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Vikram! Vem cá!
General Gregor, é verdade? Encontraram-na?
A tumba perdida de Átila, o Huno?
Sim.
Vikram, segue-me!
Como meu conselheiro mais leal, é justo que estejas ao meu lado.
Dentro daquela pedra, selada com magia...
A Espada de Marte.
Alimentada pelo Deus Romano da Guerra.
Sim, meu amigo.
Com ela, conquistarei toda a Europa,
e farei com que sirvam
sob a bandeira do Martelo de Gregor.
Sim. Sim.
Sim!
Não.
Tu és o Bibliotecário.
Não, Gregor.
Eu sou o Bibliotecário.
Oh céus.
O meu juramento à Biblioteca é proteger
objetos mágicos poderosos como aquela espada
de caírem nas mãos de homens maus.
Então porque me impedes?
Oh, senhor, com todo o respeito, o senhor é completamente mau.
Eu? Mau?
Absurdo.
Eu apenas quero trazer paz
através de uma autocracia de medo e intimidação brutal.
Ainda não percebe o quão mau isso soa.
Vikram? Que feitiçaria é esta?
O Escaravelho de Hórus.
Outro artefacto da coleção da Biblioteca.
Estamos congelados no tempo. Mas enquanto está preso,
o meu leal assistente dar-me-á a mão
e libertar-me-á.
E recuperaremos a espada e escaparemos do seu alcance.
- A qualquer momento. - Vikram...
Liberta-me.
...juro que encontrarei a tua Biblioteca.
- Liberta-me. - Tomarei os seus tesouros.
E governarei não só a Europa,
governarei o mundo!
Liberta-me!
Acalme-se. Vai ficar tudo bem.
Deixe-me apresentar.
Sou Jacob Stone.
O seu sotaque. Americano.
- Falarei mais devagar. - Obrigado?
Compreendo a sua confusão.
Bem, deve estar ainda mais confuso agora.
Deixe-me explicar.
- Eu sou o Bibliotecário. - Eu sou o Bibliotecário.
Uau!
Olá.
Bem-vindo ao futuro, Vikram Chamberlain.
É difícil de explicar.
Então, os Bibliotecários modernos...
Bibliotecários? Mais do que um?
Bem, uma delas, a Cassie,
calculou que eu poderia resgatá-lo
da bolha temporal exatamente neste dia.
Neste exato momento.
- E assim foi. - Sr. Stone.
Não me fale mais deste futuro maravilhoso.
Tenho a certeza que tem histórias incríveis sobre como nesta era dourada
acabaram com a guerra, derrotaram a fome,
e todos os homens vivem finalmente em harmonia.
Exato. Não viu o século XX.
Bem, isto vai ser divertido.
Sim, mas não posso ter conhecimento prévio do futuro
quando regressar ao meu tempo.
- Vikram... - É Sr. Chamberlain.
Não nos esqueçamos da civilidade.
Não pode voltar.
Mas tenho de voltar. Não pertenço aqui.
Alguém está à minha espera.
Ouça, viajar no tempo
é demasiado perigoso
nesta linha temporal, está bem?
Não faz ideia de quantas vezes evitámos o apocalipse
por um triz. Se voltar,
e mudar qualquer coisa, qualquer coisa...
...é o fim do mundo.
Mas há dispositivos mágicos poderosos
na Biblioteca que me podem ajudar.
Lamento, meu caro. Lamento mesmo.
Temos regras agora. Percebe o que quero dizer?
Sei que a magia corria solta nos seus tempos,
mas, sabe, agora mantemo-la
sob controlo o tempo todo. É um equilíbrio delicado de...
Já não está atrás de mim, pois não?
Jenkins. Sim, perdi-o!
Tem alguma ideia de onde ficava o Anexo da Biblioteca
naquela época?
Apareça no concerto esta noite.
Mas eu não quero um castelo.
No entanto, herdou um.
Tudo isto é seu. Parabéns.
Agora assine aqui, aqui, e rubrique aqui.
Lysa com "Y". Interessante.
Não posso lidar com isto agora.
