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Bem-vindos ao Last Week Tonight.
Eu sou John Oliver. Muito obrigado pela companhia.
Foi uma semana cheia.
Trump voltou atrás nas tarifas contra a China,
RFK nadou em uma água cheia de esgoto e bactérias
e aconteceu o campeonato musical Eurovision, com controvérsias.
Manifestantes tentaram atrapalhar o ensaio de Israel,
e acusaram o cantor da Estônia de usar vários estereótipos
sobre italianos na música Espresso Macchiato.
E, sinceramente, não, não.
E minha favorita, de Malta, com uma censura na música
depois da BBC reclamar.
A cantora foi até a BBC para se defender:
É uma palavra maltesa que significa muito para nós.
Nunca quisemos ofender ninguém.
Você deveria saber que, de alguma forma,
algumas pessoas podem sentir aversão
ou que ouvir essa palavra ou frase
poderia ser difícil
em um programa familiar.
Digamos assim.
Ele está se esforçando muito para não servir a palavra em questão.
E se querem saber o quanto é ruim, bem, é assim:
Eu faço o tempo todo
Servir "kant"
Do, re, mi, fa, servir "kant"
É, a palavra "kant", que em inglês é vagina.
Aparentemente é a palavra maltesa para "cantar".
O que ela está servindo é servir canto, ou servindo vagina,
ou possivelmente os dois.
Eu poderia passar a noite falando do Eurovision,
mas vamos começar com o tema principal de hoje:
A relação de Trump com a imprensa.
Sempre foi antagônica, e esta semana tivemos mais um lembrete
quando fizeram uma pergunta perfeitamente lógica
sobre os planos dele de aceitar um avião de luxo do Catar:
O que dizer às pessoas que veem o avião como um presente pessoal para você?
Por que não deixar de lado?
Você é das fake news da ABC, não é?
Só a ABC... bem, alguns de vocês.
Eu vou falar, deveria sentir vergonha por fazer essa pergunta.
Nos deram um avião grátis.
Não é um presente para mim, é para o Departamento de Defesa.
Você deveria melhorar. Porque já se envergonhou muito.
E sua emissora também, sua emissora é um desastre.
A ABC é um desastre.
É bem hostil, mas eu concordo
que a ABC deveria se envergonhar, mas não por essa pergunta válida,
e sim porque até agora não confirmaram a segunda temporada de Doctor Odyssey.
Que diabos estão fazendo, ABC?
É um Plantão Médico sexy em um barco.
É The Pitt com tubarões.
E nada supera esse slogan: "Energia de barco grande".
No primeiro episódio já temos uma lesão no tobogã,
uma overdose de camarões e isso:
O que aconteceu?
Quebrou.
Ele está em choque.
O que quebrou, Sr. Airington? Um osso?
Fratura peniana.
Não estão se divertindo?
Por que a ABC renova séries como The Rookie e Will Trent?
Que tem a premissa de, apesar de ser disléxico,
ele vira um agente especial na Agência de Investigações da Geórgia?
O quê?
E não renovaram a única série
com a coragem de responder a pergunta:
"E se doente, mas barco?"
Eu não deveria reclamar sobre os outros programas.
Eu não deveria me importar que uma série sobre um novato
volte para uma oitava temporada que contradiz a premissa.
E eu não culpo ninguém do público por querer descobrir
se seus personagens vão "Trent" ou não.
Só estou dizendo que The View da ABC está no ar desde 1997,
mas Dr. Barco Sexy continua no limbo.
Você é uma vergonha, ABC! Sua emissora é um desastre.
O problema é que Trump só gosta quando as pessoas são legais com ele,
e a imprensa, ao cobrir as coisas que ele diz, faz
e como diz e faz, na opinião dele, é malvada.
Na primeira campanha ele atacou os jornalistas o tempo todo.
Chamava Jake Tapper de Fake Tapper, Maggie Hagerman de Verme Hagerman
e Katy Tur de Pequena Katy.
Comparado com o resto, é preguiçoso.
Parece uma boneca dos anos 70 que parou de ser fabricada
por envenenar as crianças com chumbo.
Mas no segundo mandato,
o governo Trump aumentou os ataques à imprensa.
Ele facilitou os pedidos judiciais para registros de jornalistas,
prendeu uma estudante de Tuft
por co-escrever uma coluna sobre Gaza,
pediu aos Republicanos para retirarem as verbas da NPR e da PBS,
chamando elas de monstros da esquerda radical
que prejudicam muito o país.
Em março, ele até foi ao Departamento de Justiça
para dar este anúncio arrepiante:
Acredito que a CNN e a "MSDNC",
que literalmente escrevem 97,6% de coisas ruins sobre mim
são braços políticos do Partido Democrata.
E, na minha opinião, são corruptos e ilegais.
O que fazem é ilegal.
E isso precisa parar. Precisa ser ilegal.
