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Original subtitles

Tr�s tiros.

Um na cabe�a. Dois no torso.

Foi uma invas�o que deu errado?

� cedo pra dizer, mas s�o muitos tiros

pra uma invas�o domiciliar, e muito precisos.

Dois no flanco e um na cabe�a.

Parece uma execu��o.

Pode tentar parecer menos animada?

- "Paul Levitt." - O dono, segundo as correspond�ncias.

N�o est� nas fotos de fam�lia.

Div�rcio?

Alguma coisa.

Investigadora Lin, achamos res�duos de p�lvora.

A v�tima atirou?

Ainda n�o sabemos, mas � o que parece.

- Mas nenhuma arma. - N�o. Procuramos antes de voc� chegar.

PROVA

Sentiu o cheiro?

- Do qu�? De merda e morte? - N�o. Am�nia.

Algu�m tentou limpar aqui.

Se prepara, Hernandez. Vamos procurar um assassino.

SEUS AMIGOS E VIZINHOS

- Aconteceu quando est�vamos em casa. - Viram ou ouviram algo

entre as 18h de ontem e 6h de hoje?

- Nunca ficamos nesta parte da casa. - Na parte da frente?

E as c�meras de seguran�a?

Est�vamos aqui. N�o ativamos o sistema quando n�o sa�mos.

� um bairro bem seguro.

Quando viram o Sr. Levitt pela �ltima vez?

O Paul se mudou h� alguns meses.

Est�o se divorciando.

O viram pela �ltima vez quando ele se mudou?

- N�o. Ele vivia por a�. - N�o.

Jogava golfe no clube e ia aos eventos.

Desculpa. Precisam cuidar disso?

N�o. S�o s� os cacos de conchas.

- Pra quadra de petanca. - Claro.

Ent�o o Paul era amigo de voc�s?

D� pra dizer que sim.

Conseguem pensar em algu�m que talvez quisesse machuc�-lo

ou em algu�m que possa ter amea�ado ele?

N�o penso em ningu�m.

Ele n�o brigou na casa do Nick?

- Aquilo n�o foi nada. - Quem � o Nick?

Nick Brandes.

Jogador de basquete?

Ele mora a algumas quadras daqui.

Ent�o, esse Nick Brandes brigou com o Sr. Levitt?

Isso nem parece uma briga justa.

N�o. O Nick era o anfitri�o da festa.

T�, ent�o com quem o Sr. Levitt brigou nessa festa?

A coisa s� podia terminar assim.

- Oi. - Oi, Coop.

Eu aposto que foi a Sam, n�?

Estavam tendo um div�rcio dif�cil, agora tudo vai ser dela.

Ela tinha motivo, oportunidade...

Ela estava viajando.

Os investidores dos restaurantes s�o envolvidos com o crime organizado.

- Vai que ele irritou algu�m. - Ou foi aleat�rio.

Assassino profissional ou em s�rie.

Caralho. Vou comprar uma arma.

O que acha, Coop?

Quando o Gordy arranjar uma arma, n�o vai demorar pra atirar no pr�prio pau.

Vai se foder.

Sra. Levitt, obrigada por vir t�o r�pido de Boston.

Imagina. Sa� assim que me ligou.

Meus sentimentos.

N�o sei como contar pros meus filhos.

O Paul era um escroto, mas ainda era o pai deles.

Falei com os seus pais,

e eles confirmaram que voc� e seus filhos passaram a noite de ontem com eles

em um anivers�rio.

Gra�as a Deus que fomos. N�o quero nem pensar no que teria acontecido.

Falando nisso, por que o Sr. Levitt estava na sua casa?

Ele n�o morava mais l�.

Ele arranjou uma casa em Pound Ridge, mas ele n�o chegou a se mudar de verdade.

Ent�o, de vez em quando ele aparecia pra buscar alguma coisa.

E voc� concordava?

Na verdade, n�o.

Mas o que eu podia fazer?

Se eu trocasse as fechaduras, ele ia parar de pagar a hipoteca.

Eu s� queria manter a paz pelas crian�as.

Ele n�o facilitava.

Sabia que � a �nica benefici�ria

de um seguro de vida de US$ 20 milh�es em nome do seu marido?

Eu ia ganhar muito dinheiro no div�rcio.

Agora vai ficar com tudo.

Me desculpe. Eu preciso fazer essas perguntas.

