All language subtitles for Bye.Bye.Germany.2017.720p.WEB-DL-DoKtor

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Original subtitles

ERA UMA VEZ NA ALEMANHA...

Esta � uma hist�ria verdadeira e o que n�o �

inteiramente verdade, mesmo assim � verdade

Registro industrial

O que significa n�o concedido?

Significa n�o concedido, Sr. Bermann.

Por qu�? Sou judeu. Todos tem uma licen�a.

Na sua havia...

irregularidades.

Irregularidades? Fui sempre pontual

no campo de concentra��o.

N�o deveria lhe dizer nada sobre isso.

Em breve haver� uma investiga��o.

Uma investiga��o?

Seu arquivo est� no CCI.

E o que � isso?

Centro de Contra Intelig�ncia.

� um departamento da pol�cia do ex�rcito.

Muito tranquilizador.

Saber� logo deles.

Bom dia, Sr. Bermann.

Sim, para voc� tamb�m.

N�o v� t�o r�pido.

Motek.

Um c�o n�o pode ler isso?

Venha.

Onde deixou Marian?

1946 FRANKFURT

ACAMPAMENTO DE TR�NSITO PARA REFUGIADOS

Bom dia.

Bom dia.

Bom dia.

Oficial.

Bom dia.

- Mais tarde. - Motek.

- Voc� encontrou o Motek. - Marian.

Eu disse para voc� cuidar dele.

Sempre foge, o que vou fazer?

Corta uma pata.

Desculpe. Sinto muito.

O cachorro maluco.

N�o, n�o, est� tudo bem.

Hoje est� todo mundo maluco.

Com permiss�o, Holzmann.

Bermann, David Bermann.

O que diz. � o famoso Bermann.

De quem est�o falando.

Olha quem est� vindo.

Voc� o conhece?

Sim.

De desviar o olhar.

Jankel Lubliner.

Come�ou como ladr�o.

Logo a metade do mercado negro ser� dele.

Buchenwald era sua universidade.

Ele jurou se vingar de mim.

Houve um problema com uma...

com uma senhorita.

Mais de meio milh�o de judeus...

que sobreviveram aos campos de concentra��o...

se encontram atualmente em

campos de tr�nsito da zona americana.

Frankfurt recebeu recentemente uma visita importante.

Eleanor Roosevelt visitou o campo de Zeilsheim.

A mulher do presidente americano pode ter uma ideia...

como as pessoas s�o tratadas aqui

e como s�o atendidas medicamente.

Aprendem ingl�s e hebraico...

para se preparar para emigrar para os

Estados Unidos ou para a Palestina.

As autoridades dos Estados Unidos estimam que at� 1950...

todos os judeus da Alemanha Ocidental

ter�o sa�do.

Sempre a mesma merda.

Fim da fun��o!

Emil Verst�ndig.

Como projecionista � uma cat�strofe...

mas �timo como vendedor.

Ele foi aprendiz no armaz�m dos meus pais.

E onde passou o inverno?

- Em Xangai. - Xangai, China?

N�o, na Alta Baviera.

Ele n�o falou disso.

Boa noite, Verst�ndig.

Boa noite, Bermann.

Quem est� falando sobre isso?

Aqui est�, senhores.

Obrigado.

Fajnbrot, o copo n�o est� limpo.

Ent�o pe�a um copo mais limpo.

Que m�o voc� tem para os clientes.

Melhor olhar o que acontece.

O que vai acontecer se eu puder perguntar?

Nada.

Quero abrir um neg�cio. Os americanos negaram a licen�a.

Por que � t�o dif�cil?

Todos n�s conseguimos uma licen�a.

- N�o? - E voc�?

O que voc� prop�e?

Eu...

Eu vou para a Am�rica.

Sim, sim.

Todos querem ir para a Am�rica.

Tem dinheiro para isso?

Um pouco.

E quanto �...

um pouco?

600... d�lares.

- 1.200 marcos? - Sim.

Com isso n�o chega nem no navio.

O qu�?

Vou dizer o que voc� tem que fazer.

Voc�... consegue a licen�a e o aceito como s�cio.

E com isso faremos muito dinheiro.

Sr. Bermann, acabei de lhe dizer que n�o vou ficar aqui.

E eu quero ficar?

Ningu�m quer ficar.

Mas queremos chegar pobres na Am�rica?

Tenho um primo em Nova York.

Que sorte, Holzmann veio da

Alemanha para gastar meu dinheiro.

Quanto calcula que seria preciso para ir ao outro lado?

Talvez 25... mil.

25.000? O que fala!

No m�nimo. Temos que sobreviver...

a viagem e ter algo para come�ar.

Eu te pergunto...

o que o alem�es precisam de mais urgente neste momento?

- Roupa. - Roupa. - Sim, roupa.

Abriremos um grande com�rcio de roupa.

Um neg�cio certo. Acredite em mim. Eu sei.

A maioria da mercadoria

conseguirei em comiss�o ou em troca.

Tenho um armaz�m, seis meses gr�tis e algu�m com carros.

Vai nos emprestar um.

Tenho profiss�o, n�o sou vendedor ambulante.

Voc� n�o precisa fazer venda ambulante.

Eu saio com meu pr�prio pessoal.

No in�cio seremos 4 ou 5 viajantes.

Voc� ficar� no escrit�rio.

Como...

Como chefe.

- Como chefe? Eu? - Sim.

Bermann. N�o sou vendedor ambulante.

n�o sou chefe, sou sapateiro.

Mas parece um chefe.

Pessoal, estou dentro.

Com ele e Verst�ndig...

j� somos 4.

Admito, n�o � nenhum g�nio, mas...

uma pessoa muito elegante.

Onde estava na guerra, Fajnbrot?

Em Plaszow.

Um alem�o deve t�-lo salvado, um tal de Schindler.

Um alem�o? Acredita nisso?

- A� est� outra vez. - Motek.

