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Original subtitles

Tive um sonho incrível.

O que foi?

A casa estava finalmente acabada.

A decoração estava feita.

O celeiro estava cheio.

O jardim estava coberto daquelas flores que adoras.

Como é que se chamam?

Íris?

Sim.

Íris.

Estavam por todo o lado.

Estávamos a divertir-nos imenso.

Tu, eu, os miúdos.

A vida era boa.

É um sonho bonito.

Só faltava uma coisa...

O nome.

Nem todas as quintas precisam de um nome, sabes?

Depois de todo o trabalho que tivemos...

...vamos dar um nome a este maldito lugar.

Então...

Que nome escolhias?

Para a casa perfeita?

Não sei.

Assim não tem piada.

Tem muita piada, porque não sei.

Os miúdos é que deviam dizer "não sei".

Eu posso... Eu... não sei.

Tive um sonho incrível.

O que foi?

A casa estava finalmente acabada.

Mãe?

A decoração estava feita.

O celeiro estava cheio.

Mãe?

O jardim estava coberto daquelas flores que adoras.

- Como é que se chamam? - Íris.

Sim. Ír...

Mãe!

A luz foi abaixo.

Merda.

Então, vais, tipo...

ligar para a companhia de eletricidade?

- Podes despachar-te? - Só...

Deixa-me acordar, Tay.

- Está bem? - Está bem.

Dá-me força.

Dá-me força.

"'Deixa-me entrar.'

"'Nem pensar, nem pelo pêlo do meu queixinho, '

respondeu o porquinho.

"'Então vou soprar e bufar até deitar a tua casa abaixo.'

"Mas antes que pudesse,

"o porquinho abriu a porta e deixou-o entrar.

"Porque tudo o que o lobo mau queria

"era ter amigos, e o porquinho também queria isso.

"Então pintaram aguarelas,

"leram livros e comeram petiscos.

"Depois o porquinho levou o lobo mau

"até ao seu armário.

"E então o lobo encontrou

"os vestidos mais coloridos que havia,

"porque o lobo mau queria brincar ao faz de conta.

- Então..." - O lobo mau brinca ao faz de conta?

O Pinguim não gosta das partes assustadoras.

Só queria dizer bom dia.

Bom dia.

Pronto, campeão. Vá lá.

Vai, vai, vai.

Preparado, rapaz?

Vai buscá-la.

Boa, campeão.

Olá, malta.

Prontos?

Está bem.

Raios.

- Annie! - O que estás a fazer?

Queria queijo.

Eu trato disso. Está bem.

Tay, tens de estar atento a ela.

Toma.

Pronto.

Então, queres mais ovos?

Aqui tens.

Obrigada.

Então, eles disseram...

Disseram quanto tempo até a eletricidade voltar?

Não posso ligar, Tay.

- Mãe, estás a falar a sério? - Podemos não fazer isto agora?

Não podes jogar videojogos por um dia.

Meu Deus.

Se não tivesses partido o telemóvel,

talvez pudesses ter ligado tu.

E a comida no frigorífico?

Fica bem se não abrirmos a porta.

Por isso, vamos tentar não a abrir muito.

Tay, o que é...

O que é isto? Que sabor é este?

Doritos?

O quê?

- Eu gosto. - Eu também gosto.

Charlie.

- Que nojo. - Charlie.

- Eca. - Charlie.

O que é isso?

O que é que lhe deram de comer?

Comida, Mãe.

Porque é que não era comida de cão?

Porque não temos nenhuma.

Pronto.

Vou pôr isso na lista.

Vai pô-lo na corrente.

Ainda estou a comer.

Tay.

Agora.

Anda, rapaz.

- Eu ajudo-te, Mamã. - Obrigada.

Anda cá.

Muito bem.

Charlie, Charlie. Anda cá.

Deita isso no lixo.

E lava bem as mãos.

Cuidado!

Mãe?

- Mãe! - Sim?

Está uma mulher no quintal.

Mamã?

Quem é aquela?

Não sei.

De onde é que ela veio?

Também não sei isso.

Que senhora assustadora.

Pois é.

Porque é que tem a cara tapada?

Talvez para se proteger do sol?

Mãe, a sério...

Não sei.

Se calhar está desfigurada ou...

Se calhar... está morta.

