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Anteriormente em When Calls the Heart:
O Silas Ramsey foi morto num assalto.
Eu pr�prio vou investigar.
Rosemary LeVeaux, prometo que vais ter o teu teatro.
- A conta do Sr. Coulter est� atrasada. - Porque ser� que o Lee nunca me disse.
Pensei que algo estava a come�ar a acontecer entre n�s,
mas agora, nada.
PROCURA-SE 500 $ DE RECOMPENSA PELA CAPTURA - MATT LANDRY
- O que � isso? - � o Frank.
N�o acredito nisto. Tem de ser uma falsifica��o,
ou alguma piada terr�vel.
- Saberemos mais em breve. - O Frank disse que tinha um passado,
que tinham disparado sobre ele, mas isto?
O melhor que podes fazer � simplesmente abrir o caf�,
e continuar at� o Jack ter not�cias da Pol�cia Montada.
N�o consigo. N�o tens por que ficar aqui comigo � espera.
- Tenho sim. - Tens aulas hoje � tarde.
E tu tens um caf� para gerir.
Finalmente recebi resposta da sede.
O Matt Landry esteve na nossa lista de procurados.
- Esteve? - H� quatro anos,
como c�mplice num assalto a um banco em Platt City.
Mas foi apanhado e cumpriu a pena. - Ent�o isto � velho e desatualizado?
N�o existe nenhum mandato pelo Matt nem pelo Frank de momento.
Ent�o, afinal ele n�o � procurado pela pol�cia.
N�o, n�o sou.
Andei a pensar e a rezar.
Decidi-me a contar-te tudo sobre o Matt Landry,
mas parece que algu�m j� se adiantou.
Deve ser o Jesse Flynn.
O Jesse disse que procurava um amigo chamado Matt Landry.
N�s n�o somos amigos h� muito tempo.
O Jesse est� a tentar arruinar a minha vida aqui
para eu voltar a juntar-me ao gangue Garrison,
mas isso n�o vai acontecer.
O Matt Landry est� morto.
Quem era o Matt Landry?
Um idiota ganancioso.
Tentou ser um bandido. Acabou por apanhar um tiro.
Foi para a pris�o e encontrou o bom livro.
E quando saiu, era um homem novo,
e queria uma vida nova,
e um nome novo. - O Matt Landry tornou-se Frank Hogan.
Legalmente. Fui ao tribunal e mudei-o.
E foi ent�o que jurei que ia devotar o resto da minha vida
a fazer o trabalho de Deus.
Porque � que o Jake Garrison est� t�o decidido a arrastar-te de volta?
Bem, o meu palpite � que deve estar a planear um assalto.
Eu era o homem da p�lvora.
Vou avisar a pol�cia, pedir mais patrulhas para este territ�rio.
Elizabeth?
- Acompanho-te at� � escola? - Sim.
Mais logo venho ver como est�s.
Padre.
Obrigada.
Pobre Abigail.
Sempre que tem sentimentos por um homem,
descobre que ele tem algum segredo.
E nunca � um segredo bom.
Vinhas mesmo contar-me?
Juro.
Quero acreditar em ti, mas...
Eu sei.
O momento � suspeitoso.
Disseste que
serias algu�m em quem poderia confiar
e eu pedi-te para te lembrares disso, se chegasse o momento.
Agora chegou o momento.
E � mais f�cil diz�-lo do que faz�-lo.
Tenho de pensar nisso.
Achas que as pessoas podem ter bons segredos numa rela��o?
Claro. De vez em quando.
Bem, eu acho que n�o � boa ideia.
Ent�o, n�o tens nenhum segredo?
Tu tens?
Sim. Bem, um ou dois.
- Terei todo o gosto em partilh�-los. - Por favor.
Est� bem. Bem,
quando nos conhecemos, eu achei que eras
atraente.
Era esse o teu segredo obscuro?
Agora j� n�o �, visto que mo arrancaste de mim.
� a tua vez.
Est� bem.
Quando nos conhecemos, eu achei que eras
mais ou menos giro.
Mais ou menos giro?
Mais ou menos giro.
N�o, tipo, giro num estilo r�stico?
Nem sequer bem-parecido?
Bem, eu habituei-me a ti, realmente.
