All language subtitles for Billy Budd (1962) BRRip Oldies

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Original subtitles

1797...

o ano dos motins na frota de Spithead e de Nore...

e da continua��o da guerra com a Rep�blica da Fran�a.

Em 16 de agosto, o ''Vingador'' da fragata de

Sua Majestade, patrulhando durante a guerra

tem ordens para refor�ar a esquadra brit�nica perto da costa da Espanha.

John Claggart, oficial de disciplina, da marinha real.

Edwin Fairfax Vere, capit�o de guarni��o, marinha real,

O Dansker, veleiro.

Philip Seymour, primeiro tenente.

Julian Ratcliffe, segundo-tenente.

Steven Wyatt, oficial da artilharia.

Enoch Jenkins, encarregado do mastar�u.

Squeak, assistente do Sr. Claggart.

Alan Payne, encarregado do mastar�u.

William O'Daniel, encarregado do mastar�u.

Arnold Talbot, encarregado do mastar�u.

Neil Kincaid, encarregado do mastar�u.

Alfred Hallam, capit�o de fuzileiros navais.

No mesmo dia, na mesma hora

um navio mercante, chamado ''Os Direitos do Homem'', de Dundee

segue para as �ndias Ocidentais com uma carga de bens industrializados.

Nathaniel Graveling, comandante.

Amos Leonard, ajudante imediato.

Charles Mathews, marujo mercante.

Billy Budd, marujo mercante.

- Mais para baixo. - Um pouco mais, senhor.

N�o seria melhor virar, senhor? � um navio de guerra.

N�o � um navio inimigo?

N�o, senhor. � brit�nico.

O nome � ''Os Direitos do Homem'', senhor.

� um nome perigoso para um navio hoje em dia.

- Est� virando? - N�o, senhor.

� pior do que qualquer inimigo.

Se for brit�nico, tamb�m n�o vou virar.

Se for franc�s, somente quer nos afundar.

Todo marinheiro passa sua vida pensando no dia em que vai afundar.

Se for brit�nico, vai querer levar

meus melhores homens e n�o vou permitir isso.

I�ar os joanetes.

I�ar os joanetes.

Ei, Budd.

Billy Budd, cante para n�s.

Eles me chamam de Jo�ozinho Enforcador

Saiam, rapazes, saiam.

Dizem que me enforquei por dinheiro.

Todos se enforcam, rapazes, se enforcam.

Primeiro, enforquei minha Sally.

Saiam, rapazes, saiam.

E ent�o, enforquei a minha fam�lia.

Est� i�ando mais velas.

- Parece que est�o cantando, senhor. - Sim.

S�o t�o ignorantes que n�o entendem nosso prop�sito aqui?

Duvido que seja ignor�ncia que motiva suas a��es, Sr. Ratcliffe.

Capit�o Hallam.

- Senhor? - Temos inveja de sua palavra no comando.

Diga para eles que virem, por favor, com minhas sauda��es.

Est� bem.

Saiam, rapazes, saiam.

Sauda��es do capit�o...

- Poderiam virar o navio? - Capit�o, est�o nos mandando virar.

N�o pode se enganar com o que querem agora.

Isso n�o me impede de ter um problema de audi��o, n�o �?

- Desvie. - Desvie, senhor.

Vou fazer o melhor poss�vel com o navio.

Parece que est�o se desviando para usar o vento a seu favor, senhor.

Tem certeza que n�o � um navio franc�s disfar�ado, senhor?

Nada t�o excitante, Ratcliffe. Infelizmente.

O fato de recusar a virar, prova que � nosso.

Mas v�o me obedecer.

Mande um tiro por cima da proa.

Estamos em guerra, Sr. Seymour.

Fogo no canh�o da proa.

Bem, n�o posso fingir cegueira tamb�m, n�o �?

Retire a verga principal, Sr. Mate.

Est� retirando a verga principal, senhor?

N�o posso evitar isso, homem. Subam no castelo de proa.

Se eu cuspisse agora, poderia atingi-lo.

Por que vai desperdi�ar o cuspe nele? N�o � t�o ruim.

N�o h� diferen�a entre eles. Todos s�o iguais.

V� em frente.

Ent�o, o que quer?

Remos para baixo.

Todos juntos.

Tripula��o para o conv�s.

Todos indo para o castelo da proa.

Budd. Billy Budd. Suba de novo. Talvez n�o vejam voc�.

Os homens est�o em fileiras, capit�o?

N�o h� d�vida sobre suas inten��es.

Por isso n�o obedeceu nossa ordem?

Nunca imaginei o dia em que

eu veria um veleiro franc�s no horizonte.

Um veleiro franc�s? Por qu�?

Porque a Marinha Real teria que fazer sua obriga��o, para variar,

e proteger nosso navio mercante ao inv�s de ca��-lo.

Tem suas pr�prias ideias, n�o � capit�o?

N�o estou sozinho nisto.

Qual � o hist�rico deste homem?

- �timo. - Parece um bom candidato.

O qu�? Com o Nore, o motim e tudo?

Quem � o melhor candidato agora, tenente?

Sim, alguns oficiais morreram.

Onde ouviu isso?

Todo mundo sabe.

Deixamos o porto h� pouco tempo, todos est�o falando disso.

Leia os jornais. Est�o falando sobre as reformas no Parlamento.

Sabe o que isso significa?

Quer dizer que essas reformas ser�o implementadas com 100 anos de atraso.

- Quem � aquele? - Billy. Billy Budd.

Segundo os direitos de guerra...

um navio de guerra pode recrutar � for�a, qualquer marujo de qualquer navio.

- Entende, Billy? - Entendo, capit�o.

Tamb�m entende que n�o h� nada que eu possa fazer?

Entendo, capit�o.

Voc� entende demais.

Est� triste por partir?

Estou, sim, capit�o. Este � um bom navio.

Voc� me ajudou a melhor�-lo.

Ver� que um navio de guerra � bem diferente.

- Diferente, senhor? - �, Billy.

Trabalhe bem, fique calado, exceto nas refei��es.

N�o � como aqui.

Agora, seja um bom rapaz. Pegue suas coisas e v�.

Est� bem, capit�o.

D� sauda��es ao seu capit�o.

Diga que lamento n�o poder comandar um navio mais veloz.

Solte as cordas, vire para partir.

Pegue aquele remo.

Remando juntos.

Que Deus lhe acompanhe, Billy Budd...

pois de fato voc� anda com Deus.

Adeus a todos.

Adeus para voc�, tamb�m, ''Os Direitos do Homem''.

O que quer dizer com isso, rapaz?

Nada, senhor.

- Todo esse trabalho s� por um homem. - Deve ter uma raz�o, senhor.

Sim, posso imaginar a raz�o

sabendo o temperamento do comandante daquela embarca��o.

- Bem, Seymour, nossa escolha deve ser boa. - Abaixe a corda.

Jura se comportar segundo as Leis de Guerra e obedecer �s ordens

e se for necess�rio, dar a pr�pria vida pelo rei e seu pa�s?

Sim, senhor.

Assim?

- Diga, ''juro''. - Juro.

- Idade? - N�o sei, senhor.

- N�o sabe qual � a sua idade? - Bem, � que n�o tenho certeza.

Talvez tenha 17, 19 ou

ou...

18?

Ou 15 ou 14?

- Onde nasceu? - Por favor, senhor, tamb�m n�o sei.

N�o sabe sua idade, nem onde nasceu?

Encontraram-me um dia numa cesta forrada com seda

pendurada no batedor da porta de um senhor gentil em Bristol.

Forrada com seda?

Ent�o deve ser um...

- Um bastardo, senhor? - Sim.

Sou.

Assine.

Oficial de disciplina.

Claggart, nosso novo recruta, William Budd.

Imagino que seja seu nome?

� sim, senhor.

Parece forte o suficiente.

Qual foi a sua posi��o no outro navio?

Eu era marujo mercante, senhor.

Todos tiveram oportunidade de fazer tudo.

Aqui ter� uma responsabilidade.

Mastar�u, no quarto do Jenkins.

Squeak, leve-o para baixo, d� uma rede para ele.

Mostre onde ele deve guardar suas coisas.

- Est� bem, senhor. - Obrigado, senhor.

Bem, sempre digo, a vida � cheia de surpresas.

Ainda bem, Capit�o Hallam.

Aqui, rapaz.

- Aqui atr�s? - Sim.

Esta � sua rede.

Tripula��o para o conv�s superior para presenciar a puni��o neste navio.

Deve deixar a sacola, Budd. N�o vai durar muito tempo.

Dansker, cuide de Budd.

Contramestre...

fa�a sua obriga��o.

Muito bem, contramestre.

Solte o homem.

Sr. Ferriman,

leve-o para a enfermaria.

Tripula��o. Permiss�o para sair.

Com licen�a, amigo.

Qual foi o crime dele?

S� Deus sabe, meu jovem.

