All language subtitles for American Horror Story S01E03 720p BluRay DD 5.1 x264-TayTO

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Original subtitles

N�o pares.

Estou quase a terminar.

Porqu�?

� uma pena desperdi�ar uma cama t�o bonita.

N�o, pare, por favor. Pare, est� b�bedo!

Por favor, preciso muito deste emprego.

- Da �ltima vez gostaste. - Isso foi um erro.

Estava a sentir-me sozinha.

Queres um Camaro? Chegou um carregamento, ontem.

N�o, eu...

N�o!

Amo-te desde os 16 anos.

Querida, por favor, era uma coisa sem import�ncia.

� a �ltima vez que me partes o cora��o.

Est�vamos a voltar ao normal, Ben.

Queria tanto confiar em ti.

Estava a tentar proteger-te.

N�o tentes tornar isto num ato heroico.

Tinhas medo do que fosse fazer, se descobrisse.

Como querias que soubesse que ele ia arruinar os nossos investimentos?

Sempre nos ajudou a ganhar dinheiro, antes de...

Estou gr�vida

e n�o posso viver nesta casa, depois do que nos aconteceu aqui.

Agora dizes-me que n�o temos alternativa, que estamos falidos.

N�o estamos falidos.

Temos dinheiro, mas est� investido nesta casa,

assim que a vendermos, podemos recuper�-lo.

N�o, n�o. N�o posso esperar tanto.

Temos de alugar uma casa.

Viv, o que queres que fa�a?

Estou a tentar recuperar o meu neg�cio,

j� gastamos o m�nimo com os nossos cart�es.

- Vou arranjar trabalho. - Para ficares ainda mais nervosa?

Muito bem. Vamos arranjar um est�dio em algum lado.

Conseguimos pagar isso. Pelo menos, temporariamente.

Um est�dio? Achas que isso me vai libertar da press�o?

O meu gabinete � aqui. As pessoas t�m consultas aqui.

Os doentes t�m consultas aqui.

E n�o s�o assim tantos, deixa-me acrescentar.

Querida, est�s a sofrer de stress p�s-traum�tico.

Esta � uma rea��o muito normal.

S� precisamos de encontrar um psiquiatra

que a nossa seguradora cubra, rapidamente.

N�o me fa�as pensar que estou louca.

Amanh�, vou falar com a agente imobili�ria.

Vou perguntar que obras podemos fazer,

nada que seja muito caro, talvez no jardim.

Se tudo correr bem, podemos vender a casa sem perder muito dinheiro.

Est� bem.

De certeza que conseguiremos.

N�o voltes a mentir-me.

Se voltares a mentir-me, acabamos.

Fiquei chocada, quando soube o que vos aconteceu.

Nem sei o que dizer.

Imagino que se deva sentir um pouco preocupada...

N�o, n�o estou preocupada. Estou chateada.

Foi assim que fiquei, quando os rapazes fizeram aquilo.

T�nhamos ficado muito pr�ximos.

Vinha c�, aos domingos, para beber Bloody Marys e comer omeletas.

Quando descobri que eram pervertidos.

Deve ter sabido que enfiaram o ati�ador da lareira...

Marcy, temos de voltar a p�r a casa � venda.

E temos de recuperar tudo o que investimos.

N�o podemos perder muito dinheiro com isto.

� melhor ser realista. O mercado imobili�rio cai, diariamente.

E n�o se esperam melhorias at� 2013,

quando mandarmos aquele idiota passear.

Vamos ser diretas. Est� em d�vida com a nossa fam�lia.

De acordo com a lei, era obrigada a revelar todos os factos materiais

que nos pudessem influenciar na compra da casa.

Desculpe, querida, mas a lei exige que revele

todas as mortes na casa, nos �ltimos tr�s anos.

Foi o que fiz.

Ningu�m me oferece contrapartidas, Mrs. Hormon.

- � Harmon. - Ningu�m se preocupa comigo.

Sabe onde vivo?