- Bom dia, Rosemary. - Bom dia, Katie.
Bill, ontem tive uma conversa muito agrad�vel com a Abigail.
Ela mencionou que voc�s os dois s�o s�cios no caf�.
Sim. Eu comprei a parte do Henry Gowen.
Ent�o, diz-me, isso n�o � um pouco inc�modo?
Como assim inc�modo?
Considerando o que aconteceu entre voc�s no passado.
Onde queres chegar, Rosemary?
Nada, de facto.
Mas imagino que possa ser
dif�cil estar juntos num neg�cio. - Estou muito feliz com o investimento.
Investimento? � s� isso?
� s� isso.
Ent�o, diz-me, iremos ver-te de avental um destes dias?
N�o sei quanto ao avental, mas tenho uma receita
de um guisado de galinha que at� vai p�r as pessoas a fazer fila.
Sr. Avery, � cheio de surpresas. N�o fazia ideia de que sabia cozinhar.
Rosemary, passei duas semanas a trabalhar infiltrado como chefe.
Apanhei dois foragidos e aprendi a fazer um fricass� de fais�o.
Senhoras.
Sra. Ramsey,
revi a ap�lice do seguro de vida do seu falecido esposo
e parece estar tudo em ordem. - Que al�vio.
Agora, assim que submeta o caso ao escrit�rio central,
dever� receber um cheque dentro de seis a oito meses.
- Desculpe, disse meses? - Em caso de complica��es.
Mas eu preciso do dinheiro agora.
- Compreendo, contudo, a companhia... - N�o, n�o compreende.
N�o pode acelerar as coisas?
N�o funciona assim.
Mas,
se realmente necessita do dinheiro agora,
estou autorizado a oferecer-lhe uma liquida��o menor,
em dinheiro.
Bem, quanto menos?
Um quinto do benef�cio.
Um quinto?
Eu, eu n�o.
Tenho de pensar sobre isso.
Bem, eu parto amanh� ao meio-dia.
Informe-me da sua decis�o at� ent�o.
Est�s a dizer-me que o Frank Hogan fazia parte do gangue Garrison?
Sob um nome diferente, h� quatro anos.
Preciso de falar com ele.
Olha, Bill, eu sei o que pensas sobre os Garrisons,
mas o Frank n�o estava no gangue h� dez anos. Lembra-te disso.
Preciso que me fa�as um favor, Jack.
Preciso que encontres uma mulher chamada Mary Benson.
� a vi�va do Carl Benson.
Fazes isso por mim?
Claro.
Tens a certeza de que o Jesse faz parte daquele gangue de criminosos?
O Frank tem a certeza.
Ele diz que foi o Jesse que p�s aquele folheto na minha porta.
E acreditas nele?
O Jesse n�o apareceu para trabalhar hoje.
O Jack procurou-o em todo o lado. N�o est� em lado nenhum da cidade.
N�o � bom sinal.
Parece que n�o.
Clara, eu sei que d�i.
Ambas perdemos um marido.
J� � suficientemente dif�cil ultrapassar isso,
e depois ainda ter sentimentos por outro homem.
Mas � ainda pior quando esse outro homem afinal �...
Um mentiroso
e um criminoso.
N�o consigo imaginar o padre Hogan como fora da lei.
Nem eu conseguia. Parece um homem t�o bom.
Vamos ter de investigar melhor o passado do pr�ximo padre.
Do pr�ximo padre?
N�o podemos ter um fora da lei a pregar no p�lpito, podemos?
Senhoras.
N�o h� muito amor por aqui.
N�o posso dizer que os culpo.
Desiludi muitas pessoas aqui.
Algumas mais do que outras.
O Jack disse-me que andava com o gangue Garrison.
Andava.
Alguma vez mencionaram um homem chamado Carl Benson?
N�o, eu s� fiz uns dois trabalhos com os Garrison.
Apanhei um tiro, fui apanhado, servi a minha pena. Final da hist�ria.
E este mi�do, o Jesse?
Achas que ele teve algo a ver com o assalto que matou o Silas?
N�o, o Jesse estava aqui na cidade. Eles mandaram-no para me chamar.
Al�m disso, n�o � o estilo dele. Ele n�o � um assassino.
