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Malditas crian�as barulhentas!
Fogo... est� me queimando! Queima como uma tocha!
Mas o �nibus n�o pegou fogo!
Ela ainda est� sob efeito de sedativos, Doutor.
Fogo! Est� me queimando! Como uma tocha!
Deve ser uma forma de sua mente se libertar do trauma do acidente.
O vento... sopra as chamas... A porta est� vermelha!
Mas que estranho...
- Avise-me quando ela acordar. - Sim, Doutor!
UNIDADE DE PATOLOGIA Sir Mark Ashley
- Eu... perd�o, Sr. Mark. - Tudo bem.
Gostaria de lhe falar sobre Mary Valley. O acidente do �nibus.
J� falamos sobre isso. Uma trag�dia. Este � o Coronel Bingham.
- Sou Peter Haynes. � um prazer! - Como vai?
- E ent�o, a crian�a j� melhorou? - Fisicamente, sim.
- Ent�o, qual � o problema? - Eu gostaria de mant�-la aqui.
N�o pode. A n�o ser que tenha um �timo motivo.
H� algo muito errado. N�o s�o apenas escoria��es superficiais e choque.
Ela precisa de psicoterapia.
Se o orfanato insistir na volta dela, teremos que deix�-la ir.
- Eles det�m a cust�dia legal dela. - O acidente tamb�m lhes diz respeito.
Acho que ela pode nos ajudar a descobrir como aconteceu.
- Quer que eu ap�ie o seu pedido... - Eles ouvir�o o senhor.
N�o posso me comprometer sem saber de todos os fatos. - Ent�o, v� v�-la!
Por favor.
Muito bem! Eu irei, mais tarde!
Obrigado, Sr.!
Por que est� t�o interessado na morte acidental de um motorista de �nibus?
Estou praticamente aposentado, mas tenho meus motivos.
- Sente falta de seu trabalho? - Este n�o � s� mais um caso, Mark.
- Este caso � pessoal. - N�o vejo como possa ser.
Mark, j� ouviu falar da Funda��o Van Traylen?
Aquela conhecida institui��o de caridade?
O �nibus estava voltando do aeroporto, vindo de uma excurs�o a Londres,
organizada para as crian�as do Orfanato Van Traylen.
- Felizmente, elas se salvaram. - N�o o motorista!
Mas poderiam ter morrido todos.
Pois a inten��o era exatamente esta!
Um �nibus cheio de crian�as?
- N�o posso acreditar nisso! - As crian�as n�o eram os alvos.
Como?
Estavam acompanhadas por tr�s ricos e ilustres curadores da Corp. Van Traylen!
Mas quem iria querer mat�-los?
Nos �ltimos 9 meses, j� morreram tr�s curadores.
Tenho algo aqui que gostaria que visse.
Naureen Stokes, uma romancista de sucesso.
Seu carro se espatifou num rochedo, numa estrada que conhecia muito bem.
Paul Anderson, magnata t�xtil. Traba- lhamos juntos na intelig�ncia militar.
Caiu da sacada do �ltimo andar de um pr�dio.
- Suic�dio? - Recuperava-se de uma cirurgia,
depois de viajar pelo mundo inteiro.
E Helen Van Traylen. Aparentemente, estourou os pr�prios miolos.
- Mas n�o acha que tenha sido assim! - Um suic�dio requer um motivo, Mark!
Helen Van Traylen fundou a Corpora��o e o orfanato.
Era inteiramente devotada �s crian�as. E tamb�m imensamente rica.
Todo o dinheiro dela, al�m dos bens dos outros dois,
foram legados � Corpora��o Van Traylen.
E se aqueles tr�s curadores tivessem morrido naquele �nibus, ontem � noite,
a Corpora��o receberia 5 milh�es de libras!
E voc� acha que algu�m n�o quis esperar por causas naturais!
- E poderei provar, com a sua ajuda. - Mas isso � caso para a Pol�cia.
Eu posso ser reengajado, e com autoridade plena!
N�o ser� nada f�cil convencer o Minist�rio do Interior!
E, nestas circunst�ncias, n�o devem saber de minha liga��o com Paul Anderson.
- Eu realmente quero este caso! - Mas por que?
Paul Anderson era... um grande amigo meu.
H� uma liga��o entre essas mortes e o acidente, Mark! Tenho certeza disso!
Minha filha est� aqui. Quero saber onde! - Por gentileza, como se chama?
Harb. Anna Harb. E a menina se chama Mary.
Harb... Mary Harb. Lamento, Sra. N�o h� ningu�m aqui com este nome.
- Mas j� lhe disse que ela est� aqui! Tem certeza que veio ao lugar certo, Sra?
Ou�a, se pensa que vou embora sem ver a minha Mary, est� muito enganado!
Ei, espere a�! Detenham esta mulher!
- Venha c�! Venha aqui! Fora! - Larguem-me! Eu quero ver minha filha!
Me larguem, seus porcos! Como se atrevem?
Ent�o, descubra tudo o que puder!
Por favor!
Seus miser�veis! Saiam! Tirem essas m�os sujas de mim!
Eu quero a minha filha! N�o t�m o direito de ficar com ela!
- Mas que confus�o foi essa? - Eu n�o sei!
Desculpe por isso, senhores. Disse que se chamava Sra. Harb, e queria...
- Disse "Harb"? - Exato, senhor! E procurava...
- � a m�e da menina do �nibus! - Como sabe?
Ela me contou! Seu sobrenome verdadeiro � Harb! Os curadores o mudaram!
- � sobre uma crian�a desaparecida. - Vou transferir a liga��o.
- Departamento de not�cias. - Quero informar um rapto de crian�a.
Poderia descrever a crian�a, por favor? - Ora, � claro que sim! � minha filha,
e eu a quero de volta! - Seu nome e endere�o, por favor!
Foi atrav�s de seu jornal que eu descobri.
- A��car? - N�o, obrigada.
Eu a reconheci imediatamente quando vi a fotografia.
Minha pequena Mary... Tem que me ajudar a recuper�-la!
N�o posso prometer que publicarei a sua est�ria. - Pode, sim!
Sra. Harb... H� muitos casos como o seu.
Mas Mary � diferente. � minha filha. Eu tenho que ajud�-la!
Ajud�-la? Ela ficar� bem melhor l� do que aqui.
Pensa que sabe de tudo, n�o?
Olhe... Eu sou a m�e dela!
Eles n�o t�m o direito de roub�-la de mim! Ela � minha!
Lamento, Sra. Harb. Isso n�o � suficiente.
� como meu editor disse: "O que h� de t�o especial em Anna Harb?"
Sua vagabundinha!
N�o gosto que abusem da minha boa f�!
- O que quer dizer? - Eu sei tudo sobre voc�!
Dez anos, em Droadmoor! Triplo assassinato!
Foi por isso que levaram a sua Mary!
Sim, eu aguardarei na linha.
Quando disse que o apoiaria,
n�o pensei que isso fosse t�o longe. - Mas eu precisava de tempo!
N�o tinha autoridade para reter Mary contra a vontade de seus respons�veis!