Vivo num anexo de 32 metros quadrados,

em Valley Village, rodeada de ratazanas.

Quem me dera viver nesta casa! Apesar do passado dela.

Se calhar, precisa de um agente mais experiente, especializado...

Acha que foi a minha primeira escolha?

Hoje de manh�, liguei a todas as ag�ncias da cidade.

Coldwell Banker, Century 21, ningu�m aceita estas condi��es.

O plano � este:

vai fazer bolachas, comprar flores bonitas e caras, acabadas de cortar,

vai inventar hist�rias bonitas sobre as pessoas que viveram aqui,

ao longo dos anos, vai fazer o que for preciso

e vai vender esta casa.

Depois, eu e a minha fam�lia vamos viver para um local seguro.

Em recompensa, n�o vou process�-la por neglig�ncia criminosa.

Est� a perceber?

�timo.

Est� a ver, tem algu�m que se preocupa consigo.

� fresco, acabei de o fazer.

Achei melhor bater desta vez, para n�o lhe dar um ataque card�aco.

Mas, por mim, bem que podia morrer.

Faz-me um favor, sim?

Antes de o levar, d�-lhe uma polidela.

Est� todo corro�do. Sabes porqu�?

Porque �s uma empregada fraca.

Vai junt�-los � sua cole��o?

At� ter um faqueiro inteiro. Depois, vou coloc�-lo no eBay,

onde vou ganhar algum dinheiro e tu ser�s acusada de roubo.

Afinal de contas, �s uma grande ladra.

A tua especialidade s�o os maridos fracos.

N�o quero mais estar aqui!

Estou assustada e tenho saudades da minha m�e.

Achas que quero ficar neste mundo cheio de morte e arrependimento?

Tenta encontrar alguma dignidade nesta situa��o.

Segue em frente, Missy.

N�o consigo. Eu quero, mas n�o consigo.

De cada vez que come�o...

... a sentir pena de ti,

lembro-me de que foste tu que te meteste nesta alhada.

E, de cada vez que vejo esse olho branco,

lembro-me de que era e continuo a ser...

... uma �tima atiradora.

Tem de pagar pelo que fez.

Eu pago.

Todos os dias!

N�o posso fazer mais nada.

Ele vai avan�ar e n�o posso fazer nada para o impedir.

Vamos assinar os pap�is para a semana e j� est�.

23 anos atirados ao lixo com uma simples assinatura.

Estou t�o transtornada.

Pergunto-me se conseguirei voltar a amar ou ser amada.

Porque pediu o seu marido o div�rcio?

Diz que sou muito aborrecida.

Tentei conversar com ele sobre v�rios assuntos.

Desporto, por exemplo.

At� aprendi o nome das equipas de futebol de que ele gosta.

Vejamos, h� os Chargers, os 49ers, os Raiders, os Seahawks de Seattle,

Esses s�o da costa oeste. Os Cardinals s�o do Arizona.

Decorei-os a todos para ele. Sou boa a decorar.

Ainda sei dizer as capitais de cada estado.

Aprendi isso no sexto ano.

A minha mem�ria ajuda-me no meu trabalho.

Sou contabilista,

mas quero expandir-me para a contabilidade fiscal.

O que est�s a fazer?

- Estou a limpar a porcaria que fez. - Que porcaria?

Este sangue n�o � meu.

H� quanto tempo est�s aqui?

O suficiente.

O que viste?

Nada.

Nada, se algu�m perguntar.

Sou muito discreta.

N�o se preocupe.

Limpei esta sala primeiro. Est� pronta para a sua pr�xima v�tima.

Quer dizer, doente.

Onde est� o meu gravador? Estava mesmo aqui.

N�o sei do que est� a falar.

Nunca mexo nas coisas que est�o na sua secret�ria.

S� tiro as n�doas.

Quer fazer uma nova?

Afasta-te de mim.

Onde est�?

Pense no sangue a correr por todo o lado, pelos dois.

Estou farto desta brincadeira! Est�s despedida!

O que est�s a fazer?

