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POMP�IA A F�RIA DOS DEUS
A carga est� pronta.
Certo, podemos seguir em frente.
Preciso de �gua.
Sente-se.
Posso ir agora?
Claro, o que est� esperando?
Estamos com sede. Nos d� �gua.
Bem vindo ao Imp�rio Romano. Seja bem-vindo mercador.
De onde vem, de fora?
De Jerusal�m!
Espere!
Quem � aquele escravo?
Um Tarsiano.
Quero compr�-lo.
Acho que n�o vale a pena.
Eu arriscarei.
Como desejar.
Venha Tarsiano,
a arena em Pomp�ia Ihe espera.
Fique calmo.
R�pido, r�pido.
Vamos cumprimentar o mestre.
Seja bem-vindo, mestre.
Tigellinus.
Cuidado com a mercadoria do carro.
� um investimento meu.
N�o se preocupe, mestre.
Acredito que os neg�cios foram bem.
Sim, foram.
Mas da pr�xima vez Ihe levarei comigo.
N�o gosto da id�ia de voc� aqui em casa sozinho
enquanto estou fora me matando.
As escravas est�o Ihe esperando.
Fica lindo assim.
Ah, Tigellinus.
Como senti falta disso!
Agora...
Conte-me tudo que aconteceu em Pomp�ia enquanto estive fora.
O imperador mandou Caius para governar a cidade.
Oh, devo Ihe fazer uma visita.
Comprei para ele
um presente.
Um presente?
Um presente que Ihe custar�... pelo menos...
3 mil sesteasses.
Por que tanta import�ncia para a nova escrava?
Ela � t�o importante assim?
Sim, paguei caro por ela.
Ningu�m sabe o nome dela, ou de onde veio.
Ele � muito refinada...
e orgulhosa.
Mantenha ela num quarto distante das outras,
e n�o a fa�a trabalhar.
E mande Helen ao gin�sio.
Sim, mestre.
Aqui n�o � um acampamento.
Ou lutam e se dedicam ou ser�o os primeiros a morrerem.
Meu trabalho � ensin�-los a lutar.
O trabalho de voc�s � aprender a ficarem vivos.
N�o seja t�o duro com eles, Marzio.
Gladiadores!
Voc�s est�o aqui para lutar!
E para morrer.
Com habilidade e coragem ou um pouco de sorte
podem esperar viver por 3 ou 4 ou at� 5 anos...
mas � muito raro...
t�o raro quanto conseguirem a liberdade.
Seu treinador Marzio foi um Gladiador como voc�s,
mas agora ele � um homem livre.
Por qu�?
Porque sempre derrotou, sempre matou seus oponentes
por 10 anos.
Ent�o devem aprender com ele.
Senhor.
Querida Helen.
Que prazer. Sentiu minha falta?
Senti sim, mestre.
Sabe que n�o quero que me chame assim.
Sirva-me vinho.
Sua jornada para o Oriente foi cansativa, meu senhor?
Sim foi...
mas lucrativa.
Fiz bons neg�cios, especialmente em T�rsio.
Acha que pode bancar o rebelde aqui?
Qual � o seu nome?
Darius.
De agora em diante ser� conhecido como Tarsiano.
Agora vamos ver o que pode fazer.
Vamos!
J� chega, Marzio.
Paguei caro por ele.
Venha Tigellinus.
De comida a eles.
Eles t�m que manter a for�a.
Deixem as armas e subam, as escravas v�o Ihes servir.
Depois v�o fazer um treino de corrida.
Perdoe-me.
Escrava tola. Poderia Ihe jogar para as cobras por isso.
Guardas.
Ent�o...
vejo que tem um protetor.
Se as coisas s�o assim, ent�o ele pagar� por voc�.
E pra que s�o estes 2 mil?
� a minha taxa, mestre.
Como concordamos se eu vendesse os dois gladiadores.
N�o se lembra?
N�o.
E n�o estou no clima para discutir.
Voc� � esperto, e se tornou indispens�vel para mim.
Mestre, jamais roubaria do senhor.
Queria me ver?
Sim, Marzio.
Diga-me,
Acha que os novos gladiadores estar�o prontos para lutar no festival?
Quer dizer o Tarsiano?
Em particular.
Ele tem car�ter e esp�rito mas h� um problema...
devemos intervir.
Qual � o problema?
- Ele est� apaixonado. - Por quem?
Helen.
Helen? Tem certeza?
Sim. Ele foi chicoteado no lugar dela.
Traga Helen at� mim.
Sim, senhor
Devem ser punidos.
Verei.
Me chamou, mestre?
Voc� est� apaixonada pelo Tarsiano?
N�o tema. Responda-me.
S� o vi na arena...
� s� isso, mestre.
Soube que ele fora chicoteado. Como me explica isso?
Entendo, metida como sempre.
Bem... traga-me vinho.
Imediatamente, mestre.
Ela est� apaixonada.
Devemos separ�-los.
Assust�-los.
J� amou, Marzio?
Primeiro ganhei minha liberdade...
e o amor s� veio depois disso, como as leis Romanas ditam.
Mestre!
M�s not�cias.
O que?
Charretes se aproximam.
Ent�o? � Caius.
Espero que sua irm� n�o esteja com ele.
Sim, temo que Lav�nia est� com ele.
Ent�o vamos receb�-los.
Ent�o voltou, meu caro mercador.
E n�o veio saudar vosso C�nsul?
Perdoe-me caro Caius,
planejei faz�-lo amanh�,
mas sabe como s�o as coisas quando ficamos longe.
Graciosa Lavinia, voc� se tornou a mulher mais bela de toda Roma.
E voc� n�o perdeu seu talento para o exagero, Alpius.
Lembra-se do General Galenas?
General.
Por favor, meu amigo.
Diga, sua viagem para as col�nias foi proveitosa?
Muito, meu senhor, como ver� com seus pr�prios olhos.
- O que �? - Uma surpresa.
Uma surpresa?
Fique, vou dar um jantar em sua homenagem...
o melhor que voc� j� viu.
Venha! Minha humilde casa � sua.
Traga-nos vinho.
Mas n�o o melhor.
Espere!
Melhor trazer o melhor.
N�o! Traga o outro... N�o sabem a diferen�a mesmo.
� t�o bom.
Sim, mas deixe um pouco para os outros.
Estava faminto.
Ol�, Hermes.
Beba.
Vamos torcer para que o novo C�nsul abaixe nossos impostos, Hermes.
Tudo o que pensam � em aproveitar a vida.
Sorte a deles... banquetes e belas mulheres...
e eu tenho que me contentar com seu caro vinho.
Diga ol� para Liscia.
Quando nasce o beb�?
Durante o festival.
Durante o festival? Isso � bom press�gio.
Verdade.
Temos o bastante?
- N�o quero ficar sem comida. - N�o tema, mestre,
- temos mais de 40 pratos. - E o vinho?
Na verdade, temos o melhor
- Bom. - S� do melhor.
Muito bom
Diga, Alpius, qual � a surpresa?
Ah, n�o pode esperar, n�o �, meu amigo?
Quero ver a surpresa antes que esteja cego pelo vinho.
N�o gosta da minha comida?
Voc� � velhaco.
O que acha?
Como assim?
Concorda comigo?
Quero Ihe agradecer.
Aqui n�o. Venha comigo.
- Treine com a espada. - Ent�o morrer�.
O que acha, nobre Caius?
Quero ela pra mim.
Ela � uma deusa, n�o �?
� linda.
Quero saber o nome dela.
Ningu�m sabe o seu nome, nem mesmo o homem que a vendeu.
Acho, que ela pode ser uma rainha de uma terra distante.
N�o esperava uma surpresa t�o prazerosa.
Devemos conversar.
Quando quiser. Mas agora vamos beber.
Alpius, quero conhecer os gladiadores.
Tenho um Tarsiano que � o favorito entre as escravas.
Ah...
se elas gostam dele, eu tamb�m gostarei.
Por que fez aquilo?
Voc� n�o sabe?
Sim,
acho que sim.
Quem � voc�, Helen?
O que era antes daqui?
Nasci nos montes de Rino,
e vivi l� at� que meu pai foi morto diante de meus olhos.
Ele era o l�der de nosso povo e se rebelou.
Os Romanos n�o foram piedosos...
e agora estou aqui.
Sinto muito...
Mas sem essa trag�dia n�s n�o ter�amos nos conhecido.
