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Original subtitles

Ao longo de 20 anos e três aventuras incríveis,

viajámos até aos cantos mais longínquos do mundo.

Estamos na estrada, Charley. Vamos a caminho.

Mas nunca explorámos devidamente os países mais próximos de nós.

- Vamos à Europa. - Sim.

Vamos passar o verão a fazer uma viagem espetacular

por 17 dos nossos vizinhos mais próximos.

Começando na minha casa na Escócia, vamos passar para o continente,

viajar até aos países nórdicos e ao Círculo Polar Ártico

e descer pelos países bálticos até aos Alpes e a França,

voltando para casa cerca de dois meses depois.

Vamos arriscar e fazer a viagem com motas temperamentais com 50 anos

que ganharam uma nova vida.

Que som estranho.

Ao lado deles, numa terceira mota,

vão os operadores de câmara Claudio e Max.

E eles também levarão câmaras pessoais.

REALIZADOR / PRODUTOR

Eu e o Russ vamos com uma equipa e dois carros,

estando com eles só quando necessário.

Este verão, a Europa será o nosso recreio.

E vamos seguir o nosso instinto e ver o que encontramos pelo caminho.

- É tão bonito. - Sim.

Já vimos paisagens incríveis desde que entrámos na Noruega.

Não pensei que fosse tão monumental.

- Parece Valhalla, não é? - Sim.

A terra dos deuses.

Já viajámos bastante,

desde a Escócia até aos fiordes noruegueses.

Queremos chegar às ilhas Lofoten, no Círculo Polar Ártico,

a tempo da véspera do solstício de verão.

Antes disso, vamos viajar dois dias pelas montanhas,

em direção à cidade de Trondheim,

acampando durante a noite em Fortun.

É uma estrada traiçoeira.

Eu aviso se vier um carro.

Estamos bastante alto.

E o muro é muito baixo.

Podíamos bem cair lá para baixo.

Acho que a mota ficaria bem.

Mas nós talvez não.

Cuidado. Querem ultrapassar-vos.

- Que doido! - O quê?

Vem aí um carro.

Sim, quer ultrapassar-nos.

Já viste? Está com pressa.

Quero afastar-me dele. Ele é perigoso.

Caramba! Foi por pouco.

Cuidado. Lá vai ele.

Idiota.

As estradas são perigosas que chegue.

Ele era louco.

Totalmente louco.

Devíamos parar para beber café.

- Que é isto? - Acampamento víquingue.

Queres ir lá ver?

Vamos ver se há um café?

Sim. Vamos.

GUDVANGEN NORUEGA

"Experiência Víquingue"!

A EXPERIÊNCIA VÍQUINGUE

Foi melhor.

- Olá. Tudo bem? - Olá.

- Muito prazer. - Prazer.

- Seweryn. - Olá. Charley. Prazer.

De que período é esta aldeia?

A Era Víquingue

foi do século IX ao XI.

- Do século IX ao XI. - Certo.

- Isto é… - Experimento-o?

- Posso? Vamos ver. - Sim.

- Está apertado no nariz. - Sim.

Sim, fica-te bem, Ewan. Fica-te bem.

A minha espada é diferente.

- A minha acende-se. - Sim.

Tenho um sabre de luz.

Que tal?

Dou um bom víquingue?

Não sei tocar tambor.

Um professor disse-me que estava a desperdiçar o dinheiro da minha mãe.

É verdade.

Sabe muito sobre víquingues?

- Casei com um. - Foi?

Parece inglesa. De onde é?

De Essex.

Como veio aqui parar?

Estava na praia um dia, a passear o meu cão…

- Sim. - … e apareceu um navio víquingue.

E, de repente,

apareceu um víquingue enorme e pôs-me ao ombro dele.

- E aqui estou eu. - Aqui está.

Foi isso.

E quer voltar para casa.

- Foi isso. - Lamento.

Até a levávamos, mas não temos lugar nas motas.

- Certo. - Vai ter de cá ficar.

Cuidado. Afastem-se.

