passo para recrutar simpatizantes de esquerda.
Podem começar a falar consigo sobre a pobreza e a injustiça.
- E existe pobreza e injustiça. - Claro.
Pode ser com sinceridade ou podem estar a sondá-lo.
Exato.
E levá-lo a tornar-se um agente para um tal "Movimento Popular".
- Quando diz que pagam... - 150 dólares à semana.
Não é muito, mas a democracia não tem preço.
Apesar de 150 por semana ser um começo.
MARROCOS
A NOITE SEGUINTE
SALÃO CHEZ CASABLANCA LYLE ROGERS
E agora, do duo Rogers & Clarke...
o Rogers!
Obrigado. Muito obrigado.
Obrigado, obrigado.
Vou cantar canções do álbum "The Simon & Garfunkel Songbook".
Ainda bem que também gostam delas!
Peçam as vossas canções preferidas do Simon & Garfunkel.
- " Fascination". - "That's Amore".
- "The Yellow Rose of Texas".
- "YMCA". - "Stand By Your Man".
Muito obrigado. Vejam se se lembram desta.
"As Time Goes By".
- "A Barrel of Money". - O tipo não pára de tocar.
- E a "That's Amore"? - Sim!
- "That's Amore". - Sim, vá lá!
Senhoras e senhores, o Lyle Rogers! Obrigado, sou o Chuck Clarke!
- Como é que chegaste aqui? - Conheci um tipo com influência.
Lyle, ouve a salva de palmas! Somos um êxito!
Sou o Caid de Assari. Pedi a "The Yellow Rose of Texas".
Talvez quisessem atuar no meu humilde palácio.
Aposto que engatávamos qualquer uma destas mulheres.
Eu, não. As mulheres não gostam de mim.
- Talvez vá dormir. - Sim, vê se dormes.
Vou dar uma volta, fiquei muito excitado.
Amanhã, cantamos as nossas canções.
Alto aí, amigo!
Muito bem, amigo. O que achas que estás a fazer?
O que é que tens?
- Roubaste o passaporte ao Chuck. - Encontrei-o.
Disseram-me que ele estava aqui.
Achas que sou tolo? Nem tentes, senão mato-te.
És mole, pá! És mesmo um banana!
- Estou a dizer a verdade! - Crês-me um americano tolo, não é?
Vou entregar-te à Polícia, rapaz!
- Vão mandar-me para a cadeia! - Não acredito numa palavra.
Meu Deus!
Afasta-te de mim, rapaz. Afasta-te!
Estou a avisar-te.
Ouve, não te bati com força, mas não tentes outra vez.
Que idade tens? 15 anos? És um miúdo.
Que vida é a tua, ir a quartos de hotel e beijar tipos?
Não devias tentar alguém mais jovem?
Sim, mas a pobreza envelheceu-me.
Não tenho muito dinheiro, mas leva isto.
Compra algo divertido... um papagaio ou uma cana de pesca.
- O teu pai levou-te a pescar? - O meu pai está morto.
- Não tenho quem me proteja. - Para um rapaz, é difícil não ter pai.
- Levanta-te. - Ouve.
O teu companheiro de quarto é agente da CIA. O quarto está sob escuta.
- Ele deu-me o passaporte em lshtar. - Isto são seios?
Viste lshtar, viste a pobreza que cá há.
As injustiças, os esquadrões da morte.
São estas coisas que a CIA apoia mantendo o Emir Yousef no poder.
Por amor de Deus!
Esquece o meu corpo.
Estou a implorar-te uma oportunidade para destronar o tirano.
Por favor.
És gentil.
A privação e tortura de milhares pode acabar...
se me devolveres o conteúdo da minha mala.
- Onde estão? - Acolá.
Dei-as ao teu colega quando trocámos de blusões.
Não, o Chuck comprou o blusão e perdeu o passaporte.
Ele não é agente da CIA, é compositor.
Então, porque tenho o blusão dele? Vê, é o blusão dele.
Onde arranjei o passaporte dele? Como chegou ele aqui em 24 horas?
Porque aceita ele dinheiro da CIA?
Tu és só truques. Primeiro, és um tipo com o passaporte dele.
Depois, és uma rapariga com o blusão dele.
Isto é um aviso. Imploro-te, não fales desta visita.
A minha vida está em jogo.
Se achas que não minto, vai ao mercado de camelos de Shali Benimal.
Procura o Mohamad e diz-lhe que queres comprar um camelo cego.
- Um camelo cego. - Ele contacta-me.
Contacta-te?
A cúpula do palácio do Emir em lshtar é de ouro.
O povo nunca viu um frigorífico.
Shali Benimal. Procurar o Mohamad. Pedir-lhe um camelo cego.
Um camelo cego.
Boa noite, cavalheiro.
Desculpe, virei à esquerda na avenida Mucckamal Haifa e fui parar...
Só passou uma hora, não faz mal.
De dez, de cinco, de um. Está como pediu.
Sinto-me estranho por não falar nisto ao Lyle. Percebe?
De onde digo que vem o dinheiro?