Estou extremamente ocupada com o meu trabalho.
Não posso simplesmente doá-lo à cidade ou algo assim?
Dra. Pascal, trabalho na loja de souvenirs.
Disseram-me para vir ajudá-la com a papelada
porque falo inglês.
- Rubrique ambos, por favor. - Não posso ficar aqui.
Tenho uma IPO baseada no meu doutoramento.
Isso foram muitas letras seguidas.
IPO, oferta pública inicial.
Estou a angariar fundos para uma empresa para desenvolver
algoritmos preditivos multidimensionais
- com computação quântica. - Incrível.
Quanto mais fala, menos percebo.
Agora, vamos rever os registos. Estão na cave.
Exato, Spectral Snoops!
Este é Connor Green.
E hoje provamos
uma das maiores conspirações da história oculta...
a lendária Biblioteca e a sua coleção
de artefactos mágicos é real.
Ontem mesmo, viram-me resgatar documentos
dos Arquivos Nacionais em Londres.
Este mapa do século XIX sugere fortemente
que uma entrada para a Biblioteca, chamada de Anexo,
estava neste mesmo castelo.
E nós vamos encontrá-la.
Desapareceu.
O meu acesso à Biblioteca desapareceu.
Tem de haver uma forma
de a trazer de volta a este mundo.
Sim.
Posso usar a magia do Poço.
Regressarei a ti, meu amor.
Não, não, eu farei a apresentação.
É a coisa mais louca.
Herdei um castelo.
Sim, na Sérvia.
Não consigo encontrar financiamento para a nossa empresa,
mas sou dona de um castelo.
- Espera, posso vender este castelo? - Este é o seu castelo.
Pode fazer com ele o que quiser.
Talvez tenha acabado de resolver os nossos problemas.
Está?
Perdi o sinal.
Bem, está a seguir um completo estranho
para a escuridão total, separado do mundo lá em cima
por toneladas de pedra antiga.
Isso vai acontecer.
Incrível. Incrível mistura de polidez e ameaça.
Vamos. Vamos.
Então posso simplesmente vender o castelo ao governo?
Ou há...
Mas que...
Isto é uma piada?
Está? Está?
Ah-ha!
Ok. Não.
Deveria haver uma biblioteca mágica aqui.
Olá, desculpe.
- Uau, quem é ela? - Quem é você?
Quem é você?
Anya. Está no futuro.
Como?
- Quem é você? - Quem é você?
Sou Vikram Chamberlain,
e eu sou o Bibliotecário.
E esta é a Biblioteca.
Consegui!
Não, não. É como a Anya, mas não é ela.
Os seus olhos são diferentes.
- Ai! Ai! - Ai!
Posso não ter sinal, mas estou a filmar tudo isto.
Todos pensavam que eu era louco, mas eu tinha razão.
Você é o Bibliotecário, e esta é a lendária Biblioteca.
Não, este é o meu Anexo. Está ligado à Biblioteca.
A Biblioteca em si está para além deste mundo.
- Noutro lugar, como, uh... - Um espaço extradimensional.
Esta sala não foi criada. Estava em dois estados quânticos,
sempre aqui e nunca aqui.
E depois colapsou-os num só.
Mas a quantidade de energia necessária
- seria como... - Magia.
Sim, seria necessária magia.
Como sabe sobre a Biblioteca?
Não. Não, estou fora.
Connor Green, historiador,
arquivista, especialista no paranormal.
Prazer em conhecê-lo.
Tocou na pedra de Kraljevic?
Sim, bem, eu e ela.
Isto é loucura. Isto é loucura.
Você! Como fez a sala aparecer?
Lasers? Hologramas?
Bem, o seu toque invocou o espírito do Drekavac.
Um Dreka-quê?
- Isso não é bom. - Tape os ouvidos.
Se o seu grito se tornar suficientemente alto,
- pode ficar infetado. - Infetado?
Vamos!
Lágrimas. São lágrimas.
Por aqui.
Um Drekavac, huh?
Um Drekavac!
Você invocou um Drekavac.
A sério? Quem são estas duas pessoas?
