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Original subtitles

O DEL�RIO DE UM S�BIO (1940)

Quanto tempo vai levar at� admitir que n�o conseguir�?

Nenhum, caro Mendoza, porque j� consegui.

E ainda est� vivo.

Veja. Veja voc� mesmo.

Incr�vel.

Est� vendo?

Eu usei r�dio suficiente para faz�-lo em peda�os...

e, ainda assim, consegui mant�-lo vivo.

Voc� precisa parar com isto.

Destrua suas amostras. Queime suas anota��es.

Voc� est� louco?

Deve me ouvir antes que seja tarde demais.

Quando eu descobri este dep�sito gigantesco de r�dio...

pensei primeiro em voc�, o Dr. Thorkel, meu professor.

O Dr. Thorkel, o grande bi�logo.

Mandei cham�-lo para me aconselhar.

Imaginei a cria��o do Instituto Thorkel aqui na selva.

Um pal�cio de cura para todo o mundo.

Por acaso somos m�dicos de campo?

Voc� n�o percebe o que temos aqui?

Temos em nossas m�os a for�a c�smica da cria��o.

Temos o poder de transformar a vida...

de destru�-la e reconstru�-la novamente.

Mold�-la como argila.

Mas � uma loucura.

� diab�lico!

Joga com poderes reservados a Deus.

E isso � bom.

� muito bom.

� exatamente isso que estou fazendo.

N�o vou permitir.

Esqueceu quem � o mestre e quem � o aluno?

N�o, e por isso pe�o-Ihe que renuncie a este mal.

Voc� vai interferir no meu trabalho?

Eu devo. Tudo isso � meu, e eu o pro�bo.

Voc� pro�be?

FUNDA��O NORTE AMERICANA DE PESQUISA

Certamente Grossmith poder� assumir as suas aulas.

N�o estou preocupado com isso, mas...

o Dr. Thorkel n�o teria me chamado a menos que fosse algo...

de extrema import�ncia.

Voc� conhece o Dr. Thorkel apenas pela sua reputa��o.

Trabalhei com ele durante um inverno no Instituto.

Ele � um homem muito estranho.

� muito reservado com rela��o as suas experi�ncias.

E agora que completa dois anos isolado...

em um acampamento na selva amaz�nica..

quem sabe dizer como est� sua sa�de mental?

Dr. Thorkel pode ser exc�ntrico...

mas � tamb�m o maior bi�logo de nosso tempo.

Ficarei feliz em ajud�-lo, se puder.

Eu desejaria que n�o fosse.

Dr. Rupert Bulfinch Funda��o Norte-Americana de Pesquisas

Cidade de New York.

Estou feliz por encarregar-me dos servi�os microsc�picos da expedi��o.

Ciente das dificuldades da viagem, mas n�o estou preocupada.

Dr. Stockton, n�s j� percorremos 15 mil Km.

Por favor, fa�a um esfor�o para compreender a nossa situa��o.

Posso compreender perfeitamente.

O Dr. Hardy n�o suporta a altitude...

e eu sou o �nico mineralogista dispon�vel nesta regi�o de Lima.

A resposta continua sendo n�o.

Fomos alertados que recusaria qualquer forma habitual de trabalho.

Quem me fez esse favor?

Falamos com o C�nsul, claro.

E o que ele disse?

Oficialmente, ele disse que voc� est� em f�rias prolongadas.

Mas, como seu amigo...

admite que teve preju�zo ao comprar as suas promiss�rias.

Voc� pega as coisas muito r�pido, n�o �?

Ent�o, Sr. Stockton, o que prefere?

Ir para a cadeia ou trabalhar?

N�o.

Eu n�o alugaria essas mulas nem para minha m�e.

Eu gostaria de ajud�-lo.

N�o precisamos da sua ajuda.

Reservamos essas mulas, por telegrama, um m�s atr�s.

Sinto muito.

Neste meio tempo, eu as comprei.

Sou mineiro e preciso delas.

Poderia, por favor, ao menos ouvir o que tenho para dizer?

Claro.

Eu sou um bi�logo.

Claro, um ca�ador de insetos.

