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Original subtitles

Façamos um pequeno teste. Algum de vocês canta no duche?

E agora, algum de vocês canta em público?

Às vezes, canto no karaoke, mas só por diversão.

Ensinaram-nos desde a infância a esconder as nossas emoções.

Um "homem de verdade" não mostra quando sofre nem quando está feliz,

mas deviam aprender a fazer isto.

Pierluigi, pode cantar-nos algo? Não tenha vergonha.

HOMENS DE VERDADE

Trouxeste fato de banho?

Não. Porquê? Queres andar a nadar por Veneza?

Não, mas há um spa no hotel

e pensei que podíamos despir-nos e ir…

Estou com o período.

Já chegou?

- Andas a controlar o meu período? - Não precisamente, só estava a pensar…

Chegou mais cedo.

Devias elogiar o teu treinador. Estás muito…

… musculada, tonificada e linda de morrer.

É minha.

Boa. Gostei do fervor. Bom trabalho.

- Obrigada. Diverti-me. - Nós também. Obrigado.

O que aconteceu? Perderam contra uma gaja.

Vou fazer-te engolir a raquete.

Queres beber um copo connosco?

- Não. A minha parceira aguarda-me. - É tão boa como tu no padel?

Vá lá…

Não é a minha parceira de padel, é a minha namorada.

- Ela é que me aguarda. Tenho de ir. - Adeus.

- Obrigado. - Foste ótima.

Olá, meninas. Precisam de um quarto jogador?

- Vais afugentá-las. Pareces desesperado. - E estou.

Estou desesperado. Acredites ou não, se não der uma queca, a Ilenia deixa-me.

Inventa algo. Com todas as tretas que já nos contaste…

Nunca vos menti.

Estás a rir de quê?

Não andavas na universidade, servias à mesa.

No bar da universidade. Seja como for, estava a falar de mulheres.

De mulheres. Está bem. Então, passagem de ano de 1999, em Terminillo.

O que tem?

- A instrutora de esqui foi ao teu quarto. - Porque seria mentira?

- Dividimos o quarto. - Estavas a dormir.

Digamos que, às vezes, embelezava um pouco as coisas.

Mas com a Ilenia não dá. É advogada.

Nem imaginam os interrogatórios dela.

- Faz como ele, inscreve-te no Tinder. - No Tinder, não. Só há desesperadas.

Nada de Tinder.

Bendito Luigi. Está em Veneza sem ninguém a chateá-lo.

- Tratemos disso. - Sim.

- Deixem-no em paz. - Não. Sim.

Olá, Luigi!

- É o Mattia. Queres dizer olá? - Não.

Tens de voltar depressa.

Precisamos de um mau jogador para o padel, ou o Riccardo até perderá contra mulheres.

Ela não é mulher, é lésbica!

- Foi azar. - És um animal.

Foi azar.

Precisamos de um mau jogador para o padel, ou o Riccardo até perderá contra mulheres.

São os rapazes. Sentem a minha falta porque sou o melhor a jogar padel.

Fico feliz por ti.

É algo que começámos a fazer recentemente, abrirmo-nos uns com os outros.

E é bom quando alguém nos quer e nos diz isso, não é?

Luigi, tenho de dizer-te uma coisa.

Quero uma pausa.

É o que este fim de semana é, certo? Longe dos miúdos e… Não?

Quero uma pausa de nós. Quero dizer, de ti.

De mim?

O que fiz?

Não fizeste nada, mas estou insatisfeita.

Desculpa. Se é por causa do sexo, estou a tentar.

Comprei aquele brinquedo sexual, tomei Viagra, embora…

O sexo não é a causa, é o sintoma de algo que não está a funcionar…

Tenta explicar o que não está a funcionar.

Se tento ser mais assertivo, dizes que sou um bruto.

Se sou delicado, dizes que sou gay.

Ajuda-me a perceber, por favor…

Não sei o que não funciona.

Não és tu. Talvez esteja a ter uma crise de meia-idade, não sei.

Eu também estou a passar por isso.

Tentemos ultrapassá-la juntos. Não pode ser?

Não?