- Mamã! - Taylor, chega.

- O quê? - Estás a assustar a tua irmã.

A senhora não está morta.

Se estivesse, já tinha, sei lá, caído.

Não, podia estar.

Os cadáveres ficam todos rígidos e assim.

Aprendemos isso na escola, percebes?

Uma vez, um homem morreu e ninguém deu por nada.

E quando encontraram o corpo, dias depois,

o braço dele estava assim.

- Mamã! - Tay, chega.

Tay, para com isso! Está bem?

Ela não está morta.

Provavelmente está...

...perdida.

Deve precisar de ajuda.

Se calhar devíamos chamar uma ambulância.

Essa é uma boa ideia, Annie.

Sim, é mesmo uma boa ideia, Annie.

Só que não podemos.

Lembras-te?

- Porque é que ela está vestida assim? - Pois é.

Parece que vai a um funeral.

Pois parece.

Charlie!

Para!

Mamã?

- Estou a ficar assustada. - Vá, vem cá.

Não tens de ter medo, está bem?

O papá saberia o que fazer.

Está bem. Está bem.

Vou lá fora falar com ela.

- Vais? - Sim.

- A sério? - Porque tu? Estás magoada.

- Tay? - O quê?

Fica dentro de casa com a tua irmã.

Vai correr tudo bem.

Está bem?

Charlie!

Chega!

Para.

Não para de ladrar...

Annie, está tudo bem. Está tudo bem.

Sei que a mãe não tem sido bem a mãe ultimamente, está bem?

Mas eu estou aqui.

Está bem?

Posso ajudá-la?

Olá?!

Que tal eu tomar conta de ti,

e tu tomares conta do Pinguim, aqui?

Pode ser?

Minha senhora?

Charlie! Para!

Consegue sequer ouvir-me?

Só a quero ajudar.

Onde é que ela arranjou aquela cadeira?

Não sei.

Como é que eu vim...

...aqui parar?

Desculpe?

Como é que eu...

...vim aqui parar?

Não sei.

Ia perguntar-lhe o mesmo.

Está magoada?

Como se chama?

Ramona.

E a senhora?

Ramona quê?

Ramona chega.

Só perguntei porque reparei nesse anel no seu dedo.

Esta é a sua casa?

O meu marido...

comprou-a para restaurar.

Parece que ainda há muito para restaurar.

Olhe, só estou a tentar ajudá-la.

Parece confusa e...

...perdida.

Do que precisa?

É só dizer-me.

Nada.

Estou bem.

Bem, se está bem...

...pode sair da minha propriedade, por favor?

Alguma vez desejou que fosse outra pessoa a ser forte, uma só vez?

E que, em vez disso, pudesse simplesmente...

...desaparecer.

Minha senhora...

o meu marido deve chegar a qualquer momento.

Por isso, era melhor ir-se embora.

Por favor.

O seu marido não vai voltar.

Desculpe?

A perna magoada,

aquela carrinha destruída ali ao fundo...

Parece que teve sorte.

E ele, não.

Quem é você?

Mamã!

Volta para dentro!

Vai!

Os seus filhos são tão queridos.

Docinhos o suficente para comer.

Saia da minha propriedade ou chamo a polícia.

Hoje é o dia, Ramona.

Chamaste e eu vim.

Hoje é o dia.

Para onde é que ela vai?

Charlie, cala-te!

Anda lá.

O que é que ela está a fazer?

Tenho medo.

Está tudo bem.

Anda lá.

Anda lá. Anda lá.

- Vou lá fora e não vou desarmado. - Espera até a mãe voltar.

- Jesus, mãe! - O que estás a fazer?

Nada.

Então?

Quem é ela? O que quer?

- Nada. É só uma mulher qualquer. - Porque foste ao Jeep?

Pensei que podíamos precisar disto,

caso a luz não volte até à noite.

Mãe...

Mãe, vá lá. O que é que ela disse?

Na verdade, não disse grande coisa.

Achava que eu era a enfermeira dela ou assim.

A enfermeira?

Sim, falou em estar medicada.

Se calhar até está sem medicação.

De qualquer forma...

está muito confusa.

Está bem, sim, mas como é que ela chegou aqui?

Provavelmente fugiu daquele lar perto da escola secundária?

- É o que eu acho. - Mas porque é que está vestida assim?

