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Original subtitles

Olá, querida.

Tu e a Ruby trocaram mensagens e não me disseste?

Mexeste no meu telefone?

Tens ciúmes?

- O quê? - Tens ciúmes?

- Não. - Tens, eu sei.

Não tenho, mas é estranho, a gravidez da Ruby deixou-nos a pensar…

Para com isso. Tu ficaste a pensar.

- Claro. Fiquei a pensar. - Eu não.

Não.

- Também não me contas o que sabes. - O que achas que sei?

Diz-me.

Se a Ruby estava grávida, envolveu-se com alguém.

E achas que foi comigo?

Estás maluca. Sabes disso, não sabes?

RESERVADO

Olá.

Estou a voltar do local. Preciso de imagens desta zona.

Do teatro, bomba de gasolina e cruzamento grande.

E da escola de equitação.

Vamos, muito bem.

Espetacular.

Está bom. Outra vez. Meio Nelson. Vá.

Vamos.

Vamos.

- Mike. - Sim?

Vem comigo.

A Katarina mandou uma mensagem, acharam a mala da Ruby

em Dyrehaven, nuns arbustos.

Que merda.

Não sabes de nada, pois não?

O que achas que sei?

Diz-me tu, Mike.

Há algo que eu deva saber?

Não leves as minhas coisas. Anda cá.

Não jogas nada no basquetebol.

Senta-te. Quero mostrar-te uma coisa.

Não devo publicar isto no chat.

Mas quero que vejas.

Até logo.

O que foi?

Nada.

Porque demoraram tanto a vestir?

Podemos ir para casa?

Encontraste algo interessante?

Não, nada, tirando isto.

Que raio é isso?

Não sei. Parece um desenho de alguém a estacionar em paralelo.

HOTEL E SPA SKODSBORG

Que sítio caro para quem vive de mesada.

Aicha Petersen, da Polícia de Zelândia do Norte. Procuro uma mulher desaparecida.

Reconhece-a?

- Não, nunca a vi. - Alguém a poderá ter visto?

- Não sei. Não me parece. - Não a reconhece mesmo?

Anton? Reconheces esta mulher?

- Sim. Ela já cá esteve. - De certeza?

Atendi-a algumas vezes… Café ou almoço.

- Certo. Ela veio sozinha? - Não, estava sempre com um homem.

Foi há umas semanas. Em junho, início de julho, por aí.

Como era o homem?

Bastante normal.

Conduzia um Porsche Taycan Turbo. É um carro tão fixe.

Verifica quantos carros desses estão registados na zona.

Sim, obrigada. Adeus.

O quê?…

Por que razão a Polícia ainda não recorreu a investigadores ou cães?

Já a teriam encontrado, se fosse uma rapariga dinamarquesa.

Estão todas muito tristes. Pensamentos positivos.

Talvez o Yuan tenha razão. Ela conheceu outra pessoa.

Não acredito que a Ruby tenha conhecido alguém.

Ela dizia sempre que tinha muitas saudades do Yuan.

- Concordo. Dizia sempre… - Sim.

Tudo muda quando uma mulher vem para o estrangeiro.

Eu ia casar-me quando conheci o John.

Não foi fácil.

Organizamos nós uma equipa de busca.

Temos de encontrar a Ruby. Não sei como, mas vamos arranjar maneira.

Preciso que me ajudem.

A Angel tem razão.

Temos de lhes mostrar que não nos esquecemos da Ruby.

É provável que encerrem o caso se não a procurarmos a sério.

- É verdade. - A Kim tem razão.

O John pode pedir à Associação de Amizade.

De certeza que oferecem ajuda.

Claro.

Ela está a dormir.

- Desculpe. - Obrigada.

Queria avisá-la de que vamos organizar uma equipa de busca pela Ruby amanhã.

Há algo de errado. Eu sei que há, Cecilie.

- Sim. - Posso ter folga amanhã para planear?

Posso trabalhar no fim de semana.

Não é preciso. Claro que podes ir.

E eu vou para ajudar.

Vê se atinas, puta, sim?

Deixe-me!

Vai-te foder. Eu fodo-te, puta de merda.