- E como eu poderia ajud�-la? - Al�?
Lorde Fawnlee? Boa tarde. Meu nome � Ashley. Exato.
Sir Mark, falei com o Dr. Haynes, hoje cedo. � um jovem bastante dedicado...
Ah, sim! � o psiquiatra encarregado de cuidar da Mary.
Os relat�rios m�dicos recebidos apenas mencionam escoria��es leves e choque.
Mas o Dr. Haynes solicita novos testes, e que Mary permane�a em observa��o.
Isso seria mesmo necess�rio?
Estou certo de que o Dr. Haynes busca o melhor para sua paciente, Lorde Fawnlee!
Apreciamos imensamente o interesse dele...
mas o atendimento m�dico do orfanato � excelente, eu lhe asseguro.
Mas a extens�o do choque ainda � desconhecida!
Bem, temos plenas condi��es para lidar com tais situa��es!
Portanto, se a Mary j� estiver em condi��es de viajar...
Lde. Fawnlee, tal recomenda��o ainda n�o foi feita. - Mas logo o ser�, Sir Mark!
Providenciaremos para que Mary seja trazida de volta o mais r�pido poss�vel.
- Mas h� certas formalidades! - E que ser�o providenciadas, por favor!
At� logo, Sir Mark!
N�o gosto de ser pressionado! Nem por voc�, nem por nenhum outro!
Obrigado, Sr.! Por ter ganho tempo!
N�o abuse da sua sorte, Peter!
Meu dever aqui � dirigir um laborat�rio de patologia.
N�o � livr�-lo de suas enrascadas! - Mas n�o se trata s� de mim!
Aquela menina precisa de ajuda! E aqueles curadores n�o entendem isso!
E pode culp�-los por isso? Ela n�o parece perfeitamente bem?
- Fisicamente, sim. - Fico feliz que admita isso!
E lembre-se bem disso:
N�o a use como cobaia de seus experi- mentos! Nem para satisfazer seu ego!
- Olhe, n�o estou pensando em mim! - Isso j� ficou bem evidente!
Parece bem � vontade para arriscar sua reputa��o. E a minha tamb�m.
Quando nos comprometemos com nossa profiss�o, assumimos riscos!
N�o precisa me lembrar de seu hist�rico neste sentido!
S� estou lhe dizendo que... meu apoio a voc� j� foi longe demais!
Mas estou apenas come�ando a procurar o caminho certo.
Peter...
H� certos caminhos que devemos percorrer sozinhos!
Mas voc� disse que viria assistir a sess�o de hipnose!
- E isso serviria para algo? - Se presenciar a sess�o,
tenho certeza de que concordar� comigo! E tamb�m ir� se comprometer!
Sim...
Obrigado.
O reitor est� nos Estados Unidos, em confer�ncias.
E o presidente do Conselho Diretor est� com o Ministro.
Assunto seu, creio eu.
Deixe isso comigo.
O Ministro sempre teve um fraco pela Corpora��o Van Traylen.
O que dever� faz�-lo mais receptivo, n�o?
- A aut�psia do motorista do �nibus. - Algo de especial nela?
Queimaduras! Na face, lado esquerdo. Um tanto inexplic�veis.
- Causadas pelo acidente, suponho. - Mas o �nibus n�o pegou fogo!
Al�m disso, essas queimaduras s�o localizadas.
E, lamentavelmente, o motorista n�o viveu o bastante para explicar.
Mas h� uma poss�vel testemunha ocular: Mary Valley!
Haynes parece convencido de que ela pode nos dizer algo.
N�o creio que seja confi�vel, dado seu estado atual. E voc�?
- N�o tenho condi��es de julgar isso. - Mas far� o que puder, n�o?
Por Deus, Charles, estou sendo pressio- nado por voc�, Haynes, e pelos curadores!
Mark...
- E se ela souber mesmo de algo? - Est� bem. Eu assistirei a sess�o
da menina, e se houver algo importante, eu lhe aviso. - Obrigado.
E depois disso, eu lavo minha m�os dessa est�ria toda!
Dr. Yeats, eu tive uma conversa com Anna Harb.
� vulgar, tem antecedentes de viol�ncia, mas � de fato a m�e da Mary.
Minha cara senhorita, jamais negamos isso.
Mas usam sua condi��o de tutores legais da menina para negar uma rela��o
elementar, de sangue, entre as duas! - S� o que nos importa � a menina!
E, pelo que relatou, fica bem claro que o melhor para Mary
� ficar sob nossos cuidados! - Mary � uma crian�a ador�vel!
- J� a conheceu, Srta. Foster? - N�o, Lorde Fawnlee. Ainda n�o.
Perdoe-nos por perguntar, Srta. Foster, mas
foi a Sra. Harb quem a procurou primeiro, ou teria sido o contr�rio?
Dr. Yeats, n�s n�o inventamos not�cias! Apenas as publicamos!
Com imparcialidade, � claro.
E sem qualquer tentativa de agitar as coisas?
- H� algo a ser agitado, Lorde Fawnlee? - N�o, n�o h�!
Nem mesmo a brutal nega��o de um direito materno?
Srta. Foster, essa mulher � uma prostituta vulgar e assassina,
conforme voc� mesmo admitiu!
Mas pagou com 10 anos de sua vida pelo que fez,
e tem direito agora a uma segunda chance!
Por que acha que ela ficou sob a guarda do Estado antes de ser confiada a n�s?
A t�tulo de argumenta��o, Srta. Foster,
permitiria que Anna Harb fosse a m�e de sua filha?
V�o arriscar at� que ela discuta a quest�o nos Tribunais?
Creio que todos os aspectos legais j� foram devidamente tratados, Srta. Foster!
Pois estamos verificando isso, Lorde Fawnlee.
Presumo que seu jornal esteja preparado para assumir as custas legais,
em troca de uma mat�ria exclusiva com a Sra. Harb, n�o?
Mas � claro! Algu�m tem que faz�-lo!
Mesmo que signifique inventar direitos inexistentes para prosseguir com isso?
Eu n�o inventei a maternidade, Dr. Yeats!
Afinal, ir�o permitir que ela veja a filha?
N�o, n�o podemos permitir isso.
A Mary n�o deve ser perturbada.
Mary!
Consegue me ouvir, Mary?
Mary!
- Consegue me ouvir, Mary? - Sim, Dr. Haynes!
Abra os olhos!
Quero falar com voc�, Mary!
- Quero que me fale... sobre o fogo. - N�o! Sobre isso, n�o, por favor!
- Estou tentando ajud�-la, Mary. - N�o! N�o quero falar do fogo!
- Onde come�ou? - Na cabana de madeira.
O vento... mudou de dire��o, e as chamas se espalharam t�o r�pido!
Continue.
Passou pela c�mara de abate... e a boiada estourou!
Oh, n�o quero mais lembrar disso! Por favor!
- � preciso, Mary! - Mas n�o quero voltar pra l�!
Tente se lembrar! O que aconteceu?
A porta... est� trancada! Sinto cheiro de queimado! De borracha!
A porta est� ficando vermelha... Est� t�o quente!
O quarto! O que v� no quarto?