N�o queria tocar-lhe, mas n�o tive alternativa.

Rejeitei todas as provoca��es, e acredita, foram muitas,

mas ela n�o para!

Desabotoa a camisa e baixa-se.

N�o quero ser presun�osa, mas j� n�o tenho idade para romances.

Poupa-me, � por isso que andas com essa roupa de empregada

como se fosses a um baile de m�scaras?

N�o queres limpar a casa das outras pessoas com a tua roupa, o tanas!

- Ben. - Deixe l�, senhora.

Sei como os homens s�o.

Tratam as pessoas como objetos.

Veem as coisas � sua maneira.

As mulheres, pelo contr�rio, veem a alma das pessoas.

� isto que fazes?

Tramas os patr�es?

Compreendo que estejam sob muita press�o,

dinheiro, o beb� e o que aconteceu na outra noite.

N�o tenho o intuito de ouvir, mas as paredes s�o muito finas.

Tirando este infeliz incidente,

tenho muito gosto em trabalhar para voc�s.

E preciso do dinheiro. Estamos numa altura complicada.

Estou disposta a esquecer que isto aconteceu.

- Moira, talvez seja melhor... - Ir embora?

V�o mandar-me embora, sem mais nem menos?

N�o, n�o v�o! Desta vez, n�o! Mere�o ser respeitada!

Se o seu marido me voltar a tocar

ou me tentar despedir sem justa causa,

apresento queixa!

Mudei os len��is do vosso quarto. Pus toalhas limpas

na casa de banho do andar de baixo e na do quarto da Violet.

Se n�o se importarem, vou fazer um almo�o mais longo do que o habitual.

Estou um pouco abalada.

Ela est� a mentir.

Sabia que n�o a dev�amos ter contratado. Eu sabia!

Sabes o que acho?

O qu�?

Acho que a tua indiscri��o em Boston...

... mexeu contigo.

E acho que te est�s a armar, a ser paranoico e louco

e sentes-te culpado.

Tens de te recompor.

Temos de sair desta casa, gostaria de o fazer sem um processo.

E a pr�xima paragem na nossa viagem pelas almas dos defuntos,

a p�rola do centro da cidade, a Casa dos Assassinatos.

VIAGEM DA ESCURID�O ETERNA

Tem calma, n�o vim para te apanhar.

Porque n�o?

Aquilo por que passaram, na semana passada...

A s�rio, pai. Estou bem.

Um dia, servir� para uma boa tese para a universidade.

Muito bem. Mas, se quiseres falar com algu�m...

- Pai. - N�o estou a dizer comigo.

Sou muito caro.

- Mas podemos arranjar algu�m. - Est� bem. Obrigada.

Vou pensar nisso.

� um bom pai.

Preocupa-se.

Tens sorte que ele seja assim.

Onde est� o meu gravador?

Preciso dele para trabalhar.

C� est� o seu caf�, Dr. Harmon.

N�o quero caf�, quero o meu gravador!

Estava no meu gabinete, at� teres feito a limpeza. Preciso dele.

Pode estar enfiado no meu decote.

S� tem de meter a m�o pelos meus seios.

- �s doentia. - Espero que n�o seja um problema.

A sua pr�xima doente est� no seu gabinete.

A minha pr�xima doente?

Desculpe, n�o tinha nenhuma consulta marcada na agenda.

O que fazes aqui?

Estamos em minha casa.

N�o sou parva, Ben. Vi-a a sair.

- S� queria conversar. - Em minha casa?!

Caramba, Hayden. Liguei-te montes de vezes desde que deixei Boston.

Deixaste-me l�, Ben.

N�o me disseste nada. Fiquei sozinha.

Eu sei, desculpa.

Mas, nas minhas mensagens, disse-te que tinham entrado em minha casa,

tinha de voltar.

- Correu tudo bem? - N�o fiz o aborto.

- O qu�? - Decidi ter o beb�.

O nosso beb�. Vou mudar-me para c�.

E vais pagar. Vais ser pai do nosso filho.