- Não lhe fale no dinheiro. - Nunca escondi nada ao Lyle.
Está a esconder agora. Não lhe falou neste encontro.
Bem, isso é porque...
- Como sabe o que lhe disse? - A caneta.
- Esta caneta? - É um microfone.
- Pôs-me uma escuta? - Sim.
Tinha de assegurar-me de que não sabia o que estava envolvido
ao ajudar a Shirra Assel a fugir.
A Shirra? Assel?
A Shirra Assel chegou a Marraquexe ontem à noite com o seu passaporte.
Por favor, não negue.
A Menina Assel é uma agente esquerdista.
O irmão foi morto por causa de um mapa
que poderia prejudicar o Médio Oriente, ou, pelo menos, lshtar.
Não o podemos permitir já que Marrocos tem um pacto com o Kaddafi.
Isso fica perto daqui?
O Kaddafi é uma pessoa. Governa a Líbia.
Ah, pois.
Mas isso fica perto daqui, não fica?
A Líbia?
Sim, a Líbia fica perto daqui.
Todas as secretas com ligações ao Médio Oriente querem o mapa.
Julgamos que Shirra Assel o tem e temos que a achar antes dos outros.
Mas eu não sei onde ela está.
Acredito em si, Chuck, mas achamos que o seu colega sabe.
- O Lyle? O Rogers? - Sim.
Julgamos que o Lyle Rogers é um agente esquerdista.
Nem pense nisso. Está a ir por caminhos errados.
Chuck, enquanto eu esperava por si
a Shirra Assel foi vista a sair do seu quarto de hotel.
Quando saiu, tinha a roupa rasgada e estava ofegante.
Tudo indica um encontro sexual entre a Shirra e o Lyle
e que o Lyle foi recrutado para agente quando eles...
Não seja parvo. O Lyle não é comunista. Ele é do Sul.
- E ela não é desse tipo. - É suspeita de terrorismo.
Concordo, mas isso não quer dizer que ela vá com todos.
- Porque não pôs o quarto sob escuta? - Não podíamos.
- Porquê? - Quem é que fez a reserva?
No hotel? O nosso agente, o Marty Freed.
Marty Freed, agente independente.
O que sabe sobre ele?
O que sabe sobre o Sr. Freed?
Tome o dinheiro. Não quero fazer isto.
Pense bem no que quer dizer-me.
Aqui tem um bip para me contactar. É de prata maciça.
Não vou usá-lo.
Prata maciça?
Vou ao mercado de camelos e peço um camelo cego ao Mohamad,
e ele contacta-a.
Mercado de camelos de Shali Benimal. Pedir um camelo cego ao Mohamad.
Ele contacta-a.
- Olá. - Olá.
Estava a pensar em quem viveria aqui.
Nunca pensaste em casas antigas? Quem é que vive nelas?
- Voltei para te vir buscar. - Eu saí a correr para te apanhar.
Eu ia passear.
Julguei que querias o carro porque as chaves desapareceram.
Bem, vamos...
Caminhemos.
Nunca apreciamos o nosso país até o deixarmos, pois não?
- Onde é que te meteste? - Estou só a ver.
- Estou a falar contigo. - Estou a ouvir.
Sabes, na Rússia, os comunistas não podem dedicar-se a negócios?
Sabias que, em lshtar, a cúpula do palácio do Emir é de ouro?
O povo nunca viu um frigorífico.
Sabias que o Kaddafi assinou um pacto com Marrocos?
Incrível, estes homens poderão controlar o destino do Médio Oriente!
- Especiarias para a mente? - Não.
- Chocolate? Haxixe? - Haxixe?
- Bom produto, sim. - Não, obrigado.
Precisa de um guia? Sou o Abdul. Diga quanto.
- Não, obrigado. - Tenho uma irmã nos EUA.
- Vamos virar aqui. - Guia? O que achar que vale.
A cidade é antiga. Não olhe para eles!
Não queremos conselhos. Não vamos pagar-te, certo?
O meu tio vende tapetes no próximo souk. Posso dar um preço.
Não insistas. Sou de Nova lorque. Sou artista.
A KGB está cá. Reconheço dois agentes.
- Os que estão vestidos de texanos? - Não.
Os que estão vestidos de árabes. Os texanos são agentes árabes.
Também reconheço dois tipos da secreta turca.
- Os das camisas havaianas? - Não. Os das bermudas.
Os das camisas havaianas são turistas.
É pena não teres namorada. Estas dão belos presentes.
- A quem darás os teus? - À minha mãe.
Mais 25 dirhams.
É pena que não possas comprar melhor.
Tenta poupar algum dinheiro.
Temos armas apontadas a nós. Não ponhas mãos ao alto, seu idiota!
- Saiam normalmente, a conversar. - Aves caçadas por desconhecidos.
Repito, caçadores desconhecidos.
- De onde vens? - De Ponder, no Texas.
Sou de perto daí. Conheces Vermont?
Estás bem?
Vamos!
- Com licença. - Vamos a passar!
Ele não te contrata.
- Pago-te se nos tirares daqui. - O que achares justo.
Meu Deus.