O Sr. Green, acredito que seja um historiador.
Drekavac? Lenda eslava meridional,
uma alma perdida demoníaca presa entre a vida e a morte.
- Está a falar a sério? - E baseado nas suas observações
anteriores, uma cientista de algum tipo.
Dra. Lysa Pascal. Não existem almas perdidas,
demónios ou magia.
Tem a certeza disso?
Tenho a certeza disso? Sou matemática,
engenheira e física, e posso dizer com confiança
que não existe uma fonte de energia
aparentemente infinita e desconhecida fora deste mundo.
Bem, temos um nome para isso, Doutora.
- Quer adivinhar qual é? - Magia.
Não vou chamar-lhe magia.
- Que fixe! - Não, não é fixe.
Não é fixe. A magia corrompe quem a usa.
É por isso que o nosso trabalho é mantê-la controlada.
É por isso que não usamos magia.
- Desculpe. E você é? - Eu sou o Bibliotecário.
Pensei que ele era o Bibliotecário.
Sim, modelo antigo.
Eu só sabia que abriria o meu Anexo.
Sim, abriu. E agora a magia está a infiltrar-se nas linhas ley.
Os artefactos estão a acordar.
Porra, provavelmente está a criar coisas estranhas
neste preciso momento.
Olhe, não tem ideia do que custou
controlar este poder da primeira vez.
E agora vou ter de passar o resto do dia
a tentar desligá-lo novamente.
Isso se conseguir.
Então aquela coisa que agarramos
era a Pedra de Kraljevic?
Do Marko Kraljevic?
Ele é o soldado que cortou a cabeça do Drekavac
e a atirou para o lago.
Adoro como diz isso como se significasse alguma coisa.
Ouça, consegui afugentá-lo, mas ele vai voltar.
Vai entrar num estado recessivo
para recuperar energia, mas vai voltar
e não vai parar até vocês os dois estarem mortos.
Perseguidos por um monstro. Ótimo.
Sr. Stone, por favor, isto é tudo culpa minha.
Eu reabri o poço.
Deixe-me ser eu a caçar o Drekavac.
E o senhor pode tratar deste assunto.
Acho que já fez o suficiente por hoje.
Ainda sou um Bibliotecário, mesmo que não no meu tempo.
Sim.
Está bem.
Encontrem a criatura antes que se rejuveneça.
Vou terminar aqui e juntar-me a vocês.
Leve-os consigo. Proteja-os.
Você é de 1847? Isso é loucura.
Ok, novas regras. Viagem no tempo é real.
As lágrimas da criatura vão levar-nos
ao seu local de descanso.
Oh.
Isso é mesmo um espelho de adivinhação?
Fora daqui, besta!
É só um camião.
E há muitas dessas bestas-camião por aí?
Não, não, não, não. Não é uma besta, é uma máquina.
- Uh, carruagem sem cavalos. - Sim.
Oh! Oh, isso não tem piada.
Os cavalos são a melhor parte. Quem não gosta de um cavalo?
Como funciona esse espelho de adivinhação?
Espectro visual?
- Rastreamento de energia? - Magia.
Pensei que não podíamos usar magia.
- Nós não podemos. Eu posso. - Mas...
É só um centro comercial, meu.
Sabes, shopping, lojas, restaurantes.
Vocês tinham mercados no seu tempo, certo?
Sim. Tudo o que eu conhecia, desapareceu.
Todos que eu conheci estão mortos.
Oh, mas isto ainda está aqui.
Isto.
Foi aqui que a conheci.
Oh!
Ei.
Ele disse que a conheceu aqui. A mulher do quadro? Anya?
Sim, talvez. Tens alguma ideia porque é que ela se parece contigo?
Peço desculpa. Tive de arranjar água benta.
Deve paralisar a besta.
É a única maneira de a matarmos.
Então por acaso tinhas um recipiente
- para pôr a água benta? - Tive de sacrificar o meu conhaque,
- mas vai valer a pena. - Primeiro, água benta não tem
propriedades mágicas, e segundo, não devíamos
planear matar uma espécie animal desconhecida
e potencialmente valiosa.