"O que a imprensa faz precisa ser ilegal"
é obviamente muito ruim.
Mas também quero falar bem rápido sobre esses 97,6%.
Eu fico surpreso que ele sabia que esse número inventado
ia parecer mais autêntico se ele acrescentasse um decimal.
O decimal faz parecer mais um número real, mesmo não sendo.
Se eu digo: "20% da carne moída do Taco Bell é cavalo", você diz:
"Impossível. É um número muito redondo."
Mas se eu falar: "21,6% é cavalo",
você pensa: "Ele não inventaria um número tão específico".
Para ficar claro, eu não diria nenhum desses números,
porque sabemos que o número real é muito mais alto.
Mas parece que, legalmente, não posso falar isso, então não vou.
E infelizmente, mesmo com o aumento das agressões de Trump,
alguns donos de veículos de mídia ficaram mais submissos.
Durante o primeiro mandato, muitos veículos se posicionaram
como defensores ferozes da verdade.
Por exemplo, The Washington Post adotou o slogan
"a democracia morre no escuro".
Mas desta vez, mesmo antes das eleições,
eles parecem bem mais gentis.
O dono do jornal, Jeff Bezos, impediu o apoio a Kamala Harris,
também mandou que os colunistas focassem
somente na importância das liberdades pessoais
e da liberdade de mercado.
Bezos aparentemente se esforçou para agradar a Trump.
A empresa dele pagou $40 milhões
para licenciar um documentário sobre a Melania,
o máximo que a Amazon já gastou em um documentário.
Ele até ficou atrás de Trump durante a posse.
Por favor!
Isso não é só se ajoelhar. É se ajoelhar, arquear as costas
e relaxar os buracos.
Bezos não é o único dono de veículos fazendo concessões notáveis:
O dono bilionário do Los Angeles Times
aparentemente pediu aos editores do jornal para "darem um tempo"
nas matérias sobre o presidente eleito Donald Trump.
Patrick Soon-shiong aparentemente exigiu
que os editores mandem o texto de todas as colunas
e o nome de quem escreveu antes da publicação.
Isso é assustador.
E quanto a "dar um tempo" nas matérias sobre Trump,
para ficar claro, eu também não quero ficar ouvindo falar sobre ele.
Eu não gosto de estar falando sobre ele agora.
Eu poderia estar falando sobre a manchete recente:
"Polícia de Ohio encontra guaxinim com cachimbo de metanfetamina
em uma parada de trânsito".
E ela já era boa, mas melhorou:
"Quando o policial tirou o cachimbo, o guaxinim pegou outro".
Pegou outro? De onde?
Acham que não quero falar do guaxinim com vários cachimbos de metanfetamina
pelos próximos 25 minutos?
Claro que sim! Mas não posso, porque
as ameaças à liberdade de imprensa parecem aumentar,
mas a resistência parece diminuir.
Em alguns lugares, de forma preocupante.
Por isso, hoje vamos falar sobre Trump e a imprensa.
Como ele tenta reestruturar a cobertura,
o nível de poder que usa para fazer ameaças
e como deveríamos responder.
Começando pelo sinal mais visível, se não o mais importante
de que as coisas mudaram.
O grupo de imprensa da Casa Branca.
Em fevereiro, a Casa Branca teve uma grande briga
com a Associated Press pelo motivo mais imbecil do mundo.
Lembram que, logo ao assumir, Trump disse que mudaria o nome
do Golfo do México para Golfo da América.
Alguns veículos passaram a usar o novo nome, mas não a AP.
Então eles foram banidos do escritório do presidente.
A Secretária de Imprensa Karoline Leavitt justificou assim:
Se sentirmos que algum veículo nesta sala vende mentiras,
vamos fazer essas mentiras terem consequências.
É fato que o corpo de água na costa da Louisiana
se chama Golfo da América.
Não sei por que os veículos não querem chamar assim, mas é o nome.
Certo, talvez para você, mas não para todos.
Como a AP disse, eles têm clientes em todos os lugares do mundo,
e muitos usam o termo Golfo do México.
Não é tão simples quanto fazem parecer, até porque leva tempo
para as pessoas de ajustarem a uma mudança de nome idiota.
Às vezes, hipoteticamente, antes de nos acostumarmos a um nome idiota,
chega um gênio e deixa mais idiota, depois fica ainda pior,
e, contra todas as probabilidades, piora mais,
antes de, inexplicavelmente, voltar para a idiotice de antes.
A propósito, nesta semana, a empresa dona do programa
disse que mal podia esperar sobre minha opinião quente
sobre essa mudança de nome.
Acreditaram que o que eu tinha a dizer sobre a mudança seria "bem quente".
Por favor, olhem nos meus olhos quando eu digo isso:
Vão à merda, não me digam o que fazer.
Não vou fazer se vocês querem. A menos que, esperem aí.