Eu disse para ficar com Marian e n�o deixar entrar alem�es.

Mas se � alem�o.

Mas ele n�o � nazista. O c�o tem uma fam�lia decente.

- Saia! - Isto � um restaurante!

Obrigado. S�o um p�blico maravilhoso.

E depois?

Quando acabou na Europa...

fui de Marselha para a Arg�lia.

Para a Legi�o Francesa.

N�o, o que est� dizendo?

Tinham uma brigada judaica.

Voc� tamb�m lutou?

Claro, e como.

Contra as hemorroidas dos cameleiros.

Ent�o...

E da�? Est� dentro?

Sim, estou dentro.

Continua, anda logo.

- Desculpe. - Sente-se.

- Sim, sim. - Vem da guerra, da guerra.

A emo��o.

Agora, a maioria das pessoas diz: quer um copo d' �gua?

E estou em casa

Ele me convenceu.

Obrigado. Na verdade, sabe, fui...

ator.

Sei fazer um derrame cerebral.

- N�o! Muito obrigado. - Por favor.

Conhece Krautberg?

- Krautberg? - Sim.

Com que truque trabalha?

Com nenhum.

N�o � nada talentoso, mas desperta sentimento de culpa..

aos alem�es.

Sentimento de culpa aos alem�es.

Cavalheiros...

somos vendedores a domicilio.

E vender a domicilio...

Vender a domicilio n�o � f�cil n�o � s� vender algo.

Vender a domicilio � uma arte.

N�o se trata...

de fazer propaganda.

Colocar cartaz todos sabem.

O que conta � o espet�culo.

A grande �pera.

No final, seus clientes ir�o...

No final, seus clientes praticamente

ir�o pedir de joelhos...

para comprar algo.

E n�o se esque�am...

n�o devem deixar parecer como se fosse necess�rio para voc�s.

As pessoas cheiram se voc� est� carente.

Os alem�es desconfiam de tudo e de todos.

E se forem judeus, principalmente.

N�o precisam abrir a braguilha e mostrar o p�nis.

Fajnbrot n�o tem que mostrar nada.

Seu nariz � suficiente.

O principal � que os divirtam.

Cavalheiros, ponham o chap�u, por favor.

Um momento.

Agora, temos que por 50 d�lares para

o suborno em documentos aduaneiros.

Esses ornamentos franceses.

Cavalheiros.

E n�o esque�am nunca...

Hitler est� morto...

mas n�s ainda vivemos.

Tamb�m podemos...

Tenha cuidado!

As rodas n�o est�o alinhadas.

Melhor sem alinhamento do que sem roda.

Kirchgasse 4.

Tem que ser aqui.

�timo.

De repente e inesperadamente, o Dr. Herbert Geder

professor de ensino, aos 55 anos de idade.

De rigoroso luto, sua esposa Inge e

as crian�as Ursula e R�diger.

R�diger.

Tamb�m � um nome.

Ao ataque.

Olhe para mim.

- Sim, por favor? - Bom dia, senhora.

Gostar�amos de falar com o Sr. Dr. Geder.

Mas meu...

Meu marido est� morto.

- O qu�? - N�o, isso...

N�s...

passamos h� 3 semanas...

Meus sentimentos. Isto �...

Obrigada.

Quem s�o voc�s?

O que queriam do meu marido?

Apenas entregar o pacote de enxoval que havia solicitado.

Pacote de enxoval?

Roupa de cama, roupa de mesa, mercadoria fina de Paris.

Quanto custa esse pacote?

1100.

Pelo amor de Deus.

Um.

Mas s�o 2200 marcos.

N�o tudo isso, s�o 1800. Seu marido havia...

- 400. - Pago.

Bom, ent�o...

Wehrmann.

Wehrmann.

Eu...

Amanh� n�o estarei aqui.

N�o estar� aqui amanh�?

Sim, imagine que amanh� n�o estou.

Amanh� n�o est�?

N�o estou. Tenho um encontro. N�o pode ter encontros?

Claro.

� algo ruim?

N�o � t�o ruim quanto uma volta com voc�.

Devemos perguntar ou n�o devemos perguntar?

Mas se n�o posso perguntar, n�o pergunto.

Entre!

Bom dia

Meu nome � David Bermann.

Sente-se, Sr. Bermann.

Bom dia.

Sou a agente especial Sara Simon.

O sargento Harold Ledermann tomar� nota da nossa conversa.

Tenho que inform�-lo de que tudo

que disser pode ser usado contra voc�.

Posso ver seus documentos?

Posso?

Bermann, David,

nascido em 11 de janeiro de 1905 em

Neu Sandez, na �ustria, atual Pol�nia.

Judeu. Correto?

At� agora est� correto.

Poderia me dizer do que sou acusado?

Colabora��o com os nazistas.

Est� brincando.

Seu nome aparece nas atua��es da SS.

- Estive em um campo. - J� sabemos.

Estive preso a partir dezembro de 1943 em...

no campo de concentra��o de Sachsenhausen.

Como chegou l�?

Como cheguei l�?

Em uma limusine com motorista.

Os antecedentes, por favor.

Meu irm�o e eu...

tivemos uma grande loja de roupas em Frankfurt.

A Gestapo veio, prenderam meu irm�o e meus pais.

E voc�?

Fui...

preso depois na Fran�a.

Meus irm�os e meus pais morreram em Auschwitz.

E voc�?

Continuo vivo como pode ver.

Tenho que informar que isto n�o � brincadeira

e pode ter s�rias consequ�ncias para voc�.

Ent�o...

Eles o levaram para o campo em Sachsenhausen.

Sim.

Ent�o me atingiram com for�a na cabe�a.

Poucas semanas depois, foi levado ao bloco

de celas para prisioneiros privilegiados.

Aqui coloca algo de miss�o especial.

Entendo, � disso que se trata.

Sim.

Estamos interessados em por que foi tratado assim, de repente.

Que tipo...?