É a loja do meu tio, o que passa droga.
Vamos.
Venham, meus amigos. Depressa, por aqui.
Quando não vos acharem nos tapetes, poderão voltar.
Vão! Depressa! Vão!
Abdul, segura-me nas pernas!
O meu carro está estacionado no outro lado da medina.
Anda, despacha-te!
Aonde vamos?
Ao mercado de camelos!
PALÁCIO DO EMIR
Atenção, há recolher obrigatório em Ishtar.
Quem estiver na rua após o anoitecer será detido.
- Jim Harrison. - Excelência.
- Meu velho amigo. É bom vê-lo. - Como está?
- Chá? - Não, obrigado.
- Pepsi-Cola? - Não.
- Agradeço a sua hospitalidade. - Sente-se, por favor.
- Posso falar francamente? - Faça favor.
Os seus homens tentaram matar dois americanos em Marraquexe.
Como? Estou chocado e triste. Quem são eles?
Eram homens seus com as Kalashnikov que vos vendemos.
- Não, quem eram os americanos? - Temos que ir por aí?
Eles são peões, elos de ligação à Shirra Assel e ao mapa.
Jim, não sei nada disto.
Mas, se uns americanos, em lshtar e a caminho de Marraquexe
contactam logo a fugitiva mais procurada do país
e lhe dão um passaporte... eu não lhes chamaria peões.
São peões.
A fuga deles será vista como um milagre. Irão chamar-lhes "mensageiros de Deus".
- Excelência... - Por favor, sente-se.
Lidamos com devotos xiitas fanáticos
para quem o mapa assinala que se rebelem contra mim.
- Posso falar? - Faça favor.
De que adiantará neutralizarmos estes dois americanos?
- O mapa continuará a existir. - Sim, mas eles não.
Já percebi.
Quando o povo vir que Deus não faz milagres aos meus inimigos,
mas que são executados como prisioneiros políticos...
Não. Se morrerem dois americanos, não pode ser oficialmente.
O Congresso terá um ataque se descobrir outra lista de alvos da CIA.
Não importa como morram, desde que os corpos não desapareçam.
Não quero mais rumores. Será feito no próximo fim-de-semana.
Penso encontrar-me com o Kaddafi na quarta. Ele telefona-me todos os dias.
O Governo dos EUA não cede a chantagens.
No entanto, não vejo dificuldade em cumprir o seu prazo.
Cá estamos. Mercado de camelos. Shali Benimal.
- Volto já. - Está bem, eu fico aqui.
- Aonde vais? - Cuidar que ele não se meta em sarilhos.
Desculpe. Com licença.
Com licença.
Desculpe, não sei falar com esse sotaque. Isto é um hotel?
- Ah, Mohamad? - Sou o Mohamad.
Está a brincar? É o Mohamad? Acerto em cheio logo à primeira.
Quero comprar um camelo cego.
- Sou americano. Fala inglês? - Inglês?
Eu falar inglês. Você diz-me, eu digo-lhe.
Obrigado. Diga-lhe que quero comprar um camelo cego.
Um camelo cego.
Ele acha-lhe um camelo cego.
Ele também sabe de um que é coxo e desdentado.
Ele vende os dois por um preço especial.
- Quer um camelo morto? - Não. Diga-lhe que quero um cego.
Ele sabe o que isso significa.
O teu amigo falou-te no Mohamad. E tu contaste à CIA.
Foi isso que eu julguei possível.
- Tenho andado à tua procura. - Porquê? Corres perigo outra vez?
- Quero o conteúdo da minha mala. - Claro. Toma.
- Está no quarto, no Chez Casablanca. - Não brinques. Não sou parva.
Depois de saíres, roubei a mala. O mapa não estava lá.
- Era lá que estava o mapa? - Deste-o ao Jim Harrison? À CIA?
- Não lhes falei na mala. - Mentes. Encontraste o mapa.
- Deste-o ao Jim Harrison! - Mata-me, ou fala mais baixo.
O Jim Harrison só me contratou porque recrutaste o Lyle.
Dei-te o meu passaporte, levei as tuas coisas de lshtar.
Porque não me recrutaste? Eu não prestava?
- Não sei o que queres dizer. - Esquece. O que está feito, está feito.
Vai chatear o Lyle. Já não quero saber.
- Podes estar a dizer a verdade? - Podes escolher quem quiseres.
Estamos num país livre. Mas não graças a ti, nem ao Lyle.
Meu Deus. Meu Deus.
Estás a dizer a verdade. Ouve-me.
Não te sentes na cama. Já é demasiado tarde para isso.
As coisas que estavam na mala vieram do quarto do meu irmão.
Eu arrumei-as na noite em que ele foi morto.
Ele... telefonou-me.
Quando eu cheguei ao quarto dele, estava morto. Pobre Omar.
Ele sorria.
Eu soube que ele sorria...
porque escondera o mapa onde ninguém o encontraria.
Ele... ele sorria para mim.
Era o nosso último segredo.
Eu sabia, pelo que ele disse, que escondera o mapa nas coisas dele.
