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Original subtitles

CABANA DO INFERNO

Aqui, garotão.

Aqui, garotão.

Aqui, garotão.

Vamos lá, garotão.

Amigão?

Tomar no cu, provas finais!

Não faça! Não faça faculdade!

É uma cilada do caralho! É uma porra só!

- Bert, tá com algum cigarro? - Não.

E daí que engordei? Tomara que ela aguente o tranco.

Toca aqui, carinha!

O que deu em você?

O gato comeu a língua?

- Santo Deus! - Maldição, Dennis, não!

- Não, Dennis, não! - Não bata nele!

Todos aqui sabem para não sentar perto do Dennis.

- Ele pode te dar raiva. - Deveria haver um aviso na porta.

Há um riacho por aqui perto onde poderá lavar as mãos.

Levarei uma toalha para você.

Camarada.

Acha uma boa ideia largar seu filho, sendo um perigo a outras pessoas?

- O que quer dizer? - Apenas que, havendo um incidente,

você sofreria "danos judiciais"

nos quais seria responsabilizado.

Esqueça as leis, Jeff.

Garotinho legal.

Qual é o nome de vocês?

Cala a boca. Cala bem a boquinha, garoto.

Gosta assim, não gosta?

Não te ouço, Dennis. Não te ouço.

Se estiverem interessados em produtos bons,

baratos, mas antigos estão aqui.

Algumas das garrafas aí em cima são da época da Guerra Civil.

Bem ali, naquele espaço vazio, eu tinha

algumas das mais formosas garrafas de Shirley Temple já vistas.

Uma pobre mulher paralítica entrou, achando-as muito bonitas,

tentou alcançá-las, derrubou-as e estraçalhou-as em mil pedaços.

Dei a ela Coca-Cola com amônia. Jurei que ela estava morta.

- Deveríamos levar algo à sua mãe. - Que tal mijo de raposa?

- Minha mãe adora urina de raposa. - Bom Deus, não derrubem.

Se derrubarem, é algo poderoso.

Todas as raposas da localidade seriam atraídas para cá.

Teriam amigos indesejáveis. Todos vieram passar as férias?

Alugamos um chalé por uma semana.

Mas que legal. Aproveitem esse pedacinho dos céus.

Se forem à floresta...

- Tenham bastante cuidado. - Mas por quê? O que há lá?

Tommy, traga os sanduíches deles. Já estão prontos para ir.

- Para que a urina de raposas? - Para as raposas.

- E o rifle? - Ah, ele é para os negros.

Vamos dar os sanduíches de vocês.

Estão prontos para vocês.

São US$56 ao todo. Posso ajudá-los em algo mais?

- Não, acho que... - Obrigado.

Divirtam-se em suas férias.

- Igualmente. - Voltem sempre.

Valeu, cara. Tenha um ótimo dia.

- O cara falou "negros"? - Sim, mas não repita.

Basta dizer a "palavra com N".

Garotão, quer me dá

um bom motivo para roubar as barras de cereal?

Os docinhos?

Desculpa, mano. Vacilo meu.

Beleza. Divirta-se.

Valeu.

O que é?

Imbecil.

- Qual é o seu problema, mano? - Desculpa.

Deveria tacar fogo na porra de loja, racista do caralho!

- Dobre à esquerda. - Aqui?

- Dobre à esquerda! - Aonde mais eu iria?

- E logo aqui... - Parem o carro, parem logo!

Esqueci do suco de maçã na loja.

- Não voltaremos lá! - Qual é!

- O rio está mesmo no mapa? - Sim!

- De jeito nenhum que está no mapa! - Claro que está! Quer ver?

- Bem aqui. - Próximo à montanha Big Bone Lick?

Claro que veria isso.

Mas não é. Não é aquela rota do mapa.

- Não iremos por lá. - O mapa dá em Cincinatti.

Cala a boca.

Tá. Foda-se. Vamos por aqui.

Minha nossa.

"Bem-vindas a todos.

Aproveitem a estadia de férias nas montanhas."

Meu Deus, Jeff, dá uma olhada! É tão macia!

O quartinho... A caminha...

A vista é linda.

A vista dos arbustos...

Os galhos, os espinhos...

Estaremos aqui por uma semana. Sem perturbação alguma.

Quem quer uma mergulhada?

Nós..

- Sexo com camisinha. Oi. - Paul?