- Pode voar. - Afastem-se.

- Terrível. - Prontos?

Não!

- Foi incrível! - Foi sorte.

- Vejam! - Mesmo no alvo.

- Boa! - Sim.

- Muito bem, Charley. - Bem…

Vou repetir.

- Não fui feito para isto. - Vamos embora.

O machado está estragado.

- Está estragado. - Não é para mim.

Seguimos para o acampamento em Fortun.

Este túnel tem 24 quilómetros.

Sim, olha.

Vamos estar meia hora às escuras.

Vai mudando de cor. Parece uma discoteca.

Agora, está verde.

Passou para azul.

Adoro a minha sirene.

A minha faz isto.

Parece um novo dia.

Está muito melhor.

Na verdade, sinto-me melhor por termos saído.

Espera.

Está algo na estrada.

Parece que não deixam subir a montanha.

Queremos ir…

Para Fortun?

Sim, para Fortun. Queremos passar aqui.

- É possível? - A estrada Tindevegen está fechada.

Têm de ficar aqui.

Temos de passar uma montanha.

Encontrámos um sítio num rio onde queríamos acampar.

Chama-se Fortun.

Se fôssemos agora, chegávamos lá às 19h30 ou 20 horas.

Mas a estrada está fechada, disse-nos este senhor.

Está fechada para reparações durante o dia.

Não vamos poder passar hoje a montanha.

Podemos acampar aqui.

Amanhã, temos de estar na estrada antes das 8 horas

ou passá-la antes disso?

Acho que temos de estar nela antes das 8 horas.

Temos de partir pelas 7 horas.

Mas temos de encontrar onde acampar.

Vamos ver o que é aquilo.

Há ali um campo grande, provavelmente para tendas.

Parece muito pantanoso.

E aqui?

Isso é uma passagem pedonal.

E…

Estão a acampar ali.

- Vamos ver? - Sim, podemos ir.

Podemos ficar aqui.

Sim.

Não diz que é proibido acampar.

Sim, é perfeito.

Ficamos aqui.

Lar, doce lar.

Vamos lá.

Vamos acampar sem pagar na Noruega.

Estou tão habituado a que apareça alguém a dizer: "Não podem fazer isso!"

Faz uma diferença enorme.

Olhem para isto!

É lindíssimo.

Espetacular.

Sou um lenhador E não quero saber

Sou um lenhador E não quero…

Atirei-o para a água.

Pronto.

Não temos de contar a ninguém.

Fica só entre nós, está bem?

- Da queda do outro dia. - Pois é.

- Está amarelo. - Sim.

Ficou negro?

Sim.

E tenho aqui um alto.

- Sim. - Veem?

- Tiveste sorte. - Mesmo assim…

- Sim. - … não ficaste muito mal.

Está quente.

Cozinhado no fogo.

São 22h30.

CÂMARA-DIÁRIO

E é muito estranho, porque não escurece. Quanto mais a norte estamos…

Vejam! Está de dia.

- Boa noite. - Boa noite, Charley.

Está imensa luz. Espero conseguir adormecer.

Até amanhã.

NA MANHÃ SEGUINTE

Que sítio lindo.

Deve ser dos melhores sítios onde já acampámos, Charley.

Qual é a missão?

A missão de hoje é chegar a Tama…

Tala… "Tamalamadingdong."

"Tamalamadingdong"

Nunca sabemos para onde vamos

Nunca…

Vamos para Trondheim,

para apanhar um barco e subir a costa norueguesa

e chegarmos às ilhas bonitas a tempo da véspera do solstício de verão.

Pelo caminho, vamos passar por um dos melhores exemplos

de uma igreja víquingue de madeira.

IGREJA LOM STAVE

O primeiro desafio vai ser passar o bloqueio da estrada antes das 8 horas.

Senão, não passamos a montanha e temos de dar uma volta maior.

Esperem.

Isso relembra-me algo, mas não sei o quê.

Trondheim.

Trondheim.

Aqui vamos nós.