Não, preciso de tempo, de estar sozinha. Podemos voltar para casa?

- A sério? - Sim. Por favor, podemos voltar?

Sim. Saímos em Florença.

Sitz.

Platz.

Sr. Massimo, o cão não é alemão.

Não, mas é a língua oficial para lhes dar ordens.

Afaste-se.

Baguette, senta.

Para cima!

Pequenita. Pequenita.

Com licença.

Amor!

- Este é o Ludovico Maria. - Lo. Lodovico.

- Lo. - Muito prazer.

Boa, Dani. Não esperava que o teu parceiro fosse tão… giro.

Têm um perfil de casal?

- Quem é este tipo? - Dás-nos um momento?

- Sim. - Anda.

É o meu novo agente. Não me faças passar por idiota.

- Vem de Milão. - De Milão?

Meninos, com licença.

A localização é…

A acústica… é do melhor.

A iluminação é brutal. Tenho muitas ideias.

Boa.

- Ideias para o quê, Lodovico? - Para os vídeos que vamos filmar.

Que tolo. Pensei que precisavas da minha permissão para filmar aqui.

É o perfil da Daniela. Ele é sempre agressivo?

Não. Perdoa-o, é que…

O Massimo está a passar por um período difícil no trabalho.

Despediram-no.

Sim, o perfil é da Daniela, mas a casa é minha.

E o cão.

É meu.

Anda. Vá, anda.

Vai-te lixar, cão de merda.

Acabou-se o Tinder. Depois da situação com a Chiara… E nunca fez sentido.

Pai, mais umas miúdas e viras a página.

É como com os antibióticos, não se pode parar antes.

Já estou curado da tua mãe, percebes?

Depois da discussão do outro dia, diria que não.

Mas é verdade.

- Não digas isso só para me agradar. - Juro-te.

Como juravam os romanos?

Punham a mão sobre o deus pelo qual juravam. Porquê?

Disseste que juravas. Vejamos se tens coragem.

És tão tola…

Juro sobre este homem sem cabeça que não penso na tua mãe há séculos.

Vês?

Sim. Não chega?

A mãe disse-me para te dar isto.

Está tudo bem?

São os papéis do divórcio.

Ainda há coisas em que discordamos, mas…

… em breve, estarei livre.

- Desculpa… - Pai, quero dois pais felizes.

Juntos, não o eram. Logo, estão a fazer a coisa certa.

- Podes ser sincera. - E sou.

Juro que acho que os meus pais se devem divorciar.

Por favor…

E peço aos deuses que o meu pai durma com mais cinco mulheres.

Aqui estão as ostras. Já vos trago o champanhe.

- Obrigada. - Eu ofereço.

- Não é preciso. Não se preocupe. - Como assim?

Quando voltarei a ter duas beldades destas no meu bar?

Vamos para ali? É mais confortável.

- Seja como for, obrigada. - De nada.

De nada…

- Vale, como estás? - Bem.

- Estás linda. - O meu marido está aí?

- Estás fula comigo? - Claro. Sumiste.

Não sei de ti há dias.

Desculpa. Eu e a Ilenia não estamos bem.

És o único que não liga à amante quando está mal com a mulher…

Não digas essas coisas aqui.

Olá, amor.

Amor, toma.

- Esqueci-me das chaves do carro. - Eu sei.

- Perdoas-me? - Claro.

- Até logo. Não te atrases. - Está bem.

- Adeus, Riccardo. - Adeus.

Adeus.

Ultimamente, as coisas andam a correr muito bem, sabes?

- A sério? - Sim, ela está mais…

Apaixonada. Não sei porquê. Talvez seja só uma sensação, não?

- As mulheres são um mistério. - Podes crer.

Bem, vou voltar ao trabalho.

Queria pedir-te desculpa.

Desculpa, a sério. Perdoa-me.

No fundo, tens razão.

Pagaste a casa.

Sim, porque podia pagar.

Agora, por favor, imploro-te,

não me faças sentir culpado por ter ganhado mais do que tu.

Não, só estou a dizer que, às vezes, fazes-me sentir como uma convidada.