Talvez tenham achado que me provocar ia me impedir de falar,
mas como pode uma empresa ser tão inteligente
e inventar tantos nomes idiotas?
Depois de uma batalha legal, a Casa Branca voltou a permitir
que a AP entrasse no Salão Oval.
Como viram com a jornalista da ABC, outros veículos tradicionais
ainda têm acesso ao presidente, basicamente para ele os humilhar.
Mas cada vez mais ele está conseguindo receber as perguntas que prefere.
E, se você não percebeu, ele com certeza percebeu:
O que fez você e sua equipe ficarem tão eficiente
em procurar, localizar, apreender e deportar
imigrantes ilegais violentos?
Amei esse cara.
Queria que mais pessoas fizessem perguntas assim.
Acha que mostra como estão desconectados com o povo dos EUA?
Ainda mais que 79%, segundo a CBS, aprova os seus...
Eu amei esse cara.
Por que está tudo bem quando a elite Democrata quer mais tarifas,
mas quando o presidente Trump quer é um apocalipse?
Você vê uma contradição?
Eu amei esse cara.
Seja lá quem ele for.
Muito legal. Eu agradeço a pergunta.
Que humilhante.
E não só pelo "amei esse cara, seja lá quem for",
que com certeza foi o brinde de Trump no casamento do Eric.
Mas não é coincidência que Trump esteja recebendo perguntas a favor dele.
O governo convida cada vez mais veículos e influenciadores de extrema direita
para eventos com a imprensa.
Segundo um estudo recente das coletivas,
quatro dos cinco jornalistas que Leavitt mais deixou falar
eram de veículos de direita.
Ela também colocou um lugar para "novas mídias".
Quem está nesse lugar sempre é chamado primeiro.
Ou seja, a sala de imprensa agora tem pessoas como Cara Castronuova,
que trabalha na LindellTV, uma emissora da internet
financiada pelo cara dos travesseiros
e que faz perguntas assim:
Também poderiam publicar o plano de exercícios do presidente?
Ele parece mais saudável que nunca.
Se compararmos com oito anos atrás, sei que todos aqui vão concordar.
Ele se exercita com Bobby Kennedy?
Está comendo menos no McDonald's?
Essa é uma pergunta real de uma jornalista na Casa Branca.
E tudo é perturbador.
Ela começou perguntando basicamente:
"O presidente está mais gato do que nunca, não é?
E o sorriso amaldiçoado dessa presença fantasma twink
do Malfoy empresarial atrás dela.
Estão vendo também, não é? Por favor, me digam que sim.
E quando pediram a ela para explicar sua abordagem jornalística,
não deu muito certo:
Você é fã de Trump, não é?
Sim, eu sem dúvidas apoio o presidente Trump.
Então você o faria prestar contas?
Sim, eu 100% poderia fazê-lo prestar contas.
Com certeza vão acontecer coisas que eu vou discordar.
Eu disse muitas vezes, e está registrado,
quando discordava de alguma coisa.
Você discorda de alguma coisa desse governo?
Eu não vou...
Vou pensar um pouco.
Só estou sobrecarregada...
Estou sobrecarregada do tanto que vejo as coisas indo bem.
O quê?
"Estou sobrecarregada do tanto que vejo as coisas indo bem."
Isso parece menos uma declaração de uma correspondente na Casa Branca
e mais o que se diz no café para uma conhecida
antes de chorar no carro por uma hora.
Olhem, encher a sala de imprensa de puxa-sacos já é ruim,
mas é só uma das formas que acharam para enfraquecer a cobertura.
Outra é tentar usar a FCC como arma.
Historicamente, ela pelo menos fingia ser uma comissão independente,
mas está mudando rapidamente com o novo diretor, Brendan Carr.
Trump o escolheu como diretor quase imediatamente após as eleições,
e Carr não escondeu o que faria?
Eu quero começar agradecendo ao presidente Trump,
e o parabenizando de novo por essa vitória histórica.
Para mim, nos próximos passos, a primeira coisa é me reunir
com a equipe do presidente para entender 100% o que ele quer.
Afinal, é o governo dele, e ele escolhe nossa direção.
Certo, mas seu trabalho não deveria ser isso.
Você nunca quer ouvir uma coisa tão obscena
vindo de alguém que deveria ser independente.
Do mesmo jeito que não queremos ver um árbitro da NBA
com o uniforme de um dos times.
Ou um juiz da Suprema Corte colocando uma bandeira da insurreição
do lado de fora de casa, falando de forma hipotética.
Vocês entendem.
E Carr parece muito aliado ao presidente.
Apoiadores de Trump festejaram essa foto de Carr
com um bottom dourado de Trump.
Quando The Hollywood Reporter publicou um artigo
chamado "O pit bull da mídia de Trump está sem coleira",
com essa foto horrível de Carr como um pit bull,
ele a tuitou com a legenda "au, au".