- N�o foi uma pergunta. - Acho que n�o.

Ent�o, o seu marido te trocou por uma mulher muito mais nova.

N�o ficou brava?

N�o. Ele estava me implorando pra voltar.

E n�o queria reatar?

O div�rcio seria a melhor coisa pra mim.

O Paul era dif�cil.

� a primeira vez que n�o estou cuidando de um homem.

N�o est� saindo com ningu�m?

No momento, estou feliz focando nos meus filhos e em mim.

Quando falou com ele pela �ltima vez?

- Ontem � noite. - Voc�s se falavam com frequ�ncia?

Ele ligava muito. N�o conseguia esquecer tudo.

Como ele parecia?

B�bado, triste, bravo. O de sempre.

Voc� sabe se o Paul tinha inimigos?

N�o sei de nenhum.

E quanto ao Andrew Cooper?

Desculpa, o qu�?

Parece que o Paul e o Sr. Cooper brigaram em uma festa h� umas duas semanas.

Voc� parece surpresa.

O Coop e a Mel s�o nossos amigos do bairro.

N�o fiquei sabendo de nenhuma briga.

E a Mel � a esposa do Sr. Cooper?

Ex-esposa.

Me fale sobre os neg�cios do seu marido. Os restaurantes.

O Paul n�o me falava sobre esse assunto.

Eu n�o estava envolvida.

Talvez possa falar com os investidores dele.

O Paul vivia meio paranoico sobre eles.

At� onde eu sei, eles eram duvidosos.

Paul tinha uma arma?

Tinha. Eu te falei que ele era meio paranoico.

Sabe o tipo?

N�o. Eu n�o entendo nada de armas.

Falei pra ele guardar no escrit�rio dele. Ele comprou uma pra mim, mas nunca usei.

Ela est� no cofre da casa.

Posso passar a combina��o.

Pode verificar. Ela nunca foi usada.

� uma dessas pequenas. Sei l�.

J� terminamos? Preciso ver como meus filhos est�o.

Sim, claro.

INVESTIGADORA LIN

- N�o confia nela? - Voc� confia?

O �libi confere. Falei com os pais dela.

N�o significa que ela n�o est� envolvida.

Verifique a arma do cofre.

- Pode deixar. - A antiga saiu e a nova chegou.

- Essa � a namorada? - �.

O Paul mandava bem. Preciso admitir.

- Foi transacional. - Como voc� sabe?

Olha pra ela.

Algu�m j� te disse que � muito c�nica?

E voc� � rom�ntico?

Gosto de ver o bem nas pessoas.

Ainda mais com essa apar�ncia.

- Quer que eu assuma? - Voc� ia adorar, n�?

Vai verificar a arma.

Tentei de novo, mas a Sam ainda n�o atende.

Muita gente deve estar ligando. Ela ver� que ligou.

Me sinto p�ssima por ela. Pelos meninos.

Eu sei. O Paul era meio babaca,

mas n�o era ruim.

- S�rio? - N�o, esquece.

Pronta pra viajar amanh�?

Parece errado ir agora. N�o sei se a Tori e o Coop deviam ir sozinhos.

Recrutamento universit�rio � importante.

Ser� bom pra Tori ter os dois pais concentrados nela por um tempo,

- considerando... - Que ela nos odeia?

Ela n�o te odeia.

Acha que vai ser estranho voltar l� com o Coop?

Como assim?

Voc�s se apaixonaram l�.

N�o.

Tomara que ele lembre que � amanh�.

Sr. Cooper, sou a investigadora Lin. Pol�cia de Westmont.

Como posso ajudar?

Sei que est� sabendo que seu amigo Paul foi morto ontem.

Sim. Que terr�vel. Ainda estamos chocados.

Se importa se eu entrar?

N�o, por favor. Entre.

Posso te oferecer algo pra beber?

N�o.

- Voc� mora sozinho? - Moro.

Bom, n�o exatamente. N�o no momento.

Minha irm�. Temporariamente. Por isso a bagun�a.

Ent�o, sobre o Sr. Levitt.

Fiquei sabendo que n�o se davam bem.

- Eu n�o diria isso. - N�o?

Soube que brigaram numa festa.

Aquilo.

N�o foi uma briga de verdade.

Foi o Paul agindo naturalmente.

Agora que ele morreu, preciso perguntar qual foi o motivo.

Olha, eu n�o lembro.