Enfiei tudo na mala, vesti a roupa dele para parecer um rapaz
e fugi.
Fui perseguida quase desde o princípio.
Nunca tive oportunidade de revistar as coisas dele.
Quando te vi no aeroporto, eras a minha última esperança.
Quem me dera poder fazer alguma coisa.
Podes. Por favor, não digas a ninguém que não tenho o mapa.
- A minha vida está em jogo. - Também por isso?
Pertenço ao partido que se opõe ao Emir.
A vida do povo de lshtar está em jogo.
Sem o mapa, matam-me assim que me virem.
A sério? A CIA sabe disso?
Falcão...
estamos num mundo antigo e ardiloso
e tu vens de um país jovem.
Prometes guardar segredo sem tentar perceber?
Claro. Se a tua vida está em jogo...
Talvez...
- Talvez um dia nos reencontremos. - Um dia? Será todos os dias.
- É apenas o começo. - És um verdadeiro americano.
Eu sabia que eras boa rapariga.
Chuck? Olá.
Comprei umas coisas. Uma túnica tuaregue tingida à mão.
Isto é um keffiyeh... e este lenço encarnado foi barato.
- Que fazes com um camelo? - É uma longa história. Comprei-o.
Que queres dizer? Compraste um camelo?
Não, não o comprei propriamente, foi-me vendido.
Vá lá, amigo. Calma, menino. Calma, menino.
O que é que ele tem? É cego?
É. Mas está em forma.
- Usam-no para tirar água do poço. - És maluco?
Não é para ficar com ele. É uma espécie de sinal.
- Lyle, apanhaste muito sol. - O sol não me faz mal, tenho o keffiyeh.
Deus! Acho que algo correu mal e agora tenho um camelo cego.
- Sou dono de um camelo cego. - Cobre a cara com isto.
- Continua a andar e fala baixo. - Porquê?
- Que estão a fazer aqui? - Andam à nossa procura.
- Acho que tens razão. - Dá-me esse lenço.
Certo.
- Esconde-te atrás da bossa e poe-lo. - Agarra-o bem.
Não posso agarrar com força. Magoa-lhe os dentes.
Dá-lhe corda. Não a deixes berrar.
Estás bem?
- Estás bem? - Sim, estou ótimo.
Leva a túnica ali para atrás e veste-a.
O tipo que te vendeu o camelo pode descrever-te bem.
Dá-me a corda.
Para baixo. Ele não gosta para cima. Tem um dente estragado.
Vais-te, ou não?
- Quanto quer pelo camelo? - Jim!
Fala baixo. Aponta para o camelo.
- Como é que nos encontrou? - Pelo bip.
- Também é para escuta? - Só a curto alcance.
Os homens de chapéu de palha são do exército do Emir.
- Tentar matar-vos. - O Emir Yousef não é dos nossos?
É.
Mas não lhe agrada que o teu amigo ande com uma comunista conhecida.
Não lhe toque na boca. Tem um dente estragado.
Falemos desta situação com a Shirra Assel.
De agente para agente, ouvi dizer que o Emir é um sacana.
A sério? Temos que ver isso.
Mas o que importa é tirar-vos da cidade antes que vos reconheçam.
- Percebes alguma coisa do deserto? - Sim. É onde fica Las Vegas.
Que piada. "É onde fica Las Vegas."
Essa é boa. Não posso esquecê-la. Levanta-te.
- Toma dois cantis e uma bússola. - Dois cantis, bússola.
Tu e o Lyle saem da cidade e dirigem-se para sudeste.
Sudeste.
Umas horas depois, chegarão ao oásis Harridan.
- Como saberemos...? - Não podem falhar.
Vamos buscá-los lá. Leva o camelo. Leva o camelo!
- O camelo! Leva o camelo! - Para onde?
Para qualquer sítio, está a pisar-me.
Desculpe.
- Que tem o camelo? É cego? - É.
Quero rever as instruções antes de o Lyle regressar.
Ele prometeu que nada diria. Deu-me a palavra dele.
E 20 minutos depois, aparece o Jim Harrison.
Shirra, não temos alternativa.
É pena que lhe tenhas dito que não temos o mapa.
Se ele fala, amanhã estamos todos mortos. E as nossas famílias.
- Que Deus me ajude. - Arriscas as nossas vidas por eles?
- Não. - É horrível mandá-los para a morte.
É melhor matar dois homens do que duzentos.
Mas é muito mais difícil.
Não te vires. Pega nisto.
Dá-me o pano. Enrolo-o enquanto falamos.
A tua vida corre perigo.
Pega no teu amigo e vai para o deserto.
Vai largando contas. Quando já não vires a cidade, pára.
Espera pela noite e segue as contas no sentido inverso.
São contas que brilham no escuro.
- Porque não me dás um mapa? - Não há mapas do deserto.
Toda a gente usa contas que brilham.
Como sabes se ficam lá? E os pássaros?
Os pássaros do deserto só comem carne. E não há vento.
- Estarás cá quando voltarmos? - Sim. Vai depressa.
Não paro de pensar em ti.