De miss�o especial?

E por qu�?

Devemos rir?

Ent�o voc� �...

o animador.

Qual � o seu nome?

Bermann.

David Bermann, senhor tenente-coronel.

Ent�o, o que foi t�o engra�ado, Bermann?

Uma piada, senhor tenente-coronel.

Uma piada.

Ent�o vamos ouvir.

A piada, judeu, r�pido.

Um homem...

Corre apressadamente por um trem.

Ele tem que ir ao banheiro.

O banheiro est� ocupado. Bate na porta e grita:

Abra urgentemente! Tenho diarreia.

Ent�o uma voz de dentro diz...

"Que sorte voc� tem."

Bermann, ter� not�cias minhas.

Voc�s v�o rir, voc� ver�.

Quem era o tenente-coronel Otte?

N�o conhece Otte?

Dietrich Otte de Eifel ocidental.

O alegre Otte.

Otte, n�o t�m servi�o secreto?

O que aconteceu depois?

A SS planejou uma...

festa de Natal, e eu deveria atuar l�.

Os caras da SS n�o s�o de muitas risadas.

Exceto...

quando riem dos judeus.

Por exemplo, passar a lista.

Riem com passar a lista?

Est� l� parado em p�...

Pelas quatro ou cinco da manh�, uma hora ou duas.

Fazia um frio desgra�ado.

E um cara da SS...

vai nas filas com um chicote.

E zas...

N�o gosta da posi��o de um chap�u.

E zas, porque as pernas est�o separadas.

E ao meu lado...

estava Serge...

Goldner,

da Antu�rpia.

Era um homem elegante, Serge Goldner.

O coitado tinha uma...

Uma corcunda.

E o cara da SS

se aproxima dele, empurra e diz...

Fique ereto, judeu!

E Serge...

tenta... se estira tanto mas...

com a corcunda...

Ent�o o cara da SS diz...

Vou lhe ensinar a ficar reto, porco judeu retorcido.

Aponta sua arma...

e atira na corcunda.

E os caras da SS riem.

Todos riem.

Ainda sabe quem � esse homem?

Schirdewahn.

Schirdewahn, sargento.

Quer um caf�?

� uma pergunta capciosa?

Sargento. Caf�, por favor.

Ent�o, a festa de Natal.

Oh, pinheiro.

Oh, pinheiro.

Como s�o fi�is suas folhas.

Bermann.

O menino Jesus...

com seus pais...

no est�bulo.

Entra o alto Baltasar...

e bate a porta que era muito baixa...

na cabe�a.

Ai, Jesus, reclama.

Sim. Maria diz a Jos�, veja, esse � um nome mais bonito.

E n�o Willi como queria cham�-lo.

Judeu, chegue mais perto!

Agora vou lhe contar uma piada.

Sabe por que tantos de voc�s est�o no campo de concentra��o?

Porque n�o custa nada.

Tome... sem ofensa.

Sa�de!

Deveria tomar algo pelo Natal.

Bermann, at� mais tarde.

Um aplauso para meus palha�os!

Como e quando se encontraram de novo?

Ent�o ele n�o veio durante um longo tempo.

Eles me mudaram para ala das celas para presos privilegiados.

Tenho que admitir que havia vantagens...

e as aproveitei descaradamente.

Podia se lavar com sab�o.

N�o raspavam mais o cabelo. A sopa era mais grossa.

Um dia entrou um cara da SS e gritou,

Bermann, venha comigo!

Confio em voc�.

E cumprirei minha palavra...

ante um judeu.

Eu falei para Bormann. Se trata do F�hrer.

Precisa de algu�m para praticar algo com o F�hrer, entende?

Bermann...

eu te recomendei como professor para o F�hrer.

Professor para o F�hrer?

O que eu vou ensinar?

O que sabe fazer melhor?

- Contar piadas? - Exatamente.

Deve ensinar-lhe piadas, que possa cont�-las casualmente.

O F�hrer tem uma mem�ria fenomenal, mas...

tem pouco talento para piadas.

Bem, sim, contar piadas n�o � um ato de grande intelig�ncia.

O humor � necess�rio.

� um ponto fraco.

O F�hrer pode e sabe tudo.

Pode comandar a guerra, pintar, destruir inimigos do imp�rio.

Sabe de mem�ria todas as �peras de Wagner.

�, por exemplo, superior a Mussolini em tudo.

S� existe uma coisa em que este

buf�o de opereta consegue ser melhor.

- Contar piadas. - Sim.

E ent�o o Duce vai em breve fazer uma visita ao F�hrer...

E Hitler quer impressionar Mussolini com uma piada?

O que acontece se n�o fa�o isso?

Abra a boca e feche os olhos!

N�o tem retorno.

Entendido?

Mas...

Sr. Tenente-Coronel, sou judeu.

Sim. Mas o F�hrer n�o sabe.

Pensava que o F�hrer soubesse tudo.

Essa... foi... boa.

Ent�o se tornou colaborador.

Sim. N�o.

- Falou s�rio? - Sim.

Oficial... Alguma vez j� esteve...

em uma situa��o como essa?

Pegar ou largar.

Conhece este homem?

Claro. Barbeio-o todas as manh�s.

Voc� o reconhece?

Se o reconhe�o? � o meu documento, droga.

Est� no nome de Hecker, Heinz Hecker.

- Por qu�? - Que nome, sen�o Israel Hecker?

Onde obteve o documento?

Eles me deixaram elegante, me levaram ao cabeleireiro.

Eles me deram, droga!

- Quem deu? - Otte, quem mais?

- Voc� admitiu. - Admiti o qu�?

Admitiu que trabalhava para a SS com um nome falso.

Um momento. Um momento.

Ent�o sou um colaborador?

Porque tentei salvar minha vida com algumas piadas.

De que n�o seria capaz para se salvar?

Um momento, vou lhe dizer mais uma coisa, americana bonita.