Quer dizer que voc� n�o sabe o que ele fez?

A�oitar

� a �nica solu��o para todos os problemas.

Aposto que nem ele sabe o que fez.

Foi apenas a vez dele.

O que h�, Budd?

N�o a�oitavam ningu�m no ''Os Direitos do Homem''?

N�o, senhor.

Est� bem, Budd.

Vai guardar e segurar sua rede assim.

N�o os deixem ver suas coisas bagun�adas.

N�o quer aparecer no relat�rio do navio.

Como o homem que foi a�oitado.

- Por que foi a�oitado? - Pode ter sido por v�rios motivos.

Quer dizer que voc� n�o sabe?

N�o � para gente como n�s saber. S� servimos para ver, entende?

- Est� com fome? - Estou.

Bem, aqui � o capit�o do mastar�u, Jenkins.

Bem, Budd, � sua mesa. Abram espa�o para ele.

Apesar de tudo, � bem-vindo aqui, menino.

Tome meu lugar aqui, garoto.

Pegue um prato.

� o primeiro dia dele em nosso navio feliz.

Eles tiraram voc� de qual navio?

N�o consegui ler o nome �quela dist�ncia.

Voc� n�o consegue ler de qualquer dist�ncia.

N�o se ofenda, est� em boa companhia.

Tamb�m n�o posso ler.

Chama-se ''Os Direitos do Homem''.

Vem de um navio com este nome?

''Os Direitos do Homem''?

Meu nome � William.

Billy, se quiser.

Bem, aqui � Payne, Kincaid, Jenkins, O'Daniel e sou Talbot.

E este � o velho lobo-do-mar. Chama-se Dansker.

� dinamarqu�s, ou acha que �.

Dansker, j� teve um nome de verdade, certo?

H� muito tempo que n�o.

Por que n�o cospe no cozido? N�o poderia ficar pior.

Ningu�m est� lhe for�ando a comer. Pode at� lavar os p�s nele, se quiser.

Parece que o cozinheiro j� fez isso. Tem at� um peda�o aqui.

Parem de rir da minha deformidade.

J� conseguiu comer esta sujeira?

N�o sei cozinhar, sabem disso.

Eles me deram esta posi��o, pois n�o sou capaz para o servi�o ativo.

N�o t�m vergonha na cara!

Bem, Billy, aqui est� a Marinha Real.

Sabe cozinhar?

Sei fazer cozido.

Daqui para frente, vou orar para que voc� perca um perna.

Gostou, Billy? O sabor � bom?

Est� quente e tem muito.

Gostei de tudo, menos do sabor.

E o que est� achando da companhia, Billy?

N�o � como estava acostumado, n�o �?

J� viu tanta ignor�ncia junta em um lugar s�?

J� ouviu tanto barulho quanto estes cavaleiros comendo?

Deixe o rapaz em paz, Jenkins.

A crian�a tem que aprender.

V�o ter outros para ensin�-lo em breve.

Ele est� no meu quarto.

Quer que ele aprenda amarrado � grade com as li��es escritas nas costas dele?

Por que aquele homem foi a�oitado?

Talvez cuspiu contra o vento

ou resmungou para a pr�pria barba.

Talvez tenha rezado.

Para eles foi um protesto.

N�o sabe por qu�.

� errado a�oitar um homem.

Eu...

� contra a ess�ncia de ser homem.

�.

�, rapaz, � mesmo.

Por que voc� gagueja, rapaz?

Porque, �s vezes, n�o encontro as palavras

do que sinto.

Nosso jovem bastardo gagueja, pois est� com medo.

Deixe-o em paz.

Vamos, cri... cri... crian�a. Fa... fale, por que n�o?

- Quer brigar, ent�o? - Quero.

Para seu pr�prio bem e minha satisfa��o.

Quero lhe batizar nos costumes do nosso mundo.

Tinha um rapaz no ''Os Direitos do Homem'' que gostava de uma briga amig�vel.

Chamado Mathews.

- Vamos, Jenkins, fa�a algo. - Vamos.

- Vamos. - Pode ir, v� em frente.

Bem, voc� pediu isso, n�o �, cri...cri... crian�a.

Vou acabar com voc� daqui a pouco.

- Vamos. - Vamos.

Venha.

- Segure. - Vamos, Billy.

- Segure-o. - Vamos, Billy.

Calma.

Jenkins.

- Jenkins, calma. - Fique firme, Billy.

Vire a cabe�a, Billy. Vire a cabe�a.

Bem, lhe deixo ir essa vez...

mas n�o fa�a isso novamente, menino. Estou lhe avisando.

- Vamos apertar as m�os, amigo? - Apertar as m�os, �?

- � um grande pacificador, Billy. - Ganhou, foi justo.

Primeira vez que ouvi ele comer suas palavras.

Que dieta horr�vel. Pior do que o cozido.

N�o fique com nenhuma ideia louca. Estou lhe avisando.

- Sou mais forte do que voc�, menino. - �.

- Tirei sua aten��o. - �.

Faz amigos com facilidade, Sr. Budd.

Venha c�, garoto.

Qual foi o motivo da briga?

Bem, eu...

Nada a dizer.

E os outros?

Sr. Claggart.

Cuidado com aquilo que faz.

Nunca toque em mim.

- Juro... - Jura.

O qu�?

Ningu�m tem nada a dizer?

N�o foi nada, Oficial de disciplina.

Uma prova de for�a.

Vai precisar da sua for�a para a luta que vir�, garoto.

�, Budd.

Realmente, faz amigos rapidamente.

� uma boa qualidade de se possuir.

Billy,

cuidado com o oficial de disciplina.

Cuidado? Por qu�?

Sorriu para mim.

Por isso mesmo.

Dezesseis horas.

O primeiro quarto em um navio de guerra, Billy?

- N�o escorregue. - Nem pule.

Vamos, subam.

� um rapaz engra�ado.

Sempre feliz tamb�m.

Sempre est� sorrindo, dando a m�o.

Uma figura interessante. Sempre...

Boa tarde, senhor.

O vento parece mais fresquinho. Com sua permiss�o, senhor.

''Fresquinho'', voc� disse, oficial de disciplina?

� mesmo, Oficial, � mesmo.

O jovem novato parece se sentir em casa.

�, senhor. Parece que sim.

Sim.

At� derreteu o cora��o de pedra do Vere.

Vai fazer do velho ''Vingado'', um navio mercante, antes que percebamos.

O problema � que n�o consigo encontrar as dist�ncias como antigamente.

Eu posso ficar no seu lugar amanh�, enquanto voc� fica no conv�s inferior.

Quem est� a�?

Bem, o que est� havendo, Squeak?

Uma inspe��o de rotina, Jenkins.

O que tem? Est� doente?

Minha sa�de n�o � da sua conta.

N�o precisa ser mal educado, Jenkins.

� alguma doen�a que o oficial de disciplina deve tomar conhecimento?

Vai saber quando quiser que ele saiba.

Bem, espero que n�o seja nada s�rio.

- Boa noite. - Boa noite.

Ei, est� em um relat�rio novamente, Budd.

Bem, quer dizer, veja.

Que pena que se recusa a aprender.

N�o entendo.

J� � a segunda vez que acontece isso.

Na pr�xima vez se amarre a� dentro.

Assim vai saber se algu�m mexer com ela.

Dansker?

O que �?

Est� lendo?

Quantas vezes se precisa estar no relat�rio do navio

antes deles amarrarem voc� �s grades e a�oit�-lo?

� um assunto que ele decide.

Ele?

Sim,

o oficial de disciplina, Sr. Claggart.

Pode passar, n�o vai receber mais do que isso.

Peixe.

Est�o servindo peixe.

N�o sei por qu�.

� quarta-feira.

Espero que seja melhor que a carne de cavalo que vem servindo.

Talvez seja cavalo-marinho.

Tome, Jenkins, n�o vai comer nada?

Bem, tem que comer alguma coisa, sabe, ou vai ficar doente.

Bem, pelo menos, saia do sol.

Bem feito, rapaz.

Apar�ncia n�o � tudo.

Limpe essa bagun�a.

Eu acho que disse para limpar essa bagun�a.

� o trabalho do copeiro.

� seu quando lhe mando faz�-lo.

Vou limpar tudo, senhor. Fui eu quem derramei.

Para tr�s, garoto.

Aproveite e limpe isso tamb�m.

- Senhor, ele est� doente. - Doente?

Lamento.

� isso que gostaria de fazer, Jenkins?

Talvez fizesse...

se n�o tivesse t�o...

t�o doente.

Os outros se sentem bem, espero.

Estou aqui, sem armas.

Agora � a hora.

Para facilitar isso...

vou me virar de costas para voc�s.

Faltam-lhes coragem, senhores,

ou t�m um plano mais sinistro para mim?

- Alguma noite, sem lua. - N�o seja tolo.

� mesmo um bom plano.

Um plano digno de porcos como voc�s.