Nossas correntes � que tornam poss�vel o nosso amor.
Voc� jamais teria olhado para mim...
eu, um pobre campon�s e voc�, a filha de um l�der.
A escravid�o nos torna iguais.
Mas o amor � sinal dos c�us que n�o faz distin��es.
Agora, me diga algo sobre voc�.
Me levaram quando tinha 15 anos...
me tiraram de minha fam�lia...
do amor deles.
Depois disso eu n�o passo de uma mercadoria,
a ser comprada e vendida, sem dignidade, sem liberdade.
Mas isso me deu for�a...
Agora n�o temo mais.
Helen, venha.
- Devo ir. - Helen,
pensar� em mim?
Bom dia, mestre Alpius! Bem vindo.
D�cimo!
D�cimo!
D�cimo!
Ei...
Ei.
D�cimo! D�cimo!
D�cimo.
Deixe-me em paz, quero ficar aqui.
Nossa m�e est� a sua procura.
E se n�o vier, ela ficar� brava comigo, como sempre.
Venha.
Bem vindo Alpius Flaccus, o conselho est� a sua espera.
Obrigado. Que os deuses estejam com voc�.
C�nsul, o povo est� relutante em pagar os impostos.
Diga a eles para pagarem.
Ou ter�o que lidar com meus legion�rios.
Sim, C�nsul.
Espere...
e sobre o resto?
Est�o todos livre.
Tenho minhas d�vidas sobre isso.
Os Crist�os.
Eles s�o discretos.
Est�o planejando algo?
N�o h� evidencias disso,
eles rezam para os deuses deles como todos em Pomp�ia.
Sim, mas s�o perigosos.
Mam�e.
Seu fuj�o! Quer me ver morta?
Sua professora veio reclamar que voc� fugiu da escola.
Sabe o que pode acontecer com voc� se verem voc� andando
sem pai e sem m�e?
Existem pessoas que pegam crian�as, colocam num saco
e vendem elas como escravas em outras cidades.
� isso que voc� quer?
N�o, eu quero ficar com voc�s.
Ent�o.
Considerando que nosso amigo Alpius est� entre n�s,
quer melhor oportunidade para abrirmos os jogos?
As pessoas ir�o Ihe aplaudir, senhor.
Eu a quero...
sabe quem.
Sempre ser� bem-vindo em minha casa.
Voc� n�o entende, Alpius. Quero compr�-la.
O que foi isso?
A terra est� se movendo.
Logo se acostumar� com isso.
Ela me enfeiti�ou.
N�o penso em mais nada desde que a vi em sua casa.
Estava certo disso.
5000.
Mas, meu senhor, vai me falir! Paguei muito mais do que isso.
Muito bem...
10,000.
10,000.
Ela � sua.
Lavinia quer ver os gladiadores.
Iremos at� sua casa antes do anoitecer.
Como quiser, meu senhor.
Povo de Pomp�ia, me escutem.
Chega dessa vida dissoluta.
Chega de levar vantagens sobre os que precisam.
As riquezas acumuladas injustamente se tornar�o cinzas.
Tigellinus.
Mestre! Voc� est� aqui tamb�m.
Te vi de l�...
voc� sempre dando ouvidos a este venho tolo.
O que ele diz?
Escute!
Esta cidade se tornou um covil de injusti�as.
Os deuses est�o olhando para n�s...
e o que eles veem?
Prostitutas, vadias...
Como sabe, Mateus? Voc� � cego.
Este velho � uma maldi��o.
Sempre quando o escuto falar me d� calafrios.
D�-Ihe uma moeda e vamos embora.
Obrigado.
Como fomos, Antoninus?
5, Mateus.
As pessoas de Pomp�ia se tornaram miser�veis.
Talvez devido � seca.
Nossos irm�os ficar�o felizes. Venha.
Ol�, Marzio.
Gladiadores!
Ol�, nobre Caius.
Princesa Lavinia...
General.
Gostaria de ver uma briga,
Gladiadores! Em fila.
R�pido!
Por favor!
Escolha os gladiadores.
Deixe minha irm� escolher.
Boa id�ia.
Aquele musculoso.
Antiocus...
Boa escolha, divina Lavinia.
E, uh...
Aquele mal-humorado...
Acredito que ele seja o preferido das escravas.
De fato, cara Lavinia.
Marzio! Prepare Antiocus e o Tarsiano.
Cuidado, n�o seja desastrada.
Perdoe-me, mestre.
N�o importa.
O vinho era de baixa qualidade.
O que est� dizendo?
Eu Ihe conhe�o bem.
Os gladiadores est�o prontos, meu senhor.
Antiocus...
e o Tarsiano.
Gladiadores, sauda��o.
Aqueles que est�o prestes a morrer Ihe sa�dam.
Teve medo, n�o teve Alpius?
Investi muito naquele homem.
Quero ver-Ihe lutando contra Celadus.
Quem? Antiocus?
N�o, o Tarsiano.
Ele n�o ter� chance.
Celadus � o mais forte de todos.
Ent�o, ele morrer� diante dos olhos de Lavinia.
N�o estou certo disso, meu senhor...
J� vi os Tarsianos em batalhas.
Eles s�o valentes e rebeldes.
Mestre,
eis a nova escrava.
Bem, est� � a primeira vez que tenho uma escrava sem um nome ou um pa�s.
A forma como fala me diz que teve uma boa educa��o,
o que n�o � comum �s mulheres.
Bem, de agora em diante voc� n�o mora mais aqui.
A casa do C�nsul Caius ser� a sua casa agora.
N�o tem nada a dizer?
Sua pele � como seda...
sim, voc� deve ser uma princesa.
Voc� � forte e inteligente, posso ver em seus olhos.
Voc� far� o Caius comer na sua m�o.
Ele gosta de parecer duro, mas na verdade ele � fraco.
C�nsul, a nova escrava chegou.
Venha aqui, mulher sem nome. Saia.
Depois do que paguei por voc�
n�o tenho a inten��o de Ihe usar como uma escrava.
Alpius estava certo...
Quem � voc�?
Uma escrava para ser comprada e vendida.
Venha aqui.
Como quiser.
N�o sou violento.
Quero que seja boa comigo.
Eu sou.
Mas n�o como uma escrava e seu mestre.
Eu n�o quero isso.
Irm�o,
voc� sentiu?
Sim...
um terremoto.
Talvez os deuses estejam bravos
e est�o nos punindo por algo de errado que fizemos.
Voc� � linda...
De onde veio?
Ela n�o sabe...
ou n�o quer falar...
ou talvez perdeu a mem�ria.
Agora volta para cama.
N�o...
Estou com medo...
Quero voltar para Roma.
N�o vai demorar.
Espero que seja um homem.
Sim, seja aben�oada.
Remus...
Olhe o c�u.
Est�o migrando.
Veja os p�ssaros.
Este lugar � pior do que o inferno.
Caius, quero voltar � Roma.
Por favor, Lavinia, pare de dizer isso.
Estou entediada aqui, Galenus diga a ele.
Minha princesa.
Nunca entendi se voc� me odeia ou n�o.
Minha princesa...
odiar voc�...
como pode dizer tal coisa?
Sua atitude � como a de um amante, n�o concorda com isso.
Um estranho jeito de amar...
Quem ama tenta seduzir...
e n�o fugir.
Irm�o, voc� pediu a profecia a Sybila?
E para uma adivinha tamb�m.
Se a profecia for contra n�s...
voltaremos para Roma.
Mesmo?
N�o tolero segredos.
Estava Ihe dizendo que estamos nas presen�a do C�nsul.
N�o fa�a mais isso.
Certo velho...
O que est� havendo aqui em Pomp�ia?
Por que os p�ssaros est�o partindo?
Os deuses est�o bravos conosco?
N�o fa�o id�ia.
Eles s�o os seus deuses, tem mais intimidade com eles do que eu.
E por que os p�ssaros est�o fugindo?
Digo a voc�: Fa�a como eles.
Fale claramente, velhote. Quero uma profecia.
Quero saber o que devo fazer.
Voc� j� sabe.
Claro!
Para come�ar, vou sacrificar um touro para Marte e outro para Venus.
A Sybila.
Tem alguma profecia?
Sim, grandioso.
Vi as v�sceras do touro.
O que viu?
Vi uma cidade. Nossa cidade.
Muitos anos no futuro.