Tem uma espingarda... na parede. E um cofre.
Um cofre! E tem um nome nele?
- Sim! - Diga o nome, Mary!
- Corpora��o Linksville... Detroit! - Continue, Mary! O que sentiu?
Estava bem fresquinho no come�o. Eu estava bem.
A salvo das chamas, da boiada, dos gritos.
Mas o fogo foi chegando... cada vez mais r�pido!
A porta est� vermelha! O fogo... meu corpo est� queimando!
Por que aqueles homens n�o me ajudam? Me ajudem aqui, por favor! Me ajudem!
Est�... tudo bem, Mary! J�... j� acabou!
Est� tudo bem agora!
Quando eu estalar os dedos... voc� vai acordar!
E n�o lembrar� de nada!
Voc� � o meu novo m�dico? Vou poder ir logo pra casa?
Quer dizer, para Inver House, Mary?
Sim, isso mesmo! J� esteve l�? � um lugar maravilhoso!
Dr. Haynes, h� algu�m querendo v�-lo.
Conte ao Dr. Ashley tudo sobre Inver House. E seus amigos. Eu j� volto!
- Sabe onde fica Inver House? - N�o!
� na Esc�cia, na Ilha de Bala! � bem longe daqui!
Lamento, Srta. Foster, eu... N�o estou dando declara��es � imprensa.
E foi o pessoal da Van Traylen quem mandou dizer isso?
�... orienta��o do Hospital!
Tamb�m � orienta��o do Hospital negar a uma m�e o direito de ver sua filha?
- A Sra. Harb! - J� a conhece?
N�o, mas gostaria de falar com ela.
- Sabe onde posso encontr�-la? - E por que quer saber?
Preciso da ajuda dela! Por favor, me diga onde ela est�!
Eu n�o posso fazer isso.
Mas posso providenciar um encontro.
- Entre n�s tr�s. - Quando?
Esta tarde. Eu manterei contato. At� mais!
A Tia Helen era muito boa pra mim.
Mas ela morreu...
Ela dizia que Mary Valley era um nome mais bonito que Mary Harb. Concorda?
- Sim, de certo modo... - Mary!
N�o gostaria de conhecer a sua m�e de verdade?
Quando voltarei para Inver House? � que eu fiquei doente no inverno passado
e por isso vamos comemorar meu anivers�rio na semana que vem!
- Ol�! - Oi!
- Eu... desculpe pelo atraso! - N�o, est� 10 minutos adiantado!
Aonde vamos, exatamente?
Para o apartamento de Anna Harb, no outro lado da estrada.
Mas qual � o problema em estar adiantado?
Ou�a, Dr. Haynes, ou faremos do meu modo, ou n�o faremos.
- Ent�o, tente ser clara, s� isso. - Como quiser.
Olhe, sei que seu trabalho � conseguir uma boa est�ria,
mas o meu � deixar aquela crian�a recuperada!
E esta � a �nica coisa que importa para mim!
Vamos tomar um ch�.
Deve haver algum lugar no Mercado!
Ent�o, acha que seu tratamento de choque vai ajudar?
Ver a m�e poder� causar um al�vio emocional, removendo os pesadelos.
E j� sabe alguma coisa sobre Anna Harb?
S� sei que ela � a verdadeira m�e da Mary.
Ch� ou caf�?
- Ch�, por favor. - Dois, por gentileza.
Esse... pesadelo da menina... � violento?
Est� relacionado a algo violento, sim. Por que pergunta?
Anna Harb esteve presa por assassinato.
Ela concebeu a Mary quando trabalhava como prostituta.
- E por que me conta isso agora? - Achei que deveria saber.
Obrigado. Muito obrigado.
Mas n�o vai mudar de ideia e desistir do encontro, vai?
N�o, n�o vou!
- Aqui est�. Vai querer a��car? - N�o.
Tem alguma opini�o formada sobre... hereditariedade ou gen�tica?
Pensei que seu interesse se resumia � ang�stia da separa��o entre m�e e filha!
Sempre tive especial interesse por tais temas, Doutor!
Refere-se a deprava��o transmitida pelo sangue? Improv�vel.
Talvez do ponto de vista cient�fico, mas renderia um belo artigo.
Entendo. Uma obra-prima do jornalismo moderno. - � assim que eu ganho a vida!
E n�s dois sabemos que esse encontro representa graves riscos para a menina.
O encontro se dar� em condi��es controladas, no hospital,
permitindo pouco ou nenhum risco. E s� vai acontecer se eu estiver convencido
das boas inten��es de Anna Harb.
S� o que eu quero � uma entrevista exclusiva ap�s o seu encontro.
Mas s� com a m�e, n�o com a menina, e fora do hospital.
Por que? Teme que eu v� exagerar?
Anna Harb pode cuidar de si mesma. Mas a menina, n�o. Sou respons�vel por ela.
- E nada deve sair errado! - Sim, Senhor Doutor!
Ela jamais se queimou ou se chamuscou.
Nunca, enquanto esteve comigo. Eu era uma boa m�e.
Mas a tiraram de voc� aos 7 anos de idade!
Isso por causa do meu passado, e dos 10 anos que cumpri em Broadmoor.
- Mas isso foi antes da Mary chegar. - Mas isso ainda conta.
E por que deveria? Ainda tenho direitos sobre minha filha.
Tem mesmo certeza de que ela jamais experimentou nada envolvendo fogo?
J� lhe afirmei isso, n�o? E por que n�o pergunta isso aos curadores?
Afinal, n�o foi com eles que ela passou seus �ltimos 3 anos?
E foi muito bem cuidada por eles.
T�o bem cuidada que ficou doente da cabe�a?
Olha, n�o fui eu quem a trancou naquela maldita ilha!
Esses rica�os podres fazem o que querem, e pro diabo com gente como eu!
Ah, mas vou mostrar a eles que comigo vai ser diferente!
Mas a Van Traylen � uma organiza��o respeit�vel, Sra. Harb.
N�o me venha com essa! Foram os m�dicos deles que levaram a Mary!
E m�dicos como voc� me engaiolaram! Ent�o, n�o me venha com essa, Sr.!
Mas o Dr. Haynes s� est� tentando ajudar a Mary!
Ent�o, fa�a com que a devolvam a mim! - Sinto, n�o tenho autoridade pra isso!
Eu juro que nada de mal acontecer� a ela.
Ela est� em perigo, e eu posso salv�-la! Eu sei que posso!
Como sabe? Consegue ver em bolas de cristal?
� um dom que eu tenho!
E a Mary, tamb�m!
Mas n�o imaginam o quanto � forte nela!
E � por isso que ela tem que voltar para mim.
N�o posso prometer isso.
Mas posso providenciar para que a veja no hospital.
Fa�a isso, e ser� aben�oado para sempre!
Minha esperan�a � que voc� possa me ajudar a livr�-la daqueles pesadelos.
Eu farei qualquer coisa para ajud�-la! Eu daria a minha vida por ela!
Mas se estiver mentindo pra mim, se isso for alguma armadilha...
Eu mato voc�!
N�o tem medo que eu contamine seu trabalho?