Devíamos estudá-la.
Olá, olá.
- Outro Bibliotecário? - Eu sou o Charlie.
Sou o Guardião dele.
Er, a criatura.
Porque não a terminaste?
As coisas mudaram desde o seu tempo, senhor.
Tentamos não matar criaturas desconhecidas a não ser que seja necessário.
Obrigado. Capturá-la, estudá-la.
Ela libertou muita energia.
Vai descansar para se regenerar.
Temos de a encontrar enquanto está fraca.
Um Guardião é designado pela Biblioteca
para proteger os Bibliotecários de todas as ameaças.
Aias. Babás. Nunca precisei de uma.
Sim, li o seu ficheiro, Vikram Chamberlain.
Nascido na Índia. Estudou em Oxford e na Sorbonne.
Recrutado em 1832. Notoriamente imprudente.
- Confiante. Corajoso. - Arrogante.
Demasiado apreciador de bebida e mulheres.
- Bon vivant. - Muito inclinado a usar magia
quando devia estar a trancá-la.
Tenho uma criatura para caçar. Venham!
Charlie. Encontraste-o?
Sim, senhor. Encontrei a criatura criptídica.
Afugentei-a.
Está a atacar os civis.
Está bem, tragam-nos também para cá,
junto com o Vikram.
E, Charlie, não estragues isto.
Arrisquei muito ao mandar chamar-te.
Na Biblioteca, segundas oportunidades são raras.
Entendido, senhor. Não vou desiludi-lo.
Vamos lá, meu!
Pessoal.
Sangue humano.
O Drekavac está a possuir um humano.
E é por isso, senhor,
que já não vamos por aí a matar monstros.
Já lidaste alguma vez com um Drekavac?
Nunca tive esse prazer.
Hmm-mm, hmm, hmm, hmm.
Ah, sim. Aqui.
O próprio Drekavac, segundo a lenda,
é a alma perdida de uma criança não batizada,
abandonada e sozinha.
- Isso é tão triste. - Daí as lágrimas intermináveis.
A criatura alterna entre o luto
e a fúria assassina, desesperadamente só.
- Fora do tempo, fora do lugar. - Soa familiar.
Tens o Criaturas da Noite de Nicholas Flamel?
Oh, temos todos os livros já escritos, conhecidos ou perdidos.
- Naquela prateleira. - Todos os livros?
Não há espaço para armazenar todos os...
Espera. Espaço extradimensional,
- armazenamento infinito. - Sim, senhora.
O Anexo aqui é a forma do Bibliotecário
acessar esse espaço. Diz-me um livro.
Coleção dos artigos científicos de Einstein de 1905,
o Annus Mirabilis.
- Não acredito. - Sim, o Sr. Green está correto.
Flamel tem a resposta.
Aquela alma perdida, um bebé inocente agora um demónio,
reside dentro da Pedra de Kraljevic.
Quando a tocámos, devemos tê-la libertado.
E agora foi possuir um corpo humano.
Então só temos de descobrir quem é o corpo humano possuído.
Sem problema. Só há 1,5 milhões de pessoas em Belgrado.
Mais de um milhão de pessoas em Belgrado?
Ora, os registos antigos indicam que a maldição
corria nas linhagens.
Mas se é uma possessão, como é que isso faz sentido?
Talvez uma vulnerabilidade genética a,
não acredito que estou a dizer isto,
mas a possessões.
Um gene recessivo transmitido
que te torna vulnerável a esta matriz de energia
a que chamam espírito.
O quê? Não vou simplesmente aceitar a magia.
Vou encontrar a ciência nisto.
A meter o teu chocolate de ciência na nossa manteiga de amendoim mágica.
Dois sabores excelentes.
Manteiga de amendoim? Interessante.
Espera, mas antes disseste que eu podia ser infetado.
Ah, sim. O uivo.
Ora, os Drekavacs reproduzem-se não pela mordida,
mas espalhando a sua dor, a sua miséria,
através da voz.
Eles não suportam estar sozinhos.
E se o uivo se tornar suficientemente alto,
tem poder suficiente para te transformar e possuir.