J� comecei a procurar casa.

Acho que gosto muito de Marina del Rey.

N�o pensaste bem no que est�s a fazer.

Amo a minha mulher, a minha fam�lia.

Em rela��o a dinheiro, tens de acreditar em mim,

gastei o dinheiro todo na mudan�a para c�.

- N�o tenho recursos financeiros... - N�o sou uma gald�ria.

Ben, eu importo.

- N�o disse... - Eu importo!

Estou � procura do Dr. Ben Harmon.

Sou eu.

Sou o detetive Jack Colquitt, da Pol�cia de Los Angeles.

Preciso de falar consigo.

- O detetive quer falar comigo. - Est� bem.

Vem ter comigo amanh� �s 15h.

H� um restaurante Norms no fundo da rua.

J� contei tudo ao outro agente.

Aqueles animais aterrorizaram a minha mulher e a minha filha.

Esse era dos roubos e homic�dios. Eu trato das pessoas desaparecidas.

Vim c� por causa de Sally Freeman. � uma doente sua.

A nossa primeira sess�o foi na ter�a-feira.

Lamento, pessoas desaparecidas?

O marido n�o sabe dela. N�o apareceu em casa, ontem � noite.

N�o parecia muito preocupado.

Est�o a divorciar-se.

Na agenda online dela, tinha consulta �s 15h. Apareceu?

Sim.

Ent�o, foi a �ltima pessoa que a viu.

Tamb�m tinha uma aula de Power Point, na Learning Annex.

Mas n�o foi.

N�o posso dizer-lhe o teor da nossa conversa,

mas digo-lhe que n�o foi nada fora do normal.

N�o me admira.

Entre n�s, todos com quem falei

dizem que ela � a pessoa mais aborrecida que j� conheceram.

Como consegue fazer alguma coisa com ela por a�?

Como disse, n�o deve ser nada de importante.

Mas, se souber de alguma coisa, ligue-me.

Claro.

N�o se preocupe.

N�o precisa de me acompanhar.

Pode ser que passe pela sua empregada.

- Mudaste de ideias? - N�o.

Ai n�o?

- Eu disse-te que n�o era maricas. - O teu p�nis n�o pensa assim.

Calma, meu!

Estavas a meter-te comigo. Pensei que estivesses interessado.

Meter-me contigo, o tanas!

Socorro!

C�us!

Sal Mineo tinha 37 anos quando morreu.

Ganhou um Globo de Ouro

e foi nomeado para os �scares duas vezes.

O pai dele fazia caix�es.

Nunca aceitou que o filho era gay.

Detiveram um afro-americano, acusado de pequenos delitos,

chamado Lionel Raymond Williams pelo homic�dio.

Classificaram-no como um roubo que deu para o torto.

Mas, nesta cidade, ningu�m acredita nisso.

A maioria das pessoas

acha que Sal Mineo foi v�tima de um crime de �dio.

A nossa viagem termina com uma das casas de horror

mais famosas da cidade dos anjos.

Mais conhecida como a Casa dos Assassinatos.

Foi constru�da em 1922 pelo Dr. Charles Montgomery

- um aclamado cirurgi�o das estrelas -

para a sua esposa Nora, uma conhecida socialite da costa leste.

Charles?

Mas, quando a vida de Montgomery se complicou, viciou-se em drogas

e desenvolveu um aterrorizante complexo de Frankenstein.

Charles?

Charles?

Bolas, Charles, est�s na cave, novamente?

Charles?

Por amor de Deus, estou a trabalhar!

Trabalhar? Quem me dera!

Vem para cima para jantar. Estamos � tua espera h� cinco minutos.

Estragaste tudo.

O que fizeste a esse beb�?

Nem se percebe se � um rapaz ou uma rapariga.

�s uma desgra�a, Charles.

N�o �s homem, n�o �s nada.

Achas que deixei Filad�lfia por isto?

Por esta vida, por esta casa?

Constru� esta casa para ti. Tal como querias.