Avisa-me se o vires.
N�o sabia que ainda fazia cumprir a lei.
S� um cidad�o preocupado.
Agente.
Parece que Hope Valley tem um problema.
- Qual? - Bem, o nosso padre � uma fraude.
Ele enganou o comit� paroquial que o contratou.
Bem, se ele realmente mentiu sobre o passado criminoso dele,
pode ter um caso de fraude.
Acho que seria no melhor interesse de todos,
incluindo para o Sr. Landry,
se ele se demitisse e abandonasse a cidade em paz.
Pergunto-me se n�o poder� tomar um tempinho para o convencer.
Desculpe, n�o posso fazer isso,
mas tenha um bom dia.
O segredo do Matt j� se espalhou pela cidade.
Isso � bom.
N�o deve tardar muito at� o expulsarem.
Tens alguma coisa a dizer?
O Matt � extremamente teimoso. Ainda n�o sei se isto vai resultar.
Bem, claro que vai.
Ele n�o � burro. Para onde � que ele vai?
S� para o caso,
se calhar dev�amos encontrar outra pessoa.
N�o h� mais ningu�m que fa�a o que n�s precisamos que seja feito.
Eu fa�o.
� preciso muita per�cia para rebentar um cofre.
- O Matt ensinou-me tudo o que sabe. - Ensinar n�o � fazer.
N�o vou arriscar a nossa grande sa�da naquilo que tu pensas que sabes.
Est� bem, est� bem.
S� digo que se por alguma raz�o o Matt n�o aparecer...
Disseste que eram amigos. Juraste que o trazias de volta.
O acordo foi esse.
Agora, se n�o cumprires,
�s um homem morto.
D� outra vez.
- Porque � que o Lee pediu um empr�stimo? - N�o sei.
N�o sabes, ou n�o me vais dizer?
Quando se trata de finan�as, o Sr. Coulter � muito
reservado.
Se calhar tem a ver com o teatro que est� a construir?
Vamos fingir que esta conversa nunca aconteceu, est� bem?
Ser� o nosso pequeno segredo.
Numa democracia, o povo ajuda a decidir como se gere tudo,
e uma das formas de fazer isso � votando.
Ol�.
Por favor v�o para a p�gina 42 dos vossos livros
para lerem o que os fil�sofos gregos tinham a dizer sobre isso.
- Ol�. - Desculpa interromper.
Sabes o acampamento que o Padre Hogan marcou para amanh� � noite?
Os rapazes passaram a manh� toda a falar nisso.
Bem, os pais deles tamb�m.
Alguns mudaram de ideias, n�o querem que os rapazes v�o.
Ent�o, foi cancelado?
N�o, por acaso. Posso?
Obrigado.
Posso ter a vossa aten��o? Quem se inscreveu
para o acampamento de amanh�, por favor levante a m�o.
- Eu. - Eu.
Eu inscrevi.
J� sabia que n�o ia acontecer.
N�o, n�o, vai, vai acontecer, Cody.
Mas, infelizmente, o padre Hogan n�o vai poder ir,
por isso vou eu.
Boa.
Sim, Laura.
As meninas tamb�m podem ir?
Desculpa, esta � s� para os meninos.
- N�o sei porque as meninas n�o podem. - Pois.
Bem,
talvez para a pr�xima, quando planearmos com anteced�ncia?
Obrigado.
Dottie? O que se passa?
O Sr. Logan da companhia de seguros diz que
vai demorar meses
at� receber o pagamento da ap�lice do Silas.
- Qual � o atraso? - N�o sei.
Ele disse que me podia dar dinheiro neste momento,
mas que teria de renunciar ao resto dos benef�cios.
Isso n�o me parece correto.
N�o quero contentar-me por menos do que me devem,
mas eu n�o posso esperar.
Deixas-me ajudar-te?
O que podes fazer?
Eu...
Tenho um jeito especial para levar as pessoas a serem razo�veis.
E antes que perguntes, n�o, n�o vi o Frank desde hoje de manh�.
- N�o perguntei. - N�o sei o que diria.
- N�o sei o que quero que ele diga. - O que est�s a sentir?
N�o sei, por isso n�o tens por que dizer-me para n�o guardar as coisas.