Um ex-diretor da comissão disse: "Eu estou muito preocupado
pelo futuro da FCC.
Eu diria que Carr é o presidente mais ideológico da nossa história
e o mais político."
E ele não perdeu tempo para seguir os objetivos de Trump.
A FCC está investigando todas as grandes emissoras de TV,
exceto a Fox.
E a administração de Carr é parte de uma nova pressão
de Trump sobre as emissoras, com a FCC de um lado
e processos judiciais do outro.
A coisa funciona assim:
A FCC pode regular as licenças de transmissão
das emissoras de TV e estações de rádio.
As grandes redes são donas de várias dessas.
Por exemplo, a CBS é dona de tudo isso.
E é incrivelmente difícil que a FCC revogue uma licença,
mas pode dificultar muito para as redes venderem esses canais.
E com a frequência de fusões e aquisições na mídia,
isso pode ser um problema.
Então agora as emissoras têm essa ameaça em cima delas.
Enquanto isso, Trump aplica pressão legal com processos
para colocá-las na defensiva.
É bem flagrante.
Trump abre um processo, exige dinheiro,
e ao mesmo tempo o FCC dele começa a fazer barulho
sobre complicar a vida da empresa, então a rede faz um acordo
para agradar Trump e tirar todos de cima,
e talvez pensem duas vezes sobre o tom da cobertura no futuro.
No momento a CBS está presa nessa pressão.
Muito por causa de um segmento do 60 Minutes
logo antes das eleições, onde entrevistaram Kamala Harris.
Trump garante que teve uma edição enganadora.
Ele processou a emissora, em um processo que especialistas
em liberdade de expressão chamam de "frívolo e perigoso"
e "um lixo ridículo".
E para entender a veracidade disso,
vale a pena ler os detalhes.
Basicamente, é sobre uma resposta de Harris
a uma pergunta sobre Gaza.
E Trump diz que aconteceu isso:
Eles pegaram a resposta de Kamala, que era uma loucura, era horrível,
e eles tiraram toda a resposta e trocaram por outra coisa
que ela disse depois na entrevista.
Não era uma ótima resposta, mas não era como a primeira.
A primeira era de uma incompetência absurda,
era estranha.
Isso é fraude e manipulação eleitoral por parte do noticiário,
que é uma grande parte do jornalismo da CBS.
Certo, a teoria de Trump é que a CBS secretamente
trocou a resposta de Harris a uma pergunta
para fazê-la ganhar as eleições.
E logo de cara, reclamar disso é como me acusar
de esconder os segredos de como eu cuido da minha pele.
Primeiro, eu não tenho, e mesmo que tivesse não importa,
porque não funcionou, não é?
Mas vale a pena notar que ele só sabe da "resposta estranha"
porque apareceu no comercial dessa entrevista do 60 Minutes
no Face the Nation.
A CBS passou. Não tentaram esconder nada.
E, se estão curiosos, aqui temos as duas respostas.
Isso foi o que passou no Face the Nation:
Parece que o primeiro ministro Netanyahu não nos escuta.
Bom, Bill, o trabalho que fizemos resultou
em vários movimentos naquela região por Israel,
que foram muito direcionados
ou foram resultado de muitas coisas,
incluindo a nossa defesa do que precisa acontecer na região.
É uma resposta de merda.
É como expressar uma ideia em inglês com a gramática em francês.
Parece que alguém a acordou sacudindo e gritando "Israel?"
Trump não está errado, foi ruim.
Mas essa é a suposta resposta melhor que passou no 60 Minutes aquela noite:
Parece que o primeiro ministro Netanyahu não nos escuta.
Não vamos deixar de fazer o necessário
para os EUA deixarem clara a nossa posição quanto à necessidade
pelo final da guerra.
Eu imagino que isso pareça um pouco mais coerente,
mas são basicamente o uso de preposições
com a voz passiva.
Em ambos ela parece uma estudante tentando chegar ao limite de palavras.
"A letra escarlate utilizada por Hester Prynne
no romance A Letra Escarlate, escrito por Nathaniel Hawthorne,
publicado em 1850, simboliza a vergonha e o castigo
de forma simbólica."
E o que há a se destacar é que as duas respostas
parecem dizer a mesma quantidade de nada sobre o mesmo assunto,
o que não surpreende.
A FCC pressionou a CBS a mostrar a transcrição completa
da entrevista.
E essa é a resposta completa da pergunta sobre Israel,
isso foi o que passou no Face the Nation
e isso foi o que passou no 60 Minutes.
A emissora não excluiu a resposta e colocou uma coisa de depois,
como Trump afirma.
Eles basicamente passaram duas metades da mesma resposta.
E esse tipo de decisão editorial para ter tempo e clareza
acontece o tempo inteiro na TV.