O Dr. Alexander Thorkel, a quem vamos nos unir...

tamb�m � um ca�ador de inse... Um bi�logo.

H� dois anos que faz um trabalho de campo...

em seu acampamento no rio Karana.

� um lugar muito perigoso e isolado para ca�ar borboletas.

Voc� parece n�o compreender...

que o Dr. Thorkel � a maior...

autoridade em estrutura molecular org�nica.

N�o h� nada como aprender um of�cio.

Voc� me convenceu. Agora vamos ver se o convence.

Voc� quer mais dinheiro pelas suas mulas?

Suponho que voc� tamb�m � uma doutora.

Se n�o quer dinheiro, o que quer?

Quero ir junto.

Isso n�o estava previsto.

Dr. Thorkel pediu apenas tr�s pessoas selecionadas, apenas tr�s.

Como queiram.

Se as mulas v�o, eu tamb�m vou.

Doutor Thorkel.

O que �?

Eles chegaram.

Muito bom.

Onde est� o Dr. Thorkel?

Voc� viu um cavalo com manchas?

N�o, nenhum cavalo.

Ele se foi.

Tipo.

Meu cachorro, n�o quero que ele se perca tamb�m.

Ent�o amarre-o.. O Dr. Thorkel n�o est� aqui?

Ele j� est� vindo.

Dr. Bulfinch, sua vinda me honra.

A honra � minha por unir-me ao senhor, Dr. Thorkel.

Voc� deve ser a Dra. Robinson.

Foi muito corajosa em vir.

Encantada.

Dr. Hardy, � mais jovem do que eu pensava.

Desculpe desapont�-lo, mas n�o sou o Dr. Hardy.

Eu sou Bill Stockton.

O Dr. Hardy ficou doente e por isso...

contratamos os servi�os do Sr. Stockton.

Estou certo que est� qualificado.

Meu passado foi bem investigado.

Um lugar estranho este aqui, perdido em plena floresta.

Ignorava que estavam em quatro.

Ol�, doutor.

O Sr. Baker � propriet�rio das mulas.

Ele insistiu em vir junto para cuidar delas.

Foi muito gentil de sua parte nos ajudar.

Dr. Bulfinch, seu �ltimo trabalho sobre...

a estrutura molecular de tecidos biol�gicos...

me convenceu de que n�o havia...

ningu�m melhor para colaborar comigo...

nesta fase do meu trabalho.

Estou duplamente honrado.

A sua presen�a aqui � muito valiosa...

e eu pedi que viesse...

porque minha vista j� n�o me permite usar o microsc�pio.

Chocante.

E nada pode ser feito? E se fosse � um especialista?

N�o, devo ficar aqui at� que meu trabalho esteja conclu�do.

Est�o muito cansados para come�armos imediatamente?

Claro que n�o.

Pronto.

Vamos chamar esse esp�cime de "A".

Por favor, Dr. Bulfinch.

Bill, voc� deve fazer a sua parte no trabalho.

Eu sou a respons�vel por voc�.

Se voc� tivesse um rebanho de ovelhas ou nove filhos...

teria motivos para se preocupar.

Deteriora��o progressiva.

Inclusive com a desintegra��o da estrutura.

Excelente.

Sr. Stockton. R�pido.

Por favor. Voc� n�o pode recusar.

Eu recusaria se tivesse que andar mais.

Que c�lulas curiosas.

Sua opini�o sobre estrutura celular n�o me interessa.

Fale apenas se ver alguma coisa que reconhe�a.

Claro que sim.

Cristais de ferro.

Me perdoe se pare�o alterado...

pelo o que acaba de me dizer...

isto prova a teoria na qual...

o meu trabalho foi baseado nos �ltimos dois anos.

E os seus olhos, rapaz...

me deram a pista para o meu �nico erro.

Estes olhos deficientes...

me atrasaram muito estes �ltimos meses.

Sem falar das implica��es desta viagem em voc�s, meus amigos.

N�o, Dr. Thorkel, � um privil�gio.

Me desculpem, mas agora preciso retornar ao meu trabalho.

Tenho alguns processos em andamento...

que exigem a minha aten��o constante.

