All language subtitles for Real.Men.2025.S01E04.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

"Esta rapariga é muito forte, uma maria-rapaz."

"Não chores, vais parecer uma menina."

"Sê um homem."

Quantas vezes na nossa vida já ouvimos estas frases?

Estes clichés alimentaram os homens, criando barreiras e categorias.

Porque acham que "maria-rapaz" é um elogio engraçado

e "rapariguinha" um insulto?

- Luigi. Sim. - Posso?

Tenho dois filhos, um rapaz e uma rapariguinha.

Nunca usei estes estereótipos.

Nunca.

Boa. Ouviram?

- Sim. - "Rapaz e rapariguinha."

São dois estereótipos.

Luigi, como te referirias aos teus filhos se fossem gays?

HOMENS DE VERDADE

A Maria também fez isto.

- Está tudo, certo? - É mais fruta?

Os únicos hidratos de carbono são os biscoitos de cão?

Na verdade, achei-o um pouco…

Não, os biscoitos que publicito são só à base de proteínas, claro.

É por causa do Massimo. Desde que está em casa,

só se empanturra com pão e porcarias.

Então e tu?

- Que foi? - O que fizeste?

O que fiz?

Se tens um segredo para estar em forma, partilha-o com as tuas amigas.

O que acham que eles estão a ver?

Mamas ou rabo?

- Rabo. - Rabo.

Acham?

Querida, és tão inocente.

- E esse é o Eugenio Fornari? - Raios!

Esse merdoso. Nunca me dava os seus apontamentos.

- Era divertido no bar. - Não te dava a ti.

- Eras agressivo. - Cala-te.

Seja como for, queríamos um amigo gay? Aqui está ele.

E como sabes?

- O quê? - Que é gay.

Mantivemos o contacto.

O que foi?

- O que foi? - Sempre suspeitei.

Há tantas pistas.

Ele usa sempre estes conjuntos impecáveis…

Não sou gay.

- Nem um comentário vulgar. - Não fala de mamas e cus.

Porque será?

É desrespeitoso para as mulheres. Não são nacos de carne.

- É isso. - Há quanto tempo não fodes a Tiziana?

Acima de tudo, não gosta da Diletta Leotta. Vá lá…

Não gosto é de futebol. O que tem isso que ver…

A prova avassaladora.

Querem encontrar-se com ele?

- Sim. - Certo.

- Está livre amanhã à tarde. - Tenho duas entrevistas de emprego.

Boa. Boa sorte.

Acho que devias usar uma camisa índigo.

Para entrevistas de emprego, devemos usar camisas… que realcem o nosso tom de pele.

Não sou gay.

Numa estação de televisão, já tratei de tudo.

Programação, vendas, marketing, como pode ver.

Pinzimonio.

- Não percebo. - Catorze de março de 2016.

Kung fu alla soppressata.

Eu era estagiário e o Massimo o produtor executivo.

Claro! Mas não tinhas… Como estás?

Não te lembras de nada, mas eu lembro.

Às quatro da manhã, mandaste-me ir comprar pinzimonio,

endívia belga e cinco fatias de presunto de Parma…

- Estávamos a filmar no Aspromonte. - Lamento imenso.

Nessa altura, estava muito nervoso, obeso…

- Estava a fazer a dieta Dukan. - Hoje, também estou nervoso.

Resumindo,

é essa a minha longa carreira na indústria dos média.

Posso?

Lindas. Adoro crianças. Ainda não tenho nenhuma, mas adoro.

A sério?

Sim.

São os meus filhos.

Tenho uma relação muito próxima com o mais novo, o Pietro.

Porque passei muito tempo com ele.

- Boa. - E sabe porquê?

Quando trabalhava na sua empresa, engravidei pela segunda vez

e não me renovou o contrato.

Não aguento. Sinto-me horrível. Estou desesperada. Não aguento.

Ouve, estavas mesmo a precisar de bom sexo. Acredita.

Mas eu não faço estas coisas. Sou casada.

Pode ser bom para ti e para o Luigi.

Um empréstimo, dois filhos, uma sogra… Precisamos é de um milagre.

Tem sido bom para o Riccardo.

Como assim?

Decidimos experimentar.

- O quê? - Abrimos a nossa relação.

- Não! - Sim!

- Como é isso? - É incrível!

O Luigi matava-me se fizesse isso.

Talvez o Guglielmo… Não, tenho de parar de pensar naquele rapaz.

Sabes que tens de cancelar a inscrição no ginásio.

Não, a inscrição no ginásio nem pensar.

- Se soubesses o que me fez da última vez… - Meu Deus. O quê?

Não. Vou ligar-lhe já e dizer que acabámos.

Certo. Sim, tens razão.

- Não. - Não. Não lhe ligues. Não.