E quantos empregadas temos? Duas?!

Queres que fa�a tudo o resto?

Muito bem, Charles.

Bebe � vontade.

�s um traste. Fico agoniada s� de olhar para ti.

Ver�s.

Um dia, escrever�o artigos sobre mim no "Boston Medical Journal".

Muito bem, Charles. Parte tudo!

Daphne, quando ouvires o beb� a chorar,

vem, imediatamente, e leva-o para cima.

Sim, senhora. Pronto, meu anjo. Vem c�.

Est� tudo bem.

Voltaram c� hoje.

Os cobradores.

- Charles, est�s a ouvir? - N�o sou surdo!

Preferia ser.

Ouve-me bem.

Vais sustentar esta fam�lia, de qualquer maneira.

Uma rapariga vir� c�, amanh� de manh�, com 60 d�lares.

Est� em sarilhos. Deve ter amigos.

Por isso, � bom que n�o estejas b�bedo.

Dorothy Hudson?

Entra, pequena.

Por aqui.

�s muito bonita.

Mas n�o te podes tornar uma estrela de cinema,

com um fardo desses.

N�o te preocupes.

Ningu�m descobrir�.

Mas precisamos de que pagues adiantadamente.

Toma.

Bebe isto.

Isso mesmo.

Vai fazer-te esquecer.

Charles? Est�s pronto para a Dorothy?

Sim, querida.

Vais ter de ajud�-la a descer. Est� um pouco tonta.

Despacha-te, antes de que o efeito passe.

Estima-se que 24 raparigas foram sujeitas � faca de Dr. Montgomery.

Gra�as � mulher dele, Nora.

Mas as almas das pequenas devem ter-se vingado,

pois o reinado de terror teve o seu apogeu num final chocante em 1926.

- N�o pode entrar a�. - Esta casa � minha.

Muito bem.

A m�e parece estar bem.

O �tero parece estar bem, assim como o beb�.

Ent�o, n�o tive um aborto?

N�o, foi apenas uma pequena hemorragia.

- Parou, passados alguns minutos? - Sim, mal entrei em casa.

Uma mulher gr�vida tem mais 50 por cento de sangue no organismo.

Uma pequena hemorragia � perfeitamente normal.

Ent�o, se isto voltar a acontecer, n�o preciso de me preocupar?

N�o se preocupe. Isso faz mal � mam� e ao beb�.

Tem andado mais preocupada do que o normal?

Temos tido alguns problemas em casa.

Mas vamos coloc�-la � venda.

Ou�a bem o que digo. Nada de mudan�as, enquanto estiver gr�vida.

Morte, div�rcio, mudan�as,

s�o os tr�s acontecimentos mais stressantes por que se pode passar.

N�o queremos HLC, Hormona Libertadora da Corticotropina.

� muito perigoso. N�veis altos podem levar a um aborto espont�neo.

Desculpem, deem-me s� um instante.

- Sente-se bem? - Sim, estou um pouco...

Ben!

N�o � o primeiro pai a desmaiar aqui.

Ben!

Ben, vamos fazer um eletrocardiograma

e uma an�lise de sangue para saber se est� tudo bem.

Depois, acho melhor comerem um bom almo�o.

Estou bem.

Boa sorte a vender este barraco.

Gosto quando n�o corre. � mais f�cil acompanh�-lo.

Deixe-me em paz!

Pode ler esta cena comigo enquanto andamos? Fa�a de Oscar.

N�o vou ensaiar consigo. N�o falo consigo.

Est� de mau humor.

Aquele problema em Boston n�o deve ter acabado bem.

Aquela mi�da ainda anda a chate�-lo?

N�o tem nada que ver com isso, nem com a minha vida.

Muito bem, se precisa de algum espa�o, eu compreendo.

Preciso de mil d�lares.

Est� louco, n�o lhe vou dar dinheiro.

Mas eu preciso. Tenho de tirar fotografias.

Ou�a-me bem.

Afaste-se de mim.

Se voltar a importunar-me, teremos problemas.