Como assim? És o amor da minha vida, a minha parceira.

Aí tens! Nem sou tua mulher, sou tua parceira.

Não éramos contra o casamento?

Sim, mas… se pensarmos bem,

nestes sete anos, não partilhámos nada importante.

Não percebo. Onde queres chegar?

Deixa-me pagar metade do empréstimo. Só enquanto estás com dificuldades.

Não, desculpa.

Não pode ser.

Desculpa, mas seria humilhante para mim.

- Massimo. - A sério.

Massimo.

- Sempre pensaste em ti. - Não.

Sim, no teu trabalho, nos teus objetivos, e não faz mal.

Mas nós os dois não agimos como um casal a sério.

Tenho a sensação de que não construímos nada juntos.

Façamos um filho.

Um filho é perfeito para o Instagram.

Duplicaria o engagement, percebes?

O bebé ofuscaria um pouco o cão, mas…

Não percebo. Não estás feliz?

Não sei. Quer dizer…

Eu sempre quis ter um filho.

O Massimo é que me travava. Primeiro, era o trabalho, depois a casa…

Qualquer desculpa servia para não o fazer.

Mas agora que ele é que o quer…

Eu percebo. Agora, tu é que tens dúvidas.

É normal. Os papéis inverteram-se, Daniela.

Ele acha que um filho pode preencher este vazio,

mas querida, não é assim que funciona.

Só um homem realizado aguenta uma mulher de sucesso.

Lembra-te disso. Por exemplo, pensa na Ilary.

- Não! - Mas que raio? Está dentro uns 6 m.

Está 2 m fora.

- O quê? Está em… - Acalma-te!

- Que se lixe. - Saiu!

- Vai-te foder. Está uns 6 m dentro. - O que tens? Estás louco?

Abre os olhos.

Luigi, viste? Não estava fora?

- Viste? - Não.

Como assim?

- Pronto. Desculpa. Vi mal, está bem? - Não.

Continuo nervoso por a Ilenia insistir nesta história complicada.

Podemos não falar de mulheres?

- Sim. - Não nos viemos divertir?

- Sim. - Sim? Deixemos os problemas de fora.

- A Tiziana pediu uma pausa. - Mas que raio, Luigi.

- Tem outro? - Não.

No outro dia, no comboio,

ela disse que é uma altura difícil e que precisa de espaço.

- Espaço para ver outro. - Porquê?

Por experiência,

quando elas querem uma pausa, já há outro.

Inacreditável. Até a Tiziana?

O único que não consegue trair sou eu. É surreal.

A Tiziana não é de trair. Vocês sabem.

Não pode ser verdade que só precise de espaço?

- Não. - É impossível?

Esta cena da sinceridade do curso é boa,

mas moderemo-la. Mentir um pouco não era assim tão mau.

- Descontrai. Ela ainda te ama. - És um idiota.

Não me toques.

- Precisas de óculos. - Porquê?

- Saiu uns 7 m. - Ela fez bem em deixar-te.

Podes explicar o que significa esta pausa? Eu não…

Já falámos sobre isto. Quanto mais insistes, mais sufocada fico.

Não percebo o que significa.

O que há para perceber?

Tiziana, olhas para mim?

- Tens outro? - Como te atreves?

Já te expliquei que é uma coisa minha, só minha.

Guglielmo escreveu: "Ainda te quero. És porca, a minha obscena…"

- É uma partida. - Quero ouvir.

É uma partida de um idiota do ginásio que age assim com toda a gente.

Juro. É uma piada. Olha para mim.

É uma piada, Luigi. Acredita em mim.

Cumprimentos ao Guglielmo.

Porque não mudaste o nome dele no telemóvel?

Algo como "Roberta Zumba" ou "Giulia Pilates".

Não sei fazer essas coisas.

Nunca traí. Sinto-me uma merda.

Por favor, uma merda. Por uma foda?

Três. Três e meia. Quero dizer, quase quatro.

Vejo que estamos a aproveitar bem esta inscrição.

Como reagiu o Luigi?

Não ficou muito mal.

Quero morrer.

