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Original subtitles

DISTRIBUIÇÃO REALIZADA COM O PATROCÍNIO FISCAL

DERIVADO DO ARTIGO 189 DA LIS (EFICINE)

ARQUIVO 253

O que está fazendo?

Por que está fechado, chefe?

- Não pode filmar aqui. - Mas por que está fechado?

Não sei. Não posso te dar nenhuma informação.

- Por que está me empurrando? - Não pode filmar aqui.

- Mas eu estou filmando fora. - Não, mas...

Não posso te dar nenhuma informação.

Não sei nada sobre o assunto.

- Não sabe mesmo de nada? - Não, não sei dizer.

- O que aconteceu aqui? - Nada. Simplesmente não sei.

- Tem certeza? - Certeza absoluta.

A CLÍNICA SAN RAFAEL ABRIU SUAS PORTAS EM 1954.

DESDE ENTÃO, FOI RECONHECIDO

COMO UM DOS HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS

MAIS ANTIGOS E IMPORTANTES DA CIDADE DO MÉXICO.

Eu trabalhei lá como enfermeira

ajudando os médicos a cuidar dos pacientes.

Havia algumas áreas restritas nas quais não podíamos entrar.

Havia um setor em particular,

um pavilhão ao qual somente algumas pessoas tinham acesso.

Havia dois ou três enfermeiros encarregados.

Era um pouco misterioso.

Eles tinha uma atitude um pouco estranha.

Eles faziam tratamentos com gás,

com insulina,

eletrochoque.

Até mesmo exorcismos eram feitos lá.

Os médicos cuidavam dos tratamentos

e a irmandade conduzia os exorcismos.

Eu estava fazendo minha ronda diária

e fui checar um dos pacientes.

Foi uma experiência terrível, eu o encontrei morto.

Ele tinha se enforcado com os lençóis.

Foi realmente uma experiência horrível.

Nunca mais quero passar por algo assim.

Os pacientes tinham têm certos transtornos, digamos assim,

de diferentes tipos.

Muitos choram,

outros riem.

Acho que todas essas coisas

se convertem em um tipo de energia.

Uma energia que fica presa ali.

Pode nos contar por que o lugar foi fechado?

O que está querendo encontrar?

Como?

O que você está procurando? Aqueles quatro?

O quê?

Os que desapareceram.

EM 2009, O HOSPITAL DEIXA DE OPERAR REPENTINAMENTE,

E FECHA SUAS PORTAS SEM NENHUMA EXPLICAÇÃO.

EM 2013, O GOVERNO ORDENA A SUA DEMOLIÇÃO.

EM MARÇO DE 2012, QUATRO JOVENS ENTRARAM NA CLÍNICA ABANDONADA.

DESDE ENTÃO, ELES NUNCA MAIS FORAM VISTOS.

ESTES REGISTROS FORAM A ÚNICA COISA QUE ENCONTRARAM DELES.

- Relaxa, cara. - Estou relaxado.

Ei, Diego, e se eu puser isso fora

e colocar a bolsa dentro?

- Estamos prontos. - Vamos embora.

Você quase bateu em mim.

Você fica de olho em tudo, não? Cuide do cachorro.

Até mais, Manu.

- Tchau. - Tchau, não me façam perder.

Estamos prontos.

Tchau, Raio.

Raio.

Está gravando?

Perfeito.

Bem, estamos aqui

com a senhorita Isabella Rossellini.

Aqui está ela.

É Soldati, Rossellini é uma atriz.

Toma na cabeça.

Desculpe, é Isabella...

- Soldati? - Sim.

Soldati! Vamos ver o que ela tem a dizer.

Posso chamá-la de Isa.

Isa, por favor. Isabella me soa tão...

Tão o quê?

Você sabe, assim...

Entendi. Tudo bem.

E aí?

Isa, você pode nos dizer aonde vamos?

Não sei para onde olhar, para você ou para lá?

Olhe para câmera.

Desculpe.

Ei, Isa?

Isabella?

Bom, Isabella.

O que é?

Então, aqui entre nós, sem que ele saiba,

Como é o Diego?

- Estou ouvindo. - Bom, o carro é pequeno.

É pra escutar mesmo.