- Ent�o n�o o fa�o. - Dava-me jeito um pouco de:
"Tu �s forte, vais ultrapassar isto." - �s a mulher mais forte que j� conheci.
Vais ultrapassar isto.
Sabes sempre o que dizer.
Vais ultrapassar isto mais r�pido se falares com o Frank.
Menina Abigail? Onde est�o os marshmallows que fez para n�s?
Na dispensa.
N�o podemos acampar sem marshmallows.
N�o h� como argumentar contra isso.
Fico contente que o Jack tenha ficado a liderar viagem amanh�.
- O Cody vai divertir-se. - � pena que seja s� para meninos.
N�o � muito justo para as meninas.
Elizabeth, �s a mulher mais criativa que eu conhe�o.
Vais resolver isto.
N�o que tenhas perguntado.
Muito bem, estamos quase l�.
N�o somos os �nicos.
Elizabeth?
Boa tarde, Jack.
O que fazes aqui?
Perguntei �s meninas se queriam um acampamento s� delas.
E n�s vot�mos que sim.
A democracia em a��o.
�timo.
Mas a quest�o � que, n�o podes estar
aqui. - Isto n�o � terreno p�blico?
Sim, mas o que quero dizer � que, este...
Este ia ser o nosso s�tio. - Acho que h� espa�o para todos.
Certo.
Est� bem. Pronto, meninos, vamos acampar mais ali.
N�o, Jack. N�o mais ali.
Porque n�o?
Porque est� cheio de heras venenosas.
Muito bem. Ali n�o, meninos.
Vamos acampar aqui.
Obrigado, meninas.
De volta ao trabalho.
EMPRESAS L. COULTER
- Bom dia, Lee. - Ol�.
Trouxe-te os fornecimentos que pediste.
Acho que estou no neg�cio errado.
Fazia mais dinheiro a transformar a serra��o numa f�brica de papel.
Falando de dinheiro,
que curioso, isso.
A Katie Yost disse-me que a tua conta estava em atraso.
A s�rio?
N�o sei se eles me enviaram a conta o m�s passado.
Ou se calhar mandaram e perdeu-se nesta confus�o.
- Seja como for, vou tratar disso. - Ent�o, � um mal-entendido?
Claro, sim, apenas um mal-entendido.
Lee?
Eu tenho gostado muito de ajudar por aqui.
E eu tenho gostado muito de te ter aqui.
N�o vais mudar a decora��o do meu escrit�rio outra vez, vais?
N�o.
Mas posso ajudar-te a economizar.
- Economizar? - Racionalizar.
Ser mais eficiente. Cortar nos desperd�cios.
Melhorar a margem.
Bem, poupar dinheiro nunca � mau.
Exatamente. E tu j� est�s t�o ocupado.
Porque n�o me deixas tentar umas ideias? Um plano de poupan�a.
Cortar nas despesas pode aumentar os lucros, sabias.
J� ouvi dizer.
�timo, ent�o.
Porque n�o me d�s as despesas do �ltimo m�s e vou atacando?
Espera, est�s a falar a s�rio?
Est� bem.
Aqui tens.
Tens a certeza disto?
Nunca tiveste muita experi�ncia na, na natureza.
Jack, estamos a dez passos da cidade. Acho que vou sobreviver.
Vais come�ar a fogueira outra vez a esfregar dois pauzinhos?
Desta vez, estou preparada.
Vamos cantar umas m�sicas depois. Podem juntar-se a n�s.
N�o, n�s vamos contar hist�rias de fantasmas,
mas podem juntar-se a n�s.
- Hist�rias de fantasmas? - Sim.
De certeza? Alguns dos mi�dos s�o muito novos, podem ficar assustados.
N�o.
Os rapazes adoram hist�rias assustadoras.
Est� bem.
Vais embora?
Para onde vais?
Para S�o Francisco, para come�ar.
O que � que h� em S�o Francisco?
Um barco para onde nunca ningu�m ouviu falar do Matt Landry
nem do padre Frank Hogan.
Mas vais deixar de ser padre.
Bem, se calhar n�o estava destinado a ser padre.
Errado.
Estavas destinado a ser o nosso padre.
Bem, j� n�o.
