All language subtitles for The.Reverend.and.Mrs.Simpson.2023.1080p.WEB-DL.DD5.1.H.264

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Original subtitles

AMOR E PRECONCEITO

O sil�ncio e a paz da vila de Fencote se partiram por uma terr�vel descoberta.

De acordo com fontes, um coveiro, trabalhando na igreja,

desenterrou os restos de um esqueleto humano.

Anna?

- Restos que n�o deveriam estar l�. - Anna?

- Mike Rogers est� na cena. - Sim?

� St. Chad!

- Est� aparecendo na TV. - Como voc� pode ver, oficiais forenses...

Est�o ocupados no trabalho de tentar estabelecer o que houve.

Os restos foram descobertos pelo coveiro local,

John Preston, que trabalha na igreja por quase dez anos.

Os investigadores agora precisam estabelecer de quem �...

Espere!

Obrigado!

Peguei voc�, vov�!

- Missy! - Eu j� falei nada de armas!

Ele n�o vai machucar ningu�m!

- Espere alguns anos. - Fiquem quietos!

- Voc� sabe como eu penso. - Estou tentando assistir!

Eu estava preparando a cova para um enterro,

logo atr�s de n�s e...

- N�o fui t�o fundo e bati em algo. - Espere.

- Essa n�o � nossa antiga igreja? - �, sim. Agora calem-se, os dois.

Acabou que era outro caix�o.

Eu sabia que devia ter um l�, pois era uma cova dupla,

mas devia estar mais fundo no ch�o.

Assim tem mais espa�o para colocar outro por cima.

O passado volta para te assombrar.

- N�o �, Reverendo Wilson? - Que engra�ado.

Bom, estamos em um cemit�rio, n�o � incomum achar ossos antigos, certo?

Esse corpo n�o ganhou um enterro apropriado.

Podem sair? N�o h� nada para ver aqui.

Voc� pode confirmar que essa � uma cena de crime?

Voc� sabe que n�o posso dizer isso. Podem sair?

- Culpado! - O qu�?

A n�mero cinco...

Uma quest�o de princ�pios.

"Culpado".

� isso, eu desisto.

- Certo. - Eu n�o vou demorar.

- E se o Jack ficar com fome, tem petiscos. - Tudo bem, querido.

- At� mais tarde, pai. - Sai para l�!

Jack!

Obede�a ao vov� e a vov�.

Tchau, querido.

"Culpado".

Jack, fique brincando com a Missy, ok?

Charles, precisamos conversar.

Sra. Simpson!

Sra. Simpson?

Podemos conversar?

Desculpe, Reverendo, preciso levar o Peter para casa.

Eu s� queria dizer que sinto muito...

Sobre o Sr. Simpson.

Ele n�o est� morto, Reverendo.

� uma pena.

Talvez, a gente possa conversar com privacidade, l� dentro,

longe dos ouvidos curiosos.

Como eu disse, preciso deixar o Peter em casa.

Sra. Simpson, entre.

S� por um momento, por favor.

�s vezes, por raz�es al�m de nossa compreens�o,

nos encontramos em situa��es que testar�o nossa f�.

Responda-me, Reverendo.

Como Deus pode justificar isso?

Queria que voc� me contasse.

Para voc� rezar por n�s?

A Igreja � um santu�rio, Sra. Simpson, eu poderia...

Ter aberto inqu�ritos, talvez, at� encontrar um lugar seguro para voc�.

Nesta vila?

Voc� n�o faz ideia.

Venha, Peter.

Hora de ir.

Um minuto.

Pode me dar licen�a?

Voc� ouviu, Joe?

Ela quer passar.

Deixe ela, Tom.

Pode ir, ent�o.

Saia daqui.

Volte para onde voc� veio.

Por que eles n�o gostam de n�s, mam�e?

Querido, n�o � voc�, sou eu.

� por causa do jeito que eu falo.

Foi por isso que o papai foi embora?

Espere aqui.

Ol�?

Tem algu�m a�?

Por favor?

Leyton 354.

� a Anna.

Pensei em quanto tempo iria passar at� sabermos de voc�.

- O Jack est� com voc�? - Eu n�o te falaria se ele estivesse.

Voc� tem coragem de ligar aqui.

Voc� j� n�o causou problemas demais?

Algu�m trocou as fechaduras da casa,

eu n�o sei o que fazer!

Volte para a Alemanha e deixe o meu filho em paz.

Ele n�o quer mais nada com voc�.

- Por favor. - N�o ligue mais para c�!

O que � isso?

Esse � o rem�dio especial da mam�e.

Voc� est� doente?

S� um pouco indisposta, � s� isso, querido.

Mas isso...

Isso aqui era do seu av�.

FAR.

Far.

Fredrick Anton Rosler. Esse era o nome dele.

Onde ele est� agora?

No c�u.

N�s podemos ir v�-lo?

N�o podemos, querido.

O c�u � um lugar para onde as pessoas v�o para ficar com Deus.

Igual a igreja do Reverendo Wilson?

Sim, querido.

Como na igreja do Reverendo Wilson.

Quem � agora?

Que chatice!

Estou indo!

Sim?

O Reverendo Wilson est�?

E qual � o assunto?

� melhor voc� entrar.

Reverendo?

Reverendo?

� a Sra. Simpson!

E o filho dela.

Entre.

Consegui dar um jeito de acomodar o jovem Simpson.

Ele est� t�o confuso, pobrezinho.

- Ele est� cheio de hematomas. - S�rio?

N�o sei o que est� acontecendo.

Os pecados do pai.

O Jack Simpson?

Voc� tem certeza?

Ele parecia ser um sujeito t�o af�vel.