Às vezes, imagino-te vestida de rapariga.
- Ou a andar... - Falamos sobre isso esta noite. Vai.
Está feito.
Porque largas contas? O colar é muito pesado?
Não. Estou a fazer um trilho. São contas que brilham no escuro.
Depois, seguem-se para voltar à cidade.
- E se quisermos ir em frente? - Então, as contas não ajudam.
- Ainda bem que comprei uma bússola. - Compraste uma bússola? Quando?
Quando arranjei os cantis.
Dá um golo de cada vez. A água tem que durar 48 minutos.
- Porquê? Que acontece então? - Ficamos sem água.
Não, agora a sério, soube que há um oásis
a uma hora e meia de Shali Benimal.
Não é inteligente continuar a andar.
Estaremos lá daqui a nada. Se estás cansado, monta no camelo.
Monto-o? Como é que subo para ele?
Eu dou-te uma ajudinha.
Por aqui, rapaz! Por aqui, rapaz!
Por aqui, rapaz!
Quando é que estarão inoperativos?
Dirigem-se a sudeste. O sol intensifica-se.
Pela noite, ficarão sem água e a milhas do poço.
Amanhã de manhã já não se mexem...
e à tarde já devem estar mortos.
- Que rasto estranho. Estão bêbados? - Não. O camelo é cego.
- Estás a brincar? - Não.
- Estás bem? Estás confortável? - Sim.
- Tudo bem? - Sim.
Não entendo. Há sete minutos que devíamos ter chegado ao oásis.
- Já nem vejo a cidade. - Não pares. Já lá chegamos.
Anda lá.
- Estamos quase a chegar. - Tenho que parar.
Vou dar-te um pouco de água.
- Que se passa? - Hoje faz muito calor.
Chuck! Chuck!
Chuck!
Que aconteceu?
Aguenta, Falcão! Aguenta!
Estou quase aí.
Oh, não!
Oh, não!
Chuck! Levanta-te, Chuck!
Não, não está morto. Está só a descansar.
Pirem-se! Pirem-se!
Pássaro feio! Feio! Feio! Feio!
Aguenta, Falcão.
Aguenta, estou a chegar.
Oh, não.
Falcão, aguenta, estou quase.
És maluco? Estou a mexer-me!
Falcão.
Espera um momento. Bebe um pouco disto.
Não deites fora, Falcão. Não deites fora. Isso mesmo.
- Muito bem. - Isto é... isto é o oásis?
- Parece-te um oásis? - Sim, olha para os pássaros.
- São abutres? - Sim. Desmaiaste.
- Julgavam-te morto. - Vieram ver no que dava?
É importante não te ires abaixo nestas bandas.
Não se pode andar por aí à procura de um oásis.
Não compreendo. Era logo à saída de Shali Benimal.
- Não dava para falhar. - Quem é que te disse isso?
- Quem é que te disse isso? - Não me lembro.
Pois bem, não o encontrámos. Ainda temos as contas.
És maluco? É a nossa única água.
E depois? Voltamos daqui a pouco e não precisamos de água à noite.
Podemos confiar nas contas? E se houver vento?
- No deserto, não há vento. - Quem é que te disse isso?
- Não me lembro. - Ah.
Já percebi.
- As contas. - As contas.
Partiremos de lshtar amanhã. O senhor vem connosco, Professor.
Tomaremos o transmissor e diremos que somos os dois mensageiros.
Prometeremos aos xiitas que, se eles se revoltarem, o Emir cairá.
- Entendo. - Você corroborará isso.
É difícil de fazer sem o mapa.
Quando nos pedirem o mapa, lshtar já será nossa.
Serão chacinados.
Uns guerrilheiros mais uns xiitas contra tropas armadas pelos EUA?
Subestima-nos. Temos mercenários que partem para lshtar hoje.
- Armados? - O deserto está cheio de armas.
- Eles estarão armados. - Pensaram em tudo.
E se os americanos sobrevivem e revelam que não há mapa?
Também pensei nisso.
Esta tarde ofereci uma recompensa de 20.000 dirhams pela morte deles.
Se sobreviverem ao deserto, não sobreviverão a isso.
- És um assassino. - E tu?
Achas que uma bala é mais cruel do que aquilo que enfrentam agora?
- Está a ficar frescote. - Não vejo contas a brilhar.
Bom, ainda não escureceu.
Meu Deus! Vamos faltar ao espetáculo!
- Oh, não! - Oh, sim! Sim!
- Merda! - Oh, sim! Só nos faltava essa.
Vamos ficar com má fama no Chez Casablanca.
Vão ligar ao Marty e nunca mais arranjamos contratos.
- O que é que fizeste? - Estás a culpar-me?
Estou! És espião. Por isso é que tentam matar-nos.
Que giro. Achas que nos perseguem porque sou espião?
É porque tu sabes do paradeiro do mapa da Shirra Assel!
- Qual pardieiro? - Não gozes comigo.
Não estás a vender água a um artolas qualquer do Texas!
Achas que eu não sei que estiveste com ela no nosso hotel?
Ela é o tipo com o teu blusão e o passaporte que disseste ter perdido?