O último avistamento registado de um Drekavac
foi a 12 de setembro de 1862,
em Jagodina, no rio Belica.
Espera, então tu sabes de cor e salteado
conspirações e criaturas estranhas e ocultas?
Sim, tal como tu sabes física e matemática.
A diferença é que eu divirto nas festas.
Então o espírito estava seguramente trancado neste Anexo
até alguém trazer a magia de volta.
- Hm! - Tu realmente não vais
- deixar isto passar, pois não? - Não.
Óbitos na Sérvia, 1860 a 1865.
Setembro de 1862, só uma morte.
Poucos dias depois em Jagodina, um tal Jakim Lynch.
Só precisamos de uma árvore genealógica. Mas onde posso encontrar uma?
Família Lynch. Um descendente direto de Jakim,
atualmente a viver nos arredores de Belgrado.
É um site de genealogia. Family Tree and Me.
Vamos lá.
Então tens uma Biblioteca infinita neste pedaço de vidro?
Sim, exceto que este está cheio de mentiras,
vídeos de gatos e pornografia.
Claro.
O que é um vídeo?
Este é o endereço dos Lynch?
Temos a certeza?
Hmm! Isso é de facto um gatinho adorável.
Parece algum tipo de seita.
Não é incomum que criaturas lendárias
se tornem objetos de culto.
Temos de avançar com cuidado.
Dra. Pascal, Sr. Green, fiquem aqui.
O que é aquilo na porta?
Não, não pode ser.
O Martelo de Gregor.
A seita do Martelo de Gregor está aqui.
O General Bogdan Gregor era um louco.
Caçava artefactos ocultos para construir o seu poder.
Os seus guerreiros, a seita do Martelo de Gregor,
dedicados à sua visão de dominação mundial.
Eles são implacáveis, fortemente armados,
e bem treinados nas artes do assassinato e tortura.
Enfrentaste-o no passado?
Eu prendi o Gregor dentro da mesma bolha temporal
- que me trouxe até aqui. - Então ganhaste.
Ainda assim, a seita dele sobrevive. Um empate, no máximo.
Vamos melhor de três.
Os uniformes eram melhores no meu tempo.
Você aí, menina.
Você é ou não é do Martelo de Gregor?
Martelo de Gregor.
A banda de heavy metal mais f*dida de toda a Sérvia!
Whoo! Sou tipo a manager deles.
Metal mau que é pesado?
- Hmm... - Onde arranjaram esse logótipo?
Vimos num museu antigo na cidade.
Parecia fixe. Gostam?
- Procuramos alguém chamado Lynch. - Ele é o vocalista.
Já foi à frente.
Vamos tocar no Skull And Steel hoje à noite.
Vai ser o festival de gritos e headbanging
mais louco de sempre. Whoa!
Não se atrasem.
Expulsam-nos às 22 por causa do bingo.
Vamos lá.
A nossa habilidade e astúcia
estão prestes a ser testadas.
Temos de nos preparar.
Esta noite, cabeças vão abanar!
Vais dizer-lhe?
Nah. Ele está no seu momento.
Temos de reabastecer o nosso stock
de água benta para a batalha desta noite.
Quantos frascos de licor tens?
Que saibas, sou um homem de cultura,
poesia, sofisticação.
Três.
Charlie, estou quase pronto para me juntar a ti.
Acho que finalmente tampei o poço.
Falta marcada.
Tu vais.
Estou com as mãos cheias aqui.
Odeio mesmo este castelo.
Ei, esperem!
Porque não vão vocês à frente?
Quero falar com o Bibliotecário.
Sei que estás habituado a trabalhar sozinho,
mas esta noite vai ser perigosa.
E se vamos salvar aqueles dois,
tu e eu temos de trabalhar em equipa.
Vivi muito e bem sem um Guardião para me proteger.
Um Guardião deve proteger-te
de todas as ameaças, incluindo os teus excessos.
Três frascos mal é...
Estou a falar do teu uso de magia.
Como disse, li o teu ficheiro.
Estás demasiado à vontade a usar os artefactos.