Vai se sentir melhor em breve, Jenkins.

S� mantenha seu �dio por mim vivo at� l�.

Maldita alma ardente.

N�o aguento mais.

O que vai fazer, companheiro?

Vou fur�-lo. Fur�-lo em uma dessas noites, como ele disse.

Ele est� esperando por isso.

N�o fa�a nada est�pido, companheiro. Pode ser enfocado s� por olhar.

Estou cansado do sabor do sangue, garoto.

Por que ele me trata t�o amigavelmente?

Fui eu quem derramei a comida.

N�o acredite nisso.

Ele bateu em voc�. Eu vi.

Vou perguntar para ele. Por qu�?

N�o, n�o vai, Billy.

Nenhuma palavra, est� me ouvindo?

D� gra�as �s estrelas que ele ainda sorria para voc�, e deixe assim.

Ele nunca sorriu para mim. Nunca.

Nem mesmo no primeiro dia.

� f�cil para voc� dar conselho, j� comeu. Estou com fome.

N�o significa nada. J� comi mas ainda estou com fome.

Vou perguntar quando tiver oportunidade.

Eu vou.

Recomenda o Budd para uma posi��o com maior responsabilidade,

mas o nome dele est� no relat�rio do navio novamente.

S�o falhas pequenas. Nada grave.

Qualquer infra��o de regras � grave.

- Sr. Ratcliffe? - Senhor.

Voc� o tirou daquele navio mercante.

Quando ele clamou:

''Adeus, 'Os Direitos do Homem''', O que acha que ele quis dizer?

Na hora, eu n�o tinha certeza.

Agora, tenho certeza de que n�o foi nada.

Ele sabia dos motins vergonhosos em Nore e Spithead.

Foi a fofoca comum naquele barco.

Mandei ele n�o falar de seu conhecimento.

Pelo que eu sei, manteve bem seu segredo.

- Deve ser dif�cil fazer isso. - �.

Ele foi o �nico que ousei recrutar, se lembrar, senhor.

O rapaz tem uma qualidade: confian�a.

Obrigado, Ratcliffe. � s� isso.

- O Claggart, o que ele recomenda? - N�o falei com ele sobre isso, senhor.

- Bem, por que n�o? O rapaz jurou... - Com sua permiss�o, senhor.

Neste assunto, n�o achei necess�rio.

O que sabe acerca do Claggart?

Antes de vir para o navio, quero dizer.

N�o muita coisa, senhor. Ningu�m sabe.

- H� boatos. - Boatos?

- Mas sempre h� em qualquer navio. - Quais boatos?

Que uma vez foi acusado no tribunal do Rei.

Uma acusa��o misteriosa,

ent�o, voluntariou-se fazer parte da marinha do rei, como pagamento.

Que elogio para n�s!

Temos devedores demais na marinha.

Assassinos e b�bados sem pernas fortes para escapar do recrutamento for�ado.

Se n�o fosse verdade, no caso dele,

por que um homem de sua intelig�ncia, aceitaria a vida em um navio

- em uma posi��o t�o humilde? - Tem raz�o.

� um bom oficial de disciplina, anote. O melhor que j� trabalhou comigo.

O navio � seu, senhor.

A escolha de quem trabalha nele tamb�m.

Escolha!

Qual oficial de disciplina � amado pela tripula��o?

Amado?

Eles o odeiam, senhor.

Talvez seja melhor que indiferen�a, Seymour. Quem sabe?

O fato de estar no comando n�o me isenta de duvidar.

Ao contr�rio, aumenta minhas d�vidas.

Um navio de guerra n�o ''vive'' at� estar em a��o.

Vamos nos resolver bem...

ou mal?

Qual tipo de arma forjamos?

Ou quando a hora chegar, saberei us�-la?

O Claggart � uma for�a para a ordem, Sr. Seymour.

Tenho que ter for�a para manter a ordem.

Senhor?

Se ele se opor � promo��o do Budd?

Sabe, Seymour, h� alguns homens que n�o aguentam muita perfei��o.

Eles a veem como uma doen�a

que deve ser eliminada pela raiz.

Vou pensar sobre o assunto da promo��o do Budd.

- O que ele tem? - O que h� com voc�?

N�o adianta, garoto, sinto-me mal.

Doente e tonto.

- Vamos, vamos subir. - Billy...

Leve-o para o conv�s inferior.

Para onde vai lev�-lo?

Enfermaria.

Essa doen�a est� ficando chata, Jenkins.

Como � que lhe ataca? Na cabe�a?

Nos membros inferiores ou superiores?

Talvez na barriga.

Existe mesmo?

- N�o est� vendo? - N�o temos gente suficiente.

- Suba. - N�o pode deixar um homem doente

se pendurar em uma verga.

Certamente Vai cair.

Estamos em �guas francesas.

As ordens s�o: um homem em cada verga.

- Acha que estou inventando? - Sim. Eu acho.

Serei amaldi�oado por voc�. Vou ficar na minha posi��o.

- Pelo menos deixe o m�dico... - J� disse, vou cumprir o meu turno.

�guas francesas...

N�mero de homens insuficiente...

N�o � por isso que est� me mandando subir, Sr. Claggart.

Uma vela, a uma milha, no estibordo da proa.

Um navio franc�s. Posi��es de combate! Preparem para o combate.

Posi��es! Preparem para o combate.

Sr. Seymour, senhor.

Tome, pegue isso!

Vamos, seus pregui�osos, amantes da terra firme!

Vamos, peguem isso.

- Mexam-se, vamos. - Continuem.

Todos em posi��es para o combate, senhor.

- Solte mais pano e vamos persegui-lo. - Jamais vamos peg�-lo, senhor.

- Talvez n�o nos viu ainda. - Sim, senhor.

- Solte mais pano, Sr. Leverett. - Solte mais pano, Sr. Seymour.

- Ir com o vento, senhor? - Sim.

- Piloto, a favor do vento. - Pelo vento, sim, senhor.

Por que aquele homem est� deixando sua posi��o?

Quem �?

- Budd, senhor. - Budd?

Pelo amor de Deus, Billy...

cuide-se.

Claggart!

Malditos olhos de sangue!

O homem est� morto, Sr. Ratcliffe.

- Leve o corpo para o conv�s inferior. - Sim, senhor.

Voc� e voc�. Thompson, Ridley.

Levem-no para baixo.

- Os franceses est�o mais � frente, senhor. - Comecem a atirar, Sr. Seymour.

Mas, senhor. N�o adianta. Est� fora do alcance das armas.

Sim, Sr. Seymour.

- Podemos atrair outros navios inimigos... - Entendo sua obje��o.

N�o podemos afundar o navio franc�s. S� posso aliviar a tens�o aqui no meu navio.

Comecem a atirar, Sr. Seymour.

- Abateria do estibordo, atire! - Atire, senhor.

- Atirem � vontade. - Atirem � vontade.

Atirem � vontade.

- Atirem � vontade. - O que estamos mirando?

N�o questione os comandos, obede�a-os! Atirem!

Cuidado!

- Sr. Seymour. - Senhor.

Os oficiais v�o estar com suas espadas o tempo todo, daqui para frente.

Perdemos o navio, senhor.

- Pare de persegui-lo, Sr. Seymour. - Sim, senhor.

O que mais quer que lhe diga?

Entreguem suas armas.

Kincaid.

Est� preso no navio. Leve-o para baixo.

Entreguem suas armas.

Entreguem suas armas.

Qual � o problema, oficial de disciplina?

Estes cachorros n�o obedecem, senhor.

- Por qu�? - N�o sei, senhor.

O que aconteceu?

Fiquem atentos quando falo com voc�s!

Posso lhes lembrar que este navio est� em guerra?

� um cruzeiro de guerra. Andamos sob as leis de guerra.

Volunt�rios ou recrutados � for�a, veteranos marujos ou novatos...

n�o s�o mais civis e sim, marinheiros.

Uma tripula��o que vou transformar em arma.

Um ato ilegal,

um gesto de comportamento rebelde de qualquer um,

superior ou n�o,

irei dar o troco na moeda que j� conhecem.

S� t�m duas obriga��es aqui:

lutar e obedecer.

Vou quebrar cada esp�rito rebelde.

Cada alma teimosa e arrogante

e esmagar voc�s.

Se eu tiver que fazer isso.

Sigam as leis de guerra e meus comandos...

ou vou lhes destruir.

Agora... escolham.

Kincaid, gritou. Por qu�?

Porque o Jenkins caiu, senhor.

Oficial de disciplina? Esse acidente, o homem

que caiu no conv�s do cais...

- Sabe como isso aconteceu? - N�o sei, senhor.

Voc�s eram do grupo dele.

Algu�m sabe como isso aconteceu?

Voc�?

N�o sei, senhor.

Rapaz, deixou sua posi��o. Por qu�?

Sabia que o Jenkins estava doente, senhor. Eu o vi balan�ando.