Isso encerra o assunto.

- Eles ter�o que ficar aqui. Por enquanto. - Na par�quia?

Eles n�o t�m para onde ir.

Mas ela �...

Ela � o qu�, Missy?

Bom,

alem�.

As pessoas n�o esqueceram, sabe?

Voc� sabe que ter� que notificar ao arcediago?

Para qu�?

M�e e filho?

Debaixo deste teto?

As pessoas v�o falar.

WALTER JONES ESPECIALISTA EM GARAGEM E M�QUINAS

Eu vou na Brenda. Essa gasolina � forte demais para o beb�.

Tudo bem, m�e.

- Oi, Brenda! - Ol�, Pat, querida!

- Surpresa! - Millie!

Sr. Jones, pensei que voc� fosse o meu Bill!

- Millie, o que voc� est� fazendo? - Tentando me matar.

Eu sinto muito.

- Voc� vai acabar comigo. - Voc� est� bem?

Vou sobreviver.

Nada que uma x�cara de ch� n�o resolva.

Que ela v� com Deus!

Voc�s, por acaso, est�o falando da Sra. Simpson?

Sim, estamos.

Cuidado com essas botas oleosas no meu ch�o!

Desculpe, Brenda.

- O que tem de almo�o? Estou faminto. - Torta su�na.

- E n�o v� zombando igual da �ltima vez. - Eu n�o ousaria.

Venha, Bill.

At� mais, querida. Para voc� tamb�m, amig�o.

Homens!

- Pois �! - Enfim, voc� estava dizendo...

- Anna Simpson. - Que mulher tr�gica!

- S� Deus sabe porque o Jack casou com ela! - Bom dia, Srta. Evans!

Brenda!

Eles nem deviam ser aceitos dentro do pa�s depois do que a laia dela fez conosco!

Eu n�o vou falar assim na minha loja, Millicent Price!

- O qu�? - Voc� me ouviu.

Bom, se n�o posso falar o que penso aqui, vamos para outro lugar.

Tudo bem, ent�o. Mande lembran�as para a coopera��o.

Millicent, n�o seja t�o rude.

A Brenda n�o quis dizer isso, n�o � mesmo?

Enfim, eu soube que ele fugiu com outra.

� mesmo?

Vamos, Brenda!

O seu Wally deve ter dito algo, com certeza.

Pelo que sei, ele se levantou e foi embora.

Deixou s� um aviso e foi isso.

Para voc� ver.

Nunca se sabe o que acontece atr�s das portas.

Atr�s das linhas inimigas.

Eu me sinto mal pelo menino, no entanto,

jogado de um lado para o outro.

Imagino para onde ela ir� lev�-lo.

Para bem longe daqui, eu espero.

Se voc�s querem saber.

Eles est�o conosco,

na par�quia.

E voc� podem evitar os mexericos,

enquanto eles estiverem sob nossos cuidados.

Desculpe-me, Brenda.

Pode pegar isso para mim?

Preciso de um pouco de ar fresco.

- Discretas como sempre. - Voc� queria se livrar dela como n�s.

O que o eu quero ou n�o, � somente da minha conta.

Voc� vai comprar algo ou n�o?

Pudim!

Ol�, garota. Como voc� est�?

Ol�.

Como ela est�?

Do mesmo jeito.

- � melhor eu subir e falar para ela. - Antes que voc� fa�a isso.

Acho que eu posso...

Talvez, eu, acidentalmente, deixei o assunto escapar.

Na vila.

- Briga! - Certo!

Tudo bem!

Voltem para suas mesas!

A divers�o acabou!

Simpson.

Eu devia ter adivinhado.

- N�o fui eu, senhor. - Nunca �, certo?

E devo imaginar que aquilo n�o foi culpa sua tamb�m?

SALVE SR. MESTRES -N�o, senhor!

Para o escrit�rio do diretor, agora!

Ela � t�o devota a ele.

Voc� est� amolecendo.

- Ela est� fazendo o que toda m�e faria. - Eu n�o saberia disso.

Desculpa, querido.

Pronto, novinho em folha!

Agora suba para a Bedfordshire.

Ela quis dizer: "v� para a cama".

Fa�a isso mesmo.

Eu j� subo para lhe contar uma hist�ria.

- E chega de brigas. - N�o foi culpa minha!

E chega de responder. Venha!

Est� tudo bem?

Ele n�o entende por que nos odeiam tanto.

Bom...

O tempo cura tudo.

Diga isso para o Peter.

Voc� quer um licor?

Isso seria bom.

Voc� viu a garrafa?

Deve estar na despensa.

A Sra. Simpson desceu depois que o Peter foi para a cama?

N�o que eu saiba.

Odeio dizer isso, mas...

Parece que ela tem um gosto pela bebida do dem�nio.

Pelos C�us!

Isso � tudo que precis�vamos.

Foi uma gota de licor.

Foi um pouco mais do que uma gota, n�o � mesmo?

Voc� est� sugerindo que tenho algum tipo de problema?

Com a ajuda de Deus,

voc� consegue passar por isso.

O que voc� est� fazendo?

Voc� n�o pode fazer isso.

Por favor! Deus!

Por favor, n�o!

Reverendo! Por favor!

Volte aqui!

Mam�e?

Mam�e?

Peter?

� voc�?

Por que voc� est� triste?

Porque eu n�o posso te ver.

Voc� pode me deixar sair?

Mas eu n�o estou com as chaves, m�e. Elas n�o est�o comigo.

Aposto que tem uma lei contra esse tipo de coisa.

Prend�-la desse jeito!

Eu n�o estou prendendo-a.

E como voc� chama isso?

� como aquele pombo com a asa quebrada, tudo de novo.

