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Original subtitles

ESC�NDALO

Sei como se sente, senhora...

Fique � vontade e conte-me o que aconteceu...

Levava esse machado totalmente ensanguentado

Meu cunhado a levava. Tinha sangue nas m�os e na camisa.

N�o posso falar sobre isso, senhor policial.

Sei que � duro, senhora, mas tenho que conhecer os fatos.

Ele cambaleou pelo corredor e disse: eu fiz isso!

Ent�o, ele...

Depressa, "capit�o". O tenente Davis acaba de chegar.

Que quer fazer, policial?

- N�o sou um tira. - Mas voc� disse...

- S� disse que queria lhe fazer umas perguntas.

Sou do "New York Express"

E me fez passar por isto! Voc� � um indecente, n�o � humano!

- Sinto muito, mas � meu trabalho. - Ol�, tenente.

- Isto tem cara de homic�dio. - Ol�, tenente, espere at� ouvir!

- Isto � um assunto sujo. - Continue por esse caminho, McCleary

e espero que seja a �ltima vez, ou irei lhe prender! � um aviso!

Ou�a, aqui � K-L, 75263. Ligue-me com Plaza-5299.

A senhora n�o era feia. Pena que o cara tenha usado um machado na sua cabe�a.

Fez-me perder algumas boas fotos.

Ei, Mark, J� cal�ou as luvas para essa reuni�o?

N�o, irei com as m�os descobertas.

Diga que temos outro crime sangrento. Com machado.

Em um pr�dio de apartamentos da zona F.

Tenho uma entrevista exclusiva com uma testemunha.

Tem fotos?

Sim, Biddle p�de fazer duas fotos.

O cad�ver de uma mulher, e um primeiro plano de sua irm� hist�rica.

J� temos a manchete da foto: "eu o vi com o machado ensanguentado".

Bom, isso vende.

Leve o artigo para publicar. Espere. Que quer?

O Sr. Madison voltou a telefonar da sala de reuni�o.

Ouviu? Est�o se cozinhando em seu pr�prio caldo.

Que n�o se queimem. Gosto deste trabalho.

At� agora n�o tem acontecido nada de errado comigo.

Se sairmos daqui ser� para um lugar melhor. At� logo.

Sou uma das maiores acionistas desta empresa...

Gostaria de saber por que o New York Express,

que j� foi um jornal de respeito,...

converteu-se em uma publica��o barata e depravada.

Por que autorizaram o diretor a converter um...

...jornal decente...

nesse tabloide repugnante, destinado a apoiar...

as paix�es das mais imbecis.

Exijo uma explica��o, Sr. Madison.

Sra. Rawley, em defesa de Mark Chapman...

Sr. Madison, eu mesmo fa�o minha defesa, se me permite.

Como quiser, Mark.

Sra. Rawley, creio que sabe que me contratou...

...como diretor executivo com plenos poderes...

para transformar este jornal.

E por uma simples raz�o: somente havia perdas.

Por que o Sr. Madison me contratou?

Porque se deu conta que havia chegado o momento para o Express...

superar seus antigos enfoques negativos.

New York Express M. Dewey derrotado.

Mas quem ganhou?

Agora � um jornal positivo. � um neg�cio, senhores,...

...que satisfaz a fome de emo��o, de fugas, de not�cias

Aqui � onde eu tomei as r�deas do jornal.

Em vez de falar da ONU, uma hist�ria de crimes,

que � o que as pessoas querem.

Em vez de compromissos presidenciais...

...os assassinatos do homem gorila.

Resultado: 40.000 novos leitores.

Em um ano a tiragem aumentou 110%.

E quando alcan�armos os 750.000 exemplares...

Teremos que lhe pagar uma boa quantia. Eu n�o gosto disso...

Mas gostaram...

dos ganhos do m�s passado.

Eu n�o gosto disso. Que jornalismo � este?

"BAILE PARA OS CORA��ES SOLIT�RIOS"

Um jornal patrocinando um baile barato e vulgar...

...com o fim de atrair os mais idiotas da cidade.

As pessoas que ir�o esta noite ao baile dos solit�rios,

esses que voc� chama idiotas,

compram e leem este jornal.

Sua lealdade � o que enche o bolso de voc�s.

� inadmiss�vel o fato de que um de seus rep�rteres

seja preso por ocultar informa��es � pol�cia.

Como se chama... McCleary?

As coisas que escreve... deveria ser despedido!

McCleary � o melhor rep�rter que conheci em minha carreira.

Antes de despedi-lo, eu deixaria o "Express"...

e iria a trabalhar para quem soubesse apreciar um profissional

- Bem, Mark... - Mais uma coisa.

Meu contrato foi s� um aperto de m�os entre o Sr. Madison e eu.

Ent�o se n�o me v�o dar liberdade total,

vou embora depois da �ltima edi��o de hoje.

E agora sinto muito, mas j� vou. Tenho um jornal para tomar conta.

- J� terminou seu artigo? - Estar� pronto em um minuto, Joey.

Sr. Chapman...

Obrigado.

Quer o artigo de McCleary, Bax?

Como se foi na "sala de torturas"?

Est� bom. D�-lhe espa�o. McCleary escrever� mais amanh�.

- E isto? - Fotos para os do cora��es solit�rios.

- N�o as quero. - Mas...

diga a Peters que n�o se ocupe mais disto.

Ele os retrata com se fossem uma lista de sopas...

em vez de provocar excita��o.

- Est� certo, mas... - Sim?

Sim, Sr. Madison.

- Procure um machado e o cubra de sangue. - Ah, sim? E de quem?

Seu. Se n�o encontrar use chocolate.

Genial. E quando terminar poderei preparar uma merenda.

Merece um artigo uma mulher com vinte filhos?

Acho que merece a primeira p�gina.

Seu instinto maternal me assusta.

Aonde me leva para jantar esta noite?

Se n�o despediram Chapman...

Pagarei o jantar chorando pela aposta perdida.

Ser� melhor que tome bicarbonato, princesa...

...vai precisar.

N�o conte com o ovo antes de a galinha por.

Ol�, que aconteceu? J� � um "ex"?

N�o s�o t�o idiotas para despedir um ganhador.

Parab�ns. Sabia que iria os convencer.

Eu disse que voc� tamb�m iria embora,

e que ent�o teriam problemas.

Prefeririam lhe despedir a lhe dar a gratifica��o,

que � o que lhe preocupa de verdade.

Vou lhe dar...

...uma parte dessa gratifica��o.

Que quer, que me aposente?

Penso em fazer um trato com Madison...

...para comprar a��es.

Acabaremos sendo os donos deste jornal.

- � uma grande oferta. - Vou lhe fazer outra...

Convido-lhe para jantar. Escolha o lugar.

Proponho algo melhor. Convide uma mo�a. Perdeu uma aposta.

Outra vez a "gr�-duquesa"? Bem, creio que hoje aguento tudo.