Sabia que ele estava doente?

Sr. Claggart, mandou um homem doente subir no topo do mastro?

Ele disse que estava.

Mas quando eu o perguntei, ele mudou de ideia

e foi cumprir seu trabalho.

Mas n�o foi assim que aconteceu, Sr. Claggart. N�o se lembra?

Foi assim que aconteceu, senhor.

Entendo.

Entreguem suas armas.

Leve-o para o conv�s inferior.

Entregamos seu corpo � profundidade do mar...

para se tornar corrupt�vel.

Esperando a ressurrei��o do corpo

quando o mar entregar� seus mortos.

E os corpos corrupt�veis...

dos que dormem nele

ser�o transformados

- e... - e feito como Seu corpo glorioso,

segundo a obra poderosa

pela qual Ele � capaz

de dominar todas as coisas

para Si mesmo.

- Am�m. - Am�m.

Companhia. Permiss�o para sair.

Bem, � o fim do Enoch Jenkins.

Vai para o mar e em breve, seus companheiros v�o esquec�-lo.

N�o vamos esquec�-lo t�o r�pido, eu acho.

Seja l� o que aconteceu com Jenkins, n�o tem nenhuma import�ncia agora.

H� cem bra�os entre ele

e todos os problemas dessa vida.

Prefiro ser enterrado no mar do que em terra...

quando for minha vez de morrer.

Ficar�o perto do meu corpo, companheiros,

para apertar uma m�o amig�vel antes de me afundar?

Budd...

O Capit�o Vere quer falar com voc�.

Entre.

Marujo Budd, senhor.

Mandou me chamar, senhor?

O oficial da sua divis�o recomendou voc� para

uma posi��o com mais responsabilidade.

Ele acha que pode cumprir as obriga��es de uma posi��o mais alta e eu tamb�m.

O esp�rito que demonstrou ontem � noite, fez voc� merecer isso.

Daqui em diante, ser� o capit�o do Gafetope.

Sim, � uma honra real para um homem rec�m-chegado.

Pode confiar em mim, senhor.

Confio, sim.

Est� bem. � s� isso.

Sim, senhor. Obrigado.

Capit�o Vere, senhor.

- Com sua permiss�o. - Sim?

J� deve saber, senhor, que o Budd est�...

Bem...

Normalmente n�o falta com as palavras, Sr. Claggart.

Faz t�o pouco tempo no navio.

Tempo suficiente para provar sua compet�ncia para mim.

Ele deixou sua posi��o ontem � noite.

Por uma boa causa, sem d�vida, oficial de disciplina.

Demonstrou iniciativa. Ser capit�o do Gafetope � sua recompensa.

Com sua permiss�o, senhor.

Ser� que n�o gerar� insatisfa��o entre aqueles que...

est�o aqui por muito mais tempo que o Budd?

Oficial de disciplina, deixe esses assuntos comigo.

N�o s�o realmente da sua fun��o.

At� os homens veteranos reclamarem

formalmente sobre o Budd ser incapaz,

e somente por essa raz�o,

ele � o capit�o do Gafetope.

Coloque assim no registro.

- Capit�o Vere, senhor, com sua permiss�o. - O qu�?

No caso de Kincaid, o homem que gritou do mastro.

Foi uma falha s�ria na disciplina do navio, enquanto lut�vamos com o inimigo.

Qual puni��o voc� recomenda?

Dez chicotadas.

Est�vamos lutando contra o inimigo.

Dez chicotadas.

- Sr. Claggart. - Sim, senhor.

Considera essa senten�a justa?

Posso falar francamente, senhor?

N�o fa�o perguntas para receber respostas falsas.

Dez chicotadas me parece uma senten�a muito leve

se fosse em �poca de paz.

Cem, seria na minha opini�o, mais apropriado.

Cem?

Temos que servir a lei, senhor.

Ou abrir m�o do direito e privil�gio de servi-la.

Somente dentro da lei, podemos usar

nosso discernimento segundo nossa patente.

� muito l�cido e t�o inteligente

considerando a patente que tem, oficial de disciplina.

Eu lhe agrade�o, senhor.

Sim, mas n�o � um elogio, Sr. Claggart. � um fato melanc�lico.

� triste ver as qualidades de uma mente brilhante

focadas em um prop�sito t�o miser�vel.

Qual � a raz�o disso?

Sou o que sou, senhor.

- Foi o mundo que me fez. - O mundo?

O mundo exige que por tr�s de cada pacificador...

tenha uma arma de fogo, a forca, a pris�o.

Acha que sempre ser� assim?

N�o tenho raz�o para pensar o contr�rio, senhor.

Vive sem esperan�a.

Vivo.

Mas lembre-se, Sr. Claggart,

que o mesmo homem que conduz o a�oite

n�o pode negar o c�digo que devemos obedecer

e n�o ser quebrado por ele.

- � s� isso. - Sim, senhor.

Com sua permiss�o, senhor.

Ainda ser�o dez?

Ser�o.

Uma.

Duas.

Tr�s.

Quatro.

Cinco.

Seis.

Sete.

Oito.

Nove.

Dez.

Solte o prisioneiro.

D� permiss�o para a tripula��o sair, Sr. Seymour.

Tripula��o, permiss�o para sair.

Imagino que os franceses v�o nos deixar em posi��o de guerra a qualquer momento.

Pois �.

Na quest�o de Jenkins,

Budd estava falando a verdade. - Eu sei, senhor.

O que vai fazer com o Claggart?

O que posso fazer? S� observar e esperar.

Nenhum tribunal militar faria mais do que

tirar sua patente por comportamento inapropriado.

E depois? Como marujo, seria morto pelos outros homens.

Quem vai substitu�-lo?

Acha que os franceses v�o esperar enquanto resolvemos nossos problemas internos?

N�o, eu...

Tenho que lhe dar liberdade at� algum ato coloc�-lo contra a lei

e ent�o a lei vai consumi-lo.

O que voc� faria se fosse capit�o desse navio?

N�o sou capit�o do navio, senhor.

Talvez um dia, Philip, ser�.

E ent�o?

Lembre-se disso.

Boa noite, senhor.

Boa noite.

Posso ficar no conv�s mais um pouco para olhar o mar?

Acho que o belo marujo pode fazer muitas coisas proibidas.

O mar est� calmo esta noite, n�o?

Calmo e tranquilo.

Causou uma boa impress�o no capit�o, Billy Budd.

Voc� tem um jeito agrad�vel.

Obrigado, senhor.

Se quiser que eu tenha uma boa impress�o de voc� tamb�m,

ter� que controlar sua l�ngua. - Agora, senhor?

N�o agora.

� poss�vel que realmente n�o entenda minhas palavras?

� ignor�ncia ou ironia

que lhe faz falar t�o simples?

Deve ser ignor�ncia, senhor,

pois n�o conhe�o a outra palavra.

Vamos ver o que �.

Diga-me, sem medo, se puder, o que pensa de mim?

Jamais conheci um homem como o senhor.

Voc� me culpa pela morte do Jenkins.

Deve ter uma raz�o para agir como agiu.

Se achou que eu tinha raz�o,

por que contradisse as minhas palavras na frente do capit�o?

Na minha ignor�ncia, senhor, eu n�o podia adivinhar a raz�o.

S� sabia a verdade e a falei.

O mar est� calmo, voc� disse.

Tranquilo.

Tranquilo aqui em cima,

mas l� em baixo, um mundo de monstros deslizando

e ca�ando seus companheiros.

Assassinos, todos eles.

Somente os dentes mais fortes sobrevivem.

Quem vai me dizer que ser� diferente aqui no conv�s, ou l� longe,

em terra firme?

Voc� j� sabia da minha reputa��o,

mas mesmo assim ousou falar, o que voc� chama de verdade. Por qu�?

Eu sei que alguns t�m medo do senhor, at� o odeiam,

mas eu disse para eles que o senhor n�o pode ser como eles pensam.

Por qu�? Explique.

Nenhum homem pode ter prazer em crueldade.

� mesmo?

Diga-me, tem medo do chicote?

Tenho.

Vai falar a verdade novamente?

Para preservar minha honra, se o capit�o perguntar.

Por que est� rindo, garoto?

Rir � bom, senhor.

E � bom ouvir sua risada.

Rir � bom?

Mesmo a risada de tolos rindo � toa?

N�o, senhor. N�o riu � toa.

Ent�o, por que eu estava rindo?

N�o sei, senhor.

Mas acho que estava rindo de si mesmo.

Por que deveria rir de mim mesmo?

H� momentos quando os homens fazem isso, homens que se chamam homens.

Erram,

comportam-se como tolos. - � mesmo?

Diga-me, em toda sua ignor�ncia, ousa me entender, ent�o?

Acredito que sim, senhor.

Por que o Jenkins morreu?

- O senhor n�o desejou a morte dele. - N�o, n�o quis a morte dele.