Sabe quantos judeus, ciganos, bichas

prisioneiros tem em sua consci�ncia?

Por que n�o bombardearam

as ferrovias do trem para Auschwitz?

Poderiam ter salvo centenas de milhares do campo.

� a verdade e voc�s n�o fizeram!

N�o se distraia, Sr. Hecker.

Sr. Hecker, sim.

Tem um superior?

O General Fitzcolins est� um n�vel acima.

Muito bem. N�o posso aceitar isso.

Tem que aceitar. Fa�o apenas meu trabalho.

Disse o cara da SS � beira da vala comum.

Em mem�ria do nosso amado filho...

Heinrich Sch�tz nascido em... morto em Smolensk.

Trilha da montanha 14.

Voc� se lembra de Heinrich.

Heinrich.

Heinrich.

Heini!

Faz t�o bem como Motek.

Todo mundo sabe mancar.

Sim, por favor?

Bom dia.

� a casa da fam�lia Sch�tz?

Sch�tz, sim.

Sim, �timo, consegui chegar.

Heini est� em casa?

Est� falando do nosso filho Heinrich?

Est� morto.

Ficou na R�ssia.

O qu�?

Sim. Voc� o conhecia?

Estivemos juntos em...

espere... em Smolensk.

Mudaram de dire��o.

Para logo.

Para agora.

Sim, aconteceu em Smolensk. Uma emboscada.

- Partisans. - Partisans?

- Bandidos � o que eram. - Sem d�vida.

Gerda, tem um senhor aqui... Seu nome?

Wehrmann como "Wehrmacht", s� que com um nome verdadeiro.

Vamos entrar.

Um rapaz impec�vel, Heini.

Dos p�s � cabe�a.

Valente, integro.

- Um alem�o. - Sim, era mesmo.

Aqui...

- Foi ele quem pintou. - Bonito.

Era um rapaz com talento.

Sim, teve o melhor.

Corte fino.

Quer um conhaque com a cerveja?

Encantado.

Beberemos por nosso valente Heinrich.

Muito obrigado.

Por favor.

- Obrigada. - Senhora.

- Por Heini! - Pela vida!

Como?

- Por Heini! - Por Heini!

Tem trabalho, Sr. Wehrmacht?

Sim.

Tenho que vender roupas limpas para um judeu.

Um tirano, se querem saber.

Meu Deus.

Bermann, somos a vingan�a judaica.

Consegui dois pacotes.

Com o lugar de Smolensk.

Estou orgulhoso de voc�.

Quanto tempo levou?

Por dois pobres pacotes.

Isso lhe incomoda?

Tem algum compromisso?

Sabe que n�o consigo suportar lugares apertados.

Durante meses fiquei escondido em um caix�o no palco.

Em Szeged.

Eu o obrigue a sentar aqui?

Sai fora, v� passear!

N�o sou sua bab�.

Est� vendo agora, David, como ele �.

7920.

7920.

7920 d�lares para todos.

Sim.

N�o est� mal, n�o?

- N�o? N�o? - Certo.

Bermann.

O que voc� faz quando n�o trabalha para n�s?

N�o entendo.

Sabe exatamente ao que me refiro.

Tenho uma n�o judia.

S� pode durante o dia.

N�o acredita em mim?

Acredito.

Eliminamos um n�mero...

Aqui.

- Presunto. - Caf�.

Bom dia, senhorita. Posso falar com a mam�e?

Pare de tolice. N�o compramos nada.

Mas?

De onde tirou que queremos vender algo?

N�s?

Wehrmann, encantado.

Hentrich.

J� disse que n�o compramos nada.

O colega � novo, quero apresent�-lo �s pessoas.

Mas n�o nos conhecemos.

Sr. doutor, � a Sra. Hentrich.

Bom dia, doutor. � medico?

- � judeu, certo? - Advinha tudo, Sra. Heydrich.

- Hentrich. - Claro.

Dizem que os judeus s�o os melhores m�dicos.

Infelizmente, ainda n�o tenho autoriza��o de trabalho

e tenho que passar

alguns meses como representante.

Teria muito o que fazer. Muitos est�o doentes.

Voc� tamb�m?

Ultimamente tenho umas dores horr�veis...

ao caminhar.

Bem, voc� o viu?

O doutor � traumatologista.

De verdade?

- Sim. - Sim.

Sei que foi horr�vel com os judeus.

Mas n�o sab�amos nada sobre isso.

E se soubessem, teriam escondido

um casal em seu belo arm�rio r�stico.

Aqui...

temos...

toalhas de m�os.

Felpudas...

toalhas de banho.

E...

Sim.

Len��is de ponto de damasco de Paris.

Cheira Paris?

E tudo isso por...

Apenas me atrevo a pronunciar: 900.

Tanto assim?

Deveria usar modelos.

O doutor Fritz j� me disse isso.

Morreu nos Balc�s.

� bom ouvir isso. Bom.

Com voc�, Sra. Hentrich, eu...

fa�o vista grossa e digo 860.

Minha �ltima palavra.

860 por todo.

Tente se levantar.

Vai rir, senhor doutor. Est� muito melhor.

A cura milagrosa de gra�a. Isso seria tudo.

N�o seja por isso! Vou levar um pacote.

S�bia decis�o. Dinheiro ou presta��o?

Acho que ainda tenho 800 em casa.

N�o tem desconto, 860.

Posso oferecer-lhe um pouco de manteiga, presunto, a��car?

Amanh� vamos curar a irm�. Ele tem problema no ombro.

- Onde estar� amanh�? - Amanh�?

Amanh� Bermann n�o est� aqui.

Onde est�?

Onde est� amanh�.

Com... com o Papa.

O que se passa com ele?

- Tem uma n�o judia. - N�o judia?

Sim, as pessoas falam.

- N�o pode. - Por que n�o?

O que as pessoas dizem?

- Isto e aquilo. - Isto e o qu�?