Quantos anos?
2000 anos e al�m.
Fale.
Vi uma cidade famosa no mundo todo.
Vi nossa cidade, nossos templos, e nossa arena cheia de gente.
De muitos pa�ses.
Falando l�nguas diferentes.
Viu uma nova Roma.
Sim, mestre.
Pague a ela.
Ouviu isso, velhote?
Sim.
Voc�s crist�os s�o perversos.
Com a divis�o de amor e �dio que pregam...
Ficarei de olho em voc�s, avise seus amigos.
Helen, tenho p�ssimas not�cias.
Darius ter� que lutar contra Celadus.
Quando?
Na pr�xima semana.
Sinto muito.
Obrigada.
O Alpius est� dormindo?
Eu o coloquei na cama... N�o se preocupe.
Venha Darius.
Uma hora, e nem um minuto a mais.
Sou grato a voc�.
Ouvi que lutar�.
Sinto muito por voc�, Tarsiano.
Mesmo.
Estava come�ando a gostar de voc�.
Aqui neste jardim voc� me perguntou se pensaria em voc� todos os dias.
E pensou?
N�o fiz outra coisa.
E continuarei a fazer isso amanh� e sempre.
Voc�...
morto ou vivo.
Quer dizer que me ama.
Quer dizer que te amo.
N�o sei que for�a me deu...
Vou encarar Celadus como um homem forte.
N�o morrerei.
Est� sonhando.
- Estamos sonhando. - N�o.
N�o morrerei.
Salve, Caius!
Sua vez.
Ele � seu advers�rio, Celadus...
o invenc�vel.
Lembre-se do que Ihe falei.
Mantenha o sol nas suas costas.
Celadus.
Aqueles que est�o prestes a morrer Ihe sa�dam.
Onde est� voc� Tarsiano?
Estou aqui, atr�s de voc�.
Darius! Darius!
Ele poupou a vida dele. Aquele filho da m�e.
Meu senhor, n�o punir� o Tarsiano por desobedec�-lo, n�o �?
Sei que n�o posso...
ele � o campe�o e o povo o ama.
Por que fez aquilo?
N�o somos animais
Marzio.
Eles querem sangue.
Como sempre foi, sabe o que isso significa?
Que ter� que lutar contra ele, e duvido que ele far� o mesmo que voc�.
Princesa! Princesa!
Quando Ihe vi, achei que fosse desmaiar.
Por que est� aqui?
N�o existe mais Jerusal�m.
Mas devemos ser fortes.
Temos um lugar onde celebramos a missa.
Onde?
Numa caverna no cora��o da montanha.
Quando?
Na madrugada de amanh�.
Estarei l�. E o Mateus?
Ele estar� l�, n�o se preocupe.
Maria.
Maria � o meu nome.
Cuidado.
D�i?
N�o mais.
A nobre Romana veio a sua procura.
O que ela queria?
Queria a mim.
E voc�?
Tenho escolha?
N�o.
Mas voc� a quer?
N�o, Helen.
Voc� � a �nica que eu quero.
O que est� pensando?
Como seria bom, eu e voc�, e nossas crian�as,
vivendo numa casa longe daqui.
Longe de tudo isso.
Voc� e eu sozinhos.
Onde?
H� uma casa nas montanhas,
cercada de oliveiras, �rvores de frutas e vinhedo.
Voc� pode ouvir o mar ao longe.
Voc� n�o deve morrer na arena.
Prometa-me.
Rezarei todas as noites por voc�.
Maria!
Ah, Maria!
Podemos ir, Mateus?
Sim, venha.
Vamos.
Conhe�o aquele homem.
Sim, � aquele que disse que todos os homens ser�o iguais.
Helen, para onde est� indo?
N�o se preocupe.
Sabe que o mestre n�o gostar� disso.
Voltarei quando ele acordar.
Helen!
Algu�m a viu?
N�o, est� tudo bem, Maria.
Maria.
Quem vai rezar a missa?
Um disc�pulo de Paulo de Tarso.
O nome dele � Thomas.
Irm�os,
nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou
que n�o devemos temer os Romanos.
Eles nos perseguem.
Mas ofertamos a outra face,
como o Senhor nos ensinou.
Um dia Roma ser� aniquilada e receberemos o reino dos c�us,
e viveremos em liberdade.
Agora vamos come�ar a cerim�nia.
O batismo pelo Senhor...
Jesus Cristo.
Lhe batizo em nome do Pai, Filho e Esp�rito Santo.
Lhe batizo em nome do Pai, Filho e Esp�rito Santo.
Lhe batizo em nome do Pai, Filho e Esp�rito Santo.
Roma ser� aniquilada.
N�o ser�?
Malditos rebeldes.
O que deseja de mim, Caius?
Prend�-los?
N�o, espere.
Tamb�m quero minha vingan�a por...
Maria.
Maria.
Lhe confio a seguran�a de nossa cidade. V�...
Quero me banhar agora.
Ah, � voc�.
Me assustou.
Me chamou?
Achei que estivesse repousando.
Teria vindo correndo.
Voc� est� tenso. Deixe-me cuidar de voc�.
Suas m�os s�o m�gicas.
Vi poucos gladiadores como voc�.
Frio, h�bil, indom�vel. Voc� tem um grande futuro.
N�o como um gladiador, espero.
Seu tolo!
N�o v� que � a �nica forma de ganhar a sua liberdade?
Enquanto estiver ganhando continuar� vivo,
e o p�blico Ihe aclamar�.
Ningu�m, nem mesmo o Imperador, se atreve a ir contra o povo.
Foi a primeira coisa que aprendi quando lutei em Roma.
Sempre mantenha o p�blico do seu lado.
Marzio, por que est� me falando isso?
Porque da pr�xima vez, voc� ter� que matar o oponente...
� o que o p�blico quer.
� o que ela quer tamb�m.
Que voc� viva.
Marzio! Traga o Tarsiano.
R�pido.
A Lavinia veio Ihe ver.
Escrava, traga-nos algo para bebermos.
Voc� parece bem gladiador.
E piedoso tamb�m.
Deixe a�.
O que est� fazendo escrava? Saia!
Alpius nos deixe a s�s.
Mas, Lavinia, ele � perigoso... eles s�o animais, n�o homens.
Fa�a o que mando.
Como quiser. Estarei l� fora.
Chame se precisar.
Voc� � bonito.
Quero voc� antes de morrer.
Porque voc� vai morrer, e sabe disso.
Quero passar a noite com voc�.
A id�ia de fazer amor com algu�m que est� prestes a morrer me excita.
O que foi?
N�o gosta de mim?
Insolente.
Mas gosto assim.
Est� espionando.
Voc� realmente est� apaixonada, n�o �?
Helen, voc� sempre foi minha favorita...
por isso Ihe digo para esquec�-lo.
Lavinia est� de olho no seu gladiador,
e se ela suspeitar que Darius est� apaixonado por voc�,
ela Ihe matar� e eu n�o poderei impedir.
Mas o que est� havendo?
N�o � obvio?
Olhe, sou uma pessoa razo�vel...
se dois de meus escravos se amam tudo bem, estou convencido
que eles ficar�o felizes e viver�o mais.
N�o sou tirano, mas no seu caso, Ihe digo...
esque�a ele.
Voc� � t�o generoso, e eu faria qualquer coisa para agrad�-lo.
Perdoe-me, n�o posso.
N�o posso.
Outro golpe como este e tudo estar� acabado.
Ele ainda n�o ganhou.
� um prazer Ihe ver novamente.
Pare.
Alpius!
Meu amigo.
Venha beber comigo.
Deve ter cuidado com o vinho local, meu amigo.
Pode ir direto para a cabe�a.
Voc� � quem sabe, n�o �?
Seu velhaco.
N�o gosta mais dela?
Gosto dela demais.
Vou Ihe contar um segredo.
Estou apaixonado por ela, mas ela n�o me quer.
Quer que a pegue de volta?
N�o.
Ent�o, eu n�o entendo.
Acho que entende.
Voc� � rico por ser t�o esperto como uma raposa.
Ela ser� minha,
ou de ningu�m.
N�o.
N�o creio que seja capaz disso.
N�o me subestime.
Quem voc� acha que ensinou Lavinia a ser t�o cruel?
Eu.
O que acontecer� agora?
Achar�o outra pessoa para eu lutar.
Algu�m que alegrar� o p�blico.