És mesmo puta. É isso que és?

És uma putinha?

Vai-te foder.

Merda.

Vai-te foder. Não é?

Boa noite, amor.

A sério? Não quero o telefone na cama. Tu sabes.

- A Angel está cá? - Não, agora não.

Podes pedir-lhe para vir cá quando ela chegar?

A Angel está de folga. Vê-la amanhã.

Ela não te pode deitar todas as noites. Só está cá por causa da Vera.

- Queres que eu fique contigo? - Não é preciso.

Está bem.

Dorme bem.

Só tens isto para mim?

Infelizmente, sim.

E não podemos fazer mais nada? Outros ângulos, qualquer coisa…

- Não se vê nada. - Não.

- Há novidades do carro. - Sim.

Há quatro na Zelândia. E só há dois nesta zona.

E também há outra coisa.

Um dos proprietários foi condenado por violação.

Mike Jensen. Ou Winther-Jensen agora.

Winther-Jensen?

- Foi condenado por violação? - Há 23 anos.

Angel?

Fiz chichi na cama sem querer.

Eu ajudo-te.

- Até logo, amor. Adeus. - Até logo.

Vieste tu trazer o miúdo?

A Angel está a preparar-se.

Vão procurar a Ruby hoje à tarde, ela e as miúdas.

O quê? Está bem.

Não soube de nada. A Polícia está envolvida?…

Não me parece. São só elas.

É só um segundo.

Que medo, esta história da mala.

E eu furiosa porque ela fugiu logo após o primeiro dia de aulas.

Sinto tanta vergonha.

- Mas tu não sabias… - Eu sei.

Só um bocadinho. Caramba!

Não achas que vão encontrar algo, achas?

Não teria sido já encontrado por alguém a correr ou a passear o cão ou assim?

Vou ajudá-las a procurar.

- Vais? - Sim.

Então também vou.

- Está bem. - Fixe.

Sim.

Caraças.

Atenção!

A zona de cada grupo está assinalada nos mapas que a Angel está a distribuir.

Também temos mais aqui, podem dá-los a quem passe por vocês

e podem afixá-los no vosso bairro.

Por fim, se encontrarem algo de interesse, não lhe mexam.

Liguem logo para o telefone do John.

Pensei que a Polícia não estava metida nisto.

Acho que não.

Ela veio cá para ver quem aparece.

Li que há criminosos que se excitam ao revisitar o local do crime.

Katarina!

- Caramba! - Desculpa.

- Porto-me mal quando estou nervosa. - Pois.

Obrigada.

Olá outra vez.

Sei que quer manter o sigilo confessional.

Para proteger a Ruby, com certeza, mas…

Podemos abrandar um pouco?

Compreende que se trata de um crime.

A Ruby veio falar-me.

Suspeitava que estava grávida.

Ela mencionou algum nome?

- Quem seria o pai? - Não.

Disse-me que tinha sido violada.

Falou em fazer um aborto.

Mas por causa da sua fé, não conseguiria viver com isso.

Perguntei-lhe se estava certa de não haver outra solução

e sugeri que ela falasse com ele.

Aconselhou-a a falar com o homem que a violou?

A gravidez da Ruby deveu-se a uma violação.

Ela contou ao padre, que a aconselhou a falar com o pai.

O melhor palpite é o Mike Winther-Jensen.

A Ruby foi-se embora de casa dos Hoffman pouco depois da Katarina adormecer.

Encontrou-se com o Mike. Disse-lhe que estava grávida.

Ele entrou em pânico, matou-a e livrou-se da mala para parecer um assalto.

Porque a matou?

Ele tem mulher e filhos, não é?

Ela não queria abortar. Ia dar-lhe cabo da vida.

Ela pode tê-lo ameaçado.

Naquela tarde, se calhar ela ia apresentar queixa à Polícia.

Ia dar-lhe cabo da carreira. Das amizades.

Ele é solicitador?

É sócio de uma grande firma de advogados.

- Já falaste com a mulher dele? - Sim.

Ela disse que a Ruby podia estar grávida.

- Então, querida? - Não sei…

Achei mensagens da Ruby no telefone do Mike.