Divirta-se.

É bem bacana, não acha? Parecem estar apaixonados.

Bert, mas que droga é essa?

É para atirar nos esquilos.

E por que os mataria?

- Porque são gays. - Não seja estúpido.

Zoeira. Não me importo serem gays ou héteros.

- Quer tomar cuidado com isso? - É só uma arminha de nada.

Foi mal.

Karen, desde quando nos conhecemos?

- Desde a sétima série, não? - Isso.

Andei pensando.

A gente se conhece há tempos e...

Ainda que...

Que sensual!

Sempre fomos bons amigos, mas...

nós nunca...

Sempre te achei bacana.

Vamos até à jangada!

- Caralho! - Meu Deus!

Está gostosa pra caralho!

Bom pra caralho!

Bom pra caralho!

Vire-se!

- É gostoso assim? - Sim!

Me desculpa!

Conhece o Ken Webb?

O baixinho ensebado Ken?

O carinha dos CDs, não é?

Ele tentou me beijar.

- Tentou mesmo? - Sim.

Há dois dias surgiu um cara, que conheço desde os meus 12 anos,

amigo da minha família. Segura meu rosto com as mãos

e me beija de língua.

Uma nojeira só.

Foi nojento porque você o conhece há tempos

ou porque ele é nojento?

Certamente por causa dele.

Sei lá.

Você conhece alguém por tanto tempo,

e só quer saber se ele beija bem.

Não há nada de errado nisso, não é?

Não.

- Aonde vai? - Aonde parece que vou?

- Pensei que íamos nos beijar. - E íamos.

E agora resolveu gostar de mim? Estamos num encontro?

Larga de baitolagem.

Vem cá, Srª Marmotinha.

Agora eu te pego.

Merda.

Caralho.

Me desculpa, cara.

O que foi?

- Por que atirou em mim? - Pensei que fosse outra coisa. Eu...

- Caralho! Está tudo bem? - Eu estou...

Estou doente.

- Preciso de ajuda. - Mano.

Vou atrás de ajuda pra ti. Já volto. Tenho carro.

- Caralho! - Socorro!

- Estou doente. Preciso de água. - Fique no chão, mano.

Arranjarei a sua água, mas afaste-se de mim, beleza?

- Ali é a sua cabana? - Não!

Fique parado aí! Fique parado aí, cara!

Não me obrigue a atirar, porra!

Afaste-se de mim, porra! Caralho!

Caralho!

Caralho!

Mas que caralho, mano? Aonde foi? Vai tacar fogo em tudo, porra?

- Virou o Zé-Fumaça, foi? - Maria-Fumaça, não?

- Dane-se, mano. É tudo uma merda. - Virou criancinha, foi?

Não consegue ser responsável?

Nós saímos um instantinho, e, na volta, você destrói tudo!

- E no que estava atirando, porra? - Ouvi um esquilo. Pensei que era um.

- Um esquilo? - Mas que idiota!

Ele que enfie o esquilo no cu!

Por que não nos conta uma estória?

- O que vai assar aí? - Conte a eles a uma estória, Paul.

- É algo traumático. - Mas gostamos de coisas traumáticas.

- Não quando é comigo. - O trauma une as pessoas.

Ele une quem sofre, não quem conta.

- Conta logo, porra! - Está bem!

Quando criança íamos ao boliche.

Talvez se lembrem dele. Boliche Lenny Meads Brighton?

Era em Brighton, não é?

Por isso que era Boliche Brighton.

Nós fazíamos aniversários lá,

passava o fim de semana com meu pai.

Certa vez, eu pedi a ele para ir lá.

Ele responde: "A pista de boliche fechou."

O marshmallow está torradão!

Acontece haviam invadido a loja.

Os funcionários feitos de reféns.

Todos foram amordaçados, agredidos

e amarrados às cadeiras.

As cadeiras

formavam uma roda,

forçando-os a encarar a si próprios.

O assaltante,

aquele louco depravado,

sai e encontra aqueles martelinhos.

Um a um, então...

Arebenta suas nucas com o martelo.

Todos foram forçados a ver as mortes,

sabendo que seriam os próximos.

Martelinho...

Não se cansando disso,

ele arrebenta o extintor de incêndio.

O alarme é acionado. Ele pouco se importa com isso.

Ele estripa os seus membros.