Querida, não sei.

Mas o melhor é não nos metermos com pessoas nesse estado, por isso...

é melhor não sairmos de casa.

Quem quer gelado?

- Eu. - Anda ajudar-me.

- Baunilha? - Sim.

- Sim o quê? - Sim, por favor.

Pronto. Um para a Annie,

dois para a Mamã,

e... Tay?

Tay, gelado?

Está bem. Assim que abrimos o congelador,

temos de comer o gelado todo antes que derreta.

Ela disse o nome dela?

Mãe?

- Não. - Não?

Como vamos perguntar ao lar se está desaparecida,

- se não sabemos o nome dela? - Tay, ela estava confusa.

Talvez magoada. Não sei.

Não foi fácil tirar-lhe respostas, está bem?

Acho que devias ir buscar a arma do pai.

E se tu não fores, vou eu.

- Vai para o teu quarto. - Não.

- Tay, vai para o teu quarto. - Não!

Vai!

Annie, querida.

Se não comeres o gelado,

a mamã vai ter de o comer em vez de ti.

Assim que voltar a eletricidade, vou ligar e mandá-la embora daqui.

Entretanto, as portas estão todas trancadas,

e vamos ficar de olho nela.

Está bem?

Mamã?

Acho que ela está mais perto.

Annie, leva isso ao teu irmão.

"Azul."

Mamã?

Está... está bem, querida.

Essa senhora não se levantou uma única vez hoje, mamã.

Nem sequer para ir à casa de banho.

Pois não.

"Roxo."

Mamã, está certo?

Parece-te certo?

A curvinha do "R" é para o outro lado.

Vai para a direita.

Espera...

Olha, deixa-me mostrar-te. Vê.

"R" pequeno.

"R" grande.

Porque é que já não pintas?

Talvez volte a pintar, quando uma imagem bonita

vier à cabeça da mamã.

Apaga e tenta de novo.

Pronto. Está certo assim?

Está bonito.

Fica com o teu irmão.

Eu já volto.

Charlie.

Charlie, para dentro agora.

Porra.

O que aconteceu?

Nada.

"Vermelho."

Está certo?

Não.

Não, não. Está errado, Annie.

Voltaste a fazer o "R" ao contrário.

Ele tem razão, querida. Tenta outra vez.

Taylor, podes parar com isso, por favor?

Taylor!

Mãe,

Porque não vamos a casa de um vizinho?

Para usar o telefone deles e ligar para o lar,

e tirar a Senhora Funeral Esquisita do nosso quintal mais depressa.

Vês? Sou um génio.

Não posso conduzir assim, e tu sabes disso.

Sim, mas eu posso.

Mãe, vá lá.

O pai deixava-me conduzir o Jeep

pela entrada da garagem o tempo todo.

Duas vezes. Ele deixou-te duas vezes.

Está bem, mas seria tipo dez minutos a conduzir, no máximo.

- Não. - Porquê?

Primeiro, eu disse que não, e segundo, não tens idade.

- Podes ao menos deixar-me tentar? - Eu disse que não.

Está bem.

Então eu... eu vou a pé.

Há aquela quinta, como se chama?

Aurora? Aurora Acres?

Sabes, fica a uns quilómetros. Eu vou a pé até lá,

e depois peço para usar o telefone deles

- e assim tiramos esta senhora... - Taylor.

Tu não vais a lado nenhum.

Estúpida.

- Desculpa? O que é que disseste? - Nada.

Não, eu ouvi. Disseste...

Disse que estavas a comportar-te como uma.

Não que fosses uma.

Annie, a curvinha vai para a direita!

Para a direita!

Para que lado vai?

- Direita. - Para a direita.

Quantas vezes é que precisas para acertar?

Meu Deus. Quantas vezes é que tenho de te dizer?

O mesmo para o teu irmão: "Para de atirar a bola."

O mesmo contigo: A curvinha vai para a direita.

Para onde estás a olhar?

Para que lado vai o "R"?

Para que lado vai a curvinha?

Então não a faças para o outro lado outra vez.

Percebeste?

Desculpa.

A mamã ficou um bocadinho chateada, está bem?

Desculpa. Anda cá.

Anda.

Desculpa.

Desculpa. Está tudo bem.

Está tudo bem.

Vai ficar tudo bem?