- Eu n�o sei se ela poder�. - Diga que se prepare

Temos que estar no baile oito horas.

N�o dissimule sua satisfa��o Estou vendo que continua em seu posto...

- N�o ficou contente - J� tentei tudo.

Cruzar os dedos, acender velas, rezar...

- Quem faz seus vestidos? - Saiamos daqui...

J� vi a cara de Chapman demais.

Al�m disso tenho que escrever um artigo.

Pelo menos, olhar para voc� durante uma hora, ser� uma boa troca.

- Se vamos jantar, vamos logo. Como vamos?

A aposta era entre voc� e eu.

A aposta era um jantar. N�o dissemos para quantos.

- Steve, voc� � um trapaceiro. - E voc� � uma boa perdedora.

Lembra-me de um dia lhe falar sobre as meninas.

Trata-se de conseguir que um par de infelizes...

...anunciem seu casamento.

Se �s nove horas tivermos um casal,

onze horas poderemos ter uma d�zia de artigos...

...cheios de felicidade matrimonial.

- McCleary, "Cupido de Brooklyn" - McCleary,"homem exclusivo".

Ei! Julie!

- Ol�, Charlie. - Como vai, Charlie?

- Bem, Mark. Est� com �timo aspecto, McCleary.

Obrigada.

Que � isso? Faz-se de "escritor fantasma" para Alysson, Charlie?

Est� me ajudando a conseguir uma documenta��o

para essa s�rie de monumentos hist�ricos.

N�o podia escolher ningu�m melhor.

Lembra-se dos velhos tempos, Mark?

Quando cortei os fios do telefone no julgamento de Lindbergh?

Sua exclusiva... Quase me custa o emprego.

Ganhei de voc�, do tel�grafo, e de todos. Foi o ano que...

o ano que ganhou o pr�mio Pulitzer.

Sim. Ou�a, Mark, a prop�sito do que disse para Julie...

acho que ainda posso trabalhar. - �timo. Alegro-me com isso!

Que me diz, Mark? Vai me dar trabalho?

- Por que n�o? - Obrigado...

- Charlie, estou orgulhosa por voc�. - Mas isso requer algumas provid�ncias

e n�o posso fazer nada agora mesmo.

Estamos com pressa. Depois irei lhe telefonar.

Claro, Mark, conhe�o o of�cio, sempre correndo...

- Tomaremos caf� amanh�? - Sim, estarei l�, Julie.

Eu pensava que voc� era um...

- Quanto lhe deu? - Dez d�lares.

- Dez d�lares?

Isso d� para muito u�sque.

- Logo estar� b�bado. - Mas, espere um momento...

� um alco�lico. N�o lhe deve dar...

...mais de um d�lar de uma vez.

Pode mat�-lo. Com 10 d�lares pode tomar banho de u�sque.

Quando trabalhar tudo mudar� para ele, eu acho.

Trabalhar? N�o quero nem v�-lo no meu escrit�rio.

Suba no carro. Aonde vai?

N�o vou deixar que tenha ilus�es.

- Quer cortar seu cora��o? - Eu? O que voc� acha que est� fazendo?

Estou lhe dando uma esperan�a, um sonho. Eles vivem disso.

- Assim ele � feliz, deixe-o. - Feliz como os cora��es solit�rios?

Esperando o amor que os haviam prometido?

- O �nico amor de Charlie � a garrafa. - Entre!

Biddle, que sua c�mera n�o pare.

J� fiz mais de 100 fotos Sr. Chapman! Estou com o bra�o em nada!

Quero fotos de gente de todos os Estados. Ao trabalho!

Como vai, princesa?

Com um grande esfor�o tento n�o come�ar a gritar.

Durante o jantar esteve muito bonita.

Por que n�o relaxa um pouco.

Est� muito bonita sem suas plumas.

Por favor, Steve, n�o estou para brincadeiras.

- Que dan�ar? - Acha que isso iria me relaxar?

Tenho uma ideia. Pegue um desses cora��es solit�rios...

e diga que � do clube. Fa�a que lhe conte sua vida, e j� tem...

...seu artigo para amanh�. - Mark Chapman J�nior.

Esqueceu-se de dizer: "isso vende".

Boa ca�a, cupido. N�o abandone seu chefe.

Pelo menos me reserve uma dan�a, princesa.

CORA��ES SOLIT�RIOS PRESENTES DE CASAMENTO - GRANDE PR�MIO

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Cada vez que enfoco o objetivo sobre alguns desses zumbis

lembro-me quando cobri o concurso de Miss Am�rica.

Um pouco mais e choro.

McCleary, efic�cia comprovada. Nove horas e j� temos um casal.

Mary e Joe. Conheceram-se no estande de gastronomia de Arkansas.

Foi amor � primeira vista, n�o foi?

Claro, eu sou do Texas, mas gosto da comida de Arkansas.

- Voc� a ama, n�o �? - Sim, claro, acho.

- Mary, voc� o ama? - Ah... sim.

- Amam-se, � evidente. Fant�stico. Edwards!

J� temos um casal. Prepare a reportagem.

- Felicito-lhes. - Vamos, ponha-se a trabalhar.

- Pegue o microfone e anuncie. - Sim, Sr. Chapman.

Por favor, pessoas de sorte, acompanhem-me.

Ei, n�o v� se esquecer da cama com televis�o acoplada...

Vai passar a lua de mel contemplando-a.

- Bom trabalho, Steve, continue. - Mandarei um fot�grafo.

- J� tem o tema para seu artigo? - N�o tenho nem me interessa.

Subornar uns ignorantes para que se casem em p�blico...

� um truque cruel e repugnante.

Este espet�culo � rid�culo, e n�o quero ter nada a ver com isso.

Senhorita Alysson, restam-lhe seis meses de contrato.

Quem me contratou foi o Sr. Madison antes que voc� estivesse no Express.

Se n�o gosta como o dirijo,

proponho-lhe algo que satisfar� aos dois.

F�rias pagas durante seis meses!

Obrigada, Sr. Chapman, mas eu fico. Gosto do que escrevo.

E existem pessoas que gostam tamb�m...

mas esse tipo de gente cada vez compra menos o Express. Boa noite!

Quietas... muito bem!

Amigos e amigas do Clube dos Cora��es Solit�rios

tenho que lhes dar uma not�cia maravilhosa.

Uma prova de que este clube � algo mais que um nome.

Apresento-lhe o homem que criou este fant�stico clube.

O Sr. Mark Chapman, diretor do New York Express.

Luzes, por favor. L� est� ele!

E agora a boa not�cia. Apresento-lhe Mary e Joe.

Duas pessoas felizes que se conheceram aqui, esta noite.

Conheceram-se, apaixonaram-se e v�o se casar.

George?

- Por ser o primeiro casal... - George Grant!

... eles receber�o... - � voc�!

... do Express... - Charlotte.