Espero encontrar um tempo, pela manh�, para me despedir.

Se n�o for poss�vel, por favor...

aceitem agora a minha estima e gratid�o.

Adeus.

Voc� est� tentando insinuar que me fez viajar...

eu, o Dr. Rupert Bulfinch, 15 mil Km, s� para isso?

Eu n�o estou insinuando nada, Dr. Bulfinch.

Estou apenas expondo um fato.

Em um ponto muito cr�tico do meu trabalho...

voc�s foram capazes de me oferecer...

o benef�cio de uma vis�o apurada.

No entanto, agora n�o preciso de mais da sua ajuda...

Permita-me que eu retorne ao meu trabalho.

� mais interessante.

Adeus.

Eu digo a voc�, n�o vou ser tratado desta forma.

Eu n�o serei tratado como um garoto de recados.

Se eu estivesse na sua posi��o, Dr. Bulfinch...

eu n�o daria um passo daqui at� que o Dr. Thorkel desse...

uma explica��o adequada.

N�o posso me rebaixar � disputas indignas com ele.

Est� certo.

Se ele n�o nos quer aqui, o que temos a fazer � ir embora.

Nem sequer se irrita com isso?

Para que?

Voc� percebe que ap�s percorremos um longo caminho...

n�o temos a menor id�ia no que o Dr. Thorkel est� trabalhando?

Talvez voc�s n�o saibam, mas eu sei.

� um segredo?

N�o mais.

� uma mina, como eu sempre imaginei.

Tolice.

Pense como queira...

mas tem sido explorada...

desde que os incas constru�ram aquele muro.

Voc� est� sonhando Steve.

Seja l� o que for Dr. Thorkel est� fazendo aqui...

certamente n�o � minera��o.

� dif�cil convencer voc�s dois.

� profundo.

Sr. Stockton.

De onde isso vem?

Do dep�sito de min�rio atr�s da casa Thorkel.

Isso n�o � mineral.

S�o fragmentos de osso.

Dicotylinae.

O qu�?

Porco do mato nativo.

Pe�o-Ihe para certificar se s�o de origem recente.

Deve ser de um horr�vel e jovem porco.

Dr�. Robinson, voc� est� de parab�ns.

Voc� est� presente na identifica��o de uma esp�cie de porco an�o...

at� ent�o desconhecida pela ci�ncia.

Um animal com exatamente 10 cm de comprimento, em sua maturidade.

Vou cham�-lo Dicotylinae bulfinchi.

Voc� � muito r�pido na atribui��o de cr�ditos, Dr. Bulfinch.

Posso ver as provas?

Inegavelmente um porco muito pequeno.

Inegavelmente, uma esp�cie absolutamente nova.

Estranho como o homem se entusiasma com os tamanho das coisas.

Como bi�logo, voc� deve lembrar que a dimens�o...

representa a principal diferen�a entre os mam�feros.

Na ess�ncia, um rato e uma baleia s�o id�nticos.

De qualquer forma, estou satisfeito por n�o terem partido ainda.

Isto me d� a oportunidade...

de agradecer-Ihe mais uma vez antes que partam.

N�s n�o estamos partindo.

Mas eu n�o os quero aqui.

A descortesia, para n�o mencionar a falsidade total...

com o qual me tratou libera-me completamente...

de qualquer obriga��o de considerar os seus desejos.

Eu tenho apenas um coment�rio a fazer.

Se ficar aqui mais uma hora, ser� por sua conta e risco.

Pinto.

� o meu cavalo, Pinto.

Ele voltou.

Pedro.

Mas este � Pinto.

Bobagem. Fique aqui.

Para mim parecia um cavalo.

Calma, garoto.

Firme, Pinto.

Calma, garoto, calma.

Firme, rapaz.

Calma, rapaz.

Voc� acha que � o fantasma de Pinto que ele quer pegar?

Ningu�m aqui sabe uma resposta melhor.

N�o, Pedro, eu receio que o Dr. Thorkel...

apenas imagina que tem algo na caixa.

Ele quer dizer que o seu chefe...

est� cortando bonequinhas de papel.

O que ele deve fazer naquela casa?