E outro mais, outro, at� o fim.
N�o pode ser.
E como?
N�o v� o que est� acontecendo, Helen?
Abra seus olhos. N�o h� futuro para n�s.
N�o h� futuro. Devemos fugir.
N�o pertencemos um ao outro. Somos propriedade de nosso dono.
E se nos pegarem, nos crucificar�o como...
Eu j� sou um homem morto.
Decida, temos pouco tempo.
N�o posso decidir.
Ent�o devemos acabar aqui, Helen...
devemos terminar.
O que est� dizendo? N�o pode ser verdade.
Por que esta mudan�a?
Hoje voc� venceu.
� um bom sinal.
Sim, hoje eu ganhei...
mas e amanh�?
Um gladiador est� condenado.
Algu�m que est� prestes a morrer,
algu�m sem futuro.
Voc� tem visita, gladiador.
A esta hora?
Algumas horas s�o melhores do que outras.
Quem veio v�-lo?
O que deu em voc� escrava? Volta ao seu quarto.
E voc�, d� me suas m�os, e n�o d� trabalho.
Vamos, ou Ihe darei chicotadas.
Ande, gladiador, ande. Hoje � a sua noite.
Solte ele.
Vamos.
Lhe assusto, gladiador?
Sente-se
Sente-se.
Diga me...
voc� n�o gosta de mim?
Gladiador?
O que foi isso?
Terremoto...
N�o h� nada para temer, gladiador.
Ah, Senhor, por que n�o me escuta?
Por que me fez nascer?
Para sofrer este inferno?
Para viver nesta mis�ria?
Por qu�?
H� tantas estrelas no c�u hoje...
H� tantas estrelas no c�u na sua terra?
Sim, meu senhor.
Numa noite limpa h� milhares.
Conte-me a seu respeito...
Como caiu nas garras de Alpius Flaccus?
Ele me comprou.
Eu sei disso, mas...
por que estava l�?
Fugi de Jerusal�m durante a destrui��o.
Ah, sim, Titus.
Ele � bem dur�o �s vezes.
E depois?
Eu viajei.
A viagem errada, e alguns piratas me venderam.
E ent�o a princesa da Jud�ia se tornou uma escrava.
At� que um dia um C�nsul Romano se apaixona por ela.
O que est� dizendo?
� verdade. Voc� n�o entende?
Eu quero voc�.
Sou sua para fazer o que quiser.
N�o assim.
Eu Ihe dou nojo?
N�o.
Voc� me machuca.
Posso Ihe fazer uma rainha, mas deve me obedecer.
E quero que fique longe daquele grupo.
N�o ouvi.
Eu prometo.
Cuidado, Maria.
N�o fa�a mais nada com eles,
ou conhecer� minha f�ria.
Agora venha, nossa primeira noite de amor.
Est� cedo para sair, queridinha.
Queria dar uma volta.
Guarde suas desculpas para o C�nsul,
que n�o tem sido ele mesmo
desde que voc� o enfeiti�ou.
Eu voltarei.
Muito f�cil. Tenho outra id�ia.
Vamos dizer ao C�nsul que peguei voc� tentando fugir
para visitar seus amigos Crist�os.
Contra suas ordens precisas.
N�o era isso que iria fazer.
Veremos.
Vamos acordar o C�nsul.
Ele n�o gosta de ser acordado t�o cedo.
Venha.
O que h�, Helen?
Por que esta express�o?
Darius mentiu para mim.
Lavinia o chamou e ele correu para ela sem hesitar.
N�o acredito mais no amor dele.
Voc� est� imaginando coisas, o pior.
N�o devia.
Devia dar a ele o benef�cio da d�vida.
Ol�.
N�o vejo Maria.
Acho que n�o pode vir.
O novo C�nsul n�o acredita na liberdade da f�.
Voc� o ouviu.
E ele n�o gosta dos Crist�os.
Ent�o irm�os, podemos come�ar.
N�o se preocupe Antoninus.
Eu sei.
O que sabe?
Que voc� a ama.
N�o preciso de meus olhos para ver isso, minha mente percebe.
Ent�o � isso que o voto significa aos crist�os?
Estava indo caminhar, s� isso.
T�o cedo?
Lhe digo para onde estava indo.
Para a caverna no cora��o da montanha.
Para tramar uma tomada.
N�o � isso, General?
De fato �, meu senhor.
Pegue eles e os prendam.
Todos eles.
Chegou a hora de eles entenderem...
quem manda.
Rezamos, meu Senhor.
Como pode voc� imaginar que far�amos a guerra contra a Roma?
N�s somos os mais pobres dos farrapos.
Sim,
a palavra perfeita para voc�...
farrapos...
e assim voc� ser� tratada.
V�, General.
Quanto a voc�,
eu pouparei sua vida desta vez, mas...
voc� ter� que ganhar a minha confian�a.
Soldado!
Leve-a ao quarto dos empregados e certifique-se que permanece l�.
Sim, Caius.
Assim irm�os, podemos come�ar.
Sil�ncio!
Por ordens de Caius...
C�nsul de Pomp�ia,
voc�s todos est�o presos.
Irm�os, fiquem calmos.
N�o h� nada que podem nos fazer.
Veremos, velhote.
Leve-o.
Mateus!
Que voc� est� fazendo? N�o pode ver que ele � cego?
Voc� quer ver sangue?
Eu ficaria feliz.
Se n�o,
fiquem contra a parede, todos voc�s, agora,
- contra a parede. - Obede�am as ordens.
N�o resistam.
Paz, paz.
O que far�o conosco?
Aproxime-se, velhote, voc� prediz o futuro...
o que faremos com voc�? Hun?
Roma queimar� e com ela o imp�rio e seus Imperadores.
Cale a boca.
Leve-os!
Meu senhor.
Esmagamos os revolucion�rios e prendemos a todos.
Sim.
O que deseja fazer, C�nsul?
Uma puni��o exemplar.
Onde est�o?
Nas celas abaixo do pal�cio.
Leve-me at� eles.
Posso ir tamb�m?
Claro.
Mateus, o C�nsul est� vindo.
Outra vez, velhote.
Estou curioso para saber o que acontecer�.
O Senhor j� decidiu,
e nada pode ser feito contra sua vontade.
Diga seu Senhor para dar um sinal;
a acusa��o contra voc� � muito s�ria.
Pensa que nos assusta com suas amea�as?
N�o temos medo de morrer, se esta for a vontade do Senhor.
Como seu filho na cruz.
N�s s� estamos de passagem neste mundo.
Voc� � a esc�ria da humanidade, uma doen�a fatal,
e eu devo elimin�-lo.
Voc� � a escrava de Alpius!
N�s a encontramos na caverna com os outros, meu senhor.
Alpius � muito afei�oado a voc�.
Devolva-me ent�o!
Seu mestre ficar� contente de t�-la de volta,
e ent�o Ihe punir� corretamente.
Voc� vai liber�-la, meu senhor?
Sim.
N�o, espere.
N�o, Galenus.
Eu mudei de id�ia.
N�s temos algo diferente para ela.
Que voc� quer de mim?
Voc� ver�.
O que o traz aqui?
O que voc� quer?
Posso falar francamente?
Sim.
Voc� prendeu alguns crist�os. Uma delas � uma escrava minha.
� pobre, sem cultura, mas tem um cora��o grande...
e ela � uma boa trabalhadora. Est� comigo h� dez anos...
e nunca lamentei, nunca tive problemas.
Mesmo?
Eu prometi a Lavinia que sua escrava receberia tratamento especial.
Ela ser� servida como uma refei��o �s cobras.
N�o pode fazer isso!
Temos uma amizade antiga, n�o permitirei isso.
Uma palavra minha, e ter� o mesmo fim!
Todas as fontes est�o assim, meu senhor.
Que est� acontecendo?
O que foi aquilo?
Eu n�o sei.
O que est� acontecendo? Responda-me, Galenus.
Eu n�o sei, meu senhor.
Descubra, ent�o.
Traga-me o zelador dos aquedutos.
Est� nos banhos, C�nsul.
Vamos at� ele.
O que est� acontecendo, Lucius? �gua fervendo nos banhos.
N�o � normal.
N�o, meu senhor.
Eu nunca vi qualquer coisa assim.
Muito estranho!
Eu quero saber quem � o respons�vel.
Este calor � insuport�vel.