Como Semafor disse, no início do ano passado
a Fox modificou uma entrevista de Trump.
Na versão inicialmente exibida, essa foi a interação:
Você desclassificaria os arquivos Epstein?
Sim, eu faria isso.
Certo, é uma resposta firme e clara.
E nesse momento eles cortaram para a próxima pergunta.
Mas depois quando passaram um vídeo maior da entrevista,
ficou claro que a resposta completa foi meio diferente:
Você desclassificaria os arquivos Epstein?
- Sim, eu o faria. - Certo.
Eu acho que sim.
Eu acho que menos,
porque não queremos afetar a vida de ninguém se tiver algo falso.
Tem muitas coisas falsas em todo esse mundo.
Sim, em uma versão a resposta de Trump foi editada
e quem viu perdeu o contexto.
O processo mental dele foi de: "Claro! Vamos liberar os arquivos,
as pessoas merecem a verdade" para "está falando daquele Epstein?"
para "não se pode acreditar em tudo o que lê sobre os outros."
A questão é que a CBS fez uma prática bem padrão
de edição de entrevistas para a duração e qualidade.
Ainda assim, Trump os processou por fraude
e exigiu $20 bilhões como reparação.
E a CBS se defendeu no começo.
Falaram que a exigência não tinha nenhum mérito
e que pretendiam se defender contra o processo.
E faz sentido, os juristas disseram que é sem sentido
e uma vitória fácil para a CBS.
Mas tem uma coisa.
Enquanto o processo corria, a FCC começou a investigar a rede
por fazer "distorção de notícias" com a entrevista,
e isso é um problema para a CBS, já que sua dona, Paramount,
está no meio de uma fusão gigante com a Skydance Media.
E como eu já disse, transferir suas licenças de transmissão
precisa de aprovação da FCC,
e eles podem adiar essa aprovação o quanto quiserem.
Talvez seja por isso que Shari Redstone, acionista majoritária da Paramount,
disse que prefere um acordo extrajudicial.
E parece que ela e a Paramount disseram para o 60 Minutes
que estavam interessados em saber quais segmentos falariam sobre Trump
durante esta temporada.
E isso parece uma grande interferência.
Bill Owens, diretor do 60 Minutes se demitiu por causa disso,
dizendo que ficou claro
que ele não poderia tomar decisões independentes no programa.
E ver isso faz ficar irritante saber que há alguns anos
Redstone organizou um evento para o CPJ,
um grupo que defende a liberdade de imprensa no mundo todo,
e teve a audácia de se posicionar como defensora da imprensa livre:
É uma honra estar aqui representando a Paramount Global
e os milhares de jornalistas que dão duro na CBS News,
que lutam todo dia pela liberdade e integridade da imprensa.
Os homenageados nesta sala
são a personificação viva desses valores.
Eles nos lembram que a liberdade de imprensa nunca é garantida.
Temos que defendê-la constantemente, e isso sempre traz um grande preço,
tanto pessoal quanto profissional.
Que palavras poderosas sobre a necessidade
de defender a liberdade de imprensa a qualquer custo
vindas de alguém que parou de fazer isso
assim que teve um custo financeiro para ela.
E isso tira um pouco a força da declaração dela.
Imaginem se Roosevelt tivesse dito: "Só devemos temer o próprio medo",
e depois surtar por ver um inseto.
Isso enfraquece o argumento.
E talvez Redstone pense que se der o que Trump quer agora
ele vai parar, mas duvido muito.
Vejam o que aconteceu com a ABC,
eles chegaram a um acordo por um processo de difamação em dezembro
pela forma como George Stephanopoulos caracterizou
o veredito do caso E. Jean Carroll.
Eles pagaram $15 milhões para a fundação de Trump
para o seu museu presidencial,
apesar dos juristas falarem que a ABC poderia ter vencido.
Desde então, a FCC de Carr pressionou para ter mais concessões,
como ameaçando suas licenças pelas práticas de DEI da Disney.
E por piores que sejam os exemplos, pelo menos vocês podem saber deles.
Mas existem lutas a nível local que não recebem essa atenção,
apesar de serem tão preocupantes quanto.
Vejamos o que a FCC de Carr faz com a KCBS, uma rádio de São Francisco.
Basicamente, na tarde de 26 de janeiro, um grupo comunitário local
fez essa postagem no Facebook sobre agentes da ICE na região.
Um vereador também publicou sobre as atividades.
Por volta das 15h40, publicaram que a ICE havia saído
e, duas horas depois, a KCBS reportou o caso,
no clássico tom tranquilo de todas as notícias do rádio:
O prefeito de San José, Matt Mahan, e o vereador Peter Ortiz
confirmaram hoje que agentes da Imigração e Alfândega
estão fazendo uma operação na zona leste da cidade.