Nem odiava ele.

Acho que, �s vezes, odeia a si mesmo.

Eu estava pensando, senhor.

As noites s�o solit�rias.

Talvez posso vir conversar com o senhor entre os turnos,

quando n�o tiver outras coisas para fazer.

Solid�o.

O que voc� sabe de solid�o?

Quem est� sozinho � porque quer.

As noites s�o longas...

conversar ajuda passar o tempo.

Posso conversar com o senhor novamente? Significaria muito para mim.

Talvez para mim, tamb�m.

Ah, n�o.

Tentaria me encantar tamb�m, �?

Afaste-se.

Senhor?

Afaste-se.

Oficial da disciplina.

Sr. Claggart, senhor?

O que � isso atr�s de mim?

Qual de n�s � Satan�s?

O que � isso! N�o sou ambicioso.

Ent�o?

N�o achei nada de errado com o equipamento do Budd.

Est� guardado perfeitamente.

Ent�o, desarrume-o. J� fez isso antes.

Quase fui pego. Dois dos companheiros acordaram.

Tenha mais cuidado.

Quero o nome dele no relat�rio, agora mais do que nunca.

- Fa�a como quiser. - N�o � f�cil.

Como est�o seus apetrechos, Squeak?

Organizados perfeitamente?

A lua vai e volta hoje � noite.

H� uma tempestade em algum lugar.

Sim, velhinho.

H� uma tempestade em algum lugar.

Bem...

tenho que fazer minha ronda.

Billy.

Billy.

Passe para a mesa do cordame do sota-vento. H� algo acontecendo.

- O que voc�... - N�o, n�o. N�o fale aqui.

Vou lhe encontrar l�.

Temos que falar r�pido, Billy.

O crep�sculo chegar� antes de dizer ''motim''.

O que � que quer? Est� frio e � contra as regras estar aqui em cima.

Vi voc� e o Claggart conversando.

N�o sei o que falaram, n�o gosto de escutar as conversas dos outros,

mas se estiver tentando bajul�-lo, tome cuidado.

Tentei fazer isso.

Tinha medo dele. Bem, comecei assim, entende?

Falei com ele uma noite, e depois disso me tornei seu escravo.

Ele se divertia comigo, entende?

Algo em mim o diverte.

N�o h� nada que posso fazer sobre isso.

Bem, comecei a espiar as pessoas por ele e outras coisas.

Somente para escapar do chicote.

Um homem n�o pode negar estar com medo, n�o?

Quer dizer, � humano para alguns.

Cada vez que ele sorrir para mim, sei que estou seguro.

At� a pr�xima vez, quero dizer.

� s� o velho Dansker, passando seu turno.

Ei. Sabe quando estava sempre no relat�rio?

Bem, eu fiz isso.

Foi, mas estava seguindo as ordens. As ordens dele, do Claggart.

Do Claggart?

- Pensei que fosse voc�, por maldade. - Eu?

Mas, n�o tenho maldade em mim.

Agora, hoje � noite. Eu devo fazer que voc�

saia no relat�rio novamente, entende?

O Claggart me mandou roubar suas coisas enquanto dormia.

Em vez disso, eu lhe acordei.

Minha consci�ncia n�o permitia que eu obedecesse

quaisquer que sejam as consequ�ncias. Disse a mim mesmo:

''N�o pode fazer isso com Billy. N�o isso.''

Devo lhe agradecer, ent�o, n�o?

N�o, n�o, n�o. Sou humano, s� isso. Igual a qualquer um.

N�o quero que me agrade�a.

N�o consigo para de ser covarde. � o meu problema.

Odeio o Claggart.

� isso que ele n�o percebe. Eu o odeio.

- Voc� o odeia? - Sim.

Voc� n�o o odeia?

N�o.

- N�o? - N�o.

Tem que odi�-lo.

Por que o velhinho parou de cantar?

Afaste-se, velho.

Sim, vou lhe deixar no escuro, Kincaid.

Mas pense melhor.

Mesmo que n�o o odeie, Billy,

h� muitos que o odeiam, e precisam de sua ajuda.

Chegaram para mim e disseram: ''Acha que o Billy vai nos ajudar?''

Eu disse: Bem, ele sempre ajuda algu�m com necessidade.

O que voc� quer que eu fa�a?

Amanha � noite,

converse com o Claggart, como fez hoje � noite, com as costas dele para o conv�s.

Agora, isso � importante.

- Os rapazes far�o o restante. - O restante?

� uma bela faca que tem a�.

O que...?

N�o entendo o que quer dizer.

Esque�a que falei com voc�.

- Volte para seu lugar. - Estou indo.

Se n�o for logo, vou lhe jogar no mar.

Nunca disse nada.

- Ent�o? - Ent�o, o qu�?

Ouvi voc� cochichando com ele ali perto da mesa do cordame.

Tentei algo novo, algo que voc� sugeriu uma vez.

Disse que alguns queriam lhe matar e o convidei a se juntar a eles.

- E? - N�o vai fazer isso.

Tolo, maldito idiota!

N�o o tentou corretamente. Falhou.

- N�o. - Foi muito �bvio.

- N�o foi? - N�o, fiz como voc� falou.

Tentei ser sutil.

Contei a ele, o quanto que eu lhe odeio.

N�o deixou escapar nada sobre concordar com voc�?

N�o, senhor. N�o, oficial de disciplina. Nenhuma palavra.

Sr. Claggart, fizemos o suficiente com ele.

� um bom rapaz, senhor.

Ser� que n�o pode ser outra pessoa? Talvez o Kincaid?

Ent�o ele derreteu seu cora��o tamb�m, n�o �?

Vou ver suas costas em carne viva com o chicote.

- N�o. n�o. - Sil�ncio.

Isso.

Ele lhe odeia, o Billy Budd.

Ele quer sua vida, como os outros.

Jura?

Juro...

pela minha vida.

Eu sabia.

Por que n�o vai at� o Sr. Seymour

ou falar com o capit�o?

Ent�o me tornaria um dedo-duro.

N�o, n�o, Dansker. N�o posso.

� Kincaid.

Deixe-o em paz.

- N�o. - Deixe-o em paz, Billy Budd.

Kincaid. O que est� fazendo aqui em cima?

Est� procurando o Sr. Claggart.

- E da�? - Est� errado, Kincaid. Ele sabe.

- Ele est� esperando voc�. - N�o mais do que eu por ele.

Saia da frente, rapaz, e me deixe fazer.

N�o, n�o vou permitir que voc� v� para a forca.

N�o me importo com o que acontecer� comigo.

Saia da minha frente, rapaz.

D�-me esta faca.

Billy � um rapaz legal, mas n�o estou brincando.

N�o � um jogo de crian�a.

Maldito seja, n�o vou lhe deixar fazer isso e ser enfocado.

A lua sumiu agora.

Por Deus, solte-me!

N�o.

Minhas costas.

Expliquem isso.

N�o foi nada, senhor.

- Uma discuss�o. - Uma discuss�o?

- De quem � esta faca? - � minha, senhor.

A verdade, rapaz.

A verdade.

N�o � esse seu lema?

Ou me enganei?

N�o foi assim que aconteceu.

Foi o que falou para o capit�o quando o Jenkins caiu por descuido.

H� muitas formas de mentir, Sr. Claggart.

Mas h� apenas uma forma de dizer a verdade.

O Jenkins foi incapaz.

Incapaz?

Bem, aqui est� outro que n�o � capaz. Levante, homem. Fique de p�.

Eu estava esperando por voc�, Kincaid.

Por que tentou impedi-lo?

Por que eu queria que voc� fosse...?

Morto?

Por que eu queria que o senhor fosse morto?

Qual � o problema?

Voc�s a� na frente.

Oficial de disciplina, relato que tudo est� em ordem, senhor.

Fiquem onde est�o.

N�o digam nada a este oficial.

Vamos, levante-se. Em p�.

Qual � o problema, oficial da disciplina?

� uma hora estranha para olhar as estrelas.

N�o foi nada, senhor.

Encontrei estes homens aqui no conv�s, contrariando as ordens do capit�o.

Estava mandando-os para o conv�s inferior, quando chamou.

Certamente h� mais do que isso.

� uma hist�ria fraca, homem. O que houve?

� sua a faca, oficial de disciplina?

� do William Budd, senhor, acredito eu.

Devolva-a para ele.

Relatou que estava tudo em ordem, oficial. Vou acreditar em voc�.

Consequentemente, n�o quero ver nenhum dos nomes deles

no relat�rio amanh�. - Senhor...

acho que eu... - Ou est� ou n�o est� em ordem.

Se n�o estiver, quero saber agora.

N�o h� raz�o para os nomes deles estarem no relat�rio, senhor.

�timo.

Obrigado. Boa noite.

V�o para baixo.

Os dois.

V� para baixo.

- Mais pano, por favor. Sr. Ratcliffe. - O vento est� diminuindo, senhor.