... uma noite em um hotel... - Eu lhe encontrei.

... um lindo jogo de caf�... - Pensei que tinha morrido!

... e uma lavadora... - George Grant morreu.

... completamente autom�tica. - Sim, eu ouvi.

- E voc� �... - N�o podemos falar aqui.

Podemos falar em minha casa.

Temos muito que falar.

Saia, e espere-me na porta.

Os anos lhe trataram bem.

Quanto tempo faz? 19? 20? D� no mesmo. J� perdi a conta.

V� ao assunto. Que quer de mim?

Pode me dar um?

- Vamos, sem pre�mbulos. - Como est�o lhe chamando? Mark?

Chapman.

Quando mudou de nome? Quando me abandonou?

Para que n�o lhe encontrasse?

Sabia que eu estava louca por voc�,

que iria lhe procurar por todo lugar, n�o � Joe?

Vamos, Charlote, que quer?

Ainda tem pressa, hem? � o que mais me lembro de voc�.

O homem que queria chegar primeiro em todo lugar.

E j� chegou a algum lugar, n�o, George?

Quer dinheiro? Tome este, por enquanto.

Dinheiro? Um suborno, George?

Quanto por cada ano?

Quanto pelo cora��o rasgado, a ang�stia e o medo?

- Oh, cale-se! - Isto poderia pagar o m�dico...

Ent�o eu era 20 anos mais jovem, levava as coisas mais a s�rio.

N�o posso calcular quanto.

Voc� aborrece como sempre me fez.

As pessoas sempre lhe aborrecem...

...quando j� n�o lhe servem mais.

S� deixei para tr�s o aborrecimento.

Sim, da mesma maneira que me deixou.

Meu advogado vai lhe procurar...

...um div�rcio discreto, com uma pens�o generosa.

Agora � um homem importante, hem?

Diretor do New York Express.

Nunca pensei que seria a mulher do diretor de um grande jornal de Nova York.

E n�o �. N�o pense que est� nessa posi��o.

N�o tem nada a ganhar negando-me o div�rcio como fez h� vinte anos.

Nessa �poca eu era jovem e apaixonada e necessitava me agarrar a voc�.

Quando jovem eu cometi muitos erros e voc� foi o maior deles.

Deixei-me fisgar por um corpo atraente.

Agarrou-se a mim, mas me estrangulava.

Asfixiei-me com voc�!

Eu lhe devolverei a pancada. Quando me deixou foi minha morte.

Quando sair daqui ser� a sua.

Tudo aquilo por que lutou, tudo vai morrer.

Voc� � uma louca neur�tica!

Vou contar sua hist�ria. Mark Chapman, o grande diretor!

Abandonou sua esposa, e viveu 20 anos com nome falso.

Que mais oculta sob esse nome falso?

O editor vai ficar encantado!

E os outros jornais. Vou lhe destruir com essa informa��o!

Loja de Penhores Pete - Empr�stimos. 325 Bowery Lane, N�. 39684

NEW YORK EXPRESS CLUBE DE CORA��ES SOLIT�RIOS

PRIMEIRO BAILE ANUAL DO CLUBE DE CORA��ES SOLIT�RIOS

Al�, querida. Ligue-me com informa��es.

Sou Elkins. Se precisar de mim, estou no Skinners.

Que? Se ainda n�o tomei caf�? Sim, ainda n�o tomei caf�...

Sim, Julie. Depois do feliz encontro com Mark ontem...

tive dificuldade para conciliar o sono.

Isso explica esses olhos t�o vermelhos.

Bem, tamb�m bebi um pouco com os rapazes...

Uma esp�cie de comemora��o de despedida.

Deveria ter feito h� muito tempo.

Um homem que ganhou um lugar de honra no Skinners

� muito importante para morrer na rua, n�o acha?

N�o lamento nada, Julie. Minha alian�a temporal com a periferia

deu-me uma vis�o melhor da natureza humana.

Al�m disso, est� demonstrado que quando um organismo recebeu

estimulantes de modo continuado,

uma redu��o brusca poderia trazer efeitos negativos.

Evidentemente.

Mas estou deixando. Quando Mark me chamar

vou me converter em um defensor da �gua mineral.

Charlie, n�o confie muito em Mark Chapman.

Ele nunca me abandonar�. Logo que lhe pedi trabalho

ele me deu, n�o est� certo?

- Senhor Cora��o Solit�rio... - Gentileza do Express, Myrtle.

Vejo que est� lendo. Voc�, n�o fique longe do r�dio.

McCleary, li seu artigo.

Eu tamb�m. Do machado assassino aos cora��es solit�rios...

Tenta demonstrar que � vers�til?

E voc�s... por que o leem?

Para inteirarmos do que acontece ao seu redor...

Bom dia, dupla. Como vamos?

Mal, pelo menos eu.

Irradiando felicidade, princesa?

Baile dos cora��es solit�rios. O jornalismo mudou muito.

Que aconteceu ontem � noite? Deixou-me plantado.

- Deixou-me de modo diferente? - Precisava de sua prote��o.

Algumas de nossas premiadas fizeram uma bagun�a ...

e me ofereceram congeladores e aspiradores.

- E por que os recusou? - E voc� que sabe...

Ampla cobertura de amores n�o correspondidos.

� um jornal dirigido ao amor. At� nas palavras cruzadas.

Exceto a se��o de Alysson.

O amor n�o lhe interessa, Julie?

N�o o que nasce pelo presente de um fog�o ou uma televis�o.

- Respeito os cora��es solit�rios... - Steve, o r�dio.

- Julie. Charlie. - Ol�, Biddle.

Encontraram uma mulher morta na 3� avenida. Interessa-lhe?

Pelo menos ser� uma mudan�a.

Estou ficando frio pelo trato da senhorita ao lado

Depois dos espantalhos da noite passada, cairia bem mudar.

Mesmo que morta, esta mulher deve ter mais classe, com certeza.

Vamos ver.

Obrigado pelo caf�.

Outro espantalho. N�o temos sorte, rapaz.

As mulheres causam problemas, at� depois de mortas.

Sim, est� tudo cheio de �gua, por todos os lados.

Talvez quisesse uma casa com piscina.

Que est� fazendo aqui, tenente?

Queria comprovar se posso chegar antes que a imprensa.

Assassinada?

Temos um vizinho neste distrito...

...com tanta imagina��o quanto voc�.

Viu um buraco em sua cabe�a e pensou que tinham atirado.

E voc� que acha, tenente?

Que dever ter sido feito por ela mesma?

Sim, sabid�o, exatamente isso.

Escorregou na banheira, e quebrou o cr�nio com a torneira.

Como se chamava? A propriet�ria disse Jane Jones.

- Acredita? - Sim, acredito.

Acabei de sair do jardim de inf�ncia.

Jane Jones, mulher desconhecida. Voc� � extraordin�rio.

Ou�a, atrevido, se continuar andando por aqui

ponho-lhe na banheira com o presunto.