Segundo os responsáveis do condado, os agentes em San José
estavam em veículos civis, como um Dodge Durango preto,
um Nissan Maxima cinza e uma caminhonete Nissan branca.
Também informaram ter visto agentes da ICE
perto de uma residência nas ruas South White e Tully.
E supostamente os agentes foram à loja Target
nas ruas King e Story.
Primeiro, é uma voz muito relaxante
para dar uma notícia tão alarmante
quanto agentes da ICE em veículos civis.
É como ver um vídeo do YouTube chamado "Sons lofi
de um homem atacado por um tigre para relaxar ou estudar".
Mas esse informe também é bem básico.
A ICE estava no local,
grupos locais e políticos falaram sobre isso
e o noticiário local cobriu.
Essa estação de rádio é uma dos vários meios
que cobriram no mesmo momento.
Aqui está no noticiário das 18h da NBC,
que mostrou imagens dos carros e agentes em questão,
e o mesmo vídeo sendo exibido na Telemundo.
Mas a reportagem do rádio chamou a atenção de um ativista de direita,
que afirmou que a KCBS é do grupo de investimentos de George Soros.
Ele disse que colocaram os agentes da ICE em grande risco
enquanto a operação ocorria, o que não aconteceu.
Ainda assim, essa reclamação chegou até Brandon Carr,
que parou na frente de uma câmera para dizer isso:
Tínhamos agentes da ICE disfarçados, fazendo operações
na zona leste de San José, conhecida por atividades de gangues,
mas essa estação de rádio transmitiu a localização deles ao vivo,
identificando os veículos civis que estavam usando.
Enviamos uma carta para formalizar a investigação do assunto,
eles têm alguns dias para responder essa carta
e explicar como isso não contradiz as obrigações deles.
Do que você está falando?
Esse tipo de notícia é o motivo para existirem rádios locais.
Isso e passar o anúncio mais seco possível
para empresas de pintura de pisos.
Segundo juristas,
essa investigação da FCC também não tem mérito.
Como disse um especialista em liberdade de imprensa,
operações legais, sejam de imigração ou não,
são questões de interesse público.
Se isso chegar aos tribunais e a KCBS escolher lutar,
é quase seguro que vai ganhar.
Mas é preocupante que até agora
eles não tenham defendido o jornalista
que, novamente, não fez nada de errado.
E de certa forma eu entendo.
Lutar contra a FCC é caro
e gera riscos para a emissora quando tiver que renovar a licença.
Mas ficar em silêncio também tem um custo.
Como o especialista disse, mesmo que não façam denúncias,
as pessoas vão ter que ficar vigilantes para ver se o governo vai atrás delas
por informar algo que o governo não queria que falassem.
Infelizmente, é uma pergunta justa de se fazer atualmente.
É muito mais razoável do que perguntar
quando vai sair o DVD de exercícios do presidente.
E aqui parece que é onde mais podem causar danos,
porque o governo, de forma direta ou indireta, controla as críticas,
e isso, para falar de forma clara, é autoritário.
Vimos países escorregando,
e a imprensa costuma ser uma das primeiras baixas.
Aconteceu com Viktor Orbán na Hungria e Rodrigo Duterte nas Filipinas.
E quem viu pessoalmente afirma que é assim que começa,
e é a única chance de impedir isso.
Maria Ressa, uma jornalista presa nas Filipinas
por se posicionar contra o regime de Duterte,
acabou ganhando um prêmio Nobel por isso.
E ela diz que vê semelhanças nos EUA com o que aconteceu lá.
E o aviso dela para gente como Shari Redstone é simples:
Não abram mão de seus direitos de forma voluntária. Certo?
De novo, vou dar nosso exemplo das Filipinas.
Primeiro os jornais se renderam,
a televisão se rendeu.
A maior emissora perdeu a franquia, a licença para operar.
E adivinhem? Nunca recuperaram. Mesmo depois do Duterte.
O que eu quero dizer é que "segurar a posição"
é a frase que nós usamos,
porque é ligada aos direitos que você merece enquanto cidadão.
E se você não segurar a posição neste momento crucial...
Este é o momento em que você tem mais forças.
Você só enfraquece com o tempo.
Exatamente.
Vale a pena lutar pelos direitos
e liberdades fundamentais.
E é uma das lutas
que os nerds das salas de redação podem vencer,
porque não precisa ter força no corpo.
Então, o que podemos fazer?
Obviamente é importante dar apoio público
a veículos como a AP e o 60 Minutes.
Mas também precisamos prestar atenção
ao que acontece em lugares como a KCBS.
E eu diria que há uma obrigação especial
para os veículos que pertencem
a donos extremamente ricos como esses para que lutem.
Não aceitem de forma prematura as exigências ridículas de Trump.
Sei que as ameaças dele e da FCC parecem intimidantes.
E lutar exige tempo, esforço e dinheiro.