Acho que tem a ver com o campo.

Talvez ele fosse um funcion�rio.

- Venha. - O que se pode saber?

Krautberg! Bermann preso confian�a.

Como pode pensar isso?

Por que n�o conseguiu uma licen�a?

Certo, isso n�o � normal.

O que � normal hoje?

Mas isso n�o � normal.

Um dia entrou um cara da SS...

e disse, queremos fazer uma viagem.

Sabe como se chamava o homem?

Kleinschmitt.

Se n�o me engano, Primeiro Sargento.

Naquela hora eu estava usando minha roupa de prisioneiro.

N�o era agrad�vel para mim. Ent�o...

Ele me emprestou um terno.

Que terno � esse?

Parece um vagabundo.

Primeiro Sargento...

n�o pode ir para Berlim assim ou mesmo ver o F�hrer.

Fa�a desse rapaz um homem.

Precisa vesti-lo,

tirar o que tem de judeu e prepar�-lo.

Palet�, chap�u, mala.

E necessita documentos.

Aqui est�... o dinheiro.

E ordens.

- Sim, Tenente Coronel! - Retire-se!

Estou cercado de idiotas?

Bermann.

Nem uma palavra sobre sua miss�o.

Para ningu�m.

Eu anunciei ao F�hrer que vir� um humorista alem�o...

que o ajudar� na prepara��o de algumas piadas.

N�o irei tolerar...

confian�as com o F�hrer ou com a senhorita Braun.

N�o me deixe mal.

Retire-se!

Mais alguma coisa?

Sr. Tenente Coronel...

meu irm�o...

- est� em Auschwitz. - Sim, sim.

Assim s�o voc�s, malditos judeus.

Fazem neg�cio de tudo.

Damos uma m�o para voc�s e...

Bermann...

saia...

antes que te envie com seu irm�o.

Mente.

Roubo ao Cassino. Outra vez o bando de Lubliner?

Quero o Frankfurter.

O qu�?

N�o.

Voc�!

Seu jornal.

Mois�s.

O que foi?

N�o est� bem?

� ele.

Pregaram as pessoas na sinagoga e as queimaram.

Ele ordenou!

Seu amigo Lubliner estraga nossa reputa��o.

Em primeiro lugar n�o � meu amigo...

e segundo, desde quando judeus t�m boa reputa��o?

Sr. Bermann, gosta?

Sra. Sonia, sinceramente j� comi melhores.

Mas n�o em nossa casa.

O pai dela era cozinheiro.

Fazia toda Paris perder a cabe�a.

� excepcional.

Porque come com os olhos.

Mas voc� tem raz�o.

Tem um ar.

Nunca se sabe, se quer ir � direita ou � esquerda.

Onde sobreviveu?

Dizem que estava escondida.

Com os pais de uma amiga.

Que est� morta.

Mois�s.

Krautberg, o que foi?

N�o disse uma palavra a tarde toda.

Deixe-o em paz, est� chocado.

O que houve?

Conta.

Conhece a nova banca de jornal?

- Sim. - Sim.

Quem voc� acha que eu vi l�?

Stalin?

Kertwing.

Quem � Kertwing?

N�o sabe?

Werner Kertwing...

comandante da SS.

Um dos piores criminosos de Eger.

Tem certeza?

Ele queimou meus pais.

O que fazemos?

- Temos que puni-lo. - Sim.

Vamos boicot�-lo.

Sr. Krautberg, um conhaque?

N�o, obrigado, Sra. Sonia.

Tenho que ir mijar.

O que se passa com ele?

Viu algum esp�rito?

Tem que fazer algo por ele.

Conte como continuou com Kleinschmitt.

Eles me vestiram de novo...

e tiraram uma foto...

para os documentos.

Ent�o...

acompanhei Kleinschmitt...

a Berlim...

ao Hotel Adlon.

- No Adlon? - Sim.

- Chique. - Os alem�es sabem o que � bom,

especialmente na frente de um colaborador.

Tive pouca alegria.

Sopa de repolho, sem �gua, alarme a�reo.

O mais fino antissemitismo.

Na manh� seguinte foi para Obersalzberg?

Sim, cheguei...

� tarde e eles me levaram para a resid�ncia.

Quem morava l�?

Quer saber tudo.

Temos documentos. H� diferentes declara��es.

Diferentes declara��es.

Para quem perguntou? Para Hitler?

Sr. Bermann,

acho que n�o percebe o que est� por vir.

Um processo, pris�o...

muitos anos.

Este Krautberg, � uma raposa.

Quer cuidar dele?

Com Szoros t�o pouco � precisamente agrad�vel.

O que acontece comigo?

Disse que o pobre Krautberg trabalhou muito sem descanso.

Todos trabalhamos sem descanso.

Menos voc�.

O qu�? Menos eu?

Sim, onde estava realmente?

Na China?

F�rias!

F�rias?

Idiota!

Desejo essas f�rias aos meus inimigos!

Aqui, essas foram minhas f�rias...

43!

Sim, Xangai tem muito sol!

� maravilhoso!

Japoneses por todo lado!

Bem, queria ouvir.

Pode ouvir.

Trabalhava em um clube.

Uma tarde tive o prazer.

Entraram...

um oficial japon�s e um...

da SS, Joseph Meisinger.

Acaba de liquidar o gueto de Vars�via...

e agora queria ajudar um pouco seu amigo.

Tamb�m ajudei um pouco,

apresentando-os ao meu convidado judeu.

Eu disse...

V�o se foder!

E depois?

Depois me prenderam...

e Meisinger socou meu olho.

Uma e outra vez.

Usava um...

anel de caveira.

Sim, foi apenas um olho.

30 pacotes? Vai levar um m�s inteiro?

Vai ver que...

esta tarde teremos vendido tudo.

Realmente acha que hoje venderemos 30 pacotes?

- Sim. - Certeza? - Certeza.

- E apostaria tamb�m? - Quanto?