Annie!

Porra.

Annie!

Meu Deus. Anda cá.

O que aconteceu?

Fui buscar água e pisei qualquer coisa.

Querida.

Tenho uma pinça lá em cima.

Vamos limpar isso e pôr um penso, está bem?

Ajuda-a a descer.

- Não me faças pisar no sangue. - Está bem. Já te agarrei.

Apoia-te na ponta do pé, está bem?

Está bem.

Ficas de olho nela, está bem?

O Pinguim ficou com um bocadinho de sangue.

Está tudo bem.

É só um bocadinho de sangue.

Sobe, está bem?

Charlie?

Charlie?

Pronto.

Está melhor assim?

Sim, está melhor.

Annie, querida...

...não queria que isto acontecesse.

Está tudo bem. Foi um acidente.

Pois foi.

Foi um acidente. Acontecem acidentes.

Como quando o papá teve o acidente e morreu.

Mamã?

Vamos continuar a viver aqui?

Como assim?

Nesta casa.

Agora que o papá morreu.

Ainda vamos viver aqui?

Não sei, querida. Queres viver aqui?

E tu?

Não sei...

Se não quiseres, está tudo bem.

Raios, Tay!

Sai da... Vai já para dentro de casa!

Agora!

Mas que raio se passa contigo?

Disse-te para ficares dentro de casa!

Sabes o que mais disseste?

Que tudo ia ficar bem.

"Vai correr tudo bem. Vai correr tudo bem."

Sabes que mais, mãe? Não está!

Tay...

Mas tu já sabias disso, não sabias?

Tu sabias que o carro não funcionava.

Quem é esta mulher?!

O que é que não nos estás a contar?!

E onde está o Charlie?

Ele está morto, não está?

Taylor, por favor.

Vês? Ela tem-nos mentido o dia todo sobre aquela mulher lá fora.

Certo?

Admite.

Tu sabes quem é aquela mulher.

- Certo? - Eu só estou a tentar proteger-vos.

Estás a fazer um ótimo trabalho.

Sabes, eu não percebo porque havíamos de te ouvir.

Quer dizer...

Tomas comprimidos para malucos, sabes?

Tay, desculpa. Eu...

Não. Já devia ter feito isto há horas.

Tay. Taylor!

Tay!

Tay, para!

Taylor, desculpa.

Taylor!

Taylor, abre a porta.

Taylor, nem penses.

Taylor!

Põe isso no lugar!

Taylor! Taylor, anda cá.

Taylor! Não! Taylor!

Taylor. Porra...

Taylor. Taylor!

Taylor!

Tay, não vás lá para fora.

Não te preocupes. O pai ensinou-me a usar isto.

Só... não saias, está bem?

E não a deixes sair.

Taylor, fica dentro de casa!

Não vás lá para fora!

Ouve lá, senhora.

Está a invadir propriedade privada, está bem?

Tem dez segundos para sair da minha propriedade

antes que eu comece a disparar.

Legalmente, posso fazer isso. Acho eu.

Dez!

Nove!

Oito!

Sete!

Seis!

Senhora, não estou a brincar consigo.

Cinco!

Quatro!

Três!

Dois!

Annie, querida, podes vir ajudar-me?

Annie?

Annie, querida?

O teu pai nunca te levou à caça?

Não fales do meu pai.

Não foi ele.

Annie?

Mamã?

Annie, consegues apanhar essa maçaneta do chão?

Annie, desculpa.

Estou a tentar fazer o melhor por ti e pelo teu irmão,

por isso mudei as partes assustadoras, querida.

Tu mataste o meu cão, não foi?

Sua cabra.

Estás confuso.

A tua mãe tem-te mentido.

Sobre tudo.

Como assim?

Naquela noite, quando perdeste o teu pai,

a tua mãe contou tudo...

ao contrário.

Meu Deus...

Annie. Obrigada, querida.

Obrigada. Obrigada.

Pronto.

O que... O que estás a fazer?

Annie, vem cá.

- Annie... - Annie.

Annie, vem aqui, agora.

Vai para a sala de estar.

- Tay... dá-me essa arma. - Mentiste-me.

Disseste que a estrada estava molhada,

que o pai perdeu o controlo do volante.

Mas isso foi só mais uma mentira, não foi?

Tay...