N�o h� uma alma nesta cidade que queira que eu fique.
Eu quero.
E ainda �s o nosso padre.
Eu disse-te que podias confiar em mim.
Bem, disseste-me que precisavas de tempo para pensar.
J� tive tempo.
E aqui estou eu.
Talvez os outros tamb�m precisem de algum tempo...
Nem sequer me olham nos olhos.
Se fosse cozinheiro ou um ferreiro,
n�o interessava o que as pessoas pensavam. Mas um p�roco?
Se ningu�m quiser ouvir falar dele, ele n�o serve de nada para ningu�m.
J� ouviram antes.
Todas as vezes que pregaste sobre miseric�rdia e perd�o,
eles ouviram-te.
Se calhar s� tens de os convencer de que toda a gente
merece uma segunda oportunidade.
Contesta-os.
Eu fico do teu lado.
Tens mais alguma sugest�o?
Podes rezar por orienta��o.
J� me disseram que ajuda.
Muito bem, rapazes. Podem ir dormir.
Mas e se vier um fantasma?
Bem, os fantasmas n�o existem.
Fazemos assim, e se vos contar uma hist�ria diferente?
Sobre um pequeno...
Um c�o. - Eu tamb�m tenho medo de c�es.
Tamb�m tem medo de c�es.
Obrigada por nos trazer a acampar.
- � divertido. - Que bom que est�o a gostar.
Podemos fazer isto outra vez?
Claro que podemos.
O Robert disse que as meninas n�o pertencem em viagens de campismo.
Eu disse-lhe que ele era tolo e nada democr�tico.
Que bom para ti.
Porque as meninas podem fazer tudo, certo, Menina Thatcher?
Certo, Deborah.
As meninas podem fazer tudo o que os meninos podem fazer.
Agora, toca a dormir.
Opal?
Est�s bem?
Quero ir para casa.
Sentes-te bem? N�o est�s doente?
S� com saudades de casa?
Aposto que sentes falta da tua caminha confort�vel
e da tua colcha quente, �?
Tens peluches em casa? - O Brownie. � um urso.
- Que tipo de urso? - Um urso castanho.
Bem, sabes o que � que o Brownie est� a fazer neste momento?
Est� a dormir.
E est� a sonhar contigo.
Est� triste?
N�o. Porque ele sabe que em breve vais para casa ter com ele
para lhe contares tudo sobre a tua grande aventura.
Que viste uma fam�lia de codornizes,
e que cantaste m�sicas.
Por isso,
fecha os olhos.
E ouve os grilos.
E pensa no Brownie.
E quando te aperceberes, vai ser de manh�.
Queres que cante para ti?
N�o. J� cantou que chegue. Gosto mais dos grilos.
Que audi�ncia dif�cil.
Boa noite.
� o agente?
Foi-me dito que iria encontrar aqui o agente.
- Ele n�o est�. Posso ajud�-lo? - Sim.
O meu quarto foi vandalizado, roubaram a minha pasta.
- Pode descrev�-la? - De couro castanho escuro,
costurada � m�o, com encaixes prateados.
Qualquer coisa como isto?
� isso.
Como � que?
Quem � o senhor?
� um agente da Pol�cia Montada? - N�o de momento.
Apenas um amigo da Dottie Ramsey.
Foi o senhor que arrombou o quarto.
Roubou-a.
Nada foi roubado.
Est� tudo aqui.
N�o vai safar-se disto.
Violou a lei, senhor. Vou mandar prend�-lo.
Com que provas?
Tem a sua propriedade aqui.
Por isso, � a sua palavra contra a minha.
Sente-se.
� uma leitura interessante.
Curioso como os benefici�rios assinam os chamados formul�rios de autoriza��o,
a transferir todos os benef�cios para si.
Que extors�o maldosa.
Mentir a vi�vas de luto,
assust�-las para aceitarem pagamentos diminutos em dinheiro,
e depois roubar os benef�cios para si. - N�o pode provar isto.
Como disse, a sua palavra contra a minha.
Eu n�o sou a lei, senhor,
por isso n�o posso mand�-lo para a pris�o, onde pertence,
mas posso envi�-lo para s�tios piores.
O que quer?