- Sim. Não sabes o nome dela? - Não.
- Nem sabes do mapa? - Qual mapa?
O mapa que pode inflamar o Médio Oriente.
Isso é mais o teu ramo. Aceitas dinheiro da CIA.
- Esse dinheiro é para nós. - Para nós? Não o quero.
Não é correto aceitar dinheiro para manter o Emir de lshtar no poder.
A minha miúda não quer saber de lambe-botas como tu.
Como é que ela é tua miúda?
Se ela é miúda de alguém, é de quem tu estás sentado atrás!
Pobre palerma!
Não tens sentido da realidade? Achas que a podes arrancar...?
Porque choras? Fui demasiado duro?
Não estou a chorar! Entrou-me areia para a vista!
Chorar? Ela gosta de mim. Deu-me as contas. Ela disse...
- Entrou-me areia para a vista? - O que quer isto dizer?
Isto deve ser uma coisa única na vida, como um glaciar a derreter-se.
TRANSMITIR RECEBER
Calma, pá. Calma!
Calma! Calma!
Olha que filho da mãe! Agora, está cansado.
Tenho as ancas tolhidas.
Não faças isso. A tinta está a passar-te para a pele.
- Quem é que vai ver-me? - Não é isso que interessa.
A tinta é cancerígena.
Tens razão. Vai estar uma brasa.
Lyle, Lyle. Olha. Olha.
Baixa-te.
Poderá ser uma miragem?
Ambos a vemos. Como é que pode ser uma miragem?
Tens razão.
Lyle, desce à carrinha e tenta arranjar água.
Mas tem cuidado, podem andar à nossa procura.
Age como um árabe. Ouves? E não fales.
- Como é que peço a água? - Faz gestos, sê criativo.
- Vai tu. - Vê como estou vestido.
Que mal tem? Vá lá, pede um pouco de água.
Perdemos os cantis. Lindo menino, lindo menino.
Ó tu!
Tu, aí em cima!
Sim! És o leiloeiro?
- És o leiloeiro? - Sim.
Compreendes inglês?
- Compreendes inglês? - Sim.
Bestial. Temos negócio.
- Duas Kalashnikov. - Certo.
Isto deve dar-nos bom lucro.
Começamos em breve, não é?
Aqui está o nosso rapaz. Chama-se Hakir.
Graças a Deus que estás cá.
Estes berberes são de tribos diferentes com diferentes dialetos.
Não se percebem uns aos outros. Espero que tu os entendas todos.
Sim. Entendo todos os dialetos berberes.
Muito bem.
Pagamos-te 200 dirhams pelo trabalho. 100 agora e 100 mais tarde.
Isto não é árabe.
Eu não falo árabe. Sou berbere do Norte.
Fui enviado pela minha tribo para vender a nossa louça montanhesa.
Foi assim que aprendi os dialetos com as tribos.
- E onde aprendeste inglês? - Tínhamos muita louça.
Tal como tu vens aqui negociar, o meu sahkaro mandou-me lá.
Conheces Filadélfia?
Muito bem, continua lá.
Hakir, queremos que feches os olhos e que deixes cair as mãos.
Diz a estes homens que os camelos deles foram roubados.
Desculpe?
Com os olhos fechados e sem qualquer tipo de gestos,
diz a esta malta, do outro lado da carrinha,
que viste os camelos deles a serem roubados.
- Diz-lhes! - Com certeza.
- O que é que eu devo dizer? - Diz!
Vamos!
- Eles entenderam qualquer coisa. - Eles entenderam tudo.
Uns dizem, " Meu Deus!" Outros dizem, "O meu estava ali agora."
Outros ainda, dizem, "O que é que ele disse?"
Um tradutor que fala berbere e inglês mas que não fala árabe?
- Não acredito. É um impostor. - Eles parecem não achar.
Olha lá, Hakir...
Diz-lhes que as nossas armas vêm diretamente do deserto saraui.
E que os americanos dão armas novas a lshtar,
mas que estas são melhores porque foram testadas em batalha.
Sublinha que usado é melhor do que novo.
- Usado é melhor do que novo. - Sim. Vende-as.
Eles perguntam se esperas mesmo que eles engulam essa treta.
Há outros que encolhem os ombros e te julgam doido.
Primeiro a dos camelos e agora essa.
- É duro enganá-los... - São berberes muito duros.
E agora?
- Perguntam pela água. - Pela água? Que se lixe a água!
Não vendemos água! Começa a leiloar!
Cinco? Cinco? Cinco?
- Cinco! - Ouvi cinco!
Seis? Quem dá seis? Deram seis!
Esta! Fala-lhes desta!
Diz-lhe que são 8.000.
Doze mil.
Ele licitou. Disse 12? Dá-lha.
Aqui, aqui.
Jim, não se mexem há quase 20 minutos.
Como previsto.
- Como está o teu pé? - Bem. Melhor, obrigado.
- 011-401, fala Circuit-breaker. - Escuto, Circuit-breaker.
O prazo de validade dos pacotes está a expirar.