- Porque não disseste nada? - Não sei. Eu só…

Andavam enrolados?

Não sei.

Eu verifico tudo do Rasmus, para jogar pelo seguro.

- A sério? - Sim.

E contrato sempre as au pairs mais feias.

- Kat! - Claro.

A maioria vem para arranjar marido. Senão, vão para casa passados dois anos.

É verdade.

Querida.

- Fala com a mulher dele outra vez. - Sim.

Faz-lhe mais perguntas.

Descobre o que fez o marido na noite em que a Ruby desapareceu.

Vê se bate com a história dele quando falarmos com ele.

Olá. Vou-me embora. Vens?

Não, vou ficar com as minhas amigas.

Está bem.

- Vemo-nos em casa. - Adeus.

Dê cumprimentos ao Mike. Tratou sempre tão bem a Ruby.

Sim, claro.

Adeus.

Mais uma rodada, meninas?

- Não. Não tenho dinheiro. - Nem eu.

Desmancha-prazeres!

Anima-te!

Ainda bem que não encontrámos nada hoje.

Não é, Angel?

Forretas!

Pago eu.

Obrigada.

O céu escurece

Durante a tempestade

Tu não voltarás

Mas eu não desisto

Por ti, hei de sempre lutar

Por mais que caia

Hei de me levantar

Não importa quantas vezes…

Fala a Cecilie.

Olá, Cecilie, é a Aicha. Podemos encontrar-nos?

Tenho mais algumas perguntas.

Claro. Onde está?

A Ruby jantou consigo, com a Angel, o Oscar e o Viggo?

- Sim. - Sim.

A Katarina Hoffmann não jantou convosco, mas apareceu depois?

Chegou logo a seguir ao jantar.

E o seu marido?

- Não estava lá. Estava a trabalhar. - A que horas chegou ele a casa?

Mais tarde, um pouco depois.

- Pode ser mais específica? - Ele trabalha sempre até tarde…

O patrão dele deve poder confirmar que ele estava lá.

Não é?

Desculpe?

É por causa da condenação dele?

Ele vem de outro meio.

Não teve pai, a mãe dele bebia e ele andava com más companhias.

Nessa noite, todos eles tinham consumido droga por algum motivo.

Ele admitiu tudo em tribunal.

Mudou completamente de vida. Era muito novo.

Formou-se e estudou Direito. Foi um choque com a realidade.

- Então, ainda bem que violou uma mulher? - Não disse isso.

Estou só a dizer-lhe donde ele veio.

Só perguntei quando chegou a casa.

A hora exata.

Foi por volta das… Acho que chegou meia hora após os outros se irem embora.

O Mike foi visto com a Ruby no Hotel e Spa Skodsborg

várias vezes durante o verão.

Mas mantém que ele chegou a casa em meia hora?

Sim.

Não posso ajudar mais.

Obrigada.

Olá!

O que foi?

Sabes que os eventos de luta são demorados.

Há imensos miúdos para vigiar e eu e a Ruby conversámos.

Ela queria tirar a carta, mas é caro.

Andámos por ali de carro e tomámos café no Skodsborg. Só isso.

- Só isso? - Sim.

O Viggo sabe. O Oscar também. Acho que até a Angel sabe.

- Onde estavas quando a Ruby desapareceu? - Porque perguntas?

Tomei um comprimido para dormir. Não dei conta de chegares.

Nunca dás.

Responde ao que perguntei.

O que me perguntas?

Onde estavas quando a Ruby desapareceu?

Acusas-me de ter feito mal à Ruby. Qual é a tua pergunta?

Onde estavas, Mike?

- Queres saber se violei a Ruby? - Já o fizeste.

Desculpa.

Desculpa.

Nem acredito que disseste isso.

Estava a trabalhar.

Vou dormir noutro lado.

- Fala a Aicha. - Aicha, um corpo deu à costa.

- Pode ser a nossa au pair. - Onde?

Na marina de Taarbæk.

Certo. Vou a caminho.

- Ali, junto ao barco verde. - Sim.

RESERVADO

Legendas: Marta Gama

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