Quando teremos �gua outra vez?
J� mandei meus homens para verificar os aquedutos.
Deve ser uma ruptura em algum lugar, e a �gua foi contaminada.
Sabotagem!
Pode ser.
Mas, uh...
Quem se beneficiaria de tal ato?
Eu sei quem!
E meus banhos?
Os banhos n�o s�o importantes neste momento.
Mas, C�nsul...
Ah, se eu puder dizer, C�nsul, acredito que h� uma conex�o,
mas eu saberei mais tarde.
Depois que eu examinar o sistema.
Me mantenha informado.
Sim, meu senhor.
Envenenaram nossa �gua!
Eu o quero crucificado.
A cruz � o s�mbolo deles, n�o �?
Textures,
leve a caixa de ferramentas ao aqueduto.
N�s verificaremos a �gua.
Hey Lucius...
A terra est� queimando.
Certamente n�o � normal?
Estranho...
Lucius, depressa, venha ver.
Enxofre.
Enxofre?
D�-me um recipiente.
Aquele serve.
Est� quente.
Repugnante! Cheiro podre.
O que significa, Lucius? O que est� acontecendo?
Eu n�o sei.
� um mist�rio.
Eu nunca vi qualquer coisa assim.
Devemos advertir o C�nsul. Urgente!
O que pensa que est� fazendo?
Devagar, tolo.
Eu escapei do terremoto e fui quase espezinhada por este criminoso!
Pegue o cavalo.
Devo ver Caius, � urgente.
No Ves�vio, a terra est� fervendo, e o rio tamb�m,
a superf�cie est� coberta de peixes mortos.
E o mesmo est� acontecendo no Monte Etna, na Sic�lia.
E por causa destes dois peixes mortos devemos evacuar Pomp�ia?
Sim, meu senhor, temo o pior.
Pare!
Chega de suas fantasias, Lucius.
Esta terra � acostumada com terremotos,
e o Ves�vio tende a crescer,
acontece todo ano.
Houve um terremoto terr�vel h� alguns anos,
agora, Lucius, chega.
E voc� deve se acalmar.
Eu n�o sei o que fizeram, mas se est�o condenados,
h� uma boa raz�o.
N�o o fa�a.
S�o pobres, ignorantes, de bom cora��o...
eles nunca fariam qualquer coisa m�.
Mas foi exatamente isso que eles fizeram.
N�o acredito.
Bem, acredite.
Ou est� me chamando de mentiroso?
N�o, meu senhor.
Voc� n�o � mentiroso.
Voc� � generoso.
Mostre sua bondade e poupe eles.
Eles v�o Ihe adorar, n�o, n�o os mate.
J� dei-Ihes as ordens.
N�o fa�a, meu senhor,
n�o solte a f�ria dos c�us.
N�o me ameace,
ou ter� o mesmo fim.
N�o estava Ihe amea�ando.
Ajoelho aos seus p�s.
Saia.
N�o tema.
Deus � misericordioso.
Thomas...
Fique calmo.
Meu irm�o!
Obrigada, Senhor.
N�o agradece a seu Deus... Eles n�o v�o ficar vivos.
Se querem saber a verdade,
a execu��o s� foi prorrogada.
Quero eles vivos.
Estou feliz de v�-los novamente.
Eu tamb�m, mesmo que eu n�o possa v�-la.
N�o chore.
S�o l�grimas de alegria.
Estamos contando com voc�.
Para qu�?
Para continuar a nossa miss�o.
Mas vou morrer. V�o me dar �s cobras.
Voc� n�o morrer�.
Ficar� viva, voc� e o seu amado.
O Senhor tem outros planos para voc�.
N�o tema, Helen.
Ele pode ser cego, mas n�o � tolo.
C�nsul,
as execu��es foram suspensas.
S� at� que a popula��o volte �s ruas.
Para que serve uma execu��o sem uma plat�ia?
Venha, devemos ir para baixo, � mais seguro.
N�o.
Paci�ncia Galenus, paci�ncia.
Por que perder est� paisagem?
Jamais verei algo assim em Roma.
Saldo!
Escrava!
Estou com medo.
Quero voltar � Roma, N�o quero mais ficar aqui.
Por favor, me ajude.
Acalme-se, acalme-se.
Fizemos um sacrif�cio a J�piter.
A vidente disse que n�o h� nada a temer.
Traga Maria.
Como quiser, senhor.
Se ficarmos aqui, n�s morreremos.
General, o que est� acontecendo?
Acalme-se, n�o � nada.
O C�nsul quer Ihe ver.
Estou pronta. Diga-me, Galenus.
E meus irm�os? Foram crucificados?
A execu��o foi prorrogada.
� a vontade de Deus.
General, os deuses est�o nos punindo?
N�o, n�o. � s� um pouco de fuma�a do Ves�vio.
Acalmem-se.
Meu senhor...
Est� linda.
Venha,
veja,
tanto poder.
N�o � extraordin�rio?
Aterrorizante?
Sim, muito.
Mas n�o deve temer. Tomo conta de voc�.
N�o temo meu destino. � a vontade de Deus...
J� chega de seu deus.
Estou cansado de seus serm�es.
� porque est� cansado...
por isso ordenou a morte daqueles que pensam diferente de voc�?
Todos aqueles que amea�arem nossa religi�o ou nossos deuses devem morrer.
Sua intoler�ncia para com a minha f�,
para com aqueles que acreditam em outro Deus,
causa mais mortes e destrui��o do que o Ves�vio.
O que est� dizendo?
A verdade...
Posso ir?
Lhe chamei aqui na esperan�a de receber um beijo.
Pode ter um sempre que desejar.
� s� mandar.
N�o � a mesma coisa.
Pode me pedir para fingir.
Nunca.
Cedo ou tarde voc� me amar�, com seu cora��o e n�o s� com palavras.
Para amar, devemos estar livres.
Livre para amar, senhor.
- L� em cima, veja l� em cima. - � o Ves�vio.
Marzio!
Acho que isso � mais do que outro terremoto.
Est� vindo da montanha.
Veja, a nuvem negra est� cobrindo o sol.
Pedras.
Ou � o Ves�vio ou � um terremoto.
J� devia estar acostumado.
Os locais, talvez, mas eu n�o.
Odeio esta cidade...
mesmo que a sua reconstru��o tenha me deixado rico.
Acha que o Ves�vio vai explodir?
Quem sabe...
O que acontecer� com Helen?
N�o sei...
...mas com toda essa agita��o, Caius tem muito com que se preocupar.
Acho que ele a manter� presa.
E depois?
Voc� faz muitas perguntas, Darius.
Agrade�a pelo terremoto t�-la salvado.
Veja! A montanha est� em chamas.
C�nsul!
Veja Galenus.
Que vis�o.
Qual deus pode fazer isso?
Veja a nossa montanha...
� como um gigante acordando.
C�nsul, Maria fugiu.
Por qu�?
Eu a amo.
Ela n�o pode me abandonar assim.
Para onde ela foi?
Acredito que tenha ido atr�s dos outros crist�os, meu senhor.
Maldi��o...
N�o vou tolerar. Tragam ela de volta.
Meus soldados j� est�o a procura dela.
N�o deve ser ferida.
Fique tranquilo.
Entre.
Me chamou, mestre?
Sim, general.
Vou sair, senhora, chame se precisar.
General...
Tenho um favor para Ihe pedir,
e voc� � o �nico que pode fazer.
Sabe que faria...
qualquer coisa por voc�, senhora.
Leve-me daqui.
Conven�a meu irm�o.
Voc� � o �nico que ele escutaria.
N�o quero mais ficar aqui.
Estou tendo pesadelos,
estranhas premoni��es.
Qual premoni��o?
Sonhei que n�o podia mais ver Roma,
e n�o quero morrer aqui.
Voc� � o �nico que pode convencer meu irm�o.
N�o � t�o f�cil.
S� voc�, Galenus...
pode det�-lo.
Me pede para que o traia.
Achei que se importava comigo, mas...
Sim.
Estava convencida de que voc� sentia algo por mim.
Vi em teus olhos,
como me olhava quando eu provocava outros homens.
Sentia que n�o aprovava,
sentia seu ci�me.
N�o...
Mas eu gosto disso.
Me sentia protegida.
Voc� sabia?
Voc� me ama.
Admita.
Sim.
O que est� fazendo?
Por favor, Ihe imploro...
pare.