Eu tinha dez anos.

E voc� ainda n�o aprendeu.

Voc� pega qualquer alma desamparada e perdida, pensa estar fazendo algo bom,

e ent�o, acaba causando mais dano ainda.

Isso n�o � justo.

Bom, o pombo morreu!

Por que voc� n�o faz igual qualquer pessoa normal

e liga para o m�dico?

Acho que ela j� passou por muita coisa.

Pelo amor de Deus!

Na sua cabe�a. Que seja.

N�o sei por que ela n�o pode descer como o resto de n�s.

Voc� sabe sim.

L� vamos n�s, ent�o.

Coma tudo como uma boa garota.

Mam�e, eu peguei a chave!

Peter!

R�pido, mam�e!

Lembre-se,

� o nosso segredinho.

Nosso segredo!

Sim.

Mam�e?

- Peter, volte para a cama. - Fa�a o que ela mandou!

N�o, pare!

- Eu tinha uma vida antes de voc�. - N�o.

Me deixe em paz!

Sra. Simpson, o que voc� est� fazendo a�?

Venha.

Bom, se voc� n�o vai sair...

E ent�o?

Por que tudo isso?

Esses hematomas.

Estou certa em pensar que foi o seu marido?

Os do Peter tamb�m?

Sim.

Mas por qu�?

Eu n�o sei como come�ou.

Sempre achei que o in�cio � a melhor parte.

O Jack e eu nos conhecemos em Berlim quando ele estava a servi�o l�.

Eu estava trabalhando em um bar.

E voc� sucumbiu ao charme dele?

Sim.

Que bagun�a, n�o?

Isso tudo aqui.

Isso vai ajudar, confie em mim.

Eu n�o bebo.

Vamos!

� para um gosto refinado.

Jack Simpson.

Anna Rosler.

Prazer em conhec�-la, Anna Rosler.

Venha!

Espere. Pare.

Qual o problema?

Eu nunca fiz isso antes.

Voc� quer que eu pare?

Quando falei que estava esperando que ele ficasse do meu lado,

a maioria dos homens teria fugido.

Eu n�o tinha escolha.

Voc� entende?

Voc� tinha que proteger o Peter.

Brincar de fam�lia feliz, era assim que o Jack chamava.

Era tudo, menos isso.

Voc� sabe que essa n�o � a resposta, n�o �?

Voc� sabe disso.

O Peter tinha quase cinco anos,

quando Jack foi dispensado.

Ele partiu para a Inglaterra sem n�s, para pavimentar o caminho, como ele dizia.

Ele conseguiu um emprego, uma casa, come�ou uma vida nova.

Tudo enquanto o Peter e eu est�vamos presos naquele inferno.

Por que ele n�o te chamou?

Ele chamou, em algum momento, mas...

O Jack perdeu tudo por causa de onde Peter e eu �ramos, pela guerra.

Isso n�o �,

e nunca foi,

sua culpa. Voc� entende isso?

Ele tinha quase seis anos quando fez isso.

Este foi o quarto dele,

muito tempo atr�s.

Ele era um garotinho am�vel, muito t�mido,

mantinha as coisas para si mesmo, parecia o seu Peter.

O pai dele era o vig�rio local.

Ele era um homem severo,

nada a ver com o Charles.

Ele mantinha...

Valores muito vitorianos...

- Alfred, por favor! - O garoto precisa aprender.

N�o!

Ent�o, o pequeno Charles Wilson passou...

Bastante tempo preso aqui...

...pelas coisas mais tolas.

Parecia t�o injusto.

Onde estava a m�e dele?

Ela morreu,

ao dar a luz ao Charles.

E o pai dele nunca o perdoou.

Bom...

Eu fiz o meu melhor por eles.

Mas o Alfred,

o pai do Charles,

era um homem destru�do.

E como n�s duas sabemos,

homens assim t�m a tend�ncia de compartilhar sua dor.

Por que voc� ficou?

Voc� faz qualquer coisa para proteger o Peter, certo?

A� est� sua resposta.

Que pena.

Parece que eu perdi a chave do seu quarto.

Voc� faria isso por mim?

Mas voc� deve prometer que ficar� longe disso em troca.

Ent�o, n�o vamos mais falar sobre isso.

E n�o diga uma palavra ao Reverendo.

Terei de trocar a fechadura, n�o?

Isso � necess�rio?

Ela est� t�o melhor, Charles, de verdade!

Tivemos uma longa conversa de manh� e...

...agora, realmente acho que ela est� melhorando.

Tudo bem.

Certo. Voc� ganhou!

- Finalmente, um pouco de senso. - Mas se voc� achar a chave...

N�o se preocupe, voc� ser� o primeiro a saber.

Antes que eu me esque�a.

A Sra. Simpson se juntar� a n�s para o jantar hoje.

Ela vai?

Sim.

Mam�e!

Ande, hora de ir para a cama.

- Seja bonzinho para a Sra. Evans, Peter! - Vou tentar!

Ele esqueceu algu�m.

Hensien, pobrezinho.

Ele estava na guerra!

Ele era do meu irm�o.

J� vou lev�-lo l� para cima.

Eu n�o sabia do seu irm�o.

Sinto muito que n�s...

N�s...

Tenhamos te tratado assim.

Eu n�o sabia mais o que fazer.

Voc� quer saber o motivo pelo qual eu bebia?

A bebida me ajuda a esquecer.

Sou vista como a inimiga aqui.

Mas o que as pessoas n�o entendem � que...

Houve casualidades em ambos os lados.

Eu perdi a minha m�e,

meus av�s,

e meu irm�o.

Todos em um dia.

Ele s� tinha oito anos.