N�o me lembro de ter feito alguma obje��o.
Al�m disso, voc� tamb�m est� envolvida.
S� estou aqui pela est�ria. O resto � um b�nus.
- Farei o que puder. - Obrigada.
Estes s�o os arquivos do hospital. S�o confidenciais, lembre-se.
Claro!
Acho que estou sendo um mau anfitri�o.
- Que tal uma bebida? - Obrigada.
Um caf�?
�timo.
- Com biscoitos? - N�o, obrigada.
- S�o seus livros de sexo? - Sim.
A maioria � apenas t�cnica.
- Peter... - Sim?
A Mary Valley est� em perigo?
Os sintomas parecem graves, especialmente para uma crian�a.
E qual seria o seu diagn�stico?
N�o estou certo, ainda.
Mas preciso compreender a fascina��o m�rbida que ela tem por fogo.
Um pesadelo com um inc�ndio, onde se sente sendo queimada viva.
� como se ela fosse outra pessoa!
Desculpe por demorar tanto com o caf�.
Tudo bem.
Eu n�o tenho pressa.
Pode passar.
Esse... Haynes j� sabe que pretendemos visitar a menina?
Ainda n�o. Normalmente, ele j� est� com ela a essa hora.
N�o, n�o, n�o! N�o me toque! Me larga! - Sua... diabinha!
N�o! N�o! N�o! Me larga!
Solte a menina!
- Solte a menina! - N�o! N�o! N�o!
Sua menina desgra�ada!
Vai desejar nunca ter nascido!
- Menina desgra�ada! - N�o! N�o!
- Sua... diabinha! - Me larga!
- Anna, solte a menina! - Est� bem, fiquem com ela!
Voc�s v�o me pagar pelo que fizeram com ela!
Querida, est� tudo bem?
Bastardos! Vou mat�-los pelo que fizeram com ela!
Vou mostrar a eles!
Se pensam que seu dinheiro sujo vai me deter, est�o muito enganados!
Tudo bem, Mary, n�o chore! A enfer- meira boazinha vai cuidar de voc�!
Levem-na para a ala particular, e fiquem l� com ela. - Sim, Sir Mark.
- E voc�, quem �? - Joan Foster, do Daily Echo.
� a respons�vel por trazer aquela louca aqui?
Lamento desapont�-lo, cavalheiro,
mas o encontro foi planejado pelo Dr. Haynes. - E onde ele est�?
Ele s� queria que a Mary se encontrasse com a m�e.
Isso n�o � nenhum crime. Ele est� na enfermaria.
Ele est� precisando de uma li��o sobre responsabilidade.
Peter!
Peter?
- Feliz por voltar � cadeira do poder? - Isso � inevit�vel.
E assim que eu souber das circunst�ncias da morte do Haynes...
Ah, sim! Eis os relat�rios da patologia que pediu. - Obrigado.
A prop�sito, a declara��o de Foster � Pol�cia confirma
que o alfinete de chap�u pertencia mesmo a Anna Harb.
Acha que ela est� ligada �s outras mortes, n�o �?
De acordo com a Foster, aquela mulher odiava qualquer um
que se colocasse entre ela e a filha.
At� mesmo o Haynes... Que s� queria ajudar a menina.
Mas odiava principalmente os curadores.
E todas essas mortes aconteceram depois que a menina foi levada
para o Orfanato Van Traylen, na Ilha de Bala.
Pois a est�o levando de volta pra l�!
J� devem estar a caminho, agora!
Deveria estar t�o segura l� quanto em qualquer outro lugar.
RODOVIA NORTE 1
MARY VALLEY EST� MESMO A SALVO?
Oh, Sra. Alison, estou t�o feliz por estar de volta!
Que bom ver voc�! Vamos entrar!
Fogo... fogo... Meu corpo est� queimando!
Vincent, onde est� voc�? Vincent, me ajude!
- Mary! O que houve com o Vincent? - Ele morreu!
Eu o amava! E ele morreu por minha culpa!
Pobre... pobre Vincent!
Mortes relacionadas: Naureen Stokes, Paul Anderson, Helen Van Traylen.
Fatos em comum: Todas as v�timas sofreram ferimentos na cabe�a.
Todas as mortes poderiam ser acidentais ou auto-infligidas.
- Eu estava certo! - Sim!
Mas o que isso provaria?
Todas as v�timas sem descendentes. Bens legados � Corpora��o Van Traylen.
Mortes n�o relacionadas sem liga��o: Dr. Haynes e o motorista do �nibus!
"Para an�lise mais profunda, solicita-se dados de aut�psia".
- E � s�, senhor! - Obrigado.
Acidentais? Auto-infligidas? Ou assassinatos! E por que motivos?
Suponha que os curadores sobreviventes herdassem a fortuna inteira...
- Foram mortes espalhafatosas demais! - A l�gica de uma vingan�a violenta...
- Envolvendo Anna Harb? - Mas n�o agindo sozinha!
N�o...
N�o, concordo com voc�! Deve haver mais algu�m envolvido!
Os detalhes da aut�psia dos tr�s curadores mortos j� est�o dispon�veis?
N�o, ainda n�o. Vou providenciar um pedido de exuma��o, imediatamente!
BEM-VINDO A BALA
- E o que acha deste aqui, Tom? - S� pode estar brincando!
Procuramos um Rover 2000, roubado em Glasgow.
E o que eu fa�o com este? Ningu�m o reclamou.
� mesmo? Bem, tire-o da barca. Eu vou verificar.
Certo.
Desculpe, querida. N�o quis assust�-la.
Tudo bem, Sra. Alison. Por um momento pensei que...
Eu sei. Aqui est�.
Eu trouxe leite quente e um prato de biscoitos.
Pode lanchar aqui comigo, antes de ir para a cama e ter um bom sono, certo?
Muito obrigada.
O que est� lendo aqui?
"Woodstock", de Walter Scott.
� sobre realistas e puritanos da �poca de Cromwell, n�o?
Sim. � de um per�odo bem interessante da hist�ria.
� mesmo.
Mas n�o acha isso adulto demais para voc�?
Adulto demais? Sim, um pouco. Achei na mesa. S� estava dando uma olhada.
Deve ser do Lorde Fawnlee. � mais antigo que suas x�caras de ch�.
- Est� bom? N�o est� quente demais? - Est� �timo, obrigada.
Me faz lembrar do Hospital.
O leite quente era a �ltima coisa que serviam � noite.
Pobre menina. Passou por momentos terr�veis?
Voc� soube... de tudo o que aconteceu l�?
Sim. Nos contaram.
Foi por isso que insistimos tanto para que voltasse logo.
� dif�cil enfrentar isso. Enfrentar tudo isso como um adulto.
A minha m�e... invadiu o meu quarto. Parecia um animal raivoso.
N�o entendi por que fez aquilo. N�o sabia o que estava fazendo.
O doutor... tentou det�-la... mas ela...
N�o pense mais nisso. Tire isso da cabe�a.
- Ainda a vejo... est� vindo me pegar! - N�o est�, n�o!
- N�o tenha medo! - Pode ter me seguido at� aqui!