- Não, sim, vou ligar. - Achas?

- Sim. - Está bem. Liga-lhe.

- Não consigo. - Meu Deus.

Vá lá, Tiziana, estás louca. Pareces uma bola de serotonina.

Mas… enorme.

- Olá, amor. - Olá.

- Meu Deus, estás linda. - Obrigada.

O que fazes esta noite?

Como assim?

Bem, eu…

… tenho um encontro.

Caramba, não podemos passar uma noite aninhados no sofá,

à frente da televisão, como todos os outros casais?

Nem pensar. Amor, tens de sair e conhecer alguém, está bem?

Depois, voltas para casa… e trocamos histórias. Vai ser excitante. Acredita.

- A "troca de histórias" é uma obsessão. - Adeus. Boa noite!

Digo-o por ti. É patológico. Ouve…

Está aí alguém? Preciso de uma noite só de homens. Agora, por favor.

ENTÃO, ATÉ LOGO

Meninos, adeus. Vou sair.

Com a Silvana45?

- Boa. - Obrigado.

Ouve lá. Que cara é essa?

Viste o quadro. Vais a meio. Não desistas agora.

Sim, mas o que aconteceu à sedução, à insinuação e à espera?

Não gosto disto assim, desculpa. É muito fácil.

És o único homem que conheço para quem o ser fácil é um problema.

O esforço é a parte divertida. É como ganhar uma maratona de táxi.

- Boa. - Não.

Isso é um comentário sexista. O que ganhas?

Não percebi. O que disse?

Não sabe se a tua geração prejudicou mais o ambiente ou o sexo.

Gustav, achtung, por favor…

Pessoal, digam-me onde estão que eu vou lá ter.

- Olá, amor. - Olá.

- Como correu? - Muito bem.

Conseguimos dois patrocinadores, um de impermeáveis para cães e um de óculos.

- Para cães? - Sim.

Para não lacrimejarem quando andam de mota.

- Os cães? - Claro.

Céus, tenho tanta fome.

"Porchetta recheada com azeitonas."

O que é isto?

- Senhora, trouxe três pelo preço de dois. - Porquê?

Se o homem não trabalha, não há dinheiro para as compras, certo?

Maria, o que estás a dizer? Não, temos dinheiro. Agora, trabalho eu.

Então, não tenho de arranjar outro emprego?

Maria, não digas isso nem a brincar.

És a pessoa mais importante. Como faria eu sem ti?

Não podes ir. Tu é que mandas aqui.

- Obrigada, senhora. - Obrigada? Tu é que mandas.

Mas não compres mais disto.

Está bem.

Eu alinho. Mal acabe de lavar a louça, vou ter convosco. Até tenho uma surpresa.

Gostavas que fizéssemos sexo com outras pessoas?

O quê?

Isto é, ficarias excitado se fizéssemos sexo com outras pessoas?

Do que estás a falar? Nem pensar.

Porquê? Achas que podia ser bom para nós?

O Riccardo e a Ilenia fazem-no. Relação aberta. Diz que é ótimo.

Uma relação aberta? As relações abertas existem mesmo?

- O Ricardo nunca nos disse nada. - A Ilenia disse-me.

Os miúdos?

Às 21h02, estavam alimentados e de pijama. Atrasei-me. Estou a perder o ritmo.

Temos de comprar um detergente novo. Fiquei com as mãos todas gretadas. Vê só.

Tiziana,

achas…

… que sou gay?

Quem me dera. Seria uma boa justificação para o fracasso do nosso casamento.

- Como assim? - Não, desculpa. Eu não…

Desculpa.

O que dizias?

Vejo que estás cada vez mais bonita.

Vejo isso,

e que começaste a usar maquilhagem, a aperaltar-te.

Sou eu…

Ultimamente, tenho-me sentido um pouco invisível. É só isso.

Talvez precisemos de umas férias?

Talvez. Sim.

Sim.

Está bem.

Não sou gay, Tiziana.

Podíamos ter ido para o meu restaurante.

Estás melhor aqui, descontraído, sem pensar no trabalho…

- Sim, é verdade. O meu sócio… - Malta!

- Vejam só quem trouxe. - Olá!

- Boa! Finalmente, o amigo gay. - O Eugenio.

- Sim. Olá. - Boa. Obrigado por teres vindo.

- Olá. - Boa.

- Diz olá. - Já disse. Olá.

Olá.

Então, o Eugenio sabe tudo.

Falei-lhe dos nossos problemas com a sensibilidade.

- Sim. - Sim, precisamos de muita.

Na verdade, não estamos a ser muito politicamente corretos.

Não percebo.

A ideia de que ser gay equivale a ser sensível…

Isso está um pouco desatualizado. São de que século?

Do último.