Creio que se equivoca. Foi assassinada, est� claro.

Assassinada por dinheiro.

Pelo menos gastava em roupa 7 ou 8 d�lares por ano.

V� para casa, McCleary.

Aqui n�o tem nada de interesse para um grande jornalista como voc�.

Ou�a-me. Cuide de suas coisas ou lhe prendo por obstru��o,

suspeita e vagabundagem. - Claro, tenente.

Procurava alguma coisa que nos ajudasse a identific�-la.

N�o ha malas, hem?

- Rapazes, j� est� pronto? - Claro, Steve. J� tenho tudo.

Obrigado, Dave.

- N�o, outra vez voc�? - Como faz?

Sabe antes que o comunique � pol�cia?

Costumes da cidade. H� uma senhora na banheira.

- Telefone antes de entrar... - Com licen�a, por favor...

- Por que pegou isso? - � familiar?

Eu estive vendo toda a noite.

Claro! S�o as medalhas do baile dos solit�rios.

Sim, quantas fotos tirou no baile?

Trezentas ou quatrocentas.

Leve-as ao laborat�rio

e as compare com as outras.

- Vamos ver se a vemos no baile - Claro, senhor...

bastar� uma semana... - Sim, mas � melhor em uma hora.

- Vamos nos ver. - E voc� aonde vai?

Ao necrot�rio. Se encontr�-la telefone para mim.

Leva-me ao necrot�rio, Pete?

Ol�, Nellie! H� algu�m em casa?

Ei, Steve...

- Como vai, querida? - Muito bem, lindo.

Venha me dar um beijo.

- Como vai o trabalho? - Morto.

O neg�cio est� morto.

- Alegro-me muito em lhe ver. - E eu de lhe ver.

Fazia muito tempo.

Necessito de um conselho de mulher com experi�ncia.

Com minha idade j� n�o pode dizer. Diga.

Se s� tivesse um vestido bonito...

colocaria algo como um bom broche...

...e se tivesse pressa...

Abriria ou arrancaria o broche?

- Est� brincando? - Falo s�rio.

Ainda que tivesse 10 vestidos e a casa pegando fogo eu o tiraria.

Como qualquer mulher.

Imaginava isso. S� queria que me confirmasse.

Eu a amo, Nellie!

- Mas aonde vai? - Quero ver o m�dico.

Vai ter muito trabalho.

MEDICO LEGISTA CHEFE

Recebeu as entradas que lhe mandei?

Steve! Sim, boa luta!

Deram uma boa surra em Haybelly, hem?

Tinha tanto sangue nos �culos que n�o pude ver o golpe de nocaute.

Doutor, acabam de trazer uma morta em acidente,

- Est� na geladeira. - E da�?

Devolva o favor a ela. Fa�a-lhe a necropsia.

N�o me ocupo dos acidentes, e voc� sabe.

Logo come�a o campeonato de beisebol...

Sim.

Suponho que voc� n�o estaria interessado em ver a festa de um camarote?

Est� tentando subornar um funcion�rio p�blico?

Tudo certo bem atr�s da primeira base, doutor.

Fa�a c�pias. Creio que temos uma primeira p�gina.

Certo, vou fazer agora. E cuidado com os dedos.

Vamos, abra a porta para mim.

N�o esque�a-se que fumo bons charutos.

- Para quando as quer? - Para antes de amanh�.

Voltar� a sorrir se lhe convidar a jantar?

- Vai haver outra comemora��o. - E o que se comemora?

Uma exclusiva. Vamos jantar?

Jantar para dois ou convidou outro amigo seu?

S� n�s sozinhos.

Ent�o voltarei a sorrir. De quem s�o essas fotos?

De viol�ncia. Uma mulher ensanguentada.

- Joey, abra a porta para mim. - Estou indo.

H� tempos que procurava algo assim.

- Para as impressoras. - Alguma hist�ria dos...

...casais que se formaram ontem � noite?

A de uma mulher que foi ao baile dos cora��es,

mas n�o encontrou marido. Encontrou a morte.

- Sabe quem � ela? - Jane Jones, mas n�o � seu nome verdadeiro.

A pol�cia acha que se machucou na banheira.

E voc� tem uma vers�o melhor.

Vi os resultados da necropsia.

Ela n�o morreu na banheira, n�o havia �gua nos pulm�es.

Uma boa hist�ria...

Sabe de algo mais?

O assassino era de meia idade pele clara e cabelo castanho.

Poder�amos fazer seu retrato falado...

E tem certeza que foi ao baile ontem � noite?

Sim, encontrei algo enganchado em seu vestido,

Tinha este broche. Eu o reconheci logo.

Essa � a primeira p�gina. O cora��o solit�rio do baile. Que diz?

Isso... vende, ou n�o vende?

Baxter, Jordan, Allison, venham � minha sala logo.

N�o se sabe o seu nome?

Chama-se Jones, mas fazia-se chamar de Jane Dough.

Quero que trabalhe em uma exclusiva

que conseguimos.

Conte-lhe tudo.

Vai se chamar "cora��o solit�rio" Estava s� na cidade.

Sem amigos. Foi � festa, e talvez tenha encontrado algu�m

que n�o devia ver.

Suponhamos que saiu logo. E pouco antes das doze,

um homem de cabelo castanho, idade mediana, e de pele branca,

deu-lhe uma surra em sua casa.

Bom trabalho de investiga��o.

Nosso assassino � frio, como o gelo.

Arrastou-a ao banheiro, tirou sua roupa e colocou o corpo na banheira.

N�o. Primeiro a p�s em p�, depois a soltou,

Ent�o bateu na cabe�a. Um crime quase perfeito.

Um trabalho com imagina��o, feito com cuidado.

Tira suas roupas, as meias, lava tudo.

Limpa suas impress�es.

Desfaz-se de tudo aquilo que possa o identificar.

Depois tira um anel, provavelmente uma alian�a.

- Como sabe disso? - Pela marca no dedo.

- O'Hanlon viu no necrot�rio. - Continue, continue.

P�em em uma mala os objetos pessoais que possam

identific�-la e desaparece.

- Sabe que tinha uma mala? - Todas as mulheres possuem.

Mas na casa n�o havia nenhuma.

Isto far� subir as vendas.

Faremos uma edi��o extra. Steve far� a hist�ria .

Jordan a foto da mulher no baile, e 3 colunas.

Allison, escreva uma hist�ria triste.

"Cora��o solit�rio n�o voltar� a ficar s�".

Bom trabalho, Steve.

Sim, �, mas vamos super�-lo.

Como?

- Enterrando-a. - Enterrando-a?

Minha melhor hist�ria n�o lhe parece boa.

Cinco horas "cora��o solit�rio" estar� vendendo jornais...

...em cada esquina de Manhattan. E agora vamos trabalhar.

CORA��O SOLIT�RIO ASSASSINADO!