O Peter tem esse nome por causa dele.

Eu sinto muito.

O p�o nosso de cada dia que nos dai hoje

Perdoai as nossas ofensas

Assim como n�s perdoamos aqueles Que nos tenham ofendido

N�o nos deixe cair em tenta��o

E livrai-nos do mal

Am�m

Parece ter uma longa lista de nascimentos, mortes e casamentos no momento.

Agora, v� fazer o seu trabalho que eu fa�o o meu.

- Obrigado. - Ande logo, v�.

Srta. Evans,

minha salvadora.

S� h� um Salvador, Reverendo.

Como voc� bem sabe.

Srta. Pritchard.

- Ol�! - Reverendo!

Como voc� est�?

Bem, considerando tudo.

- Entre. - Obrigado.

O m�dico deu a ela mais alguns meses, no m�ximo.

"O Senhor d�,

e o Senhor retira".

- J�, cap�tulo um, vers�culo vinte e um. - Isso.

Eu conhe�o minha B�blia, Reverendo.

Tenho certeza disso.

Tem algo que eu possa fazer?

Sim. Tem algo, na verdade.

N�s viemos para esse mundo juntas,

a Mary e eu.

G�meas.

Quando minha hora chegar,

eu quero ser enterrada com ela.

Isso seria poss�vel?

Deixe comigo.

Peter!

Seu macaquinho sapeca!

A Anna est� l� em cima?

Agora � "Anna"?

- Perd�o? - Ontem voc� a chamava de Sra. Simpson.

Mas, enfim, n�o.

Eu n�o ouvi um pio.

Voc� n�o verificou?

Achei melhor deix�-la dormir.

Anna?

Anna?

Missy! A Anna!

Ligue para o m�dico.

- Obrigado, Srta. Evans. - Doutor!

Ela est� com intoxica��o por �lcool, Reverendo.

Se voc� n�o a tivesse encontrado naquela hora...

Digamos que poderia ter acabado...

Muito mal.

Bom, tenho outros pacientes para atender, ent�o, lhe desejo um bom dia, Reverendo.

Srta. Evans.

Bom, eu te avisei.

� melhor eu subir e ver como ela est�.

N�o.

Voc� j� causou bastante dano por hoje.

Perd�o?

Ela estava sob seus cuidados, Missy.

"Que quando eu tiver bebido meu preenchimento mais �ntimo...

De paz perfeita,

irei me levantar renovado,

em alma e corpo,

intelecto e desejo.

Igual para enfrentar a vida,

com qualquer que seja o humor".

Como voc� ousa mexer em meus bens pessoais?

Como voc� ousou mentir para mim?

- Voc�, de todos as pessoas! - Eu sei o que fiz.

Ent�o, nada disso � culpa sua?

Voc� acha mesmo que uma porta trancada faria alguma diferen�a?

Charles, voc� � t�o inocente �s vezes,

Eu quero que voc� saia daqui.

Voc� me ouviu.

ESTA��O DE TREM FENCOTE

Pronto, Sr. Matthews.

ADIADO AT� PR�XIMO AVISO CANCELADO

Srta. Evans!

- Sr. Willoughby. - Que bom te ver.

Voc� ficar� por muito tempo?

- Pelo tempo que der. - Entendo.

Isso � tudo?

Por enquanto,

sim, obrigada.

Wilfred, volte aqui, querido!

Todas as coisas brilhantes e belas

Todas as criaturas, grande e pequenas

Todas as coisas s�bias e maravilhosas

O Senhor Deus fez todas elas

A gra�a de nosso Senhor, Jesus Cristo,

e o amor de Deus...

Aqui est�.

N�o � bem uma casa, mas...

Sinta-se livre para usar quando quiser, vou lhe dar a chave.

Obrigada.

Sr. Willoughby.

Voc� est� ocupado nesta manh�?

� dia de mudan�a,

� melhor eu ir voltando.

Ame seus inimigos.

- Aben�oe os que lhe amaldi�oam. - At� parece!

- Fa�a o bem para aqueles que odeiam. - Vamos.

- Vamos embora. Venha. - Reze por aqueles...

Que lhe maltrataram

e lhe perseguiram.

Este caminho foi escolhido para mim pelo meu pai.

Mas agora questiono qual � o correto.

Na raiva, dei as costas para a �nica const�ncia em minha vida.

E agora descubro que meus fi�is...

Deram as costas para mim.

O que voc� tem em mente trazendo-a para c�?

E tudo porque abri minha casa para uma m�e...

...e seu filho.

Deus me deu uma fam�lia.

Algo que eu nunca pensei que fosse poss�vel.

E pela primeira vez em minha vida, eu tinha um senso de pertencimento.

Eu farei de tudo em meu poder para proteg�-los.

Qualquer coisa.

N�o v� para muito longe!

Se continuar assim, n�o terei mais uma congrega��o.

Talvez, eu devesse partir.

O qu�? Da par�quia?

N�o.

Isso � tudo por minha culpa.

Claro que n�o. Vou lhe dizer o que � isso.

� intoler�ncia, pura e simplesmente, e se as pessoas n�o gostam disso, bom,

podem procurar outra par�quia.

Voc� n�o est� falando s�rio.

N�o?

Voc� cancelou a quermesse?

Por qu�?

Por causa mim?

Senhoras e senhores, meninos e meninas!

Eu declaro a Quermesse da Igreja de St. Chad...

Aberta!

Aproveitem!

Eu mandei aproveitarem!

Viu?

Eu falei que ficaria tudo bem.

- Eu esperava mais gente. - Mas j� � um come�o.

Sorria, Reverendo!

N�o.

Por favor.