Vamos continuar as nossas aventuras.

Vejam. "Fecha às 8 horas."

Conseguimos.

Vamos subir ali?

Começamos bem, não é?

Esta é a passagem de Tindevegen, que nos vai levar às montanhas.

Mais uma estrada obrigatória para um motociclista.

Estamos a viver estas experiências todas.

Há aqui estradas famosas para andar de mota.

Há um elemento de peregrinação,

e podermos experienciar isso é maravilhoso.

- Certo. - Sim! São muito apertadas.

Muito bem! Sempre a subir.

Já estamos tão alto. Vejam!

Que bonito!

Com estas motas antigas,

temos de usar as mudanças certas e de as conduzir a sério.

- Sim. - É bom. Adoro isso.

E já não são muito misericordiosas.

Não. Temos de ser mais precisos.

Isto é maravilhoso.

Não quero parar.

É das estradas de asfalto mais agradáveis.

É muito boa.

Está mais frio.

Tenho as minhas luvas de verão.

- Está a nevar. - Pois está.

Era o que faltava…

Está mesmo a nevar.

Não antecipei isto quando acordámos hoje.

Vá lá, Noruega!

Vamos tentar ir ter com eles a Trondheim.

Parece saído do Mad Max.

Caiu da estrada?

- Olá. - Olá.

Ficámos aqui presos.

- E tentámos puxar o carro. - Certo. Querem ajuda?

Prontos?

As estradas são escorregadias. Espero que os rapazes estejam bem.

Ainda bem que temos visibilidade.

Isto é lindíssimo.

Há algo na estrada.

Ciclistas? Não acredito!

- Não! - Impossível.

São dois.

Sim. Fazem bem.

Olá.

Achamos que somos uns durões

e depois passamos por ciclistas.

Caramba! É muita neve.

Está a piorar.

Estás a liderar-nos muito bem, Ewan.

Tenho algum receio do gelo.

Espero que não te importes que vá devagar.

Não.

Sinto a barba a congelar.

Rapazes, isto é…

É o mais extremo que podíamos ter.

Tenho as mãos geladas.

Queres parar?

Vou tirar as luvas quentes.

Ainda não tínhamos apanhado tanto frio.

Está um gelo.

Acho que está mesmo um gelo.

- Olá. - Olá.

Que estrada.

- Sim, é de loucos. - Sim, é incrível.

É boa ideia beber um café aqui, na natureza.

- Quer um? - A sério?

São os nossos salvadores.

Sim.

Não acredito que não as pus de manhã.

Que idiota!

Muito bem, obrigado.

- Muito obrigado. Está delicioso. - De nada.

- Está perfeito. - Obrigado.

Muito obrigado. Agradeço imenso.

Meu Deus!

Está frio…

Estás bem?

Sim, estou bem.

Vamos levantar a mota.

Sim. Está a sair combustível.

- Não! - Um, dois, três.

- Merda! O combustível… - Que foi?

Esperem.

Vamos pôr algo debaixo do descanso lateral.

Devagar.

- Aqui também. - Não, não lhe toques.

Temos só de limpar.

Pronto.

Certo.

É o reservatório do carburador.

Pronto.

- Estás bem, Charley? - Vejam.

- Estás bem? - Sim, estou.

Foi em câmara lenta.

Pensei que ias rebolar colina abaixo.

Certo.

Vamos lá. Vejamos se a mota liga.

Ótimo!

Está melhor assim.

Obrigado.

Estávamos muito otimistas e iludidos quanto ao clima

e não passámos muito tempo a ver como estava.

Mas estamos muito a norte.

Claro que está frio e húmido. Que esperávamos nós?

- Vamos à igreja? - Espero que esteja quente.

Saímos da neblina.

- Olha! Vamos descer. - Vamos descer.

O tempo está a melhorar.

Já está menos frio.

Vejam! É o bloqueio da estrada.

Obrigado. Imaginem que nos mandavam para trás.

Imaginem que ele dizia: "Não, têm de voltar a subir."