O que � aquilo que nenhum de n�s pode ver...

nem mesmo Pedro?

Quanto tempo voc� est� aqui?

Cinco, seis meses.

Desde que eu cheguei aqui com os ratos.

Que ratos?

Quarenta ratos, trinta galinhas...

quatorze c�es, sem contar o Tipo.

Sete gatos, al�m de Satan�s.

O que aconteceu com todo esse zool�gico?

Eu n�o sei.

Exceto pelas 5 galinhas, todos foram para casa do Sr. Doutor.

Eu n�o vejo nada de anormal em um bi�logo...

que usa animais em seus experimentos.

O que acha que ele faz com eles, Doutor?

Eu n�o sei.

Mas Satan�s...

A cada dia que passa fica mais gordo.

Vamos embalar tudo e dar o fora daqui.

Steve, venha aqui.

O que �?

Segure isso.

O que � isso?

O que voc� acha que �?

Eu sei o que �. Isto � pechblenda.

O material de onde o r�dio vem?

Min�rio de ur�nio...

Eles v�o te ouvir.

Este � aquele que voc� exp�s a 3 metros.

Completamente emba�ado.

Dra. Robinson, este min�rio...

cont�m uma propor��o sem precedentes de r�dio.

� melhor nos apressarmos.

Dra. Robinson e eu reconsideramos a situa��o...

e decidimos ficar aqui para cuidar do Dr. Thorkel.

Voc� � importante em outros lugares.

Acho que Bill e eu � que dever�amos ficar.

Mas n�s estamos melhor equipados para a tarefa.

Alem disso, ele � um colega cientista.

Por que n�o paramos de tentar enganar um ao outro?

Que pena que voc� reconheceu o min�rio.

O mesmo para voc�.

Mas eu acho que alguns milh�es de d�lares...

dividido por quatro n�o � nada mau.

Mas n�o � s� pelo dinheiro.

Pensamos como isso seria importante...

para os laborat�rios cl�nicos e de pesquisa.

Claro, com seus nomes escritos em...

letras bem grandes na porta principal.

Quietos, o Pedro vem vindo.

Eu n�o vejo raz�o...

para que nos comportemos como conspiradores.

N�o temos nada a esconder.

S� devemos decidir se vamos deixar nas m�os de um louco...

algo t�o importante para a humanidade.

Ele est� l� fora trabalhando no guincho.

� agora ou nunca.

Pinto. Ele esteve aqui.

N�o tem nenhum cavalo aqui agora.

Ele trouxe muitos �culos extras.

Suas anota��es.

� o Pinto.

Ele n�o est� aqui, Pedro. O som veio de fora.

Ent�o...

O Dr. Thorkel acredita...

que � capaz de reduzir o tamanho de um cavalo.

Bandidos. Ladr�es.

O que voc�s est�o fazendo em minha casa?

Voc�s n�o tem sequer o direito de estar no meu campo.

N�o s�o mais do que meus empregados...

que eu j� tinha dispensado...

e pedido para partirem.

Agora voc�s invadem o meu laborat�rio.

Saiam! Saiam imediatamente!

Somos seus amigos, Doutor.

N�s s� queremos ajud�-lo.

Eu sei que tipo de amigos voc�s s�o.

Eu sei que voc� quer.

Voc� entrou aqui para aprender o que eu estou fazendo...

para se aproveitarem do meu trabalho.

Mas nego-me a compartilh�-lo N�o preciso de ajuda.

Minhas anota��es!

N�o podemos prend�-lo em algum lugar?

Sinto muito.

Percebo que me precipitei.

Tenho trabalhado muito duro ultimamente.

e talvez tenha perdido de vista os verdadeiros valores.

Ser� que podem me perdoar, meus amigos...

se como penit�ncia, eu explicar para voc�s..

o que estou tentando conseguir?

Dou a minha palavra.

Prometo que n�o me aproveitarei da sua confian�a.

Obrigado.

Todos aqueles que, no passado...

escavaram aqui procurando ouro, morreram...

sem saber que tinham descoberto algo de valor muito maior.

Um dep�sito do mais rico min�rio de r�dio...

j� conhecido pelo homem.

Vejo que voc� j� est� ciente disso.