A polícia achou seis corpos mutilados amarrados às cadeiras.

Sangue em toda parte.

O funcionário estava descontente.

E esta foi minha infância.

- Bert, seu cuzão, não teve graça. - Teve, sim, puta do caralho.

- Jeff? - Diz. Fale do carequinha alegre.

- Meu Deus, essa não. - Era um cara que nos dava sapatos

e uns trocados para jogarmos. Havia uma mesa de bilhar numa sala.

Mas o carequinha sempre sorria, sempre alegre.

Mas o assassino o matou, também.

Procurando no local, a polícia achou pedaços dos corpos

no final da pista de boliche. Ele jogou boliche com seus órgãos

Braços, pernas e tudo o mais.

Acharam a cabeça do careca nos pinos.

E ele ainda estava sorrindo.

- Mas que puto mentiroso. - Não, eu juro.

Saiu nos jornais e tudo.

Jeff é um cuzão, mas ele me faz rir.

Amava aquele lugar. Ainda me lembro dos sons...

Os rangidos. A movimentação.

O chulé, o som da máquina de vendas...

- Puta merda, o que está fazendo? - Está nos espiando, é?

- O seu cão não morde? - Que nada, é mansinho.

O nome do garotão é Dr. Mambo. Vem cá, garotão.

O "dr" é de médico, professor?

É, ele ensina...

a ser um cachorro. Receba!

Lambe-focinhos.

Bela fogueira a de vocês.

Liberam espaço para mais um?

É que estamos falando intimidades, se não se importa.

Massa, massa.

- Vou fumar a erva sozinho, então. - Que nada, venha pra cá.

Maravilha

Sente-se aqui.

- Ele vai muito traçar ela, mano. - Maravilha.

- Qual era o seu nome mesmo? - Justin...

- mas me chamam de ''Grim." - Grim Grimace?

"Grim" é o meu nome de skatista.

Ganhei o nome em Berkeley quando competi na X-Games.

Mentira. Karen vai pra lá.

Mano... Maravilha.

Amo Berkeley. O pessoal de lá é tudo doido.

Conheci uma galera lá que me embebedou por cinco dias.

E só me davam cerveja pra beber.

Já fiz isso, só que com JD.

A Karen deu uma ótima ideia. Beberemos só cerveja na viagem.

Até poderia fazer isso, mas duvido que você consiga.

Eu te desafio a beber somente cerveja durante o resto das férias.

Se eu beber outra coisa, fique com minhas coisas.

- Está valendo. Você apostou. - Você apostou!

Você é um skatista? Trabalha com isso, então?

- Mas que droga. - Já era a festa.

Justin... Grim...

Quer entrar um pouco?

Deixei as roupas na barraca, se a chuva as molhar perderei tudo.

- São US$4.000 desperdiçados. - A barraca fica longe?

Uns vinte minutos. Se eu me atrasar, meia hora.

- Massa. Traz a erva. - Trago, sim.

A gente se vê, galera. Vamos lá, Dr. Mambo.

- Maluco. - Achei engraçadinho ele.

Como que funcionava?

Ora "como" que funcionava. Havia uma mangueira...

Várias formas de utilizá-la...

Pulsante e poderosa...

Fluida...

- E você sempre gozava assim? - Com certeza.

- Decepcionante minha primeira vez. - Nem me fale.

- O que quer dizer? - Tenho algo melhor a falar.

Desculpa, mas nada será melhor que a massagem no chuveiro.

Estou falando sério.

Certa vez estava punhetando...

meu cachorro surgiu e começou a lamber meu saco.

Assim que gozei, ele enfiou a língua no meu cu.

Um verdadeiro talento nato para a punheta ali.

Gostoso pra caralho.

Melhor ele ter trazido a erva ou ele não entra.

Relaxa, mano, já vou.

Ele se chama Grim.

Jesus Cristo.

Ajudem-me, por favor...

Preciso de um médico.

Médico.

Beleza.

Tragam um cobertor para ele.

Você...

Atirou em mim.

- Esse leproso não entra aqui. - Ele está doente.

Quer que ele entre aqui e comece a pegar nas suas coisas,

- na porra do seu sabonete? - Vamos dar a ele um lençol.

- Vamos levá-lo à emergência. - Ele não entra aqui, porra!

- Estamos fora do alcance. - Caralho!