Est�vamos bebendo, eu falei algo que ele n�o gostou,

ele me empurrou.

Sabe, a gente estava muito b�bado, sendo sincero.

Tem algum motivo pelo qual n�o seria?

- B�bado? - Sincero.

Nenhum motivo.

Briga bastante, Sr. Cooper?

- N�o. - Os hematomas nos dedos

s�o recentes pra serem da briga com o Paul.

Bom, como eu disse, n�o foi uma briga,

e me lesionei no t�nis.

T�nis.

� mais comum do que pensa.

Onde estava ontem � noite?

- � s�rio? - Preciso te descartar.

Eu estava na boate Queue em Manhattan.

Q-U-E-U-E.

- Voc� foi com algu�m? - N�o.

Foi sozinho?

Tem mais chances de ir embora com algu�m se voc� for sozinho.

- Foi embora com algu�m? - N�o.

- � incomum pra voc�? - Cada vez menos.

- Que horas voc� chegou? - Acho que l� pela meia-noite.

Passei o resto da noite com a minha irm�.

Voc� est� velho pra ir a boates.

N�o brinca. Estou rec�m-solteiro

e n�o vou conhecer pessoas aqui.

Sabe, a Samantha Levitt tamb�m � rec�m-solteira e � muito bonita.

- Sabe se ela est� com algu�m? - Sei l�.

Ela � amig�vel com minha ex.

Soube que ela e Paul estavam tendo um div�rcio dif�cil.

Sabe se existem f�ceis?

�. Acho que voc� saberia dizer.

Desculpa, mas voc� tem algum problema comigo?

N�o.

Claro que n�o. Por que acharia isso?

Acho que por causa do seu jeito alegre.

�, eu escuto bastante isso. Obrigada pela aten��o, Sr. Cooper.

Claro. Eu te acompanho at� a porta.

Voc� tem certeza que existe uma cura

E finalmente a encontrou

Voc� acha que uma bebida

Vai te encolher at� voc� estar no subsolo

E vivendo l� embaixo

Mas isso n�o vai parar

Isso n�o vai parar

At� voc� abrir os olhos

Prepare uma lista do que voc� precisa

Antes de assinar a escritura

Mas isso n�o vai...

Acho que a �ltima vez que fiz um desses foi com voc�.

- N�o � uma bebida de adulto. - N�o.

- Ei, voc� foi �tima. - Obrigada.

Foi mesmo, ali�s.

- O pessoal estava curtindo. - Valeu.

Fiquei surpresa em te ver aqui.

Achei que n�o frequentava mais bares.

Agora que tem uma fam�lia.

Est� brincando? � o �nico momento que tenho pra mim.

E sua esposa fica de boa?

Nem sei se ela percebe que sa�.

Desculpa. Falei demais.

�, vai acabar com o clima.

- Foi mal. - Cala a boca e bebe.

Beleza.

Sa�de.

- Est� quieto. - Estou com fome.

E o mercado de peixes?

Est�o come�ando a me notar, mas leva um tempo.

�s vezes me chamam, �s vezes n�o.

Mas � um dinheiro bom quando te pagam.

� um dinheiro fedido.

- Ligou pra m�e? - Liguei.

Caramba. Espera a�.

- Puta merda. - O que foi?

- Est� tudo bem? - S...

HOMEM MORTO EM WESTMONT VILLAGE

Sim. N�o.

Preciso ligar pra algu�m.

- Queria falar com voc� sobre algo. - Desculpa. J� venho.

Isso � um pesadelo.

N�o me acusaram, mas sempre suspeitam da esposa.

Tamb�m sou suspeito por causa da briga com o Paul.

Me falaram. O que houve?

N�o foi... Aquilo n�o foi nada, s�rio.

Estava defendendo a minha honra? Que fofo.

Falando nisso,

me perguntaram se estou saindo com algu�m.

- Espero que tenha falado que n�o. - � claro.

N�o preciso levar um gelo da Mel e de todas, mas agrade�o a preocupa��o.

Eu estou preocupado.

�, mas n�o por mim.

Sam...

Oi.

Porta-malas.

- Animada? - N�o tanto quanto voc� e a mam�e.

- Voc� vai adorar. - N�o me envergonha.

N�o garanto nada.

Oi, pai.

- Que bom que veio. - A decis�o n�o foi minha.

Esse � o esp�rito.