Quero que escreva um cheque � ordem de Dottie Ramsey
no valor total dos benef�cios dela neste momento.
Eu, eu posso fazer isso.
Depois quero que v� ter com todos os outros que roubou
e que devolva o dinheiro todo que lhes tirou.
E eu vou saber se n�o o fizer.
Eu vou.
Eu vou.
Foi um prazer negociar consigo.
Tiveste dificuldade em adormecer os meninos?
N�o.
Ent�o, porque � que est�o todos na tua tenda?
Bem, como tu disseste, alguns s�o muito novos.
Est� bem, se calhar, se calhar n�s dev�amos...
Dev�amos ter cantado com voc�s.
O qu�?
Pareces
confort�vel aqui.
E estou.
Assim t�o longe da civiliza��o?
Sem autom�veis, mans�es.
Sem boutiques francesas.
Sem ru�do.
Sem multid�es. - Sim, apenas
mosquitos, mau tempo e animais selvagens.
Estrelas brilhantes,
o som da �gua a correr no ribeiro,
trutas acabadas de pescar.
Bem, parece que podias viver aqui.
Sabes,
acho que podia.
Bem, n�o digo numa tenda.
Estou a falar de uma casa,
com um bom fog�o,
uma banheira,
uma caixa de gelo.
Uma boa cama de penas, quente e confort�vel.
Acordar ao lado da pessoa que amas todos os dias.
Parece divinal.
Acho que gostava de escrever sobre a vida aqui.
Se tiver sorte, um dia ainda publico.
� um sonho meu.
Bem,
h� sonhos que s�o realizados.
Abigail, quer juntar-se a n�s?
A Trudy tem de ir depois desta m�o. - Antes dela ir embora, eu...
Gostava de vos falar sobre o padre Hogan.
Devemos-lhe muito, e...
O que se passa?
O Frank Hogan j� n�o � nosso padre.
Sabes disso, certo?
N�o, n�o sei. Como assim?
O presidente Gowen convocou uma reuni�o de emerg�ncia do comit� paroquial.
Vot�mos unanimemente para o remover e come�ar a procurar um substituto.
Despediu o Frank numa reuni�o secreta?
Uma reuni�o privada.
- Porque n�o pudemos todos votar? - Com que prop�sito?
Era uma amea�a � comunidade. Sab�amos o que t�nhamos de fazer.
Est� feito.
- Desfa�a isso. - � tarde demais.
J� informei o Sr. Landry do despedimento.
Frank?
Frank?
Para tudo h� uma �poca.
Um tempo para aguardar e um tempo para partir.
Adeus, Abigail
Vou ter saudades tuas.
Despediram o Frank.
O voto foi un�nime.
Pensei que um ou dois o defendessem.
O Gowen escolheu o comit� criteriosamente.
- E fizeram o que ele queria. - E o Frank n�o disputou.
O Gowen convenceu-o de que estar�amos mais seguros sem ele.
N�s podemos decidir isso por n�s mesmos.
Agora � tarde demais.
- Talvez n�o. - Onde vais?
Sou professora.
Est� na hora de uma li��o.
Com licen�a, presidente Gowen.
Porque despediu o Padre Hogan? - Eu n�o despedi ningu�m.
- O comit� tomou a decis�o. - Eles n�o representam a popula��o.
E uma decis�o dessas devia
ser feita a portas fechadas, sem envolver a comunidade?
Tenho a certeza de que a comunidade ir� apoiar a a��o.
N�o tenho assim tanta certeza.
Com todo o respeito, Menina Thatcher, n�o vejo por que reacender isto.
Quando informei o Sr. Landry da decis�o,
ele abandonou a cidade sem protestar.
Penso que ele se apercebeu de que n�o pertence a Hope Valley.
N�o sabemos do que Frank Hogan se apercebeu porque n�o o deixou falar.
- Menina Thatcher... - Pode ter levado a sua adiante,
mas � assim que quer ser recordado?
Como o presidente da c�mara que decidiu tudo em segredo?
Isto � uma democracia, senhor presidente Gowen.
N�s merecemos melhor.
Bom dia.
Bom dia.
Est� um gelo, passa-se alguma coisa com o fog�o?
N�o, estamos a poupar na lenha.