- O que foi? - Ele está no carro.

Filho da puta.

- Por que está zoando conosco? - Pegue a arma.

Apressem-se! Ele já está no carro!

Sai da porra do carro!

Sai da porra do carro!

Sai da porra do carro!

Sai da porra do carro!

- Puto! - Atirou no carro, mano!

E queria que eu fizesse o quê?

Meu Deus!

Porra!

Merda!

Merda!

- Agarrem-no! - Está vindo em nossa direção!

Pare ou eu te esfaqueio, porra!

Pare! Pare!

Para trás! Deixe-nos em paz, porra!

Para trás, porra!

Eu sei, eu sei.

O que mais faríamos?

Primeiro vomita no carro,

e nem quero que me toque

e nem em ninguém.

- A chuva irá esfriá-lo. - Ele já morreu mesmo.

Viram aquela porra nele. Parecia ter sido esfolado vivo.

Precisamos dizer à polícia que não tivemos culpa.

- Acho melhor avisá-los agora. - Acalme-se.

Não há o que fazermos. O carro está fodido.

Precisamos achar alguém que conheça um mecânico.

Só aí que relataremos o acidente.

A palavra-chave é: acidente. Entenderam?

A pele do cara...

Puta merda.

Melhor limpar essa porra toda enquanto estivermos ausentes.

Guardo umas para vocês.

- Fique com as garotas. - Como assim?

- Que você é um veadinho medroso. - Mas que porra.

O foda é amassar meu carro.

E o pau no cu com o rifle? Esqueceu dele, foi?

- Todos ferramos o carro, porra. - Bom dia, garotos.

Irão se matar agora?

- Aonde vai? - Achar ajuda.

- Bert e Jeff saíram. - Eu sei.

Noite passada foi foda,

- e acho que... - O cara nos pediu ajuda

e nós o incendiamos vivo.

Não consegue entender que não estou muito social agora?

Eu fiquei assustado.

Eu só...

Eu só quis tentar ajudá-lo.

Karen...

Sinto muito, Paul.

Sempre que fecho meus olhos o vejo.

Foi um acidente.

O cara já ia morrer mesmo.

Melhorou?

Sim.

Obrigada, Paul.

Olá?

Puta merda!

Puta merda!

Puta merda!

Aguentem aí. Você aí!

- Viram só essa merda? - Não vimos nada.

Digam ao Murray que não comerei essa merda.

Há algum bicho por aí adoecendo tudo.

O que farei com porcos doentes?

- Não vou tocar nessa carne, vai? - Não vou.

- Sou vegetariano. - Nada disso aqui presta.

Estão todos doentes. Preciso de porcos frescos.

- Só queremos um mecânico. - Um mecânico?

- Precisarão ir à cidade. - O problema está aí.

Nosso carro está ferrado. Precisamos que nos levem à cidade

para acharmos um mecânico.

Já fui à cidade hoje. Desculpem-me.

Se voltar lá, pode nos avisar?

Estamos na cabana logo ali.

Não conhecemos o Murray.

Perdão.

Mas é claro que sim.

Por que não me disseram logo?

Vamos entrar. Tenho um rádio. Chamaremos o reboque do Ricky.

- Chamar o Ricky. - Ricky.

Perdoe-nos por incomodá-la, mas um cara surgiu do mato

e tentou destruir nosso carro.

Parece horrível. Tenho um suquinho aqui.

Esse cara danificou o carro de vocês?

Foi um transeunte louco. Desviamos-no dele com um bastão.

Não foi o Henry, foi? Que nada, nunca, merda.

- Henry? - Meu primo. Ele sabe as regras.

Ele não faria uma coisa dessas. Bateram-no com um bastão?

Não. Não foi o Henry.

Foi nosso amigo bêbado Walter. Uma coisa levou à outra...

- Nada bom isso. - Pois é.

Tive uma ideia. Que tal se fôssemos caminhar?

Está lindo lá fora. Ainda nem vi as paisagens.

- Certeza? Henry é bem útil. - Obrigado por nos ajudar.

Um pouco de ar fresco nos faria bem.

Agradecemos bastante a ajuda. Cuide-se.

- Nós tacamos fogo no Henry. - Caralho!

Olá?

Olá?

Olá?

Olá?

Olá?

Há alguém em casa?

Olá?

- Bert, mas que pau no cu. - Cale-se.