Isso! Um grande sorriso para a c�mera. Um, dois, tr�s!

Perfeita.

Cad� o Peter?

Dentro de casa.

Por qu�?

Porque voc� acha?

Est�o mexendo com ele de novo?

Acho que sim.

- Quer que eu fale com eles? - Hoje n�o.

Vamos deixar as coisas calmas.

Voc�s n�o v�o acreditar no barulho que elas fizeram na minha loja.

Eu tive que sair,

e gritei para aquelas arruaceiras: "voc�s se importam?".

Muito bem.

Quer tentar uma vez, querida? Ganhe uma garrafa de licor para voc�.

Voc� j� n�o deu muitas batidas, Sr. Soco?

Eu? Nunca fiz isso!

- Acho que fez sim, Sr. Soco. - N�o fiz!

Fez sim!

Seus pestinhas!

Deixem meus fantoches em paz!

- N�o veio tanta gente, n�o �? - Bom,

j� tivemos mais.

Eu me pergunto o porqu� disso.

Que mentes pequenas e nojentas.

- Vamos deixar as coisas calmas. - Estou tentando. Acredite.

Voc� acha que pode convencer o Peter?

Vou tentar.

- Acho que foi bem r�pido, na verdade. - As crian�as de fantasia podem vir aqui?

- Chegou a hora. Veja! - Fa�am uma fila.

Voc� est� morto!

Peter, solte isso agora!

Desculpa por eu ter gritado.

Mas essa � uma arma para adultos.

Agora, o que temos aqui?

Temos um carro.

Que fant�stico! Seu papai que fez isso?

Bom, se voc� mudar de ideia, sabe onde estamos.

Venha aqui, bonequinho.

Nosso pr�prio Hitler jovem.

Pobre nazistinha!

Falando nisso.

Vamos l�, querido.

- E voc�? Quem fez a sua? - Meu papai!

Seu pai tamb�m?

Eu sinto muito.

Deve ter sido dif�cil para voc�.

O passado tem uma forma engra�ada de lhe pegar quando voc� menos espera.

Com certeza.

Eu sei que essa,

provavelmente, n�o � a hora certa para dizer isso, mas...

Eu quero que voc� e o Peter venham morar comigo.

Permanentemente.

O qu�?

- Mas n�s n�o podemos. - Por qu�?

N�o seria justo.

Tenho uma vaga para governanta.

Eu?

Sim.

Desculpe-me.

N�o consigo ouvir meus pensamentos!

Anna?

Voc� me assustou!

Desculpa.

Voc� n�o gosta?

Meu gosto para m�sica � um pouco mais...

Conservador.

Talvez seja hora de o honor�vel Reverendo Wilson ampliar seus horizontes.

O que voc� est� fazendo?

Anna?

Pode me conceder essa dan�a?

- Eu n�o consigo! - Deixe-me julgar isso.

Desculpe-me.

Eu te avisei.

Nada mal!

S�rio?

Devo dizer que isso parece um pouco...

N�o ortodoxo.

� um pouco estranho,

dan�ar assim, aqui, com voc�.

Perd�o.

Certo.

Essa papelada n�o vai se resolver sozinha.

- Bom, eu preciso mesmo ir na Brenda. - Certo.

Voc� se importa de ficar de olho no Peter por mim?

N�o. Claro que n�o.

Ele est� no jardim.

Tudo bem.

Pudim! Ol�! Por que voc� est� latindo?

O que foi?

Peter?

Peter?

Peter?

Peter, des�a!

Pegue-me se for capaz!

Peter!

Peter.

Vamos te levar para dentro.

O barulho que sai da casa deles.

Eu conhe�o o sentimento.

Meu Deus, parece o Circo Piccadilly l� fora!

Solte mais um pouco, Bill!

Voc�s se importam?

Alguns de n�s est�o tentando viver por aqui!

E pode ir tirando aquela coisa, poluindo a frente da minha loja!

Desculpa.

Perd�o, queridas.

Continue.

Amy Parker disse que n�o conseguiu dormir e ela mora quatro andares abaixo!

- Boa tarde. - Ol�, querida!

Falando no diabo.

Eva Braun, bem na hora.

Essa da� se deu bem.

Pelo menos ela � uma cliente que paga,

� mais do que se pode dizer de voc�s duas.

N�o quebrou nada.

Voc� � um menino bem sortudo.

Cad� a mam�e?

Ela est� fazendo compras, ent�o seremos s� n�s dois por um tempo.

Tudo bem?

Isso quer dizer que voc� � meu papai agora?

N�o.

Mas eu prometo que vou tentar ser algo bom para voc�.

Eu gostaria que voc� fosse o meu papai!

Descanse um pouco.

Vamos.

Isso mesmo.

Bom menino.

Prontinho.

Aqui est�.

Eu quase esqueci!

Um artigo sobre a quermesse. P�gina oito.

Por minha conta.

- Obrigada. - E parab�ns por sua nova posi��o, ali�s!

- As not�cias se espalham depressa. - Com certeza!

O Reverendo � um homem bondoso!

Governanta � o caramba!

Ela nem governava a pr�pria casa, imagine a dos outros.

A Sra. Simpson passou por maus bocados, voc� sabe.

S�rio?

Gabando-se na par�quia?

- Mais ch�, Reverendo? Ou algo mais forte? - J� chega!

Voc� devia ter visto ela na quermesse,

- agindo como se fosse dona do lugar! - Eu estava l�, obrigada.

Ela tomar� um belo susto quando ler aquele jornal.

Anna?

� o Peter...

RESIDENTES DE ARMAS NA PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO

- O que houve? - Ele caiu da casa da �rvore.

Ele est� bem.

S� um pouco dolorido.