Pensei que tinha uma autorização

ou alguém para nos deixar entrar.

Não exatamente.

Você não tem autorização, Diego, sério?

Não.

Caramba! Você falou: "Já consegui um hospital."

"Conseguir" significa falar com a pessoa certa,

o dono, o gerente, seja quem for.

- Isso é conseguir, cara. - Não, não.

Quis dizer que consegui um lugar

que me disseram que é assustador.

Então, acho que deve ser um bom lugar

Mas isso não é conseguir, Diego.

Bom, consegui as informações.

Os outros lugares pediram autorização?

Não.

- Então, está reclamando de quê? - Olha.

Desculpe, não estava falando com você.

Certo.

- O que estamos esperando? - O que quer dizer?

Temos que esperar até escurecer.

Tá brincando.

Quer pular o muro em plena luz do dia?

Para começar, não quero pular, cara.

Então, como quer entrar?

O gênio que planejou tudo isso

disse que tinha conseguido a clínica.

Vai continuar com isso? Aqui está a clínica, logo ali!

Já podemos entrar.

Se podemos entrar, então, vamos!

Não tem ninguém para abrir, vamos ter que pular o muro,

se você quiser.

- Não, eu não quero. - Bom, então, que se dane.

- Viu aquilo? - Vi.

Cara, dizem que este lugar

foi aberto em 1950,

passou 60 anos aberto.

Agora está fechado e não sabemos o porquê.

Estamos aqui para descobrir

o que podemos encontrar lá dentro.

Cara, esse lugar tem 34 mil metros quadrados

de quartos, corredores, jardins.

Quantos metros?

Trinta e quatro mil metros.

Está entre a Av. Insurgentes e Santa Úrsula,

quase em Tlalpan. Já sabem onde é.

- Anda, vamos. - Beleza.

Vamos logo, vamos.

Vão me passando as coisas rápido.

Vamos pensar no pior dos cenários, espere, Diego.

Não tem pior cenário.

- E se isso não me aguentar? - Aguenta, sim.

- Eu vou cair. - Não vai acontecer nada.

- Mas é enorme! - Vamos, anda logo.

- Vamos. - Anda logo.

Anda, anda.

Vamos, vamos!

- Pega as bolsas. - Quer ajuda?

Não, eu estou bem, obrigada.

- O que eu faço? - Suba.

- Anda, vamos em frente. - Ei, para de filmar, cara.

- Pegue a corda. - Venha.

Ei, Carlos! Pega isso! Vem.

Charly!

Cuidado.

Cara! Meus tornozelos, meus joelhos,

minhas costas doem.

Esse cara tem cada ideia.

- Mas entramos ou não? - É, sim, entramos.

Precisa de ajuda?

Cuidado, Charly, tem uma subida aqui.

Isso está aberto.

Está aberto.

- Deixa eu te ajudar. - Cuidado.

Me dá a câmera.

Espera.

Caramba!

- Escutaram? - O quê?

Parece alguém batendo nesta janela.

Não posso acreditar que já estamos dentro.

Vamos ver o que mais tem aqui.

Essa é a droga da diferença

entre conseguir um lugar e ter um lugar.

- O que foi? - Nada.

Tem um buraco aqui.

- Não, Diego. - Dá uma olhada.

- Vem, Isa, dá uma olhada. - O que é?

Para com isso, só estamos dando voltas.

Diego!

Puxa vida!

Conseguimos!

- Cacete! - Diego!

- O quê? - Mais respeito, cara.

Relaxa.

Estamos dentro, cara.

Não, não estamos, esse lugar não vai deixar a gente entrar.

- Tem umas 20 portas aqui. - Você ainda não entrou!

Esta também não abre.

Estão trancadas.

Aqui, aqui, aqui!

O que é isso?

Calma, cara, aqui não é a sua casa.

Que nada, deem uma olhada.

Desculpa, Isa.

Caramba! Está aberta!

Diego, por favor.

Viu?

No que você está pensando?

Nada, esse lugar está me dando aflição.

Me dá a câmera.

Está aberta.

Subimos ou descemos?

Melhor para baixo, não?

Sei lá.

Filho da mãe!

- É uma pomba, cara. - Quase borrei as calças.