- Boa, ela fica com a casa. - Ele está a sofrer.

Anda a comer o personal trainer. Que cliché…

Se andasse com um luthier não seria melhor. Quer dizer…

Não sei o que fazer… Que sacana.

- Anda bater-lhe. - Não sejas estúpido. Basta.

- Onde é que ele vive? - Não sei.

Onde trabalha?

Sei que está prestes a começar o seu turno no ginásio.

- Isso sei. - Esperamos.

Andamos no curso sobre masculinidade tóxica e fazemos isto?

Até o coach disse que temos de expressar as emoções.

Vamos só assustá-lo. Não lhe batemos. Vamos?

- Vamos. - Eu também?

Anda!

- Vá lá. - Mattia…

Eles vão mesmo.

- Vamos! - Estou a ir! Por amor de Deus.

- Não podemos ficar nesta paragem. - O ginásio é ali.

Lembram-se da Rovelli?

Andava em Sociologia. Vinha ao bar.

- Era gira. - E se tentasse trair a Ilenia com ela?

Será a melhor altura para falar dela?

- A sério? - Está bem.

Vive em Bruxelas.

- Como sabes? - Sigo-a no Instagram.

- A sério? - Bruxelas é longe.

E a Bordigoni? Ensinava Literatura. Uma boa MILF.

- Nos anos 90. Já deve estar morta. - Sim, é verdade.

Ali está ele. É aquele da t-shirt amarela, na trotineta.

- O que fazemos? - Eu não vou bater em ninguém.

Nunca dei um murro. Parte os nós dos dedos?

Massi, vais tu? Fazes artes marciais.

O quê? Sou o mais rico. Se me denunciar, perco tudo.

Tens de ir tu. Assusta-o.

- Tens um taco no carro? - Achas que ando com tacos no carro?

- Tens isto, se quiseres. - O que é isso?

O que é? Vá lá. Faz cara de mau. Vai, vá!

- O que faço com isto? - Vai!

- Vão-se foder! - Vai.

- Aproveita e limpa as janelas. - Sim…

Musumeci. Desculpa. Saímos já. Adeus, tem um bom dia! Adeus!

O que estás a fazer?

Liga o carro. Estamos a bloquear a linha Roma-Pescara. Vá! Por favor.

- Bom trabalho. - Não me toques!

Nunca imaginei que as pessoas no Tinder fossem tão estranhas.

A melhor…

Chego a casa dela e diz: "Tenho sete gatos."

- Ela queria saber se eu era alérgico. - Isso não é estranho. É normal perguntar.

Perguntar, sim, mas fez-me um teste no passeio.

Sacou do frasco com a lanceta, tirou uma gota de sangue e fez o teste.

- Eras alérgico? - Sim, felizmente.

- Não tive de subir. - Não querias.

Não, prefiro ficar aqui e experimentar coisas que valem a pena.

Porque não sobes? Juro que não tenho gatos.

Adorava, nem imaginas quanto, mas…

Mas?

Estou feliz com isto, para já. Gosto de ir calma.

Como numa comédia romântica.

Não sei se te devo admirar ou odiar.

Ando num curso sobre masculinidade tóxica para tentar ser um homem melhor.

Se alguma vez quiseres ser um homem pior…

… sabes onde me encontrar.

Não me tentes, porque é algo…

- Vou entrar. - Sim. Eu percebo.

A do gato não, esta não. Não gostarás é de homens?

Sabes que esse comentário é homofóbico?

É pena, porque é ótimo conversar contigo.

Tu…

O que queres?

- A Emma deu-te os papéis do divórcio? - Sim.

Boa. Trá-los amanhã. Assinados.

- Não era ela? - Não.

Era a minha ex por causa do divórcio.

Dá-te ao respeito. Tens de ter mais dignidade!

Sim. Obrigado, Séneca.

Ouve.

Estive a pensar…

… e…

… neste momento, não quero ter um bebé. Desculpa.

Não, desculpa porquê?

Eu percebo que tenhas outras prioridades. A sério.

De certeza?

Sim. Claro.

Não te preocupes.

É um passo importante. Ambos temos de querê-lo.