Procura-os com o helicóptero, mas não deixes que te vejam.
Em Ishtar, há helicópteros americanos atrás dos traficantes de armas.
Acho que temos traficantes de armas.
O bip está avariado. Não podem estar aqui.
- Viram-nos. - Deixa-os ir.
- Filho da mãe! - Que foi?
São eles!
- Vamos! - Não me parecem mortos.
- Vamos. - Helicóptero, vem cá!
Não te vás embora! Não!
Merda! Não nos viram.
Não arranjámos água.
Sim, mas temos isto. Aposto que valem uns quantos cantis.
Queres arrastar isto até encontrarmos alguém com água?
O helicóptero andava à nossa procura.
A CIA sabe que estamos perdidos porque não aparecemos no oásis.
Se nos mantivermos vivos uns dias, eles hão de encontrar-nos.
- Saímos daqui e vamos para casa. - Sim, quero ir para casa.
Atenção. Vigora o recolher obrigatório em Ishtar.
- Tem de ser oficial! - Estamos a fazer tudo o que é possível.
Temos 25.000 conselheiros americanos.
A CIA fez tudo o que podia para manter o Sadat e o Xá seguros.
Quão seguros estavam?
- Os dois americanos já morreram? - Posso verificar.
Quero anunciar a morte deles hoje.
Excelência, anunciar a morte deles...
Que me fizeram fazer figura de parvo e mostraram que Deus pode depor-me.
- Onde estão eles? - A morte deles deve parecer natural.
No deserto uma bala não é pouco natural.
Sobretudo com traficantes de armas e mercenários à solta.
O inimigo dos meus inimigos meu amigo é.
Estes dois homens são meus inimigos, tal como a Líbia é vossa inimiga.
- Esta noite. - Sim, Excelência.
Água.
Tenho os lábios a arder.
- Como desejo - Por ti
Uma boa canção.
Portanto, deixa-me beber a água
Deixa-me beber o vinho
Se não és minha filha
Ainda assim, serás minha?
O que fiz da minha vida, Lyle?
Agora, não, Chuck. Agora, não.
Não tenho filhos, nem mulher.
Chuck, não é boa altura para depressões.
Não sei o que se passa comigo.
Vê o lado positivo. Não vivemos vidas de tranquilo desespero.
- Acho que estou com a telha. - Pois.
- Ouve... - Diz?
Toda a malta que não tem dinheiro
- São pobres ou sabem bem? - Boa rima.
Mas isso não é pobreza, querida
Não é isso que pensam os pobres Quando estão com a telha
- Pega! - Não têm solas nos sapatos
Mas eu não te tenho a ti
Isto é do melhor que já fizemos. Tens um lápis?
Vá lá, Lyle. Arranja um lápis.
Será que estamos mesmo aqui?
- Tem maneiras, Lyle. Lyle? - Isto é muito interessante.
- Já não estou deprimido. - Mostra a posição em relação ao sol.
Quer dizer, não sabemos bem onde estamos.
Lyle, não me assustes. Não tenho mais ninguém.
Não, o forro do teu blusão é um mapa. Olha.
O Leste ali, o sol a nascer. O Oeste ali.
- É um mapa. - Pois!
Deve ser o mapa. O mapa da Shirra. O mapa que todos procuram.
O mapa que poderia inflamar o Médio Oriente?
- Sim. - No forro de um blusão?
Não é o forro original. Alguém o coseu aqui.
Os pontos estão muito mal feitos. Deve ter sido o irmão da Shirra.
- Podemos dá-lo juntos a ela? - Sim.
Não podemos falar nisto à CIA.
- O mapa não é deles. - Ela já passou por muita coisa.
Ela já deve ter passado por muito quando deu pelo vento.
- Essa foi esquisita. - Pois.
Ninguém... ninguém falou nisso durante o leilão.
- E não brilharam. - O quê?
As contas. Não brilharam.
Como é que sabes? Até podem ter ido parar ao Kansas.
As contas do meu colar não brilharam.
Exato. Não me lembro de as ver brilhar ontem à noite.
Na verdade...
lembro-me que não brilharam.
Credo...
- Aproximamo-nos do alvo. - Vai a rasar. Eles ficam quietos.
Quero que pareça que as balas vieram do solo.
- Estão a ficar ao alcance. - Desce.
Ele vai aterrar!
- Está a apontar-nos uma arma. - Não. Tem arma, caso haja chatices.
- Está a apontar para nós. - Deixa de ser paranoico!
Corre!
Corre! Corre!
Vou atirar ao de azul. O outro está parado.
- Que se passa? - Corre! Estão a tentar matar-nos!
- Também estão a tentar matar-nos? - Corre em ziguezague!
Corre! Continua a correr!
Não acredito que isto esteja a acontecer.
Demasiado alto. Desce.
Ninguém vai medir a altura a que o atirador estava!
Dois americanos mortos? Medem, pois!
- Entra aqui. - Vira.
Oxalá a metralhadora estivesse montada.
- Que raio...? - Credo! Alvejam-nos!
Excelente tiro!
Eu caçava antes de a fábrica abrir.