- Mas que diabos? Não. - Encontrou alguém?

Segui por onde o cara fugiu,

- talvez estivesse vivo. - Não, é impossível.

- Quer uns salgadinhos? - Não, guarde-os logo.

- Por quê? E daí? - A casa não é nossa.

- Encontrou algum telefone? - Não.

Seria estranho bisbilhotar. Não há ninguém aqui.

Achamos outro local,

- mas tampouco havia lá. - Será que a polícia já sabe?

Duvido muito. Se soubessem, eles já teriam ido à cabana.

Bom dia. Sou o delegado Winston, da delegacia de Bunyan County.

Olá. No que posso ajudá-lo?

Estou patrulhando a região. Ontem à noite houve umas confusões.

- Vim saber do que se trata. - Ah, sim, mas é claro.

Um cara tentou invadir a cabana.

Ele estava doente, mas não sei de que tipo de doença.

- Estava todo zoado ele. - Preciso relatar o ocorrido.

Meus amigos saíram à procura

de um vizinho que pudesse nos ajudar. Não temos telefone aqui.

O pessoal daqui usa rádio. É isso que eu uso.

Vocês estavam dando uma festinha?

Sabe como é. Estávamos bebendo...

Um cara surgiu do nada e quis invadir a cabana.

Precisamos reagir contra ele.

Senti-me péssimo, mas ele enlouqueceu.

Ele amassou nosso carro,

não saía de perto dele.

Precisamos bater nele.

Nós estávamos aterrorizados. Não sabíamos o que fazer.

- Foi quando saímos à procura de... - Cara, já falei.

Reportarei o caso. Relaxa. Ele não voltará para cá, cara.

Parece que deram um puta susto nele.

- Não permitirei que ele volte. - Muito obrigado.

Minha amiga está dentro de casa surtando com a situação.

Ela quer ir para casa. Nós todos meio que queremos.

Uma amiga?

Aposto que adora farrear... com as moças.

Paul? Está tudo bem aí?

Olá, senhora. Está tudo bem por aqui.

Volte para dentro, tome umas e divirta-se.

Paizão, por que ir embora? Fique e divirta-se.

É por isso mesmo que viemos para cá.

- É a maior festa da cidade. - É mesmo?

E ainda me pergunta? Sabe quando se é

o cara recém-chegado à cidade?

Todas as garotas te olham...

E nem sabem da salsichona entre as suas pernas.

Querem algo apenas casual. Sabe a que me refiro, não é?

- Já ouvi falar disso. - Pois aqui é justamente assim.

É quando farreio em Wambusau. Um primo meu estuda por lá.

Quando farreio por lá, sei que conseguirei umas xotinhas.

Sem falar que as garotas de lá não sabem que sou policial.

Sei que elas farrearão comigo, mano.

Vai por mim, cara. Elas vão com força.

Que pena. Antes do distintivo aposto que era o mandachuva daqui.

Mas ele te faz crescer rápido.

Mas que merda. O cara acabou com o carro.

Avisarei às outras unidades. Eles pegarão o cara, tá?

Acontece que não foi só ele. Nós também acertamos.

É que estávamos tentando afugentá-lo.

Pode encontrar alguém que conserte?

Acha que eu durmo no ponto? Até à tarde chegará alguém amanhã.

Você é a nossa maior prioridade. É o farreador.

Sabe a quantas festas iremos juntos?

A sorte bateu à sua porta, mano. Sei onde as grandes festas estão.

Não esqueça que me chamo Winston. Sabe como me contatar, não é?

- 190? - Exatamente, meu mano.

Cuide-se bem, tá?

Ele fará um boletim ou não?

Não agiu como se houvéssemos feito algo de errado.

Disse que traria um reboque amanhã.

- Parece estranho. - O cara era estranho.

Quando viu a Karen não quis mais sair.

Karen já saiu do quarto?

Não, ainda está dormindo.

Não sei o que deu nela para querer ir logo para casa.

- Azedou seu plano, não é? - Mas que plano?

Que plano?

O que você planeja desde que tinham 12 anos de idade.

Não há plano algum. Não mais.

Dane-se. Vocês são gozados. Porra...

Gosta de você porque é legal com ela. Ela gosta de você porque sente

que ela te controla.

- Você é legal com ela... - Bert, não se mexa.