Est� suspenso, filho. Voc� � nosso.

Vai agradecer por ter vindo.

Viagem de carro!

- Est� animado. - Sempre.

S�rio?

�!

- J� chegamos? T�. - Vou te bater.

MORGAN - EST� POR A�?

Ei, m�e, acha que a Sam matou o Paul?

O qu�? N�o seja rid�cula.

Voc� nunca quis matar o papai?

- J� quis. - Ei! Obrigado.

- Mas eu n�o matei. - Estou bem aqui.

�. S� se divorciou dele.

- Meu Deus, Tori. - T�.

Jake devia ter ido comigo. N�o sei por que tinha que ser uma viagem em fam�lia.

- Porque � a universidade... - T�.

...e � importante pros pais.

N�o desperdice com um namorado que nem estar� com voc� daqui a uns anos.

Por que � t�o babaca com ele?

Instinto.

Odeio dizer, mas o Jake n�o vai a lugar nenhum.

- Mas voc� vai. - Como assim?

- Podemos falar... - Duas semanas depois

que entrar na universidade, voc� ter� terminado com ele.

Desculpa, mas nem todo mundo abandona quem ama, pai.

Voc� n�o ama ele.

S�rio? O que voc� entende sobre o amor?

Ei!

- Tudo bem. Deixa ela. - N�o.

- Quero ouvir... - S�rio, pai.

- O que entende? - Sei como � sentir ele

e como � ficar acabado quando o perde.

Parece besta, mas �s vezes se entende mais sobre o amor

quando o perde, n�o quando sente.

Sei como � ver a garotinha

que segurava minha m�o todo dia crescer e virar os olhos pra mim

e falar comigo com tanto desprezo que me faz ter dificuldade pra respirar.

Pai, eu...

Caramba, querida, desculpa.

N�o sei...

por que eu falei isso. Me desculpa mesmo.

Vamos s�... Me desculpa, querida. Desculpa.

Eu sei.

- Querem �gua? - Tem �gua a�.

- � boa. - N�o? T�.

Tudo bem? Preciso praticar.

Sem problemas.

Hari disse que voc� veio falar sobre o Paul.

Fiquei sabendo que deu uma baita festa.

N�o.

Foi bem fraca.

Soube que um convidado foi embora de ambul�ncia.

Pois �. Me sinto mal por isso. �s vezes esque�o contra quem jogo.

Eu tamb�m soube que houve uma briga

entre o Sr. Levitt e Andrew Cooper.

Aquilo n�o foi uma briga. S� dois caras de meia-idade aliviando o stress.

Sabe qual foi o motivo?

N�o. N�o fa�o ideia.

Mas o Paul sempre foi meio cabe�a quente.

- E o Sr. Cooper? - Coop?

N�o. N�o, o Coop n�o � briguento.

Se fosse, ele teria me batido h� muito tempo.

- Por qu�? - Namoro a esposa dele. Ex-esposa.

E ele veio na festa?

Veio. Tamb�m fiquei surpreso.

Aqui � Andrew Cooper. Mande mensagem.

PAUL LEVITT ASSASSINADO!

Oi, pessoal. Bem-vindos a Princeton.

Coop.

Estamos esperando dois atrasados, e depois vamos come�ar.

Elas querem me mostrar as instala��es do time.

Mas temos o tour, querida.

- T�. - N�o pode ir depois?

Elas disseram que me mostram tudo.

T�. Liga pra gente quando quiser se encontrar.

T�, legal. Valeu.

N�o teremos mais not�cias dela, n�?

- N�o. - N�o.

E Hunter n�o precisa conhecer Princeton ainda.

- Talvez nunca precise. - Calma. Planejei algo pra ele.

O qu�?

O qu�?

Temos a mesma tecnologia de qualquer est�dio de grava��o profissional.

Logic Pro, console de mixagem anal�gico de 72 canais,

subwoofers personalizados da Gryphon.

Temos acesso a todos os instrumentos

e temos outros milhares nos bancos digitais.

A Est�dios Ultraviolet � reservada pra alunos,

mas pensei que voc� podia vir hoje e fazer o que sabe.

� s�rio?

Estamos treinando duas bandas pra produzirem demos,

e pode assistir se quiser.

Depois voc� ter� tempo pra se divertir.

- Parece bom? - Parece �timo.

- T� bom. - Vamos l�.

- A gente vem te buscar pra jantar. - Tchau.