Assassinada depois do baile.

O Express enterra a v�tima.

Pete. Loja de penhores.

PETE LOJA DE PENHORES.

At� logo, Pete.

J� lhes mostrei todas da loja, rapaz.

Mark!

- Mark, rapaz! - Ol�, Charlie.

Diga-me, o que lhe traz por essas bandas?

S� estou dando uma olhada.

Agora sempre estou atr�s de una mesa.

Est� trabalhando no do cora��o solit�rio, n�o �?

Tenho uma equipe que o faz por mim.

N�o pode enganar um velho jornalista...

...continua a velha f�rmula de procurar as casas de penhores...

N�o quer saudar esses tiras, hem?

Disse-lhe que n�o estou aqui por trabalho. N�o se fa�a de sabido.

Quero demonstrar que conservo o instinto de sempre

para seguir uma pista. - Vai me contar depois.

- Quando voltar a trabalhar. - Tem medo que fique b�bado

eu deixei de beber, Mark. - Fant�stico. Vou lhe telefonar.

Deixe-me trabalhar com voc�. Conhe�o muito bem o distrito.

Pete, o dono da loja, � um grande amigo meu,

- Sim, sim. - Poderia trabalhar para mim.

- Ol�, Charlie! - V� embora!

- Tome, um adiantamento. - N�o quero esmola,

quero trabalhar. - Vai me devolver. Eu telefono.

Mark, deixe-me lhe ajudar!

Guarde-as, Pete,

Voltaremos no fim do m�s para dar outra olhada.

Esses rapazes deveriam usar �culos.

Muito para olhar, mas para comprar, nada.

Procure isto, Pete.

Olhe, vem tirar algo ao inv�s de empenhar!

Admito que seja novidade.

- Mas n�o foi empenhado por voc�. - � um favor para um amigo.

Esses tiras... no dia que me comprarem algo...

N�o. N�o pode ser.

Sabe, Charlie? Deveria me dedicar a outro neg�cio.

Encontra-se com uma classe de pessoas realmente pobres.

N�o tenho nada contra elas,

Mas sempre tenho que lidar com pessoas problem�ticas.

Gente que vem empenhar alguma coisa, o que quer comprar barato.

N�o gosto do barato. E nunca gostarei.

Deveria ter me dedicado a vender peles, ou joias.

Ent�o teria lidado com gente rica.

Esse � o tipo de gente que gosto de lidar.

- Quanto custa o bilhete? - Dois d�lares.

Tome, assine aqui.

Tem gente que diz que o dinheiro n�o traz felicidade.

Isso � uma coisa que eu n�o entendo.

Obrigado Pete. Obrigado por este neg�cio.

Muito obrigado.

Um gole, Heeney.

Qualquer um diria que seu sangue ferve. Que houve, Charlie?

Ironias da vida.

Charlie, um alco�lico, sacudir� o mundo da imprensa

como o fez em seus dias de sobriedade.

- Para imprimir. - Sim, senhor.

Sim, senhora. Posso lhe dar duas respostas.

Primeira: N�o fale com desconhecidos nos bares.

Segunda: O fato de que pediu para casar com ele

e o golpeara com o prato ao lhe negar,

n�o � uma prova de que seja o assassino.

Mas obrigado por telefonar. Adeus...

Aceite ou n�o, � assunto da pol�cia.

Quando voc� vai parar de acreditar que tem um distintivo?

Ol�, Charlie. Como vai?

O assassino?

Deve vir agora. Tem que decidir como levar o assunto.

J� sei quem � o assassino. Isto � dinamite pura.

Nesse caso o leva McCleary. � melhor que fale com ele.

N�o, n�o, Julie, quero dizer a voc�.

Quero agradecer tudo o j� fez por mim.

Isto � t�o grande, que pode nos levar �s alturas.

Como? Julie?

Ah, sim, que venham os dois me ver.

Necessitamos algu�m como McCleary.

Charlie tem informa��o sobre o assassino,

e est� muito alterado. - Ser� pelo u�sque, acho eu.

Sim, Charlie, que houve?

Eu queria que Julie viesse, mas ela quer que voc� venha.

Ela prefere que voc� fique sabendo.

- Ol�, Charlie, que est� havendo? - Oh, v� embora.

- Est� com raiva? - V� embora.

O que descobri?

O assassino do Cora��o Solit�rio.

Fant�stico. Vai o embebedar para que confesse...

N�o est� aqui. Mas eu sei que �!

Como?

Fale bem claro, estou em um bar. Mas n�o bebi.

Acabo de tirar a hist�ria do s�culo de uma casa de penhores...

Est� alucinado. V� o que faz com seus dez d�lares?

Chega de trat�-lo como uma crian�a. Escute-o.

- Por alguma coisa estar� excitado. - Sabes como est�? Delirando.

Charlie, cheio de �lcool,

encontrou a solu��o um uma esp�cie de morte piedosa.

Continua a�, Charlie? Comecemos de novo.

Ou�a, A �nica raz�o de eu ter ligado � Allyson.

Mas antes de dar a hist�ria a um cachorro insolente como voc�

eu daria ao "Daily Leader".

Est� b�bado. Diz que vender� a hist�ria ao Leader.

- Desligue de uma vez. - Julie? Acaba de sair.

Leremos sua hist�ria amanh� no Daily Leader.

- Adeus, amigo. - Quer me dar isto?

- Charlie? - N�o seja boba, Julie.

Poderia levar toda a noite com suas fantasias.

- De onde telefonava? - Do manic�mio.

Seus dez d�lares...

- Pode guardar isto? - Pois n�o.

S� por poucas horas.

D�-me mais um trago para o caminho.

Ol�, Charlie.

Mark. Pensava que continuava no jornal.

Ouvi falar que tem uma not�cia.

Onde ouviu isso,

disse alguma coisa a McCleary... -Ora, s� conversamos.

S� fal�vamos de brincadeira.

Eu lhe dei dinheiro. Que fez com ele?

N�o encontrou por acaso um bilhete de empenho...

entre as notas? - Um bilhete?

Gastou o dinheiro para tirar do penhor alguma coisa, Charlie?

Pois o que tirou � meu. Onde est�?

� claro que se dirigia ao "Daily Leader"

Onde est�, Charlie? Onde est�?

� uma boa hist�ria, Charlie.

Voc� queria ser importante, Mark.

Isto vai lhe fazer mais famoso do que nunca p�de sonhar.

Esperei toda minha vida para ter uma hist�ria como esta.

J� tem, mas n�o vai escrever.

Est� louco, Mark. Leva 20 anos cobrindo estas noticias,

e sabe que n�o funciona.

J� sabemos de Charlie. Um vil assassinato.

H� 22 anos que o conhecia. � duro.

E eu h� vinte e cinco.

N�o esperava que algum dia o veria aqui, sobre a mesa.

� verdade que o encontraram perto do Daily Leader?

Sim, est� certo.