5 d�lares.

10.

10.

Cuidado!

Bem, venha mais perto.

Sente-se, Motek! Vamos.

Motek, espera.

Bom dia.

Meus caros senhores e senhoras, estamos na col�nia ferrovi�ria.

- Sim. - Aproximem-se.

Aproximem-se um pouco mais.

Estamos aqui em nome...

do seu empregador, a Ferrovia,

para oferecer um �timo neg�cio.

Estes pacotes de enxoval, compostos de...

len��is...

temos toalhas de m�o, toalhas de banho, de mesa...

Guardanapos, 6 pe�as, do mais fino

Damasco, da mais alta qualidade, senhoras.

Normalmente custa...

1300 marcos. Diria que � um pre�o magn�fico.

Mas ainda temos mais, muito melhor.

Porque seu patr�o, a Ferrovia decidiu descontar 400 marcos...

por pacote.

Isso significa que voc� recebe um pacote hoje, aqui e agora...

por 900 marcos. N�o � excelente?

Por�m...

esta oferta s� � v�lida para

os empregados da Ferrovia e suas fam�lias.

H� algu�m entre voc�s que n�o se aplique?

- Sim, eu. - Sinto muito senhora...

mas a oferta � s� para os empregados.

O senhor controla isso com rigor, certo?

Sim.

Podemos fazer uma exce��o?

N�o, n�o podemos fazer exce��o.

Voc�s ouviram.

Mas, por favor, aproximem-se. Olhem isto.

Deem uma olhada nisto, Damasco, sim?

Normalmente s� h� em Paris.

E olhem esta bel�ssima toalha de banho em azul beb�.

Seguramente ter� um filho.

Imagine-o enrolado depois de um banho nesta bela toalha.

Viram? Excelente.

V�o passando entre voc�s para ver.

Vejam que o que est� aqui � um sonho.

Dormir�o como em um sonho.

Senhoras.

V�o me fazer passar vergonha.

Mas farei uma exce��o.

Mas, por favor, n�o contem a ningu�m.

Sen�o, ir�o cortar minha cabe�a.

N�o contem a ningu�m. Vale para voc� tamb�m, Motek.

� uma loucura.

Eu n�o estrago o neg�cio.

Amanh� viremos com mais 10 pacotes.

Assim vai dar zebra.

Primeiro tem que acalmar os funcion�rios, entende?

No pr�ximo m�s, retornaremos com 40 pacotes.

Amanh� temos que ir a Seckbach.

O que tem em Seckbach?

A ag�ncia dos Correios.

Uma padaria?

Sim, padaria Seitz. Pertence � minha fam�lia.

O que, o que fez durante a guerra?

Fomos bombardeados em 44.

Ent�o ajudei no hospital.

E seu pai?

Sendo padeiro, ele n�o foi chamado.

Era uma atividade importante de guerra.

Essa foi a sorte dele.

Era nazista?

N�o. Perd�o.

Sinto muito.

Bom dia.

Sr. Bermann, apresento-lhe a Srta. Seitz.

Srta. Seitz.

Encantado. David Bermann.

Nossa nova secret�ria.

Bem vinda.

Posso ajud�-lo, senhor?

N�o, at� logo.

N�o sabia que trabalhava para a ferrovia.

N�o, n�o, s�o... hist�rias muito �teis para o nosso neg�cio.

As pessoas gostam de hist�rias. N�o custam nada, quase nada.

Sr. Bermann admita que essas hist�rias

n�o corroboram sua credibilidade.

Ent�o vamos continuar de onde paramos a �ltima vez.

Portanto cheguei...

a Obersalzberg e me levaram para a resid�ncia.

E...

Ernst-Walter de... j� n�o lembro...

me recebeu em nome do F�hrer e...

fui apresentado � governanta, Fanny Huber.

E ent�o?

Fanny Huber me entregou uma capa e um chap�u tirol�s.

Estava frio l� fora caso eu quisesse caminhar.

E me detalhou...

tudo o que...

poderia fazer por mim se eu quisesse algo.

Quando deveria encontrar-se com Hitler?

Isso atrasou.

E n�o me senti infeliz por isso.

Quanto mais durasse mais tempo tinha para meu plano.

Seu plano?

Oficial...

Pensou realmente...

que fui at� l� s� para contar piada?

Para jogar na cara dele um monte de coisa?

Meu F�hrer, n�o foi legal o que fizeram com os judeus.

N�o.

Me levaram l�, para matar um desgra�ado.

- Voc� queria matar Hitler? - Sim.

Isso daria um significado � minha vida.

Ficou cada vez mais louco.

Quer me dizer que Otte n�o sabia o que fazia?

- � perigoso mandar um judeu a Hitler. - N�o.

Para a SS, os judeus eram covardes sub-humanos.

N�o lhes ocorreu que poderia ser um assassino.

Como era esse plano?

Claro que n�o podia achar que havia um objeto...

afiado na sala de Hitler. Portanto...

precisava de uma faca.

E tinha que fazer no primeiro encontro,

caso n�o houvesse um segundo.

Mas onde conseguiria uma?

Onde escond�-la? Como atingir Hitler?

- E? - Fanny Huber me deu um soco no olho.

- De verdade? - Sim, claro.

Nem todas as mulheres me rejeitam

t�o categoricamente quanto voc�.

N�o o rejeito, Sr. Bermann.

Escuto atentamente suas hist�rias.

Com muita paci�ncia.

Hist�rias.

O que escreve, Sr. Hecker?

Nada, Srta. Huber, apenas algumas piadas.

Para o F�hrer.

Eu o invejo, Sr. Hecker,

vai conhecer pessoalmente o F�hrer.

Ficar� completamente sozinho com ele, como professor particular.

Sr. Hecker...

- Heinz. - Fanny.

Fanny.

Isto � tudo por hoje.

Um comit� de recep��o.

Vamos, poupe suas piadas.

David, temos que falar sem rodeios.