Cobrei um favor.

Quantos vai cobrar pra ele estudar aqui?

Ele s� precisa entrar numa universidade. Depois ele se acha.

Como a gente.

�.

- Parece que temos o dia pra n�s. - � mesmo?

Tem alguma ideia?

Me segue.

ELENA BENITEZ - LIGA��O PERDIDA

- Est� tudo bem? - Os rapazes est�o brincando de pol�cia.

Qual � a teoria predominante?

Agiotas.

Meu Deus, que terr�vel. Nem consigo imaginar.

�. Vamos fazer um trato.

N�o vamos falar nada sobre a vida real. S� hoje.

E se eu falar?

A� voc� toma uma dose.

Combinado.

- Falando nisso... - J� cuidei disso.

Obrigado.

Obrigada.

Descanse, viajante, e esque�a as preocupa��es.

Beba pelos vossos amigos e indique este lugar a eles.

Isso � estranho?

Um t�nel do tempo.

Esse lugar mudou muito pouco.

Se n�o est� quebrado...

Acha que a Thomas Sweet tem as balas que eu gosto?

Porque eu comi todas

- que me deu de anivers�rio. - Deus.

Obrigada, eu adorei.

O prazer foi meu. Ali�s, o Nick se recuperou da festa?

J� quebrou sua regra em menos de dois minutos.

�, acho que quebrei.

Com licen�a, pode nos trazer doses de J�germeister?

- Duas? - Quer saber?

- Traz a garrafa. - Claro.

- N�o precisava ser J�germeister. - Estava impl�cito.

Caramba.

- Aqui est�. - Certo. Obrigado.

De nada.

Tudo bem?

- Tudo. - S�rio?

N�o.

Aquilo...

- Nossa. Regra... - Regra dos cinco segundos.

Voc� n�o colocou nenhuma. N�o � assim que funciona.

- Abre mais. - � um saco pequeno.

Ai, meu Deus.

T� bom. Beleza. Conseguimos.

Obrigado.

Um saco de balas.

Um saco de balas...

Caramba, parece muito bom.

Pega uma.

Com licen�a! Acho que esqueceu de pagar pela geleia.

Como �?

Tenho certeza de que foi s� um engano,

mas voc� saiu com um pote de geleia e n�o pagou.

A gente s� pegou as balas. A gente n�o...

Eu vi voc� pegar.

Olha, eu n�o quero causar problemas, ent�o por que n�o entramos e...

Ei. Amigo, ela n�o roubou a sua geleia.

N�o sei o que est� acontecendo aqui, mas por que n�o mostra o que tem na bolsa?

Ela n�o roubou nada. T� legal?

Ent�o pode ir embora,

ou pode passar os pr�ximos seis meses desejando ter ido embora.

Quem � voc�?

- Quem �? - Seu filho.

- Oi, querido. - Oi.

Gretty e X gostaram do que eu fiz, ent�o chamaram uns amigos pra uma festa.

Posso n�o jantar com voc�s?

Claro, mas n�o esquece de comer.

Acho que eles encomendaram algo chamado sandu�che gordo.

Sandu�che gordo.

Tudo bem, filho. Vai ser delicioso.

- Manda mensagem depois. - Claro.

Sandu�che gordo.

A pol�cia ainda n�o liberou a casa, ent�o s� vim comprar coisas b�sicas.

Onde voc� vai ficar?

Estou no hotel Opus. Como os meninos est�o?

Cansaram de brincar no quintal.

Seu pai est� levando eles pro banho.

- Obrigada. Estou com saudades deles. - Eles n�o v�o sair daqui.

Fa�a o que precisa fazer.

Quer falar com Michael?

N�o. Vou sentir que estou mentindo.

- Te ligo amanh�? - Tudo bem.

- T� bom. - Tchau.

Eu te amo.

Oi. Posso te ajudar a encontrar algo?

S� estou abastecendo.

Acabamos de receber novas linhas de produto.

Vai adorar as m�scaras de olho.

S�o �timas pra linhas finas, pro incha�o...

N�o quero, obrigada.

Est� bem.

Estou obcecada com as suas sardas. Desculpa. S�o muito fofas.

Se olhar bem de perto, d� pra ver

um pouquinho de manchas da idade.

E esse problema no pesco�o... Relaxa, o meu tamb�m � assim.

Desculpa, qual � seu nome?