O que é que aconteceu mesmo nessa noite, mãe?

- Por favor... - Mãe, preciso de saber.

Está bem.

Está bem.

A noite estava a correr bem, no início.

Tivemos um jantar maravilhoso.

E o teu pai, ele...

...ele percebeu que algo não estava bem.

Que havia algo que me preocupava.

Por isso contei-lhe a verdade.

O que estou a dizer é que as crianças estão felizes.

Eu estou feliz.

Então eu não posso estar feliz?

Tu não eras feliz na cidade.

Estavas sempre a chegar a casa a chorar, em baixo.

E tudo o que dizias era: "Estou a sufocar."

Ao menos lá eu podia trabalhar.

Certo?

Tu estás realizado da forma que querias estar.

Eu não estou.

Tudo em mim é dedicado aos outros.

Faço coisas por ti. Faço coisas pelas crianças.

Faço coisas pela quinta. Faço coisas pelas malditas galinhas.

Não podemos mudar outra vez.

Já fizemos isso.

Disseste que estavas bem com isso.

Disseste que estavas feliz com isso.

Disseste que estavas ansiosa por fazer tudo...

Não nos podemos estar sempre a mudar.

Está bem. Então, e se eu for embora?

Ramona...

Isto foi uma decisão dos dois.

E agora é um problema dos dois que temos de resolver.

E não o vamos resolver se tu fores embora.

Talvez não tenha solução.

A conta, por favor.

Tínhamos esta...

visão de uma vida perfeita.

E eu só...

Eu simplesmente não conseguia vivê-la.

Charlie?

Não estás feliz.

Está bem.

Mas se queres que as coisas melhorem, vais ter de ir mais fundo.

Cuidado!

Por isso, sim. Eu estava a conduzir o carro naquela noite.

E menti...

Menti-vos.

Annie, o que aconteceu? Estás bem?

O que se passa?

É ela. Anda, querida! Vem cá!

Tay, anda.

Annie!

Vai.

Vai!

Temos de ir para um sítio escuro. Completamente escuro.

- O sótão! - Vai, Annie.

Vai, Annie!

Vai. Vai!

Vai.

Rápido, rápido. Anda lá.

Vai, Annie.

Vai, querida! Vai!

Vai! Anda lá!

Tay!

Eu ajudo-te.

Annie!

- Agarra-te! - Vai! Tay, agarra-a!

- Tay! - Mamã!

Anda, vamos lá.

Está tudo bem. Está tudo bem.

Anda cá. Anda cá, querida. Temos de nos levantar.

Ela não pode entrar.

Ela agora não pode entrar, está bem?

Estamos a salvo.

Está tudo bem, querida. Ela não consegue entrar aqui.

Está tudo bem.

Anda cá, Tay.

Taylor, vamos!

Meu Deus. Rápido.

Vai. Depressa.

Fica aqui, Annie.

Mãe!

Annie...

Annie...

Sou eu, querida.

Não tenhas medo.

Vim buscar-te para te levar para casa.

Não...

Não te vou magoar.

Nunca...

...nunca te magoaria.

Mamã?

Annie?

Annie?

Annie? Vamos lá.

Temos de a encontrar.

Annie?

Mamã?

Annie?

Fica aqui.

Vou sozinha.

Espera.

Toma, leva isto.

Mamã?

Annie?

Mamã?

Annie?

Estou a ir.

Annie?

Annie?

Annie?

Tive um sonho maravilhoso.

A casa estava finalmente acabada.

A decoração estava feita.

O celeiro estava cheio.

O jardim estava coberto com aquelas flores que adoras.

Como é que se chamam?

Íris.

Sim.

Íris.

Estavam por todo o lado.

Estávamos a divertir-nos tanto.

Tu, eu, os miúdos.

A vida era boa.

É um sonho bonito.

Só faltava uma coisa: o nome.

Nem todas as quintas precisam de um nome, sabes?

Depois de todo o trabalho que tivemos...

vamos dar um nome a este maldito lugar.

Que nome escolherias?

Para a casa perfeita?

Não sei.

Querido, não sei mesmo.

Anda cá, está tudo bem.

Está tudo bem.

Tinha saudades tuas.

Está tudo bem.

O que se passa?

Para onde vais?

Para onde vais?

Olá?

Senhora?