Ovelhas.

Temos de descer a montanha.

É linda.

Adoro as telhas.

- Sim. - Parecem escamas de dragão.

Vê a porta. É enorme.

Os víquingues eram grandes, certo?

Eram enormes.

Meu Deus!

Não é lindo?

A pintura é interessante.

Foi tudo pintado na madeira.

Lindo.

A vista destes lugares é má.

São os lugares baratos.

Esta igreja foi construída em 1158,

na transição entre a Era Víquingue

e a parte cristã da Idade Média.

Mantiveram muitos símbolos protetores da Era Víquingue,

como as cabeças de dragões que se veem no exterior da igreja,

que os protegiam de espíritos malignos.

É um lugar lindo.

Faz-me pensar na minha irmã.

É sempre triste quando as pessoas morrem cedo.

A minha irmã só tinha 36 anos.

Temos sempre vidas tão ocupadas.

E é muito difícil parar e ter tempo para pensar.

Quando faço estas viagens com o Ewan,

tenho tempo para pensar,

e é bom pensar nos nossos amigos que já partiram.

Eles vivem dentro de nós.

Enfim…

Adoro-te, mana.

Vamos para Trondheim apanhar o barco.

Uma vez mais para a brecha, queridos amigos. Uma vez mais.

- O sol. - Sim, estou a senti-lo.

Estamos na autoestrada. Falta uma hora.

Estou a ouvir Chemical Brothers.

Sim.

Um, dois, três, quatro.

A vida é boa.

Vamos abrandar. Chegámos à cidade.

Isto é Trondheim, senhoras e senhores.

Andámos muito hoje, Ewan.

Foi duro chegar aqui.

Não sinto o rabo.

Meu Deus!

Foi um prazer viajar contigo, Ewan.

Também foi um prazer viajar contigo, Charley. Como sempre.

Chegámos. Meu Deus!

Muito bonito. O Antoine está à nossa espera.

"Sr. Boorman! Estávamos à sua espera."

Vejam só!

Olá a todos.

Foi uma ótima viagem.

- Como estás? - Bem, e tu?

Desculpem ter gritado.

O hotel é lindíssimo.

Então…

Não devíamos filmar o hotel.

Vamos ficar nesta pousada de juventude?

Terá banheira?

Tem algo muito melhor.

Aceitei fazer isto por vontade própria. Ninguém me obrigou.

Saltem para as algas.

Três, dois, um.

Charley, já tenho o nosso jantar.

NA MANHÃ SEGUINTE

Foi ótimo ficar neste hotel.

Chegar a Trondheim foi muito duro,

quando tivemos de passar a montanha.

Ontem foi muito divertido, mas estou empolgado com o resto da viagem.

Estamos em Trondheim

e, para chegarmos às ilhas a tempo do solstício,

vamos fazer um atalho e viajar de barco durante a noite

até ao Círculo Polar Ártico.

Vai ser muito divertido.

E…

Sim, estou empolgado.

Sinto-me rejuvenescido.

Vamos lá.

Que dia lindo!

Está incrível. É uma experiência nova.

Conduzir com sol.

A mota não devia fazer este som.

Está a falhar bastante, não?

Depois volta a fazer o som normal.

Assim.

Está melhor.

Antes da viagem, estava sempre assim.

Não fazia aquele som estranho.

- Ali está o barco. - Sim.

Vamos subir aquela rampa?

Que fixe!

Quando vai devagar, faz…

E, quando alcança as 1500 ou 2000 rotações,

volta a fazer o som normal.

Acho que algo deve estar mal.

- Está bem presa. - Sim, meu.

- Vamos. - Está ótimo.

Nas próximas 24 horas,

duas viagens de barco vão levar-nos e às motas pela costa da Noruega.

Vejam a paisagem.

Meu Deus!

O dia mais bonito é quando não estamos a conduzir.

Sim. É extraordinário.

Não é muito durão. Não é típico do Long Way Round.

Tem mais conforto.

NA MANHÃ SEGUINTE

Atenção, passageiros.