Sem rodeios?

Tenho curiosidade.

N�s tamb�m.

O que � isto?

Um tribunal?

O que anda fazendo nas nossas costas?

Foi duas, tr�s vezes por semana.

O que voc� faz?

Isso � problema meu.

O que precisa buscar com os americanos?

At� agora confiamos em voc�.

At� agora.

E... amanh� n�o mais. Est� louco?

Por que n�o diz o que est� havendo?

Por isso.

Se acontece que est� envolvido em um assunto desagrad�vel...

Teve algo a ver com os nazistas?

Foi um preso funcion�rio, Bermann?

N�o.

Jure pela vida de...

Pela vida de quem, Holzmann?

H� algu�m?

Et voil�.

Sr. Bermann, 9.000 para mim...

9.000 para voc�.

Bate na madeira.

Mam�ezinha me d� um cavalinho

Um cavalinho seria meu para�so

Desliga!

Desliga.

Desliga.

Desliga a m�sica.

Desliga, desliga!

J� est� tudo bem.

J� est� tudo bem.

Em Auschwitz...

Na doca de carregamento...

A SS...

os c�es...

E esta m�sica maldita...

gritava pelos alto-falantes.

Amanh� ficar� feliz.

Bom dia.

Beijei Fanny, toquei seus seios...

Esta Fanny Huber, com ela voc�...

Nos beijamos, nos tocamos um pouco.

Foi inevit�vel.

Eu precisava da faca.

Tinha que ficar com ela para ver se encontrava uma.

Marquei de me encontrar com ela � noite na cozinha.

Cheguei um pouco antes.

Abri uma gaveta e encontrei a faca perfeita...

um fac�o.

Uma faca longa de montanha, pontiaguda...

larga e afiada.

Perd�o.

Poderiam parar por hoje?

� para amanh�.

Mois�s.

Escuta. Leu isso?

Um aquecedor de carv�o com defeito

foi provavelmente a origem

de um inc�ndio em uma banca de Kaisserstra�e com um morto.

O propriet�rio estava dormindo.

Estava dentro?

N�o foi planejado. Mas n�o senti pena do porco.

- Ele tamb�m queimou. - Espera um minuto.

O morto era Harry Wiesener, de 48 anos.

- O qu�? - Wiesener.

Deixou mulher e dois filhos. Harry Wiesener?

Uma faca de montanha

pontiaguda, larga e afilada.

Perd�o?

Lembra que disse na �ltima vez

que encontrou uma faca de montanha?

Sim, sim.

E ent�o... uma feliz coincid�ncia.

Na manh� seguinte, Fanny me deu uma flor de neve.

Linda.

Para sec�-la, precisaria de um livro.

A governanta me trouxe "Minha luta".

Que sorte grande.

Ningu�m iria olhar l� e at� Hitler agradeceria.

Ent�o comecei...

a abrir um buraco entre

as p�ginas do livro para por a faca.

R�pido porque n�o sabia se logo seria chamado ante Hitler.

Mas aconteceu outra coisa.

Do contr�rio Hitler estaria morto e seria um her�i.

Estava preparado.

A faca estava no livro, tinha uma piada memorizada.

Deveria fazer isso mais vezes.

N�o tinha medo?

- Estava cagando de medo. - E depois?

O destino quis...

que fosse bom.

Hecker, o que est� fazendo pelo amor de Deus? Heinz!

Isso � tudo?

Isso � tudo.

Isso � tudo?

Isso � tudo.

Desculpe minha demora, Sr. Bermann.

Conhece o homem da foto?

N�o.

J� ouviu falar sobre o fogo na banca?

Sim, li no jornal.

Sabe de alguma coisa?

N�o, por que pergunta?

Poderia tamb�m perguntar onde

estava na segunda-feira a uma hora?

Poderia, se quisesse. Estava na minha casa, na cama.

Onde mais estaria?

E naturalmente estava sozinho.

Sim.

O morto da banca era um tal Kertwing.

Comandante da SS Werner Kertwing...

procurado por crimes de guerra na Tchecoslov�quia.

Tomou a identidade de uma de suas v�timas...

Harry Wiesener.

O que tem de engra�ado nisso?

Devo chorar se um nazista pega fogo?

Venha.

O qu�?

Mois�s n�o estava errado.

Era Kertwing.

Merda.

Leva um pouco da Am�rica, Mois�s.

Que seja seu nome...

engrandecido e santificado...

Como algu�m pode orar a um Deus que cometeu tantos erros?

Uma mulher vai...

com sua amiga ao quarto...

e na cama...

est� o marido dela, morto.

A amiga pergunta, "de que morreu"?

"De um resfriado", diz.

E a amiga diz, "m� sorte, nada s�rio".

Krautberg ainda nem est� frio e j� est� contando piadas.

Chorando, n�o vamos ressuscit�-lo.

Vamos beber ao seu amigo!

- Por Krautberg! - Pela vida!

- Por voc�, Mois�s! - O qu�?

Pela vida!

Pela vida!

Era uma pessoa decente, o Sr. Krautberg.

Sua dec�ncia lhe custou a vida.

Era pequeno demais para o pacote.

Todos os que estiveram no campo de concentra��o pensaram...

Por que eu sobrevivi?

Por favor, pare de lamentar.

David, j� disse para voc�.

Hitler est� morto.

Mas n�s vivemos.

Tenho que ter a consci�ncia pesada?

Temos consci�ncia pesada porque estamos aqui.

Aqui, neste pa�s.

Mas n�o vamos ficar.

N�o.

- N�o. - N�o.

Nenhum de n�s ficar� aqui.

Vamos beber por ela.

- Pela Am�rica! - Pela Am�rica!

- Pela Am�rica! - Voc� tamb�m?

Sim.

Claro.

Quer vir comigo...

para a Am�rica?

Eu?

Voc�.

Sim.

- Voc�? - Sim, eu.