A poupar na lenha? Eu giro uma serra��o.
Temos sobras de lenha at� �s orelhas.
Sim, e dev�amos vend�-la, n�o queim�-la.
Al�m disso, est� um dia ameno. P�e algo mais quente. Nem vais notar.
N�o vou notar porque j� terei morrido de exposi��o ao frio.
H� l�pis?
Desculpa. Eu estava a usar o l�pis.
Toma.
O l�pis?
S� escreves com uma m�o.
Tenho medo de perguntar, mas h� papel?
Sim, claro que h� papel, tolo.
N�o podes gerir um escrit�rio sem papel.
Mas escreve com letra pequena. E usa os dois lados.
Como conseguiste?
Simplesmente ajudei o cavalheiro a ser razo�vel.
Precisaste de usar for�a?
Persuas�o simples.
Que pena.
Bill, quero pagar-te por isto.
N�o. N�o vou aceitar isso.
Porque n�o? Exigiu tempo e esfor�o. Tens de ser compensado por isso.
� muito generoso da tua parte, mas ajudar uma vizinha
e tirar o sorriso da cara de um vigarista
� recompensa mais do que suficiente para mim.
Um centavo por um l�pis? � rid�culo. � um assalto.
Um centavo por um l�pis parece bastante razo�vel, Rosemary.
N�o se precisares de dez. S�o dez centavos. Uma moeda de dez.
- E? - E nem todos t�m dez centavos.
- Est� tudo bem? - Est� tudo �timo.
Rosemary.
Est� bem. N�o, n�o est� �timo. De todo.
Queres dizer-me de que se trata isto tudo?
� o Lee. N�o quer que eu saiba, mas
tenho medo que o neg�cio dele esteja com dificuldades.
- A serra��o? - Promete n�o dizer uma palavra,
a ningu�m. - Os meus l�bios est�o selados.
Estou a ajudar o Lee a economizar, cortar a gordura, apertar os cintos,
mas no final das contas, nem chega para fazer diferen�a.
Ora a� est� uma ideia. Podia dividir o escrit�rio dele,
alugar metade, colocar uma segunda porta.
Rosemary.
Acho que est� na altura de conversares com o Lee.
Diz-lhe como est�s preocupada. - N�o, n�o podia.
- Porque n�o? - Porque n�o posso, simplesmente.
Podes, sim.
N�o escreveste um artigo sobre a import�ncia da comunica��o?
Bem, soa-me vagamente familiar.
Ent�o, vai l� fazer isso.
- Mas... - Nada de mas.
Vai.
Agora.
Para tudo h� uma �poca.
Um tempo para permanecer em sil�ncio,
e um tempo para falar.
Um tempo para procurar e um tempo para dar como perdido.
Obviamente, n�o est�s perdido porque eu encontrei-te.
Planeias fazer-me companhia na minha viagem at� S�o Francisco?
N�o, planeio levar-te de volta a Hope Valley,
porque as pessoas de l� merecem saber a hist�ria toda...
N�o a querem ouvir.
Sou um perigo para elas.
- Um fora da lei. - Tu foste um fora da lei.
Abigail, estou a tentar proteg�-los.
A tentar proteger-te a ti. - Se calhar n�o precisamos de prote��o.
- Se alguma coisa acontecer... - Lidamos juntos como uma comunidade,
porque � isso que somos em Hope Valley.
A cidade tem de saber vindo de ti, Frank, mesmo que seja apenas adeus.
Deves-nos isso pelo menos.
Devo-vos um pedido de desculpas.
Voc�s acolheram-me, aceitaram-me nos vossos cora��es.
Eu devia ter-vos confiado com a verdade.
Em vez disso, arrastei a mentira.
Dizem que n�o se deve medir um homem pelos seus erros,
mas pelo que ele aprende deles.
O Matt Landry est� morto.
Ele fez muitos erros.
Fez algumas coisas terr�veis, n�o h� como negar.
Mas sem o Matt Landry, n�o haveria o Frank Hogan.
A
raiva dele,
ensinou-me bondade.
A gan�ncia dele
ensinou-me generosidade.
A indiferen�a dele
ensinou-me compaix�o.