Alvejaram-nos com uma automática.
Afasta-te e esconde-te. Vou enviar um helicóptero de ataque.
Filho da mãe.
- Anda, levanta-te! - Idiota! Queres que te matem?
Levanta-te! Eles voltam e matam-nos.
- Anda, vamos levar isto. - Camelo estúpido, idiota e palerma!
Ele prefere ficar sentado a mexer-se! Ele prefere ser alvejado!
- Na verdade, até admiro isso. - Eu também.
Caramba.
- Aí vêm eles. Aí vêm eles. - Agora, são dois.
- Em qual devo pegar? - Pega na M1 que está aí.
Não é espantoso? Nunca nos aconteceu nada.
A Willa deixou-me, toquei nuns clubes...
- Nada de extraordinário. - Pois.
Agora, morreremos a combater helicópteros.
- Não é pobreza. - Não é pobreza, querida
A malta não tem solas nos sapatos
- Não precisávamos de lápis. - Aproxima-se um jipe.
Não disparem. Se parar, neutraliza-o. Termino.
Recebido.
Eh!
- Quer tanto matar-nos que veio cá. - É para parecer um acidente de viação?
Não disparem! É o vosso guia, o Abdul!
- Que fazes aqui? - Ando à vossa procura.
Andei à vossa procura toda a noite. Pagaram-me para vir cá.
- O jipe parou. - Merda.
Matem todos. Cuidado, há um com uma espingarda. Vamos!
Fica com a metralhadora.
- O que é que faço? - Faz pontaria e dispara.
- Sabes usar um lança-granadas? - Não.
Isto é o gatilho.
Deixem-nos aproximar-se. Ao meu sinal, levantem-se e disparem.
Trouxe-vos a morte. Morreremos juntos.
Agora!
Caraças!
Jim, não sei o que tinhas em mente, mas já não é segredo.
Disparamos sobre dois americanos e sabe Deus quem mais.
- E estão armados até aos dentes! - Sai. A missão está terminada.
Sai enquanto ainda podemos dizer que cometemos um erro.
- Vai-te catar! - Vai-te catar duas vezes!
E mais duas dos nossos amigos!
Marty, se acedermos aos vossos termos, dão-nos o mapa?
Não sei nada sobre mapas.
Mas se lhes acontecer alguma coisa, o mapa é de quem o apanhar.
A coisa vai ser assim.
"Um, reformas sociais em lshtar impostas pela Shirra Assel.
Dois, um disco do concerto ao vivo dos Rogers & Clarke,
financiado e promovido mundialmente por vocês."
Promover o Rogers & Clarke mundialmente? Não há problema.
- Trabalhemos juntos como agentes. - Com muito gosto. Falamos em breve.
É um desastre.
A rapariga quer reformas sociais, temos de livrar-nos do Emir.
Temos de promover um álbum deles e promovê-los!
Chefe?
Nós não alvejámos dois americanos no deserto.
Quem é que lhe disse isso?
O Secretário de Estado? Como pôde ele saber?
Vou investigar imediatamente. Voltarei a falar.
Traz o 7º Batalhão para público entusiasta de um concerto.
Diz-lhe... não, não lhe digas isso. Diz-lhe que encontrámos o mapa.
Não sabemos onde está, mas sabemos quem o tem.
A Shirra Assel e os cantores americanos que alguém alvejou.
Conseguimos fazer um acordo...
mas precisamos de homens cá, porque se lhes acontece alguma
o mapa vai parar à KGB. Mas se o Emir Yousef aceitar reformas
e nós apoiarmos os álbuns deles, eles não vendem o mapa.
- Apoiarmos os álbuns deles? - Sou a Shirra, a amiga deles.
- Sou o Abdul, o guia deles. - Marty Freed, o agente deles.
Gostaria de me levantar, mas tenho muito jet lag.
Senhoras e senhores, devido a pedido, eis os populares
Rogers & Clark.
Aplaudam! Força! Sim!
Aplaudam! Vamos!
Viva, lshtar És mais do que um país
És um estado de espírito
Viva, Marrocos És igualmente bonito
Nunca ficarás para trás
- Viva, romance - Viva, aventura
A música e letra são deles.
Aqui em Marrocos Encontrei o espírito de lshtar
Meca
Meca
Olho para Meca e vejo
O sítio onde vivíamos E a velha árvore estranha
Sob a qual estávamos sentados Quando tu me disseste
É o single.
Aplaudam!
Bis!
Mais! Bis!
- Muito obrigado. - Obrigado.
Já viste isto? Já viste?
E agora, senhoras e senhores,
a próxima canção é dedicada a uma encantadora senhora esquerdista.
Isto é inacreditável.
O que é?
Acho-os maravilhosos.
Dizer a verdade Pode ser um perigoso assunto
Honestidade e popularidade Não se dão bem
Se admitires Que sabes tocar acordeão
Ninguém te quer Numa banda de rock 'n' roll
ROGERS & CLARKE EM CONCERTO, AO VIVO!
PREÇO ESPECIAL
À VENDA
Adaptação por .:JPCM:.
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