Nos arquivos, estás listado como mau Bibliotecário.
Oh, mau?
Oh, não, não, não, não, não, não. Não mau.
- Mau no sentido de malandro. - A sério?
Só hoje, tiraste o espelho de adivinhação da Biblioteca.
Só uso magia quando absolutamente necessário.
Nunca tive consequências.
E que tal usar uma bolha temporal
que te atirou quase 200 anos para o futuro?
Como é que isso correu para ti?
Olha, a forma como escrevem sobre ti no passado,
és brilhante, charmoso,
heróico, atlético.
Mas como teu Guardião,
o meu trabalho é avaliar ameaças ao Bibliotecário,
e, sinceramente, a maior ameaça para ti agora
não é o Drekavac.
A maior ameaça para ti és tu próprio.
Não acredito que estou a encher
um frasco com água benta
para combater um monstro.
Os sonhos realizam-se.
Pois. Bem, alguns de nós somos cientistas a sério.
Harvard.
Estudei em Harvard, Cambridge, fiz o mestrado em Estugarda.
História. Tanto antiga como medieval.
E agora publicas vídeos de conspirações.
Estudei história suficiente. Li textos antigos suficientes.
Vi padrões, menções ao estranho
e ao oculto, repetidas vezes.
Demasiadas para serem aleatórias. Vislumbres de segredos.
Segui um desses fios um pouco longe demais, e...
Bem, já não me deixam dar aulas.
Mas a verdade é a verdade, e vou prová-la.
Mas e tu?
Acreditaste nisto tudo. Porquê?
Sabes o que é a teoria do caos?
Hmm, matemática desenvolvida para compreender eventos aleatórios.
Mais ou menos. Baseia-se em três princípios principais.
Determinismo, fractalidade e SCIC.
É ótima para prever coisas como o tempo,
mas quando se trata de vida, fica aquém.
Porque tentarias prever a vida?
Porque os meus pais morreram...
...num acidente estúpido e aleatório,
e a minha vida foi lançada no caos.
Então enterrei-me nos estudos,
dediquei-me a resolver
matemática e cientificamente
a aleatoriedade dos eventos nas nossas vidas,
para encontrar uma forma de controlar e prever o futuro
para que outros possam estar seguros.
Mas a minha pesquisa atingiu um beco sem saída, tecnologicamente.
Estás a pensar em magia...
O que todos chamam de magia
é apenas uma ciência que ainda não compreendemos.
Ei.
Se eu conseguir entender isto e estudar isto,
pode ser a descoberta que sempre sonhei.
Essa matemática explica porque há um quadro teu com 200 anos
numa biblioteca mágica?
Uma coisa impossível de cada vez.
O que é aquele som?
Chama-se música heavy metal.
Segundo o panfleto, deve ser o ato de abertura.
E isso é música? A esse volume?
Foi amplificada usando transdutores eletromagnéticos.
Os instrumentos e os volumes foram intensificados.
- Isto é horrível. - Bem, estes tipos, sim.
Mas algum heavy metal é mesmo brutal.
Não, não. Quero dizer, se o grito do Drekavac
for amplificado o suficiente, pode infetar
todas as pessoas vulneráveis naquele edifício.
O segurança disse que mais de 300 pessoas devem aparecer esta noite.
Então como é que isto vai funcionar?
O gajo que soa como um gato num liquidificador é o Lynch.
Então vamos até lá e jogamos água na cara dele.
Não é assim tão simples.
Em forma humana, a água benta tem pouco efeito.
Temos de esperar até que se transforme
- de volta no Drekavac. - Então?
Temos de esperar pela lua cheia ou algo assim?
Está ligado e amaldiçoado para matar quem o reavivou.
E acredito que assim que vos vir a ambos,
a besta dentro dele reaparecerá.
Mostramos-vos ao Lynch, ele transforma-se num monstro,
e damos-lhe um banho de água benta.
- Espera. - Então espera.
Nós somos a isca?
Ei.
Boa noite.
És, hmm, Winslow Lynch?
Descendente de Jakim Lynch?
Bela roupa.
Steampunk.