Mas eu digo que vale a pena,
ainda mais se o resultado mais provável é sua vitória definitiva.
Para citar alguém que espero que tenha falado a sério
quando disse isso, a liberdade de imprensa nunca é garantida.
Temos que defendê-la constantemente, e isso costuma ter um grande preço.
A questão é que se os donos da mídia
gostam dos aplausos que ganham quando falam coisas assim,
chegou a hora de pagar o preço.
Pensem assim.
A imprensa livre parece muito com Doctor Odyssey.
É única, é especial, temos muita sorte em tê-la.
E se não tivermos muito cuidado,
vamos sentir muita saudade quando a perdermos.
E agora, isso:
E agora, noticiários locais com suas opiniões quentes
sobre a nova mudança da HBO.
A plataforma de streaming Max muda de nome de novo,
voltando a ser HBO Max.
Antes era HBO Max.
Isso.
E aí virou Max.
E vai ser HBO Max de novo. Legal.
A plataforma de streaming Max vai mudar de nome de novo.
Por quê?
Primeiro era HBO, depois HBO Max, depois só Max.
Isso.
- É HBO Max de novo. - Que ótimo.
- Decidam! - Não.
Escolham uma coisa e mantenham.
Não sou o rei da proteção de marca, mas meu Deus!
O que estão fazendo, Warner Brothers?
A Warner Brothers Studios disse que essa mudança
põe o foco na qualidade, e não na quantidade.
Certo...
Por que mudar?
Algum diretor de marketing precisava justificar o cargo.
"Olhem no que pensei, pessoal!"
Me pergunto se usaram um grupo focal para a mudança.
E quanto dinheiro isso custou.
Se quiserem se sentir mal, pensem nos salários somados
de todos que sentaram à mesa para tomar essa decisão.
Max, derivado de CineMax, sempre foi associado à pornografia.
Vamos falar a verdade.
Sério.
Às vezes, com o botão antigo, você ajustava de certa forma
e via parte...
- Certo. - Certo.
Eu não sabia no que isso ia dar.
E AGORA
Continuando.
Por fim, uma atualização rápida.
Podem lembrar que há duas semanas fizemos um segmento
sobre a incrível instituição das ligas menores de beisebol.
É beisebol com uma grande quantidade de energia de irmão menor.
Naquele dia, mencionamos vários nomes espetaculares de times,
como Pôneis Grunhindo, Pandas do Lixo
e os Nozes de Modesto, cujo logo parece ser
um trisal esportivo de nozes.
Também mencionamos suas noites temáticas incríveis,
como a noite de Helen McGuckin dos Cães de Charleston,
dedicada a impressionar uma mulher qualquer
que deu duas estrelas para o estádio sem nunca ter entrado nele,
um nível de mesquinharia que eu jamais sonharia.
Acontece que muitos times e seus fãs ficaram felizes com a menção.
Incluindo essa jornalista do Alabama
que deu um detalhe a mais?
Alguém viu o John Oliver falando dos Pandas do Lixo?
Vamos, Pandas do Lixo! PDL para sempre!
O humorista saudou os Pandas do Lixo
no seu programa semanal Last Week Tonight,
apesar do tema principal ser sobre deportações.
É. É.
Foi mesmo.
E essa é a cara de uma mulher que de repente se perguntou
se a palavra "humorista" foi a escolha certa.
No fim do episódio mencionamos que nem todas as equipes
tinham o mesmo esforço excêntrico, e nos oferecemos para criar
um novo nome, mascote e nove temática
desde que o time prometesse fazer tudo que falássemos
e mandassem e-mail para JohnOliver@buntstuff.com.
E eu juro que isso fazia sentido no contexto.
Mas eu admito que quando fazemos projetos desse tipo,
nem sempre sabemos que tipo de resposta vamos ter.
Por isso eu estou feliz em dizer que recebemos tantos e-mails.
E digo que vários foram por motivos que não são de beisebol.
Poe exemplo, um escreveu:
"Quero dizer que você parece as rugas dos meus testículos
e a maquiagem que você usa não funciona, contador."
E, milagrosamente, assinou com "tudo de bom, meu amigo".
E... Obrigado?
E sabe o que mais machuca? "Contador".
Porque eu posso ignorar o negócio dos testículos,
talvez os seus sejam lindos.
E se me visse sem a maquiagem da TV ia ver que funciona, sim.
Infelizmente isso é a maquiagem funcionando.
Mas "contador" foi bem no alvo.
Eu também fui convidado para um casamento
no zoológico de Indianápolis por Zac e McKenna, que escreveram:
"Não tem escolha de comida. Vai comer o que temos e vai gostar."
E eu gostei muito disso,
mas me alegra dizer que tivemos 47 times de ligas menores
dispostos a aceitar a oferta.
São 40% do total!
Foram tantas mensagens que tivemos que fazer
uma linda planilha com várias abas para acompanhar.