Caralho. É o maldito do cachorro.

Se for bater que seja com força.

- Cadê o Grim? - Em alguma vala por aí.

Há algo acontecendo na mata, e o transeunte a transmitiu por aí.

Não esperarei o xerife voltar. Digo para sairmos agora mesmo.

E se dissermos por aí: "Aliás, tocamos fogo num cara aí."?

- Tá, avisamos à polícia. - É obrigação nossa.

O xerife sabe que houve alguma coisa. Somos os forasteiros aqui.

Eles conectarão a nós.

- Sinto-me tonta. - Karen...

- Será que sairemos logo daqui? - Só se consertarem o carro logo.

Podemos tentar dirigir como está.

Nós dirigimos até à cidade e contamos o que houve.

Assim dá certo, né?

Precisa me vigiar armado devido àquela maldito cão solto.

- Preciso me banhar. - A mãe do Jeff só dá ideia merda.

"Vamos a uma cabana." Coisa de boiola.

Desculpe, não quis acordá-la.

Sem problema.

Marcy fez um pouco de chili.

Não estou com fome.

- Vou deixá-la dormir. - Não, espere aí.

Fique.

- Por que parou? - Queria que eu fizesse o quê?

- Atira logo! - Se ele se aproximar, atiro!

Continue vigiando.

Meu Deus!

Merda!

Marcy!

- Ela pegou também! Adoeceu! - Essa não! Ela adoeceu!

- Estou muito doente. - Não saia da porra da cama!

- Bert, pode me ajudar? - Acalmem-se!

- Tire todos daqui! Fica na cama! - Bert, me ajuda!

- Fica na porra da cama! Saiam! - Estou sangrando!

- Preciso do banheiro! - Puta, fica na porra da cama!

- Deixe-a em paz! - Sua vadia do caralho!

- Qual é o seu problema, porra? - Ela é a porra de sua amiga!

Ela adoeceu! Ela não chegará perto de mim!

Fiz isso por vocês, seus porras!

- Não me abandonem! - Sua puta do caralho!

Os faróis estão destruídos. Puta merda, vagabunda!

Bert, Bert...

- Acalme-se! - Por Deus!

O que é?

Vão tomar no cu!

Perdão, Karen, mas não queremos adoecer, também.

- Vou morrer sozinha aqui. - Não vai, não, Karen, por favor.

- Encontraremos ajuda. - E quanto ao cão daquele cara?

- Estaremos armados com o rifle. - Asseguraremos as entradas.

Alguém ficará aqui fora. Não a deixaremos sozinha.

Quero ir para casa.

Karen?

Karen.

Qual é, Karen. Precisa alimentar-se.

Avise-me se precisar de algo, beleza?

Melhor fechar a porta, Marcy.

Não quero contaminar ninguém.

- O que está fazendo? - Minha amiga está muito doente...

- É você quem está doente! - Perdão, é que...

É a minha esposa ali!

Minha amiga morrerá. Precisamos de ajuda.

- Saia das minhas terras! - Merda!

Por onde esteve?

Achou alguém?

Vamos entrar logo. Marcy nos preparou chili.

Não estão com fome?

- E se a Karen usou os pratos? - Eu os lavei!

Ele tem razão. Só volto a comer na cidade, agora.

Qualquer um aqui pode estar doente. Sei que verificamos,

- Não dormirei perto de vocês. - Pois que durma no carro, Jeff!

Aquele carro? Uma verdadeira fábrica de micróbios!

- Relaxa que lavei ele. - Por que não dorme nele, então?

Talvez eu durma!

Tem razão.

Melhor cada um fazer a refeição de si.

Quem eu sou? Estou derrentendo! Estou me queimando!

Qual é a porra do seu problema? Incendiará a casa toda!

- Seu cuzão do caralho! - Pau no cu!

- Jeff! - Filho da puta!

Calem-se, caralho!

Santo Deus!

Não aguento mais!

Nossa amiga está morrendo.

Ela está morrendo, caralho.

E nós aqui agindo feito medrosos. Só por um cinco segundos,

esqueçamos de ajudá-la, vamos ter alguns culhões

e ajudarmos uns aos outros. Do contrário, estaremos condenados.

- Ele tem razão. Só digo que... - Marcy, cala a porra da boca!

Viram só? Estamos dialogando. Já é um avanço.+

Chega de gritaria. Podemos comer sozinhos.