H� quanto tempo, General?
E agora est� pensando em qu�?
Em te amar.
Me amar? N�o...
� imposs�vel, e sabe disso.
Leve-me daqui, General, e serei sua.
N�o posso.
- Leve-me daqui. - N�o posso.
- Claro que pode. - N�o posso trair o C�nsul.
- Sou o comandante. - Leve-me daqui.
N�o posso.
Galenus, onde est� voc�?
Devo ir.
O que ele disse, senhora? Ele nos ajudar�?
N�o sei, Cornelia...
talvez ele n�o me ame o suficiente.
Agora tudo parece mais calmo.
J� chega, crian�as. Vamos.
Pronto?
C�nsul.
Oi?
Alpius Flaccus est� aqui.
Deixe-o entrar.
O que foi, meu amigo?
N�o quero Ihe faltar com respeito, senhor.
Mas sei que � justo e misericordioso.
Entendo.
Soldado, traga a escrava.
Sim, meu senhor.
Como est�o seus gladiadores?
Est�o prontos para lutar?
Ainda quer seguir com os jogos?
Claro, exatamente como planejado.
Est�o prontos, meu senhor.
Bem e prontos.
Venha.
Muita press�o foi colocada sobre mim para salvar a sua vida.
Meu mestre � um homem bom.
Verdade.
Olhe para mim.
Seu tipo s� traz problemas para Roma.
Entretanto, hoje me sinto generoso,
t�o generoso quanto os deuses foram conosco.
Removo a sua senten�a de ser jogadas �s cobras.
E Ihe devolvo a Alpius.
Ele Ihe punir� devidamente.
V�o...
Obrigado, meu senhor.
Agrade�a a ele... Sorria.
Coloque junto com os outros.
V� na frente, logo eu vou.
Aqui est� ela.
O C�nsul n�o gosta que seus escravos se rebelem.
Peguem-na.
Me soltem! Me soltem, Quero ver meus irm�os.
Levem-na.
Vamos, escrava!
Meus homens tiveram trabalho em ach�-la, meu senhor.
Obrigado, General.
Deixem eles.
Por que fugiu?
Porque eu sou uma escrava e voc� � meu dono.
O homem que massacrou minha gente, minha fam�lia.
Voc� � o executor mais sem cora��o de todos.
Mas Caius n�o � o ex�rcito Romano que destruiu Jerusal�m.
Caius � o homem,
que te ama.
Voc� tem tudo que seu cora��o deseja.
Exceto a liberdade.
Se esse � o problema,
voc� est� livre.
Voc� tem a palavra do C�nsul Romano.
Voc� ser� a minha rainha.
Voc� � t�o linda.
Agora me ame...
Est� livre para me amar.
Venham, venham. � por minha conta.
Est� bem?
Certeza?
Sim.
Lhe fa�o um bom pre�o. Venham!
Sabia, t�nhamos que pagar, como sempre.
Vamos, vamos. Encha.
Voc� foi fiel ao seu mestre,
assim como voc� me demonstrou integridade e bondade.
Espero que o que tenha pra Ihe falar n�o Ihe deixe bravo.
Eu amo Darius, e meus sentimentos por ele n�o s�o passageiros.
Para ser dele, estou disposta a ser sua escrava para sempre,
mas temo que isto nos separar�.
Ou que ele pode morrer na arena.
Mas, agora, n�o somos mais s� eu e ele...
O que quer dizer?
Talvez esteja esperando um...
Esta me dizendo que...
Espere aqui.
N�o fuja.
Gladiadores, em fila.
R�pido.
Em fila.
Em qual classe de gladiadores eu perten�o?
Diga-me, Antiocus.
Retarius.
Errado.
Pode me imaginar pulando com uma rede e um tridente?
Tarsiano,
diga-me?
Um Myrmillo.
Exato, um Myrmillo.
E diga o que � um Myrmillo.
Um grande lutador armado com uma espada...
e um escudo quadrado.
Muito bom, Tarsiano.
Quero Ihes mostrar uma coisa.
Vejam.
Lutei 35 vezes na arena, matei 33 homens, 2 foram poupados.
Dez anos numa arena...
em Roma, Nola, Nocera, e aqui em Pomp�ia.
Lutei por minha liberdade.
Sabem quantos homens como voc�s eu vi morrer?
Mais do que possam imaginar...
Centenas de gladiadores assim como voc�s.
Mortos.
Agora, perguntem, por que sempre me salvei?
Vamos, perguntem?
Como fez para sempre...
se salvar
Usando a cabe�a, pensando.
Eu n�o era o maior ou o mais r�pido, mas devo ter sido o mais esperto.
Marzio, Alpius quer Ihe ver no escrit�rio.
Leve-os para o banho.
Vamos! V�o, v�o.
Fiquem aqui.
Ningu�m Ihes perturbar�.
Imagino que tem muito para dizer um para o outro.
Voc� est� livre! O que houve?
Alpius nos deixou a s�s... estou sonhando?
N�o, meu amor, � real.
Alpius falou com Caius, que me libertou.
Parece t�o imposs�vel.
Achei que havia Ihe perdido. Estava ficando louco.
Falei para mim mesmo que era minha culpa.
N�o.
N�o, meu amor, n�o foi culpa sua.
Fui eu, meu ci�me.
Mas isso � passado. N�o vamos nos preocupar com isso.
Meu senhor! Meu senhor!
O que?
- Lavinia... - Onde?
Tarde demais...
Querida Lavinia.
Chega disso! Onde est�o eles?
Quem?
Sabe muito bem.
Vou lev�-la.
Diga-me o que houve, Helen.
Eu quero.
Diga-me. N�o me deixe assim.
Estou esperando um beb�.
Uma crian�a.
N�o est� feliz?
N�o tem nada para dizer?
Estou t�o feliz, meu amor.
N�o acredito. Estou t�o feliz.
Mas nossa crian�a...
n�o pode nascer aqui.
Ele deve nascer livre.
Alpius nos ajudar�.
N�o, n�o.
Alpius s� nos ajudar� se ver lucro nisso.
J� cansei da arena.
Devemos fugir daqui, fugir deste lugar.
Eu te amo... Eu te amo tanto.
Chame a escrava.
Mas seu irm�o a libertou.
J� fez tanto por mim, Caius.
Agora prove que seu amor � sincero.
Como?
Liberte meus irm�os.
N�o posso fazer isso.
J� dei a senten�a.
Pareceria um tolo.
Eles s�o inocentes.
N�o... chega disso.
N�o.
Estou saindo...
como uma mulher livre.
Mas sei que mandar� seu general atr�s de mim.
N�o, n�o mandarei.
Se quiser voltar,
retornar�.
Sim, os deuses parecem ter se acalmado.
Fizemos sacrif�cios generosos, e os deuses nos ouviram.
Mas n�o devemos fazer sacrif�cios s� quando as coisas est�o ruins.
Sempre devemos nos lembrar dos deuses.
Meu irm�o � muito mole.
Ele Ihe salvou das cobras.
Talvez teve medo que elas n�o comessem voc�.
O que fiz de errado, senhora?
Lhe direi o que fez de errado.
Faltou com o respeito...
com uma nobre Romana.
Sabe qual � a puni��o para esse crime?
Sua vida est� em minhas m�os,
assim como a vida que carrega a� dentro.
O que devo fazer?
Deixe Darius.
Diga a ele que n�o o ama mais,
e nunca mais o veja.
Por sua causa,
aquele gladiador me desprezou.
Fa�a o que eu mando, e tera a sua vida poupada.
Sen�o, ambos ser�o mortos, e seu filho tamb�m.
Ele nunca aceitar�.
Eu o conhe�o; preferiria morrer.
Vai Ihe contar depois da luta.
Por favor, n�o.
N�o seja levada por seu orgulho ferido.
Como ousa falar assim comigo?
Mandarei Ihe chicotear.
Me perdoe.
Duvida de minhas inten��es, s� porque est� gr�vida?
Sinto muito, n�o sabia o que estava dizendo.
Devia arrancar a sua l�ngua,
sua cobra venenosa.
N�o acontecer� novamente.
V�.
Sabe o que fazer.
N�o chore... princesa.
Eles ser�o mortos.
N�o fui capaz de salv�-los.
Fez tudo o que pode.
O destino deles est� nas m�os de Deus.
Devo ir.
Deus est� sempre com voc�.