No Daily Leader. Ele tinha uma hist�ria.

E seguindo seu conselho de rapaz sabido e inteligente, ele ia

dar a hist�ria. - Ele estava b�bado, Julie!

Nunca esteve tanto para n�o reconhecer uma boa not�cia

ou para tentar vender uma bobagem a um jornal.

Mas voc� n�o quis o ouvir.

Voc� e esse seu her�i, o genial Mark Chapman.

N�o pensar� que acredit�vamos

que tinha alguma informa��o verdadeira sobre o assassinato.

Ainda n�o sabemos se teria.

Se voc� e esse ambicioso e convencido Mark Chapman,

tivessem o m�nimo de respeito por Charlie,

ainda estaria vivo.

Talvez tenha raz�o e a morte de Charlie seja por culpa minha,

sinto muito, Mas o que posso fazer?

N�o seja hip�crita. � igual a Mark Chapman.

Pelo menos fa�a um bonito funeral.

Grande manchete: "O Express enterra seus mortos"

Charlie merecia.

Acabo de receber o total da edi��o de ontem, Mark.

696.000. Est� subindo.

O Express ter� que lhe pagar um b�nus.

E espero que seja logo.

Isso � s� o come�o.

Eu gosto assim.

Quando for diretor, lembre-se de uma coisa,

S� � um her�i com emprego fixo enquanto as vendas subirem.

- O que lhe traz aqui? - Algo que far� subir a tiragem.

A not�cia de Charlie.

De que se trata?

Charlie n�o estava perto do Leader por acaso.

Tinha algo para publicar.

N�o encontrei nada entre seus pertences no necrot�rio,

mas sim no bar de Henney, de onde nos telefonou � noite.

Uma maleta que tirou com um bilhete...

dos v�rios empenhos de Pete. Comprovei isso l�.

Charlie esteve ontem l� para um resgate.

Disse que era por parte de um amigo.

E que havia? Nome e endere�o do cora��o solit�rio?

Melhor que isso, Mark. Muito melhor que isso.

Uma fotografia do cara que a matou.

Fotografia. Mas se n�o se v� seu rosto.

Bem, � a primeira pista que temos.

Pensava que t�nhamos resolvido!

� uma pista, mas muito pobre. A que nos leva?

Sabemos que a mulher se casou em 1931 em Connecticut.

- O marido � o assassino. - Como sabe?

Ela tinha marca de uma alian�a no dedo.

A inscri��o poderia delat�-lo.

E se levou o bilhete com ele havia algo comprometedor.

Tem sentido, sim.

O pr�prio assassino deu a Charlie o bilhete.

Deve ter estado com ele ontem em algum momento, em algum lugar.

Muita gente pode t�-los visto, correto?

Pode ser.

Publique esta foto na primeira p�gina.

Ofere�a alguma recompensa por qualquer informa��o.

"O assassino do Cora��o Solit�rio ataca de novo".

Quando escrever a cr�nica, diga que Charlie...

trabalhava no caso para o Express.

Que esteve perto do assassino e que morreu cumprindo seu dever.

Mark, eu n�o sei.

Ningu�m pode negar, e isso vende. Ofereceremos cem d�lares.

Mas n�o espere que ningu�m possa reconhecer o cara da foto,

a n�o ser que tenha olhos com Raios X.

Charlie estabeleceu uma rela��o entre o cara da foto...

...e o que lhe deu o bilhete. Vou rastrear o bairro.

L� � onde Charlie deve ter se encontrado com nosso homem.

Boa sorte, rapaz.

O ASSASSINO ATACA DE NOVO. US$1.000 POR ESSE HOMEM

- Todos seus, McCleary. - Obrigado, Heeney.

Olhe que caras. Prometo que n�o voltarei a beber em minha vida.

Alguns beberam,

mas ainda se mant�m de p�.

- Conheciam Charlie? - Sim, todos.

Se n�o der as informa��es a McCleary, meto o bra�o.

Ou ainda pior.

N�o darei de beber quanto estiverem vendo aranhas.

Quem viu Charlie no dia que morreu? Que levante a m�o.

Vamos, levantem a m�o. Quem viu Charlie anteontem?

Bem.

- Onde o viu? - Aqui.

- Este fala sempre com os espelhos - Charlie Barnes.

Eu o vi sair do local onde dormia, de manh�.

E voc�, onde o viu?

- No bar de O'Dougal. - A que horas?

Pela tarde, pela tarde. Ele estava num porre...

Estava com algu�m?

Claro que estava com algu�m.

Charlie n�o bebia nunca s�, se tivesse dinheiro.

- Com quem estava? - Mas, ainda n�o sabe?

- Quem era? - Eu. E me pagou tr�s drinques.

Quando voc� o viu?

- Esta manh�. - Tire-o daqui.

- Vamos, fora. - Mas... por qu�?

- H� mais engra�ados no sal�o? - Eu o vi.

Sim? Bem, continue. Onde o viu?

Na rua, perto da loja de penhores.

- Continue. - Nada... estava com um cara.

- Pareceu-me que eram amigos. - Vamos, pense...

Lembra-se do cara? Lembra-se como era?

- Pode ser. - Que quer dizer?

- Que pode ser... por uns US$50. - Maldito...

US$1000, se lhe refrescariam a mem�ria?

Quem o reconheceria?

Descreveria o que estava com Charlie nesse dia?

E se fizer, vai me dar esses 1.000 d�lares?

Claro. Assim que o encontremos.

- Claro, posso descrev�-lo. - Continue.

- Mas quem vai pagar? - Meu chefe.

- Claro, eu direi a seu chefe. - Est� bem. Vamos.

Mande imprimir.

Kenny, arranje um bom t�tulo.

Connie! Telefone!

Espere aqui.

Olhe, tenente, direi ao capit�o que est� se queixando...

do melhor dos seus homens.

Se n�o o v� assim � porque est� cego.

Sim, n�o tenha medo de exagerar, Chapman...

Mas da pr�xima vez que montar outro truque publicit�rio assim,

eu encano todos.

Est� certo, tenente, dou minha palavra.

Davis est� furioso porque lhe demos a maleta depois de publicar.

Pois aqui temos outra coisa que o far� feliz outra vez.

N�o ser� outra maleta...

Algu�m que sabe quem deu a Charlie o bilhete do empenho.

Ei, Bailey, entre.

N�o quis descrev�-lo para mim. Queria falar com o chefe.

Voc�... � o chefe?

N�o quero perder tempo. Onde o viu com Charlie?

Na rua, junto da loja de penhores de Pete.

Poderia descrev�-lo?

Vamos, descreva-o.

Pode se levantar?

Sim, � o que imaginava.

Que imaginava?

Tinha sua estatura,

sua constitui��o,

sua mesma idade.

- Nada mais? - Bem, eu descrevi, n�o?

Isso n�o serve. Nesta cidade pode haver um milh�o assim.