Quanto j� extraiu at� agora?

At� agora, nada mais do que preciso.

Este tubo � o meu canal condutor.

O concentrador desce pelo po�o at� o dep�sito principal.

Com ele, eu recolho e conduzo, sob o meu controle...

a imensa for�a radioativa da pr�pria natureza.

Imposs�vel.

Imposs�vel?

Certa vez, Benjamin Franklin...

com uma pipa, atraiu um raio em uma tempestade.

Da minha maneira eu tamb�m atraio a for�a c�smica...

do seio da Terra.

Ent�o o que faz com ela?

Vou Ihes mostrar.

Este � o meu condensador.

Venha.

Notem que � semelhante, na concep��o...

aos instrumentos utilizados...

nos hospitais para atacar tecidos cancer�genos.

Porem infinitamente mais poderoso,

Sou capaz de us�-lo com tal precis�o que posso tratar a asa...

de uma borboleta sem feri-la.

Se examinarem de perto, notar�o a simplicidade da sua constru��o.

Pinto.

Pedro. Venha aqui.

Venha, Pedro. Quero que veja isso tamb�m.

N�o seja impaciente.

Eles est�o no por�o, mas voc� n�o poder� v�-los..

at� que recuperem a consci�ncia.

Posso ouvir o Dr. Bulfinch dizendo: Imposs�vel...

quando acordar e notar que est� vestido s� com um len�o.

Voc� pode estar certo.

Est� quase na hora.

N�o.

N�o, voc� n�o deve assust�-los.

Venham meus amiguinhos. Voc�s n�o t�m o que temer.

As cordas vocais est�o perfeitas.

Isso � um bom sinal.

Voc� n�o tem febre?

Dr. Bulfinch, poderia tomar o pulso dos seus companheiros?

Como em todas as criaturas pequenas...

a primeira rea��o � tentar escapar.

Bem, h� a escada.

Fujam se quiserem.

N�o, estes ratos n�o s�o para voc�. Pelo menos, por enquanto.

Coordena��o muscular, perfeita.

Reflexo das a��es, perfeito.

Estrutura f�sica, perfeita.

N�o h� necessidade de se esconderem.

Eu guardei o gato.

Veja, eu estou sentado.

Eu n�o os amea�o em nada.

Venham para onde eu posso v�-los.

Gosto de olhar para voc�s.

Como voc�s s�o medrosos!

N�o foi s� o tamanho de voc�s que mudou.

Esqueceram-se de que tentaram...

se apoderar das minhas descobertas?

J� perderam todo o interesse?

Onde est� esp�rito cient�fico de voc�s?

Cheguem mais perto.

N�o tenham medo.

Qual � o problema?

Voc�s n�o podem falar?

Sim, eu posso falar.

E com uma voz natural, perfeita.

Mas venham, voc� n�o est�o curiosos?

N�o tem perguntas a fazer?

Apenas uma.

Como pode a Provid�ncia permitir...

a exist�ncia de tal monstruosidade?

Maravilhoso. Exatamente o mesmo car�ter.

O sistema nervoso e o c�rebro n�o foram danificados.

Agora, meus amiguinhos, quero verificar de novo...

o peso e tamanho de voc�s.

Mas, primeiro, permitam-me que recorra a um estimulante.

Desculpe-me.

Mas, durante o per�odo da transforma��o de voc�s...

Eu n�o dormi nem uma hora, nem um momento.

Deveriam estar orgulhosos.

Eu tenho sido capaz de alterar o tamanho de muitos organismos...

mas voc�s s�o os primeiros esp�cimes...

a sobreviverem por mais do que algumas horas.

Eu repito, voc�s deveriam estar orgulhosos.

E consegui gra�as a voc�s.

Voc�s me deram a pista do meu �nico erro.

Os cristais de ferro.

Identificando os cristais de ferro.

Agora eu posso controlar a vida absolutamente.

Satan�s!

Esse � o meu cachorro.

Um grande cachorro!

Tipo?

Ele � magn�fico.

Tipo.

Tipo, sou eu, Pedro.

Tipo, olha para mim. Sou eu, Pedro.