V�, Galenus?
As pessoas amam a rotina,
por isso queria os jogos, para mostrar que tudo est� bem.
� o que querem ouvir.
Saber�o de vossa coragem em Roma, senhor.
Em meu comando.
Helen!
Maria!
Voc� fugiu?
- N�o. - Mas o que faz aqui?
Caius me libertou, mas duvido que minha liberdade durar�.
Mateus ser� crucificado amanh�.
Sim,
eu sei.
Mas n�o quero estar l�.
Aqueles que est�o para morrer Ihe sa�dam.
Morte! Morte! Morte! Morte! Morte!
Darius...
Darius...
Deve estar feliz, irm�zinha.
Seu Darius � invenc�vel.
Um le�o na arena, e uma galinha na cama.
Ele n�o tem id�ia do que Ihe espera para depois da luta.
Tenho uma surpresa para ele.
N�o �, Alpius?
Qual surpresa?
N�o se importa, n�o �, se interferir com o destino da escrava?
N�o, claro que n�o.
Estou cansado e faminto.
Me senhor, posso proceder com a execu��o dos crist�os?
Sim,
tenha certeza que as pessoas assistam.
Foi uma honra lutar com voc�.
Sim, mas nossos amigos morreram.
Estas s�o as regras, Darius,
n�o podemos mudar.
Ele est� certo, Tarsiano.
Se fosse voc�, n�o me torturaria.
Pense na Lavinia, o jeito como ela te olhou.
Ele alegrar� seu �nimo � noite.
Alegre-se,
voc� d� inveja a todos os gladiadores.
Enquanto eu lutava eu s� pensava numa coisa.
"Mors tua, vita mea!"
Tua morte � minha vida.
Aprenda isso e tenha isso no seu cora��o
se quiser ser um homem livre um dia.
Deixe-me ir para a arena.
Para a arena, pra que? N�o tem mais ningu�m l�.
Ah!
Para reviver seu triunfo.
N�o, preciso buscar um pouco de serenidade.
N�o Ihe entendo, Tarsiano.
V�, mas s� por alguns minutos. Temos que voltar.
Obrigado.
Lutou bem hoje.
Helen! Meu amor.
N�o acredito que est� livre.
Tudo bem?
N�o entendo o que est� havendo, fale comigo.
N�o h� muito o que entender. Fiz um juramento.
Um juramento? Que juramento?
Acabou, Darius, acabou.
N�o!
Voc� me ama assim como Ihe amo.
Por favor, me diga o que fizeram com voc�.
Fale comigo.
Jurei � Lavinia...
que nunca mais te veria, em troca de nossas vidas...
...que eu te esqueceria.
Mesmo que tivesse que lutar o mundo todo,
eu nunca desistirei, meu amor.
Ter�o que me matar primeiro,
entende?
Eu te amo.
Eu te amo tamb�m.
Que cena tocante.
Ouviu isso, Alpius?
T�o tola, Helen.
Agora n�o tem mais nada que eu possa fazer por voc�.
Levem-na.
Por favor, Lavinia, leve-me no lugar.
No devido tempo.
Por agora, n�o quero voc�... assim como me recusou.
Amaldi�oada seja, Lavinia.
N�o tente machuc�-la.
Levem-na.
N�o.
Vamos.
N�o d� problemas.
Est� descendo...
para Pomp�ia.
Est� vindo nesta dire��o.
Sua profecia se tornou realidade.
O Senhor...
nunca abandona seus filhos.
O fim est� chegando.
Veremos a luz, a mesma luz vista pelos ap�stolos.
O que faremos?
O tempo da execu��o passou.
N�o podemos ficar aqui.
O Senhor Deus � misericordioso em sua bondade,
mas terr�vel em suas puni��es.
Devemos soltar os prisioneiros.
Uma charrete furiosa � puxada por cavalos furiosos...
leva o profeta Elijah num redemoinho de fogo.
Deus se manifesta...
assim,
no mesmo fogo que est� para consumir Pomp�ia.
Entende por que os Romanos te odeiam tanto, n�o �?
Voc� perturba o sono deles.
Antoninus, v� procurar por Maria.
N�o! N�o, Mateus. Nunca te deixarei.
Me obede�a desta vez.
- Nos encontramos no forum. - Sim.
O que est� acontecendo?
N�o sei, senhora.
Estou com medo.
Por que n�o fugimos como todos os outros?
Meu irm�o n�o permitiria.
Ele est� convencido de que nada acontecer�.
Mas, acha isso tamb�m?
N�o sei, Cornelia.
Estou com tanto medo.
Meu cora��o est� na boca...
N�o sei de mais nada.
Isto n�o est� acontecendo.
Escute,
ainda temos uma chance.
Galenus,
ele � o �nico que pode nos salvar.
Ele pode me salvar, ele tem que me ajudar.
V�! Encontre ele e diga para vir at� aqui.
Agora, Cornelia, agora.
Sim, senhora, eu vou.
Deus atendeu as minhas preces.
O telhado aguentar�?
Claro. � bem s�lido.
N�o apostaria isso.
Quintus foi o construtor
e sabemos que ele n�o passa de um ladr�o esperto.
Nem quero pensar na fortuna que ele fez.
Mas nos fez ricos tamb�m.
Constru�mos a cidade juntos no �ltimo terremoto, h� 10 anos atr�s.
Venha aqui. Por aqui.
Que a sorte esteja com voc�, Darius!
Bem, n�o fique a� parado, traga-me aqueles pap�is.
Estou com medo, senhor.
Tigellinus, est� tremendo como uma folha.
A carruagem est� pronta?
Sim, meu senhor.
Acho que chegou a hora de dizer adeus.
Mantenha-me informado.
Como assim? O que quer dizer, meu senhor?
Que me conte tudo que ocorreu durante a minha aus�ncia, Tigellinus.
Vai deixar Pomp�ia?
Sim, Marzio.
N�o quero testemunhar outra trag�dia.
Posso perguntar o que devo fazer com os...
com os gladiadores?
Liberte-os.
Voc� ficou louco?
E se isso tudo n�o passar de alguns tremores?
Perderei todo o meu capital.
N�o...
N�o! Vamos esperar para ver o que acontece com o Ves�vio,
por agora mantenha-os presos nas celas.
Quero que estejam prontos quando eu voltar.
- Mas, senhor... - Quer se juntar a eles?
N�o, senhor.
Ent�o pare de reclamar e me ajude a chegar na carruagem.
Marzio, adeus.
Lhe vejo quando voltar.
Leve-me com o senhor...
J� Ihe falei, Tigellinus. Preciso que fique aqui.
- Por favor. - Solte-me.
Mestre!
V� para o subsolo e fique l�, Tigellinus, ficar� seguro.
Cuidado, mestre.
Onde est� Darius?
N�o sei.
Mentiroso.
Vamos.
Devemos ach�-lo. Ele n�o pode fugir.
R�pido, devemos peg�-lo.
Tarsiano,
volte para sua cela. Estava tentando escapar?
Alpius pode estar morto, mas ainda � um dos meus escravos.
N�o tenho nada contra voc�, Marzio, mas devo salvar Helen.
Deixe-me ir.
Voc� � um escravo.
N�o pode fazer nada al�m de se salvar, se poss�vel.
Salvarei Helen...
deixe-me ir, por favor, Marzio.
N�o vai sair daqui.
N�o me force a mat�-lo.
Por favor.
N�o h� um homem vivo que possa fazer isso.
Estou Ihe pedindo pela �ltima vez...
deixe-me ir.
Quando voc� se torna um gladiador,
faz um juramento de ser morto por uma espada...
ent�o venha, Tarsiano, tente.
Sinto muito Marzio, mas foi culpa sua.
Maria,
Maria, estou aqui.
Sou eu, Antoninus.
Maria.
Fique a�, Maria.
Pode me ouvir?
Antoninus! Tem veneno no ar.
N�o tema.
N�o tema, sou eu.
Est� tudo bem.
Certo, siga-me.
Maldita roda.
Socorro. Socorro. Algu�m me ajude.
Voc� � Darius, o gladiador.
Foi o Darius, o gladiador que derrotou Celadus.
Darius.
Sim. Esse ser� o nome do meu filho.
V�!
Siga-me. R�pido.
Devemos fugir daqui.
E os outros?
Deixei Thomas e Mateus no f�rum porque ele queria que eu a procurasse.