- N�o, ela est� bem longe daqui! - Tem certeza?
Certeza absoluta.
E voc� deve esquecer tudo sobre ela.
Voc� est� bem segura... aqui, conosco! Como sempre esteve!
Sim, em me sinto bem segura aqui.
Eu queria que a senhora fosse minha m�e, Sra. Alison.
Eu... a deixei dormindo no sof�. Pobre menina. Est� completamente esgotada.
Como ela est� nos outros aspectos?
Muito bem, considerando tudo o que passou.
Mesmo assim, devemos estar preparadas para uma rea��o retardada.
Ora, vamos tirar tudo aquilo da cabe�a dela.
Amanh� � o anivers�rio dela. Vamos fazer com que seja inesquec�vel.
S�o suas credenciais. � s� o que vai precisar. - Oh, obrigado!
Mas como vai ser se os curadores n�o cooperarem?
Eles ir�o cooperar. Sim?
Obrigado.
Entrarei em contato assim que conseguir algo concreto. At� mais.
- Mark! - Sim?
Uma van em nome de Anna Harb acaba de ser encontrada na balsa para Bala!
- Ent�o, ela est� na ilha! - Exato!
Ela deve estar indo para Inver House.
Mas n�o vai chegar l�.
A propriedade est� vigiada e o Chefe Intendente assumiu pessoalmente o caso.
O que os curadores sabem sobre isso?
Apenas que... Anna Harb est� na ilha.
Temos que assegurar que ela jamais chegue ao orfanato.
AEROPORTO DE EDIMBURGO
Estou lhe dizendo, aquela mulher nunca se satisfaz.
Pensei que tinha se casado com ela por isso. Mas ela deve servir para algo.
- S� se for aquela boca! - Tire a boca dela quando sair de casa!
- Quanto tempo at� chegar l�, Inspetor? - Umas duas horas, senhor!
Teremos bastante tempo para a entrevista � imprensa.
Marcada pelo Chefe Intendente Cameron? - Sim, senhor,
ele � �timo em manter todos bem informados.
- Todos, menos eu, pelo visto. - Ele aprecia atender a Imprensa, Sr.
Isso impede que se aprofundem demais nos detalhes.
PERIGO - EXPLOSIVOS N�o fume nem porte chamas
- Malcolm! Voc� viu isso aqui? - O que foi, Angus!
- Malditos v�ndalos! - O que eles levaram?
- Explosivos! E mais isso aqui! - Detonadores!
- Isso � bem s�rio! - Eu deixei trancado ontem! Voc� viu!
�! Bem, temos que denunciar isso!
Barreiras foram postas em pontos estrat�gicos da ilha,
e h� uma busca intensiva pela mulher de nome Anna Harb.
Temos raz�es para crer que ela possa nos auxiliar nas investiga��es.
E novos boletins estar�o dispon�veis t�o logo surgirem novidades.
Bem, alguma d�vida?
Chefe Intendente Cameron, o acesso � ilha foi rigorosamente restringido.
Isso � realmente necess�rio? - Em tais circunst�ncias, �, sim!
N�o vamos querer turistas dificultando o trabalho policial, n�o � mesmo?
Isso significa que Bala est� oficialmente isolada do continente?
Membros credenciados da imprensa ser�o admitidos, � claro,
mas solicitamos que observem os limites estabelecidos,
que s�o os do munic�pio de Bala.
Chefe Intendente, e quanto � menina Mary Valley?
- Srta... - Foster!
Srta. Foster! Ora, a Mary est� muito bem e a salvo, creio eu!
- Mas est� bem protegida? - � claro que sim!
Sistemas de seguran�a j� est�o operando em Inver House.
E quantos homens est�o envolvidos na seguran�a?
Bem, a maior parte da for�a policial da ilha.
� um n�mero perfeitamente adequado de homens.
Seriam mais de 10 homens?
Doze, eu diria.
Ent�o, sobraram exatamente 7 homens e 2 condutores de c�es
para empreenderem a tal busca intensiva por Anna Harb!
Ora, est� muito bem informada quanto aos n�meros, Srta. Foster!
E surpresa por julg�-los adequados!
Olhe aqui: estamos fazendo o melhor que podemos, mo�a!
- Por aqui, senhor. - Obrigado.
N�o admito que tente provocar situa��es emocionais
apenas para manter altas as vendas de seus exemplares sujos!
- Ent�o, recusa-se a admitir que Mary... - Recuso-me a discutir...
...corre perigo com aquela louca � solta?
Chefe Intendente, este � o Cel. Bingham.
- Grato por ter vindo! - Sir Mark Ashley, o Chefe Cameron.
- Como vai, senhor? - Podemos terminar logo com isso?
Ah, sim, � claro!
Bem, senhoras e senhoras, por ora, nada mais tenho a declarar.
Chefe Intendente, poderia nos esclarecer o motivo da presen�a aqui
do Cel. Bingham e de Sir Mark Ashley, eminente patologista?
Est�o de f�rias, cavalheiros? Ou devo presumir que o dever os chamou aqui?
Srta. Foster, seu ineg�vel talento para ironias de mau gosto
s� nos leva a perdermos nosso precioso tempo.
Coronel, n�o � verdade que o Ministro do Interior ordenou que assumisse o caso?
- Mary Valley vai ser escondida? - Trar�o unidades especiais para c�?
- Podem garantir que... - Como o Chefe Intendente dizia,
esta entrevista est� encerrada!
- Tudo bem por aqui? - Sim, tudo bem, Sargento.
Continue firme.
Vamos, hora de entrar, meninas! Vamos l�, meninas!
Muito bem, Sidney! J� est� t�o bom quanto os grandalh�es! - �, sim!
BARCA PARA A ILHA DE BALA
Siga em frente, Srta., por favor.
Queira me desculpar, senhor.
L� est� a Ilha de Bala. � s� contornar o cabo.
Leva menos de uma hora.
Malditos rep�rteres. Nunca deixam a gente trabalhar em paz.
Ou�a, eu quero que voc�...
Eu solicitei especificamente uma lancha policial,
e acabaram nos colocando junto com esses... abutres de tabl�ide!
Creio que � o trabalho deles! - Posso citar sua cr�tica favor�vel, Sir Mark?
Continua na busca alucinada por sua reportagem, Srta. Foster?
Eu s� procuro n�o ficar atr�s da matilha, Coronel!
Queira me dar licen�a.
- Sem coment�rios, Srta. Foster. - N�o quero que fale.
Apenas me ou�a.
N�o sei o que pretende. Seja l� o que for, receio n�o me interessar.
Por favor!
Eu preciso expor isso para algu�m.
Eu me culpo pela morte do Peter Haynes. Eu arranjei o encontro com Anna Harb.
- Eu j� li a sua declara��o. - Mas isso foi antes.
Eu quero lhe contar... o que descobri depois.
Eu gostava do Peter.
E muito.
N�s...
Olhe, se eu n�o tivesse arranjado o encontro com aquela louca,
nada disso teria acontecido!
Eu quero ajudar. Eu sei que posso!