- Poderia at� ser eu. - E os mil paus?

Tome, apresente isto no caixa e v�o lhe dar cinco d�lares.

- Ensine a ele a sa�da. - Vamos, Bailey.

Onde est� Julie?

Veio esta manh�, escreveu isto...

e me pediu que entregasse a Chapman.

- Que � isto? - Sua demiss�o.

Pensava em ficar com isso um dia ou dois, pode ser que se arrependa.

Fez bem. Cuido disso, certo?

Baxter... Obrigado.

- Ol�, Sra. Allyson. - Ol�, Steve. Entre.

Obrigado.

Estou com o caf� no fogo. Vou ver como est�.

Posso falar com voc�...

...sem que jogue nada em minha cabe�a?

Solte o verbo e termine o quanto antes.

Soube da m� not�cia...

...disseram-me que saiu.

Imagino que deve ter chorado muito, n�o � verdade?

Sim, mas n�o serviu para nada.

Com sua demiss�o perdi muitos apoios.

N�o posso acreditar vindo de voc�, Steve.

Como quiser. Mas n�o acho que seu aborrecimento possa mais...

que a vontade de averiguar o que aconteceu na morte de Charlie.

N�o me tome por idiota, Steve,

Seu �nico interesse, como Chapman, � explorar a morte dele...

para aumentar as tiragens. - Julie, eu n�o escrevo a hist�ria...

...s� pela ambi��o de ver meu nome sob uma grande manchete.

� verdade que o fiz muitas vezes.

Mas agora estou trabalhando s�rio no caso de Charlie.

Bem, n�o posso acreditar no que ou�o. Aqui temos o novo McCleary.

Trabalhei dia e noite,

mas n�o encontrei nenhuma boa pista.

S� resta um resqu�cio. Esta foto, de seu casamento em Connecticut

� dif�cil que a pessoa que os casou n�o os tenha reconhecido.

A n�o ser que esteja morto, ou que n�o haja visto a foto.

Vejo assim tamb�m, mas teria que ter muita mem�ria

para se lembrar de um rosto depois de 21 anos.

Conte o que aconteceu com voc� na 5� Avenida h� quatro anos.

�amos andando pela rua, quando de repente...

um desconhecido me parou.

Era o padre que casou o pai de Julie e eu,

em Portland, h� 23 anos.

- E a reconheceu? - E note que ganhei peso...

H� pessoas que jamais se esquecem de um rosto.

Est� bem, n�o perderemos nada.

Levaremos esta fotografia,

a todos os padres e ju�zes de Connecticut.

- Acho que vale a pena. - � trabalhoso. Fazer listas,

comprovar pistas... - Pode-se fazer.

Se formos n�s dois, sim.

Gostaria, Steve, mas pedi demiss�o.

E n�o quero pedir a Chapman que volte a me admitir.

- Oh, mas que porco... - Guardei por acaso.

A lista de igrejas n�o � problema.

A lista de ju�zes podemos pegar do guia de Hartford.

Fa�a sua mala para duas semanas.

Eu vou � reda��o para que imprimam...

...uma centena de folhetos.

E se Chapman n�o quiser que trabalhe com voc�?

N�o direi at� que estivermos prontos para ir.

Esta mesma noite.

Mam�e, acha que ser� prudente que viaje de noite com ele?

Desde que n�o interprete mal isso da... liberdade de imprensa.

Voc� � maravilhosa. Vamos nos ver no jantar.

VOC� CASOU ESTE CASAL?

O NEW YORK EXPRESS OFERECE US$5.000 DE RECOMPENSA

Steve, isso � como atirar no escuro.

�s vezes, ideias mais disparatadas t�m dado resultado.

Sua pista mais confi�vel deve estar aqui na cidade.

Sim, tinha uma boa pista, mas terminou morta na rua.

O que procura � fora de s�rie.

Um cara capaz de reconhecer algu�m que viu por 15 minutos

em um casamento que celebrou h� 21 anos.

Como sabe que s� os viu 15 minutos?

Talvez fossem fieis de sua par�quia...

Ou talvez os casassem um juiz da sua pr�pria cidade.

� como procurar uma agulha em um palheiro.

Se puder encontrar a agulha, se pensar bem.

N�o vai pensar em ficar nesse caso indefinidamente.

Uma semana bastar�.

Julie Allyson vai comigo. Tudo sob controle.

Tudo controlado. E tamb�m os 5.000 da recompensa...

N�o, isso voc� far�. Que h� com voc�, Mark?

Vamos atr�s de todas as pistas poss�veis.

N�o se preocupe mais com isso.

Se esta hist�ria n�o der mais

� melhor que deixemos como est�.

Deixar como est�? Esquece que Charlie Barnes morreu...

Talvez encontremos o assassino.

Sempre me disse que n�o desistisse nunca,

e isso � precisamente o que farei.

Estarei no Hotel Lennox, em Hartford.

Interurbano.

Preciso de uma informa��o.

Um telefone de Middlebury.

� de um juiz chamado Hacker, mas n�o me lembro do primeiro nome.

Quer fazer alguma liga��o?

N�o, ainda n�o. S� gostaria de ter o n�mero.

Um momento, por favor.

Al�, no guia n�o aparece ningu�m.

Ningu�m?

Talvez a telefonista da cidade saiba algo do juiz Hacker,

se faleceu ou j� n�o mora mais l�.

Um momento, por favor.

Al�, a telefonista disse que s� est� h� cinco anos em Middlebury,

e n�o conhece nenhum juiz que se chame Hacker.

� tudo o que pode me dizer.

Obrigado.

ESTADO DE CONNECTICUT DIRET�RIO LEGAL

JU�ZES DA CORTE CONDADO DE ROCHEMONT.

NEW HAVEN CAT�LOGO TELEF�NICO

CAPELAS DE CASAMENTO CAPELA DE ARMAND

CAT�LOGO DE IGREJAS

CIDADE DE HARTFORD CAT�LOGO

N�o, reverendo acho que, n�o � nosso casal.

Sim, provavelmente estar� equivocado.

A mulher da foto est� morta.

Obrigada por ter telefonado.

Vejo que lhe sobram palavras.

Vejo em seu rosto resplandecente.

300 Km para que um est�pido me diga

que os dois da foto morreram h� um ano.

Alguns t�m muita mem�ria. Todos os rostos se parecem.

Al�? Ah, sim. Um minuto, Steve est� aqui.

Chapman. Como todos os dias.

Pensar� que vamos manter em segredo o que descobrirmos.

Sim, Mark.

Nada, dor nas costas e encontros com pessoas confusas.

Dez dias s�o suficientes. Admita que esteja equivocado...

Dois dias mais. Voltaremos no final da semana.

Saia do palheiro. Ser� mais f�cil encontr�-lo na cidade.

Acabe logo.

Mais dois dias. Nem sei por onde continuar.

Voc� tem algo interessante?