Podemos dormir sozinhos, dane-se. Mas precisamos dialogar entre si.

Precisamos trabalhar juntos.

Bert, você perdeu a aposta.

Merda!

Karen, ele já foi.

Ficaremos a noite aqui fora por ti, beleza?

Karen?

Caralho!

Vamos lá, galera, rápido! O carro funcionou!

Jeff, vamos logo!

Vamos logo, Karen. Precisamos sair logo daqui.

- Acho que estou com febre. - Vamos logo!

Venha logo, Jeff, vamos!

Venha logo, seu porra!

- Coloquem-na na traseira. - Melhor não ficarmos próximos a ela.

Tomar no cu, mano. Ela vai na frente, então.

Se estiver perto de mim não dirijo.

- Eu dirijo. Enta na porra do carro! - Tá.

Karen?

Karen, está bem?

Meu Deus. Karen!

- Precisamos levá-la à cidade. - Ela não irá a lugar nenhum.

- Você vêm ou não? - Enlouqueceu? Ela contaminou tudo.

Eu assumo os riscos, mano.

- Não posso abandonar a Karen. - Bert, não parece estar com calor.

Quanto mais conversarmos aqui, mais a Karen apodrece e morre.

Está muito doente, Bert?

- Aquele velho tocou em você? - Chega dessa porra, caralho!

- Tocou ou não, cara? - Foda-se, vamos logo!

Conseguirei um médico para ela.

Vamos levá-la à cabana.

- Ela voltou a sangrar. - Não mexa nela.

Está tudo bem, Karen. Vamos conseguir ajuda.

- Indo a algum lugar? - Qualquer um menos aqui.

Aonde pensa que vai, caralho? Jeff?

- Esqueça-se dele. - Jeff!

Não se aproxime de mim, porra! Não quero adoecer, caralho!

Nem que adoeçamos, mas insistem em tocar nela.

E vocês com sangue dela aí. Por mim que caiam mortos no chão.

Mas não eu! Nem a pau, Juvenal!

Cuzão!

Merda.

Nós todos contrairemos a doença.

Nós adoeceremos...

E o Jeff enchendo a cara por aí.

Bert conseguirá ajuda para nós.

Karen ficará bem. Prometo.

É como estar num avião e saber que ele cairá com todos.

Todos à sua volta gritando, berrando.

"Nós vamos cair!" "Nós vamos cair!"

E tudo que se quer fazer é agarrar a pessoa mais próxima

e acabar com a raça dela,

já que todos morrerão, afinal.

- Não usa camisinha? - Relaxa, estou saudável.

Porra!

Olá? Socorro!

NÃO SE APROXIMAR DO DENNIS. - Olá?

O que diabos houve contigo?

Minha amiga adoeceu.

- Não me parece nada bem. - Sei disso.

Há uma contaminação por aí. Acho que meus amigos a contraíram.

- Sabe de algum hospital por aqui? - Sei.

Fique exatamente onde está. Não se aproxime.

- Arranjarei um médico. - Obrigado.

Panquecas! Panquecas!

- Panquecas! - Nada de panquecas!

Nada de panquecas!

Dennis, falei para ficar no banco!

Dennis!

Caralho!

Puta merda! Que porra de panquecas são essas?

Por que veio aqui? Olha só o que você fez.

- Só precisava de um médico, beleza? - Olha o que fez ao pobre garotinho.

- O que ele fez contigo? - Só precisava

- da porra de um médico, mano! - Já perdi um filho.

Não será agora que perderei outro. E se os médicos não o curarem?

Você haver adoecido meu filho foi o mesmo que o matar.

- Como é que é? - Você estar doente.

O problema é esse.

Se Dennis adoecer será problema meu.

Se adoecer será problema da Lucille.

Precisamos cortar o mal pela raíz!

Precisamos cortar o mal pela raíz! Agora!

- Fenster! O rifle! - Tomar no cu, cara!

Há uns garotos no chalé. Adoceram todos.

Transmitiram para o Dennis.

Precisaremos do kit médico.

Credo, Paul. Sentou nas minhas costas, foi?

Encontrarei o Jeff e daremos o fora daqui.

- E quanto ao Bert e à Karen? - Precisamos dar o fora daqui!

Paul?

Caralho! Caralho!

Caralho! Caralho!

Caralho!