Isso é o que dá ser tão espertinho.

- Vamos embora. - Isso se chama karma.

Nossa, que susto.

Não vou fazer de novo, tá?

- Caramba, não acaba mais? - Estou com medo.

São só pombas, continuam voando.

Elas são nojentas.

Não tem porta, mas podemos pôr isso em cima, não é?

É sério que a gente vai dormir aqui?

Pronto.

Beleza.

O que está fazendo?

Arrumando esse colchão.

Você vai deitar nessa porcaria mesmo?

Fala sério, olha isso.

Que nojo, olha isso, cara.

Você não sabe quem dormiu aí.

Não, mas eu sei quem vai dormir aí.

Você é maluco.

- O que é isso? - Um jogo de tabuleiro.

Ei, para com isso.

Não mexe nisso.

- Tarde demais. E agora? - Ponha de volta.

Mas vamos deitar aqui.

Não, cara, é disso que eu estou falando.

Você não sabe de quem foi isso.

Bom, eu já mexi, desculpa.

Peço desculpas se incomodei alguém.

Não foi minha intenção.

Eu vou tirar daqui, já me desculpei.

- Desculpa mesmo. - Diego, é sério, cara.

- O quê? - Você sempre faz isso.

- Qual é o problema? - Nunca se sabe, cara!

Nunca se sabe.

Isa, venha dar uma olhada.

Olha todo o equipamento que ele trouxe.

Esse em particular é para...

Espera.

É para caçar fantasmas. Não, é sério.

Nossos olhos não foram feitos para ver no escuro,

o que é lógico.

Então, podemos levar a câmera no escuro

e isso pode captar coisas

que os nossos olhos não podem ver.

DIA 1 4 DE MARÇO DE 2012

Glowsticks, cordas, tripés.

E estamos prontos!

Vamos.

Abre.

- Olha só. - O que é?

Charly, vem aqui.

O que é?

O que é?

As luzes.

Espera, espera.

Agora sim.

Está vendo aquilo?

Espera.

Três.

- Está ficando mais forte. - É.

Está mesmo?

Não será a lanterna? Tire a lanterna.

Não é a lanterna.

- Vamos dar uma olhada lá. - Cara, não para de piscar.

Onde você está, Charly?

Por que você está indo embora?

Não se separe do grupo.

- Temos que sair desse corredor. - Não.

Vamos fazer uma sessão de EVP.

Poderia nos dizer seu nome?

Corremos perigo aqui?

- Escutou isso? Um tac, tac, tac. - Sim.

- Não sei se... - Está escutando esse barulho?

Sim, não para.

Espera, volta um pouco.

Espera, mais perto do microfone.

Você pode nos dar um sinal?

- Escutaram isso? - Tem alguém aí?

Tem alguém aí?

Nada.

Vamos.

O que foi?

Um estalo.

Por favor, vamos sair desse corredor.

Você está bem?

Está bem?

- Vamos dar uma olhada ali. - Diego.

- É logo aqui. - Por favor, não...

Vamos sair daqui, então.

Que susto, cara.

Foi de arrepiar, não foi?

Esse foi o mais assustador que já vimos.

- Vamos cair fora. - Vamos.

Pode explicar mais ou menos o que está fazendo, Charly?

Vamos colocar a câmera B, que é esta,

e deixá-la gravando a noite inteira.

A primeira marca dele.

Bem amarrada aí?

Amarre bem. Isso.

Vamos embora.

Ei, o que houve aqui?

Você subiu aí agora há pouco, colocou o pé.

Ah, verdade, fui eu.

Viu isso, cara?

- Estamos muito paranoicos. - É, foi você.

Aí está a pegada.

Caramba, você me deu um susto.

O que você acha, Isa?

O que acha desse cara?

Ele não vai mais dormir aí.

- Mateo? - O quê?

O que está fazendo? Conte pra gente.

Jogando xadrez, cara.

Engraçadinho.

Dormiu bem?

Sim, mas olha o meu cabelo, que horror.

Que nojo.

Viu isso?

Sim, é nojento.

- Vamos, coma um pouco de atum. - Não.

Mesmo que não goste, é proteína.

- Vou comer pão. - Não pode comer pão três dias.

O que é?