E o fato de eu estar me gabando sobre uma planilha
mostra que não vou me livrar das alegações do "contador".
Alguns times fizeram uma autocrítica comovente,
como os Bisões de Buffalo.
Eles escreveram: "Temos este nome desde 1877.
E não só foi a primeira ideia sem graça do fim do século XIX,
mas também é gramaticalmente incorreto."
E é verdade, em inglês, "bisão" não tem plural,
como ovelha, sheep, ou Cher.
É.
Essas são várias "Cher", não "Chers".
Eu não faço as regras, só as sigo.
Alguns times mandaram vídeos, como os Capitães de Lake County,
cujos magníficos assentos de privada nós mostramos.
Eles fizeram um vídeo
que começava com "nos escolha, John Oliver",
e ia crescendo mais:
Nós temos nove mascotes. Não um, nove.
Quando precisamos de um novo,
trouxemos de volta o mascote mais odiado da história de Cleveland.
O inseto do beisebol!
Demos uma segunda chance para ele.
Os EUA amam uma história de redenção.
Nossos mascotes tentaram algo grande para chamar sua atenção.
Vamos fazer a ola Oliver na quinta entrada.
É muito divertido,
mas não vemos tantos mascotes sentados em uma fileira de privadas
em lugar nenhum.
É muito bom,
mas os Capitães já têm a fila de privadas
e nove mascotes.
Um parece um boné de beisebol em cima dos genitais do Elmo.
Além disso, eles podem imprimir cabeças gigantes
sem aviso prévio.
Não sei o que precisam de nós.
Nós só iríamos limitar vocês.
Eles não são o único time que nos contatou sem precisar de ajuda.
Também recebemos e-mail dos Poodles de Amarillo.
O que estão fazendo na nossa caixa de entrada?
Querem que a gente mude esse mascote incrível?
Um esquilo gigante vestido para assistir
à turnê de Cowboy Carter?
De jeito nenhum.
Também recebemos mensagem dos Bandidos de Quad City,
que fizeram questão de dizer que foram o primeiro time
a encher um helicóptero com doces e jogar no campo depois de um jogo.
Aí, quando as crianças correram para pegar os doces,
o helicóptero voltou
e jogou marshmallows gigantes em cima das crianças.
E se acham que vamos superar a ideia
de um helicóptero defecando um monte de doces para as crianças,
e quando elas ficam empolgadas ele joga e joga marshmallows,
vocês estão fora da realidade!
Incrivelmente, os Esmeraldas de Eugene entraram em contato.
O e-mail me chamava de "Senhor Um John Oliver".
E não é assim que a língua funciona.
Mas claro que não vamos tentar melhorar
a identidade alternativa deles, as Baleias Explosivas.
Não dá para pensar em um mascote melhor que esse safado sorridente
dizendo: "Adivinhem quem está prestes a fazer um bum?"
Sinceramente, parte do processo foi conhecer mais os mascotes atuais.
Alguns são muito bons.
Os Nacionais Fredericksburg disseram que o mascote deles, Gus,
é o amigo imaginário de infância de George Washington.
"Também não entendemos bem, mas as crianças amam."
Imaginem como seria o amigo imaginário de George Washington.
Estão imaginando? A imagem está na sua cabeça?
Imaginaram errado, é isso.
Esse é o Gus.
Com ele que o pai dos EUA brincava na infância.
Não vamos tocar nele!
No fim, escolher um time foi muito difícil.
E antes de revelar a escolha, eu vou falar isso.
Se nunca foram a um jogo das ligas menores, precisam ir.
Porque claramente essas ligas são incrivelmente especiais
e inevitavelmente idiotas do melhor jeito possível.
Mas no fim nós tomamos uma decisão,
por favor, venham comigo.
Porque, por mais que tenha sido difícil,
nós escolhemos um dos 47 candidatos.
E estamos empolgados para trabalhar.
O time escolhido é...
os Lobos Marinhos de Erie, Pensilvânia.
Eles mandaram uma lista de 11 bons motivos para os escolhermos.
Um deles era que os Lobos Marinhos não jogam perto do mar.
Sim, é um problema, Erie. Podemos ajudar a consertar.
Parabéns, Lobos Marinhos, vocês vão ter outro nome.
Vamos pesquisar sua área e inventar um novo nome,
mascote e noite temática diferente de toda a liga
e que só possa acontecer em Erie.
E como falamos desde o começo, vocês não vão ter escolha.
Parafraseando meu convite preferido para um casamento,
vão aceitar o que nós temos e vão gostar.
Só precisam assinar o contrato que vamos mandar para começarmos,
e eu prometo que vai ser incrível.
Esse foi nosso programa,
muito obrigado pela audiência.
Não tem programa semana que vem, voltamos em junho.
Boa noite!
LOBOS MARINHOS DE ERIE
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