Peter?

Peter, querido?

� a mam�e.

M�e!

Querido, voc� est� bem?

O papai est� cuidando de mim.

Seu pai n�o est� aqui.

Volte a dormir.

Isso � t�o gentil.

Ela era minha, h� muito tempo.

Pensei que o Peter pode gostar.

Ele vai sim, com certeza.

Como ele est� hoje?

Ainda insiste em te chamar de pai.

Bom, em alguns dias, ele estar� novinho em folha.

� o artigo sobre a quermesse?

Sim.

Bom...

Deixe-me ver, por favor.

Sinto muito.

INVAS�O ALEM� DEIXA OS LOCAIS LONGE DA QUERMESSE

Certo. � fofoca que eles querem?

Vamos lhes dar algo para falar.

Um piquenique.

Voc�, eu e o Peter.

- N�o v� muito longe! - Tudo bem!

Moedas?

Eu quis dizer...

Que pagaria moedas pelos seus pensamentos.

Quero dizer: O que voc� est� pensando?

Voc� e suas express�es.

Eu estava pensando...

Que nunca vi o Peter t�o feliz.

Que bom.

Deve ser porque ele bateu a cabe�a.

Acho que sim.

E voc�?

- O que tem eu? - Voc� est� feliz?

Depois que o Jack partiu,

eu n�o sabia o que fazer.

E agora, olhe para mim!

Estou feliz.

Mais feliz do que j� estive na vida.

Fico contente.

Mas como voc� diria.

Tudo que � bom tem um fim.

Por qu�?

Quero que voc� se case comigo.

O qu�?

Eu quero que voc� me d� a honra de se tornar minha esposa.

Tudo bem. Estou indo!

Jack Simpson.

- Ol�, Brenda. - O que lhe traz de volta?

O que qualquer marido de respeito faria,

estou procurando minha mulher.

P�gina oito.

Tem tudo que voc� precisa saber.

Adivinha quem era?

- O que eu sou? Um vidente? - Jack Simpson!

Pensei que ele tinha sumido.

N�s dois pensamos.

Por que voc� tem que estragar as coisas? Por que n�o deix�-las como est�o?

Como assim "estragar"?

Anna Simpson,

eu te amo.

N�o ama, n�o.

Voc�...

Ama...

- Isso. Voc� ama a ideia de uma fam�lia. - N�o!

Enfim, voc� n�o pode casar comigo, tem que considerar sua posi��o!

Ent�o, vou renunciar.

Estou falando s�rio, Anna.

Perdi minha reputa��o na comunidade.

Eu perdi minha congrega��o.

Acho mesmo que Deus est� tentando me dizer algo.

S� me deixe em paz, ouviu?

- Peter! N�o me encha! - Anna, n�o fa�a isso.

Anna.

- Mas eu estava procurando minhocas! - Agora!

Anna, espere!

- Mas e o papai? - O Reverendo Wilson n�o � seu pai!

- Sidmouth, tr�s, cinco, dois! - � a Sra. Simpson.

- A Srta. Evans est�? - Sim.

S� um minuto.

Srta. Evans,

a Sra. Simpson quer falar com voc� ao telefone.

A Anna?

Anna?

Qual o problema?

Charles?

Sinto muito, eu me comportei muito mal!

Jack!

Sua vadia imunda!

- N�o � o que voc� pensa. - Como �?

- Engra�ando-se com o p�roco? - Est� doendo!

Isso � bem baixo!

- At� para voc�! - Jack, voc� est� me machucando!

- Eu nem comecei! - Pare, por favor!

Jack, pare!

Que tipo de sacerdote voc� �, afinal?

Anna, ligue para a pol�cia!

Voc� est� morto, ouviu?

Morto!

Pol�cia, por favor.

Jack Simpson � seu marido?

Sim.

Bom, sinto muito, mas acho que nenhum crime foi cometido.

Uma agress�o, � claro.

Se minha esposa estivesse com outro homem, p�roco ou n�o,

eu tamb�m estaria batendo na porta dele.

Sem ofensas, Reverendo.

A Anna n�o est� comigo.

Anna? Voc� a chama assim?

- At� voc� pensa desse jeito? - Pelo que vejo, n�o h� o que fazer aqui.

Voc� deve fazer algo para tirar aquela su�stica da sua porta.

N�o queremos come�ar outra guerra mundial.

Boa tarde.

Estou feliz que voc� veio.

Por qu�?

Recebi uma visita ontem.

Aquele seu marido inst�vel.

- � mesmo? - Eu o mandei embora na hora.

Bom,

ir atr�s de voc�, do jeito que ele fez, � uma desgra�a.

� bem gentil da sua parte.

Mas, n�o pude evitar de me perguntar, se ele tem algo a ver com os p�steres.

Voc� n�o os viu?

V� EMBORA, ANNA SIMPSON, VOC� N�O � BEM-VINDA AQUI

Sra. Simpson!

As suas compras!

Espero que o Wilfred se comporte com a sua m�e.

- Ele vai ficar bem, � um bom menino. - N�o pode ser!

O qu�?

Jack Simpson est� vivo, veja s�!

Algu�m est� se sentido generoso hoje.

N�o.

� minha noite de sorte, s� isso.

Estou vendo.

Ele � bem bonito.

Jack, eu vou ter um beb�.

O seu filho.

Bom, eu n�o estava esperando por isso.

- Venha, Millie. - Aonde n�s vamos?

Na Brenda, � claro. Millie!

- Vamos! - N�s precisamos ir?

� melhor voc� ficar esperto,

Jack.

Jack.

� verdade que voc� se casou com uma alem�?

O que voc� tem com isso?