Estamos a chegar a Moskenes, nas ilhas Lofoten.

- Por favor… - Esta nuvem está a 15 metros do chão.

Aqui, o sol não se põe durante dois meses,

e o solstício de verão tem um significado especial

e é celebrado desde a época dos víquingues com fogueiras na praia.

Estamos oficialmente no Círculo Polar Ártico.

- Estás pronto, Ewan? - Podes ir, Charley.

MOSKENES ILHAS LOFOTEN

Primeiro, vamos para cabanas de pescadores tradicionais,

onde vamos ficar enquanto exploramos as ilhas.

Estou feliz por voltar à mota. Andámos muito de barco.

Sim, lição aprendida.

Eles adoram túneis. Bolas!

Chegámos a um novo mundo.

Devem pescar muito aqui.

Há imensos barcos.

E vamos passar a noite numa destas cabanas.

Talvez seja aqui.

Não soa bem.

O som está terrível.

Já sei porque está a fazer um som estranho.

Foi por pouco.

Parece uma metralhadora.

Não é?

Está a sair.

Parece que está…

Já tinha olhado para isso.

- Acordaste todos com isso. - Eu sei!

Desde Amesterdão.

- Está partido desde Amesterdão. - Sim.

Quando andámos em Amesterdão, já fazia…

Achei logo que estava estranho.

Que engraçado!

Apetece-me tirar isso e levá-lo a um soldador

- amanhã de manhã. - Sim.

- Podemos tentar soldar isso aqui. - Sim, vamos fazer isso.

Vejam.

Tem duas camas.

- Todos os dias, dormimos… - Noutro ambiente.

… em sítios diferentes. Parece que ainda estou na água. Sentiram?

Ainda estou a cambalear.

Não dumo numa cama destas desde pequeno.

Ficas bem aí em cima, Charley?

Sim.

Até amanhã. Adoro-te.

Boa noite.

Bom dia. Isto é lindo.

Cheira aos planaltos da Escócia.

Tem um odor a musgo, erva e ovelhas.

É um cheiro familiar e maravilhoso.

Faz-me lembrar a cidade do Tubarão.

Há muitos construtores navais.

Vamos tentar encontrar um soldador ou alguém que trabalhe com metal

para arranjar o tubo de escape.

E vamos tentar tratar disso antes de irmos à praia, mais tarde.

É esse o plano.

Estas ilhas… Meu Deus! São tão bonitas.

Vou tentar ver como se chamam.

Rapazes, como se chamam estas ilhas?

Loft… qualquer coisa?

- Será Lofterton? - Lofterton.

- Lofterton? - Espera.

- Vou mostrar-te. - Não é assim.

- Parece norueguês. - Parece da Bridgerton.

L-O-F-O-T-E-N.

- Lofoten. - Lofoten.

- Ilhas Lofoten. - Ilhas Lofoten.

- Obra dos víquingues. - Sim.

Isto é dos víquingues?

É um quadro víquingue antigo,

de como achavam que seria o futuro.

Acertaram! São artefactos víquingues?

Não, isso é rasca, da IKEA.

Mas os víquingues também inventaram os móveis prontos a montar,

porque navegavam muito.

Portanto, tinham de fazer com que tudo coubesse nos navios.

Não os podemos criticar.

Sabes muito sobre víquingues, Charley.

Sempre me senti fascinado por víquingues.

Ótimo.

Ótimo. Obrigado pelas palavras sábias.

Sim, sábias.

Está no Livro de Boorman.

Vamos ao soldador.

Estamos prontos para navegar?

- Estás pronto? - Sim.

Outra vez.

Céus!

Não sei para onde vamos.

Estamos a andar em círculos.

Devemos parecer uns palhaços.

Vamos lá. Um…

- Espera. Acho que não… - Porque está assim?

- Porquê? - Não puxes tanto.

- Não puxo tanto? - Sim.

Está bem.

Sou demasiado víquingue.

És muito forte.

Pensando melhor, vamos a pé.