Tipo, voc� n�o se lembra quando ca��vamos?

Lembra?

Este � o meu cachorro, mas quem � Pedro?

Voc� est�o muito quietos.

Isso � bom.

Agora, saiam.

Quero v�-los novamente.

Eu admito que teoricamente � poss�vel quebrar o tecido org�nico...

submetendo-o � radioatividade...

mas o Dr. Thorkel est� errado sobre todo o resto.

Um campo radioativo n�o pode ser canalizado.

Ele est� absolutamente errado.

Voc� pode estar certo, Dr. Bulfinch.

Talvez voc�s n�o sejam pequenos.

Talvez todas as outras coisas � que sejam grandes.

Meus amiguinhos, estou muito orgulhoso de voc�s.

Voc�s s�o muitos engenhosos.

Agora, voltem. Devemos retomar os exames.

Permane�am aqui.

Tentarei argumentar com ele.

Entre, Dr. Bulfinch.

Ficarei feliz por receb�-lo primeiro.

Eu certamente n�o entrarei.

O qu�?

Um motim?

Eu exijo que nos traga as mulas e nos devolva � civiliza��o.

Em uma sacola?

Que posi��o indigna para o grande Dr. Bulfinch.

Alem disso, as mulas j� foram devolvidas � civiliza��o.

Ent�o, devemos nos considerar seus prisioneiros?

Digamos que voc�s s�o convidados do meu laborat�rio.

Ent�o, somos prisioneiros.

Prisioneiros da caverna do Cyclops.

Cyclops?

Est� fazendo refer�ncia a minha vis�o?

N�o, ao seu intelecto.

Cyclops, tamb�m pensava que tamanho e for�a eram suficientes.

Ele era um sujeito muito ignorante.

Enquanto Ulisses possu�a uma mente muito superior.

Olhe para tr�s, Ulysses.

Uma galinha est� a ponto de bicar voc�.

V� embora ave rid�cula.

Chega desta bobagem. Venha c�.

Dr. Thorkel, eu n�o vou, sob quaisquer circunst�ncias...

cooperar com voc�. Em nada.

Venha aqui de uma vez. Isto � uma ordem.

Eu n�o vou. Eu n�o vou.

Dr. Thorkel, eu o avisei.

N�o vou tolerar este ultraje.

Acalme-se, professor.

Me surpreende que um cientista da sua categoria...

se deixe levar por explos�es emocionais.

Voc� se encarregar� de mostrar ao mundo o meu trabalho.

Os seus crimes.

O mundo Ihe parecer� muito grande com estas pernas t�o curtas.

Um pouco mais reto, por favor.

Obrigado, doutor.

Doutor Thorkel, eu exijo a sua aten��o.

Exatamente 33,65 cm

Agora, doutor, suba na balan�a.

Obrigado.

Vejo que voc� se antecipou aos meus desejos.

Isto, certamente, n�o era minha inten��o.

Alguma coisa est� errada?

Voc� est� surpreso.

Fique quieto.

Ent�o afinal a grande mente n�o � infal�vel.

Fique aqui.

Eu n�o.

Fique aqui.

Eu n�o.

Que pena!.

Doutor, que erro cometeu agora?

� a natureza que est� cometendo o erro.

Voc� est� se desenvolvendo exatamente...

como se fosse um organismo jovem...

em vez de um organismo maduro.

Voc� est� come�ando a crescer.

Crescendo?

Qu�o r�pido?

At� agora, o crescimento � quase impercept�vel.

Mais tarde, pode acelerar.

Ent�o ser� preciso refazer os seus c�lculos.

Estou ciente desse fato.

E isto � o que � mais lament�vel.

O que voc� vai fazer?

Como voc� e os seus companheiros...

recuperar�o o tamanho normal...

voltar�o a interferir no meu trabalho...

e isso � algo que eu n�o posso permitir.

Ent�o estavam me espionando.

� melhor voltarem.

Voc�s nunca viver�o meia hora na floresta.

Olhe, n�o � a canoa sobre a qual tinha-nos falado?

�. Venham. Nos ajudar� a sair deste lugar.

� um pouco grande, n�o �?

Antes era muito pequena.