Est� bem?

- Sim. - Com licen�a.

Posso ser �til?

De onde vem t�o de repente?

Da... da cafeteria, igual a voc�.

Est�vamos dizendo adeus a um amigo

que retorna aos Estados Unidos.

Sim. Sim, n�s...

tamb�m nos despedimos de um amigo.

T�xi!

Diga oficial, mas voc� � alem�.

- N�o mais. - Mas sempre judia.

Sr. Bermann, n�o devo falar em particular com voc�.

Prometo que n�o vou contar a ningu�m.

Meu pai era m�dico na Santa Casa.

Foi despedido em 33 porque era judeu.

Essa foi a nossa sorte.

Fomos a tempo para a Am�rica.

O resto da fam�lia morreu.

E depois?

Agora me interroga.

Injusti�a distributiva.

Fiz faculdade de Direito em Harvard.

N�o queria mais voltar para a Alemanha.

E tamb�m n�o podia ficar.

Mas o Ex�rcito buscava para o Centro de Contra Intelig�ncia

interrogadores que falavam alem�o.

Ent�o achei que tinha...

que apertar as cordas nos nazistas.

Minha modesta contribui��o.

Deixaria que me apertassem as cordas,

embora n�o fosse nazista.

Posso lhe mostrar algo?

Sim.

Essa era nos anos 20 a melhor casa de Frankfurt.

Meus pais a deixaram para mim e meu irm�o.

Tivemos muito sucesso.

Meu irm�o se casou muito bem e teve filhos judeus normais.

Queriam ser alem�es como os alem�es.

Aqui.

Aqui...

era o andar de vendas.

Em todos os lugares lindos mostradores

de madeira nobre e cristal.

Atr�s vendedoras e vendedores bem vestidos...

que expunham as nobres mercadorias sobre a mesa.

E aqui ficavam as caixas.

Tudo isto estava...

tudo estava coberto de madeira.

Elegante...

e bonito.

Ali sentavam-se meus irm�os.

Acima havia uma grande c�pula de cristal, aqui.

E aqui...

havia um arm�rio...

e dentro um cofre.

E eu...

Vamos, fora! Est�o presos, entendido?

- N�o fizemos nada. - Cale a boca!

Sr. Bermann.

Amanh� vou a Nuremberg. Saber� de mim quando voltar.

At� mais.

Esqueceram de abastecer!

N�o acha que dever�amos baixar os pre�os?

N�o, por qu�?

- Muito obrigada. - De nada.

- Sabe falar. - Sim, sei.

Quer?

Fuma?

N�o.

Onde exatamente?

N�o tenho ideia. Conhe�o a alta Baviera?

Escondi no bosque at� chegarem os americanos.

Sr. Bermann.

H� algo importante que gostaria de me dizer?

Realmente n�o sei o que agora ainda � importante.

Estive em lugares inimagin�veis para

prisioneiros em campo de concentra��o.

Ainda n�o acredita em mim.

N�o.

Sabe, senhorita Simon...

�s vezes, n�o acreditamos no que vivemos.

� ele.

Sr. Otte, colaborou com o Sr. Bermann.

Pode especificar?

Bem, ele... contava piadas.

Era muito bom nisso.

Isso foi tudo?

O que eu deveria ter feito?

Bermann, deixe-me te abra�ar.

Maldito bastardo! Porco sujo!

Porco sujo.

Guarda!

Leve-o de volta a Nuremberg.

Certo, Ledermann.

Sente-se, Sr. Bermann.

Foi dispensado.

Para um da SS...

ser dispensado, encaixa de alguma forma.

Est� desapontada agora?

Eu...

Ajudei Otte...

a mandar um judeu para o g�s.

Disseram que o porco era propenso a piadas.

E o pobre Friedler queria salvar sua pele assim.

Otte ordenou um duelo de piada.

Tivemos que enfrentar um contra o outro.

O vencedor ganhava chocolate.

O perdedor tinha que ir para o chuveiro.

Posso ir?

O que aconteceu?

23.100 de cada um.

Dava o total de 46.200 d�lares.

Lubliner.

Com Otte n�o pude evitar.

Tive que fazer.

Sua ficha foi arquivada.

N�o est� contente?

Sim.

Com isso o assunto est� resolvido?

Sim.

Que pena.

N�o sei o que faria sem voc�.

Na realidade voc� n�o � o meu tipo.

Eu sei.

Sim.

Diga-me a verdade.

Voc� n�o � nenhum her�i.

Somente devia agir como um palha�o ante Hitler.

Mesmo assim, dormiu comigo.

Eu sei.

Bem, diga...

a verdade... e nada mais que a verdade.

A vida, se voc� n�o mente um pouco...

n�o seria suport�vel.

Fui o palha�o, o assassino do meu irm�o.

Ainda � a mesma velha hist�ria...

Uma luta por amor e gl�ria...

Uma quest�o de vida ou morte.

Sempre o mundo...

d� boas vindas aos amantes.

A medida que o tempo...

vai...

passando.

Para quem brindamos?

- Pela Am�rica. - Sim, pela Am�rica.

Sim, pela Am�rica.

Caro David, caro Max...

temos que fazer um an�ncio.

Voc�s fizeram todo o poss�vel para n�s.

Por isso a partir de amanh� trabalharemos para voc�s

at� que consigam recuperar o dinheiro.

E depois...

Adeus Alemanha.

E depois...

- adeus Alemanha. - Adeus.

Adeus Alemanha!

Posso tirar uma foto, por favor?

Claro.

E TODOS DEIXARAM A ALEMANHA

EXCETO DAVID

Um tem que ficar para n�o deixar

s� para os alem�es este belo pa�s.

E sem piadas...

Sem piadas eu estaria morto h� muito tempo.

AP�S A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL 4.000 JUDEUS FICARAM NA ALEMANHA

NENHUM SOUBE EXPLICAR AOS SEUS FILHOS O MOTIVO

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