Sou a Keely.

Keely, s� vou comprar coisas pra alguns dias, ent�o estou bem.

- Est� de passagem na cidade? - N�o, moro aqui.

E por que ficar� s� alguns dias?

Bom, Keely, j� que voc� perguntou,

meu marido foi morto na entrada da nossa casa,

que � uma cena de crime, motivo pelo qual estou num hotel,

por isso preciso de produtos novos,

e � por isso, como voc� observou muito bem,

que talvez eu precise de m�scara para os olhos.

Est�vamos passando por um div�rcio muito conturbado,

ent�o uma parte de mim...

uma parte muito grande, est� aliviada por ele estar morto.

Mas eu estou me sentindo culpada pra caralho por isso porque...

ele � o pai dos meus filhos.

Isso me torna que tipo de pessoa?

E n�o ligo de contar isso porque quem � voc�, n�?

Mas acontece...

Eu finalmente estava aceitando ser uma divorciada,

e de repente virei uma vi�va?

Meu senso de identidade j� era, junto com o modelo de K�bler-Ross.

Ent�o, al�m de ter sido expulsa da minha casa,

tenho uma torre Jenga

de culpa, luto, confus�o e raiva pra processar,

que � o que eu estava tentando fazer e fracassei quando voc� veio aqui.

O que eu faria se fosse voc� seria pegar meu queixo na mesa,

e iria falar com aquela cliente ali na Laura Mercier,

porque parece que ela precisa de ajuda.

- Sim. Eu provavelmente devia... - �.

N�o �?

Muito bom. Muito bom mesmo!

Delicioso.

N�o.

CORREIO DE VOZ

- Quem era? - A vida real.

� a sua namorada?

- Amiguinha? - Desliguei.

Nunca desligou em 18 anos de casamento.

Ajuda a durar mais.

- O casamento? - A bateria.

H� anos n�o me divertia assim com voc�.

Porque voc�, amiga, est� b�bada.

Estou mesmo.

E aproveitando isso...

tenho uma confiss�o.

Ei!

- Eu gritei com o cara. - Voc� foi incr�vel.

Por qu�?

Nunca quis roubar nada?

�. T� bom. Quero saber mais.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Voc� � nova.

Sei disso porque s� temos seis f�s de verdade.

O clube s� deixou a gente cantar aqui porque o som deles quebrou semana passada.

Como assim? Voc�s s�o �timos.

�. Tenta controlar o entusiasmo.

Sempre disseram que aquilo que fez voc� sofrer bullying na escola

te faria transar na faculdade.

E voc� transa?

Pelo menos n�o pegam no meu p�.

- S�... Isso. Entrou. - Est� de ponta-cabe�a.

Agora olha. S� precisa dar uma...

E eu estou arrombando a fechadura Da casa de Jesus

Esta � a igreja. Casa de adora��o. Precisa respeitar.

Voc� fica.

- Senta aqui, t�? - O que estamos fazendo?

Eu vou nessa.

Preciso fazer uma coisa. Fica aqui.

O que est� fazendo?

- Voc� vai pro inferno. - Vou. Agora me conta uma novidade.

- Bolachas pra geleia. N�? - Te encontro l�.

- Voc� ficou louco. - Talvez sim.

N�o?

Posso te falar uma coisa?

� claro.

Eu n�o sa� da Bailey. Fui demitido.

O qu�?

- Por qu�? - �.

Fiquei arrogante e o Jack me for�ou a sair.

Teve uma mulher...

N�o. N�o foi por isso. � que...

Ele viu uma oportunidade, e foi com tudo.

- Ele � um desgra�ado. - �.

- Sempre odiou ele. - Sim, mas aquele dinheiro ajudava.

� muito ruim?

N�o � �timo.

N�s vamos ficar bem?

N�o � isso.

Estou correndo atr�s de muitas outras oportunidades.

N�s vamos ficar bem.

- Sinto muito, Coop. - N�o sinta.

- Vou dar um jeito. - N�o, eu sinto muito por tudo.

Deve sentir mesmo.

Ei, quer saber...

� o corpo de Cristo.

Toma cuidado.

� s�rio. Eu sinto muito.

Eu tamb�m sinto muito.

Eu perdi o foco...

bem antes de voc� e o Nick se envolverem.

Agora que falou, me sinto menos culpada.

- � mesmo? - �.

Nesse caso...

eu te absolvo.