Mas o Cel. Bingham jamais entenderia o que eu descobri.
- Mark! - Sim?
Venha c�!
N�o � uma beleza?
Pertence aos curadores da Corpora��o Van Traylen!
� mesmo?
� seu meio de transporte pr�prio entre o continente e Bala.
Deve ser uma maravilha para as crian�as!
Eu creio que achar� isso t�pico dessas pessoas. S�o exageradamente generosas.
De fato, h� quem tente tirar vantagem da...
Sim...
Entendo.
Sim. Certo.
Havia 5 curadores no barco. Mas nenhuma crian�a.
Gra�as a Deus por Sua miseric�rdia.
O primeiro passo � descobrir como aconteceu. Foi sabotagem?
Tenho uma teoria sobre tal sabotagem, Sr.
Um simples dispositivo regulador ou algum mecanismo detonador
ativado automaticamente pela altera��o no n�vel do combust�vel.
Isso faz sentido.
E tamb�m fomos informados sobre um roubo. De dinamite e detonadores.
- E por que n�o me avisaram disso? - Acabamos de ser informados, Sr.,
um pouco antes do senhor chegar.
Ent�o, definitivamente, foi sabotagem.
Precisamos primeiro de provas de explos�o.
Coloquei 3 lanchas no local, Sr., para recolher os escombros.
Mark, vai precisar de um lugar para trabalhar. - Vou mesmo.
Com sua licen�a, Sr., vou providenciar uma estrutura de apoio no cais.
- Ficar� � sua disposi��o, Sr. - Obrigado.
E o Dr. Knight estar� � disposi��o � noite, se precisar. Est� no cais agora.
- Certamente que precisaremos. - N�o ser� um trabalho agrad�vel.
Deve ter sobrado pouco dos que estavam � bordo. - Tem tudo o que precisa?
Posso me virar com isso. - H� um espa�o para um laborat�rio no Hospital Cottage.
Sargento!
Obrigado de novo, Inspetor.
Sabotagem exige um conhecimento bem especializado.
Que n�o � dif�cil de se obter hoje em dia.
Cinco mortes de uma s� vez. E agora, mais cinco curadores mortos.
Sim, posto policial de Bala, Inspetor Grant falando.
Inspetor Grant, eu... quero comunicar o desaparecimento de uma crian�a.
�... um menino.
N�o, n�s j� procuramos em todos esses lugares. Ele sumiu!
O nome � Sidney Molson. Sim...
7 anos de idade. Alto para a idade.
Loiro... Ah, usa aparelho dent�rio.
Sim. Obrigado, Sra. Alison. Daremos o retorno assim que poss�vel.
Ningu�m percebeu o perigo que aquelas crian�as corriam?
A pol�cia j� est� vigiando Inver House!
Mas n�o dentro da propriedade ou do terreno, Sr.
Os curadores se recusaram a alarmar as crian�as!
Chefe Intendente, quero todos os homens dispon�veis no continente.
Inspetor, organize um grupo de volunt�rios para uma busca.
Vai precisar de pelo menos um helic�ptero.
Aloque e instrua os grupos, e tamb�m o destacamento que vir� do continente.
Inspetor, instale seu posto de controle dentro,
na entrada principal de Inver House.
Fique l�, e mantenha contato permanente pelo r�dio.
Eu quero esta ilha inteira vasculhada antes do anoitecer!
Obrigado, Tango 4. C�mbio.
- Escutou isso, Coronel? - Sim. O Sr. Cameron est� a�?
Est� indo para Inver House. Vai tentar colocar alguns homens l� dentro.
Pe�a-lhe que me contacte em meia-hora, sim? Eu ficarei no aguardo.
Farei isso, Sr.
... e significa proteger a senhora, tamb�m!
Chefe Intendente, temos que pensar no bem-estar das crian�as, antes de tudo.
- Mas s� quero 2 homens dentro da casa! - Isso traria muita perturba��o.
Policiais significam que h� algo errado.
- Mas vestiriam roupas comuns. - Ainda assim, seriam estranhos.
N�s conhecemos bem essas crian�as, e sabemos o que � melhor para elas!
- Mas isso � pura teimosia! - N�o, Chefe Intendente!
- � devo��o! - Ent�o, recusa-se a autorizar?
Com licen�a!
- O que foi, mocinha? - O senhor � policial, n�o �?
- Sou, �? - Sim, eu sei que �!
E aqueles s�o os seus homens, lhe esperando!
Ora, e se forem? Qual o seu interesse? - E qual � o seu?
Heim?
Por que est� aqui? Estamos totalmente seguros, e n�o seremos atacados!
- Ora, e quem falou em serem atacados? - Mary, querida!
V� logo! A Dra. Rose est� esperando!
- Oh, por favor, espere um pouco! - N�o, n�o! V� logo!
Mary!
Sim, vou manter 4 homens aqui!
- Tudo acertado, Sr.? - Ela recusou-se a autorizar.
N�o permitiu nem um homem l�! � bem teimosa!
Tenho uma mensagem do Coronel, Sr. Encontre-o no cais em meia hora.
Claro, o barco com refor�os. Com Deus e eles, vamos conseguir.
O pessoal daqui tamb�m est� indo muito bem.
Fique atento aqui. Diga ao Coronel que estarei l�!
O que estava falando com aquele homem? - O policial?
Por que acha que ele � policial?
Ele me disse.
- E ele contou... o que fazia aqui? - N�o.
E ent�o, devo contar?
- Gostaria de saber? - Sim, por favor!
Sente-se aqui.
Sabe aquela fazenda grande, do outro lado da ilha?
Bem, o fazendeiro de l� achou algumas ovelhas mortas.
E pediu ajuda � Pol�cia para acharem o respons�vel.
Algum c�o das redondezas, talvez.
E ent�o, o policial veio interrogar a Shelly!
Acha que foi a Shelly?
N�o!
Mas, afinal, por que precisariam de 3 policiais para interrogar um c�o?
Bem, como j� falei, ela n�o est� aqui. - Eu sei.
- Como est� indo? - Ah, estou bem.
L� vamos n�s. Cuidado com esse barranco.
Ol�! � o Cameron em pessoa!
Continuem assim, est�o indo muito bem! - Grato por suas palavras, Sr.!
Vamos ach�-los, n�o esmore�am! E obrigado!
Nunca vamos ach�-la, voc� sabe disso! - �. Talvez, talvez.
Mas tem o menino, tamb�m.
Jamie, sabe como s�o as crian�as. Ele voltar� para o jantar.
Bem, pelo menos a morte deles foi instant�nea.
�. Vou levar isso agora mesmo para o congelador do laborat�rio,
antes que as amostras se deteriorem demais. - Obrigado.
Eu irei para l� mais tarde.
Sir Mark! Preciso falar com o senhor!
- De novo, Srta. Foster? - Foi sabotagem, n�o?
O Chefe Intendente conceder� uma coletiva � imprensa no devido momento.
S� para me dizer o que eu j� sei?
Mais 5 curadores morreram hoje.
Ao todo, oito j� se foram.
A Mary Valley est� mesmo bem protegida?