Vamos para outro lugar, Bill.

Sim, estou indo.

O que foi isso?

Ele perdeu o irm�o na guerra,

acho que � hora de voc� sair de Fencote, Jack.

O que voc� est� olhando?

Pare o �nibus.

Eu mandei parar o �nibus!

Ol�, � da par�quia! � o Reverendo Wilson falando.

Eu n�o consigo continuar assim, Charles.

Vamos te levar para casa.

Fencote n�o � minha casa.

Venha.

Obrigada.

Desculpa.

Eu n�o devia ter feito isso.

Por qu�?

Porque voc� � casada.

Foi errado da minha parte.

N�o foi, n�o.

Tem moedas?

Eu s� estava pensando...

Eu quis dizer...

Moedas para isso.

N�o, voc� vai ver.

Voc� ainda quer saber o que eu estava pensando?

Eu estava pensando...

Sobre o quanto eu te amo, Charles Wilson.

Diga isso de novo.

Resid�ncia do Arcediago, posso ajudar?

Al�?

Tem algu�m a�?

Eu te amo,

- Charles Wilson. - Al�?

� voc�, Charles?

Sim. Perd�o, vossa gra�a.

� o Charles.

O que est� acontecendo?

Quem � essa com voc�?

Que n�o seja aquela mulher terr�vel, a tal Simpson, eu espero.

Sim.

Acredito que seja ela.

Estou com o jornal de Fencote da semana na minha frente.

Que comportamento chocante.

Preciso te ver com urg�ncia.

Voc� me entendeu?

Charles?

Voc�, ao menos, est� me ouvindo?

Charles?

Eu tenho que pegar um trem.

Charles!

Missy?

Que surpresa!

Oi, Charles.

O que voc� faz aqui?

A Sra. Simpson. A Anna...

- Me ligou. - E...

O que ela disse?

O suficiente para eu saber que voc� precisa de mim aqui.

Voc� est� planejando viajar?

Eu fui convocado,

- pelo Arcediago. - Entendo.

� melhor ir logo.

Voc� n�o quer deix�-lo esperando.

Eu senti sua falta.

Voc� vai ficar?

Voc� quer que eu fique?

Sim.

Quero.

Obrigado.

N�o agrade�a a mim,

e sim a Anna Simpson.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Peter!

Vamos brincar de esconde-esconde.

Preciso que voc� encontre um bom lugar para se esconder,

e que fique em absoluto sil�ncio, certo?

Um,

dois,

tr�s.

Ol�, Anna!

Voc� n�o vai usar isso de verdade, n�o �?

Imaginei que n�o.

Ainda � a mesma Anna d�cil com a qual me casei.

N�o diga isso!

Eu direi o que bem entender!

Voc� ainda � minha mulher!

N�o por muito tempo.

Voc� est� falando do seu p�roco?

Ele est� aqui para te resgatar agora que voc� precisa?

Acontece que...

Eu n�o o vejo em nenhum lugar.

Ou ent�o, o meu filho ir� lhe salvar.

O Peter n�o est� aqui.

Ent�o, voc� n�o vai se importar se eu der uma olhada.

N�o ouse!

Peter!

O papai est� aqui para te levar para casa.

Solte-me!

Voc� acha que vou deixar outro homem criar o meu filho?

Peter?

Cad� voc�, filho?

Peter?

Venha brincar. O papai est� aqui.

Ele n�o est� aqui.

Eu juro!

Onde ele est�, ent�o?

Cad� ele?

Ol�?

V�!

Oi?

A� est� voc�, Anna.

- Que bom que voc� se juntou a n�s. - Jack Simpson!

O que, em nome de Deus, voc� faz aqui?

- S� exercendo meus direitos como marido. - Ele est� mentindo!

Estou?

Por que n�s n�o nos sentamos?

Podemos conversar sobre isso.

Eu mandei sentar!

Sabe,

gostando ou n�o,

Anna Simpson,

voc� ainda pertence a mim.

Ela n�o pertence a ningu�m!

Eu estava falando com voc�?

Whisky,

seu favorito.

Por favor, n�o!

Cale...

A boca.

Beba tudo.

Vamos chamar isso de reembolso,

por toda a mis�ria que tive que enfrentar.

Est� vendo isso?

Voc� viu?

Foi isso que eu recebi...

Por casar com voc�.

Voc� viu isso?

Um pouco mais para o lado e eu teria morrido!

- Jack, eu sinto muito. - � mesmo?

Voc� sente muito?

N�o � culpa dela.

Ent�o, quem � o culpado?

Porque n�o � minha culpa!

Jack, pare!

O que voc�, pelos c�us, voc� quer fazer?

Jack!

Jack Simpson!

N�o, por favor!

- Pare com isso agora! - Senti falta disso.

N�o! Pare, Jack!

Eu n�o quero!

- N�o. - Calada!

N�o!

Eu n�o quero!

- Deixe-me em paz. - Voc� � minha esposa.

Eu n�o quero!

Pare!

N�o, por Deus!

Voc� � minha mulher!

Ele estava machucando a mam�e.

J� passou, querido.

Vai ficar tudo bem.

Eu prometo.

Venha comigo agora.

Agora,

v� para a cama

e n�o fale mais sobre isso.

Promete?

Peter.

Eu preciso que voc� prometa!

- Eu prometo. - Bom garoto!

Pode ir.

O que eu fiz?

Minha querida,

voc� n�o fez nada.

Nada mesmo.

V�o tir�-lo de mim.

N�o v�o se n�o souberem de nada.

N�s temos que proteger o Peter!

Voc� entende o que estou dizendo?

Anna?

Pegue os bra�os dele!

Empurre!

Isso!