O que � isso?

- Esqueci o celular... - A gente...

Encontrei. Obrigado.

- Obrigada, padre. - Obrigado. Deus te aben�oe.

SU�TE GEORGE WASHINGTON

Eu preciso ir.

Ei. S�...

E se a gente n�o voltasse?

E se a gente colocasse as crian�as no carro,

dirigisse na dire��o oposta

e recome�asse em um lugar novo?

Parece legal.

Foge comigo, Mel.

N�o se foge pra sempre.

Ainda n�o.

Saiba que n�o vai transar.

- � virgem? - Namorado.

- Tem namorado? - E isso importa?

Na real, n�o.

Vem. Vou ser um cavalheiro.

- Posso cantar pra voc�. T�. - Por favor, n�o.

Tudo bem eu me masturbar?

� isso a�. Caramba.

Isso �... uma cor.

Se divertiu ontem � noite, hein?

Fez boas escolhas?

N�o vai durar com o Jake.

� uma boa escolha.

- Pai. - Sil�ncio. � meu momento.

- Por que odiou tanto ele? - N�o odiei. Ele s� n�o est� � altura.

- Falaria isso de qualquer um. - Sim.

Um dia voc� vai conhecer algu�m

que vai ser alto, bonito, inteligente,

sens�vel, e todas essas coisas.

- E vai odiar ele. - Sim.

- �. - Muito provavelmente.

Me escuta.

Sei que parece que a sua vida est� sendo reiniciada,

e vai ser apavorante, mas confia em mim.

H� poucas coisas que pode fazer agora que n�o poder�o ser desfeitas.

�.

Talvez seja verdade.

Talvez as coisas precisem de mais esfor�o quando envelhece.

Algu�m j� disse que � madura pra sua idade?

Antes, lembre-se que ainda fede a v�mito.

- � mesmo. - Vem c�.

Caramba, eu queria ser sua amante

MORGAN - VOC� EST� BEM?

DESCULPA! MEUS PAIS TINHAM TIRADO O CELULAR DE MIM.

ANIMADA PRA TE VER NA SEGUNDA.

Por que gostam tanto dessa m�sica?

� horr�vel.

- O qu�? - Meu Deus.

Passou um dia no est�dio e agora � cr�tico.

Por favor, desliga isso.

- Ele tem raz�o. - � pra aumentar?

- Tudo bem. �. - N�o.

- Um pouco mais alto. - N�o, pai.

N�o.

�. Faz voc� se sentir melhor, n�?

Olha pra frente.

Vamos parar pra jantar.

Querem jantar? Digam "sim".

- Eu quero. - T�.

Eis o que acontece.

Voc� � lan�ado no mundo e passa sua vida acumulando.

Amor, sexo, fam�lia, amigos, casas, carros, experi�ncias.

Nunca para de acumular.

E s� quando envelhece repara nas coisas que vai perdendo no caminho.

E � quando o arrependimento cresce que nem um tumor na sua barriga.

Mas h� momentos de lucidez em que v� sua vida na sua frente.

As engrenagens e rodas. As curvas certas e erradas.

Os triunfos e trag�dias.

E nesses momentos consegue ver o que realmente importa.

O que te completa.

As coisas sem as quais seu para�so se transforma num inferno.

Nesses momentos, voc� sabe o que precisa fazer,

o que voc� precisa salvar... a qualquer custo.

Ei. Aonde voc� vai?

Vou pegar um guarda-chuva. A chuva apertou.

� meio surreal ver voc� e a Mel em fam�lia assim.

- N�o costumava ser. - �, n�o costumava. Ent�o...

- Tem algo rolando? - � s� um jantar.

Se voc� diz.

Passar um tempo com a fam�lia, com a Mel,

me despertou e me deu a coisa que eu nem sabia que tinha perdido.

Esperan�a.

Como se a neblina sumisse.

Eu vi o que perdi, e ia recuperar.

Seria dif�cil, mas era poss�vel.

Ei!

Liga pra emerg�ncia.

Ei!

Ei!

- Fiquem! - Vamos!

Vamos embora!

Barney!

Ai, meu Deus.

- Olha pra mim. - Est� me ouvindo?

- Onde d�i? - Meu Deus.

Por favor. Ai, meu Deus.

Algu�m! Por favor!

Vai ver se o Barney est� bem.

Legendas: Rafael Magiolino

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