O Cel. Bingham montou um esquema de seguran�a bem adequado.
Mas que n�o poder� proteg�-la de seus pesadelos!
Como soube disso?
Por uma fita gravada pelo Dr. Haynes. Eu... peguei emprestada dele.
Pretende us�-la tamb�m?
N�o. Mas podemos nos valer dos registros do Peter!
Entendo... Um best-seller p�stumo.
Por favor, acredite em mim! O que tem naquela fita � aterrorizante!
Ao menos ou�a a fita!
E se eu a ouvir, em que vai ajudar?
Muito obrigada!
Vou pegar a fita no hotel, por via das d�vidas!
- � isso a�! Vamos embora! - � aquela hora... de voltar pra casa!
- �, o primeiro trago � o melhor! - Sim! Mal posso esperar!
Maravilha!
Ei... Donald!
Eu lhe digo, vamos virar a noite naquela estalagem! - Sim!
Vamos... vamos encher aqueles jornalistas de lorotas!
Vamos ench�-los de... de... est�rias da carochinha!
Levante-se da�, seu bobalh�o!
Olhe ali!
Ashley falando.
O menino foi encontrado, morto. Mas n�o foi um crime comum.
Foi apunhalado 32 vezes!
Os ferimentos formam um padr�o bem definido por todo o corpo.
O Sidney era um menino t�o bom! Meigo, amig�vel!
- Por que fizeram isso com ele? - Calma, Sra. Alison! Calma!
O padr�o do assassinato aponta para uma conclus�o: Crime ritual!
- At� logo, Sir Mark! E obrigado! - At� logo!
- Tchau, Mark! Nos vemos mais tarde! - Sim!
- Posso lhe mostrar o lugar, Coronel? - Sim, muito obrigado.
Coronel, eu me recuso a alarmar as crian�as!
O bem-estar delas vem em primeiro lugar.
Pelo amor de Deus! Uma delas j� foi assassinada!
Se n�o tiver meus homens dentro da �rea, n�o poderei garantir total seguran�a!
Mas j� est�o vigiando os muros dos 2 lados, e l� s� h� o mar! Venha ver!
Ningu�m poder� vir por aqui.
As crian�as estar�o bastante seguras.
- Elas n�o sabem nada do que houve? - N�o.
Como v�, est�o preparando uma noite especial.
Com uma fogueira para a festa da Mary.
- Quanto tempo ficar�o ao ar livre? - J� v�o entrar para uma bebida quente.
A fogueira ser� acesa daqui a meia hora.
E �s 10 horas da noite, j� estar�o dormindo bem seguras.
- Mas estar�o bem vigiadas? - Claro. S�o 4 adultos para 12 crian�as.
Isso n�o basta, Dr.! S� pe�o 6 policiais em pontos-chave, por favor! - N�o!
- Pois a responsabilidade final... - Caber� a n�s! Assumiremos isso!
Nossa fundadora, Helen Van Traylen, sempre priorizou as crian�as.
Nunca lhes negamos nada...
- Ser� a maior fogueira que j� vimos! - Levantem!
E esse velho vai queimar e queimar!
Fogo... fogo... Meu corpo est� queimando!
Vincent, onde est� voc�? Vincent, me ajude!
- Pobre... pobre Vincent! - Mary! O que houve com o Vincent?
Ele morreu! Eu o amava! E ele morreu por minha culpa!
Mas o que aconteceu l�, Mary? Por que o Vincent morreu?
Foi tudo ideia minha. Para destruir as contas.
Querosene... Queimou como uma tocha!
- Mas o vento mudou... - E a boiada estourou! Fomos apanhados!
Meu amor... voc� tentou det�-los com a sua camionete velha.
Mas eles derrubaram voc�! Arrastaram e jogaram voc� no fogo!
Vincent, eu tamb�m estou queimando! Meus dedos, meus p�s... meus bra�os...
Bem...
O que esta fita lhe sugere? Um simples pesadelo?
Isso foi mais que um simples pesadelo.
Alguma coisa realmente aconteceu com essa menina.
- Mas n�o propriamente com ela! - Como assim?
D� uma olhada nisso, por favor.
- Mas esta � Helen Van Traylen! - Repare nas luvas compridas!
Ela as usava sempre! Para esconder as cicatrizes do fogo!
O marido dela se chamava Vincent! Era um mission�rio americano!
Tudo o que a menina falou faz sentido!
Todas aquelas palavras americanas que ela usou, como "c�mara de abate",
"espingarda", "boiada", "querosene"!
Mas aquela menina n�o poderia estar l�!
Exatamente!
Pois bem, voc� � um homem da Ci�ncia!
Pode me explicar como uma crian�a pode reviver algo
que ocorreu com uma mulher j� falecida, 30 anos atr�s?
� imposs�vel!
E se a menina tiver faculdades ps�quicas controladas pela m�e?
Uma conex�o ps�quica entre m�e e filha? - Oh, eu n�o sei dizer.
Nunca cobri um caso de ocultismo antes! Acho tudo isso pura supersti��o!
Eu sempre acreditei apenas em fatos concretos!
At� agora...
Em algum lugar, em um lado obscuro da mente
deve haver alguma explica��o!
Seria poss�vel Anna Harb usar seus poderes
para eliminar os curadores atrav�s da menina?
- Ela dificilmente ser� encontrada. - �...
H� lugares neste lado da ilha com p�ntanos enormes.
- Ei... Aceita mais um? - N�o, obrigado. Estou satisfeito.
Acalme-se, homem. N�o podemos fazer nada at� o amanhecer.
N�o poderei me acalmar at� aquela mulher ser encontrada.
As crian�as e os curadores ainda est�o em perigo.
- Inver House est� bem segura. - � �bvio que ela vai tentar entrar l�!
Ter� que passar primeiro por nossas patrulhas! - E se j� tiver passado?
Todos l� estar�o em volta daquela fogueira. Ser�o alvos f�ceis.
O Inspetor Grant e seus homens podem chegar l� rapidamente.
Mas at� chegarem, algu�m j� poder� ter morrido. Com licen�a.
O dever me chama.
Al�, Controle? Controle, aqui Patrulha 3-5. C�mbio.
Controle a 3-5. Informe.
Tudo certo por aqui. Para quando espera alguma a��o?
As crian�as sair�o em 10 minutos.
Bem, o que seria, Sir Mark?
Quero examinar os tecidos cerebrais dos corpos recolhidos esta manh�.
- Mas agora? - � urgente!
- Bem, vai querer os slides tamb�m? - Por favor!
Mas em que ajudaria examinar fragmentos de cad�veres?
Srta. Foster, eu sou patologista!
Mas isso n�o tem nada a ver com o que lhe exp�s!
N�o ouviu nada do que eu lhe disse?
Sua teoria leva a certos questionamentos,
e eu espero que isso possa me dar as respostas!
Obrigado.
Identifica��o, por gentileza, senhor.
Obrigado, Sr.
- Algum acontecimento, Sargento? - Nada, Sr.
- Exceto a barulheira das crian�as. - O que tem elas?
D� pra ouvir daqui. Come�aram uma festa.