Eu remava assim.

Bem, e agora como faremos?

Para mim qualquer coisa serve...

desde que me leve para bem longe daquele cientista maluco.

N�s n�o podemos continuar, assim, tendo medo de tudo.

Esta canoa � a nossa �nica chance para fugir.

Vou empurr�-la.

Ela � muito grande mesmo.

Voc� � o engenheiro...

Encontre uma maneira de coloc�-la na �gua.

Voc� � uma cientista, o que sugere?

Bem, as pessoas movem casas e muitas coisas pesadas.

N�o utilizam as alavancas e guinchos?

Companhia perfeita.

Logo agora que tudo corria bem.

Se tiv�ssemos mais madeira.

Ali tem um monte.

Pegue voc� mesmo.

Tem alguma id�ia brilhante?

Voc� consegue pegar a madeira se eu desviar a sua aten��o?

Irm�, estou come�ando a admirar esta mente cient�fica.

N�o chegue muito perto.

Peguem a madeira.

Segure.

Com prazer.

Agora! Empurrem.

Esse crocodilo n�o era t�o corajoso.

Verdade. Ele nunca mais vai voltar.

Sabem o que eu acho?

Depois de Ian�armos a canoa, devemos instalar uma vela.

Com uma vela e um leme, podemos ir a qualquer lugar.

Claro!

R�pido, para a caverna.

N�o, n�o, n�o. � o meu cachorro, ele nos seguiu.

Para o capim.

Fora!

Fiquem aqui.

Tipo, vai me seguir.

Tipo.

Fora!

Eu sei que voc�s est�o aqui.

Que ingenuidade.

Estou muito orgulhoso de voc�s.

Ent�o, voc�s est�o determinados a se esconderem.

Agora � nossa chance.

Depressa, Bill, antes de ele volte.

Qual � o problema com voc�?

Dr. Bulfinch e Pedro pararam de correr, n�o �?

Bem, aqui � onde eu vou parar.

O que voc� vai fazer?

N�o sei ainda, mas eu ficarei aqui.

Vou encontrar uma maneira mat�-lo.

Estou cansado de fugir.

Cuide dela, Steve.

Voc� mesmo pode fazer isso Bill.

Ficarei com voc�.

Voc� n�o acham que eu vou ficar sozinho...

com este tamanho, n�o �?

O que te faz pensar que ele vai deitar quando chegar?

Lembra-se de como ele parecia cansado?

Ele est� com muito sono.

Espero que esteja certo.

Um pouco para a direita.

Est� na mira.

Aqui vamos n�s.

Diretamente na orelha.

Cuidado, Bill!

Ent�o voc�s voltaram.

Est�o aqui.

Se atrevem a atacar-me?

Voc�s cometeram um grande erro, entenderam?

O Dr. Bulfinch entendeu porque Ihe expliquei antes que morresse.

Agora vou dizer porque voc�s tamb�m morrer�o.

Voc�s est�o em crescimento.

Em breve voltar�o aos seus tamanhos normais.

Se continuassem escondidos, voc�s poderiam ser salvos.

Mas agora � tarde demais.

Voc�s est�o presos neste quarto e nunca mais v�o sair.

Porque primeiro eu vou encontrar voc�s.

Vou encontr�-los.

Voc�s entenderam? Vou encontr�-los!

E quando eu Ihes encontrar, vou destru�-los.

N�o esperarei que recuperem o seus tamanhos.

Vou destru�-los agora!

Est� agindo como um idiota.

Um idiota cego.

Ent�o, meus amiguinhos...

voc�s me declararam guerra, n�o foi?

Agora voc�s podem me chamar de Cyclops...

porque eu tenho um olho bom.

MESES DEPOIS

Em poucas palavras o nosso problema � o seguinte...

Se n�s contarmos tudo o que aconteceu conosco...

v�o nos prender em uma cela acolchoada...

e n�o teremos acesso � mina.

Portanto lembrem-se, nada disso aconteceu.

Fora.

Ei, voc�s viram isso?

Ou�am, j� n�o tiveram problemas suficiente nestes �ltimos dias?

Legenda por brutus_sp Julho 2012

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