E orgulhamo-nos muito disso.

Talvez não tenhas reparado, mas havia regras,

e tínhamos o hábito de as respeitar.

Sim, talvez esteja na hora de mudar essas regras. Não acham?

Desculpem, mas já ouviram falar de cursos sobre desconstrução da masculinidade?

Sobre quê?

- Desconstrução da masculinidade. - Não.

Não. Certo.

Tenho um perfeito para vocês.

- Pode ser a solução. - Fixe.

Não devias aumentar a nossa sensibilidade?

- Não, ele quer é castrar-nos. - Queres-nos mortos?

Não, é mais complexo do que isso…

Desculpem. Desculpa, Eugenio.

Está ali uma rapariga vestida de vermelho a olhar para o Mattia

de uma forma constrangedora.

Mattia, é verdade.

- Olha, espera. Agora. - É verdade.

Tens razão.

Vejam, está a corar.

Desabituei-me do método analógico. Agora com o Tinder…

É como andar de bicicleta.

Vai lá.

- Vou lá. - Aonde vais? É uma noite de homens.

- Um minuto. - É já ali.

- Eu sei, mas… Não. - Tens ciúmes?

Desculpem, está ali um colega meu que não via há séculos. O Pinzoglio.

O da carreira… Só um segundo.

- Aonde vais? - Dizer olá.

- É só um segundo. - Eu também vou.

Como assim?

É uma noite entre homens de verdade.

Ele é estúpido, perdoa-o.

Querias um homem de verdade. Aqui está ele.

Sim.

Não, mas não.

Não me digas que caíste no cliché da promiscuidade homossexual.

- Não. - Relaxa, nem fazes o meu género, logo…

- Não… Não faço o teu género. - Não. De todo.

Eu vivo aqui.

- É uma zona linda. - Obrigada.

Foi…

Muito agradável.

Conversar.

Muito mesmo.

Muito bem. Então…

Boa noite.

Boa noite.

Não, desculpa, para mim ainda é um pouco cedo.

- Desculpa, eu… - Não.

- Não queria fazer nada… - Não, sem dúvida. Não te preocupes.

- Desculpe. Não queria… - Não faz mal.

Todos querem fazer sexo no primeiro… Esquece, desculpa, adeus.

Nunca ouviste falar do consentimento feminino?

Devias ter vergonha.

Animal.

Lindo menino.

- Eugenio, obrigado. - Obrigado. Foi bom.

- Sim. Talvez possamos repetir. - Claro.

Obrigado. Adeus.

Espera. Só queria dizer…

Sim, então…

Se pudesses não comentar que me deste boleia até casa, porque…

Posso dizer-te algo?

Sim.

Vocês já foram mais evoluídos.

Deviam mesmo ir ao curso que sugeri.

Olá, amor.

Então?

O que foi?

Com quem estavas a falar no carro?

- Como se chama ela? - Aquela?

- Viste-me? - Sim.

- Chama-se Eugenia. - Eugenia.

É espanhola.

- De onde? - De Barcelona. Mucho caliente.

E como estava vestida?

Como estava a Eugenia vestida? Estava com uma camisola preta de renda.

- A sério? - Sim.

E calças justas.

E o que fizeram?

Fizemo-lo.

Assim do nada? Logo?

- Não. Não! Primeiro, conversámos. - Não.

Sabes falar espanhol?

- Un poquito más. - Un poquito más.

E depois?

Depois, fomos para a casa de banho do bar.

- A sério? - Sim.

E como é a Eugenia?

A Eugenia… tem duas mamas enormes.

- Melhores que as minhas? - Não!

- Não, amor. Nunca. Juro. Não. - Não?

E depois?

Depois, deitámo-nos na cama.

Não estavam num bar?

Sim, mas como dizes que a casa de banho é desconfortável, fomos para casa dela.

- É espanhola, mas vive em Roma. - Porque é espanhola do lado da mãe.

- Estás a inventar. - Não, amor, juro.

Riccardo, não foi isso que acordámos.

Estás a repreender-me por não foder esta Eugenia que nem existe?

- Já não me apetece. - Não, como…

- Estás a gostar disto. - Sim.

Anda.

Amor, tenho uma surpresa para ti.

Pequeno-almoço na cama.

Maria, o que fazes com esse telemóvel? Vai-te embora, por favor!

Vá lá, por favor!

Massimo.

Hoje é uma data importante. Temos de celebrar.

- Céus, esqueci-me do nosso aniversário! - Não, não é isso!

Cheguei aos 500 mil seguidores.

Boa.

Porque estás sempre zangado?

Vá lá. Está um dia lindo, olha lá para fora.

Vá lá, não sejas assim. Esta manhã, o teu pai também ligou.

Não lhe disseste que me despediram, certo?