É muito divertido ver todo mundo aqui.

- Legal, né? - Agora é quando digo:

Charly, diga alguma coisa para a câmera.

Vai, Charly, fala alguma coisa.

- Deixa disso. - O que está fazendo, Charly?

- Como? - Posso te perguntar uma coisa?

- Pode. - Bem.

Pode me dizer como se usa isso?

O que quer saber? Fazer zoom ou gravar?

- Não, já está gravando. - Como assim?

Desde pequeno, eu cresci ouvindo histórias de terror,

De fantasmas,

pessoas que morriam e ficavam em suas casas.

- Como a que você contou? - Exatamente.

Minha avó costumava me contar tudo isso.

- Que medo! - É, eu escutei muita história.

E você acreditou, claro.

- Senão, não estaria aqui. - Sim.

Não está aqui.

O glowstick sumiu.

- Estava aí, certo? - Pendurei aqui.

Sim, pendurado no prego.

- Você deixou aí, certo? - Claro.

- Do lado esquerdo. - Sim.

E o que aconteceu?

- Tem certeza de que deixou aí? - Absoluta.

Estávamos subindo, eu filmei a virgem aqui,

depois paramos aqui.

Sim, eu sei.

Pode ter sido em outro lugar e não aqui.

Não, Diego, estava bem aqui.

Aonde estamos indo?

- Ao nosso quarto. - Não passamos por aqui.

- É por aqui. - Não.

Não passamos por aqui ontem.

- É verdade, nunca passamos aqui. - Claro que não.

Não tinha esse colchão, essa lata.

Tem uma pegada.

Tem uma pegada bem evidente, olha aqui.

Mateo, não é sua?

De jeito nenhum, como poderia ser?

Olhe a sola do seu sapato.

Cara, não passamos por aqui. Como pode ser minha?

- É a sola da sua bota. - Eu não pisei em vidro.

- Colocamos um cada um, não? - Eu não coloquei nenhum hoje.

A Isa colocou um, certo?

Eu coloquei o outro, e você também. Somos três.

- Eu coloquei também. - Mas está faltando...

O que você colocou.

É esse que está faltando.

- E essas folhas? - Eco!

Passos, ruídos... Esse lugar é imenso, cara.

Eu posso sentir que tem algo aqui,

mas, não vamos entrar em pânico.

- Pronto? - Pronto.

Vamos, Charly.

Aqui vamos nós.

Vai, Mateo.

- Está gravando, Isa? - Sim, está bem?

- Claro. - Pronto.

Fala oi pro Charly.

- Oi, Charly. - Pronto?

- Sim. - Sua primeira vez com a câmera.

- Está vendo isso? - Vem, vem.

- Onde você se meteu, Diego? - Não sei.

Bom, onde fomos nos meter?

Não tem nada aqui.

Fala sério, está me dando câimbra em uma perna.

Você é um homem?

É uma mulher?

- Escutou alguma coisa? - Água.

Você teve uma morte dolorosa?

- Eu estou ouvindo passos. - Sim.

Sim, mas a gente se mexeu.

Não, a gente não se mexeu.

- Estávamos os quatro aqui. - Quietos. Não tem nada.

Você é um homem?

É uma mulher?

Escutou alguma coisa?

- Essa voz é sua? - Você disse água.

- Eu disse algo? - Sim, você disse água.

Volte mais.

É só a gente falando.

Podemos te ajudar?

Tem alguma coisa aqui.

E este quarto foi o pior deles.

Por que está fechado?

Se tem alguém presente aqui, por favor acenda três luzes.

Você é um espírito preso nesta dimensão?

Acenda três luzes.

Você é o espírito de uma mulher?

Acenda três luzes.

Se está preso há mais de 20 anos aqui,

acenda quatro luzes.

Se nossa presença o incomoda, acenda quatro luzes.

Se você é um espírito do mal, acenda quatro luzes.

Se você pode aparecer para nós, acenda quatro luzes.

Diego, o que está fazendo?

Peço que você se manifeste acendendo cinco luzes.

Se você puder se manifestar de outra maneira,

acenda cinco luzes.

Peço que você se manifeste de outra maneira.

Diego, tenha cuidado.

Mova algum objeto.