Seja como for, ultimamente,

parece que te tornaste mais maduro.

Não aguento mais.

Estou um caco. Sinto-me inútil sem emprego.

Não!

Não.

Não és.

Ouve.

És um homem com muito a oferecer.

A quem? A ti?

Sim, a mim.

Desculpa. Porque não trabalhamos juntos?

Pelo menos, até arranjares algo na televisão.

Vá lá!

Será incrível.

Confia em mim.

Lindo, perfeito. Ama-a mais. Boa, assim. Muito bem.

Peço desculpa. Aqui tens. Perfeito.

Assinaste tudo?

- Quase. - Como assim?

Não sei se quero vender a casa de Morlupo. Adoro-a.

- Cumpre o que decidimos. - Sou introspetivo.

- Nunca cumpres o que dizes. - Sempre fui assim, logo…

Gostavas, ou não teríamos casado.

- Não. - Não.

Éramos muito novos.

O erro foi casar tão nova. Nunca se faz isso.

Desculpem. Não são vocês.

- Refere-se a uma maturidade interior. - Exato, interior.

Toma.

Ainda temos tempo. Por favor, não me irrites e reconsidera.

- Está bem. - Tenho de trabalhar. Já fiz asneira…

Abracem-se.

Hoje é o dia mais bonito da vossa vida. Que sortudos…

- Diz-me que não discutiram. - Não, correu muito bem.

Estou orgulhosa de vocês. Ligaste à Alessia, do Tinder?

Claro. Tudo controlado. Vou agora ter com ela.

Alessia.

Mattia. Prazer.

Finalmente, um melhor em pessoa do que no Tinder.

- A sério? - Sim.

É uma foto má. Vou mudá-la. Para tua casa?

- Conheçamo-nos melhor. - No carro.

Riccardo!

Anda.

Está bem.

Riccà!

- Faz favor. - Obrigada.

Amor, traí-te.

- Jura. - Desta vez, é verdade.

- Faz-me perguntas. - Como se chama?

Alessia, 25 anos, apuliana, estuda em Roma.

- O quê? - Não sei.

- Algo em inglês. - Certo. Loura ou morena?

- Morena. Natural. Confirmei. - Mamas?

Com sutiã, um 75. Sem ele, um 65. Era acolchoado…

Muito bem. Vem cá.

- Desodorizante feminino. - Sim.

E não o que o Luigi rouba à Tiziana. Conseguiste.

- Sim. - Muito bem.

- Orgulhosa? - Sim.

- Estás orgulhosa? A sério? - Muito. Sim.

Tive tantas saudades, meu Deus.

Que alívio…

Agora que este capricho do casal aberto acabou, juro que quero fazer tudo.

Como assim, capricho?

Agora que o fizemos, já chega, certo?

É algo que quero fazer por uns tempos.

Durante uns dias?

Durante umas semanas, ou uns meses. Não sei.

Não sei.

Amor. Ilenia?

- Este era o bar preferido da Tiziana. - Não percebo porque estamos aqui.

Para distrair o Luigi. A música é agradável e oca. Percebes?

- Esta era a canção preferida da Tiziana. - Era? Ela não morreu.

Outro gin tónico?

- Sim. - Passo.

Era o cocktail preferido da Tiziana.

- Luigi, vá lá! - Luigi, chega! Que chatice!

- Batam palmas. - Bravo!

Bravo!

- Bravo! - Bravo!

- Quem quer cantar? - Nós!

- Não! - Sim!

- Vem cá. - Precisamos muito disto, sim.

- Sim. - Que canção querem?

Qualquer uma, desde que não seja uma das favoritas da Tiziana.

- É um idiota. - Vá lá. Teve piada.

Esta é para quem tem problemas com as mulheres.

- Uma alegre… - Podes pará-lo?

- Mattia, nada de páthos. - Menos gestos.

Não venhas cá. Atiro-te um copo…

- "O vento muda, mas nós não." - Sim…

Vá lá!

Boa. Rapazes, incrível.

Obrigado!

Com este verso, passamos a quem saiba cantar.

Legendas: Ana Moura

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