Merda!

Por aqui!

Socorro!

- Bert! - Eles virão te pegar, mano.

- Quem? O delegado? - Não, o cara da loja.

A partir de quando roubaram a loja sabia que os garotos eram confusão.

Meu bom Deus.

Estão realizando sacrifícios, algo do tipo.

Não são cristãos.

Boa noite, puto.

Peguei-o.

Você matou o filho do Tommy, seu maldito.

Diga-os que não temos culpa. Que a tal doença

já estava aqui antes de chegarmos. Diga-os!

Obrigado, Bert.

Jeff!

Jeff! É a água!

Onde estiver não beba a água!

Olá?

Jeff?

Jeff!

Jeff?

Grim.

Porra!

Aqui, beba uma cervejinha.

Vamos lá, beba.

Você tem um cabelo bem sensual.

Belos sapatos, também.

Mas que porra houve contigo, mano?

O guincho.

O que houve com o guincho, Winston?

O farreador.

Acontece que ele quebrou, aí precisei arranjar outro guincho

para este que falei. Precisa da porra de uma carona?

- Uma carona seria ótima. - Winston!

- Está na escuta? - Sim, senhor,

- à procura dos garotos. - Esqueça. Temos maiores problemas.

Há uns garotos fazendo uma matança, talvez duas,

três mortes ocorridas já.

Estão armados e perigosos. Não se aproxime deles.

Contaminaram-se por uma doença viral que os faz devorar outros.

Não hesite em os alvejar na hora. Você entendeu?

Sim, mas repita a última parte.

Se vir os garotos, atire imediatamente neles.

E aquela caroninha?

Esperando o quê? Atira logo nele, porra!

- Não posso, cara. - Você ouviu o cara no rádio.

- A arma está no carro. - Só quero chegar à cidade.

Afaste-se de mim, seu veadinho. Não irá à porra nenhuma.

- Caralho! - Merda!

Qual é, relaxa!

Caralho!

Seu idiota do caralho.

Ferrou com toda a festa, seu idiota do caralho.

A festa acabou, Winston.

Filho.

- Precisamos que comece no início. - Como é?

Você...

É seguro?

Onde está o Jeff? Encontraram-no?

Como todos adoeceram?

Todos morreram.

Precisamos saber

onde contraíram a doença.

Foi de um cara na floresta.

Ele ficou parecido com o marshmallow do Bert.

Falou que o guincho chegaria.

Deveria tê-lo matado, também.

Não somos aptos a uma situação assim.

- Cook County é a única chance. - Beleza.

Coloquem-no carro

e eu cuidarei dele.

Olha só quem acordou! Nosso festeiro.

A festa não acabou, hein?

- Passaremos a noite farreando. - Água.

Não tenho água alguma, só uma cerveja.

Se quiser água, posso encontrar, beleza?

Aguente firme que cuidarei de você.

Puta merda.

Estão mortos.

Meu Deus. Todos morreram.

Eu sobrevivi.

Eu sobrevivi.

Meu Deus, eu sobrevivi.

Eu consegui.

Eu sobrevivi, caralho!

Eu sobrevivi, porra! Eu consegui!

Eu sobrevivi, caralho! Eu sabia!

Eu sobrevivi, caralho! Eu sabia!

Eu sobrevivi, caralho!

Eu sobrevivi, caralho!

Eu sobrevivi, caralho!

Livrou-se do outro, certo?

Acho que há outro no porão.

Vamos lá, rapazes.

Vamos em frente!

Olá, camaradas! Mas que manhã dura a de hoje!

Umas pessoas saudáveis virão aqui e farão algumas perguntas.

Querendo saber dos garotos. Eles ficaram descontrolados,

mas demos jeito neles.

Digam-me uma coisa: sabem de algo sobre Tommy e Fenster?

- Limonada, senhor? - Até que não me cairia mal.

São cinco centavos.

Comerciante.

Cuidando do avôzinho.

Estão quebrando meu negócio em plena luz do dia aqui.

Mas que bela de uma limonada!

Maravilhosa. Vamos lá, rapazes. A próxima é por minha conta.

Prontinha aí: toda polida e lindona.

Não é uma belezinha, hein? Praticamente novinha em folha.

- E aí, meu negão, como vai? - Como vai, negão?

Como vai, mano?

Assim fica melhor de eu fazer.

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