- Eu sou o Bib... - Ei, ei, ei.
Ninguém pode vir aos bastidores sem um passe, meu.
Ou uma cerveja.
Trazemos um presente muito maior.
Quem são vocês?
Aposto que foi a tua irmã estúpida que os mandou.
Espera. Tens uma irmã?
Entrem na carrinha!
Todos, para a carrinha!
Todos para dentro, dentro, dentro!
Dentro!
Meu, eles deixaram cair algo.
Era a carrinha da minha mãe, meu.
Atirámos a água benta! Porque não funcionou?
Bem, a água benta...
Agarrem-se a algo!
Para os aquedutos!
Conheço estes túneis. Sigam-me!
- Então o que vamos fazer? - Esperamos.
A criatura tem o nosso cheiro. Vai vir.
Mas a água benta não funciona.
Não, aparentemente não.
Se conseguirmos neutralizar a besta aqui,
podemos salvar a vida de todos no concerto.
Então vamos ficar aqui neste túnel assustador
à espera de uma criatura obrigada a matar-nos
sem forma de a parar?
Ótimo. Não, não. Só queria confirmar esse plano.
Ei, ei, ei, pensei que íamos neutralizá-la.
A água benta não funcionou.
Temos de lutar nos termos dela.
Matar ou morrer.
Mas então a miúda morre, certo?
O Drekavac é apenas o corpo dela transformado.
É a parte difícil da Biblioteca.
Temos de proteger o resto do mundo da magia.
Não. Não, não podes matá-la.
Lysa, fica aqui.
Se vocês dois estiverem visíveis, ela vai focar-se em vocês
e matar-vos antes de conseguirmos pará-la.
Porque é que a água benta não funcionou?
Então teríamos uma hipótese.
Não. Vamos pensar.
É um problema. Vamos resolvê-lo.
Porque é que a água benta não funcionou?
É magia.
E tudo o que vi sobre magia indica
que tem regras, então vamos deduzi-las.
A água benta costumava funcionar, certo?
Segundo todas as fontes que li.
Então mudaram a forma como abençoam a água benta?
Água benta é apenas água da torneira abençoada.
Então onde está a original?
Lago Sava, mas esse foi formado em 1967
- quando construíram barragens. - Sabes isto como?
História da Europa de Leste. Construíram duas barragens.
Então essa água não é a mesma que a do rio antigo,
e passa por estações de purificação
- antes de chegar à cidade. - O que significa
que a água benta original é diferente da água atual.
E só precisamos de encontrar a água local original.
Os registos dizem mesmo que eu era um mau Bibliotecário?
Um pouco de tudo. Mas para ser honesto, eu também.
Vamos.
Então explica a ciência, exatamente.
Melhor hipótese, o Drekavac fica paralisado
pelos minerais naturais da água original
dos rios, e cria um desequilíbrio químico
na pele, que perturba o seu sistema nervoso.
Minerais naturais podem afetar a condutividade.
O Drekavac é hipersensível devido à energia
necessária para manter isso, ou...
Oficialmente ciência a mais. Entendi.
Ok.
Não, espera.
Seja qual for esta manifestação,
está alojada numa jovem inocente.
- Ela não merece morrer. - Tem de haver outra forma.
Lamento. Não sabemos quanto tempo isto vai durar.
- Esta é a nossa oportunidade. - Por favor, por favor.
Supostamente és algum tipo de génio.
Salva a miúda.
Lágrimas.
Raiva e tristeza.
Tristeza por ter sido abandonada.
Uma criança não batizada perdida para sempre, a vaguear.
Oh, oh, oh! Nós... fomos uns idiotas!
Durante centenas de anos, fomos uns idiotas.
Sabes quem eu sou?
Sou o Bibliotecário.
E o meu poder não vem da magia,
mas do conhecimento.
E acho que tenho algum conhecimento do teu sofrimento.
Do teu desejo de ir para casa.
Da solidão.
E sei que derramaste essas lágrimas
depois de uma eternidade de dor.
Não havia maldade na criança que foste.
Porque não foste batizada, contaram-te histórias,
folclore horrível e impreciso, e tu...
acreditaste nelas.