- Claro que não. - Está bem.

- Mas terás de acabar por… - O quê?

- Dizer-lhe a verdade! - Não!

Na nossa família, eu sou o bem-sucedido e o meu irmão é o falhado. Ponto final.

Os papéis têm de ser respeitados, senão nada mais faz sentido.

Trouxe-te uma prenda.

- Não, vá lá… - Abre.

Estás louca! Não.

- Mas porquê? - Porque não! Não!

Ouve, não tenho sido eu a viver à tua custa, até hoje?

- Sim. - Está na hora de retribuir o favor.

Não.

- Não é bom os papéis inverterem-se? - Não.

Que tal eu cuidar de ti, para variar?

Acho isso muito romântico!

Eu não.

Acabou, Guglielmo. Posso parecer antiquada,

mas não posso continuar. Não nos voltaremos a ver.

Acabou. Acabou… de vez. Acabou.

Acabou.

Já acabaste.

Incrível.

- Vá lá. - Não!

Limoncello!

Prova.

Luigi,

não aguento mais.

Posso parecer-te irresponsável, mas não aguento mais.

Não aguento mais.

- Olá. - Olá, mãe.

- Olá, mãe. - Olá.

- Olá. - Olá.

O que é isso?

Dois bilhetes para Veneza. Vamos ter umas férias incríveis, tu e eu.

- Não. E os miúdos? - A minha mãe fica cá.

Ela odeia crianças, nem se lembra dos nomes.

Sim, mas eu ameacei-a. Tens de confiar em mim.

Que estás a fazer?

O que raio estás a fazer? Começas todo romântico e depois apalpas-me o cu.

Não percebes nada disto. Vai.

Não brinquemos. Eu fazer compras com o cartão de crédito da Daniela?

Qual é o mal? É generoso, não é?

Generoso? Ganha tomates e depois falamos.

- Que tem isso que ver? - Tem.

Sinto-me um monstro.

Porquê?

Ontem, estava com a Chiara e…

Não percebi os sinais dela e, a certa altura… saltei-lhe para cima.

- Boa, sim. - De todo.

Não, beijei-a, mas um minuto antes ela tinha dito: "És tão romântico…"

- Sou um idiota. - Não!

Desculpem o atraso. Estou muito cansado. Logo, hoje, tenham calma.

É a relação aberta que te está a extenuar, certo?

Que relação aberta?

- O quê? - Não.

- O quê? - Disseste-lhe?

- Não, juro. - Disse-me a Tiziana. Falou com a Ilenia.

Não quero falar disso, está bem? Chega.

Não era já isso que andavas a fazer? A traí-la com… Como se chama ela?

Como assim? Isso era um caso.

Como assim? Explica.

Sem importância.

A Ilenia, que é mais evoluída, sugere o que sempre fizeste, mas abertamente.

Muda tudo.

Quer esteja com três, dez, 20 ou 40, continuo a foder a Ilenia. E tu?

- Eu? Estou a passar um mau bocado. - Cala-te!

- Porque tens de ser tão agressivo? - Provocas.

Não levantes a voz! Porque estás…

Parem já os dois! Estão a ouvir-se?

Todos temos problemas com as nossas mulheres.

- Perguntemo-nos algumas coisas. - Não percebo.

Massi, o mundo está a mudar,

as mulheres estão a mudar, e nós nunca mudamos nada.

O Eugenio tem razão. Hoje, ligo

e vamos todos ao curso sobre masculinidade tóxica.

- Não percebo. - Percebes, sim.

Desculpa, mas tu…

Parece-me óbvio que o Eugenio vem cá para faturar.

Ele escreveu-me um dia destes e disse-me que sou heteroflexível.

- O que significa isso? - Eu pesquiso na Wikipédia.

Heteroflexível.

Não acham que estas ratas todas nos vão distrair?

Vá lá, rapazes.

Estamos neste curso porque continuas a dizer essas coisas.

Era uma piada. Estamos todos a rir.

"Heteroflexível.

- Também chamado bicurioso." - O que significa?

- "Curiosidade pelos dois sexos." - O Eugenio disse isso.

- Bom dia. - Bom dia.

Olá.

Comecemos.

Se estão nesta sala, significa que têm um problema.

E esse problema chama-se masculinidade tóxica.

Certo.

Mas, se estão aqui, querem resolvê-lo.

- Tu queres? - Ele é que me trouxe.

Ele trouxe-nos.

- Sim, a todos. - São amigos, certo?

- Sim. - Sim.

Da universidade. Dizemos que somos "homens de verdade".

Sim.

Fixe, não?

Comecemos. Temos algum trabalho pela frente.

- Não percebo. - Talvez esteja a ser sarcástico.

Legendas: Ana Moura

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