Leio um exemplo. De um juiz de paz de Waterbury.

"Enviem-me os 5.000 e lhes direi alguns nomes".

Eu iria lhe mandar uma cabe�a nova.

Estou com dor de cabe�a. Vou deitar um pouco.

Por que n�o fica aqui?

Prefiro meu quarto.

McCleary, sim passe.

Um cara de Franklin.

Al�? Sim, est� certo.

O que sabe?

- Tem certeza? - Que houve?

- Um momento. - Tenho a outra foto na minha frente.

Sim, os casei em 19 de Julho de 1931, em Middlebury.

Que coincid�ncia. Como?

Juiz Elroy Hacker.

Estaremos a� em duas horas.

N�o saia da� e n�o fale com ningu�m sobre isso.

Adeus.

Vamos. Podemos voltar a qualquer momento.

SA�MOS DE HAYSTACK. ESPERE NA SUA SALA PARA INFORMA��O COMPLETA

CHEGAREMOS AT� NOVE HORAS DESTA NOITE. STEVE.

FRANKLIN. CONNECTICUT

Para um homem que est� aumentando seu sucesso dia a dia

parece muito preocupado.

Sempre h� pequenos problemas que requerem aten��o.

Falemos agora de boas not�cias.

Lembra-se que falamos sobre sua compra de a��es?

Sim...

- Pensei no que se pode fazer. - Excelente...

Ao que parece n�o h� d�vidas de que alcan�ar� os objetivos.

Ser� um prazer ter-lhe como s�cio no jornal.

Obrigado.

- Boa noite. - Boa noite.

Perdoe pelo atraso,

mas havia muito tr�fego.

Seu telegrama parecia importante.

Encontrei a agulha.

Juiz Elroy Hacker, Mark Chapman, o diretor.

- Prazer em conhec�-lo, juiz. - Como vai, Sr. Chapman?

- Sente-se, juiz - Obrigado.

A agulha do juiz ligou as pe�as?

Digamos que juntou muitos fios,

se bem que nem todos.

Que descobriu?

A identidade do Cora��o Solit�rio e de seu marido.

O juiz Hacker os casou em Middlebury.

Chamam-se Charlotte e George Grant.

Voc� percebe, Mark?

O nome do assassino � George Grant.

Eu ouvi. Continue.

O juiz acha que poderia identificar George Grant,

se o visse de novo.

Olhe, eu mesmo fiz a foto.

Um pequeno servi�o extra que o juiz propunha aos casais.

Sim, dava uma a eles e a outra ficava comigo.

Inclusive punha a inscri��o de rec�m-casados.

Disse que os casou em Middlebury,

mas Steve o localizou em Franklin. - Aposentei-me h� sete anos.

Sou aficionado da pesca, e me mudei para a costa.

Foi l� onde vi seu folheto por acaso.

Na sala de um juiz de paz amigo meu.

Sempre disse que havia nascido com estrela.

Sim, os McCleary nasceram em camas de trevo.

Juiz, por que est� t�o certo de poder identific�-lo hoje em dia?

Porque pouco tempo depois de tirar a foto, esse tal Grant...

teve problemas com sua mulher por alguma coisa.

Ainda me lembro de sua voz falando com maus modos. Sua cara ruim.

Sei o que est� pensando. Ainda h� que encontrar Grant.

Uma agulha � in�til, se n�o houver nada para costurar.

Precisaremos do pano.

Imagino que o encontraremos aqui, em Nova York.

A pol�cia convocar� todos os Grant, para que o juiz os veja.

� Julie. Contou a Davis o que descobrimos.

Davis est� fervendo como uma panela de press�o.

Isso vai passar.

Como voc� a sua ideia de reconhecimento.

Davis n�o far� nada enquanto Hacker n�o for � pol�cia.

Calma, boneca. Depois ele ir�.

Esta noite n�o. O juiz � uma exclusiva nossa.

Ningu�m falar� com ele at� que o jornal saia amanh�.

N�o confio nos tiras.

Voc� e Julie comecem a escrever.

Enquanto eu levarei o juiz a um hotel aqui perto.

Vamos, Sr. Hacker.

Prefiro esperar o Sr. McCleary

Ele disse que ia me levar para sua casa.

Esse � o primeiro lugar que a pol�cia ir�.

� melhor que venha comigo.

N�o creio que seja sensato ir com voc�, SENHOR GRANT.

- Senhor Grant? - Chapman, senhor juiz. N�o Grant.

Creio que deve descansar, precisa disso.

Se chama Chapman agora,

h� 21 anos, quando os casei, era George Grant.

Tamb�m era jornalista.

Agora me lembro. Trabalhava no jornal de Waterford.

Connecticut � a cidade que n�o podia me lembrar,

mas sabia que reconheceria essa voz.

Seu rosto... mudou. Mas � o mesmo homem.

Vai pela recompensa, n�o � assim, senhor juiz?

Juiz, � imposs�vel. Est� confundido.

Para mim parece que sabe muito bem o que diz.

Isto � absurdo, incr�vel! Uma loucura sem sentido!

Esse � o tipo de testemunho que dar� ao juiz, Steve.

A pol�cia encontrou alguns restos de cabelo

sob as unhas da v�tima.

Creio que ser� melhor chamar Davis.

N�o chame, Allyson.

Julie lhe viu bem logo. Em vez disso, eu, um est�pido,

confiava cegamente em voc�.

Eu o tinha num pedestal. O grande jornalista. O grande cara!

Mereceria o pr�mio Pulitzer para o maior imbecil do mundo.

McCleary, outro de seus escravos est�pidos.

S�o coisas que passam,

a morte de minha mulher foi um acidente.

E Charlie? Ele nunca fez mal a ningu�m.

Um b�bado in�til, que n�o tinha motivo para viver,

contra uma carreira que estava a ponto de acabar.

Agora sim, tem uma grande carreira.

Tudo foi por �gua a baixo. Terei que fazer novos planos.

Devia come�ar a correr quando recebeu meu telegrama.

Quando a aposta � forte, n�o se deixa correr

a n�o ser que n�o reste mais rem�dio.

N�o tente, rapaz.

Steve!

Conhecemo-nos demais.

Sabia que os encontraria aqui. Que � isto, uma festa?

Steve, uma vez lhe disse

que algum dia teria uma grande hist�ria.

Esse dia chegou.

Sim, estou vendo.

Ent�o comece...

"O arisco assassino do Cora��o Solit�rio

foi pego esta noite depois de quinze dias,

em uma sala do New York Express.

"Foi capturado gra�as � persist�ncia de um rep�rter

que aprendeu o of�cio com o pr�prio assassino."

"O assassino acaba por ser Mark Chapman,

diretor do N.Y. Express".

- Escreva bem, isso vende. - Solte a arma, Chapman.

O DIRETOR DO EXPRESS, ASSASSINO DO CORA��O SOLIT�RIO

Por Steve McCleary.

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