Não sabias melhor.
Como poderias?
E foi nisto que te tornaste.
Podemos mudar tudo isso agora mesmo.
Em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo,
eu batizo-te agora nas tuas próprias lágrimas
e na tua tristeza.
Já não estás perdida.
Deixa este corpo,
e vai para o teu merecido descanso eterno.
Bem, anda lá, então.
Nem sempre se tem um final feliz.
Uau.
O que é que eu perdi?
O que é aquilo?
Isso é uma porta mágica.
Algo que o Jenkins inventou.
Permite que esta porta se ligue a qualquer outra porta
em qualquer parte do mundo para teletransporte instantâneo.
Ele fez esta versão mini para eu usar aqui.
Ok. Novas regras.
Teletransporte, também real.
- Então usamos magia. - Os Bibliotecários não usam magia.
Usamos um bocadinho de magia.
- Nada de magia. - Porta mágica.
A Biblioteca é mágica. Os Bibliotecários não.
- Mas usamo-la. - Nada de magia!
Um bocadinho de magia.
Vês com o que tenho lidado?
Então, hmm, e nós?
E vocês o quê?
Bem, aqui é onde dou o meu discurso habitual.
Vês, não importa a quem contes isto,
ninguém vai acreditar em ti.
Meu, passei a vida toda a tentar provar que a magia é real.
- Agora tenho imagens. - Tens?
- Isso é só cruel. - Pois.
- O Vikram aqui... - Então agora usamos só o primeiro nome?
O Vikram vai voltar para a Biblioteca Central
para viver os seus dias. Vocês dois, vão para casa.
Eu? Fico aqui neste Anexo a tentar limpar esta confusão.
Quando a magia transbordou do Poço,
pode ter viajado mais de mil milhas.
Não fazemos ideia quantos artefactos
- podem ter sido reativados. - Não posso permitir isso.
Que limpem uma confusão da qual só eu sou responsável.
- Bem, é o meu trabalho. - E o meu também.
Esqueces-te que eu também sou um Bibliotecário
escolhido pela Biblioteca tal como tu.
Por favor. Minha responsabilidade.
Bem, se ele fica, então eu também fico.
Seis meses.
Seis meses. Dou-te seis meses.
Depois disso, o Vikram volta para a Biblioteca Central.
Charlie, voltas para o exército.
Tenho um alerta de notícias que múmias ganharam vida
no museu de história.
Preparem-se.
Oh, e...
...tentem não morrer.
Raios, Jones!
Que raio é aquela coisa?
Vamos. Vamos buscar as tuas coisas.
Obrigado, Lysa.
Por me lembrares que a empatia
é a maior ferramenta que um Bibliotecário tem.
Vais contar-me sobre esta pintura?
Oh. Coincidência.
Nada mais.
Sim. Estou? Eu sei, eu sei.
Estou a caminho do aeroporto agora.
- Não. - Desculpa?
Finalmente descobri o segredo que andava à procura,
o segredo pelo qual arruinei a minha carreira, é verdade.
E não me importo se não puder contar a ninguém.
Estou dentro. E precisas de mim.
O grandalhão aqui perdeu quase 200 anos de história,
tanto normal como oculta. Eu posso atualizá-lo.
Ele vai precisar de mim.
Tens de ser convidado pela Biblioteca
- e não podes simplesmente aparecer... - Porque não?
E ele foi crucial para resolver o nosso último dilema.
Sabes que mais?
Diz aos investidores que houve um novo desenvolvimento.
Sim, não. Fiz uma descoberta que vai mudar tudo.
Então, múmias.
O quê? Como é que posso terminar a minha pesquisa e tornar pública
quando acabaste de me revelar
um campo inteiramente novo da ciência que tenho de estudar?
A física tem novas regras. Tenho de conhecê-las.
Certo. Então, sobre múmias,
são muito poeirentas e cheiram horrivelmente.
Uau.
Ooh...
Ooh!
Ooh!
Oh!
Ooh.
Meu! Tu és o gajo
a quem demos o nome da nossa banda.
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