Nossa miss�o � nos juntar � frota. Mais pano, Sr. Ratcliffe.

- Sim, senhor. - Bom dia, oficial de disciplina.

- Guarni��o, em posi��o. - Continue.

Com sua permiss�o, senhor, gostaria de falar com o senhor em particular.

Se n�o for um assunto de extrema import�ncia,

prefiro... - � de extrema import�ncia, senhor.

Posicionem as velas.

Muito bem.

- Estarei no minha cabine, Sr. Wyatt. - Sim, senhor.

Bem, oficial de disciplina, seja breve, por favor. Preciso ficar no conv�s.

Ontem � noite, quando estava patrulhando

descobri que a rede do Budd n�o estava em uso.

Procurei por toda parte e o achei reunido com v�rios insatisfeitos.

Homens que, como ele, espalham

descontentamento e rebeli�o entre a tripula��o.

- Budd espalha rebeli�o? - Sim, senhor.

- Uma acusa��o? - Sim, senhor.

Ratcliffe.

- Capit�o Hallam. - Senhor.

Pode trazer o Budd, capit�o do Gafetope, aqui?

- Sim, senhor. - Obrigado.

Estavam juntos aqui, perto da mesa do cordame do sota-vento.

Quando os mandei sair, o jovem Budd e os outros

desceram para o conv�s inferior e me amea�aram.

E juraram que me jogariam, junto com os outros oficiais que odeiam, no mar

em uma noite com n�voa.

Se quiser evid�ncia, senhor, n�o est� longe.

Pese bem suas palavras.

H� uma corda e a verga para testemunho falso, em �poca de paz ou de guerra.

- Entendo, senhor. - Fico feliz em ouvir isso.

- Budd, senhor. - Traga-o aqui.

Muito bem, senhor.

Entre, Budd.

Capit�o, n�o quero nenhuma interrup��o.

- Est� bem, senhor. - Obrigado.

Diga a este homem, na cara dele, o que voc� me falou.

Certamente, senhor.

Eu disse que este homem, este William Budd,

agindo com raiva e ressentimento contra

o recrutamento for�ado e contra seus oficiais,

contra este navio, o servi�o e o rei,

lidera, dentro da tripula��o um esp�rito de

rebeli�o contra os oficiais companheiros e contra mim.

E os encoraja a fazer um motim.

Esta noite, cheguei de surpresa e ele estava na mesa de enx�rcia

e tanto vi, quanto ouvi, conspirando com elementos conhecidos

e homens que reclamam constantemente sobre o sal�rio injusto,

mal tratos, falta de licen�a para estarem em terra, e outras tais reclama��es.

Tenho os nomes dos outros envolvidos neste plano sinistro. Kincaid,

o velho marinheiro, que se chama Dansker

e lamentavelmente, at� ent�o o meu confi�vel cabo.

Mas n�o h� duvida na minha mente de que o Budd � o l�der deles.

Afirmo que este homem amea�ou os oficiais com a morte

e hoje estava pressionando outros homens a agirem juntos em um motim.

N�o tenho mais nada a dizer neste momento, senhor.

Fale, Budd.

- Defenda-se, Budd. - Estou...

Tome o tempo necess�rio. N�o h� pressa.

Posso acrescentar, senhor...

que estou t�o surpreso quanto o senhor, com a cumplicidade do Budd nisso.

At� ent�o, compartilhei sua boa impress�o dele.

D� uma chance ao rapaz. J� fez a sua acusa��o.

Cabe a ele se defender.

- Com todo respeito, Senhor... - Sr. Claggart.

Acho que ele n�o pode.

N�o � que n�o encontre as palavras...

- � que n�o h� palavras para encontrar. - Sr. Claggart, eu lhe disse...

Ca...capit�o.

Seymour?

Fique ali at� eu lhe chamar.

- Capit�o Hallam. - Sim, senhor?

Perdoe-me por lhe incomodar novamente.

Acha que pode chamar o m�dico para vir aqui?

O m�dico, senhor?

- Senhor, espero que n�o esteja... - N�o, n�o.

- Nada. - �timo, senhor.

Bom dia, senhor. Espero encontr�-lo em boa sa�de.

Como est� este homem?

� verdade, ent�o?

Imaginei.

- Verifique. - O homem est� morto, senhor.

- Mas isso � poss�vel? Com um soco? - Na t�mpora.

J� vi maiores homens com cr�nios mais finos morrerem.

Isso pode acontecer em qualquer momento e por qualquer motivo.

Ratcliffe.

O qu�?

Por que um tribunal militar sum�rio?

N�o poderia guardar o prisioneiro?

E levar o assunto ao Tribunal Superior da Marinha quando chegarmos ao porto?

Quando chegar ao porto? N�o estamos indo ao porto, e sim para a batalha.

E a batalha torna ajusti�a uma piada.

N�o, temos que nos agarrar aos vest�gios de ordem como pudermos.

- Tem que ser r�pido. - R�pido?

Desde quando ajusti�a � compat�vel com rapidez?

Percebe que escapamos de um motim aqui,

simplesmente porque n�o est�vamos no porto.

Mas os homens sabem. Eles sabem.

Os boatos voam sobre o mar vazio e com eles

a raiva dos tempos em que vivemos.

E ent�o, estamos com medo?

Ajusti�a tem que ser n�o somente r�pida, mas tamb�m conveniente.

O que voc� disse?

Pe�o desculpas, senhor, pela forma como falei, mas n�o pelo assunto.

O Claggart teria sido enfocado por

falso testemunho, se Billy n�o o tivesse matado.

Sim, teria sido assim, mas pelo processo justo da lei.

O Budd impediu ajusti�a, e ent�o ela se voltou contra ele.

N�o pode condenar o rapaz por responder com o bra�o por falta de palavras.

Foi uma tenta��o acima de seus limites.

- O motivo foi claramente justificado. - Sim, mas o ato?

Este oficial de disciplina,

o senhor o conhece. Mentiroso, um cachorro feroz.

Deve obedecer um cachorro quando ele estiver no comando. Claggart era uma autoridade.

Seymour, tem que haver um julgamento.

N�o pode colocar os mortos no tribunal.

Ent�o os vivos v�o ao julgamento pelos crimes de um morto.

� muito al�m do que qualquer um deveria ter que responder, capit�o,

ao seu Deus, ou at� seu rei.

Entre.

Todos sabem por que foram chamados para este lugar?

Sim, senhor, em termos gerais.

- Ratcliffe. - Tomaram todas as precau��es, senhores?

Ningu�m a bordo sabe por que est�o aqui?

Ningu�m, senhor.

Capit�o Hallam, o corpo?

Ainda est� no compartimento no conv�s inferior, senhor.

Ningu�m viu qual homem o colocou l�?

Ningu�m, senhor. Fiz quest�o de verificar isso.

Obrigado, capit�o.

Eu nunca o vi t�o perturbado.

Pois �.

Dou-lhe raz�o.

Muito bem, Sr. Seymour.

Pode continuar.

Senhores.

S�o indicados como membros de um tribunal militar...

convocado pelo capit�o Vere em circunst�ncias extraordin�rias.

Sou o membro s�nior...

e declaro a sess�o aberta.

Como sabem

o oficial de disciplina foi morto pelo encarregado do Gafetope, Budd.

Se foi por acidente ou por inten��o,

e se o ato o levar� � senten�a de morte ou n�o,

depende da decis�o de voc�s.

- Sentinela. - Senhor.

Traga o prisioneiro.

H� somente um testemunho, o capit�o Vere.

Vou pedir que ele d� seu depoimento, assim que o sentinela trouxer o prisioneiro.

- Sentinela, aguarde l� fora. - Senhor.

Pode se sentar, Billy.

Obrigado, senhor.

Capit�o, por favor, conte a sua vers�o dos acontecimentos.

Eu lhes falo, n�o como capit�o,

e sim como testemunha, diante deste tribunal.

O oficial de disciplina, hoje mais cedo, me relatou detalhes

de inten��es de motim, expressadas por Budd.

E falou sobre ouvir uma certa conversa ontem � noite durante o turno.

- O Budd, um amotinado? � absurdo. - Tenente Wyatt.

Todos gostam dele...

Tenente Wyatt, n�o interrompa o testemunho.

E agora, senhor, com sua permiss�o.

Budd,

falou com algu�m ontem � noite, perto do oficial de disciplina?

Falei um pouco com o Dansker, senhor.

- O veleiro? - Sentinela.

Senhor.

Conhece um marinheiro chamado Dansker?

Sim, senhor.

V� at� o conv�s e o encontre.

Diga a ele em particular que pedimos sua presen�a aqui.

Fa�a de forma que os outros n�o percebam a retirada dele.

Fa�a isso com muito tato.

N�o quero instigar a curiosidade entre os homens.

Sim, senhor.

Pode continuar, senhor, por favor?

Mandei chamar Budd, imediatamente.