Consegue ouvir-me?

Só a quero ajudar.

Está perdida?

Está em perigo?

Senhora?

Como é que eu vim aqui parar?

Desculpe?

Como é que eu...

vim aqui parar?

Eu não sei.

Ia perguntar-lhe o mesmo.

Só a quero ajudar porque parece confusa e perdida.

De que é que precisa?

Diga-me.

Estou a afogar-me...

Hoje é o dia.

Hoje é o dia.

Hoje é o dia, Ramona!

Cuidado!

Annie?

Annie?

Não tenhas medo, querida.

Sou eu.

Vim para te levar para casa.

Não. Não, não, não, não.

Não te vou magoar.

Eu nunca...

nunca...

nunca...

...te magoaria.

Annie. Annie...

Annie, Annie. Annie.

Acorda... Annie?

Annie, Annie?

Annie?

Annie. Annie.

Annie?

Então, sou eu.

- Estás bem? - Sim.

- Mãe! - Estamos bem.

Leva a tua irmã lá para baixo, Tay.

- Mas mãe, temos de ir. - Não...

Dá-me a arma.

Vai, agora.

- Vai! - Vamos, Annie. Depressa.

Vamos lá.

Isto acaba aqui.

Isto acaba agora.

Vai-te embora e nunca mais voltes.

Sai daqui!

Deixa-nos em paz!

Não imaginas quanto tempo esperei...

para ver essa arma nas tuas mãos.

Dou-te um tiro na cabeça.

Acredito que dispares.

Acredita, a sério.

Afinal de contas...

foi por isso que vim.

Para te ajudar, como me pediste.

Dá-me força...

Dá-me força.

Todas as manhãs,

rezas por força...

para quê?

Para continuar.

Não.

Deitaste fora todas aquelas balas...

...menos uma.

Não...

Tenho filhos.

Eles precisam da mãe.

Eles precisaram da mãe durante semanas.

Mas tu estiveste fechada aqui dentro.

A rezar...

...por mim.

Sou os cantos da tua mente.

Eu não quero isto...

As partes assustadoras.

Hoje é o dia.

Os meus filhos...

Eles vão ficar bem?

Só se os libertares.

Quero despedir-me primeiro.

Claro.

Annie? Taylor?

Quero que vocês os dois vão embora.

Taylor, leva a tua irmã e vão-se embora, sim?

Sabes chegar à quinta dos vizinhos, certo?

Aurora Acres, certo?

- Sim... - Pronto. Está bem?

Quero que vão diretos para lá.

- Leva isto. - Mas mãe, o que...

- Mãe, o que estás a dizer? - Está bem?

E tu, leva isto. Veste isto.

Vai correr tudo bem.

Vocês vão...

- vocês vão ficar melhor. - Mas eu não quero.

Mas tens de ir, querida.

Mamã, não percebo.

Podíamos ir embora juntos.

- Podíamos... Todos nós. - Tay, não.

Vai ser muito melhor, está bem? Confia em mim.

Portanto, vão. Vá lá.

Vão.

Mamã, espera.

Annie...

Não quero que fiques sozinha.

Está bem. Vai, vai, vai.

Vai, Tay.

Para de olhar e vai!

Agora...

Anda, Ramona.

Está bem? Está tudo bem.

Não temos o dia todo...

Mãe?

Taylor? Annie?

- Mãe? - Mamã!

Mamã!

- Mamã. - Annie...

Adivinha só.

Mudei as... partes assustadoras.

Vens?

- Mamã? - Sim?

Ela vai voltar?

Hoje não.

Mas se voltar, estaremos prontos.

Eu estarei pronta.

Sim!

Meu Deus!

Pronto, videojogos para todos!

- Vamos. - Vamos lá.

Charlie!

- O Charlie voltou para casa. - Aí estás tu.

- Charlie! - Pensei que te tinha perdido, amigo.

- Charlie... - Charlie!

Charlie, gosto tanto de ti.

Vamos, queridos.

Tive um sonho maravilhoso.

O que foi?

A MULHER NO JARDIM

Se estiveres a passar por dificuldades emocionais ou em crise suicida

ou conheceres alguém nessa situação lembra-te que não estás sozinho.

Há sempre ajuda disponível. Procura apoio junto de

serviços de saúde ou organizações especializadas.

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