Boa garota!

Isso, j� est� bom.

Anna, vamos, querida!

Ainda temos muito o que fazer. Ande!

N�o devemos contar para ningu�m sobre isso, Anna.

Nunca!

Um voto de absoluto sil�ncio!

Anna?

Voc� entendeu?

E que Deus nos perdoe!

Que nosso Senhor nos perdoe!

E que Deus nos perdoe!

MARY ALICE PRITCHARD 1907 - 1950 "Eu sou a Ressurrei��o e a Vida,

disse o Senhor.

Aquele que cr� em mim,

mesmo morto, ir� viver.

E todos que acreditarem em mim

nunca dever�o morrer".

Enquanto enterramos o corpo de Mary Pritchard, devemos lembrar:

"Da terra a terra.

Das cinzas as cinzas.

E do p� ao p�".

"Na certeza e segura esperan�a da ressurrei��o da vida eterna".

Ao nosso Senhor, Jesus Cristo.

Am�m.

Perdoe-me, Pai.

Perd�o, Pai!

ASILO DO FRADE LANE, HOSPITAL PRIVADO

Tem certeza de que n�o vai entrar?

Eu n�o quero.

Ok.

Ela s� parou de falar do nada.

� t�o estranho.

- H� quanto tempo voc� a conhece? - Minha vida inteira,

ela me criou.

N�o!

Voc� vai cuidar direito dela, n�o vai?

Claro!

� que se ouve tantas hist�rias terr�veis.

Pode ficar em paz.

Ela est� em boas m�os.

Que bom.

Ol�, Missy.

Sou eu, o Charles.

O pequeno Charlie Wilson, lembra?

Passamos por muita coisa, n�s dois.

Todos esses anos,

lutando pelo bem.

O Reverendo e sua governanta.

Mas voc� era mais do que isso.

Voc� era minha melhor amiga.

A m�e que eu nunca tive.

Ent�o, preciso lhe contar uma coisa importante.

A Anna e eu...

Lembra-se dela?

Vamos para longe de...

Vamos para um lugar novo.

N�s iremos come�ar do zero, longe de...

Olhares curiosos e l�nguas afiadas.

Ent�o...

Prometo que virei lhe visitar,

sempre que eu puder, e vou lhe escrever,

toda semana.

Prometo de cora��o.

Ser� como se eu nem tivesse ido.

Missy!

Quase esqueci de voc�.

Voc� teria algo a dizer sobre isso, n�o?

Hora de ir, Missy.

Chegou a hora.

PACIENTE: SENHORITA DOROTHY EVANS

Ent�o, agora voc� sabe.

Sim.

Eu tentei lhe dizer.

Por tantas vezes.

Voc� consegue me perdoar?

Charles?

Meu amor!

N�o h� o que perdoar.

Sou s� eu.

Nossa, aquilo foi...

Est� tudo bem?

Ol�, filho!

Cad� o Jack?

Ele est� na estufa.

Sua m�e precisa lhe contar uma coisa.

Vou subir e tirar uma soneca.

Conte a ele.

O que est� acontecendo?

� melhor voc� se sentar, Peter.

Voc� se lembra...

De quando era pequeno?

Por volta da idade do Jack.

Um pouco.

Lembro da minha escola prim�ria,

da igreja, � claro.

� sobre aquela coisa na TV?

Tinha um homem que morava conosco, antes de nos mudarmos para a par�quia.

Voc� se lembra dele?

Por que voc� est� falando disso?

O Charles...

N�o � seu pai biol�gico.

O seu pai verdadeiro...

� um homem chamado Jack Simpson,

que morreu quando voc� ainda era menino.

N�o, Jack. Os adultos est�o conversando!

Desculpa, vov�.

Jack?

Eu n�o disse nada na �poca, mas...

Quando voc� escolheu esse nome para o Jack, eu tinha certeza...

Que parte de voc� tinha se lembrado, de algum jeito!

Por que voc� est� me contando isso?

Por que agora?

Porque voc� precisa saber a verdade.

Antes que os jornais comecem a falar disso.

Como assim?

N�o atenda.

Eu tenho que atender.

Sra. Simpson?

Sim?

- N�o. O nome dela � Sra. Wilson. - Peter. Por favor.

Eu gostaria de falar com voc� sobre algo que veio � tona.

� sobre o desaparecimento do seu marido,

o Sr. Jack Simpson.

Que Deus me perdoe.

Pai!

N�o!

A quem tenha interesse,

eu, Charles Wilson,

Reverendo da Igreja de St. Chad de Fencote,

confesso o assassinato de Jack Simpson da comunidade.

No dia 21 de agosto

do ano de 1950.

De forma nenhuma, Anna Simpson,

ou seu filho, Peter,

sabiam...

...ou estavam envolvidos no ato.

E nem esconderam as minhas a��es.

Eu tomo completa responsabilidade de tal crime.

Que Deus me perdoe.

Charles Wilson.

A POL�CIA FECHOU A INVESTIGA��O SOBRE A MORTE DE JACK SIMPSON

NO DIA 14 DE JANEIRO DE 1993,

QUATRO SEMANAS DEPOIS DE CHARLES WILSON TIRAR A PR�PRIA VIDA.

AT� HOJE, PETER SE RECUSA A ACREDITAR QUE CHARLES N�O ERA SEU PAI BIOL�GICO,

APESAR DAS EVID�NCIAS ESMAGADORAS QUE PROVAM O CONTR�RIO.

ANNA LEVOU O SEGREDO SOBRE O DESTINO DE JACK PARA O T�MULO.

AMOR E PRECONCEITO

TRADU��O: BELLE ARAUJO EMPRESA: ENCRIPTA

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