Obrigado, Sargento.
- �... N�o h� d�vidas quanto a isso. - Quanto ao qu�?
Os curadores que estavam no barco morreram antes da explos�o!
O que?
Mas por que destruir cad�veres?
Para ocultar o modo como foram mortos?
Ora, isso � imposs�vel! Deve haver algum engano!
Srta. Foster, nem mesmo a Dra. Rose contestaria as conclus�es de Sir Mark!
Dra. Rose? O que ela teria a ver com isso?
Perd�o. Depois que se aposentou, ela casou-se novamente.
O senhor a conhecia pelo nome de Laura Tyrell!
Ela agora � a diretora m�dica de Inver House.
Laura Tyrell! Mas � claro!
Eu sempre me perguntei por que ela foi se exilar num lugar como Bala...
- ...junto com o Dr. Yeats. Por que? O que h� de t�o especial neles?
Bem, a Dra. Tyrell � uma bioqu�mica das mais conceituadas.
Ela est� se especializando na rela��o qu�mica entre c�rebro e personalidade.
- E o Yeats? - � um cirurgi�o cerebral.
E, assim como a Dra. Tyrell, � o melhor em sua especialidade.
- O que est� havendo? - Parece que vem de Inver House.
Ah, certo, mas o que est� acontecendo l�?
- Ah! Boa noite, Coronel! - Boa noite!
Parece que est�o se divertindo bastante por l�! Com todas essas risadas e fogos,
t�o cedo n�o teremos sossego esta noite, Sr.
Fogos de artif�cio... Ou explosivos!
Laranjas e lim�es Dizem os sinos de S�o Clemente
Voc� me deve cinco moedas Dizem os sinos de S�o Martin
Quando vai me pagar? Dizem os sinos de Old Bailey
Quando eu ficar rico! Dizem os sinos de Shoreditch
E quando vai ser? Dizem os sinos de Stepney
Isso eu n�o sei! Diz o grande sino de Bow
Aqui est� uma vela para lhe iluminar na cama
E um machadinho pra cortar a sua cabe�a!
Corta! Corta! Corta! Corta!...
Corta! Corta! Corta!...
N�o corte a corda!
Corta! Corta! Corta!...
Mary, isso � uma ordem! N�o corte essa corda!
- Matem-no! - N�o! Afastem-se! Me larguem!
- Mary! - Agarrem-no! Amarrem-no!
Mandem ela parar com isso! Mandem parar agora!
N�o! Parem! N�o! N�o!
Perd�o, Sir Mark, mas n�o faz nenhum sentido pra mim!
� pura especula��o cient�fica!
Mas certamente percebe as implica��es!
Homem, eu sou um policial! S� costumo lidar com fatos!
Muito bem: os curadores eram idosos, e extremamente ricos.
- Tinham pavor da morte. - J� viu algu�m que n�o tenha?
Ent�o, usaram seu poder e fortuna para alcan�arem imortalidade!
Est� me julgando um tolo? Isso � imposs�vel!
- Como? - Transplantando o n�cleo...
de seu conhecimento adulto, de suas experi�ncias e personalidades
para as mentes daquelas crian�as!
Srta. Foster, rode a fita, por favor.
... fogo... Meu corpo est� queimando!
Vincent, onde est� voc�? Vincent, me ajude!
- Voc� queimou a sua pr�pria m�e viva! - Sim!
Ela veio aqui nos expor, para provar sua inoc�ncia.
Ela sabia demais! E eu queria a minha vingan�a!
Vingan�a? Mary, voc� n�o pode fazer justi�a com as pr�prias m�os!
- N�o importa o que ela tenha feito! - Ela n�o fez nada! Fui eu!
Mas ela matou o Haynes! E os curadores!
Os curadores n�o est�o mortos. Eu fui a salva��o deles.
- Me desamarre, Mary! - Quieto, Cel.! Sou eu quem manda aqui!
Meu bom Deus! Eles n�o podem estar vivos!
Uma parte deles est�! A ess�ncia de suas personalidades!
- Mas como? - A mem�ria!
A experi�ncia total de uma exist�ncia foi transferida para aquelas crian�as!
Ent�o, o que ouvimos nesta fita... n�o aconteceu com Mary Valley?
Oh, n�o! A verdadeira Mary Valley n�o existe mais!
Voc� �... Helen Van Traylen!
Ele sabe! Ele sabe! Como � esperto!
V� buscar...
N�o julgue a Helen, Coronel! Ela � uma vision�ria!
O dom de uma iluminada passando de gera��o a gera��o!
Pela ressurei��o f�sica!
Seja um de n�s, Coronel! Pois n�s seremos imortais!
Como ela! Doente e corrupta!
Mary � s� uma crian�a! Vai crescer como um bom ser humano!
- Ela matou a pr�pria m�e! - Ela o fez por nossa salva��o!
- Ela � maligna! - Helen tem uma alma de santa...
aguardando ser revelada atrav�s desta crian�a escolhida!
E acreditamos que seu prop�sito seja correto!
Correto? Usam o corpo destas crian�as
para prolongar suas vidas in�teis e carcomidas!
- Elas n�o sofreram nenhuma dor! - Estas crian�as? O que elas sabem?
Est�o mortas! Mas Helen Van Traylen vive no corpo desta crian�a...
deformada e insana!
Ela viver� para superar a Helen!
- Perfeita no corpo e na mente! - Ela jamais voltar� a ser jovem!
Ela s� est� usando voc�s! N�o est�o vendo isso?
Eles v�o confinar estas crian�as!
V�o us�-las como cobaias!
Ningu�m vai nos encontrar! Voc� quase estragou a nossa festa!
Veio sem ser convidado e recusou a nossa oferta!
Agora, vai ter que brincar conosco! Cabo-de-guerra!
Puxem, Naureen, Michael! Derrubem ele! Vamos!
Derrubem ele!
Est� escorregando, Cel.! Vai morrer, igual ao motorista de �nibus!
Ele pegou aquele isqueiro e se recusou a me obedecer! Por isso, tamb�m morreu!
E o Dr. Haynes, tamb�m!
Ele queria me devolver �quela mulher horr�vel!
Ent�o, eu o espetei com aquele alfinete de chap�u!
- N�o fui esperta? - Mas por que?
Foi preciso. Ele come�ou a descobrir a verdade. Igualzinho a voc�!
Puxem! Puxem ele pra dentro do fogo!
Vamos! Puxem ele pra dentro do fogo!
� in�til! Voc� n�o pode escapar, assim como o pequeno Sidney tamb�m n�o p�de!
Foi voc� quem o matou!
Ele tentou escapar, mas n�o conseguiu!
O pequeno Sidney tinha que levar uma li��o!
Como a minha m�e, que veio aqui pra me destruir!
Ela n�o sabia que podemos renascer! N�o sabia que eu posso viver pra sempre!
Voc� podia ter sido um de n�s, seu tolo! Agora, vai queimar!
Queimem ele!
Oh, voc� vai queimar! Sim, vai queimar, voc� vai queimar!
Voc� destruiu os meus sonhos! Eu amaldi��o o seu deus cruel!
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