- Aquilo está aberto. - Talvez haja um soldador.

- Vamos aqui primeiro? - Sim. A porta está aberta.

A porta está aberta.

Meu Deus! Parecem minúsculos aqui.

Olá?

Posso pedir um favor?

Será que um soldador me pode ajudar

- a soldar isto? - Sim.

Há quanto tempo trabalha aqui?

Há 22 anos.

Não acredito!

- Não parece ter idade para isso. - Obrigado.

Isso é bom.

Há 22 anos.

E trabalha sobretudo com barcos de pesca ou…

- De passageiros. - Certo.

Sou certificado.

- Sim. - Certo.

Temos viajado em vários assim.

Não é? De uma forma ou de outra.

Adoro. É internacional.

- Se não cabe… - Martela-se.

- Basta bater. - Exato.

- Sim. - Resulta sempre.

Quero ver o resultado.

- Vai ficar bem, certo? - Sim. É uma boa sensação.

- Estava a olhar para lá. - Não olhes.

Não olhes para lá. Queres muito olhar, não é?

- Nunca mais vai sair. - Nunca mais.

- Nunca mais. - Impossível.

- Já está. - Certo.

Perfeito.

- Boa! - Podemos voltar à estrada.

- Já está. - Muito obrigado.

Quanto lhe devemos?

- Nada. - Não?

- Sim. - Obrigado.

- Muito obrigado. - Está incrível.

- Está ótimo. - Nunca mais se estraga.

- Não, está perfeito. - Sim.

Então…

- Prontos? - O momento da verdade.

Vamos lá.

Soa melhor, não é?

Sim! Ótimo.

Está a andar na perfeição.

A pouca velocidade.

Céus! Que diferença.

Obrigado, soldadores.

É quase solstício de verão, mas, antes dessa tradição local,

temos tempo para conhecer outra.

Peixe seco,

uma iguaria víquingue antiga que se continua a fazer atualmente.

- Sou o Ewan. Olá. - Olá.

- Olá. Muito prazer. - Como está?

- Muito prazer. Como se chama? - Katharina.

- Muito prazer. É o Charley. - Katharina.

- Olá, Katharina. - Olá.

Gostávamos de ver tudo, se for possível.

Sim. O peixe seco tem um cheiro forte.

Tem um cheiro bom, como perfume.

- Percebem? - Sim.

Se não vestirmos isso, vamos ficar com esse cheiro para sempre.

- Sim. - Então, vamos vestir isso.

- Parece-me boa ideia. - Seria perfeito, se não se importarem.

Certo.

Muito bem.

- Veem os suportes? - Sim.

São para secar o peixe. No inverno, estão cheios.

Dá para sentir o cheiro do peixe no ar.

Limpamo-lo, cortamos a cabeça e secamo-lo nos suportes.

Vamos entrar na casa do peixe seco.

- Certo. - Vejam só.

Não admira que não haja peixe no mar Está todo aqui.

Na semana passada, trouxemos o peixe para dentro.

Agora, vai maturar aqui durante um mês.

- No interior. - Certo.

- Certo. E não o fumam? - Não.

- É só peixe cru seco? - Está ao natural.

E como não apodrece?

O clima em Lofoten é especial.

É o único lugar do mundo onde podemos pendurar o peixe

- e tirá-lo… - Sim.

… para o embeber e tornar um produto natural. Já provaram?

- Não, nunca provei assim. - Nunca provaram?

- Nunca tinha visto isto. - Não?

Preparámos algo para vocês.

Ótimo.

Os víquingues também comiam este peixe quando navegavam pelo mundo.

Usavam-no por ser seco, fácil de preservar e muito saboroso.

Aqui o peixe está seco. Veem?

- Não lhe fizeram mais nada. - Não.

Céus! É delicioso.

Não lhe fizeram nada. Não foi nada processado.

Não tem sal, nada. É pendurar, secar e comer.

Temos de seguir a tradição.

- Os noruegueses bebem cerveja. - Cerveja.