Est� a entender?

Eu entendo.

N�o vai encontrar ouro aqui enterrado.

O que faz a� deitado no ch�o?

N�o sei.

Estou sempre a acordar aqui.

No mesmo lugar.

N�o � mist�rio algum.

� do stress.

Uma filha adolescente, uma mulher gr�vida

e o seu neg�cio ainda n�o est� bem estabelecido.

D� para ver pelos carros na rua...

... ou pela falta deles. Mas h� de arranjar-se.

Devo avis�-lo quanto a esta propriedade.

Os propriet�rios anteriores encheram este solo de pesticidas.

Qualquer fruto que nas�a daqui ser� venenoso.

Com um solo t�o t�xico, o melhor a fazer � cobri-lo.

Imagino um p�tio de tijolo

com um coreto sob a sombra desta aroeira-vermelha,

e vejo-o com um copo alto de Long Island Iced Tea na m�o,

enquanto se recosta numa chaise longue,

a ouvir o zumbido das cigarras.

Um para�so.

Puro para�so.

Posso ajud�-la?

� a dona da casa?

Veio ver a casa?

- Tem hora marcada? - Sim.

Vai ter de ligar � agente imobili�ria.

Posso voltar noutra altura.

Espere.

O meu marido est� l� em cima.

Esta madeira.

� t�o ador�vel e acolhedora.

Raramente se v� castanheiro agora.

Pois, eu sei. Nem sabia que madeira era esta.

E o lambrim.

Vidro de Louis Comfort Tiffany.

Foi inspirado na iridesc�ncia das asas das borboletas.

Veja o azul. Combina com os meus olhos, n�o �?

� verdade.

Tamb�m tem uns olhos azuis muito bonitos.

Obrigada.

Deve ser um dos candeeiros trazidos do est�dio dele em Nova Iorque.

Sim.

Estive a investigar e s�o originais.

H� quatro.

Quer ver a cozinha?

Est� um pouco mais moderna.

N�o gosto disto. Est� errado. N�o � o que quero.

Para que serve isso?

Isto?

� uma torneira extens�vel.

Serve para encher ca�arolas grandes com �gua.

Fazemos assim. Se decidir que quer a casa,

pe�o para removerem isto, antes de se mudar para c�.

Pode dar-me um copo de �gua?

Sim.

Quer um pouco de ch�?

Estava a fazer antes de chegar, � de hortel� e verbena.

Terei de me livrar dessa m�quina.

Eu sei, tamb�m tenho as minhas d�vidas quanto a ela.

Acho que estamos viciados nas nossas comodidades.

Estamos?

- Tem filhos? - Sim, tenho uma filha.

E, na verdade, estou gr�vida.

Gr�vida?

Eu j� tive um filho.

Dr. Harmon.

� um pouco tarde para plantar, n�o acha?

- Como posso ajud�-lo, detetive? - Encontr�mos a Sally Freeman.

Tinha algo que lhe pertencia com ela.

Sally deu entrada no University Hospital h� dois dias.

Tentativa de suic�dio falhada. Encontr�mo-la num hotel da baixa.

Tomou comprimidos a mais, ficou em coma.

Deu entrada sem identifica��o,

por isso � que demorou tanto a encontr�-la no sistema.

Podia ter poupado muito trabalho, se nos tivesse dito.

Tenho de respeitar o sigilo m�dico.

Quem est� a tentar proteger, doutor?

A Sally Freeman ou a si?

� pior do que o meu marido.

Pago-lhe para me ajudar a atravessar esta crise.

O m�nimo que podia fazer era fingir que est� interessado.

Estou a sofrer.

Estou a sofrer! O que preciso de fazer para chamar a sua aten��o?

Matar-me?

Pare!

Finalmente, levantou-se. Agora sei o que tenho de fazer.

N�o fiz nada.

Ouviu a grava��o. Foi ela pr�pria que o fez.

Certo.

Ser imbecil n�o � crime.