Manifeste-se para nós.

Cuidado, cara.

Se você ainda estiver aqui, exijo que se manifeste.

Manifeste-se.

-Manifeste-se, -Diego, se acalme.

- Apareça! - Diego!

Ele já se manifestou, o que mais você quer?

Apareça!

Apareça!

Faça alguma coisa! Apareça!

- Apareça! - Pare, Diego.

- Apareça! - Para com isso!

- Apareça! - Não o provoque.

- Apareça! - Diego, pare com isso!

Vamos, pare de provocá-los, ele já se manifestou, cara.

Diego.

Aonde vai?

- Diego? - Apareça!

Diego.

Cara, basta, por favor.

O que foi isso?

Diego!

O que houve?

- O que foi? - A porta fechou.

- Minha nossa! - O que é?

- Minha Nossa Senhora! - O que é?

Meu Deus!

Isa.

Isa!

Não corra!

- Vamos embora. - Espera.

- Quer ficar, Charly? - Não! Não me deixe aqui sozinho!

Você está bem?

Pode me dizer o que droga aconteceu naquela sala?

Não me diga que não sabe.

Você ficou louco.

- E aí? - Já deu, cara, corta.

Mateo, por favor leve ela. Vá com o Mateo.

A gente só vai pôr a câmera.

Deixa assim.

- Que sinais? - São sinais.

Bobagem.

Nunca na vida encontramos um morto antes!

É só um mendigo, cara.

Não me importa se é a droga de um médico!

- Cara... - É um morto!

Pode ser um dos loucos que estava aqui.

E quando fecharam nem todos tinham para onde ir.

Talvez ele só tenha voltado, pulado o muro,

e morrido aqui. Sei lá.

Caramba, cara! Por que a porta se mexeu?

Não se moveu, foi o vento.

Eu não sei, eu vi se mexer.

Deixa disso, foi o vento.

Tinha uma janela estava aberta.

Para com isso, não estava aberta!

Temos que falar com aquilo de novo.

- Está maluco? - Agora.

Agora não,

temos que esperar a Isa se acalmar.

Vocês estão amarelando?

- Charly! Charly! - O quê?

Cara, vamos, acorde, venha ver isso.

Venha, traga seu equipamento.

Sente.

Não tem nada.

O que você gravou?

Mateo, o que você gravou?

Sério que não se lembra de nada?

Não quer ligar.

Não tem luz.

Como vai ligar?

Tem alguma coisa?

Cara?

Nenhuma palavra sobre isso para a Isabella, certo?

Certo?

O que foi?

O que aconteceu?

O que aconteceu?

O que foi?

Foi só um pesadelo.

Eu sonhei que o Mateo estava aqui...

E ele disse...

- O quê? - Ele disse:

"Eu vou te estuprar, sua vadia, eu vou te estuprar."

Ele repetiu várias vezes.

Eu não fiz nada.

- Foi um sonho. - Ele estava aqui.

- Foi só um sonho. - Não, ele estava aqui.

Parecia real.

- Por que é minha culpa? - É sua culpa.

Por que é minha culpa?

- Por que é minha culpa? - Você é idiota?

Você gritou com eles ontem à noite.

E daí?

Como assim, e daí?

Quietos.

- É tudo culpa sua. - Como?

Você começou a gritar "apareça"

e toda aquela droga de ontem à noite!

Cala a boca, cara!

- Não me manda calar a boca! - Pare com isso!

- Certo? - É tudo sua culpa!

- Cara... - É sua culpa!

- É o que a gente queria! - Cale a boca!

- Viemos por isso, cara! - Não fale merda.

E então?

Está convencida de que foi só um pesadelo?

Isa?

- Você está bem? - Não me filma agora, Charly.

Eu não vou.

Está falando sério?

Vamos?

Se vocês não quiserem, eu vou sozinho e pronto.

Você não deveria ir sozinho.

Não vai acontecer nada, me esperem aqui.

Me esperem aqui, não demoro. Vejo vocês aqui.

Já volto.

Meu Deus!

Você está aqui?

Acenda cinco luzes.

Se quiser falar comigo de novo,

acenda cinco luzes.

Se puder me escutar, acenda cinco luzes.

Pode me ver?