Mandei que o oficial de disciplina estivesse presente na entrevista

e que repetisse suas acusa��es diretamente para o Budd.

Posso perguntar qual foi a rea��o do prisioneiro ao ser confrontado pelo oficial?

N�o percebi nenhum inc�modo no seu comportamento. Acho que at� sorriu.

E o oficial de disciplina?

Quando pedi que falasse suas acusa��es para o Budd, olhou para ele e falou.

O Budd respondeu?

Ele tentou, mas n�o achou as palavras.

E depois, senhor.

Respondeu com um soco. O acusador caiu.

Aparentemente o soco foi fatal,

mas chamei o m�dico para verificar o fato.

Foi s� isso.

Ouviu o relato do capit�o Vere.

Foi como ele falou ou n�o?

O capit�o fala a verdade.

Foi exatamente como o capit�o Vere falou.

Mas n�o � como o oficial de disciplina contou.

Comi o p�o do rei e sou fiel a ele.

- Acredito em voc�, meu filho. - Deus sabe, eu...

Obrigado, senhor.

Houve mal�cia

entre voc� e o oficial de disciplina?

Eu n�o guardei nada contra o oficial de disciplina.

Lamento que esteja morto. N�o quis mat�-lo.

Se eu tivesse conseguido achar as palavras, n�o teria batido nele.

Mas ele mentiu horrivelmente na minha cara. Eu tinha que... tinha que responder.

S� consegui com um soco.

Que Deus me ajude.

Algu�m viu o Sr. Claggart?

Bem, ele n�o estava na inspe��o.

N�o deixe que lhe encontre assim deitado.

Foi chamado secretamente

para se apresentar a este tribunal como testemunho.

Sou o membro s�nior.

N�o posso, neste momento, dizer qual � a ofensa que est� em pauta.

Por�m, o acusado � William Budd, encarregado do Gafetope.

Concorda em dar seu depoimento a este tribunal

e apesar de desconhecer o caso, ainda

promete guardar como confidencial tudo que acontecer aqui?

Sim.

Jura?

Juro.

Ent�o, aqui est� minha pergunta:

Na sua opini�o,

h� mal�cia entre o oficial de disciplina e o Budd?

Sim.

Explique-se.

O oficial de disciplina teve mal�cia

contra uma gra�a

que ele n�o podia possuir.

N�o houve raz�o para isso.

N�o que homens comuns pudessem entender.

O orgulho foi o dem�nio dele.

Ele o alimentava com o medo que outros tinham dele.

Era um fariseu entre os leprosos.

O Billy n�o entendia uma natureza assim.

Ele s� via um homem solit�rio, estranho.

Mas ainda um homem.

Nada a temer.

Ent�o o Claggart,

para que o seu mundo n�o fosse revelado como falso,

planejou a morte do Billy.

Notei que no seu depoimento usou o tempo no passado.

Por qu�?

Olho para voc�s...

e sinto uma finalidade aqui.

- Tem mais perguntas? - Mais uma coisa.

Desde que este oficial de disciplina veio � bordo,

de onde s� Deus sabe,

vi sua sombra se esticar no conv�s.

E estando nela

estava com medo.

Seja o que tiver acontecido aqui

em parte a culpa � minha.

Tem mais perguntas para fazer ao acusado?

- Nenhuma. - N�o.

William Budd.

Se tiver mais algo para dizer em sua defesa...

diga-o agora.

J� disse tudo, senhor.

Sentinela.

- Senhor. - Leve o prisioneiro para meu compartimento.

Tem algo a dizer, Ratcliffe?

Tenho, senhor.

O Claggart foi morto porque o Budd n�o podia falar.

Neste sentido, o fato de gaguejar, � um deficiente.

N�o se enforca um homem por isso. Por falar da �nica forma que podia.

Se conden�-lo, � a mesma coisa que

aprovar a mentira que o oficial claramente contou.

Eu mesmo teria batido nele.

O rapaz � inocente, � claro, agiu em autodefesa.

�. Estou pronto para absolv�-lo agora.

�timo, ent�o podemos chegar a um veredito de imediato.

Esperem, senhores.

Perd�o, senhor, como membro s�nior do tribunal

tenho que perguntar se fala como nosso comandante

ou como um indiv�duo?

Com a autoridade que convocou este tribunal, Seymour.

Devo revisar as evid�ncias e aprov�-las antes

de pass�-las ao Tribunal Superior da Marinha.

- Sim, senhor, � seu direito. - N�o meu direito.

Quem entre n�s tem o direito? � minha obriga��o e devo faz�-la.

O Budd matou um homem, seu oficial superior.

Temos um veredito, senhor.

Sei que t�m, e seu veredito o libera e assim eu gostaria de fazer.

Mas somos livres para escolher, como se fossem cidad�os?

O Tribunal Superior da Marinha tem seu c�digo.

Acha que ele se importa com o Budd? Com voc� ou comigo?

N�o esquecemos isso, senhor, mas certamente

mesmo dentro do c�digo, cada crime � diferente.

N�o podemos ignorar os fatos.

Os fatos. Vamos, conhecem os fatos, que s�o as provid�ncias do ato de motim.

No mar, em tempos de guerra, um homem recrutado a for�a,

bate no seu oficial, seu superior, e o soco � fatal.

Agora, segundo o ato.

Somente o fato de bater, seria o suficiente para enforc�-lo,

seja fatal ou n�o.

Agora, os homens sabem isso tanto quanto eu e voc�.

Sabem a senten�a para a a��o de Budd.

Mas eles conhecem o Budd, senhor.

O Claggart, tamb�m, ouso dizer.

Tanto quanto a letra seca da lei.

Eles iriam aplaudir a decis�o que liberta o Budd.

Eles iriam nos agradecer. Lutariam melhor quando a hora chegar.

Coloque-o na verga, v�o revoltar-se e resgat�-lo.

- E nos enfocar no lugar. - Sim, esse � o ponto principal.

� duas vezes mais perigoso enforcar o rapaz do que liber�-lo.

Sim, � poss�vel, Ratcliffe.

Qualquer decis�o que tomarmos, o risco ser� grande, mas � nossa.

� isso que nos torna oficiais.

Se pelo rigor legal, o motim vir�, n�o � culpa nossa.

Mas se do medo, ou de um tipo de miseric�rdia,

dermos perd�o ao Budd contra uma ordem espec�fica e os homens se revoltem,

nosso veredito parecer� muito culp�vel e fraco.

Entendo, senhor. Mas este caso � uma exce��o.

E piedade, se somos homens, deve nos mover, capit�o.

Estou comovido, Ratcliffe.

Mas n�o podemos ter cora��es emocionados

traindo nossas cabe�as que devem ficar frias.

Oficiais s�o apenas homens de uniformes.

Temos nossos padr�es, �tica e escr�pulos.

Desafie seus escr�pulos.

Vamos, significa algo assim?

Podemos declarar a morte sum�ria e vergonhosa

de uma criatura, companheira, que

acreditamos que seja inocente diante de Deus?

- � assim que declara o caso? - � assim que sinto, senhor.

- Absolv�-lo, ent�o, como inocente. - Sim.

Entendo que a lei prescreve a morte pelo atos do Budd...

Esque�a a lei. Ela n�o toca em um caso como este.

Voc� mesmo falou, senhor. O Budd � inocente.

Em um tribunal mais misericordioso que um tribunal

militar, talvez nossas opini�es contariam alguma coisa.

Talvez at� conseguissem sua liberdade.

Senhor, quando o Claggart lhe contou suas mentiras,

o caso foi al�m da justi�a militar, naquele momento.

A�, Seymour, revela a fraqueza do seu argumento.

Aqui n�o h� nada al�m da abrang�ncia da justi�a militar.

Quando colocamos este uniforme, de in�cio, abrimos m�o da nossa liberdade.

O ouro que usamos, mostra que servimos ao rei...

A lei.

At� o fim da minha vida em servi�o ativo. Estou constrangido pelo juramento que fiz...

quando tinha a metade da idade de voc�s.

E agora, pela primeira vez na vida, sinto o peso daquelas palavras

que falei t�o solenemente, como um aspirante, ignorante do significado,

sem nada na mente, al�m de sonhos de gl�ria.

Sim, mas...

Senhores, tamb�m fizeram o mesmo juramento.

N�o h� como escapar.

Eu s� sei que n�o posso sentar aqui e ver um homem inocente ser enfocado.

Quem vai ganhar com a morte dele? O Tribunal Superior?

Quer que n�s nos tornemos assassinos?

Qual � o navio em que serve? Uma arca da paz? V� contar � artilharia

ent�o, diga � sua consci�ncia para ficar quieta, se conseguir.

Assim � a guerra. Mas isso seria assassinato.

� tudo guerra, Ratcliffe. Guerra at� todos n�s estarmos mortos.

Ah, ent�o entende isso, Seymour?

Que essa guerra...

come�ou antes do nosso tempo.