Vamos ent�o.
Mam�e.
H� algu�m aqui. Uma crian�a.
Onde est� a sua m�e?
Foi procurar por meu irm�o.
Qual � o seu nome?
Agrippina.
Antoninus, carregue-a em seus ombros.
Pule nas minha costas, Agrippina.
No que estamos pisando?
Em pedras de lava que caem do c�u.
� o Ves�vio.
Tudo est� se tornando realidade.
Cubra sua boca.
E tente respirar o menos poss�vel.
Agrippina! Agrippina! Agrippina!
Agrippina! Agrippina! Agrippina!
Agrippina! Onde est� voc� Agrippina?
- Agrippina! Agrippina. - Mam�e.
Agrippina!
Maria!
Por ali.
Muito obrigada, obrigada. Muito obrigada, obrigada.
Adeus.
Tente alcan�ar o mar o mais r�pido poss�vel.
Venha comigo, vamos nos proteger.
Sim, ficaremos bem.
Mas agora devemos encontrar Mateus e Thomas...
Quando os Romanos nos prenderam, voc� disse que n�o morrer�amos na cruz,
mas no f�rum.
N�o acreditei, mas aqui estamos, no f�rum.
H� muitos anos atr�s, fui vendido aqui como um escravo.
Agora retornei para retomar a minha liberdade.
Est� pronto?
Sim.
Vamos.
Pare!
Ah, meu Deus.
Mateus!
Thomas! N�o!
Ah, meu Deus. Ah, meu Deus.
Venha.
Lavinia.
Finalmente, Galenus! Onde estava?
Meu irm�o?
Ele comeu e bebeu at� dormir...
como se nada estivesse errado.
� culpa dele.
Est� tremendo.
Estou com tanto medo.
Me possua, Galenus, me possua agora.
Se tiver que morrer, quero morrer em seus bra�os.
� a morte mais bela que poderia desejar.
Nos encontraremos novamente, voc� e eu...
nos campos El�seos.
A s�s.
Para sempre.
Por que n�o encaram a realidade?
Olhe o que est� acontecendo l� fora.
N�s o advertimos,
mas n�o nos deu ouvidos.
J� chega, escrava.
Sil�ncio ou cortarei a sua l�ngua.
Acha que suas amea�as me d�o medo? Seu tolo.
Como ousa...
N�o h� mais nada que possa fazer.
Quieta!
Helen, voc� est� bem?
Ei, voc�.
Quem � voc�?
O Tarsiano.
O que quer?
A mulher que deseja dar para as cobras. Onde est� ela?
N�o sei.
Onde ela est�?
Fale.
Nas celas subterr�neas.
D�-me as chaves.
Nunca conseguir� entrar, est� cheia de soldados...
e eu n�o tenho a chaves.
Quem as tem?
Quem?
General Galenus.
Onde ele est�?
No quarto dele, imagino.
Me leve at� ele.
Agora.
Vamos,
r�pido.
Est� � sua id�ia de lealdade?
Posso explicar...
n�s nos amamos.
- Sil�ncio, vadia. - J� chega.
Quero as chaves para as celas.
Agora!
Est� bem.
Est�o bem aqui.
Sem truques, soldado. R�pido.
Cuidado, Galenus.
N�o!
N�o est�o aqui.
Onde est�o as chaves?
Onde est�o as chaves?
N�o achei que seria t�o est�pido.
Elas est�o na sala dos guardas.
Se mentir para mim, eu juro, voltarei para Ihe matar.
N�o morra, n�o morre por favor.
Vamos, Lavinia.
Vou pegar os cavalos.
N�o, Caius.
N�o posso deixar Galenus aqui.
Devo ficar aqui com ele.
Ficou louca! � o fim do mundo.
- Vamos! - N�o, irm�o.
Meu lugar � aqui.
O que houve, senhora? Eu vi o C�nsul.
Acabou tudo, Cornelia.
N�o.
Ainda podemos nos salvar.
Salve-se.
N�o. Meu lugar �...
Salve-se.
- N�o! - Salve-se Cornelia!
Se refugie na cozinha.
Fique quieto.
- Helen! - Onde pensa que vai?
N�o vai levar ningu�m daqui.
D�-me as chaves, agora.
Pegue a garota e queime no inferno.
Estas s�o as chaves?
Sim.
Saia! V�!
Darius.
Voc� est� viva.
Sim.
Helen, devemos ir agora.
Saiam, todos, v�o.
Cuidado l� fora, n�o sobrou muito.
O ar est� repleto de poeira, est� insuport�vel.
� muito arriscado.
N�o sobrou nada.
Mas, n�o quero abandonar meus irm�os.
Eu sei, mas devemos ir, Helen.
V� Helen. V� com Darius.
Vamos nos cuidar e nos encontraremos quando tudo passar.
Por favor, Helen.
Boa sorte, irm�os.
Deus os aben�oe.
O mar, temos que ir para o mar.
Um cavalo, ali.
Vamos para o mar?
N�o, vamos para a caverna.
Aquela que falou a respeito. Estaremos seguros l�.
Cornelia, venha conosco... devemos ir.
N�o, vou ficar aqui.
N�o vou abandonar minha senhora. Devo viver com ela...
e morrer com ela.
E voc�, fique comigo! Fique comigo.
N�o chore.
Estamos aqui.
N�o consigo mais respirar, est� muito quente.
N�o fale. N�o fale.
Aqui estamos, meu amor.
Para a caverna.
R�pido.
Aqui n�o, venha.
Mas n�o vamos partir logo?
Agora est� muito perigoso.
Vamos esperar at� o dia nascer.
Espere.
Helen! Helen!
Helen!
Achei que nunca mais Ihe veria.
Eu te amo tanto.
Eu te amo.
Onde estamos?
N�o sei.
Estou toda queimada.
N�o posso mais suportar.
Nunca chegaremos ao mar.
V�, n�o se preocupe comigo.
N�o posso mais suportar.
N�o abandonarei voc�, Maria.
N�o Ihe abandonarei.
Minhas m�os est�o queimando.
Pode sentir?
Entendo.
Agora eu entendo.
Por que n�o me disse?
Como?
S� um sinal e eu teria entendido.
Voc� � uma princesa, eu sou um escravo.
N�o, Antoninus.
Voc� � um homem e eu uma mulher.
Devemos aceitar.
Queria acreditar que...
As nuvens nos cobrir�o.
O mar n�o est� longe.
Imploro para que venha comigo.
Venha comigo.
Lavinia, vai.
Salve-se.
N�o, meu amor. N�o Ihe deixarei sozinho.
N�o o deixarei.
Vou ver.
Senhor, nos proteja.
- Vamos voltar para dentro. - Sim.
Agrippina! Decimo!
R�pido meus filhos, vamos procurar abrigo.
Aqui!
Vamos nos afogar.
N�o, seu tolo. Eu cavei os canais.
Vamos rastejar at� o rio.
Estaremos seguros.
Ser� mais f�cil de nos salvar.
E o canal est� quase seco nesta �poca do ano.
H� pouca �gua.
Com quiser, Lucius.
Se quiser descer a corda est� pronta.
Venha, siga-me.
Tem que se apressar.
Cuidado.
Vamos, salve.
- Salve-se. - N�o Ihe abandonarei.
N�o Ihe deixarei s�.
N�o.
N�o restou nada.
O que faremos agora?
Ir� para Roma comigo.
Pomp�ia est� destru�da.
Que triste.
Sim. Horr�vel.
Est�o todos mortos.
Devemos ir.
Ningu�m se salvou.
Ningu�m.
N�o havia nada, nada que pud�ssemos fazer por eles, Helen.
Que jeito horr�vel de morrer.
N�o foi sua culpa.
Foi o destino.
Todos t�m um destino, e o nosso � vivermos juntos agora.
N�o, n�o, n�o. N�o chore.
N�o chore.
Devemos pensar em n�s agora.
Sei que eram seus amigos, e que Pomp�ia n�o existe mais.
Mas � gra�as a esta trag�dia que estamos livres agora.
Estamos livres, Helen.
E se os deuses nos reservaram este tipo de futuro,
n�o temos escolha a n�o ser aceit�-lo.
Mas para onde iremos?
O que ser� de n�s?
Vou Ihe levar para minha terra... como prometi.
Vou Ihe levar para T�rsia.
Tenho uma casa l�, para n�s e nossos filhos.
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