Agora, eu n�o espero que voc�s me perdoem,
mas espero que se lembrem de mim da forma como me conheceram,
como o homem a quem chamavam de vosso padre,
e vosso amigo.
Obrigado por virem. Agrade�o muito.
N�o te vais embora.
N�o sem uma vota��o.
Isto � uma democracia.
Ouviram o que o homem tinha a dizer.
Quem vota por recontratar Frank Hogan como nosso padre, por favor levantem-se.
Fez a coisa certa, senhor presidente.
Bem, fico contente que pense assim.
Lembre-se, n�o se esquivou a uma bala ali dentro,
eu afastei-o do caminho.
Agora que �s uma mulher de posses, quais s�o os planos?
Pode parecer uma tolice,
mas sempre sonhei em abrir uma loja de vestidos.
N�o me parece nada uma tolice. De certeza que seria um sucesso.
E tu? J� te decidiste quanto � Ag�ncia Pinkerton?
Ainda n�o. � uma boa oferta, mas...
�s um homem pouco convencional que pode n�o ser feliz num emprego convencional.
Tenho uma ideia.
J� alguma vez consideraste abrir um neg�cio por ti pr�prio?
Bem, sou s�cio do Caf� da Abigail,
posso relembrar-te?
Digo um neg�cio teu.
Bill.
Encontrei a vi�va do teu amigo, Mary Benson.
� dona de uma herdade mesmo � sa�da de Silverton Falls.
Fico muito grato, Jack.
- Chega de segredos. - A novos come�os.
Ainda bem que n�o morreu quando lhe deram um tiro, padre.
�men a isso, filho.
Est� ali o Matt.
N�o me parece que v� a lado nenhum.
O que fazes aqui a esta hora? Ainda a procurar despesas para eu cortar?
Lee, j� n�o tens de te fazer de forte.
Sei dos teus problemas financeiros.
Problemas financeiros? Que?
Que problemas financeiros? Eu estou bem.
V� l�.
Podes ser honesto comigo.
Estou a ser completamente honesto.
E a conta atrasada na mercearia?
J� foi tratada.
- J� foi? - Sim.
A conta estava debaixo da papelada da minha secret�ria,
tal como eu te disse que estava.
Mas eu sei do empr�stimo.
O empr�stimo?
Sim, pedi um empr�stimo para expandir o meu neg�cio,
mas fa�o isso a toda a hora.
Espera um minuto.
Isto tudo de cortar nas despesas tem a ver com isso?
Achas que estou a ir � fal�ncia?
- N�o est�s? - N�o.
Nem de perto.
Bem, era o que parecia,
por isso, estava s� a tentar ajudar.
Rosemary,
obrigado por tentares poupar-me dinheiro.
Deve ser a coisa mais querida que algu�m j� fez por mim,
mas completamente desnecess�ria.
N�o, sabes o que � completamente desnecess�rio?
Uma grande despesa de que n�o precisas
quando est�s a tentar expandir.
N�o. Eu disse que ia construir um teatro para ti
e vou construir esse teatro para ti.
Mas Hope Valley n�o precisa de um teatro neste momento.
Precisa de uma serra��o maior.
Mais empregos, mais ind�stria, um futuro melhor.
Tens a certeza disso?
Nunca tive tanta certeza de nada.
Ent�o,
liberto-te da tua promessa.
Rosemary LeVeaux, vai chegar o dia
em que vou construir para ti
o maior teatro e o mais bonito deste lado das Rocky Mountains.
Eu sei que vais.
Sim.
E desculpa por ter sido t�o intrometida.
Sim, com o plano de poupan�a e as decora��es.
� s� a minha forma desajeitada de
tentar fazer parte da tua vida.
Mas tu fazes.
Tu fazes parte da minha vida.
�s a melhor parte da minha vida.
A galinha est� no forno.
E o vinho est� servido.
A casa est� �tima.
E tu tamb�m.
Ora, agente, est� a fazer-me corar.
Quero fazer um brinde
�s tuas capacidades de decora��o. - Ainda n�o � o Ritz.
N�o, mas,
como se costuma dizer: "O lar � onde est� o nosso cora��o."
Ent�o o meu lar � aqui mesmo.
Legendas: Paula Beatriz Ribeiro
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