Tal como mencionei ao telefone,

a carpete vai ser limpa a vapor, antes de se mudar para c�.

Tem ali uma entrada para iPod ou seja l� o que for.

- Gosto daquele seguran�a � porta. - Desculpe.

Posso falar a s�s com a minha m�e?

Com certeza.

Estarei gabinete de arrendamento.

H� outra visita daqui a 20 minutos.

Ainda bem que nos mud�mos para a Calif�rnia,

uma vez que podemos morar em qualquer lugar.

- Acho que tem uma certa... - Tu e o pai n�o lidam com nada.

O caso, o aborto. Para a maioria das pessoas,

s�o coisas que acontecem e lidam com isso.

Mas voc�s t�m de mudar tudo.

Levam a fam�lia toda para o outro lado do pa�s para come�ar de novo.

Querida, acho que n�o pensaste bem no que nos aconteceu naquela casa.

- Foi devastador, foi um pesadelo. - Esta casa � que � um pesadelo.

Adoro a nossa casa, tem alma.

Foi l� que eu e tu nos saf�mos, m�e.

Dizes que fomos v�timas de algo mau naquela casa,

eu acho que foi o lugar onde sobrevivemos.

Ainda bem que v�s as coisas assim.

Estou gr�vida, n�o posso ficar l�.

Eu e o teu pai tom�mos esta decis�o pela nossa fam�lia, em conjunto.

Pois, est� bem.

Mas aviso-te j�,

se avan�ares com este plano idiota,

vou-me embora daqui, fujo.

Acredita em mim, irei para onde nunca me encontrar�s.

Estou a ver os resultados.

A boa not�cia � que o eletrocardiograma est� normal.

Quanto � an�lise de sangue,

encontraram um composto de l�udano.

L�udano?

Pelos vistos, era usado como opi�ceo nas cirurgias.

Mas causava amn�sia retr�grada t�o grave que foi banido em 1934.

Desculpe, eu j� lhe ligo.

Sei que deitaste droga no meu caf�.

Prove-o.

Hayden! C�us, desculpa...

Fiquei tr�s horas � espera no Norms. Mrs. Harmon!

Hayden!

Mrs. Harmon, sou Hayden McClaine, precisamos de conversar.

Hayden, para, isto � uma loucura.

- Vivien! - Est�s a agir como uma louca.

- N�o me chames louca! - Tem calma!

- Estou zangada! - Tem calma.

E estou gr�vida! Mrs. Harmon!

N�o me toques!

Est�s transtornada.

Tens todo o direito, mas antes que isto se descontrole,

vamos conversar para algum s�tio.

A Vivien precisa de saber.

Precisa de compreender que tens outras obriga��es.

Acho que lhe dev�amos dizer em conjunto.

Tamb�m podemos discutir isso.

- N�o vou voltar para o Norms. - Vamos para onde quiseres.

Como por dois.

Sabes o que me apetecia? Uma grande e saborosa...

Ainda se est� a mexer.

O que fez?!

O que fez? O que fez?

Calma, at� agora, ainda n�o matou ningu�m.

Sim, est� morta.

Meu Deus!

O que est� a fazer? Est� a encher-se de ADN.

Ela est� morta.

� um assassino! � um assassino!

Pois, mas voc� n�o �.

E agora os seus problemas est�o resolvidos.

Ela ia contar tudo � Vivien. N�o pod�amos permiti-lo.

Vou ligar � Pol�cia.

Tem a certeza de que quer mesmo fazer isso?

Ela era sua amante, Ben. E estava gr�vida do seu filho.

O que vai isso parecer? N�o me parece que abone muito a seu favor.

Est� tudo bem.

Vai ficar tudo...

S� tem de se limpar, antes de que a sua mulher volte.

Meu Deus.

Eu trato do corpo. N�o h� problema.

O que estava a desenterrar?

J� come�ou a fazer um bom buraco. � meio caminho andado.

Ben.

Aqueles mil d�lares davam mesmo jeito.

Coitada.

Agora est�s presa aqui, eternamente.

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