O que é?

O que é, cara?

O que é?

Foi o máximo, nos divertimos muito,

mas chega, vamos para casa já!

Calma, Isa, a gente já vai, mas se acalme.

Vamos pegar as coisas e vamos.

Diego!

Diego!

Droga! Onde você está? Diego!

- Ei! - Isa!

Um perdido é suficiente.

Diego!

Maldito, Diego.

O que é isso, cara!

É cabelo.

Meu Deus!

Meu Deus! Meu Deus!

Meu Deus! Meu Deus! O que é isso?

Meu Deus!

Diego!

- Espera, vamos voltar. - Para onde?

Para o quarto onde ele falou para esperarmos.

Viemos de lá.

Diego!

O que está fazendo, Charly?

Não entre, Charly, ele não está aí.

Espere.

Fala sério!

- Não está aqui. - O quê?

- O corpo não está mais aqui. - É sério?

- Não pode ser! - O que aconteceu?

Diego.

- Diego. - Ele está bem?

Ele está bem?

O que aconteceu com você?

Fecha a porta.

Fecha a porta!

A câmera.

Mateo, a câmera.

O que fizeram com você, meu amor?

O que aconteceu?

Meu Deus, não.

Não.

Não.

Vai ficar tudo bem.

Não, Charly, não vai.

Sim, vai ficar tudo bem, Isa.

Nada vai ficar bem.

Quando amanhecer, a gente vai embora.

- Vamos para casa. - Eu quero ir embora.

- Onde está o Diego? - Eu não sei.

- Não sabe? - Não sei, acabou...

Diego! Cadê o Diego?

Ele não está aqui, Isa.

O que é isso? O que significa tudo isso?

Não! Não encosta em nada!

Diego!

Por que tem cabelo por todos os lados?

Temos que procurar o Diego.

Diego.

Diego!

Diego!

Diego, cadê você? Por favor!

Diego.

- Onde você está? - Onde se meteu, cara?

Diego.

Diego!

Diego!

Diego!

Diego!

Responde, cara!

Diego.

Diego.

Diego!

Diego!

- Diego. - Diego!

- A luz vai acabar. - O que é isso, Charly?

- A bateria acabou! - Vamos, Charly!

Não tenho luz!

Anda, arruma isso, cara!

Um segundo.

O que está acontecendo? O que foi?

Calma! Calma!

Droga!

- Não me diga que está tudo bem! - Calma!

- Meu Deus! - Isa, já chega!

Charly?

Alguma coisa me tocou!

Alguma coisa encostou em mim!

Eu vi alguém passar!

Diego!

- Diego! - Diego!

Meu Deus!

Cadê você?

Onde você está, Diego?

Fala pra gente, cara!

Temos que ir procurá-lo.

Por favor, vamos!

O que a câmera está fazendo aqui?

Diego!

Diego!

- Por favor. - Diego!

Diego!

Diego! Onde você está?

Cadê você?

- Diego! - Cadê você?

Diego!

Alguém ajude!

Por aqui!

Não!

Me deixa sair! Me tira daqui!

Quero sair daqui, seus desgraçados!

O que foi? O que foi? Isa, espera!

O que você viu?

Socorro!

Apaga a luz!

- Por aqui! - Que droga foi aquilo?

Não sei! Não sei! Não sei!

- Pega a câmera, Isa, anda! - Corre, Charly!

Para onde estamos indo?

Está vindo.

Rápido!

Está aqui!

Está vindo atrás da gente.

Mateo, estamos aqui, venha!

- Mateo! Venha! - Mateo!

- Depressa. - Está vindo, venha rápido!

Está atrás de você!

Vamos, depressa! Rápido!

Rápido!

Mateo! Venha para cá!

Não escuto mais nada.

Onde estamos?

Está vindo.

Charly, acende a lanterna.

Charly?

Charly?

Não, para com isso.

Charly?

Não, não!

- Charly! - Charly!

Charly!

Charly!

Charly! Não!

Mateo?

Isabella!

Socorro!

Isa?

Onde você estava?

Venha.

Diego!

Diego, espera!

Ele está aqui!

Vamos encontrar a saída.

Meu Deus!

Cale a boca! Cale a boca!

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