Esta é sem álcool, porque vão conduzir.

- Boa! Obrigado. - Sim, ótimo.

- Certo. - Um brinde.

- Vamos brindar. - Saúde!

- Saúde! - Foi um prazer.

- Obrigado. Ótimo. - Obrigado.

Custa a acreditar que penduram o peixe em janeiro

e fica lá até junho.

- Fica aqui? - Sim, nestes suportes.

Não é engraçado? É difícil de acreditar.

Hoje em dia, é tudo tão mais complicado,

mas eles ainda o fazem como antigamente.

Cortam a cabeça dos peixes, arranjam-nos, abrem-nos e penduram-nos.

Trouxe peixe.

Muito obrigado.

O jantar está tratado. Vamos para a praia.

Este sítio é melancólico, com estas nuvens.

Já viste a montanha nas nuvens?

Incrível!

Parece um vulcão a cuspir cinza.

Nunca vi nada assim, sinceramente.

Céus! Que lugar incrível.

É mesmo. É dramático.

É tudo daquela cor. É tudo vermelho.

O solstício de verão.

O dia está a ficar péssimo.

Chegámos.

A paisagem é muito dramática.

É mesmo.

A praia é bonita.

É linda.

Vamos para as rochas?

Esperem.

- Sim, é… - Esperem.

Já temos jantar.

É a entrada.

Para começar a refeição.

Gosto muito. É saborosa.

São as ervilhas do mar.

Alguém quer petiscar?

Toma, Tim. Come um pouco.

Toma.

Eu dou-te umas bolinhas.

É bom, não é?

- É mais a ideia. - É? Sim.

- É bom. - Gosto.

Vejam aquele tipo.

A estragar a nossa dureza.

Não está assim tanto frio.

- Está só vento. - Então, vai.

Mergulha. Vá lá!

- Que é aquilo? - Vai.

- Vamos para a fogueira? - Sim.

Emana muito calor, não é?

- É bom. - Derreti as sobrancelhas.

Fica muito forte quando o vento sopra nesta direção.

Não sei se este momento do solstício de verão faz lembrar o verão, mas…

Ali vai o Charley em chamas, em segundo plano.

O meu cabelo está descontrolado.

Por mais resistentes que sejam os ilhéus, os invernos escuros devem ser duros.

Percebe-se porque querem aproveitar o dia mais longo do ano.

Este sítio é lindo. Adoro!

- Este sítio é seu? - Sim, é meu.

Que é o festival da noite do solstício de verão?

Que acontece na noite do solstício de verão?

Na noite do solstício de verão, as famílias e as crianças saem de casa.

Fazemos fogueiras.

Também costumamos ter uma mais pequena

- para cozinhar salsichas. - Sim.

Também comemos uma papa chamada rømmegrøt,

que é com natas azedas.

- Parece bom. - Que delícia.

Uma salsicha agora caía bem, não?

Que cão tão bonito.

Um Husky. É lindo.

Belo sítio para ter um acampamento.

Esta parte das ilhas Lofoten tem das montanhas mais antigas na Europa.

- A sério? - Sabem quantos anos têm?

Não.

Quatro mil milhões e 35 anos.

Quatro mil milhões e 35 anos? A parte dos 35 é muito precisa.

- Sim. Sabem como sei? - Como?

Quando vim para Lofoten, tinham quatro mil milhões de anos.

Essa teve piada.

- Muito bem. - Essa foi boa.

Céu azul.

Agora, vemos as montanhas.

Quando chegámos, estavam tapadas pelas nuvens.

Este sítio é magnífico.

E é agradável fazer uma fogueira na praia.

Feliz solstício de verão, Charley.

Feliz solstício de verão.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO…

Vamos para Svalbard, uma ilha incrível no Círculo Polar Ártico.

- Chegámos. - Estamos no topo do mundo

- e somos imparáveis. - Vamos a isto.

Isto é incrível.

Vejam!

Há muitos ursos-polares.

Como não nos preocupamos com o urso?

Legendas: Lara Kahrel

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