E vai terminar muito depois do nosso tempo.

� verdade...

Se � que os homens merecem estar em paz.

N�o poder�amos

abrandar a senten�a se declar�-lo culpado?

N�o, Ratcliffe, a senten�a est� prescrita.

Gostaria de pensar um pouco, capit�o.

N�o tenho certeza.

Os franceses n�o est�o longe daqui.

Logo os homens v�o descobrir o que houve.

Nossa consci�ncia � um assunto particular, Ratcliffe, mas somos homens p�blicos.

Podemos ousar dar preced�ncia � nossa

consci�ncia sobre o c�digo que nos tornou oficiais?

E o qual trouxe este caso ao julgamento?

Podemos ousar fazer isso?

N�o, senhor.

Aguentar� o assassinato de Budd na sua consci�ncia?

Wyatt, segure sua l�ngua.

- Voto para liber�-lo. - Sente-se, senhor.

N�o levantarei um dedo para enforcar um homem inocente.

Meu sangue n�o � t�o frio assim.

N�o posso dar o tipo de julgamento que quer nos impor.

Imploro permiss�o para n�o fazer parte deste tribunal militar.

Wyatt...

n�o estamos lidando com a justi�a aqui, e sim com a lei.

E uma n�o foi concebida para servir a outra?

Wyatt, n�o entende que tem que tirar este uniforme que usa em primeiro lugar

e depois tirar sua carne, antes de escapar dos assuntos daqui?

Tem que decidir, Wyatt...

ou raciocina conosco.

Mostre como salvar o rapaz, sem deixar a nossa fun��o.

Acha que Seymour, Ratcliffe e eu n�o poupar�amos o garoto

se consegu�ssemos uma forma que seja consistente com nossa obriga��o?

Bem, talvez possa fazer isso.

Pode fazer isso?

Fale, homem.

Fale.

Mostre-nos como.

Salve-o, Wyatt e vai salvar a todos n�s.

N�o pensem que n�o tenho piedade em requerer esta senten�a

para um garoto sem sorte.

Sinto da mesma forma que voc�s sentem a respeito dele.

E para mim mesmo...

sinto revolta,

vergonha...

e raiva.

H� esperan�a para mim, capit�o?

Billy...

que esperan�a h� para qualquer um de n�s?

Diga-me por qu�.

S� quero entender.

Uma crian�a com os seus ''porqu�s'' sem cessar.

''Por que h� guerras?...

Por que os homens se matam?'' Uma crian�a pergunta

e os pais ficam impacientes achando que as perguntas s�o tolas.

N�o s�o tolas, s�o perguntas para as quais os adultos perderam as respostas.

A resposta fugiu com a inoc�ncia.

Por qu�?

N�o posso lhe dizer o motivo.

Lamento, capit�o, mas n�o sou culpado.

Nem deve se sentir culpado. O Claggart lhe

matou, no momento em que voc� o matou.

Mas ainda estou vivo.

Voc�, na sua bondade, deixa de ser humano

do mesmo jeito que o Claggart deixou de ser humano na maldade dele.

Bem, pelo menos seja humano agora, Billy. Deixe a raiva tomar conta de voc�, uma vez.

Odeie-me por aquilo que fa�o. N�o...

Por favor, Billy.

Prometa que ficar� com raiva e ressentimento contra mim.

O �dio vencer� o medo.

N�o estou com medo, senhor.

Fiz minha obriga��o. O senhor est� fazendo a sua.

Sentinela.

Mantenha Budd sob seu cuidado.

Companheiro?

Est� na hora de se levantar, Budd.

Grupo de fuzileiros. Aten��o!

Grupo de fuzileiros em ordem e presente, senhor.

Obrigado.

Ali, Sr. Seymour.

Tripula��o. Formar fileiras.

Vamos, mexam-se.

Aten��o! Relat�rio do Comandante da Divis�o.

Guardas da popa, presentes e contados, senhor.

Bateria do estibordo, presente e contada, senhor.

Bateria do bombordo, presente e contada, senhor.

Encarregados das velas, grupo de trabalho de cinco.

Um ausente, senhor.

Um ausente.

A tripula��o se levantar� para observar a puni��o.

Descansar.

Est�o punindo a quem?

E para qu�?

Devem ser a�oites. Deve saber.

Por que n�o podemos estar nas passarelas?

Eles a�oitam os homens ao meio dia.

De manh� cedo...

� para enforcamento.

- Enforcamento? - Enforcamento.

Enforcamento?

Onde est� o Ferguson? Onde est� o Billy?

E o Turner?

Sim, Morrison tamb�m.

Tinham quatro redes vazias ontem � noite.

- Foi o grupo de trabalho. - Mas s�o cinco em um grupo de trabalho.

Um ausente.

Ei...

- Onde est� o Claggart? - Acha que � ele?

- Judas, que seja aquele asqueroso... - N�o � ele.

Ele � inteligente demais, � sim. Onde est� o Squeak, pensando nisso?

Bem, estar� com o Claggart. Por que ele n�o est� aqui?

Ele est� aqui.

Onde? N�o o vejo.

Ele est� aqui.

Est� louco, velho.

Companhia, aten��o!

Grupo de fuzileiros, aten��o!

Tripula��o presente para assistir a execu��o, senhor.

Est� bem.

A tripula��o est� pronta para assistir a execu��o, senhor.

Capit�o Hallam.

Escolta, traga o prisioneiro.

- Billy! - Billy.

- N�o podem, Billy. - Est�o com o Billy.

Sil�ncio nas filas.

- V�o pagar por isso. - Calma, companheiro, calma.

Entrem em fila.

Ouviram? Sil�ncio nas fileiras.

Escolta.

Lamento, Billy.

Vamos, continue.

Mantenham o sil�ncio a�.

Procedimento do tribunal militar realizado � bordo do navio ''Vingador'',

no dia 28 de agosto de 1797,

convocado sob a autoridade

de Edwin Fairfax Vere, Capit�o da Marinha Real,

e composta pelos primeiros, segundos e terceiros-tenentes do citado navio.

O caso do William Budd, encarregado do Gafetope da Marinha Real.

Enquanto engajado e servindo no navio citado acima,

no dia 28 de agosto de 1797,

deu um soco e matou seu oficial superior

John Claggart, oficial de disciplina... - Fez isso, Billy?

Sil�ncio!

Sil�ncio, voc�s! Fa�am fileiras.

Fiquem em sil�ncio ou ser�o enforcados. Sil�ncio nas fileiras.

Ficar�o em sil�ncio e em aten��o at� receberem permiss�o para sair.

Oficial de disciplina da Marinha Real.

Por isso, o tribunal d� a senten�a ao citado acima,

William Budd, encarregado do Gafetope da Marinha Real

de morrer por enforcamento, no primeiro momento depois desses procedimentos.

N�o se preocupe, Billy.

Ouviu, senhor?

Pela autoridade da sua graciosa Excel�ncia George Rex...

e Alan Napier, Visconde Kelsey, Primeiro Lorde do Mar.

Assinado por

Philip Seymour, membro s�nior.

Deixe-os se pendurarem no fim de uma corda!

N�o v�o enforcar o Billy Budd!

Sil�ncio!

Voltem ao seus lugares imediatamente! Est�o avisados!

Pelo �ltima vez, esc�ria, v�o obedecer as ordens?

Voltem para as fileiras.

Voltem para as fileiras e sejam r�pidos.

Prisioneiro,

tem algo a dizer?

Se n�o tiver nada a dizer, a senten�a ser� executada.

Deus aben�oe o capit�o Vere.

Tambores!

Fuzileiros, cubram aquele que ser� enforcado.

N�o, Billy!

Permiss�o para deixar os homens sa�rem, senhor.

Permiss�o para deixar os homens sa�rem, senhor.

Senhor?

Pode fazer o que quiser, Sr. Seymour. N�o me importa mais.

Senhor, deve tomar uma decis�o.

A decis�o foi feita, Sr. Ratcliffe.

Sou apenas um homem e n�o sou apto para fazer o trabalho de Deus...

ou do diabo.

A companhia.

A companhia, por divis�es, pode sair.

Guardas da popa, permiss�o para sair.

Bateria do estibordo, permiss�o para sair.

Bateria do bombordo, permiss�o para sair.

Encarregados das velas, permiss�o para sair.

Repitam a ordem!

Capit�o Hallam, atire dentro das fileiras.

Fuzileiros, preparados..

Posi��es para combate!

Preparem para o combate.

Vamos, rapazes! Vamos punir os franceses por chegarem atrasados.

O resto pertence � hist�ria naval.

Mas, se o sacrif�cio de Billy Budd

serviu para fazer os homens mais conscientes do senso de justi�a,

ent�o ele n�o morreu em v�o.

Os homens s�o perec�veis...

mas a justi�a continuar� enquanto durar a alma humana...

e a lei, enquanto durar a mente humana.

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